Falando Sobre

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Jornada nas Estrelas

Redescobri Star Trek por um acaso, pois foi meu pai  quem me avisou que a Rede TV (Canal 6 aqui no Brasil) estava veiculando a saudosa série clássica.

Qual não foi minha surpresa ao notar que estava tudo diferente, mas como assim?

O que assistimos na época de criança a dimensão dada ao que vemos é maior do que quando estamos mais maduros. Senti isso quando revi Ultraman Jack, pois as naves eram de brinquedo e os prédios de papelão quando o herói gigante lutava com os monstros. E mesmo assim depois de adulto ainda continuo a gostar do herói nipônico.

Star Trek foi pelo mesmo caminho, porque com a tecnologia atual vemos como a série era bastante básica. Toda vez que estavam num planeta estranho o cenário é feito de papelão e matériais plásticos é só prestar atenção. Claro que levo em consideração que foi ao ar durante os anos 60.

Podemos notar também que os comunicadores se assemelham a um telefone celular, então Jornada nas Estrelas (a série era chamada assim aqui no Brasil) consegue o feito de ser uma série a frente de seu tempo.

E mesmo desta forma o que pude constatar é que Star Trek foi uma série inovadora por contar tramas aonde te induziam a “viajar” pelo espaço.

Podemos notar também que a camêra dá um close destacando o rosto dos atores para vermos sua demonstração da cena aonde a luz influiu muito no que está acontecendo.

O aspecto psicológico da tripulação da nave Enterprise sendo bem demonstrado e caracterizado é o que mais chamou minha atenção quando pude ver novamente.

A melhor parte são as personalidades o Capitão Kirk (William Shatner) apesar de ser benevolente em alguns momentos é muito durão e namorador tendo várias mulheres ao longo da série. Jim sempre toma as decisões mais difíceis e têm um senso de honra e justiça muito coerente.

O Sr.Spock (Leonard Nimoy) têm uma das personalidades mais fascinantes que já vi é muito analítico e “quase” sem emoções, mas é um bom amigo e a parte mais “estranha” é que a Tenente Uhura (Nichelle Nichols) era apaixonada por ele.

Comento que é estranho, porque não consigo entender como é gostar de alguém que não demonstra emoção ou sentimentos? (bom, deixa isso pra lá!).

Continuando, o Dr. MCcoy funciona mais como um Grilo Falante sendo a consciência dos três e geralmente com um copo de bebida na mão. Capaz de dizer palavras duras, sinceras e analisar tudo de forma perspicaz.

Mesmo vendo tanto tempo depois é impossível não gostar de  Kirk, Spock, MCcoy, Uhura e cia, pois conseguem nos levar aonde nenhum homem jamais esteve…

Outro dia reassisti ao primeiro filme de Jornada nas Estrelas e confesso que tive a mesma sensação que descrevi lá encima, porque quando vi mais novo não entendi nada e achei o filme longo e chato demais.

Só que agora ( mais velho e com mais experiência) é que pude entender melhor sobre o que a história contava e a parte mais interessante é que aquele satélite que causou todo o problema evoluiu para algo que não conseguia compreender.

Isto me lembrou de um episódio do desenho Liga da Justiça. É   “O Retorno” aonde o androide Amazo, seu nome sendo mencionado apenas como androide do professor Ivo (volta do espaço atrás de Lex Luthor).

Foi uma baderna terrível envolvendo todos os integrantes da LJA aonde John Stewart queria eliminar o androide a qualquer custo por conta do desaparecimento de Oa, no entanto a verdade era que Amazo  tinha evoluído muito além do que havia sido criado,  mas não tinha um propósito definido (porque é apenas uma máquina).

Então de forma surpreendente Lex esculachou o androide ridicularizando-o, mas o Senhor Destino estendeu-lhe a mão para ajudar. Bom, o satélite do filme estava na mesma situação e como Jornada nas Estrelas o filme foi feito antes talvez possa se dizer que houve uma ligeira inspiração para o episódio da Liga da Justiça.

Star Trek provou pra mim mais uma vez ser uma série sem  precedentes, pois no episódio The Alternative Factor, de 1967. Há uma referência a teoria dos universos paralelos algo bem conhecido de nós leitores de HQs.

Neste episódio Lázarus precisa dos cristais de Lithium para pegar um ser sombrio que conheceu e quase o matou. Só que este ser é ele mesmo oriundo de uma Terra paralela e como matéria e anti-matéria não podem co-existir ao mesmo tempo, porque a consequência é a destruição de tudo no universo que conhecemos.

