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Hotel Transilvânia

Sinceramente essa animação me lembrou muito  A Festa do Monstro Maluco, um inesquecível stop motion (“talvez” não deve ser uma simples coincidência).

Mavis é uma jovem vampira que ao completar 118 anos deseja conhecer o mundo exterior, pois ela viveu toda sua pós-vida presa num castelo desde que nasceu em 1898.

O Conde Drácula é um pai superprotetor que nunca deixou sua filha visitar o mundo ao seu redor. Por medo que os humanos a matassem assim como aconteceu com sua amada esposa há séculos atrás.

Então após este fatídico acontecimento o Conde criou o Hotel Transilvânia, um refúgio para todos os monstros clássicos que conhecemos tipo: Frankstein, Lobisomem, Múmia, Esqueleto, Bruxas e vários outros (é uma clara homenagem aos filmes de monstros da década de 50).

A confusão começa quando Jonathan, um cara totalmente sem noção acaba encontrando o Hotel por um acaso. E então o Conde tenta a qualquer custo escondê-lo dos outros monstros, porque seria um caos se soubessem que há um humano no santo refúgio deles.

A única solução que Drácula consegue encontrar é disfarçar Jonathan numa versão adolescente do Frankstein (tornando-o no organizador da festa de aniversário de sua filha).

Os produtores tiveram a excelente ideia de pegar carona na esteira do sucesso da saga Crepúsculo. Aonde temos uma humana que se apaixona por um vampiro e aqui acontece o contrário, pois é Mavis, uma vampira que se apaixona por Jonathan.

É justamente na tentativa equivocada de tentar afastar Jonathan de sua filha e também não deixar que os outros hóspedes descubram que o rapaz é um ser humano (que nasce uma improvável amizade entre o Conde Drácula e Jonathan).

A animação é muito divertida, porém achei estranho demais as iguarias que comem tipo: escorpiões, baratas, escaravelhos, minhocas entre outras bizarrices (é tudo muito nojento).

As piadas do Homem Invisível são muito engraçadas e a ninhada do Lobisomem é uma das coisas mais doidas que já vi, porque todos os meninos temem a única menina da turma.

A cena que mais gostei foi das mesas voadoras aonde o Conde e Jonathan se divertem pra valer.

Outro fato interessante é Quasímodo, vulgo Corcunda de Notre Dame, é o cozinheiro do Hotel sendo totalmente doido (seu assistente pessoal é um rato) e os Gárgulas são seus garçons.

Pra mim foi surreal o Festival de Monstros no qual o Conde  e seus amigos se revelaram pra todos como monstros de verdade. Os seres humanos aceitaram tudo numa boa (foi ruim de engolir essa parte) relevei porque a animação é boa demais.

A música de encerramento nos deixa com um gosto intenso de quero mais e animação pós crédito lembrou o clássico Laboratório de Dexter.

Podemos resumir as atitudes do Conde Drácula que todo pai e mãe tenta proteger seu filho dos problemas do mundo, mas o tempo passa e as crianças crescem.

Eu sei que é algo muito difícil mais devemos ensinar nossos filhos para que futuramente saibam tomar suas decisões é algo que nós como pais temos a obrigação de fazer (e façam seu caminho para aprender e conhecer a si mesmos nessa jornada).

Se você está a fim de diversão assista Hotel Transilvânia eu garanto que não irá se arrepender.

 

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Uma História de Amor e Fúria

É o mais surpreendente relato sobre a história do Brasil (sem esconder nada). Mostrando de forma clara que quem está no poder massacra a população sem dó e nem piedade.

Esqueça todas as mentiras lidas nos livros oficiais, pois o sangue de muita gente humilde foi derramado no chão do “gigante pela própria natureza”.

Basta notar que as atrocidades ainda continuam acontecendo, seja em Eldorado dos Carajás ou na Candelária. Somos nós o cidadão comum que sempre perdemos (ou um ente querido ou a própria vida).

No enredo temos o guerreiro tupinambá que tem a sina de sempre lutar  e acabar morrendo, mas  toda vez que morre assume a forma de um pássaro. Ele é um imortal que atravessa os séculos na busca incessante do grande amor de sua vida Janaína (e cada reencontro se dá num contexto histórico diferente).

