Arquivo da categoria: Memória Brasil

Memória Brasil

tv pow

TV Powww!

Teve a incrível façanha de ser o primeiro programa interativo da TV brasileira. Hoje em dia é normal ligarmos ou mandar mensagens de e-mail para programas de TV, mas lá na década de 80 foi uma grande novidade.

Nós não sonhávamos que um dia no Brasil “quase” todo mundo iria ter  internet em  casa.

Como sempre Silvio Santos trouxe esta ideia dos Estados Unidos, onde o jogo surgiu com o nome de “Say Pow”, em 1979 (trazendo para nossa terrinha e fazendo a felicidade da criançada).

Lembro que eu era doido pra poder telefonar e tentar ganhar algum dinheiro, mas na época não tínhamos o aparelho.

No inicio TV Powww! Era apresentado por Paulo Barbosa, mas depois foi com Luis Ricardo que interpretou o palhaço Bozo, Tânia Alves, Mara Maravilha e também Sérgio Mallandro.

Não havia nada de mais no formato do game show, pois as crianças viam apenas a arma na tela e gritavam pow! Diversas vezes seguidas até acertar o alvo (é claro que erravam na maioria das vezes).

Na minha empolgação gritava assim mesmo (já fui criança tem que relevar).

TV Powww! Foi ao ar entre 1984 a 1986 virando depois um quadro do Programa do Bozo. Na verdade não tinha nada de espetacular, mas seu diferencial em podermos participar ativamente dos jogos é que tornou-o inesquecível.

Deixe um comentário

Arquivado em Memória Brasil

Memória Brasil

bozo

Bozo

O palhaço surgiu em 1946 quando uma gravadora de discos americana, a Capitol Records, lançou um disco de música com o personagem. Seu dublador era o  ator P. Colvig que  fez a primeira voz do Pateta para Disney.

Quando surgiu a TV em 1949, Bozo migrou pra telinha e  Larry Harmon foi o primeiro ator a interpretar o palhaço (ele também comprou os direitos sobre o personagem transformando-o numa franquia).

Dizem as lendas que juntou-se com alguns estilistas de Hollywood inventando o visual do personagem. Devido ao sucesso o programa do Bozo foi produzido para diversos países no mundo inteiro (e nós tivemos a nossa versão).

Alguém aí se lembra desta música: “alô criançada, o Bozo chegou trazendo alegria pra você e o vovô”.

Era o começo da diversão pra nos sentarmos diante da telinha e ficar de bobeira assistindo Popeye, Pica-Pau e principalmente Spectreman. Ou ainda ficar curtindo as estripulias daquela turma maravilhosa.

Eu me divertia com as palhaçadas do Papai Papudo (Gibe), achava carrancudo demais o  Salsi Fufu (Pedro de Lara que infelizmente faleceu), e me amarrava na gentil Vovó Mafalda (que era interpretada pelo saudoso Valentino Guzzo) e desejava ficar no lugar do Garoto Juca.

Bozo estreou aqui no Brasil em 1980, na TVS (atual SBT) e toda criança que tinha um telefone naquela época ligava pra poder participar do quadro Bozo-memória ao vivo (lembro que aqui em casa não tínhamos telefone e eu ficava triste porque não podia ligar).

Depois que atingiu um sucesso considerável o palhaço tinha alguns interpretes que se revezavam: Wandeko Pipoca (o primeiro), Luís Ricardo (o melhor de todos), Arlindo Barreto (que dizia palavrões), Décio Roberto e Marcos Pajé.

Haviam boatos que um Bozo era usuário de drogas, mas pra mim isto era só lenda. Só que ao pesquisar fiquei sabendo que a história foi verídica (e ainda bem que Arlindo Barreto superou o vício virando pastor evangélico).

Luís Ricardo continua na emissora até hoje participando do sorteio da Tele-Sena,  vende produtos eletrônicos pela telinha durante o Programa Silvio Santos.

