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Herói

 

 

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Capitão América: O Primeiro Vingador

Criado por Joe Simon e Jack Kirby o bandeiroso surgiu pela primeira vez ena edição Captain America Comics #1, de 1940.

Na verdade, sinto que estou ficando mais velho e por consequência mais nostálgico a cada ano que passa, pois ao pensar no Capitão América lembro do “desenho desanimado” que reproduzia as imagens das HQs com poucos movimentos, principalmente na boca e olhos.

As imagens de movimentação eram fraquíssimas, mas as histórias eram baseadas na arte do mestre Jack Kirby. Na trama podíamos ver Steve lutando na Segunda Guerra Mundial ou vinte anos depois, recém descongelado pelos Vingadores.

Isto lembra a época do resgate do personagem feito por Stan Lee durante os anos 1960 fato crucial para revitalizá-lo, pois quando foi inserido nos Vingadores, Steve conseguiu voltar a ficar popular.

O que assisti nesta saudosa animação acabei aprendendo algum tempo depois quando conheci meu amigo JC Anjos que tinha em sua coleção uma HQ contando a origem do Capitão (até o momento em que Bucky “morreu”). Com o JC li além do Capitão, Conan e Spectreman (made in Brazil) que era azul e não dourado como na famosa série live action japonesa.

O herói já teve várias versões em desenhos animados e filmes ao longo das décadas. O primeiro serial do herói foi feito em 1944 pela Republic Pictures. Conhecido como Capitão América, o Vencedor a grande diferença é que não havia Steve Rogers.

O promotor público Grant Gardner (Dick Purcell) era identidade secreta do herói. Dizem as lendas que nas cenas arriscadas era substituído pelo dublê Dale Van Sickel.

Outra mudança drástica é que também não havia o Caveira Vermelha, pois o vilão chamava-se Escaravelho que na verdade era o curador do Museu Drummond, o Dr. Cyrus Maldor (Lionel Atwill).

Na trama o Escaravelho buscava vingança contra seus antigos colegas de uma expedição arqueológica famosa, porque enquanto eles adquiriram fama e fortuna. Ele não conseguiu nada. Tentando mata-los para adquirir suas descobertas o vilão tinha Matson como ajudante e uma arma Vibrador Dinâmico (um nome muito sugestivo numa sex shop).

O seriado tornou-se famoso em sua época por causa do falecimento do ator Dick Purcell (um veterano dos filmes B) que teve um ataque cardíaco após as filmagens.

Em 1979 a Marvel Comics estava tentando emplacar um seriado do bandeiroso (e produziu dois telefilmes). Visto que Homem-Aranha e Hulk desfilavam com relativo sucesso na telinha.  A intenção era após os telefilmes produzi-la, mas a recepção dos fãs não foi empolgante.

Como sempre adaptar os heróis naquela época não era algo tão fácil assim e houveram mudanças drásticas em relação as histórias dos gibis. O ator Reb Brown interpretou Steve Rogers que era um desenhista publicitário que sofreu um atentado provocado por terroristas.

Estando entre a vida e a morte foi salvo pela injeção do supersoro FLAG (Full Latent Ability Gain) ganhando um aumento em sua força física e habilidades.

Descobre que seu pai foi um agente secreto famoso apelidado de “Capitão América” e decide aproveitar este nome desenhando seu próprio uniforme. Ainda teve ajuda do Governo que lhe deu um furgão, uma motocicleta e seu escudo.

Infelizmente seu uniforme não era muito parecido com o dos quadrinhos, pois tinha um capacete enorme (com asas pintadas). Além de um escudo horrível feito de plástico. Esta versão atualmente serve apenas para os saudosistas de plantão feito eu, pois gostaria de rever pra notar como as produções evoluíram bastante.

Em celebração ao cinquentenário do herói em 1990 tivemos o filme Capitão América. Diferente da versão anterior esta focou numa proximidade maior das HQs, pois tudo levava ao material original.

Nesta produção Steve (Matt Salinger) retorna depois de 50 anos e salva o presidente Thomas Kimball (Ronny Cox) que foi sequestrado pelo Caveira Vermelha (Scott Paullin).

Só que desta vez pecaram no uniforme que ficou ruim demais e pra piorar tem um Caveira Vermelha italiano (na verdade o vilão é alemão). A produção é fraca, o roteiro é furado e torna-se uma perda de tempo tentar vê-lo. Lembro que odiei quando vi o Capitão fugindo de bicicleta dos capangas do Caveira (se puder não assista é por sua conta e risco).

Tivemos um episódio memorável em  X-Men Evolution  na história de Operação Renascimento mostrando que Wolvie e o Capitas se conheciam desde a Segunda Guerra .  A animação ocorre em flashback quando Logan e Steve salvam o pequeno Erik Lensherr (Magneto) do campo de concentração.

No final ficamos sabendo que o soro provocou uma degeneração celular no organismo de Steve e por isso teve que ficar em animação suspensa até ser encontrada uma cura.

Em Vingadores: Os Maiores Heróis da Terra  foi a melhor animação de todas que a Marvel já produziu. Nela mesclaram vários arcos de histórias de diferentes períodos tornando nossa viagem mais interessante.

Além de termos uma variedade enorme de vilões a origem do Capitão é mostrada como na versão original dos gibis. É uma animação memorável, mas que infelizmente deixaram de lado. Pra mim foi a única vez em que a Marvel realmente fez algo que batesse de frente as produções animadas da DC.

Não poderia deixar de comentar sobre Super Hero Squad que é feita para crianças, mas há piadas sobre as características dos heróis e até os vilões são pra lá de doidos. É tão engraçada que vale a pena dar uma conferida.

O atrativo de Steve Rogers pra mim não está em sua origem de rapaz franzino que torna-se um homem robusto e poderoso. Eu gosto de sua grande capacidade de liderança e sua visão aguçada para momentos de conflitos.

Os problemas surgem mais Steve resolve tudo rapidamente e de maneira dinâmica mostrando porque é o líder da equipe (algumas vezes é mostrado apenas como líder de campo).

Steve  é um líder natural que sempre continua firme no seus ideais, vive para praticá-los e luta fielmente por aquilo que acredita. Não importa o que as outras pessoas achem desde que, tenha certeza que tomou a melhor decisão possível, vai atrás do que pensa. Sua posição sobre tudo na vida sempre será vista desta forma e isso é algo surpreendente para mim, sendo o que mais gosto nele.

Me concentro agora no fato, porque Steve Rogers é chamado de Capitão?

Será que Steve utiliza uma patente que nunca conquistou? Rogers não ganhou patente após patente para se tornar Capitão. Nos quadrinhos não lembro de ninguém explicar sua condição de Capitão, pois inúmeras vezes foi visto como soldado.

Fora isso Steve Rogers  é  marcado como um homem fora e totalmente deslocado do seu tempo. Esta sua característica básica demonstra seus valores antigos ante a sociedade moderna.

Quando o Capitão surgiu havia um sentimento de lutar pelo que é certo, pela liberdade, por um mundo sem estar subjugado pelo nazismo. Este choque cultural  demonstra uma visão de um passado glorioso que o angustia ante as diferenças dos EUA atual.

No filme Capitão América: O Primeiro Vingador, de Joe Jonhston (2011). Eu como a maioria dos fãs estávamos apreensivos quanto a atuação de Chris Evans.

Visto que já havia interpretado outro herói da Marvel nas telonas, o esquentadinho Tocha Humana, do Quarteto Fantástico. Minha pergunta era será que Evans conseguiria ser tão emblemático quanto o herói exigiria ser?

Sim, conseguimos notar a personalidade imponente de Steve sendo transposta fielmente para as telonas.

A história se concentrava na jornada pessoal do herói e seus aliados próximos. Somos ambientados na década de 1940, durante a 2° Guerra Mundial. Melhor impossível a parte mais impactante é ver o Capitão pulando por sobre um tanque e lançando seu escudo (eu adorei é claro).

Acompanhei uma parte da saga Guerra Civil e fiquei pasmo ao final com a morte do maior ícone da Marvel, mas infelizmente ainda não li nada do material sobre o seu retorno.

Particularmente não gosto de Guerra Civil apesar de ser uma das melhores sagas da editora, pois prefiro Invasão Secreta.

Mudando de assunto Bucky foi o assistente de Steve durante a Segunda Guerra. Ele era um mascote do campo naquele período. Só que  “por um acaso” descobriu a identidade do Bandeiroso e passou a ajuda-lo sempre que precisava.

Bucky tornou-se um dos personagens mais importantes da mitologia do herói (assim como Robin é para Batman) e o momento de sua morte é uma das situações mais reprisadas que já pude constatar.

Outra personagem importante é Peggy Carter interpretada pela atriz Hayley Atwell. A personagem dos quadrinhos é a namorada do herói durante a Segunda Guerra, mas conhecida como “Agente 13”.

Pra finalizar a heroína Sonho Americano (Shannon Carter) que vive numa realidade alternativa do Universo Marvel. Usa o mesmo estilo de luta do nosso herói.

Confira na galeria abaixo alguma imagens do Capitão América

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Liga da Justiça da América

A equipe mais famosa dos gibis e querida dos fãs. Surgiu na edição The Brave and The Bold #28, em fevereiro de 1960 (no evento que ficou conhecido como a Era de Prata). Em outubro do mesmo ano a equipe ganhou um título próprio.

