Arquivo do mês: julho 2012

HQ

Avante Vingadores! #53 – Capitão América: Um Homem Fora do seu Tempo

Esta é uma das melhores HQ que li ultimamente, pois ela define como o homem Capitão América é, age e pensa. A narrativa demonstra fatos da vida do personagem em anos diferentes desde 1945, durante 1960 (quando foi revitalizado por Stan Lee Jack Kirby) e até aos dias atuais.

Temos a noção de como Steve vê o mundo mesmo tendo perdido fatos importantes da história recente.

Em, “Giro”, Steve Rogers representa o verdadeiro espírito americano principalmente o pós 11 de setembro visto com a arte de Jason Latour.

A parte Um acontece em 1945 mostrando diferenças de quando o Capitão desperta nos dias atuais, pois no desenho dos Vingadores em Nova York há uma estátua em homenagem ao Capitão e Bucky,  como foi  visto no episódio: Lenda Viva. E nesta HQ tem outra estátua em homenagem aos Vingadores originais (aparentemente sem o Hulk) também em Nova York.

O rosto do ator Will Smith aparece na TV, mas suponho que o presidente que está no Salão Oval seja Barack Obama, porque infelizmente não quiseram desenhá-lo, talvez seja pra dar importância ao herói e não a pessoa real.

Na parte quatro o Capitão está no Cemitério Nacional de Arlington pensativo. Quando Thor chega Steve desabafa sobre Bucky não ter uma lápide esculpida em sua memória.

Então Thor fala francamente sobre morrer como um verdadeiro guerreiro e literalmente esculacha Steve Rogers é simplesmente magnífico.

Entre idas ao passado, pensamentos e divagações de uma vida que não viveu, a liderança de campo dos Vingadores. Aqui temos uma linda HQ com boas histórias do início ao fim sobre Steve Rogers, o Capitão América: Um Homem Fora do seu Tempo.

 
 
 

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Artista

John Byrne

Ele é o meu artista favorito de todos, pois foi com seu estilo dinâmico que comecei a ler o kriptoniano. Eu tinha 12 para 13 anos quando saiu a reformulação do Homem do Amanhã após a maxissérie Crise nas Infinitas Terras.

A edição Super-Homem  n° 38 trazia “Sob os Raios da Aurora Verde” com argumento e arte de Jonh Byrne e arte final de Dick Giordano, recontando a origem do maior de todos os super-heróis.

Já na primeira edição fomos apresentados a um planeta Krypton frio e científico, bem diferente do que era conhecido pelos leitores até então, com uma sociedade fechada e isolada. Conhecemos Jor-El e Lara (os pais biológicos de Kal-El) e o dilema de enviar seu filho, ainda um embrião pra a Terra. Na época achei muito impactante e passei a usar a mesada que meu pai me dava pra comprar todo mês uma revista do Super-Homem.

O Super de Byrne era totalmente diferente, pois não voava atravessando a barreira do tempo e também não era nenhum gênio científico.

Essas mudanças vieram com a afirmação que Kal era o único sobrevivente de Krypton e foram um sucesso tremendo. Além do fato que havia sumido com o Superboy e a Supergirl deixando milhares de fãs atônitos.

A releitura de Byrne foi tão profunda que mexeu no status quo da relação que havia entre o Azulão e o Homem-Morcego. Se antes eles eram amigos com a mudança divergiam na maneira de combater o crime.

Havia até uma desconfiança mútua que lentamente foram modificando através dos anos.

Lois Lane continuava atrás do Super-Homem, mas para ter matérias exclusivas sobre o herói. E foi um momento marcante quando Clark surgiu do nada com a “Reportagem do Século”, deixando-a com muita raiva dele por um bom tempo.

Na concepção do artista Lex Luthor não eram ais aquele cientista do mal, tipo o que havia no desenho dos Super Amigos. Ele tornou-se um executivo de sucesso que mantinha negócios escusos por debaixo dos panos (melhor impossível).

O legado de Byrne foi criar a vilã Magpie e tornar o Azulão mais aceitável, pois se antes era tido como um “deus” durante a revitalização foi transformado num herói mais “humano”.

