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Somos Tão Jovens

A Legião Urbana faz parte do Quarteto Sagrado do Rock Nacional ao lado dos Titãs, Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho.

As quatro bandas marcaram a minha vida, pois eu vivia num período que estava descobrindo a mim mesmo.

Haviam várias bandas durante os anos 1980 fazendo sucesso como: Capital Inicial, Metrô, Engenheiros do Hawaii, Kid Abelha, Ira!, Plebe Rude, Uns e Outros sem falar em alguns cantores como Lobão.

A música nacional era muito diversificada naquele período (tanto no rock quanto na MPB).

Sem contar que no cenário internacional também tinha: Michael Jackson, U2, Information Society, Madonna, Cindy Lauper, Prince, Duran Duran, Eurythmics, The Smiths, The Cure entre vários outros (que eu gosto demais).

Cresci na década de 80 e minhas influências são todas desta época saudosa. E além da enorme contribuição musical ainda havia ecos remanescentes das décadas anteriores (60 e 70).

E algumas das melhores músicas destas épocas já são uma parte significante não só da minha vida, mas também da minh’ alma.

Então quando vi Renato tendo um ataque depressivo pela morte de John Lennon (08/12/1980). Pra mim foi algo extremamente marcante também, porque Imagine foi uma das primeiras canções que me despertaram pro mundo (um fato que nunca mais esquecerei).

Renato Russo era líder da Legião Urbana a melhor banda de rock do Brasil pra mim de todos os tempos (até hoje).  A Legião têm como maior característica os três acordes muito comum nas bandas de punk rock (tipo Ramones).

A história do Renato se confunde muito com o renascimento do rock nacional vindo do Distrito Federal. Apesar de ter uma visão única sobre o país e um talento capaz de sintetizar tudo isso com palavras de mais pura poesia.

Renato era uma pessoa muito difícil, tinha um gestual exagerado ao dançar, mas um gênio na música. Assumiu sua homossexualidade, no entanto havia perdido a vontade viver.

Infelizmente deixou-se levar pela AIDS (quando já havia condições de tratamento para prolongar a vida do paciente).

Suas letras são atemporais mostrando coisas inerentes ao ser humano. Mesmo após tantos anos suas canções demonstram a realidade de um Brasil que apesar de tantas conquistas (ainda não mudou totalmente).

O livro Renato Russo – O Trovador Solitário do jornalista Arthur Dapieve mostra de maneira envolvente toda a trajetória do cantor e da banda). No ano passado o músico Renato Rocha estava morando nas ruas, mas ainda bem que o resgataram desta condição.

Em junho deste ano “Negrete” participou de um tributo a Renato Russo em Brasília com vários outros cantores (nos Estádio Mané Garrincha).

Notei que infelizmente não fizeram nenhuma menção ao Renato Rocha (ex-baixista da banda). No ano passado o músico estava morando nas ruas, mas ainda bem que o resgataram desta condição.

Em junho deste ano “Negrete” participou de um tributo a Renato Russo em Brasília com vários outros cantores (nos Estádio Mané Garrincha).

A proposta é introduzir o público na vida do cantor sem se aprofundar muito, pois vemos algumas partes mais importantes do movimento punk rock de Brasília.

A personalidade de Renato era bastante controversa na verdade alguém do tipo ame-o ou deixe. E ao mesmo tempo o diretor Antonio Carlos da Fontoura demonstrou um ser humano ímpar.

Thiago Mendonça ficou bem caracterizado e somos inseridos em suas descobertas pessoais quanto ao assunto sexo, drogas e rock n’ roll. Vemos também sua intenção de ficar famoso e a construção do mito (ídolo de multidões).

A história começa em Brasília na época em que a família Manfredini descobre que Renato tinha epifisiólise (uma doença óssea). E significativamente nas suas letras uma época a qual se refere muito (16 anos).

Temos também a formação do Aborto Elétrico e sua conturbada relação com os irmãos Lemos. E ainda temos as músicas que deram base pro Capital Inicial (Fátima, Veraneio Vascaína entre outras).

Eu gostei de ver a interpretação do ator Edu Morais como Herbert Vianna. Foi muito engraçado ver os trejeitos dele ao falar.

A parte interessante era a conturbada relação com sua amiga Ana (Laila Zad) é um dos momentos mais comoventes da trama. Quando toca a canção “Ainda Cedo” vemos a poesia que  Renato fazia  de uma maneira singular.

E ainda têm uma música disco mostrada na festa “estranha com gente esquisita” era Dance & Shake Your Tamborine do Universal Robot Band.

Infelizmente é tudo muito rápido feito de maneira quase descompromissada (defendendo alguns aspectos para não se comprometer). Tanto o fato de ser homossexual quanto seu engajamento político ou seu espírito revolucionário são mostrados de forma bastante diluída.

É preferível dizer que apenas parece um videoclipe estendido mostrando as músicas (que são hits eternos) pincelados em histórias promovidas para elas tocarem.

Eu vivi aquela época conheço um pouco da história tanto do Renato quanto da Legião Urbana, mas não gostei do filme (apesar de ser bom). Senti que faltou alguma coisa para torna-lo mais relevante talvez uma veracidade maior.

Algo em que vemos sendo trabalhado de maneira bem melhor em 2 Filhos de Francisco que foi baseado na vida de Zezé Di Camargo e Luciano. O filme conta todos os problemas que a família de origem muito humilde tinha que enfrentar.

Não sou chegado a música sertaneja, mas se comparando a celebridades 2 Filhos infelizmente ficou melhor que Somos Tão Jovens.

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