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Mark-Wahlberg-Ted

Ted

O filme foi dirigido por Seth MacFarlane (que criou a animação Family Guy).

É uma fábula moderna e sinceramente ao ver o trailer achei que seria bastante chato. Mais ao vê-lo me surpreendi ao notar as referências que Johnny (Mark Whalberg) demonstrou ter.

John Bennett é um garoto que infelizmente não tem nenhum amigo e na noite de natal faz um desejo inusitado para uma estrela cadente.

Johnny deseja de todo coração que seu ursinho Ted ganhe vida e isto realmente acontece deixando seus pais inicialmente assustados.

Ted vira uma celebridade indo a tudo quanto é programa de televisão, mas a fama vai embora. E isto me chamou atenção na trama (como o sucesso repentino altera a vida das pessoas drasticamente).

A parte interessante é que Ted se inicia em 1985 (a década de 1980 é minha época preferida), pois no quarto de Johnny vemos um pôster de Indiana Jones na parede.

E por falar em referências é algo que não falta neste filme, pois temos Flash Gordon com uma participação muito doida do ator Sam J. Jones .

Também há outras que eu não poderia deixar de comentar, pois quando toca o celular de Lori (Mila Kunis) ouvimos a Marcha Imperial (tema de Darth Vader em Star Wars).

E quando o celular de John toca ouvimos a música-tema da Super Máquina ( nem preciso dizer que eu adorei demais).

E ainda temos algumas participações especiais como da cantora Norah Jones e do ator Ryan Reinolds (Lanterna Verde).  Ou ainda citações como da antiga série Carro Comando ou  ao ator Corey Feldman (que trabalhou no filme Garotos Perdidos e Os Goonies). E ainda Alf, O Eteimoso ou Susan Boyle entre várias outros.

Ted é uma alusão tanto aos atores que principalmente fizeram sucesso na década de 1980 (sejam eles infantis ou não) que estão atualmente decadentes.

Eu até achava que Mark Whalberg estava num filme que poderia desperdiçar seu talento, mas o roteiro bem construído mostrou que valeu a pena.

Na história Ted têm um comportamento inicial fofo e com ao passar dos anos torna-se sujo e desbocado (falando palavrões). Depois de 27 anos Ted e John ainda  continuam amigos e moram juntos.

Só que há o relacionamento com Lori (que já está já está na hora de subir para outro patamar). Lori tem um ótimo emprego, mas foi convencida por suas amigas a dar um ultimato para John (ou ela ou Ted).

John infelizmente é imaturo, mas acaba enraizando a culpa disto tudo no comportamento irresponsável e vulgar de Ted. Enquanto isso Lori sofre com inúmeras cantadas de seu chefe.

Quando Lori rompe com John é que vemos como será difícil para ambos desatar os longos anos de amizade que tiveram. No final das contas a culpa de tudo era só de John, pois Ted é apenas um urso de pelúcia.

Mais além da beleza de Mila Kunis também tivemos a da atriz Laura Vandervoort que “quase” passou despercebida neste longa. Para lembrar ela interpretou a Supergirl em Smallville.

Ted não é um daqueles filmes inesquecíveis para sempre, mas faz alegria de nós nerds de plantão (por causa de suas referências bem exploradas).

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henry cavill

Superman: O Homem de Aço

Em 2006 após 10 longos anos de boatos de filmes que nunca aconteceram tivemos Superman: O Retorno, de Bryan Singer. Quem envergou a capa foi Brandon Routh que infelizmente ficou marcado por uma atuação muito fraca. A parte ruim foi colocar um filho existente apenas nas histórias do selo Elseworlds (Túnel do Tempo aqui no Brasil).

E então começaram a surgir boatos de um novo filme do herói que iria recomeçar tudo como se não tivéssemos visto nada anteriormente. Fiquei apreensivo pela direção de Zack Snyder, mas em compensação temos Christopher Nolan e David S. Goyer para ajuda-lo.

Pra mim não há como assistir ao Homem de Aço e deixar de notar as HQs que serviram de referência de boa parte da trama. Temos Superman: Origem Secreta na escola Clark descobre a visão de raio x.

Superman: O Legado das Estrelas mostrando Clark que viaja pelo mundo em busca de sua identidade. Superman: Terra Um onde um alienígena do planeta Dheron que ameaça a humanidade para que entreguem o kriptoniano que se esconde na Terra.

O Homem de Aço está abordando a mitologia do herói de uma forma bastante diferente da que vimos na versão anterior. Kal-El se questiona sobre seus poderes mais precisamente porque nasceu tão diferente. E porque não pode usa-los para o bem das pessoas.

Podemos notar que tudo tem significado e explicação definida mostrando que houve preocupação na abordagem que seria feita.

Uma coisa que nunca haviam feito antes era explicar o famoso “S” no uniforme que em kriptonês significa esperança (lembrando que o herói significa justamente isso nos gibis).