Logo me tornei fã de Byrne, pois passei a acompanhar seu trabalho na Marvel com o Quarteto Fantástico aonde o grupo tinha aventuras por vários cenários diferentes: dos confins do espaço sideral ao centro da Terra; do mundo dos sonhos; á Zona Negativa; do passado ao futuro.

 Mulher-Hulk  aonde suas aventuras solo eram marcadas pela comédia, com um tratamento diferenciado no qual Jennifer Walters sabia ser uma personagem de quadrinhos e ficar se comunicando com os leitores o tempo todo, bem como com o próprio Byrne. Sua forma de apresentar a heróina engraçada e ao mesmo tempo sensual foi uma das melhores coisas que já pude ler.

Sem esquecer de Namor que ganhou a  primeira revista solo em décadas e Byrne explorou o personagem de um modo diferente: atuando como um empresário em prol da preservação dos mares. Outro bom trabalho sem o merecido sucesso.

Também tive o privilégio de ler o Gigante Esmeralda. Byrne definiu que o Hulk surgiu cinza e só depois tornou-se verde (assumindo um problema de colorização na primeira edição da revista do monstro, em 1962), criou os Caça-Hulks, separou Bruce Banner do Golias Esmeralda algo que acarretou um enorme problemas para os dois e casou o cientista com a velha namorada Betty Ross. E ainda pôs o monstro em fúria cega e assassina contra todos os Vingadores.

John Byrne é o melhor artista dos anos 1980 seu maior talento consiste em transformar para melhor qualquer personagem em que põe as mãos. Com o acréscimo dos anos fui adotando outros artistas ao rol dos meus preferidos, mas Byrne terá um lugar cativo pra mim eternamente.

Confira na galeria abaixo alguns trabalhos de John Byrne que garimpei na web

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Artista

Jeff Chapman

 Sua arte é impressionante, porque demonstra fotos hiperalistas de um modo que eu nunca vi.
Fiquei totalmente babando ao me deparar com sua versão Mulher Maravilha, pois nunca tinha visto tão linda assim (somente a atriz da clássica série televisiva dos anos 70).
Confira na galeria abaixo a incrível arte de Jeff Chapman

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Imagens

Charlie Brown e toda a turma encontram os heróis Marvel

Cruzar diferentes universos dos quadrinhos é uma prática comum entre as editoras, mas estas imagens são as mais legais que já vi. A galeria  abaixo reinterpreta capas de gibis antológicos e cenas clássicas de histórias criadas pela Casa de Ideias.

Fonte: Chamando Superamigos.

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Superman: Através dos Tempos

Superman- O Retorno (Superman: Returns- 2006) – Brandon Routh

Depois de dez longos anos amargando boatos, diretores, atores e roteiros que nunca saíram do lugar. O aclamado  Bryan Singer que dirigiu a franquia dos  X-Men dando veracidade aos personagens, deu-nos sua versão para o kriptoniano.

Partindo do ponto de vista de uma continuação de  1980 vemos as similaridades entre os dois filmes.

Singer consegue fazer um bom entretenimento, mas peca ao colocar um filho que nas HQs só existe na linha Elseworlds (Túnel do Tempo).

As cenas do salvamento do avião com a aclamação do povo, puxar o navio do mar, Jor-El (Marlon Brando) em figura tridimensional, o impacto das balas em seu corpo, a cena clássica da primeira HQ com Kitty Koslowski (Parker Posey), jogar um continente no espaço e sua quase morte são impactantes.

Acho que Brandon Routh se inspirou em Chris Reeve para fazer seu Superman, pois a semelhança é grande demais.

 

No filme, Lois (Kate Bosworth) ganha um Pulitzer com a pergunta: Porque o mundo não precisa do Superman? Acho que é justamente o contrário nós precisamos muito de alguém como ele, que pense em ajudar ao próximo sem pedir nada em troca.

Ele sempre diz a verdade, é honesto, humilde alguém para ser admirado e seguido fato que acontece com a comunidade heroica nas HQs.

Li algumas críticas tacando pedra na atuação de Routh para o Super dizendo ser inexpressível. Pessoalmente não achei tão ruim por mim ele continuaria, porém com um roteiro mais enxuto e recheado de ação.