Os índios tupinambás viviam no litoral brasileiro, haviam diversas tribos que possuíam uma língua em comum, o tupi. Os tupinambás eram canibais e acreditavam que ao consumir a carne do adversário ganhavam suas habilidades.

Eles participaram da Confederação dos Tamoios, entre 1556 a 1567, lutando contra os colonizadores portugueses.  A tribo está entre as várias nações indígenas que foram dizimadas ao entrar em contato com os portugueses.

Bom, deixando o belo relato de amor de lado. O que realmente chamou minha atenção foi o pano de fundo histórico, pois estamos tão acostumados a ver somente animação infantil sendo lançada por aqui. E de repente surgiu esta animação que narra da forma mais fiel que já pude ver a verdadeira história do Brasil.

A trama nos ambienta em alguns períodos distintos. Desde a época da colonização do país, em 1500; passando durante a escravidão, em 1800; ou durante a ditadura militar nos anos 60 e mostrando até a ascenção do crime organizado nas favelas (no início dos anos 80). E  partindo pra um futuro apocalíptico distante, em 2096. No Rio de Janeiro aonde haverá guerra pela água (que “talvez” até possa tornar-se realidade).

O roteiro é muito consistente, a animação é rápida, repleta de referências que conhecemos. E os personagens tem um toque de realidade que eu jamais havia visto antes numa produção nacional.

Estamos tão acostumados a prestigiar as produções americanas e nipônicas que desta vez surgiu algo que me deixou perplexo.

A dublagem de Selton Mello, Camila Pitanga e Rodrigo Santoro está sensacional. Os atores já fizeram diversos filmes nacionais e são engajados em divulgar a “cultura” brasileira.

Depois de assistir Uma História de Amor e Fúria não consegui pensar em outra coisa a não ser em seu enredo que destaca as minorias que sempre foram esquecidas (e massacradas através dos anos).

Aqui você verá o mais completo relato do que realmente aconteceu ao nosso povo e isto nunca estará nos livros que lemos.

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planes

Aviões

O universo de Carros se expandiu, então o que vemos na tela não é mais nenhuma novidade.

Infelizmente já vimos tal situação com Relâmpago McQueen, pois estão repetindo apenas mais do mesmo (uma corrida feita por um personagem simpático que almeja mais do que é).

E pra dizer a verdade esta história de avião que precisa superar o medo já foi feita antes.

Basta assistir ao clássico Alô Amigos feito em 1943, aonde alguns artistas da Disney percorrem a América do Sul mostrando trajes e características de alguns países.

Na animação temos 4 segmentos muito bem trabalhados no primeiro o Pato Donald visita o Lago Titicaca, que fica na fronteira do Peru com  Bolívia, em sua aventura conhece os nativos e tem problemas com uma lhama.

No segundo é a vez de Pedro um simpático aviãozinho que parte do Chile em sua primeira viagem enfrentando o assustador Monte Aconcágua (e ainda passando por uma terrível tempestade para pegar uma correspondência área).

Com Pedro era de onde eu havia visto esta história de avião tendo que superar o medo pra chegar aonde deseja.

No terceiro Pateta está em Buenos Aires usando trajes típicos dos pampas argentinos numa aventura muito engraçada.

E no terceiro, temos novamente o Pato Donald, que viaja pra cá, isto é, no Rio de Janeiro conhecendo alguns pontos turísticos da capital (como Copacabana). É aonde temos duas coisas muito importante a primeira aparição do Zé Carioca ensinando o pato a sambar com belas e lindas imagens de fundo.

E a segunda delas tudo embalado ao som de Aquarela do Brasil e Tico-Tico no Fubá (duas canções famosas e clássicas do repertório nacional).

Eu ia comentar só sobre Pedro, mas Alô Amigos é sensacional e vale a pena ser visto pelos detalhes sobre os lugares que a equipe técnica da Disney visitou.

Voltando, Dusty é um avião pulverizador que trabalha numa plantação de milho na pequena cidade de Propwash Juction que fica praticando manobras acrobáticas em seu tempo livre (sonhando em se tornar um piloto de corrida).

A única coisa realmente inusitada é que Dusty tem muito medo de altura. É algo super estranho um avião ter medo de voar por grandes altitudes (mais deixa pra lá!).

Até que auxiliado por Skkiper Riley consegue entrar no famoso Rally Asas pelo Mundo que vai de Nova Iorque até a Islândia (mostrando cenas de voo são sensacionais).