Por falar em Era de Prata devo justificar um erro largamente comentado por várias pessoas, pois afirmam que Barry Allen é o precursor deste momento. Mais na verdade o herói que marca o início é o Caçador de Marte, em 1955.

A LJA não teria a importância que tem hoje se não fosse o surgimento 20 anos antes da Sociedade da Justiça.  A Liga é simplesmente composta por alguns heróis da Sociedade da Justiça redefinidos para aquele período.

Então temos o Flash II (Barry Allen) – uma versão remodelada do Flash I (Joel Ciclone), o Lanterna Verde II (Hall Jordan) – uma versão científica do Lanterna Verde (Allan Scott) e Eléktron (Ray Palmer) – uma versão do herói Átomo (Al Pratt).

Uma curiosidade é que no desenho antigo dos anos 60 Eléktron era chamado de Átomo (igual ao herói original).

Os integrantes da primeira formação eram: Super-Homem (Kal-El), Batman (Bruce Wayne), Lanterna Verde (Hal Jordan), Mulher- Maravilha (Diana Prince), Aquaman (Arthur Curry), Flash (Barry Allen) e Ajax (J’onn J’onzz).

Estes são os mais emblemáticos, porém o caso mais importante foi do Super-Homem. O original chamava-se Kal-L e o renovado Kal-El. Kal-L existia na Terra 2 aonde estava a SJA e todos os heróis da Era de Ouro da editora.

E a Terra 1 com o Super-Homem da LJA e todo panteão que veio dos anos 1960 com isto deu-se início um novo momento nos quadrinhos da DC: as Terras Paralelas.

Aonde heróis consagrados habitavam outras Terras, mas existindo de forma diferente da qual conhecemos.

Foi um conceito bem explorado que acabou virando um monstro de continuidade e eclodiu na Crise nas Infinitas Terras  e por mim poderia ter parado  nesta crise, porque o que veio depois serviu apenas para confundir ainda mais a nossa cabeça.

Outra personagem que teve algumas enrolações foi a Mulher Maravilha que foi membro da SJ. Mais dizem também que a Rainha Hipólita “viajou” ao passado sendo a MM daquela época (algo bastante complexo devo dizer).

Porém nota-se em algumas HQs que foi realmente a Diana Prince original (da Terra-2). A integrante da equipe causando uma confusão de continuidade enorme na cabeça dos fãs.

Na primeira história os heróis se reúnem para combater um grupo de alienígenas. A intenção deles era fazer do planeta Terra seu campo de batalha. E então  decidirem quem reinaria em seu planeta natal. Eram alienígenas com corpos feitos de madeira, pedra, mercúrio, cristal, fogo e um pássaro amarelo.

Os heróis cada um respectivamente foram lutando contra os invasores e tiveram que se reunir numa batalha final para vencê-los definitivamente. Deste momento em diante decidiram formar uma equipe para combater qualquer perigo alienígena surgindo a Liga da Justiça da América.

Depois da Crise (nas Infinitas Terras) devido a reformulação Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha não participaram da formação da equipe.  No pós-Crise enquanto os melhores do mundo divergiam em suas formas de combater o crime.

A Mulher-Maravilha tinha vindo ao mundo do patriarcado somente durante Lendas (então ela não havia surgido na HQ da Liga nos anos 60).

No lugar de Diana incluíram a Canário Negro (Dinah Lance) que também foi reformulada naquele período.

Em 1998, na edição Os Melhores do Mundo # 21 temos Liga Justiça: Ano Um (que guardo com carinho em minha coleção). Com arte de Barry Kitson e argumento de Mark Waid e Bryan Augustyn.

Temos a origem da LJA sendo recontada. A parte interessante nesta renovação foi ver o início do relacionamento (difícil entre eles), mostrando uma ótica mais intimista, valorizando a personalidade de cada um. Ficamos sabendo como se formou a amizade, confiança e liderança na equipe (são edições para qualquer fã ler e apreciar).

Bom, quando comentamos sobre desenho da Liga geralmente pra nós mais velhos vem a memória os Super Amigos, mas a Filmation também mostrou uma versão.

A equipe era composta por Superman, Aquaman, Lanterna Verde, Gavião Negro e Átomo (na verdade era o Eléktron). Infelizmente não havia nenhuma presença feminina pra dar uma graça (não sei por qual motivo).

É claro que se comparada aos dias de hoje é bem fraca, mas é um clássico do gênero. Em 2008 a Warner Home Video lançou um DVD intitulado DC Superheroes: The Filmation Adventures num conjunto de 2 DVDs (contendo 18 episódios). Vale a pena e eu gostaria de ter.

Em 2001 tivemos a Liga da Justiça de Bruce Timm mostrando a melhor caracterização do grupo até a atualidade. E geralmente quando falamos da última versão animada somente BT é lembrado.

Mais também não devemos esquecer de Paul Dini o grande roteirista que ajudou a consolidar o sucesso da franquia.

A melhor parte foi o respeito pela personalidade dos heróis aonde reapresentaram origens melhores que nos gibis (caso da Poderosa e Apocalypse). A trilha sonora é bastante marcante e inesquecível (heroica mesmo).

Apesar da arte estilizada de BT, Liga da Justiça conta com roteiros enxutos que não são feitos para crianças, pois infelizmente aqui no Brasil. Todo e qualquer desenho é rotulado como “infantil” (sinceramente eu não consigo entender isto).

Outro fato interessante foi mostrar vários personagens do UDC (alguns conhecidos e outros que estavam no limbo). Algo que foi posteriormente reaproveitado em Batman: Os Bravos e Destemidos.

Fora alguns episódios memoráveis a melhor coisa na animação foi o respeito na forma como representou a equipe. Liga da Justiça é um prato cheio para os fãs de longa data e uma chance pros novatos conhecerem melhor nossos super-heróis.

A equipe já teve inúmeras formações e uma de suas fases mais conceituadas foi de 1970 (uma época querida pelos fãs mais antigos conhecida como “fase Satélite”).

Período em que Super-Homem agia como seu porta-voz e Batman o estrategista de campo. A equipe lutava contra invasões alienígenas, magos superpoderosos e fez viagens interdimensionais através do Multiverso.

Outro fato marcante eram as constantes discussões entre  Arqueiro Verde e Gavião Negro e as constantes reclamações de Nuclear quando ia fazer plantão no monitor.

Depois desta época áurea a equipe amargou baixas vendas com a “Liga Detroit” nos anos 80 (período pré-Crise). Composta por Ajax, Homem-Elástico (Ralph  Dibny), Zatanna, Gládio (Henry Hank Heywood III), Vibro (Paco Ramone), Vixen (Mari Jiwe Macabe), e Cigana (Cindy Reynolds).

A equipe não fez o devido sucesso que a versão anterior e terminou sendo derrotada e em Lendas pelo vilão Enxofre (seu término marcou a ascensão da Liga Cômica). Numa excelente fase (no pós-Crise) comandada por Keith Giffen , Kevin Maguire e J. M. DeMatteis.

O foco da narrativa era o relacionamento dos heróis (deixando de lado os supervilões ou investigações de crimes) e a inovação foi pegar a maioria dos heróis ditos assim de segundo escalão.

Bom, a parte mais engraçada era ver Gladiador Dourado e Besouro Azul zoando tudo. Eles brilharam constantemente formando uma dupla impagável. Acentuaram a personalidade do “cabeça de cuia” Guy Gardner (alguém que todos “adoravam” odiar).

Foi marcante o momento em que Batman nocauteou Guy com “apenas um soco” (fato que foi muito comentado pelo resto do grupo). E quando ele recebeu uma pancada na cabeça abitolou de vez virando “frufru”.

Billy Batson não tinha um comportamento adulto quando se transformava em Capitão Marvel (recebendo o apelido carinhoso de “Capitão Fraldinha”).

A equipe era formada por diversos heróis: Batman, Capitão Marvel, Besouro Azul, Gladiador Dourado, Canário Negro, Ajax, Doutora Luz, Guy Gardner, Senhor Milagre, Oberon e Senhor Destino.

Mais ao longo das publicações tivemos Soviete Supremo, Fogo, Gelo, Capitão Átomo entre outros. Quando a equipe foi comandada por Maxwell Lord  (seu porta-voz) a equipe começou a trabalhar para ONU tendo sedes em vários países (embaixadas).

A mais divertida era Liga Antártida com membros que ninguém queria por perto. Como o impagável Lanterna Verde G’nort (seu jeito ingênuo lembrava demais o Pateta). Uma das melhores épocas da equipe.

Quando terminou este sucesso (em 1997) tivemos um outro recomeço da equipe com o gibi “Os Melhores do Mundo”. Logo os heróis Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Aquaman e Flash (Wally West) tornaram-se os sete magníficos.

Desta vez Grant Morrison trazia roteiros que brincavam com a nossa imaginação (aliado ao estilo diferente de Howard Potter).  Os heróis estavam na Torre de Vigilância na Lua lembrando a fase de 1970. Esta época ficou marcada pelo contexto clássico com algo diferente.