Quando Jonathan (Kevin Costner) diz pro Clark que precisa decidir no homem que se tornará e a discussão no carro onde Clark fala que Jonathan não é seu pai. Me lembrou do Homem-Aranha (2002), porque Tio Ben havia dito exatamente isso para Peter da mesma maneira (será que não prestaram atenção nisto ou foi de propósito?)

Só faltou dizer: “com grandes poderes vem grandes responsabilidades Clark”.

Na história temos toda a concepção do herói como estamos acostumados a conhecer nos gibis. O nascimento de Kal-El é algo inusitado na sociedade kriptoniana que manipula geneticamente as crianças ( tornando-se fria e estéril lembrando a versão de John Byrne).

O parto de Lara (Ayelet Zurer) é natural e isto não acontecia há anos em Krypton. Então entendemos a dor de Jor-El (Russell Crowe) e Lara ao ter que envia-lo pra Terra. Aliás Jor-El protagoniza ótimas cenas de ação mostrando vários lugares de Krypton (nas HQs pós reboot o cientista aventureiro desempenhou  o mesmo papel).

O filme mostra de forma bem clara que um ser de posse dos superpoderes que o Superman possui seria tratado da maneira que vimos. Apesar de sua herança kriptoniana Kal cresceu aqui tornando-se um misto dos dois mundos.

Tanto que não nenhuma menção a kryptonita, mas o Azulão fica fraco na nave demonstrando efeito parecido a exposição da pedra (momento que fica numa atmosfera similar do seu planeta natal). Foi algo bem colocado, pois esta história de pedrinha verde está batida demais.

Deu pra notar que Lois Lane ficou com a cor dos cabelos diferente, mas isso ficou irrelevante. Amy Adams está surpreendente mostrando Lois  inteligente e perspicaz. Ela vai atrás de pistas sobre o homem misterioso através dos locais que trabalhou demonstrando ser uma verdadeira jornalista ganhadora do Pulitzer que vemos nos gibis.

Apesar de não gostar dele notei a ausência de Jimmy Olsen e confesso que não fez falta nenhuma pra mim. Já Perry White (Laurence Fishburne) demonstrou ser mais um paizão do que aquele editor durão (mostrando uma outra face do personagem).

Jonathan Kent (Kevin Costner) define o caráter de Clark e na cena do ciclone faz algo impossível pra mim. Eu fiquei consternado naquele momento por causa de sua firmeza de caráter em pensar na vida do filho acima de tudo (foi chocante).

O Homem de Aço é impressionante, pois ver Superman voando foi magnífico ainda mais que Kal estava se divertindo demais com aquilo. E na parte onde o herói luta contra Faora (Antje Traue)  e o grandão na rua em Smallville me lembrou Superman 2 (cena que os vilões chegam numa cidadezinha).

General Zod (Michael Shannon) é um militar determinado que não poupa nenhum esforço para conseguir reerguer a glória perdida de Krypton.

Zod e Kal antagonizam por terem pontos de vista e vivencias totalmente diferentes. Enquanto Zod quer a qualquer custo rever Krypton com vida (Clark cresceu na Terra aprendendo nossos costumes).

Superman: O Homem de Aço te introduz na vida de Kal-El desde seu nascimento conturbado no planeta condenado, passando por sua infância, descoberta de poderes, educação e formação moral dada por Jonathan.

E sua caminhada pessoal em busca de si mesmo num mundo que desconfia de sua presença nele. Até que sua decisão de lutar não só por seu lar adotivo, mas pela mulher que ama mostra o verdadeiro herói que há em seu coração.

É bom enfatizar que a trilha sonora composta por Hans Zimmer torna nossa apreciação maior da aventura, pois acerta em harmonia em momentos primorosos da ação.

Afirmo que o mito está de volta, pois esta é a melhor adaptação cinematográfica do Superman de todos os tempos.

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Oz: Mágico e Poderoso

Será que está faltando criatividade em Hollywood? Ou simplesmente inventaram um novo e rentável filão?

Aqui temos mais um conto de fadas adaptado para superprodução, pois recentemente tivemos Alice no País das Maravilhas, João e Maria e Branca de Neve.

O Mágico de Oz é algo especial pra mim, porque ficou guardado em minha memória afetiva na interpretação de Dorothy feita pela atriz Judy Garland.

Dizem as lendas que Judy Garland tinha apenas 16 anos quando entrou pra história interpretando a mocinha e a canção Over the Rainbow é mundialmente famosa elevando de vez a menina ao estrelato.

Nesta história (acho que todos já conhecem) Dorothy  que estava no Kansas na companhia dos seus avós é levada durante um furação ao lado do cãozinho Totó para o encantado mundo de Oz.

Sua aventura começa quando chega num mundo diferente e espetacular caindo sobre uma malvada bruxa, mas seu maior e verdadeiro desejo é voltar para casa.

E durante a jornada encontra seres totalmente estranhos  pelo caminho um leão covarde, um espantalho que deseja ser inteligente e um homem de lata (que me impressionou bastante quando vi).

Durante a viagem a turma segue pela estrada de tijolos amarelos e viram amigos indo buscar ajuda do incrível Mágico de Oz que mora na cidade das esmeraldas.