Infelizmente o roteiro peca por não apresentar nada de novo já que fala de conquistar um sonho e persistir para lutar por aquilo em que se acredita.

Os personagens secundários são todos simpáticos justamente pra ajudar a criançada a se divertir (e também a vender camisas, brinquedos e outras quinquilharias).

O avião Carolina tem a dublagem da cantora Ivete Sangalo, mas a presença do seu sotaque baiano ficou chato demais (destoando do que víamos na tela).

Se quiser assistir algo diferente não veja Aviões, pois as coincidências com Carros são enormes demais (e para apreciar melhor aventura temos que deixar isto de lado).

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Depois da Terra

M. Night Shyamalan é um diretor de altos e baixos bem discrepantes.  Começou com o inteligente, O Sexto Sentido, no qual Cole Sear (Haley Joel Osment) tinha o poder de enchergar os mortos. Um filme perturbador, pois seus amiguinhos faziam-no sofrer diversas vezes. Até que teve seu tratamento com Malcolm Crowe (Bruce Willis), um psicólogo infantil que havia “perdido” a esposa recentemente.

O que vemos então é de arrepiar e intrigar qualquer um, pois ao mesmo tempo que tenta ajudar o garoto Malcolm descobre sobre si mesmo. Lembro que na época fiquei estupefato com as cenas, principalmente com a revelação do final.

Depois veio Corpo Fechado, que conta a história de David Dunn (Bruce Willis) o único sobrevivente de um acidente que vai descobrindo aos poucos ser um super-herói como lemos nos gibis.

Isto foi somente graças a intervenção de Elijah Price (Samuel L. Jackson) que desde pequeno sofre com uma doença óssea degenerativa (tornando-se um grande fã de quadrinhos).

Ele descobre o segredo de David e de maneira incrível a dinâmica do filme nos conduz a uma história em quadrinhos da vida real (antes  de cogitarmos a existência da série Heroes). Corpo Fechado é uma história de amor aos gibis mostrada de uma forma surpreendente.

Só que em Sinais acabou errando a mão quando revelou que haviam alienígenas invadindo a Terra. Enquanto  manteve o suspense da presença era até assustador e prendia minha atenção, mas a falta de realidade nos efeitos especiais deixaram a desejar.

E pra piorar ainda sugeriram que o Brasil fica no México, mas também outro erro desastroso é mostra-lo na Argentina. Infelizmente os americanos não consultam um mapa da América do Sul pra descobrir onde o país fica (vamos fazer o dever de casa primeiro?).

Infelizmente nunca vi A Vila e a Dama da Água pra comentar, porém pelo que pude entender também não ficaram consagrados.

Bom, chega de enrolar e vamos ao que interessa Depois da Terra tem uma premissa até batida, pois um futuro apocalíptico da Terra já explorado diversas vezes.

Na história após 1000 anos, uma grande catástrofe aconteceu após esgotarmos todos os recursos naturais para nossa subsistência. E assim tornou nosso planeta um lugar hostil forçando os humanos a se refugiarem no planeta Nova Prime.

O General Cypher Raige (Will Smith) é um condecorado militar sendo chamado de Fantasma por simplesmente não demonstrar medo. O inimigo é uma raça animal criada por alienígenas chamada de Ursa sua função exterminar é seres humanos.Ursa ataca o ser humano ao farejar nosso medo (na verdade é bem surreal mais deixa pra lá).

Quando o GeneraL retorna ao lar depois de um longo tempo de ausência encontra seu filho Kitai Raige (Jaden Smith), um adolescente que tenta a todo custa sair da sombra de seu condecorado pai, mas acaba seguindo seus passos.

O fato de Will Smith já ter trabalhado com Jaden nos presenteou com Á Procura da Felicidade, uma história simplesmente emocionante de sobrevivência, persistência e dedicação de um pai por seu filho.

Aqui o assunto muda um pouco de contexto, pois é pura ficção científica.  Não se engane o que vemos acontece de geração pra geração (de pai pra filho).

Esqueça as imagens tecnológicas e concentre-se na verdade, porque Depois da Terra é uma metáfora sobre conflito de gerações (a autoridade paterna e de como preparar seu filho pra realidade do mundo que o cerca).