Retirando lá do fundo baú temos a voz do Luís Ricardo cantando a versão nacional da abertura do desenho Duck Tales, Os Caçadores de Aventuras (nostalgia pura!)

O Programa do Bozo durou dez anos (indo de 1980 a 1991), mas seu sucesso foi tão grande que marcou várias gerações de crianças pelo país.

Então de repente o Yudi sumiu do Bom Dia & Cia. (o motivo de sua saída foi uma desavença com a filha do Sílvio Santos que é diretora).

E Bozo veio apresentar ao lado da Priscila o programa infantil, mas pouco tempo depois ao sábados. Tivemos uma nova turma de atores a representar os mesmos personagens de antes, pois voltaram Salsi Fufu, Vovó Mafalda e Papai Papudo (e sinceramente ficou fraco demais).

Estava soando forçado e sem graça, porque o carisma da galera anterior era tão contagiante, leve e engraçado que não dava nem pra comparar. Tanto que foi verdade que logo retiraram do ar (já que a audiência estava baixa).

E ainda tiveram a coragem de exibir aquele desenho mequetrefe do palhaço. Quando revi passei mal da qualidade ser tão ruim (não sei como eu gostava daquilo).

Seja cantando a música do chuveiro, lendo cartas das crianças ou fazendo brincadeiras o Bozo ficará guardado no coração de quem teve a alegria de vê-lo quando jovem eternamente.

Deixe um comentário

Arquivado em Memória Brasil

Memória Brasil

daniel-azulay

A Turma do Lambe-Lambe

O programa esteve no ar de 1977 a 1986, primeiro na TVE (atual Rede Brasil), e depois na TV Bandeirantes.

O apresentador era o Daniel Azulay que funcionava como um irmão mais velho nosso ensinando  desenho e a  fazer dobraduras (origami). Foi com ele que aprendi a gostar de desenhar, pois da forma como fazia tudo parecia tão simples e fácil.

A parte boa é que o programa era educativo sem ser chato, pois estimulava as crianças da época a pensar (e a importância do meio-ambiente ensinando também a reciclar).

Além disso Daniel tinha algo que me deixou impressionado, porque demonstrava ser muito inteligente transmitindo conhecimento de uma forma leve e engraçada.

Eu me divertia demais com a Turma do Lambe-Lambe que foram bonecos criados pelo apresentador: o malabarista Tristinho, o mágico Pita, a Damiana, a vaquinha vaidosa Gilda, o tímido Piparote, a Ritinha que sonhava ter um negócio. E os meus preferidos  o sábio Professor Pirajá (um cientista que conhecia praticamente de tudo) e a cozinheira Xicória que sempre mexia com minha imaginação com seus quitutes gostosos.

Os personagens migraram para os gibis que colecionei durante os anos 80 e traziam histórias que ajudavam a desenvolver ainda mais o que havia na telinha (publicação da Editora Abril).

Daniel Azulay e sua Turma do Lambe-Lambe migraram pra TV Bandeirantes, no programa TV Criança, em 1981. Como curiosidade o artista foi um dos criadores da vinheta da abertura do Jornal Nacional de 1972-74.

Daniel Azulay é o ídolo de uma grande geração de crianças acredito que todos que tiveram o prazer de vê-lo nunca conseguiram se esquecer do quadro das “mãos mágicas”.

Lembro que no final nosso amigo se despedia de nós dizendo: “Fui, algodão doce pra vocês” (eu ficava realmente triste quando isto acontecia).

Foi um período em que havia pessoas que se preocupavam em manter um conteúdo educativo para entreter o público infantil (algo bastante escasso atualmente). E é com carinho que agradeço ao Daniel Azulay por ter feito minha infância muito feliz ao aprender  com ele sobre arte, pois era só pegar um lápis, um papel para podermos nos distrair e mesmo que não saísse perfeito (a intenção era ensinar divertindo).