E enfrentam a temível Bruxa do Oeste é uma aventura mágica (coloquei o trocadilho de propósito mesmo).

Lembrando que Michael Jackson também trabalhou em o Mágico de Oz numa versão musical dançante, de 1978. Ele era o Espantalho atuando ao lado de sua madrinha Diana Ross que fez Dorothy.

Bom, vamos ao filme. Em Oz: Mágico e Poderoso temos logo na introdução (toda feita em preto e branco) ficou bastante interessante pra mim.  Ainda mais com direção de Sam Raimi e música de Danny Elfman (ex-Oingo Boingo).

Oz (James Franco – lembrando que interpretou Harry Osborn na franquia de Raimi) é um mágico charlatão de quinta categoria.

A história começa no Kansas como no conto original e temos citações a Thomas Edison e Harry Houdini. Então suponho que somos ambientados no que me pareceu  entre o final do século XIX ou início do XX.

Oz que na verdade se chama Oscar Diggs trabalha num circo mambembe sendo dono de uma total falta de ética e um mulherengo incorrigível. Quando o Homem Forte descobre que sua mulher o traiu com o mágico (Oz sobe num balão sendo tragado pelo furacão).

Não sei porque isto me lembrou da animação do Mickey na qual estava limpando o jardim da Minnie e um pequeno furacão atrapalhou tudo.

Causando uma confusão musical muito inesquecível e ao final quando Mickey diz que iria ficar sem torta. Minnie faz questão de lhe entregar jogando-a em seu rosto.

Voltando, durante o furacão Oz é transportado para um outro mundo ocorrendo a mudança de preto e branco para colorido (se não me engano esta parte conecta ao clássico, de 1939).

Estamos num mundo colorido e espetacular repleto de sons e formas incríveis. Oz encontra  Theodora (Mila Kunis), a bruxa boa que acaba acreditando que ele seja o mágico da profecia (e se apaixonando perdidamente por Oz).

Achando que encontrou fama e fortuna fácil Oz está disposto a ajudar Theodora, mas é justamente sua irmã Evanora ( Rachel Weisz) que duvida de suas intenções mostrando ser uma manipuladora cruel.

Aliás temos uma ótima atuação tanto de Rachel Weiz quanto de Mila Kunis quando Theodora sentiu-se rejeitada pelo seu amado e sua irmã mostrar a verdadeira personalidade Oz (manipulando-a descaradamente).

Quando Oscar ajuda a menina de porcelana que estava quebrada aquilo foi uma cena comovente foi neste momento que o personagem começou a mudar.

A parte interessante coube a feiticeira Glinda (Michelle Williams) que de maneira sutil demonstrou a Oz que deveria buscar quem realmente desejava ser.

Gostei demais do macaco voador Finley que era apenas um assistente do mágico, mas que depois tornou-se seu amigo e fiel confidente.

Oz: Mágico e Poderoso parece preceder o filme clássico no qual Judy Garland trabalhou e sinceramente se começarmos comparar iria ficar muito abaixo do que foi (historicamente falando).

A importância da primeira versão por utilizar o technicolor, mas se você não quiser pensar por este prisma vale a pena parar pra assistir.

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Batman Lego: O Filme – Super-Heróis se Unem

Logo na abertura temos uma introdução tanto na música tema quanto ao símbolo do filme de Tim Burton, de 1989. Eu já havia visto a capa deste DVD  na locadora, mas nunca quis pegar pra assistir.

Foi meu pai quem trouxe para meu filho e depois desta introdução. Notei que na direção estava Jon Burton (talvez seja algum parente do outro diretor) então, parei pra poder dar uma espiadinha. Pra dizer a verdade eu pensei que não iria gostar desta animação (ainda bem que me enganei).

A parte realmente boa é que puseram os dubladores da animação da Liga da Justiça sendo que as vozes são velhas conhecidas nossas. Fiquei boquiaberto com a grandiosidade dos cenários que ficaram perfeitos (dando uma veracidade as cenas).

Tenho que afirmar que Batman Lego é voltado pro público infantil introduzindo-os no universo dos heróis, mas nós marmanjos podemos nos deliciar com sua abordagem leve e clássica do bem contra o mal.

A animação é excelente buscando nos mínimos detalhes explorar as sutilezas entre as diferenças de personalidade dos personagens.

Bruce Wayne é um filantropo, Batman age de maneira rápida (sendo um tanto rabugento), enquanto  Robin comporta-se num misto de Burt Ward com Chris O’Donnel (reagindo como um menino mesmo)suas falas são as mais engraçadas.

O Superman aparece precedido de um estrondo no ar junto com sua música tema, de 1978. E tem aquele ar de escoteiro bonzinho que quer ajudar a “todos”, porém Lex Luthor detesta tanto Bruce Wayne quanto ao kriptoniano.

Na história quando Lex tenta se candidatar a presidência precisa retirar Batman e Superman do caminho para conseguir seu intento. Quando o Coringa está preso no Asilo Arkham (que aparece como na versão do game) vemos Clark Kent num boletim televisivo (lembrando que o herói também trabalhou na TV  durante os anos 1970).