A inclusão de Kyle Rayner (um Lanterna Verde inexperiente que queria demonstrar seu valor),  Wally West (consolidando seu posto de Flash) ou mostrando uma guerra contra o céu (inclusão do anjo Zauriel) e o enigmático Aztek (Curt Falconer).

Ou ainda outros personagens como Grande Barda, Scott Free (Senhor Milagre), o irascível Orion, Oráculo (Barbara Gordon), Connor Hawke (Arqueiro Verde II), Caçadora (Helena Bertinelli) que fora expulsa da Liga (algo aproveitado na animação),  o inteligente Aço (John Henry Irons) e o engraçadíssimo Homem-Borracha (El O’Brien).

Na  quinta  temporada de Smallville tivemos uma formação juvenil da Liga ( que foi bastante comentada) na época.

A equipe era composta por Impulso (Kyle Garner), a versão adolescente do velocista Flash (nos gibis). Aquaman (Alan Ritchson), Ciborgue (Lee Thompson Young) e Arqueiro Verde (Justin Hartley).

A LJA tem diversos outros arcos importantes de histórias e assim que puder estarei comentando alguns.

Confira na galeria abaixo imagens da Liga da Justiça

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Lone Ranger, O Cavaleiro Solitário

“Quem era aquele estranho mascarado?”

Há alguns anos atrás quando eu estava começando a colecionar gibis. O herói era chamado por aqui erroneamente de Zorro (acredito que só pode ter sido por causa da máscara). E eu apenas, porque não tinha conhecimento também chamava Lone Ranger assim.

Lembro que até expliquei uma vez pro meu amigo Dênis a diferença entre Zorro americano e Zorro Espanhol. Depois fui comprando revistas especializadas em quadrinhos e aprendi seu verdadeiro nome.

Lone Ranger surgiu inicialmente no rádio sendo criado por George W. Trendle, pelo escritor Fran Striker e com a colaboração de toda equipe da estação de rádio WXYZ (1933).

A versão radiofônica ficou muito famosa na época, pois o herói enfrentava muitos bandidos perigosos e havia todo um clima de duelos. Fazendo a imaginação dos telespectadores acompanhar as novelas.

Dizem as lendas que o Cavaleiro Solitário talvez tenha a inspiração de sua existência devido ao Zorro (por isso a confusão aqui no Brasil).

Outra lenda também afirma que o autor George W. Trendle disse que John Reid é tio-avô de outro herói famoso  o Besouro Verde, pois Britt Reid é o alter ego deste herói.

John Reid é um ex-Ranger que fazia parte de um grupo liderado por seu irmão o Capitão Dan Reid. O destacamento foi atacado em uma emboscada por uma quadrilha de ladrões e apenas John sobreviveu, mas estava bastante ferido.

O índio Tonto  encontrou seu amigo de infância no lugar do massacre e salvou seu único sobrevivente. E após se recuperar de seus ferimentos John Reid deixou de existir passando a cobrir seu rosto por uma máscara negra.  E andando pelo meio oeste americano em seu cavalo Silver. Sempre acompanhado por seu fiel amigo Tonto.

Eles se aventuravam nos tempos das diligências levando justiça aonde quer que fosse preciso (e John procurando vingar a morte de seus companheiros).

Lone Ranger é um exímio atirador e sua marca registrada eram suas pistolas que davam tiros de bala de prata. Lembro que ele nunca atirava pra matar, mas apenas para desarmar seus oponentes.

O herói teve diversas adaptações tanto em tiras de jornais: King Features Syndicate (1938-1981), gibis: Dell Comics (1948), Gold Key Comics (1962/77) e Dynamite Entertainment (2010).

A parte mais interessante é notar que vários atores já interpretaram o personagem. Em 1938 a Republic Pictures fez um seriado com 15 capítulos intitulado The Lone Ranger (O Guarda Vingador aqui no Brasil). O mistério consistia em saber dos 5 rangers quem era o herói do título algo que foi apenas mostrado no último episódio. Tonto era interpretado pelo Chefe Thunderclod

Em 1939 teve uma continuação The Lone Ranger Rides Again (A Volta do Cavaleiro Solitário). Aonde Bill Andrews (Robert Livingston) se disfarçava no herói mascarado para poder ajudar um grupo de colonos.

A diferença era que o alter ego do herói já havia sido mostrado desde o início. Chefe Thundercloud reprisou seu papel de Tonto.

A versão mais famosa de The Lone Ranger (1949-1957) foi a televisiva com Clayton Moore e Jay Silverheels. Tonto montava o cavalo Scout e geralmente se referia ao herói como “kemo sabe” ( que significava fiel) em sua tribo. Aliás sua tribo nunca foi identificada antigamente (não sei se fizeram em alguma versão posterior).

É impossível ver Lone Ranger e não lembrar da música-tema “William Tell Overture” de Gioacchino Rossini.

Outra coisa inesquecível era quando o herói subia a montanha e dava seu famoso grito de guerra: “Hi-yo Silver, em frente!” na série televisiva. Quando chegava este momento eu ficava sabendo que minha aventura infelizmente chegou ao fim.

Após o termino do seriado dois filmes foram feitos com Clayton Moore e Silverheels:  The Lone Ranger (1956) e  The Lone Ranger and The Lost City of Gold (1958).

Em 1966 a Format Films lançou um desenho do herói que teve duração de três anos, mas os custos eram baixos (tornando-a uma animação limitada e fraca).

Em 1981 o filme The Legend of Lone Ranger tinha Klinton Spilsbury interpretando o herói e Michael Horse no papel de Tonto.

A sinopse era praticamente a mesma John sofre uma emboscada sendo salvo por seu amigo de infância. A exceção é a presença de Christopher Lloyd (Butch Cavendish) que ficou mais conhecido por nós como Dr. Brown em De Volta para o Futuro.

Este filme é muito criticado por fazer várias mudanças no conceito do personagem original. Principalmente por mostra-lo como um idiota sem a ajuda de seu parceiro.

Em 1980 a Filmation também produziu uma animação chamada O Cavaleiro Solitário como parte de Tarzan/Lone Ranger Hour. A parte boa era que a abertura desta animação manteve a versão do seriado televisivo com Clayton Moore.

Nesta saudosa animação também temos o policial do Texas John Reid  sendo o único sobrevivente de uma emboscada feita pela gangue Buraco na Parede. Sendo salvo por seu amigo de infância o índio Tonto.

Quando se recupera decide fazer justiça no velho oeste. Escondendo seu rosto sob a máscara (que surgiu para enganar a gangue). Enfrenta os mais temidos vilões que encontra em seu caminho acompanhado por seu fiel amigo.

Montando seu cavalo Silver usava vários disfarces sempre que precisava e ao ir embora deixava uma bala de prata as vítimas que ajudou. Isto servia para que quando estivessem com algum problema enviassem a bala para ele poder vir ajudar.

Neste ano a Disney lançou The Lone Ranger com direção de Gore Verbinski aonde temos Armie Hammer interpretando o herói e Johnny Deep como Tonto.

A trama mostra a origem dos personagens explorando seus esforços para levar a justiça num velho oeste corrupto e bravio. Espero que valha a pena, pois o herói merece voltar ao topo.

Confira na galeria abaixo algumas imagens de The Lone Ranger

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Fonte de Pesquisa: InfanTV, Wikipédia e TVSinopse.

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Wolverine

Logan foi criado pelo roteirista Len Wein e teve arte de Herb Trimpe. O mutante canadense é considerado o melhor naquilo que faz e surgiu como coadjuvante na revista do Gigante Esmeralda (The Incredible Hulk # 180 e 181, de 1974).

O visual de Wolverine foi inspirado no texugo um animal com garras, solitário e agressivo. O famoso fator de cura aliado as garras de adamantium é o grande chamativo do herói.

Aliás o fator de cura acabou tornando-o praticamente um imortal, pois não se sabe exatamente quanto tempo Wolvie pode viver. Podemos notar que suas histórias começam no século XIX e continuam num futuro longínquo.

Seu nome é James Howlett e nasceu em Alberta no Canadá, no século 19. Nesta época era conhecido como Logan e foi um garoto doente até seus poderes se manifestarem.

Na primeira história Logan é apresentado como um agente canadense  com a missão de enfrentar o Hulk, mas quando encontra o Verdão ele estava lutando contra o Wendigo. E Wolverine tem que se virar contra os dois monstros (animação Wolverine vs. Hulk aborda de forma livre esta HQ).

A ascenção do herói começou quando ingressou na segunda formação da equipe mutante (Giant Size X-Men 1). Uma equipe mista com mutantes de vários países que foram recrutados pelo Professor X para resgatar o grupo original preso na ilha viva de Krakoa (roteiro de Len Wein e arte de Dave Cockrum).

Em Wolverine # 100, de 2000, temos a reedição destas duas histórias clássicas. Além da missão de salvar o grupo anterior a parte interessante era que pessoas que mal se conheciam tiveram que de repente passar a confiar uns nos outros.

Ciclope era o líder de campo da equipe e também tinha um temperamento difícil de lidar. Esta fase é marcada pelos constantes desentendimentos entre os dois. E Wolvie teve acentuada sua personalidade invocada (agindo mais e falando menos).

Em Grandes Heróis Marvel # 35, de 1991. Temos a clássica Arma X edição que conta a origem do baixinho canadense mostrando a infusão do metal adamantium. Um processo tão doloroso que libertou seu instinto animalesco.

