Crítica

O Homem do Futuro

 Bom, este longa prova que Wagner Moura consegue ir muito além do Capitão Nascimento de Tropa de Elite provando assim sua versatilidade como ator. Tanto é que ele consegue dar características diferentes para três versões dele mesmo.

Temos a boa direção de Claudio Torres apesar de que pra mim esta história de viagem temporal é bastante batida, pois os americanos exploram  o filão há anos. Exemplos: De Volta para o Futuro, A Máquina do Tempo, Efeito Borboleta e outros que não me recordo agora.

O melhor exemplo é De Volta para o Futuro aonde vemos Marty McFly viajando no tempo para o passado para consertar seu futuro.

Tive o prazer de rever a segunda sequencia (dia 10/03) na Rede Record (o qual fui assistir no cinema no início da década de 1990) .

Por falar em De Volta o comercial da Mitsubishi com o novo carro Lancer  foi bem inteligente ao colocar a música tema e o símbolo da empresa após a imagem do Capacitor de Fluxo.

Voltando, só de ouvir Tempo Perdido  um clássico da Legião Urbana na voz de Wagner e Alinne Moraes me fez voltar no tempo, justamente na época em que eu ouvia toca discos (acho que esta é a principal proposta do filme).

Aliás as músicas do filme são um capítulo á parte e contribuem de maneira marcante. Ouvimos: Creep, do Smashing Pumpkins na voz de outro cantor que infelizmente não conheço, By my side, do INXS (do falecido Michael Hutchence),  End of the World, do R.E.M (aquela banda do Loosing my Religion), Inútil do Ultraje a Rigor (sucesso cabeça), além de outro clássico dos anos 1960 “Reflections of my life” e se não me engano é do The Marmelades.

Vemos  na aula de física a teoria do buraco negro, a definição do espaço-tempo e a explicação de universos paralelos. Bom como leitor de HQs paradoxo temporal não é novidade pra mim, pois já estou acostumado a ver isto nos quadrinhos da DC Comics (Linha Túnel do Tempo e as Crises).

Se eu pudesse viajar no tempo falaria com o Anderson, de 1986 quando fiz a 5° série na Levy Miranda (pra estudar bastante e fazer uma faculdade) e o Anderson de 1992 período em que servi no Exército na Companhia de Material Bélico pra poder realmente modificar coisas que atualmente gostaria de ter feito de forma diferente.

O que não se faz por amor? Acho que qualquer um voltaria no tempo por Alinne de Moraes. Enquanto em De Volta para o Futuro há um quadro eletrônico no De Lorean para se direcionar a viagem no tempo no filme do Homem do Futuro o ponto de ligação é o dia 22 de novembro de 1991 entre o presente e o passado de Zero (Wagner Moura).

O filme é bom, leve, bem dirigido, inteligente, mas americanizado parece produto pra gringo ver, porém vale a pena assistir.

 
Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Crítica

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s