E então Lex ajuda o Palhaço do Crime a escapar usando o Desconstrutor (arma que desmonta objetos pretos brilhantes) libertando também alguns vilões. É uma das melhores cenas aonde vemos todos os vilões com carros e motos tentando fugir do Asilo.

Descobri que o dublador do Charada é o mesmo do Patolino em O Show dos Looney Tunes. No momento em que os vilões tentam fugir do Arkham (todos possuem algum veículo), mas são perseguidos pelo Morcegão. A intenção é vender os carros e outras bugingangas que aparecem mais eu gostei de tudo.

Quando Batman pega a kriptonita vemos o Sr. C usando o Desconstrutor e desmontando o Batmóvel (uma versão do filme de Tim Burton) deixando o herói com cara de bobo. Só que o Morcego não sabia que levava consigo uma falsa kriptonita.

Então vemos Lex e Coringa encontrarem a Batcaverna e ao sair dela descobrem que fica sob a Mansão Wayne, mas nem desconfiam que Batman e Bruce Wayne possam ser a mesma pessoa.

E isso pegou mal, pois Lex é um dos vilões mais inteligentes do UDC. Era só juntar 1+1 que daria pra elucidar a identidade secreta do Morcegóide. Talvez o roteirista não quisesse levar pra este ponto mais pra mim foi um furo tremendo.

Uma coisa interessante foi quando mostrava o prédio da Lexcorp após a destruição da Batcaverna. A câmera vai andando pelas dependências da empresa e esbarra no rosto de um funcionário.

E na parte em que os melhores do mundo falam com a recepcionista ela parece Kitty Kowalski (Parker Posey do filme de 2006). Quando Superman e Batman estão no elevador a música ambiente é o tema do Homem de Amanhã no que ele diz que conhece e o Morcego fala: “eu não escuto música”.

Logo outro funcionário sobe perguntando sobre o resultado de um jogo o Superman responde e o Batman diz: “eu não acompanho esporte.”  Então o que Batman faz nos momentos de folga? Será que nunca relaxa?

Outro fato que chamou minha atenção foi a versão da LJA que dá nome ao título Super-Heróis se Unem. O Lanterna Verde (Hal Jordan) segura o anel na mão e o Avião Invisível da Guerreira Amazona é feito de Lego transparente ficou muito maneiro.

Perto da conclusão Lex e Coringa usam um mecha robô, mas são derrotados quando toda a Liga entra em ação. Ajax fica monitorando o satélite (dizendo até algumas piadas) e a versão desta Liga está conectada a nova formação (mostrada nos Novos 52).

Bom, no final temos o vilão Brainiac demonstrando que esta aventura “talvez” possa ter uma sequência. E pra dizer a verdade seria uma ideia sensacional. Aconselho pra quem é fã assistir, pois é uma diversão garantida.

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Detona-Ralph

Detona Ralph

Logo no início temos uma introdução com a animação eletrônica ao estilo dos games de Steamboat Willie é a animação antiga mais famosa da Disney estrelando seu maior astro Mickey Mouse.

Quando aparece na tela Game Over, a loja fecha e ninguém está vendo todos os jogos saem de suas máquinas e ganham vida própria indo parar em outros lugares. A maioria se reúne num lugar tipo a Estação Central de Nova York para poder beber, conversar e encontrar os amigos.

É algo tipo Toy Story, pois os brinquedos ganhavam vida quando não havia nenhum humano por perto.

Bom, Detona Ralph é o vilão do game Conserta Félix que após 30 anos fazendo a mesma coisa ficou cansado da condição em que vive. Engraçado é que todos os vilões dos jogos que conhecemos se reúnem para discutir e contar seus problemas (num grupo de ajuda tipo AA – Alcóolicos Anônimos).

A animação abre um novo precedente, pois Ralph se questiona porque deve ser mau. Mostrando a questão filosófica e maniqueísta da condição humana entre bem e mal. Pra mim é algo aberto a muitas discussões calorosas sobre de qual ponto de vista o que é bom e o que é mal nos dias de atuais.

Continuando, Ralph está cansado de ser maltratado e acaba entrando no jogo de última geração Heroes Dutty para pegar uma medalha e tornar-se um herói aos olhos dos outros. E após consegui-la de maneira bem improvável acaba conhecendo a adorável Vanellope, mas além de se estranharem inicialmente ambos descobrem que têm muita coisa em comum.

Vanellope é uma menina inteligente, engraçada e fala  rápido demais. Ralph ensina ela  a dirigir e neste momento temos a música Shut up and Drive, da Rihanna tocando. As imagens de Vanellope deslizando na areia me lembraram Relâmpago McQueen, pois foi a mesma coisa sem mudar em nada.

Outra coisa que gostei foi do romance entre Félix e Calhound pra dizer a verdade seria algo muito improvável um baixinho com uma mulher linda daquelas. Mas se é algo que acontece no mundo real, porque é que vou implicar com uma situação dessas numa animação? A beleza de Calhound é  mesmo impressionante e foi por isso que Félix se apaixonou.