Deixe um comentário

Arquivado em Memória Brasil

Memória Brasil

topo-gigio

Topo Gigio

É um ingênuo ratinho com personalidade infantil (ele tinha 20 centímetros de altura). Criado em 1958 pela italiana Maria Perego, o ratinho tornou-se um grande sucesso ao redor do mundo.

Dizem as lendas que na Itália quem apresentava o programa ao lado do ratinho era a atriz Gina Lollobrigida e nos Estados Unidos estava no famoso show de Ed Sullivan.

Em 1965 após se tornar um ícone da cultura italiana e espanhola ganhou uma  longa metragem chamado “Le avventura di Topo Gigio” que foi lançado internacionalmente.

Depois teve outro longa metragem era uma coprodução entre Itália e Japão chamada “Topo Gigio e a Guerra dos Misseis” de 1967.

Quando veio pro Brasil pela primeira vez na época do regime militar dividia as atenções com a novela Beto Rockfeller. Em seu programa o ratinho era manipulado por Laerte Sarrumor e dividia as atenções com o humorista Agildo Ribeiro que fazia um adulto que educava uma criança (1969).

Nesta versão Topo Gigio e Agildo tinham esquetes e cantavam canções como “Meu limão, meu limoeiro”, entre várias outras músicas. O programa também tinha participação de artistas como Elisângela e o grupo The Fevers.

O sucesso obtido de ambos alçou Agildo Ribeiro como humorista enquanto Topo Gigio ganhou teve gibis e brinquedos lançados sob sua marca. Ficou famoso o momento final do programa em que Topo Gigio balançava e com sotaque italiano pedia um beijinho de boa noite.

Depois de um tempo sumido voltou ao ar no programa “Boa Noite, Amiguinhos” pela TV Bandeirantes em 1983. Os personagens Escovão, Fofura, Nenê e Lambão fizeram a cabeça da criançada sempre as 8 horas da noite (lembrando a hora de ir dormir).

Fofura e sua turma tiveram uma repercussão tão grande junto as crianças que viraram até personagens de gibi.

Topo Gigio ganhou seu próprio programa pela Rede Bandeirantes em 1987. Seu parceiro era o ator Ricardo Petraglia (chamado de Dick Petra). Desta vez tentavam  ensinar assuntos que valiam a pena como cidadania, higiene e ecologia.

No ano 2000 a Rede Globo tentou trazer o personagem de volta dentro da atração humorística Zorra Total, mas os direitos autorias da empresa italiana detentora do personagem eram muito altos (fazendo-os liberar o ratinho).

Topo Gigio deixará saudades por seu jeito meigo e inocente, pois  haviam pessoas na TV que se preocupavam em ensinar as crianças mais com bom humor.

Deixe um comentário

Arquivado em Memória Brasil

Memória Brasil

sai-de-baixo

Sai de Baixo

Foi um sitcom criado por Luís Gustavo e Daniel Filho que foi ao ar nas noites de domingo pela Rede Globo entre 1996 e 2002. Seus episódios eram escritos por Miguel Falabella, Rosana Hermann, Maria Carmem Barbosa e Euclydes Marinho entre outros roteiristas.

Sai de Baixo era gravado ao vivo no Teatro Procópio Ferreira em São Paulo transformando-se num enorme sucesso de audiência e também de crítica.

É um programa que deixou saudades ao apresentar um elenco que realmente era engraçado. Suas histórias giravam em torno de uma família que morava no Largo do Arouche (como estavam no sufoco a solução era ficar todo mundo junto no mesmo apartamento).

A melhor parte de assistir Sai de Baixo era que os atores improvisavam suas falas, porque  na maioria das vezes esqueciam alguma parte do texto e como tinham que gravar ao vivo davam um “jeitinho” pra continuar seguindo o programa.

E mesmo sendo gravado “ao vivo” havia edição de cenas indo ao ar somente as melhores (então os erros que ficavam bons apareciam no final). Algo que lembra bastante os filmes de ação de Jackie Chan, pois no final geralmente eram mostrados seus erros nas lutas.