Após sua nave cair na Terra num pouso desastroso notamos que nosso planeta está totalmente alterado. Cypher precisa de cuidados médicos e manda o menino buscar ajuda pelo planeta inóspito (detalhe a Ursa está viva).

A atuação de Will Smith valoriza seu personagem sendo bem convincente balanceado entre o emocional e o militar. Infelizmente  Jaden Smith nem sempre consegue mostrar a carga dramática necessária soando falso e perdido em alguns momentos.

Mais pai e filho devem aprender a cooperar juntos para escapar da morte. Depois da Terra não é um filme  inesquecível ou espetacular, pois seu desenvolvimento fica variando entre drama, suspense e uma pretensa lição de moral.

Depois da Terra conseguiu provar que Jaden viverá por muitos anos sob a sombra de Will, pois precisará ralar muito para chegar ao seu patamar.

Servindo apenas como uma aventura fantástica e entediante num possível futuro apocalíptico que a humanidade caminha a passos largos para tornar realidade.

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 O Cavaleiro Solitário

A história começa na cidade de San Francisco, em 1933 (ano em que começou a famosa série radiofônica). Tudo de uma maneira bem inusitada com um garotinho visitando o circo vestido como Lone Ranger e entrando numa exposição do Velho Oeste no circo.

Então um índio empalhado que de forma surpreendente volta á vida. O velho que por algum motivo misterioso, que não sei explicar qual, é Tonto (Johnny Deep) que conta história do kemosabe pro perplexo menino.

Então a trama recua um pouco mais no tempo e nos leva direto ao Texas em 1869. Na época das diligências e quando os Estados Unidos estavam em expansão ligando o país através das linhas de trens.

É uma típica aventura no Oeste Selvagem, pois temos perseguições de trem, bandidos cruéis, índios enfurecidos e uma amizade insólita sendo consolidada.

Mais vista sob uma ótica diferente, porque ao invés de ser um filme sério temos vários momentos engraçados que pra mim estragaram a intenção de mostrar o herói para um novo público. Duvido que os fãs mais antigos do personagem também não ficaram indignados com este remake.

A premissa original foi feita já que o vilão Butch Cavendish (William Fitchner) comanda uma emboscada matando Dan (irmão de John e todos os rangers que estavam no grupo). Aliás o vilão feito pelo ator ficou bem interpretado chegando a me deixar com raiva dele.

A dupla dinâmica formada entre Johnny Deep e Armie Hammer ficou muito engraçada.

Só que aconteceu o fato que eu temia, porque Tonto, apareceu mais que o ator principal, que serviu de escada para Deep brilhar (Tonto é o cérebro da dupla numa atuação que lembra demais o Capitão Sparrow).

Só pra constar a história do pássaro negro em sua cabeça e sua relação de amizade com ele é impressionante e intrigante, pois ficou numa linha tênue entre loucura e sagacidade (mais uma vez uma alusão a Jack Sparrow).

O filme poderia ter sido muito melhor se não tivessem feito o mesmo erro que fizeram com o Besouro Verde, de 2011. Transformando Lone Ranger num completo idiota (algo totalmente parecido também com a pior versão do herói feita em 1981).

E isto acabou estragando boa parte da diversão do longa (pra mim) ridicularizando a lenda como nós mais velhos curtimos. Lone Ranger é um personagem antigo que não diz nada pra essa nova geração, então pra que fazer um remake?

Fora isso a ganância e a corrupção misturados ao contexto histórico que o progresso dos Estados Unidos foi ás custas de muito sangue indígena derramado ficou perfeito.

Pros nostálgicos de plantão que tiveram a sorte de assistir a antiga série televisiva sendo reprisada nos anos 80. A música tema surge na hora certa sendo uma justa homenagem ao herói, numa das cenas mais absurdas e incríveis que já vi na minha vida, digna pros fãs de Piratas do Caribe.

O Cavaleiro Solitário é um bom filme, mas botaram num liquidificador ação e comédia de uma forma que ficou tediosa. Funcionou somente, porque tem uma ajuda bastante significativa de Jerry Bruckheimer.

E se tivessem levado de forma série e coerente e não uma versão do Velho Oeste de Piratas do Caribe poderia ter sido bem melhor do que esta porcaria que assisti.

Infelizmente remake é apenas uma desculpa para não fazerem uma história original copiando uma formula antiga que já fez muito sucesso.