Alguém notou que Félix foi inspirado no Mário, pois  o jogo Consertando Félix surgiu na década de 1980. E além disso o bigodudo é mencionado na animação mais não aparece nela em nenhum momento.

Quando Detona termina podemos notar na parte dos créditos que há uma animação ao estilo dos games demonstrando que as aventuras de Ralph, Vanellope, Félix e Calhound continuaram acontecendo depois do enredo principal.

Este fato me lembrou que praticamente “todas” as animações feitas de algum tempo pra cá estão fazendo este tipo de coisa.

Detona Ralph é uma daquelas animações feitas não apenas para agradar aos baixinhos mais também para aqueles jovens  que jogavam há 30 anos atrás.

E ainda te deixa uma mensagem, porque não é o que as pessoas dizem de você que te define mais quem você escolhe ser em sua vida.

Como extra temos o curta de animação Paperman  contando uma história de amor á primeira vista. Neste  desenho temos um homem, seus papéis e uma mulher  em preto e branco demonstrando o antigo estilo clássico da Disney.

Paperman parece ocorrer entre as décadas de 1930 3 1940 e é interessante notar que “quase” todos os colegas de trabalho do personagem principal são iguais usando óculos e praticamente calvos (tipo um Sr. Smith de Matrix).

Os aviões de papel rumam para o mesmo local num beco e acontece uma situação mágica lembrando levemente outro clássico Fantasia. É uma história de amor mostrando que coisas inusitadas acontecem em nossas vidas.

Paperman é um desenho simples, leve, poético e muito bonito.

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As Aventuras de Pi

As Aventuras de Pi

Acredite no extraordinário é uma definição bastante fiel ao que vemos neste longa.

Primeiro gostaria de salientar que Ang Lee sabe muito bem contar uma história e segundo tem uma maneira ímpar e peculiar de nos conduzir para dentro desta história.

O Hulk, com Eric Bana mostrou ser uma sagaz demonstração psicológica da tragédia grega que é a vida de Bruce Banner. Sendo uma perfeita tradução das páginas de uma HQ para a telona.

E então tivemos O Tigre e o Dragão com cenas de luta de tirar o fôlego. Algumas pessoas estranharam os lutadores subirem por muros altíssimos ou praticamente poderem voar cada vez que saltavam, mas pra mim aquilo não era nenhuma novidade.

Eu já estava acostumado a ver O Templo de Shaolin, Bruce Lee (que aliás eu gosto demais) e outros filmes de artes marciais, principalmente, do Jet Li que interpretava Wong Fei-hung em mirabolantes cenas de luta.

Bom, desta vez o enredo começa na Índia um país com  belas tradições religiosas repletos de deuses tipo Shiva, Brahma, Ganesh, Mahadevi e Vishnu (alguém aí se lembrou de Shurato?), pois as principais e tradicionais divindades antigas deste país também aparecem neste antigo anime.

Acho que eu como todo mundo  ao saber de Pi (3.14) pensou na letra grega que têm um valor imenso em matemática, mas este nome significativo e inusitado é relativo a Piscine Molitor Patel uma piscina de verdade na França e isto é muito surreal.

O nome original do filme é Life of Pi e aqui no Brasil ficou como As Aventuras de Pi logo qualquer pessoa pensaria em se tratar de um longa de aventura infantil, mas na verdade não é nada disso.

Desta vez temos um Piscine adulto contando a história de sua vida para um escritor sem inspiração. E quem não gosta de ouvir uma boa história?

Somos introduzidos a vida familiar de Piscine Patel desde seu nascimento, sua ida a escola aonde ganhou o apelido chatíssimo e sua busca por Deus em diferentes tipos de religião.

Esse aspecto do personagem me pareceu uma crítica para as pessoas que acham que só a sua religião é a verdadeira.

Vendo por este prisma mostrado no filme todas são um caminho para chegarmos até Deus basta estar em paz consigo mesmo.

Vemos o aspecto emocional de Pi após o naufrágio quando fica sozinho á deriva com a zebra, uma hiena, o orangotango e um tigre de bengala. E por mais estranho que possa parecer o tigre chama-se Richard Parker.

Infelizmente é nestes animais que Pi expõe seus sentimentos enraizados quanto a sua família perdida de maneira trágica e isto soa tão profundamente dentro de nós que me surpreendeu.

A parte mais interessante em As Aventuras foi que aqueles animais não estavam ali de verdade. Eles fazem parte da imaginação de Patel, mas a forma gradual em que Pi e Richard Parker tinham que conviver perdidos em alto mar foi memorável.

A interpretação de Suraj Sharma é tão magnífica, pois tudo que vemos na tela não existe. Então podemos notar o trabalho árduo que deu em contracenar mostrando coisas que não estavam lá.

As Aventuras de Pi não é apenas um filme emocionante, pois vai além recheado com cenas belíssimas parecendo quadros de arte ou simplesmente demonstrando poesia em movimento.

