Crítica

size_590_mib3

Homens de Preto 3

Eu conheço Homens de Preto apenas da franquia cinematográfica, mas na verdade a história original surgiu nas HQs criada por Lowel Cunningham e publicada pela Aircel Comics (que depois virou Malibu Comics e recentemente foi comprada pela Marvel).

Ainda me lembro do primeiro longa, de 1997 ao qual fui assistir no cinema e fiquei bastante envolvido com sua visão de ficção científica misturada com ação e altas doses de humor. E a música-tema Men in Black que toda vez que revejo não sai da minha memória.

Depois teve Homens de Preto 2, em 2002 aonde havia apenas mais do mesmo, pois o roteiro não foi tão inspirado quanto ao filme original. As piadas não conseguiam realmente empolgar, por que pareciam uma piada morna do primeiro filme.

E depois de 10 longos anos será que valeria a pena um outro filme da franquia?

Sim digo que valeu á espera, por que  Barry Sonnenfeld manteve com perfeição a mistura de ação e comédia. E mesmo o tema de viagens no tempo ser batido e recorrente foi muito bem aproveitado, principalmente, na forma engraçada como J (Will Smith) tem que dar um salto para ir ao passado.

A trama inicia quando o vilão Boris, O Animal  viaja 40 anos  no passado e apaga  o agente K (Tommy Lee Jones) da existência. O futuro da humanidade está nas mãos do agente J, pois só ele se lembra de K e têm que viajar também no tempo para salvar seu amigo.

O pano de fundo desta vez foi o ano de 1969 quando o homem pisou na Lua pela primeira vez. Ainda hoje temos discussões de que este fato realmente não aconteceu, pois há uma certa teoria da conspiração dizendo que o renomado diretor Stanley Kubrick fez um vídeo sobre a suposta ida á Lua.

Deixando a teoria de lado destaco o colorido da ambientação da época. Pra mim  o que ficou bem legal era como as pessoas enxergavam os monstros de ficção científica que ficaram exatamente bem caracterizados.

Outra coisa que me chamou a atenção foi colocarem Andy Harhol (Bill Hader) e sua Factory repleta de hippies aonde misturavam humanos e aliens. Neste momento  fiquei na duvida quem era quem afinal de contas?

Só achei que faltou um choque cultural maior da parte de J por estar naquela período.  Foi algo pouco explorado, mas que não ficou tão importante no que foi mostrado.

Josh Brolin fez um agente K jovem memorável, sinceramente, esteve na medida certa com os aspectos  de quem vivia na época e mantendo todas as características de sua versão futura.

Jemaine Clement (Boris, O Animal) fez um vilão assustador que achei que poderia até distoar naquele contexto, mas sua atuação ficou dentro da temática leve do  filme.

De tudo que aconteceu em Homens de Preto 3 a parte mais interessante foi o carismático personagem Griffin (Michael Sthulbarg) que explicava como funciona as viagens no tempo e como ele enxerga  a conexão de tudo que acontece ao nosso redor. Estamos todos conectados num nível impressionante e isso foi dito de maneira inteligente e simples no filme.

Quase no final  temos uma passagem pra saber como “tudo começou”  tornando a cena forçada tipo água com açúcar e um tanto piegas, porém não estraga o que foi proposto até ali.

Homens de Preto 3 pode fechar com maestria a franquia se assim desejarem é lógico. A impressão deixada quando cheguei ao final do filme era tão boa que dava vontade de vê-lo de novo, justamente, como no primeiro longa.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Crítica

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s