É apenas caça níquel são poucos que consigo ter realmente paciência  pra parar e assistir (ainda quero ver uma adaptação digna do Cavaleiro Solitário, pois essa não valeu).

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a real american hero

Comandos em Ação (G. I. Joe)

Dizem as lendas que em 1964 a empresa Hasbro  lançou o conceito de action figures para meninos, pois na época boneco era somente coisa de menina. Foi a partir deste momento surgiu o termo action figure, Sam Weston inspirado na série  de TV O Tenente, criou o G.I. Joe .

Um action figure militar  de aproximadamente 30 centímetros que possuía 21 articulações e a possibilidade de trocar de roupa. O sucesso foi tão grande que em menos de três anos havia mais de 75 personagens.

Nos anos 1970, G.I. Joe e seus aliados se diversificaram em aventureiros, lutadores de Kung Fu e também super-heróis (deixando de ser produzido em 1978).

Então em 1982 numa pareceria entre a Marvel e a Hasbro voltaram a produzir os bonecos, desta vez, com 10 centímetros de altura e menos pontos articuláveis. Aonde cada personagem tinha uma história própria que possibilitou o surgimento dos Comandos em Ação fato que foi um sucesso tremendo.

Lembro que  eu era doido pra ter algum, mas meu pai não comprava de forma nenhuma (deveria ser caro). Eu ficava babando pela coleção de bonecos G.I. Joe que meu amigo Cliver tinha naquela época (lembro até de um overcraft grande muito maneiro).

O Falcon também fez muito sucesso aqui no Brasil  tem muito marmanjo que dedica um bom tempo a sua coleção (sortudos). Dizem as lendas que o Falcon era na verdade o G.I. Joe, mas aqui no Brasil modificaram o nome, talvez para que nós brasileiros assimilássemos melhor o personagem.

Voltando, Comandos em Ação virou uma febre, porque além dos brinquedos havia também gibis, games, quebra cabeça e principalmente uma saudosa animação lançada em 1983.

Comandos em Ação (no original G.I. Joe: A Real American Hero) na liderança do grupo estava o intrépido Duke que combatia os vilões com os melhores guerrilheiros de várias partes do mundo.

Minha alegria já começava na abertura com uma narração dos Joe no combate contra o terrorismo perpetrada pela a organização  Cobra e sua luta incansável para assegurar a liberdade de toda humanidade.

O desenho era repleto de ação com tiros, explosões e lutas mostrando realmente ter sido feito com base no estilo militar com aviões, tanques e armas. Tinha tantos personagens que tiveram que mostra-los dispersos ao longo dos episódios.

Devo confessar que eu tinha uma verdadeira queda pela Scarlett e pra mim ficou a impressão que Destro era mais assustador que o próprio Comandante Cobra.

Vimos Comandos em Ação no programa infantil Xou da Xuxa que devido ao seu enorme sucesso ganhou um horário próprio durante o domingo na grade da Rede Globo.

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Em 2009 tivemos G.I. Joe: A Origem do Cobra, dirigido por Stephen Sommers. Na história James McCullen (Christopher Eccleston) é o maior comerciante de armas do planeta. Seu histórico familiar contado no inicio da trama  já mostra isso (é uma herança de família fomentar a destruição).

Sua mais nova arma é o nanomites, robôs microscópicos que podem destruir qualquer coisa que encontrem em seus caminho, e capazes de serem desligados a qualquer momento.

Para entregar quatro ogivas com o material temos uma força tarefa do exército americano cm Duke (Channing Tatum) e Ripcord (o engraçadinho do Marlon Wayans), no entanto o comboio é atacado por uma força desconhecida comandada pela linda Baronesa (Sienna Miller).

O general Hawk (Dennis Quaid) é o comandante do G.I. Joe uma equipe militar de elite com integrantes do mundo inteiro e as ogivas eram pra serem entregues a ele.

Devido aos acontecimentos Duke e Ripcord alistam-se na equipe pra tentarem reaver o que havia sido roubado (para vingar seus amigos mortos).

Não queira ver um roteiro criativo, pois o filme não empolga em nada. A Origem do Cobra se preocupa muito em retroceder na vida de “todos” os personagens para mostrar sua motivação e conflitos pessoais.