São imagens que para captar por palavras não conseguiria encontrar similar que fosse digno da grandiosidade exibida na tela.  Algo que toca no âmago de nossa alma marcando-a indefinidamente para sempre.

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James-Bond-007-Skyfall

007- Operação Skyfall

Nestes 50 anos de história do agente secreto mais famoso de todos os tempos Skyfall demonstrou ser um filme mais psicológico do que de ação realmente.

É claro que as cenas de ação desenfreada aonde a adrenalina corre solta continuam lá como uma marca registrada da franquia, porém neste longa há algo muitíssimo diferente.

Logo no início temos uma perseguição de motos pelos telhados de Istambul (Salve Jorge, novela brasileira da autora Glória Perez que acontece nesta cidade), mas apesar da bela voz de Adele na música tema  eu não gostei desta abertura ficou obscura demais. Ficou claro que ela está conectada com o resto da trama mais pra mim estava muito estranha.

A missão de James Bond (Daniel Craig) era interceptar um agente inimigo que está com os nomes de todos os agentes do Serviço Secreto Britânico. E durante esta missão “M” (Judi Dench) manda atirar no inimigo, mas é Bond quem leva o tiro “supostamente” morrendo.

Enquanto “M” é cordialmente (pra não dizer encostada contra a parede) convidada a se aposentar por Gareth Mallory (Ralph Fiennes).

Após sua quase morte James não está mais tão apto para voltar ao batente, porém no filme não é mostrado por quanto tempo ficou ausente. Ficou parecendo um erro de edição, mas seu retorno foi uma necessidade própria. Deixando entender que ele poderia ter largado pra sempre o Serviço Secreto se fosse de sua vontade.

O vilão Rauol Silva, de Javier Bardem estava num misto de Lex Luthor com Coringa. Do Coringa havia um sorriso estranho e a inteligência de Luthor o deixava sempre um passo a frente de tudo.

Silva era um agente do MI-6 anterior a chegada de Bond. Demorou bastante ele aparecer mais suas ações eram orquestradas desde o início do filme.

Silva é inteligente, insano, sagaz e age de maneira totalmente assustadora. Ele é um gênio da informática suas intenções são sádicas, sinistras e imprevisíveis.

Um dos temas de Skyfall é o uso da tecnologia como uma arma para o mal em prol dos próprios interesses sendo isso que Silva faz com maestria.

A parte interessante é a presença de velhos conhecidos nossos como o “novo” Agente Q, pois é um rapaz realmente jovem que fala dos gadgets como a caneta explosiva numa conversa com Bond entre o antigo e o atual.

Aliás isto ocorre quase que durante boa parte do longa conectando Skyfall com os filmes antigos do agente secreto falando pelas entrelinhas que com o tempo tudo muda.

Outra homenagem aos primeiros filmes de 007 é a aparição do fantástico e clássico carro Aston Martin DB5 sendo usado  numa fuga por Bond e “M” e a inclusão também de uma nova e belíssima versão da Senhorita Moneypenny (Naomi Harris).

Não sabemos se Daniel Craig estará no próximo longa do agente 007, pois há a todo momento nota-se que Bond diz estar ficando velho para as missões.

Skyfall consegue mais uma vez renovar a franquia mesclando de forma eficaz o antigo e  atual disto não tenho dúvidas. Eu adorei esta volta ás origens que assisti durante o filme sendo uma bela homenagem aos 50 anos do agente secreto James Bond.

Eu quase ia me esquecendo Bond é o nome de uma família na Escócia e não uma designação para quem tem permissão para matar como quem usa o número 007. Não sei se isso é bom ou ruim ou desvirtua muito o conceito do agente, mas do meu ponto de vista achei interessante. Skyfall fechou um ciclo e veremos o que o futuro nos trará.

Até a próxima missão…

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Madagascar 3 – Os Fugitivos

Em Madagascar 3 Alex, Melman, Marty e Glória perseguem o sonho de voltar para o Zoo, de Nova York. Logo no início o avião dos pinguins entra em hipervelocidade lembrando o voo da Enterprise no espaço sideral. Alex têm um pesadelo tipo deja vu em que  estão velhos e ainda morando na África.

Assim que todos chegam  nadando em Monte Carlo. Não me pergunte como só sei que conseguiram para assim poder realizar a “Operação Resgate dos Pinguins”.

Alex pede silêncio, mas quando a galera mergulha o Rei Julien surge com fogos de artifício cantando Every body dance now, do C+ C Music Factory, bom é muito doido.

Sou muito suspeito para falar sobre Madagascar, pois eu adoro os personagens, principalmente, os pinguins malucos: Rico , Kowalski, Recruta e o Capitão sempre foram pra mim os personagens que mais chamaram a minha atenção desde a primeira animação da franquia.

E ainda têm as confusões do Rei Julien com os seus seguidores Morrice e Morg que unidos aos macacos são impagáveis.

Fato é que conseguiram um spin off apenas deles pra poderem brilhar ainda mais e  nos divertir com suas  aventuras absurdas, confusões e outros coadjuvantes como  o incrível Ovito.