Uma fenda no tecido da existência faz Lázarus cruzar entre o universo positivo e negativo. No final Lázarus se sacrifica decidindo ficar preso entre as dimensões lutando contra ele mesmo indefinidamente pela eternidade. Quer algo mais sinistro do que isso?

Eu não queria falar sobre um episódio específico, porque pra quem gosta cada um tem o seu preferido. Mais este é sobre o meu assunto predileto e eu tinha que comentar, pois eu nunca tinha visto antes. Infelizmente assim como de repente a Rede TV começou a veicular a série clássica também a retirou do ar.

É esta falta de respeito com o telespectador que me deixa irritado, pois era uma das poucas coisas que realmente valia a pena parar pra assistir nas noites de domingo na minha opinião.

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  Star Trek – O Filme

Em 2009 o produtor J.J Abrahams mestre das séries de ação trouxe a franquia de volta.

Na história o jovem James Tiberius Kirk  é um jovem rebelde, encrenqueiro, sem causa e propósito aparente. Até que  o tempo passa e o Almirante Pike (Bruce Greenwood) tem uma conversa sincera com ele. Fazendo-o  entrar na recém construída nave USS Enterprise.

Neste reboot temos a rara oportunidade de saber como iniciou a forte amizade entre os três personagens principais da série clássica.

São várias cenas impressionantes e de tirar o fôlego. Rever Leonard Nimoy interpretando Spock foi incrível ainda mais contando com uma anomalia temporal. Senti falta do William Shatner se o vulcano apareceu porque não fazer uma aparição do velho Capitão Kirk?

A aparição de Nimoy serviu como elo de ligação entre o novo e o antigo e historicamente falando o diretor conseguiu recriar o mito da TV e do cinema que tem milhares de fãs ao redor do mundo (os trekkers como são reconhecidos os seus fãs). E milhões de outras pessoas que adoram ficção científica (como este que vos escreve).

A proposta do longa foi justamente essa pegar a fatia do público que não era iniciada no universo de Star Trek e traze-la pro filme. A missão não era nada fácil já que a franquia cinematográfica não estava indo muito bem desde 2002, mas decidiram tomar um outro rumo e começar tudo novamente.

Na história  o capitão romulano Nero (Eric “ex-Hulk” Bana) busca vingança contra Spock, por ele não ter evitado a destruição de seu planeta natal Romulus por uma supernova. A perseguição pelo espaço joga tanto Nero e Spock num buraco negro sendo jogados há vários anos no passado.

Nesta perseguição Nero ataca a nave pilotada por George Kirk (Chris “Thor” Hemsworth) e sua esposa estava prestes a dar a luz. O capitão ainda consegue ouvir o choro de seu filho antes de morrer (cena trágica e emocionante).

Enquanto  Kirk (Chris Pine) cresce revoltado e sem rumo aprontando todas. Spock (Zachary “Sylar” Quinto) por ter nascido metade humano é desprezado em seu planeta. Quando ambos entram na Frota Estelar por caminhos distintos podemos notar um atrito de ideias bastante divergente.

E isto me chamou a atenção por ser algo que havia na série clássica, pois na maioria das vezes tanto Spock quanto Kirk divergiam em vários momentos. Pra mim o longa conseguiu de maneira eficaz mostrar isto.

As personificações de Karl Urban (McCoy), Zöe Saldaña (Uhura), Anton Yelchin (Checov) e John Cho (Sulu) estão impecáveis transmitindo esta modernização dos personagens antigos.

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Além da Escuridão – Star Trek

Desta vez o inimigo não está lá fora trata-se de John Harrison (Benedict Cumberbatch) um membro da Frota Estelar que rebela-se e executa um ataque terrorista em Londres. Então Kirk, Spock e a tripulação da Enterprise precisam ir atrás dele no território inimigo, no Império Kinglon (famoso entre os fãs).

Star TrekAlém da Escuridão trará  um grande conhecido nosso trata-se de Peter Weller que interpretou o policial-ciborgue Murphy/Robocop (que será  também revitalizado).

Por enquanto não consegui gostar do que vi  deste novo Robocop (talvez eu possa estar enganado). O ator participou de 24 Horas interpretando Christopher Henderson na quinta temporada.

Jack Bauer é o verdadeiro Capitão América eu considero a terceira e a última como ótimas. Apesar que 24 Horas é 24 Horas não há nada melhor no gênero que esta série.

Bom, o novo Star Trek estreia no Brasil em 14 de junho e pelo que pude acompanhar nos trailers deverá ser mais empolgante e melhor do que vimos no anterior.

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