Isso acaba virando boa parte do filme tornando-o chato pelo excesso deste recurso. Há várias cenas de ação com tiros,  explosões e perseguição. Os efeitos especiais soaram falsos num misto de cenas reais com várias outras em CGI.  Aliás isto me incomodou muito, pois tinha CGI em quase todas as cenas (foi horrível).

Salvando apenas a luta de Storm Shadow (Lee Byung-hum) contra Snake Eyes (Ray Park),  ficou interessante o momento em que Duke e Ripcord usam aquele exo-esqueleto em Paris num estilo parecido com o do Homem de Ferro e a destruição da Torre Eiffel que ficou impactante.

Os equipamentos militares surgem apenas como alegorias a serem vendidas como brinquedos já que a Hasbro estava envolvida no longa.  Fazendo tipo uma poluição visual por mostrar tantas aeronaves, tanques, armas e outras geringonças.

Stephen Sommers ainda coloca seu queridinho Brendan Fraser  numa rápida participação especial. E também temos o eterno vilão da franquia da Múmia Arnold Vosloo surgindo como Zartan, um mestre dos disfarces que assusta mais que o vilão principal (acho que já disse isso antes).

Mesmo com cenas repletas de adrenalina A Origem do Cobra ficou na pretensão de parecer uma mistura de desenho animado com game (estragando nosso entretenimento).

Ainda bem que podemos nos encantar apreciando a beleza de Scarlett (Rachel Nichols) que tem uma arma interessante e a sensual vilã Baronesa (que infelizmente deixaram de fora na continuação).

G.I. Joe 2 - Retaliação

G.I. Joe: Retaliação

Desta vez a história gira em torno das pretensões militares dos Estados Unidos que acabam desobedecendo um acordo internacional (e continuam a desenvolver ogivas nucleares).

Na verdade a organização Cobra assumiu o controle do país, pois Zartan, o Mestre dos Disfarces estava no lugar do Presidente dos Estados Unidos dando início a um plano de proporções catastróficas. O esquadrão G.I. Joe seguindo as ordens do “presidente” foram atacados numa emboscada e são praticamente todos exterminados em combate.

Os poucos remanescentes precisam sobreviver num país aonde são acusados de traição e ainda tentar encontrar o mandante daquela tramoia. Eles procuram a única pessoa em quem podem confiar, Joe Colton (Bruce Willis), o primeiro homem que teve a honra de ser chamado de G.I. Joe.

Esqueça tudo que foi visto no filme anterior, porque Retaliação mesmo não parecendo veio na intenção de recomeçar tudo. O roteiro ficou mais consistente com a narrativa focando e se concentrando somente nos Estados Unidos e não naquele estilo James Bond que rodava o mundo inteiro em 2009 (dava até pra ficar perdido por mostrar tantos lugares).

Zartan disfarçado de presidente (Jonathan Pryce) manda Storm Shadow e Firefly (Ray Stevenson) libertarem o Comandante Cobra de sua prisão.  Colocando em prática um plano que subjugará todo mundo.

O Comandante Cobra ficou bastante apagado, pois tanto Zartan quanto Firefly roubam suas cenas com interpretações absurdamente sinistras e marcantes. Alguém mais notou que o Comandante ficou parecido demais com Darth Vader tanto na forma de ser quanto na voz.

Os efeitos especiais ficaram bem melhores, pois não temos o uso extremo de CGI, possibilitando as cenas ficarem mais realistas.  O único momento que dá pra realmente perceber sua utilização é  na parte em que Jinx e Storm Shadow invadem o templo para resgatar Snake Eyes  dá até um frio na barriga.

Só que mudaram a rivalidade mortal que havia entre Snake Eyes e Storm Shadom que ficou trabalhada numa explicação mais plausível. Ficou estranha essa mudança, eu preferia que ficasse como estava estabelecido antes e não que virassem um tipo de “amiguinhos” de repente.

A presença de Bruce Willis e The Rock (como Roadblock) transformou o filme num misto de ação, humor e muita pancadaria sendo o que eles  fazem  de melhor. O Roadblock além de ser  cozinheiro luta bem pra caramba mostrando que o ator estava á vontade no personagem. Ficou bem mais convincente no papel principal que o Duke de Channing Tatum no filme anterior.

Temos a inclusão de duas personagens clássicas uma é Lady J. (Jaye), interpretada pela estonteante Adrianne Palicki, a Mulher Maravilha da série que não vingou. Seu histórico paterno mal resolvido funcionou bem com as infames piadas de Bruce Willis.