Mais nesta animação conseguiram arranjar uma adversária perigosa á altura do militarismo ao extremo dos pinguins a Capitã Chantelle Dubois do Controle de Animais. Ela acabou me lembrando o Wolverine, justamente, por estar no encalço de Alex e Cia. apenas pelo cheiro e assim imaginava sabendo por qual direção prosseguir.

A cena de perseguição de Dubois no túnel e sobre o Hotel Embassador são as melhores e mais impressionantes cenas de ação que já vi numa animação.

A Capitã é uma vilã memorável e sua participação em Madagascar 3 enriqueceu ainda mais a magia desta animação.

Histórias de amor beiram o impossível por isso são interessantes o caso mais clássico é Romeu e Julieta, de William Shakespeare, mas alguém já viu um caso de amor tão improvável quanto o de um lêmure e uma ursa? Os tamanhos são totalmente diferentes e não tem nada a haver. É inexplicável, mas nesta animação nós vemos  isso acontecer.

Quando o Rei Julien se apaixona perdidamente por Sônia toca Enya  e no Vaticano somos presenteados com Conte Partiró, de Andrea Botecelli.

Aliás as músicas fazem parte da animação e nos prendem em cada situação, enquanto os pinguins estão no vagão toca Pan Americano e Dubois canta La vien Rose para seus subordinados que melhoram automaticamente no hospital.

A apoteose do circo Zaragoza acontece ao som de Firework, de Kate Perry as cenas são repletas de luzes e cores, é um espetáculo. Foram as cenas mais maravilhosas que já tive o prazer de assistir.

Após conseguirem fugir por um trix de Dubois em Monte Carlo Alex e cia. acabam entrando para o circo itinerante Zaragoza, porém há algum tempo o circo não vê seus dias de glória e Alex injeta um ânimo nos integrantes inovando a apresentação. Pra mim o leão marinho Estefano de tão singelo me cativou.

O show do tigre Vitale no arco é magnífico não existe como explicar, é impressionante ver como realiza suas façanhas. Seu número fisicamente impossível é tão inacreditável quanto bom.

Nosso sonho mais belo nunca é igual ao que vivemos na realidade e ao retornar para Nova York. Alex, Melman, Marty e Glória não conseguem realmente aceitar, pois sua antiga vida contrasta com a atual. A animação mostra de maneira sutil que animais não merecem viver no cativeiro.

Bom a pergunta que não quer calar é será que Madagascar aguenta mais uma animação?

É normal parar no terceiro de uma franquia consolidada para não estragar inventando demais e tornando chato ou fraco, mas Chantelle Dubois foi enviada para a África e será que ela dará um jeito de voltar para cometer uma vingança? É provável que sim e eu adoraria ver como seria seu retorno.

Não vou dizer que gostei, porque seria muito pouco, infelizmente não tenho outra palavra melhor  ou superior para usar. Assistir Madagascar 3 é ter diversão garantida do início até o fim sem decepcionar em nenhum momento.

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Os Três Patetas

Quase todas as pessoas, em algum momento de suas vidas, tiveram contato com os Três Patetas, através da TV ou do cinema. Desde o dia em que os irmãos Howard (Moe e Shemp) resolveram entrar para o mundo das artes, nem um dia sequer os Três Patetas ficaram fora do ar.

Sempre há um episódio de seus seriados, ou um longa metragem, sendo apresentado em algum lugar do mundo. Da mesma forma que Chaplin imortalizou o seu eterno personagem, o vagabundo; os Patetas imortalizaram o trio Moe, Larry e Curly, a formação mais conhecida e idolatrada pelos fãs. Mas também não menos importantes e criativos, havia Shemp, Joe e Curly Joe, os outros Patetas.

Os Três Patetas estiveram em atividade de 1930 até 1970, ininterruptamente, com cinco formações diferentes.

A primeira formação ocorreu em 1930, ainda com o nome Tedy Healey e os seus Patetas. Tedy Healey era um comediante da off-broadway que convidou Moe e Shemp para se juntarem ao seu número cômico. Shemp sairia em pouco tempo do grupo, sendo substituido por Curly, seu irmão mais jovem. Moe, Curly e Shemp eram irmãos.

Com a morte de Curly em 1952, Shemp retornou ao grupo e ficou até sua morte em 1955, sendo substituido por Joe Besser que ficou pouco tempo no grupo, aventurando-se em uma carreira solo bem sucedida na TV.

Em seu lugar entrou o último dos Patetas, Joe Derita, mais conhecido como Curly-Joe que se manteve no grupo até 1970, quando Larry faleceu. Moe ainda tentou substituir Larry, mas desistiu da ideia e esse foi o fim dos Três Patetas.

 tres-patetas

O Filme

A caracterização dos atores principais é tão idêntica que parece que estamos vendo Moe, Larry e Curly atuando juntos novamente.

O filme não é aquela obra prima, mas consegue trazer o tipo de comédia que consagrou ao sucesso Os Três Patetas há décadas atrás.