O Superman exige isso momentos grandiosos um vilão que rivalize com seus poderes, catástrofes, salvamento (ele é o salvador da humanidade).

 Ao mesmo tempo que Superman: O Retorno era lançado, um documentário chamado Look, up in the sky: The Amazing Story of Superman.

Abordando toda a história, desde o mito criado ao redor do Superman filmes, séries de televisão e animações, com comentários de vários  atores, diretores, fãs, escritores que de alguma forma contribuíram para o engrandecimento deste personagem (eu adoraria ter).

Fonte de Pesquisa: Revista Set.

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HQ

Batman n° 1 – Os Novos 52!

“Todo sábado, A Gazeta de Gotham publica um artigo de cotidiano chamado Gotham É.”

Em, “Truque com facas”, temos a  excelente arte de Greg Capullo e roteiro de Scott Snyder. Logo de início Batman estava combatendo alguns inimigos que fugiram do Asilo Arkham  ao lado do Coringa, mas era o Dick disfarçado com uma máscara holográfica.

A tecnologia da Batcaverna é impressionante e arte de Greg Capullo faz a história fluir de maneira prazerosa. Bruce mais uma vez está envolto numa causa beneficente e nesta festa estão: Dick Grayson, Tim Drake e Damian Wayne todos usaram ou usam o manto de Robin.

Isto indica que o Morcego atua há algum tempo em Gotham.

O mais interessante é o crime cometido  como num episódio complicado de CSI: Los Angeles feito de uma forma friamente calculada e que levam a Dick como suspeito.

Mas temos que acompanhar para saber solução do caso, pois temos algo relacionado a corujas.

Em “Batman”, história escrita e desenhada por Tony Salvador Daniel é simplesmente assustadora. O Coringa matou um assassino que copiava seu M.O. de agir.

O sangue jorra e não é literalmente, mas um dos grandes atrativos no final desta história é algo que lembra “Hannibal Lecter”. O Palhaço do Crime está mais psicótico, letal, inconsequente e inteligente do que já imaginei.

E também parece estar em sincronia com o Coringa do saudoso Heath Leadger.

O uniforme deste novo Batman está igual ao de Christian Bale, nos filmes dirigidos por Chris Nolan. Em, “Terrores da Noite”, o destaque fica para a beleza da personagem Jaina Hudson que ficou maravilhosa com a arte de David Finch.

A misteriosa vilã desta vez é uma linda mulher vestida de coelho que liberta os detentos de Arkham. Na verdade eu quero saber porque um animal tão pacífico como um coelho vira uma vilã? O que será que os roteiristas tem contra o fofo animalzinho?

Enquanto isso o Duas-Caras está mais sinistro ao estilo Bane. Bom este novo Batman está empolgante, porque novos e antigos leitores podem acompanhar as HQs numa linha temporal mais atualizada. Porém me pergunto até quando esta nova era da DC irá durar?

HQ: O Retorno do Cavaleiro das Trevas n° 1

Arte: Greg Capullo

Roteiro: Scott Snyder

Arte-Final: Jonathan Glapion

Ano: 2012

Editora: Panini Comics/DC Comics

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Imagens

Super-Homem

Você já deve ter visto esta clássica  imagem acima, não é? Mais pra quem não conhece, ela é a mais emblemática da maxissérie Crise nas Infinitas Terras, que redefiniu o UDC na década de 1980.

No entanto esta não é única, pois a imagem original surgiu em Space Adventures #24 (julho de 1958).

Podemos constatar que ao longo dos anos surgiram várias versões homenageando a edição com os personagens: John Carter, Surfista Prateado, Lois Lane, Batman, Hulk, Nuclear, Star Wars entre outros

Veja na galeria de imagens abaixo sobre o que estou comentando

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Crítica

O Espetacular Homem-Aranha

Depois do estrondoso sucesso de Os Vingadores a Marvel volta seus olhos para o Amigo da Vizinhança. Um dos personagens mais adorado pelos fãs.

O grande atrativo do herói além dos poderes é ele ter os problemas de uma pessoa comum como: um chefe chato e mal-humorado (J J Jameson), contas pra pagar geralmente sem dinheiro nenhum.