O que eu mais gostava é que eles mesmos não aguentavam as situações e ficavam rindo diante da plateia (parecendo mesmo que se divertiam com aquilo tudo).

O maior coitado deste programa era Vavá (Luís Gustavo) o síndico do prédio do Largo do Arouche. Ele sempre tinha ideias para  algum tipo de negócio, mas por mais que se esforçasse estava fadado ao fracasso.

Sua intenção era ganhar dinheiro para poder sustentar a família de sua irmã Cassandra e poder se ver livre daquele bando de imprestáveis (seu bordão era: “Aqui Farroupilha!”).

Vavá era um grande empreendedor mais não dava sorte pro negócios, pois ia sempre a falência. O fato é que criou diversas empresas usando seu nome como referência: Vavatur, Vavatrabalhar, Lavavá Melhor, Vavasebabar, Vavagilantes entre ouros nomes totalmente esquisitos mais que chamavam atenção pela capacidade de inventar tais palavras.

Sua irmã Cassandra (Aracy Balabanian, a eterna Dona Armênia) era uma socialite decadente que não aceitava de maneira alguma que seus dias de ostentação haviam ido embora. Isto aconteceu depois que seu marido o brigadeiro da Aeronáutica morreu.

Ela sofria com as piadas de Miguel Falabella quando implicava com sua carreira, seu cabelo (chamando-a de “cabeção”) ou também com seu figurino. Eu gostava quando era chamada de “cascacu” (uma mistura de cascavel com surucucu). Eram tantas situações que Aracy não se continha, ficava toda sem graça e caia na gargalhada.

Caco Antibes (Miguel Falabella) era metido a rico e também um perfeito vagabundo, pois não gostava de trabalhar. Pra mim tinha uma personalidade petulante até demais quando afirmava que “tinha horror a pobres”, mas mesmo assim o carisma de Miguel deu o merecido sucesso ao personagem.

Caco não valia o chão aonde pisava e sempre queria dar um golpe pra ganhar alguma grana fácil de qualquer maneira. Tinha vários bordões memoráveis: “eu odeio cajuzinho”, “Cala boca Magda!”, ou ainda se descrevia como um príncipe dinamarquês, descendente da “Baronesa Vah sy Fuder”, fazendo diversas referências ao país (mais na verdade nasceu na Ilha do Governador o mesmo lugar que seu interprete).

Já Magda era filha de Cassandra interpretada pela atriz Marisa Orth. Entrava em cena com suas belas coxas de fora sempre chamando atenção da galera masculina que assistia ao programa. O sucesso da personagem rendeu-lhe uma edição da Playboy, em 1997.

Magda era uma mulher completamente burra feito uma porta (e de comportamento fútil). Vivia num mundo quase só seu envolta em sua completa ignorância e tinha um amor cego pelo seu marido.

Nunca dizia algo que prestasse e suas frases eram totalmente misturadas como: “ me inclua fora dessa”, “eu vou tomar uma atitude gástrica”, “só me resta prometer suicídio”, “todos os animais são seres romanos”  entre outras várias pérolas.

Depois destas palavras impressionantes que eu achava muito inteligente pela mistura que fazia entre os ditados populares e outras frases quando  Caco dizia: “Cala boca Magda!” (eu caia na gargalhada).

Pra completar ainda tínhamos o núcleo assalariado do prédio  com o porteiro mulherengo Ribamar (Tom Cavalcante) e  a empregada Edileuza (Cláudia Jimenez) que sempre estava ajudando Vavá numa maneira de mandar a família de Caco embora.

Pra começar a história de Ribamar era bem esquisita, pois sofreu grave acidente de bicicleta ficando mais de uma semana de coma.

Então um médico alemão decidiu colocar uma placa de platina em sua cabeça, mas pro seu azar e nossa felicidade a placa é energizada. Como consequência a placa capta ondas de rádio, televisão e telefone fazendo com que ele utilize vozes de locutores, atores e propagandas.