Antigamente não gostava do Moe achava-o rabugento demais ao bater tanto no Larry e no Curly, mas o que hoje parece ser algo politicamente incorreto como dar socos, pontapés e empurrões entre outras coisas do tipo era normal nas apresentações deles.

Me lembro que a Hanna-Barbera tinha a série animada Os Robobos aonde os três moravam num casebre disfarçados de humanos. Tinham um chefe que aparecia irritado 00Zero e chamava-os para a ação, então entravam numa cabine telefônica falsa gritando: “Para os uniformes. Robobos, avante!”

Os uniformes eram macacões coloridos com capa aonde havia a letra inicial do nome de cada um que se abria num compartimento com acessórios. E mesmo agindo de forma muito atrapalhada conseguiam salvar o dia.

No filme Moe (Chris Diamantopoulos), Larry (Sean Hayes) e Curly (Will Sasso) são deixados num orfanato desde pequenos e após 25 anos por mais incrível que possa parecer ainda estão morando lá.  Sempre causando altas confusões logo chega a notícia triste que senão pagarem 30 mil dólares o orfanato fechará as portas.

Então Os Três Patetas decidem ir para a cidade e tentar arranjar de qualquer jeito pagar a vultuosa quantia. O que acontece então? Mais um monte de confusão por onde quer que estejam e Moe acaba indo virar participante de um reality show que ganha mais audiência com a sua presença. Essa parte ficou parecendo uma crítica aos diversos tipos de reality que são veiculados na telinha.

O humor dos Três Patetas talvez não agrade esta nova geração que não está acostumada com seu tipo de comédia, mas para o pessoal que já passou dos trinta como eu é um prato cheio, pois já fazem parte de minha memória cativa.

É simplesmente mágico rever os Três Patetas, pois as cenas são exatamente iguais até nos bonecos que caem de alturas perigosas e logo são substituídos pelos atores. Só sei que me diverti muito assistindo a este filme e recomendo, porque vale a pena ver ao lado da família.

Fonte: Mofolândia.

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Crítica

Lucky Luke

Lucky Luke

Nas HQs  ele é o cowboy mais veloz do mundo que consegue atirar mais rápido do que até a própria sombra. Nosso herói foi criado pelo artista Morris, em 1946.

O herói teve uma série animada produzida pela Hanna-Barbera Productions, em 1983.

Lucky Luke enfrenta o crime e a injustiça não só em sua querida cidade, mas aonde quer que esteja.

Pra ajudar Lucky em suas aventuras pelo Velho Oeste temos Jolly Jumper que é simplesmente o cavalo mais esperto do mundo.

E além de Jolly ainda temos Rantanplan que para diferenciar é o cão mais estúpido do universo.

Seus inimigos são os irmãos Dalton quatro encrenqueiros que mais parecem uma versão dos irmãos Metralha da Disney por serem tão burros também.

Pra dizer a verdade quase não sei muito sobre os quadrinhos de Lucky Luke, mas cheguei a assistir algumas animações na Rede Record (Canal 13, no Brasil) alguns anos atrás. Não sou nenhum profundo conhecedor da sua mitologia, porém gostei do que vi.

E assistir as animações deste cowboy é ter uma diversão garantida sendo algo que tão cedo não dá para esquecer.

Jean Dujardin

O Filme

Jean Dujardin interpreta o papel do “homem que dispara mais rápido do que a própria sombra”: Lucky Luke.

Jean Dujardin é um ator francês mais conhecido pelo seu papel como George Valentin em The Artist pelo qual ele ganhou o Oscar de Melhor Ator, em 2012.

O que mais me chamou atenção foi a abordagem dada ao cowboy. Toda a caracterização, o vestuário,  cenário e  estética do filme é baseada no personagem das HQs, pois isto poderia ser até uma homenagem á criação de Morris, mas o passado trágico da perda dos pais acaba retirando todo aspecto cômico do filme.

Justamente isso que ficou estranho pra mim. O filme tenta mesclar western, drama e comédia tudo junto e esse caldeirão acabou tirando toda diversão que a trama poderia render.

A parte mais engraçada ficou com Jesse James (Melvin Poupaud) e Billy, The Kid (Michael Youn) que ficou parecendo mesmo uma criança com o pirulito na boca.

Adorei a Jane Calamidade (Sylvie Testud) estava numa mistura óbvia de homem/mulher querendo ser  par romântico de Lucky.

Estranho é que senti falta do cão Rantanplan, mas o cavalo Jolly Jumper mostrou ser um tremendo tagarela.

Infelizmente apesar do filme ser bom  senti que faltou um roteiro mais coerente, pois fica difícil aceitar as reviravoltas da trama tornando-a sem nexo em alguns momentos.

Pelo que pude ver este Lucky Luke, de Jean Dujardin é o que mais se assemelha com o cowboy dos gibis. Seu carisma dado ao personagem é excelente, mas o roteiro confuso e um tanto exagerado em alguns momentos acabaram estragando sua boa atuação.

 

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