Ao fugir da base  Logan vaga pela floresta até ser encontrado por James Hudson (o herói Guardião que na época foi chamado de Vindix) líder da Tropa Alfa e sua esposa Heather. James e Heather tornaram-se grandes amigos de Logan ajudando-o a recuperar sua humanidade.

Logo após isso o baixinho ingressou na Tropa Alfa, mas não chegou a ficar muito tempo por lá, pois o Professor X o convocou pra salvar os X-Men.

No desenho dos X-Men, em 1992 no qual temos uma ótima e inesquecível abertura. Wolverine (é dublado por Isaac Bardavid) seu uniforme é o tradicional  amarelo e azul, mas o design é baseado na arte de Jim Lee.

Logan é mostrado como um cara esquentado, vingativo e irônico apresentando uma personalidade fiel ao que víamos nos gibis.

Este inesquecível desenho também  conta com o ideal pacífico de Charles Xavier em acreditar que mutantes e humanos possam conviver em harmonia. Criando os X-Men com tal intento e ajudando-os a controlar seus poderes.

Nesta formação temos o Professor X, Ciclope, Jean Grey, Tempestade, Gambit, Wolverine, Vampira, Fera (com citações inteligentes) e Morfo ( que desaparece de repente e depois volta). Eu achava até que a Jubileu era apaixonada por Logan.

A parte mais legal era que num mundo aonde havia racismo e intolerância os X-Mmen lutavam por aquilo que acreditavam.

Na série animada X-Men Evolution (2000) o herói apareceu  com seu visual inspirado na arte de John Byrne dos anos 1980. Nesta versão sua personalidade ainda era um pouco hostil, mas foi modificada para cuidar dos jovens mutantes (que viviam se metendo em encrencas).

Há alguns episódios memoráveis como “Operação Renascimento”, temos o encontro de Wolverine com o Capitão América. Quando Wolverine tenta impedir que Magneto reconstrua a máquina que deu poderes a Steve Rogers. No final Logan está na sede da Shield observando o Capitão numa câmera criogênica.

E X-23 que mostra uma adolescente criada em laboratório como um clone de Wolverine. Laura possui os mesmos poderes como garras afiadas, sentidos aguçados e fator de cura. A personagem foi inserida nos quadrinhos posteriormente a isso.

Em Wolverine e os X-Men (2008) temos o herói como líder da equipe mutante após Charles Xavier sofrer um ataque mental. Logo ficamos sabendo que Charles está no futuro no que viria a se tornar o mundo conhecido na HQ Dias de um Futuro Esquecido.

Seu visual foi baseado na arte de John Cassaday e mostra um herói nervosinho como sempre só que mais responsável por liderar uma equipe.

É a melhor adaptação da equipe mutante feita pela Marvel, pois demonstrou m respeito muito grande as histórias dos quadrinhos. A melhor parte é que exploraram um envolvimento amoroso mal resolvido entre Logan e a Mística.

Bryan Singer dirigiu o primeiro X-Men, em 1999 além de apresentar nas telonas os mutantes mais adorados das HQs. Tivemos esta adaptação focada em Wolverine e Vampira e nos demais personagens importantes do universo mutante.

O ator australiano Hugh Jackman também é a perfeita tradução do mutante canadense para as telonas.

O grande paradigma é que Wolverine com seu fator de cura possui um tempo de vida indefinido tornando-se quase um imortal.  Mais até quando Jackman continuará a interpretá-lo?

A profundidade psicológica de Logan sempre me chamou atenção. O que mais gosto no herói é mesmo que tenham praticamente destruído sua vida anterior e tê-lo transformado numa máquina assassina. Sua vontade própria foi mais forte a ponto de querer recomeçar sua vida.

Aliás é justamente isso que o torna mais interessante pra mim, pois não importa o que aconteça Wolverine mesmo com o coração dolorido consegue recomeçar em qualquer lugar que vá.

Teve dois momentos que achei impactantes sobre o herói. Um foi quando Magneto retirou o adamantium de seu corpo pelos poros (voltando a ser uma fera insana).

E o segundo foi sua participação exagerada em várias revistas ao mesmo tempo (chegando a enjoar de ver o personagem).

Wolverine é um homem com um passado nebuloso e um impressionante fator de cura que lhe conferiu o dom da imortalidade.

O famoso implante de memória feito em sua mente. Concedeu aos roteiristas uma licença poética com  histórias colocando o herói em diversas aventuras ao longo das décadas.

E desde então Logan já viajou pro Japão, viveu no Velho Oeste, lutou ao lado do Capitão América na Primeira Guerra Mundial. Sofreu a inserção do adamantium nos anos 1960, viveu na ilha de Madripoor, foi agente da CIA durante a Guerra Fria.

Tudo isso pode ser verdade ou não, mas torna o passado do herói muito extenso, complicado e interessante. E você qual destes Wolverine gosta?

Confira na galeria abaixo algumas imagens do Wolverine

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Flash Gordon

O herói é um mito dos gibis, mas veio primeiro das páginas de jornal. Flash Gordon surgiu da parceria entre o visionário artista Alex Raymond e teve roteiro de Don Moore.

É o segundo herói espacial da história, pois seu predecessor foi Buck Rogers.

Todas as características de um herói clássico como conhecemos hoje como: forte, ágil, viril, justo, incansável e democrático surgiram nas histórias de Flash Gordon.

Em sua primeira aventura o Flash Gordon é mostrado como um ex-jogador de polo e piloto que estava viajando de avião quando o aparelho é atingido por um meteoro.

Só deu tempo apenas de pegar um paraquedas e salvar a outra passageira Dale Arden. Ambos caem perto do laboratório do cientista louco, o Dr. Hans Zarkov, que tinha inventado uma maneira de desviar de órbita um planeta ameaçador que estava em rota de colisão com a Terra.

Zarkov havia criado um foguete para realizar tal objetivo e obrigou os dois a acompanha-lo  durante esta missão suicida. O trio consegue obter sucesso, porém acabam pousando no tal planeta.

Diante do impacto Zarkov recupera a sanidade virando um amigo fiel do herói. É no planeta Mongo que o trio de protagonistas acabam enfrentando  Ming, o Impiedoso (que tinha traços orientais).

Mais Flash Gordon atravessa todo planeta a fim de convocar todos os governantes a se rebelarem contra o ditador sempre acompanhado de Dale e Zarkov. E também torna-se líder dos rebeldes que desejam destronar Ming.

O planeta Mongo é composto por vários povos entre eles estão os homens-leão, homens-lagarto, homens-falcão (alguém aí se lembrou de Thundercats? Bom, agora sabemos de onde “talvez” surgiu a inspiração).

Dizem as lendas que a cidade florestal de Arborea é uma das mais lindas do planeta Mongo.

O herói destacou-se por deter ameaças como dragões, criaturas estranhas, monstros e humanoides exóticos. O artista Alex Raymond é amplamente conhecido pelo seu estilo  que foi comparado ao dos pintores renascentistas.

Outra grande marca do personagem foram as tecnologias que na época poderiam ser consideradas futuristas que tempos depois tornaram-se realidade como: discos voadores, raio laser, energia atômica, spray, propulsão a jato, televisão e também a minissaia.

Contudo a principal afirmação que a Terra era azul, isto 35 anos antes do astronauta russo Yuri Gagarin dizer a famosa frase.

Flash Gordon ao longo das décadas foi adaptado para várias mídias seu primeiro expoente foi na já citada tira de jornal, mas logo vieram os gibis, a série radiofônica (1935) e a tela de cinema nos famosos serials sendo interpretado pelo galante ator Larry “Buster” Crabbe.

Flash Gordon foi a  primeira adaptação do herói feita, em 1936 pela Universal Studios no formato de 13 episódios. A história mostrava se manter fiel as características do herói feitas pro gibi unindo-o a Zarkov (Frank Shannon) e Dale Arden (Jean Rogers)  numa missão no planeta Mongo, onde enfrentam o cruel Imperador Ming (Charles B. Midletton).

A repercussão do primeiro seriado de Flash Gordon foi tão grande que o estúdio fez mais duas continuações Flash Gordon no Planeta Marte (1938) e  a outra Flash Gordon Conquista o Mundo (1940).

O ator Larry Crabbe tornou-se também uma lenda ao interpretar diversos heróis nos famosos seriados de cinema. Sendo um dos  mais conhecidos,  citados, e renomados  artista desta época áurea.

Durante  meados da década de 1950 o herói teve uma série televisiva aonde o ator Steve Rolland interpretou nosso herói. Sendo uma curta duração de apenas 39 episódios. Na história o herói era um agente do GBI (Galactic Bureau of Investigation).

A produção é marcada como a primeira série de ação gravada (e não transmitida ao vivo) e sua principal característica era ser centrada no herói. Suas aventuras ocorriam no ano de 3203 tornando-se muito popular durante a época que foi exibida.

Em 1979 a Filmation realizou a série animada Flash Gordon (no original The New Adventures of Flash Gordon) sendo uma adaptação bastante fiel do que havia nos gibis. Eu me lembro que adorava assistir as aventuras e ficava fascinado com o homem-leão Thun. É um desenho que faço questão de ter em DVD para poder reassistir e guardar em minha coleção.