E também Jinx (Elodie Yung), uma ninja pertencente ao clã Arishikage (o mesmo de Snake Eyes) suas  cenas de luta são impactantes.

G. I. Joe: Retaliação deixou uma impressão que não precisa ter efeitos especiais mirabolantes para termos um bom entretenimento. Todos os personagens tiveram uma caracterização definida, temos frases de efeito pra quebrar o clima no momento oportuno e principalmente cenas de ação convicentes que botam pra quebrar.

O diretor John M. Chu não estava acostumado com filmes assim, pois comandou o clipe do adolescente queridinho das meninas e alguns longas inexpressivos. Mais conseguiu mostrar algo que já estamos até cansados de ver no gênero como herói contra vilão, porém sua eficiência na ação dosando efeitos e personagens instigantes só me fazem pensar em quando iremos assistir o terceiro?

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Os Croods

Grug (Nicolas Cage) mantém sua família escondida na caverna após todos os seus vizinhos terem sumido (aparentemente comidos por algum animal ou sofreram algum tipo de tragédia). Isto o tornou um pai super protetor impondo a regra do confinamento para todos sobreviverem.

A intenção é boa, pois todo pai deseja proteger sua família, mas seu medo de enfrentar qualquer situação nova com medo que seja perigoso provoca conflitos com sua filha mais velha.

Eep (Emma Stone), é uma adolescente muito curiosa e que gosta realmente de uma boa aventura e as aventuras da família Crood são contadas pelo seu ponto de vista ( o interessante é que tanto ela quanto seu pai são muito fortes).

Eep desobedece ao pai indo explorar o mundo fora da caverna. É aquele inevitável conflito de gerações entre pais e filhos. Porque é geralmente nesta fase da adolescência que nós estamos querendo dar nossos próprios passos (e nossos pais ainda nos “enxergam” como crianças).

A situação piora quando a caverna é destruída e a família precisa encontrar um novo lar pra morar. E  então surge Guy (Ryan Reinolds), um adolescente que não é tão forte quanto Grug ou Eep, mas muito inteligente inventando várias “palavras” que conhecemos.

Quando Eep se apaixona pelo rapaz e conhece o fogo a aventura ganha outra dimensão. Há vários momentos engraçados, mais eu gostei do bicho-preguiça Braço que serve de cinto, cozinheiro, conversador e navedor (cativante).

O mundo como os Croods conheciam estava ruindo e não era de forma literal. É que há milhões de anos atrás havia apenas um só continente no mundo todo a Pangéia que foi se dividindo até formar o mundo de hoje (sendo justamente neste período que animação acontece).

Só que nós já vimos algo semelhante na própria Dreamworks, pois na Era do Gelo 4 é o esquilo Scrat quem provoca a separação dos continentes, não entendi, porque repetiram o tema.

Voltando, Os Croods não mostra nada além do tradicional, pois trata do aspecto humano dos personagens. Eles precisam viver num mundo com o qual não sabem lhe dar ( é justamente nesta questão que torna a animação interessante).

O roteiro é previsível, mas o cenário é belíssimo com plantas e animais exóticos que lembram o filme Avatar.

O que vemos é um homem  que se limita por estar confortável na rotina (e gosta de viver desta forma). Quando surge Guy todos precisam encarar o medo e prosseguir para encarar o que está por vir.

Podemos notar como uma analogia aos tempos atuais com a tecnologia moderna  que muda tão rapidamente e nós temos que aprender coisas novas de repente.

As cenas da família na chuva e nadando são simplesmente demais. No momento em que Grug se perde no labirinto e todos se separam é quando cai sua ficha. Notando que precisa mudar (antes eles estavam sempre juntos e ali se descobriram como indivíduos).

Mesmo a animação acontecendo na pré-história somos conectados ao aspecto família que há no enredo.   Tanto Grug com seu jeito durão, Ugga uma mãe zelosa, Sandy que mais parece um animal feroz e  mesmo o idiota do Thunk, até Gran aquela velhinha chata e engraçada (são personagens cativantes).

As cenas são bem feitas e não há nada de mirabolante no enredo que varia pela aventura e comédia, mas é uma ótima animação feita para agradar tanto as crianças quanto aos adultos.

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