Na verdade Ribamar se aproveitava de seu patrão Vavá para poder se dar bem e era um prato cheio para Tom mostrar suas habilidades de comediante. Tom Cavalcanti imortalizou o João Canabrava personagem que criou misturando suas imitações de várias personalidades com locutor esportivo (Escolinha do Professor Raimundo).

E sua saída da Rede Globo foi por que queria um programa só para ele brilhar, pois talento demonstrou que tinha de sobra (como em Megatom).

Enquanto Edileuza era folgada, debochada e envolvente até demais, pois Cláudia já era uma conhecida nossas desde que fez a impagável e carismática Dona Cacilda também da Escolinha do Professor Raimundo.

A empregada era perseguida pela Cassandra que se achava tão patroa dela quanto Vavá, mas sua irreverência quanto ao fato da falar o que lhe dava na cabeça era hilário (por isso vivia batendo de frente com seus patrões).

Era justamente a dupla que formava com Tom uma das coisas que mais me chamavam atenção na atração. Havia uma química em cena entre os dois (ainda mais quando Ribamar tentava provar seu amor por Edileuza).

A saída de Tom Cavalcanti e Cláudia Jimenez fez o programa perder boa parte da graça que havia pra mim. Claro que a direção resolveu substituí-lo e o programa não perdeu sua audiência, porém ficou diferente.

E Tom foi substituído pelo ator Luíz Carlos Tourinho que fez Ataíde um tremendo puxa-saco de seu patrão. Mesmo Ataíde sendo  engraçado não tinha o carisma que Tom Cavalcante mostrava em cena.

Quando Cláudia saiu houve uma dança de atrizes para interpretar a emprega de Vavá. E quem entrou primeiro foi Ilana Kaplan (Lucinete) que demonstrou  ser muito fraca na composição de seus personagens, pois não havia nenhuma diferença entre eles.

Ilana interpretou a doidinha da Professora Matilde que ensinava música em Carrossel. Ela era adepta da educação rígida que a Diretora Olívia (Noemi Gerbeli) queria administrar na Escola Mundial. Ficava algum tempo fora da escola para depois voltar mostrando personalidades diversas através das viagens que fez pelo mundo (Índia e África).

A entrada de Márcia Cabrita como a desastrada da Neide Aparecida foi bem melhor que a empregada anterior, pois aparecia em cena dando uma reboladinha igual a Gretchen pra delírio da plateia. Era o seu bom humor aliado a sua língua afiada com resposta pra tudo que me conquistou.

O programa deixou saudades ao eternizar na mente coletiva do povo brasileiro o “canguru perneta”  uma posição sexual  muito prazerosa que Magda e Caco usavam quando estavam com tesão.

Dez anos depois o canal Viva (canal fechado de TV da Rede Globo) retornou com Sai de Baixo, mas infelizmente os atores Tom Cavalcante Claudia Gimenez não sei por qual motivo ficaram de fora  das gravações. Este retorno seria bem mais interessante se eles tivessem participado das comemorações, pois fazem parte da história televisiva de milhões de pessoas.

Sai de Baixo era um conjunto de situações  em que os atores se sobressaíram por manter um bom nível de piadas. Suas histórias ás vezes absurdas ou em forma de críticas sociais tiravam um sarro da própria imagem da família brasileira.

 

Deixe um comentário

Arquivado em Memória Brasil

Memória Brasil

fofão

TV Fofão

O personagem Fofão foi criado  pelo artista plástico Orival Pessini e surgiu no saudoso programa infantil Balão Mágico, em 1983. Nosso querido amigo é um extraterrestre vindo do planeta Fofolândia.

Ele fez tanto sucesso entre a criançada que após acabar o programa Balão Mágico (Rede Globo) ganhou seu próprio programa na TV Bandeirantes (1986 a 1989).

No início ele não falava apenas emitia alguns sons que Simony traduzia e só depois ganhou voz engraçada (que aliás lembrava demais o Pateta, da Disney).