A adaptação mais famosa do herói espacial foi feita, em 1980. Flash Gordon: O Filme pode não ser considerado um dos melhores do seu gênero, mas hoje é conceituado como um clássico por dois motivos. Um foi a forma fiel que mostraram o personagem e a outra é que a banda Queen fora responsável por toda sua trilha sonora regada do mais puro e bom rock n’ roll.

O filme foi dirigido por Mike Hodges sendo estrelado por Sam J. Jones (Flash Gordon),  Dale Arden (Melody Anderson), Dr. Zarkov (Chaim Topol),  Ming (Max Von Sydow), Princesa Aura (Ornella Muti – uma das maiores musas da década de 80) e Príncipe Barín (o James Bond daquela época Timothy Dalton).

No longa Flash Gordon, Dale Arden e o Dr. Zarkov se unem para deter os planos  do Imperador Ming que estava determinado a conquistar e destruir o nosso planeta.

Porém quando partem para Mongo são capturados pelas tropas do vilão, mas conseguem se libertar. E então tentam arranjar ajuda entre os outros habitantes do planeta tanto para tirar o tirano do poder quanto para arrumar um meio de voltar para casa.

O trio é ajudado pelo príncipe Barin, pelo príncipe Vultan (Brian Blessed) dos homens-pássaros e pela Princesa Aura que acaba se apaixonando pelo herói.  A guerra que une todo povo contra o nefasto Ming é o ápice do filme trazendo a nossa velha e conhecida luta do bem contra o mal (pra mim vale a pena).

Seus  efeitos especiais não são de primeira linha, mas o longa é marcado por seus cenários luxuosos e boa caracterização dos personagens.

Este filme é uma das primeiras adaptações de herói que pude ver na minha vida e mora de maneira cativa no meu coração. É nitidamente claro que se compararmos as adaptações atuais iremos encontrar muitas falhas, mas é uma diversão garantida.

Durante o ano de 1987 nós vimos Os Defensores da Terra que mostrava as aventuras dos heróis Flash Gordon, Mandrake e Fantasma da King Features Syndcate (que publicou as histórias dos personagens durante anos), mas a grande novidade eram seus filhos.

Flash com Rick, Fantasma com a bela e inteligente Jeda, Lothar com L.J. e Mandrake com seu filho adotivo Keshim. Na história Ming havia sequestrado a esposa do Flash para poder extrair de sua mente todos os segredos para destruir seu marido. E  de posse disso poder definitivamente conquistar nosso planeta.

Rick tentou salvar sua mãe, mas  ela já havia sido exposta tempo demais a tal máquina. Infelizmente Rick chegou tarde e ela morreu. Porém sua essência foi transferida para um cristal.

Mesmo sem saber disso Flash Gordon atacou o planeta Mongo, no entanto foi perseguido por soldados do Imperador Ming. E acabou fazendo um pouso forçado na mansão de Mandrake. Diante de tais acontecimentos Mandrake convoca outros heróis para unidos  salvar Rick e combaterem o vilão. Surgindo assim Os Defensores da Terra.

Esta animação teve uma versão em quadrinhos que durou apenas quatro edições. a arte era de Alex Sayuk enquanto no roteiro estava  o nosso amigo e mestre Stan Lee.

A editora Dynamite irá lançar em setembro a mini Kings Watch reunindo o trio da Kings Features Syndicate (o título é uma alusão á antiga editora) em  novas aventuras inéditas.  a arte ficou com Marc Laming e o roteiro nas mãos de Jeff Parker. Espero que faça um estrondoso sucesso.

Já está mais do que na hora de alguma produtora realmente se interessar em lançar um novo filme do herói, pois merece ter algo que engrandeça sua importância para a cultura pop.

Confira na galeria abaixo algumas imagens que consegui do herói Flash Gordon

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Fonte de Pesquisa: Clube dos Heróis, Wikipédia, Chamando Superamigos, InfanTV e TV Sinopse.

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Capitão Marvel

Dizem as lendas que a Distinta Concorrente havia ido ao tribunais contra Fawcett Comics por causa de plágio, pois alegavam que o Capitão Marvel era idêntico ao Homem de Aço (eu não concordo com isso).

Com o tempo a DC ganhou a pendenga judicial enquanto a Fawcett infelizmente faliu. Quando a DC havia comprado os direitos de republicar o Capitão descobriram que já havia um outro herói usando este nome (só que o pessoal da Casa de Ideias tomou a frente).

A solução foi colocar na capa Shazam e no miolo continuava a ser Capitão Marvel.

Bom, isso é a história do personagem da DC, então vou comentar  sobre outro Capitão Marvel (da Marvel Comics).

Mar-vell é um alienígena da raça guerreira Kree que possui um tom azulado de cor de pele. Os Kree travam uma ferrenha batalha (que suponho já dura séculos) contra os Skrulls, pois são inimigos mortais.

O desenho dos Vingadores abordou este tema inspirado no arco de histórias Invasão Secreta (alguém me corrija se eu estiver enganado). Foi realmente uma pena, pois  cancelaram  algo tão bom.

Voltando, ambas as raças são muito avançadas em tecnologia e seu principal objetivo é conquistar outros planetas visto que a Terra já virou campo de batalha deles.

Mar-vell é um militar que veio ao nosso planeta com o objetivo de analisa-lo. No original quando sua nave foi atacada por Yon-Rogg que tinha ciúme e inveja, pois amavam a mesma mulher. O ataque acabou matando um ser humano inocente, o Dr. Walter Lawson e como Mar-vell era muito parecido com ele decidiu usar sua aparência para continuar sua pesquisa e honrar a memória do falecido.

Disfarçado Mar-vell vai trabalhar numa versão do Cabo Canaveral, pois os Kree estavam interessados no progresso dos humanos pela corrida espacial (1960). Sendo que acidentalmente o Exército dos Estados Unidos acaba ativando um robô-sentinela Kree e Mar-vell é obrigado a vestir seu uniforme e derrotá-lo.

Algumas pessoas na multidão escutam o Sentinela chamar o herói pelo nome Mar-vell, mas acabam confundindo e nomearam ele de Marvel e assim surgiu a lenda.

Usando o disfarce do Dr. Walter Lawson (como foi mostrado no desenho dos Vingadores),  o Capitão Marvel acabou se afeiçoando ao povo da Terra e jurou nos proteger de seus compatriotas que desejavam conquistar o planeta azul.

Foi por causa dele que Carol Danvers ganhou os poderes de Miss Marvel, mas antes disso ele viviam um romance. Infelizmente Carol estava jogada como coadjuvante nos gibis do herói (fato que posteriormente foi mudado).

O herói é marcado pelas sagas espaciais salvando-nos muitas vezes durante os anos.

O s poderes do Capitão Marvel incluem Consciência Cósmica (uma ligação com o universo), voar, atirar raios poderosos e ter força física e resistência.

Eu acompanhei um período de suas histórias em que estava na Zona Negativa e trocava de lugar com o ajudante de super-herói Rick Jones   usando os braceletes. Enquanto Rick ficava na Zona Negativa o Capitão Marvel vinha pra Terra podendo agir livremente durante três horas.

Um fato marcante pra mim quanto ao herói foi justamente sua morte, pois era algo que eu não estava muito acostumado a saber que acontecia. Estava iniciando na carreira de leitor e  conhecia poucas outras mortes marcantes como a do Flash (Barry Allen), Supergirl e Gwen Stacy.

Sinceramente morte era um acontecimento fatídico e pesaroso algo surpreendente e que nós gostaríamos que nunca acontecesse. Mais infelizmente esta situação trágica que deveria ser importante e marcante virou lugar comum hoje em dia.

No  gibi “A Morte do Capitão Marvel” a primeira Graphic Novel da Casa de Ideias. Aonde temos o enredo que mostra a história do herói passo a passo até aquele momento. A habilidade da consciência cósmica a qual lhe dá conhecimento total sobre o cosmo entre outros poderes.

Mostrando que ao  tentar deter uma explosão causada pelo  vilão Nitro  o Capitão foi exposto a um gás que o deixa em colapso. Mais acaba recebendo um antídoto e se recuperando.

O que ele não sabia e acaba descobrindo depois é que esta mesma exposição causaria um câncer que iria destruí-lo e tomaria sua vida definitivamente.  A narrativa é emocionante e impactante trazendo os últimos momentos de vida da lenda do protetor cósmico.

A HQ foi escrita e desenhada por Jim Starlin, em 1982 tornando-o um nome consagrado na indústria após isto.  E demonstra um ponto de vista que até então não era comum vermos nos “super-heróis” seu lado humano e frágil.

A presença massiva de praticamente todo panteão de heróis da Casa de Ideias e também dos seus piores inimigos como os Skrulls fazem esta história tocar-nos no fundo de nossa alma e pensar realmente em quando chegar o fim inevitável como nos comportaremos?

No final (citando “… apenas o começo!”)  Thanos que estava morto naquele tempo e vem buscar o Capitão Marvel para uma “nova aventura” nos domínios da Morte.

Li algo na rede sobre a volta do Capitão Marvel aos quadrinhos, mas não sei se isto aconteceu mesmo (se alguém tiver qualquer informação me atualizem, por favor).  E há também rumores que “talvez” apareça algo sobre o herói em Vingadores 2. Vamos esperar pra saber mais sobre o assunto. Confira na galeria abaixo imagens do herói.