Isto nos torna próximos ao herói fatos demonstrados em Homem-Aranha 2. O Aranha teve em seu terceiro longa da franquia anterior uma grande bilheteria, mas o roteiro infelizmente foi uma porcaria.

A coisa mais difícil de fazer numa adaptação de HQ pro cinema é agradar aos fãs, pois cada um tem seu período do personagem preferido. Não dá pra agradar a gregos e a troianos.

Sinceramente eu não queria estar na pele de Marc Webb, pois sua tarefa não é nada fácil. A trilogia de Sam Raimi ainda é bastante recente na memória afetiva dos fãs e comparações infelizmente não vão faltar.

Em O Espetacular Homem-Aranha  vemos a trajetória de Peter Parker desde sua infância quando abruptamente seus pais fogem até se tornar o herói que todos gostamos. Há toda uma preocupação para sabermos quem é Peter Parker (Andrew Garfield). O filme  acaba sendo um pouco psicológico e lento demais em algumas partes.

O roteiro é baseado tanto na época da origem do herói em 1962, quanto no universo Ultimate em 2000. Referências é o que não faltam, pois temos Peter Parker magro e adolescente,  os lançadores de teia inventados por ele, a inteligência acima do normal são fatos característicos das HQs.

Parker confecciona o próprio uniforme como no original, mas senti falta do lema que é a marca registrada do Aracnídeo: “com grandes poderes vem grande responsabilidade.” A palavra responsabilidade é dita mais de uma vez, porém a famosa frase unida a trágica morte do Tio Ben (Martin Sheen ) definem  toda a psicologia do herói.

O fato que chamou mais minha atenção foi colocar a minha linda Gwen Stacy, porque bela Emma Stone ficou bem caracterizada. Bom, não vou dizer que não gosto da Mary Jane, porém Gwen está marcada em minha lembrança em dois momentos.

O primeiro:  foi na HQ “A Noite em que Gwen Stacy morreu”, que simplesmente me deixou perplexo quando li e  o segundo: foi em “Marvels”, com a arte de Alex Ross aonde ela sorri durante a chuva quando os atlantes invadem Nova York.

Esta cena na revista me lembrou o momento do filme do Demolidor em que Elektra (Jennifer Garner) sorri  também na chuva diante de Matt Murdock que consegue “enxergar” o rosto de sua amada. Essa Gwen Stacy do cinema é diferente da versão das HQs, porque ela nunca demonstrou ser tão inteligente assim nem no universo Ultimate.

As imagens dos movimentos do herói são ótimas feitas no estilo parkour e lembrando a fase do artista Todd MacFarlane, pois diferente da franquia anterior ficaram mais reais e impactantes. É como se estivéssemos acompanhando o Aranha se balançar pela cidade. Ele se comporta como o herói dos gibis, porque até as piadinhas estão presentes.

Como não poderia deixar de acontecer a participação surpresa de Stan Lee é sempre hilária. Fico sempre esperando este momento engraçado, pois é uma ótima forma de homenagear ao homem que idealizou e criou personagens que fazem parte das nossas vidas.

Quanto ao vilão acho que o Lagarto não é um dos melhores do Aranha, mas as cenas de lutas ficaram angustiantes.  Apesar de serem rápidas demais, pois quase não dava pra acompanhar. Todos nós sabemos que o  Duende Verde é o maior inimigo do Aranha, mas eu gostaria de ver o Abutre voando por Nova York.

Um fato interessante é que Peter se machucava muito durante as lutas e fica subentendido que a Tia May (Sally Field) desconfia que seu sobrinho seja o Homem-Aranha.  Gostei da atuação do ator Denis Leary como o Capitão Stacy deu um excelente antagonista quanto ao Aranha, pois é um personagem de pouca duração nas HQs.

Como eu já disse O Espetacular Homem-Aranha não vai conseguir agradar a gregos e a troianos, mas cumpre bem seu papel de reapresentar o herói. Gostei dessa mesclagem de elementos mostrados no filme deu uma enriquecida no personagem, pois abre um novo leque de roteiros futuramente e espero que sejam bem aproveitados.

E no final dos créditos quem aparece será Norman Osborn ou o Doutor Octopus? Será que a resposta sairá só no próximo filme?

 

 

 
 
 
 
 

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