Quando terminou o programa da Globo o Fofão fazia muito sucesso rendendo até um boneco que infelizmente teve a má fama de ser amaldiçoado, porque havia uma lâmina dentro dele. Minha irmã teve um e eu não vi nada do que diziam na época.

Talvez porque fosse muito parecido com Chuck da famosa série cinematográfica Brinquedo Assassino aonde tínhamos um boneco que ganhava vida após um ritual vodu. E este sim era mais assustador e geralmente quando assistia  eu ficava com pena do garoto Andy, pois o criminoso desejava a qualquer custo transferir sua alma para o corpo dele. Lembro que o terceiro foi o melhor de todos pra mim.

Voltando, o programa contava com o patrocínio da Dizioli (“o lanche do Fofão”) e tinha o mesmo formato da maioria dos infantis com apresentação de desenhos e esquetes humorísticos. Uma curiosidade é que Sandra Annenberg, atualmente uma famosa jornalista que também esteve no elenco do programa.

Em 1989  nosso amigo estreou na telonas com Fofão e a Nave Sem Rumo. Na história uma  perigosa microcélula que contém um importante segredo é implantada no nariz de nosso amigo. Algo capaz de transferir pessoas para uma outra dimensão do universo.

Então vilões alienígenas invadem e dominam a nave da Fofolândia para conseguir roubar a tal microcélula sequestrando o Fofão e duas crianças. Fofão e suas “apatralhadas” criam uma enorme confusão que acabam por deixar a nave desgovernada. Numa rota de colisão contra um asteroide é uma aventura de ação e efeitos especiais que hoje em dia estão defasados servindo apenas para os fãs mais nostálgicos.

Fofão é um personagem que vai ficar marcado pra sempre na minha história, pois fez minha vida mais feliz e divertida.

Deixe um comentário

Arquivado em Memória Brasil

Memória Brasil

balao-magico

Balão Mágico

Foi um saudoso programa infantil dirigido pela jornalista Rose Nogueira. E  inicialmente era apresentado pela Simony (que na época tinha 5 anos) junto com Fofão personagem criado por Orival Pessini.

O que eu mais gostava no Fofão era seu jeito engraçado e espontâneo (quando Fofão apareceu pela primeira vez não falava nada).

Ele apenas emitia sons que só a Simony conseguia entender e traduzir. O Balão Mágico  misturava números musicais e desenhos que marcaram a infância de muitas crianças como: Super Amigos, Os Flintstones, Homem-Pássaro, Popeye, He-Man, She-Ra entre outros.

Eram utilizadas algumas pequenas histórias para termos as apresentações destes desenhos que foram criadas pela poetisa Lúcia Vilares. Algum tempo depois quando Simony estava preocupada com os estudos do Fofão surgiu o boneco Fofinho (confeccionado pelo Fofão) para brincar com ela.

Na verdade era o menino Tob (Vimerson Cavanillas) integrante do grupo musical Balão Mágico que interpretava o boneco. Logo também tivemos Cascatinha, um moleque dentuço e desengonçado (interpretado pelo ator Castrinho).

Além do restante dos integrantes do grupo como Jairzinho, Mike (filho do famoso ladrão inglês Ronald Biggs) assunto muito comentado naquele tempo, Luciana e Ricardinho.

O Balão Mágico também foi um grupo musical que lançou 5 discos (eu tive dois). Lembro que teve um programa especial á noite para o lançamento do primeiro com participações especiais.

Tinha sucessos marcantes com Djavan (Superfantástico), Roberto Carlos (É tão Lindo), Fábio Jr. (Somos Amigos (Amigos do Peito), Erasmo Carlos (Barato Bom É da Barata), Fofão (Dia de Festa) entre outras canções.

São lembranças que ficaram eternamente gravadas em meu coração e acredito que muitos que foram criança naquela época também se sentem assim.

Fonte de pesquisa: InfanTV.

Deixe um comentário

Arquivado em Memória Brasil