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Capitão Marvel, O Mortal mais Poderoso da Terra

“Shazam!”

No rastro do sucesso do herói kriptoniano surgiram vários personagens e este é o mais clássico deles. Criado pelo escritor Bill Parker e pelo artista C.C. Beck surgiu na revista Whiz Comics #2 da editora Fawcett Comics, em 1940.

Como curiosidade a fisionomia do herói foi inspirada no ator Fred MacMurray.

Seu surgimento causou um abalo tremendo nas vendas do Superman. Superando-o e batendo a incrível marca de um milhão de cópias vendidas todo mês. Este fato fez a National Periodical (atual Distinta Concorrente) correr atrás do prejuízo colocando a Fawcett na justiça.

A alegação de plágio foi ganha pela DC e o Capitão foi deixado no limbo durante anos.

O julgamento pra mim foi equivocado, pois o Superman é um alienígena que ganha superpoderes aqui na Terra.  Enquanto o Capitão Marvel é um garoto que nasceu aqui recebendo seus poderes do Mago Shazam.

Talvez o fato dos personagens serem parecidos com os olhos semicerrados tenha levado a decisão jurídica pender pro lado da DC.

Na história numa noite o órfão Billy Batson vendia jornais quando uma figura misteriosa pede que o garoto o siga até a estação. O rapaz sendo guiado até  um trem-fantasma é levado até uma galeria abandonada.

Chegando lá o homem desaparece e deixa Billy diante do Mago Shazam. E então o mago egípcio conta que vem combatendo o mal há muitos séculos e precisa descansar e procura um sucessor que possua um bom coração.

O mago diz que este alguém é Billy ensinando ao rapaz que basta apenas gritar seu nome a palavra mágica “Shazam”. Ao fazer isto o rapaz transforma-se num adulto superpoderoso.

Os poderes do Capitão Marvel são derivados de cinco deuses e um personagem bíblico: Salomão (sabedoria), Hércules (força), Atlas (vigor), Zeus (poder), Aquiles (coragem) e Mercúrio (velocidade).

Depois de um longo período sumido o personagem voltou numa Terra Paralela da DC a Terra-S no período pré-Crise e durante a conclusão de Crise nas Infinitas Terras foi dito que nunca houve um Multiverso fato que foi mudado recentemente.

Há pouco tempo atrás houve um boato na web que haveria um filme com o herói e que Dwayne “The Rock” Johnson iria interpretá-lo mais ficou tudo nisso mesmo.

A primeira personificação real do Capitão foi feita por Tom Tyler nos antigas matinês de cinema, de 1941. Era Adventures of Captain Marvel (que no Brasil recebeu o nome de O Homem de Aço) ironicamente apelido do nosso herói kriptoniano.

A imaginação dos produtores de efeitos especiais era rústica mais incrível, pois quando o Capitão voava era um boneco esticado levado numa linha para dar esta impressão.

Eu lembro da antiga série televisiva do herói chamada Shazam! Aonde Billy Batson (Michael Gray)  ao lado de Mentor (LêsTreymane)  viajavam por lugares diferentes. Quando alguém precisava de ajuda Billy gritava: “Shazam!” e mudava para Capitão Marvel.

A série da Filmation contava com baixo orçamento e os efeitos eram fraquíssimos mais eu gostava mesmo assim. Eu ficava bobo quando Billy falava com os deuses  dizendo: “oh deuses fortes e sábios…” e eles apareciam dentro do furgão para lhe dar conselhos sempre que necessitava.

Uma coisa que eu nunca tinha prestado atenção antes é que foram dois atores que interpretaram o Capitão Marvel nesta série: Jackson Bostwick e John Davey.  Mesmo com lição de moral no final (característica básica das produções da Filmation) e aqueles efeitos especiais capengas gosto até hoje desta versão televisiva do personagem.

E agora deu pra notar que nos quadrinhos o Capitão Marvel é uma versão adulta de Billy Batson, mas na série eles não se parecem em absolutamente “nada” (antigamente era assim temos que aceitar).

A Filmation também nos deu uma série animada do Capitão Marvel aonde tínhamos Billy, Mary Batson e Freddy Freeman morando junto com o Tio Dooley e o tigre falante Tony.

A origem dos personagens é igual a dos gibis e nela podemos ver alguns vilões clássicos como Adão Negro, Dr. Silvana e Sr. Cérebro. A produção também não era uma das melhores da empresa. E infelizmente  teve apenas 13 episódios.

Só pra constar no infame “Legends of Superheroes”, uma produção horrível na qual tentaram mostrar os Super Amigos na telinha, em 1979. Tivemos o ator Garret Craig interpretando o Capitão Marvel.

Lutas

O Capitão Fraldinha é o único personagem que “quase” pode vencer o Homem de Aço numa briga. Enquanto o Capitão têm seus poderes derivados da magia. O Homem de Aço além de ser vulnerável a kriptonita é também a magia que pode lhe causar danos terríveis.

Ambos os heróis vem se confrontando há décadas nos gibis. E vou comentar apenas aqueles que pude ver.  Um deles foi  O Reino do Amanhã aonde num futuro apocalíptico heróis violentos liderados por Magog vivem destruindo tudo sem se importar com os seres humanos.

O Superman já envelhecido sai de sue exílio e acaba enfrentando um Capitão Marvel que sofreu lavagem cerebral de Lex Luthor. A briga entre os dois é o clímax da HQ com arte de Alex Ross.

E o Capitão para se libertar da influência de Lex salva os heróis de uma explosão nuclear se sacrificando bravamente.

A outra foi na série animada Liga da Justiça: Sem Limites no episódio “Embate”, mostrando quando o Capitão foi convidado a participar da Liga. Lex construiu LexorCity um conjunto habitacional movido a kriptonita.

Superman não gosta nada disso ao ouvir que tudo pode explodir, mas não contava com a presença de Billy Batson que transforma-se no Capitão Marvel tentando resolver a situação com calma. Lex Luthor manipulou a ambos deixando Kal mais nervoso  é quando a luta entre os heróis acontece. Ao final o Capitão Marvel na Torre esculacha os 7 magníficos e deixa infelizmente a Liga da Justiça pra sempre.

O Retorno do Capitão Marvel

Quando a Distinta  Concorrente  comprou os direitos do herói o nome Capitão Marvel já estava sendo usado pela Marvel Comics e então mudaram para Shazam! Somente nas capas e continuaram chamando de Capitão Marvel no miolo das edições.

O herói teve uma participação importante durante a minissérie Lendas no pós-Crise e também participou da Liga da Justiça Internacional (mais conhecida como Liga da Justiça cômica) de Keith Giffen e J. M. DeMatteis aonde a equipe tinha sedes  em vários países para uma melhor vigilância ao redor do mundo.

Em 1987 o Capitão teve um retcon Shazam! The New Beginning contando com roteiro de Roy Thomas e arte de Tom Mandrake trazendo algumas alterações, roteiros modernos e personagens clássicos como: Mago Shazam, Doutor Silvana, Tio Dudley e Adão Negro.

Mais o melhor trabalho surgiu em 1994 na Graphic Novel: Shazam! A Origem do Capitão Marvel,  aonde temos  arte e roteiro de Jerry Ordway.

Misturando o verdadeiro surgimento do Capitão Marvel pela Fawcett Comics e conectando com vários elementos diferentes. Aonde temos até uma origem para o vilão Adão Negro. É uma das adaptações que tornou o personagem mais interessante para a atualidade.

Tanto que ao final de Zero Hora mais uma das eternas crises da DC todas as edições foram reiniciadas começando do zero. E Shazam! foi uma delas que durou apenas de 1995 até 1999.

Em Shazam: Poder da Esperança, de 2000. Temos o roteiro de Paul Dini e arte de Alex Ross mostrando um olhar mais humano sobre os heróis da LJA. O Capitão Marvel tem a missão de levar as crianças de um hospital com doença em estado terminal a esperança de algo melhor.

É nesta história emocionante que toca em algo muito especial no fundo de nossa alma. Mostrando, porque Billy Batson foi escolhido para tornar-se o Capitão Marvel.

O herói também participou da série animada Batman: Os Bravos e Destemidos em alguns episódios. E teve também um DC Showcase  no qual Billy é entrevistado por Clark Kent e Adão Negro volta do espaço.

É uma animação  com um nível excelente recontando as origens do personagem pena que foi de pouca duração, pois infelizmente deixou um gosto de quero mais.

Atualmente, no período dos Novos 52, o herói está usando um capuz e seu nome agora é somente Shazam.

Confira algumas imagens do Capitão Marvel que garimpei na web

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He-Man e Os Mestres do Universo

Dizem as lendas que o famoso defensor de Etérnia surgiu primeiro como uma linha de action-figures da Mattel  feitos para o Conan, mas que por algum defeito teve que ser mudada. Então para poderem vender os brinquedos tiveram que lançar uma animação baseada neles antes e assim surgiu o nosso herói He-Man.

Quando o Príncipe Adam empunhava a espada e dizia: “pelos poderes de Greyskull… eu tenho a força!!!” transformava-se em He-Man um dos homens mais fortes do universo.   O herói musculoso é uma das várias séries animadas da empresa Filmation que fizeram a nossa alegria nos anos 80, mas naquela época eu já tinha notado que havia pouca diferença entre Adam e He-Man.

Podemos notar que o corte de cabelo era o mesmo, a massa muscular também e só mudava realmente as roupas, a entonação de voz e a cor da pele. É uma daquelas situações de lugar comum que só acontecem em desenho como o fato de um personagem (tipo Scooby-Doo e Salsicha ou Pernalonga e Patolino) usarem um disfarce capenga e ninguém perceber que são eles.

O vilão Esqueleto era estranho e funcionava mais como um bobalhão com aquela trágica frase: “você me paga He-Man” e não como os vilões que vemos atualmente mais capazes de fazer algo totalmente  assustador.

O Mentor me impressionava pela postura de cientista e inventor e por estar sempre disposto a dar um bom conselho. Nunca gostei do Gorpo, pois notava que aquele duende atrapalhava mais do que ajudava. Já a Teela me deixava fascinado pela sua atitude forte e acho que ela nutria uma paixão recolhida pelo He-Man.

A beleza da Feiticeira me chamava a atenção ainda mais com aquelas pernas de fora eu ficava bobo quando ela transformava-se num águia. Era muito engraçado ver o medroso do Pacato ser transformado no poderoso Gato Guerreiro sendo uma das partes que eu mais gostava.

O desenho animado foi marcante pra toda geração que assistiu a primeira versão mais também por causa de suas “peculiaridades”, pois todos os personagens tinham movimentos, lutavam, riam ou corriam da mesma forma. Ao final dos episódios ainda tínhamos uma moral da história para os “amiguinhos” de casa poderem aprender uma lição importante.

O sucesso foi tão grande que rendeu um filme nas telonas “Mestres do Universo” uma adaptação aonde o herói era interpretado por Dolph Lundgren no auge de sua forma física e Esqueleto por Frank Langella.

Na história Etérnia estava quase toda dominada pelas forças do mal, do Esqueleto e restava apenas o Castelo de Greyskull para ser invadido.  O Castelo era o último foco de resistência no planeta para que o vilão tomasse o poder.

He-Man, Mentor e Teela estão lutando para que isto não aconteça protegendo a Feiticeira para que seus segredos não recaiam nas mãos do mal. É importante lembrar que na época não havia muitos recursos tecnológicos como atualmente e a máscara do Esqueleto era muito estranha, tosca e feia.

O vilão consegue entrar no Castelo usando a Chave Cósmica, um aparelho que permite viajar pelas dimensões, criado pelo serralheiro e inventor Gwildor.

Quando Gwildor estava prestes a ser capturado pelo Esqueleto os rebeldes conseguem salva-lo e fugir com uma das chaves, pois a outra estava com o vilão.  Eles viajam para um local desconhecido chamado Terra mais exatamente numa cidade estranha chamada de Nova York.

Aqui em nosso planeta acabam perdendo a chave e precisam encontra-la rápido, porque Esqueleto junto a Maligna estão no seu encalço. Os guerreiros acabam conhecendo a moça Julie Winston (interpretada por uma jovem Courtney Cox em início de carreira) e seu namorado Kevin que acabam entrando no meio do fogo cerrado entre eles.

Lembro que na época achei as adaptações do personagens bem diferentes do que víamos no desenho. Mais  algo que ficou marcado em minha memória foi a Maligna (Meg Foster) que tinha um olhar que dominava as pessoas e mostrou ser uma vilã bem mais assustadora que o Esqueleto.

Esta adaptação é sofrível demais (parece uma versão Star Wars pobre) e muito longe do que estávamos acostumados a ver na telinha ficando na história como uma das piores adaptações de herói já vistas no cinema.

Ao término da animação de He-Man tivemos a de She-Ra, sua irmã gêmea só que do meu ponto de vista muito mais linda. A princesa Adora transformava-se na heroína pra defender o planeta Etéria das forças de Hordak (mais detalhes em Musas de Tinta, ok!)

Uma curiosidade que vale a pena mencionar é que He-Man teve dois roteiristas que depois de alguns anos tornaram-se muito importantes para nós nerds de plantão: Paul Dini e J. Michael Straczynski.

Em 1990 houve uma tentativa de atualizar o personagem com As Novas Aventuras de He-Man aonde nosso herói junto ao seu arqui-inimigo são transportados para o planeta Primus.

Desta vez tanto He-Man quanto Esqueleto demonstram um visual bem diferente do que estávamos acostumados a vê-los. Enquanto o loirão ficou mais esguio apresentando um rabo de cavalo o vilão estava mais futurista e com novos asseclas para comandar.

O grande detalhe era que He-Man não mudava para seu alter ego príncipe Adam aparecendo apenas como He-Man o tempo todo. Eu tive a chance de assistir a poucos episódios e não gostei de absolutamente nada do que vi.

A terceira sequencia do musculoso herói foi bem melhor desenvolvida com uma história mais consistente e elaborada. Nela no passado de Etérnia quem comandava eram os Anciões, um grupo de magos, e então o conquistador Keldor tenta tomar o poder.

Para proteger o planeta tinha os Defensores de Etérnia, comandados pelo Capitão Randor que durante uma luta acidentalmente desfigura o rosto de Keldor que em agonia foge para a Montanha da Serpente junto á suas tropas.

Então Mentor e a Feiticeira criam uma barreira mística para enclausurar Keldor e seus guerreiros na Montanha. Depois os Anciões temem que o mal volte algum dia e acumulam seu poder num globo que fica guardado debaixo do Castelo de Greyskull.

A Feiticeira é escolhida como uma guardiã do castelo. Alguns anos se passaram e Keldor retorna com o rosto desfigurado assumindo o nome de Esqueleto vindo buscar o poder dos Anciões e querendo vingança contra Randor que nesse meio tempo tornou-se Rei.

Para salvar o planeta de ser destruído o jovem príncipe Adam é escolhido para usar o poder do Globo Místico e transforma-se em He-Man. Desta série animada eu gostei, porque há uma diferença na aparência entre Adam um adolescente que ao virar He-Man tornava-se um adulto musculoso.

Essa mudança ficou bem melhor que a série clássica e foi um dos pontos positivos nesta versão. Outro foco foi uma temática mais adulta condizente com a época que a série ia pra telinha e vemos muitas cenas de ação impressionantes.

A empresa Matell usou a mesma estratégia de sempre lançar o desenho junto com action-figures que valem a pena ter em nossa estante.

Já estamos tendo boatos na web quanto uma nova adaptação do defensor de Etérnia. O novo longa que não tem atores definidos e nem data de estréia está sob os cuidados do diretor Jon Chu, de G.I. Joe: Retaliação.

Com os recursos tecnológicos que temos agora dá para fazer algo realmente decente vamos esperar pra ver se isso irá acontecer. Eu gostaria de ver Chris Hemsworth (Thor) no papel e quem você gostaria que fosse?

A DC Comics também está trazendo novas histórias do herói de Etérnia sendo escrita por James Robinson e com arte de Philip Tan trazendo uma nova abordagem para tudo que nós já conhecemos. Desejo que consiga boas vendas para talvez a Mattel e tragam uma nova versão visto que Thundercats foi um sucesso absoluto.

Veja na galeria abaixo algumas imagens de He-Man que consegui na web.

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O Invencível Homem de Ferro

O Vingador Dourado é o típico herói convencional como a maioria que conhecemos um playboy milionário que usa seu tempo livre para combater o crime. No caso de Tony Stark tinhamos um agravante ele era um belicista projetando armas que vendia pro Governo.

Bem antes da franquia do cinema o herói era mais conhecido somente entre os fãs de gibis. E teve  pros mais velhos e saudosos o famoso desenho desanimado que era uma cópia fiel das histórias em quadrinhos transpostas pra telinha.

Não podemos deixar de lembrar da série animada Os Vingadores: Os Super-Heróis mais Poderosos da Terra que conseguiu explorar as características da personalidade de cada um dos integrantes do supergrupo.

Esta série animada abriu o precedente de misturar várias passagens das HQs ao longo dos anos. Pra mim foi uma das poucas vezes que a Marvel conseguiu emplacar um desenho com alto nível, pois perdia há um bom tempo para a DC neste quesito.

Infelizmente cancelaram para ter uma nova baseada no filme de Joss Whedon espero que valha a pena. Ver Tony tentando aprender a lutar com Steve foi muito engraçado ainda mais porque o Gavião e Hulk se divertiam com os sopapos que o latinha levava.

Eu tenho dois momentos marcantes do latinha uma é “O Dêmonio na Garrafa”, porque TS sucumbiu a um monstro que destrói a vida de muitas pessoas o álcool. Há anos atrás eu convivia com este problema aqui dentro de casa pela figura do meu pai.

São estes problemas do mundo real transpostos para os gibis que a Marvel consegue traduzir muito bem. E a segunda foi Guerra Civil que teve a divisão dos heróis que defendiam a Lei Anti-Registro (liderados por Tony Stark) e os que eram contra que tinham no Capitão América o seu defensor.

Guerra Civil teve como trágico desfecho  a morte de Steve Rogers apesar que tal acontecimento virou lugar comum nos quadrinhos e não dura muito hoje em dia. Passei a não gostar mais do latinha a partir de Guerra Civil, porém como nerd de carteirinha assinada não vou deixar de ver o terceiro longa do herói.

Podem me chamar de cínico, mas não vou ficar de fora deste momento histórico pros fãs de gibis que é poder ver seus super-heróis lutando na telona.

Ainda mais que Homem de Ferro 3 deverá ter alguma ligação com Os Vingadores 2. E qual fã de quadrinhos será maluco em perder isto?

Bom, a adaptação cinematográfica de Jon Favreau é totalmente fiel ao que lemos na HQ original “Nasce o Homem de Ferro”, com arte de Don Heck, argumento de Stan Lee e roteiro de seu irmão Larry Lieber sendo atualizada pra nossa época junto a elementos do Universo Ultimate.

O sucesso do Homem de Ferro se traduziu no excelente trabalho de um roteiro enxuto, uma direção competente e uma atuação ímpar e carismática de Robert Downey Jr. O fenômeno se justificou na elevação  do herói de um tremendo desconhecido do povão para o status de ícone pop.

Passamos a ter outro herói marcante para nós além do Super, de Christopher Reeve, porque ninguém consegue agora pensar em outro ator para interpretar TS além de Robert Downey Jr. Seu Tony Stark é irônico, inconveniente, engraçado, fanfarrão, mulherengo, mas um herói quando precisamos dele.

Homem de Ferro 3 começa a pavimentar o caminho para o segundo longa dos Vingadores mais aqui fica a pergunta quando veremos a quarta sequência do Vingador Dourado? Por quanto tempo será que Robert Downey Jr. aceitará continuar fazendo o herói por causa de sua idade?

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Zorro

O que muita gente não deve saber é que o famoso herói de capa e espada surgiu nos pulps sendo criado pelo escritor Johnston McCulley, em 1919.

Sua primeira história estava na revista All Story Weekly  sendo intitulada “The Curse of Capistrano” (ou A Maldição de Capistrano) alcançando grande sucesso e lançando seu autor ao estrelato, porém o mais interessante que o famoso nome a Marca do Zorro veio primeiro do cinema na época ainda mudo.

Esta primeira versão de nosso herói foi estrelada por Douglas Fairbanks, em 1920. Servindo de fonte de inspiração para o surgimento de um outro personagem muito conhecido nosso o Homem-Morcego, pois foi justamente após este filme que houve o assassinato dos pais de Bruce Wayne.

Em minhas pesquisas para o Zorro tive que dar uma folheada em O Cavaleiro das Trevas e a reprise em que Bruce assiste A Marca do Zorro na TV o ator principal é Tyrone Power sendo que este ator interpretou o personagem 1940.

Soou pra mim muito estranho porque o certo é Douglas Fairbanks, pois Bruce tinha só oito anos quando aconteceu a tragédia e passou a agir como Morcegão apenas quando adulto. Simplesmente a HQ está errada demonstrando um Zorro que não coincide com a idade cronológica de Bruce nas revistas.

Zorro é um herói antigo e ao longo das décadas teve diversas releituras e talvez não sei se pela tradução ou pela falta de atenção deva ter ocorrido este erro.

O que sempre me chamou atenção neste herói eram a máscara, chapéu e roupas todas pretas. Davam um ar de mistério aliado ao tom de deboche ao lutar com a espada em punho deixando a letra “Z” como marca registrada ou nos inimigos ou nos lugares.

Algo que trouxe muita confusão aqui no Brasil antigamente era o Lone Ranger que por um grave erro dos tradutores da época foi inicialmente chamado de Zorro Americano enquanto o original era o Zorro Espanhol. Por um bom tempo eu acreditava nesta baboseira até que lendo em revistas especializadas descobri a verdade que suas origens e histórias eram muito diferentes.

Só pra lembrar Lone Ranger é o herói que anda na companhia do índio Tonto nos EUA sempre acabando com encrencas ou alguns malfeitores quando necessário.

Minha versão preferida do Zorro é a que foi produzida pela Disney aonde Guy Williams  interpretava Don Diego/Zorro. Sua tradução do herói foi marcante pra mim por ser leve e divertida. Ainda tínhamos seu fiel mordomo Bernardo que era mudo e se fingia de surdo para ouvir tudo indo contar para seu patrão e amigo.

E ainda trocava de lugar se vestindo de Zorro para Don Diego poder preservar sua identidade secreta. Guy Williams faz parte de minha memória cativa por conta de Simbad que assisti quando garoto na Sessão da Tarde inesquecível.

O grande vilão da história era o Capitão Monastério e não poderia esquecer o glutão do Sargento Garcia (Henry Calvin) que além de atrapalhado era um grande dorminhoco. Mas o Sargento tinha um ajudante o Cabo Reyes que em alguns momentos demonstrava ser mais esperto que o próprio Sargento guardando dinheiro para beber vinho escondido.  Tivemos aqui a chance de ver esta série colorizada por computador algo que gostei demais.

A última versão de Zorro teve como protagonistas Anthony Hopkins, Antonio Banderas e a bela Catherine Zeta Jones. Mostrando um roteiro controverso e inusitado, mas mesmo assim envolvente aonde Don Diego (Anthony Hopkins) está idoso e têm que passar a diante o manto de Zorro.

Quando sua esposa é morta e sua filha é levada Don Diego ficou preso por 20 anos. E e quando consegue fugir da prisão trama uma grande vingança contra o homem que roubou sua família.

Encontrando um aliado no ladrão Alejando Murrieta (Antonio Banderas) ensina a ele tudo que sabe sobre esgrima. Os ensinamentos passam de forma rápida na tela, mas suponho que levou algum tempo para alguém que não sabe nada sobre empunhar uma espada virar um mestre no assunto.

Na época quando os filmes do Morcego sofreram um hiato por conta da decepção na direção de Joel Schumacher falaram que Zorro era  tudo aquilo que Batman desejava ter sido e não aproveitaram.

Além das tiras engraçadas e da boa química entre Catherine e Banderas numa luta sensual de espadas é um filme memorável enaltecendo o mito do herói e atraindo o precedente que pode haver um Zorro por detrás da máscara transmitindo um legado.

A continuação levou praticamente sete anos para acontecer e elevou o nível de ação, mas não conseguiu trazer novamente o glamour do primeiro longa. Desta vez encontramos Zorro (Antonio Banderas) envergando o manto há dez anos e sua esposa Helena  deseja que ele encerre a carreira para cuidar do filho e família.

Em falar em seu filho o pequeno rouba a cena mostrando ser uma versão mirim do herói trazendo encrencas ao seu encalço e fazendo bagunça divertindo-nos com suas aparições. Uma curiosidade é que Martin Campbell diretor dos dois filmes sobre Zorro também dirigiu o Lanterna Verde um fiasco sem precedentes da DC Comics.

Zorro é dono de diversas versões no cinema, na TV aonde teve até uma novela colombiana chamada A Espada e a Rosa que gostei demais , no Teatro, quadrinhos e desenhos.

E por falar em desenhos tivemos três versões da Raposa. Na primeira da Filmation chamada aqui simplesmente de Zorro tínhamos as aventuras de nosso herói ao lado de Miguel ao invés de Bernardo.

Miguel também se vestia com uma máscara e auxiliava o herói combatendo o Capitão Ramon que era auxiliado pelo Sargento Gonzales. Houveram algumas mudanças mas a Filmation foi uma empresa que trouxe animações marcantes para a época e esta era apenas uma das várias delas.

A segunda versão de Zorro que encontrei foi um anime. Numa história bem diferente da habitual aonde temos um Diego com 18 anos, sendo  loiro e Bernardo é um garotinho falante, saltitante chato. O  grande vilão continua sendo o Capitão Monastério além do Sargento Garcia e outros dois marmanjos que não valem anda Gabriel e Raymond. Não lembro de nada desta versão mais falei sobre ela apenas para constar.

E a terceira versão pra mim é a pior delas Zorro: Generation Z, pois desta vez Diego luta contra um governo corrupto de Pueblo Grande num “futuro próximo”.

Diego quer dizer Zorro se locomove numa moto chamada Tornado em homenagem ao cavalo do herói, mas talvez a função deste desenho era querer inovar ou vender os aparatos tecnológicos que o herói usava. Em sua aventuras Zorro é auxiliado por Bernardo numa versão nerd do famoso ajudante dos livros. E têm a companhia de Maria Matinez a filha do prefeito que transforma-se na vingadora The Whip Scarlet.

A parte interessante é que um não sabe a identidade secreta do outro, mas fora isso eu detestei esta animação. Por acha-la bem abaixo da média de tudo que já vimos.

Zorro é um herói ao qual estamos a costumados a ver nas mais variadas versões lembrando que há até uma cômica. Na qual o ator George Hamilton interpreta Diego e seu irmão gêmeo gay Ramón.

As Duas Faces de Zorro é muito engraçado, pois quando Diego se acidenta seu irmão assume o “manto” usando os mais variados e coloridos uniformes em cada situação para salvar a cidade.

Zorro é assim um herói de variadas interpretações com milhares de fãs tornando eterna a famosa marca Z do personagem através dos anos.

Fonte: TV Sinopse, Jbox e Wikipédia.

Confira na galeria abaixo algumas imagens do Zorro que garimpei na web