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Musas de Tinta

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Teela

É uma das personagens mais importantes da mitologia do herói de Etérnia.

Só por curiosidade dizem as lendas que Teela foi baseada na Princesa Aura, de Flash Gordon.

Teela é capitã da guarda real do palácio e além de guarda-costas do Princípe Adam (é a responsável por treiná-lo em combate).

Um detalhe muito importante é que a capitã não sabe que seu protegido transforma-se no herói.

A parte engraçada é que ela sempre repreende Adam taxando-o de preguiçoso e irresponsável. Mais demonstra ter uma queda enorme pelo He-Man (só que ambos são a mesma pessoa).

Na série original a Feiticeira é a verdadeira mãe da heroína e pra mim Mentor parecia ser seu pai. No entanto a Feiticeira guarda a sete chaves o nome dele.

Teela é uma guerreira excepcional, mas seu temperamentpo forte é algo que realmente chama atenção.

Possivelmente a heroína assumirá o lugar de sua mãe como defensora dos segredos do Castelo de Grayskull. Algo que já foi demonstrado num episódio (o qual sinceramente não lembro do nome).

Na adaptação dos anos 80, Teela foi interpretada pela atriz Chelsea Field. Seu uniforme inteiriço cinza e preto ficou bem diferente da versão que conhecemos da Filmation.

Já no desenho As Novas Aventuras de He-Man sua aparência ficou estranha. Ao invés de adaptarem-na ruiva como estamos acostumados fizeram uma guerreira loira (fato que nunca entendi).

Por último temos a série animada de 2002 que pra mim foi a melhor versão da Teela (fora a original que ficou inesquecível).

Deram uma repaginada em seu visual tornando-a mais jovem e bastante atlética.

Apresentaram todos os aspectos da versão clássica tipo Capitã da Guarda do Palácio, filha da Feiticeira, criada pelo Mentor (que teve seu nome original mantido Man-at-Arms), implicando com Adam e gostando do He-Man.

Se no desenho dos anos 80 eu desconfiava que o Mentor era o pai da guerreira nessa versão isso ficava muito mais nítido.

Eu gostei muito dessa versão, porque conseguiram dar uma dimensão maior pra personalidade dela. Além de inteligente, é uma exímia lutadora e algumas vezes age de maneira agressiva.

Acaba descobrindo seu parentesco com Sorceress quando recebeu uma transfusão de sangue (conseguindo o dom da telepatia). Se não me falha a memória depois sua mente é apagada.

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Maligna – Evil-Lyn

Uma das principais inimigas da heroína Teela. Só pra constar, a vilã também é conhecida como Feiticeira da Noite.

Maligna é a segunda em comando e braço direito do Esqueleto na Montanha da Serpente.

Sem sombra de dúvidas entre os diversos aliados do vilão Maligna é a mais competente deles. A seu favor é a única mulher entre os rivais do herói e geralmente nas batalhas lidera a todos.

Mesmo sendo fiel ao seu comandante a bruxa secretamente deseja tomar seu poder pra então liderar absoluta. Em alguns episódios temos a vilã realizando alguma tramóia deste tipo.

Maligna usa um cetro mágico que lança raios violeta, possui o dom do teleporte e pode soltar raios de suas mãos. Não é uma boa combatente e dizem as lendas que seu uniforme é parecido com da Teela, só que mais escuro.

Sua origem nos gibis ficou bem interessante, pois Evelyn Powers foi uma cientista na Terra.

Ela estava abordo da mesma nave espacial que levou a Rainha Marlena pra Etérnia.

Evelyn tinha crises de ciúme por que não havia sido escolhida pra pilotar a aeronave.

Quando o ônibus espacial caiu no planeta enquanto Marlena tornou-se protegida e depois esposa do Rei Randor. Evelyn foi parar em Infinita conhecendo Esqueleto conseguindo poderes mágicos na intenção de se vingar da Rainha Marlena.

Essa versão citada acima nunca foi mostrada na série animada. Seu nome Evil-Lyn é um trocadilho com seu nome verdadeiro.

No filme de 1987 a atriz Meg Foster foi quem interpetou a vilã. Também demonstra ser segunda em comando e há uma insinuação de relacionamento amoroso entre ela e Esqueleto.

Na versão de 2002, Evil-Lyn retorna praticamente como sua versão original.

Confira na galeria abaixo uma homenagem tanto pra Teela, quanto pra Maligna e também pra outras musas dos desenhos animados que gostamos.

 

 

 

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Super Séries

automan

Seriados Curtos

A década de 80 foi uma época na qual tudo que era lançado na telinha fazia um relativo sucesso.

Obviamente havia uma raras exceções e desta vez ao invés de lembrar de somente um seriado vou fazer textos sobre quatro que tiveram curta duração.

Automan

Lançado pela Rede ABC americana, foi produzido por Glen A. Larson e exibido pela Rede Globo aqui no Brasil.

Só pra constar, Glen A. Larson (1937-2014) é reconhecido por ter lançado algumas das séries de maior sucesso da década de 80 tipo: A Super Máquina, Buck Rogers, Battlestar Galactica, Duro na Queda, Manimal, Magnum entre vários outros.

No seriado, Walter Nebicher (Desi Arnaz Jr.) era um policial de Los Angeles que foi designado a trabalhar em informática, pois era um gênio da computação. Seu maior desejo era estar nas ruas combatendo o crime e devido a sua frustração cria um programa de computador.

A parte interessante é que esse programa se materializa de verdade e passa a ser chamado de Automan. O herói tinha um traje formado por circuitos reluzentes sendo uma clara referência a Tron: Uma Odisséia Eletrônica, da Disney.

Automan era acompanhado por Cursor, uma esfera de luz flutuante que confesso lembrava os programas de Walter “Doc” Hartford, em Galaxy Rangers.

Enquanto Automan podia se comunicar com qualquer computador, Cursor tinha a capacidade de criar objetos sólidos desenhando feixes de luz. Tipo carros, outros veículos, helicópteros e até armamentos, mas ambos só se materializam de noite, por causa da grande quantidade de energia para mantê-los.

Automan tinha a capacidade de disparar raios pelas mãos, era invulnerável a balas e explosões. Além disso o herói e Wlater podiam se fundir, num processo que mantinha o pensamento de ambos.

Na luta contra o crime, Automan usava o codinome de  Otto J. Mann ou “Agente Man”.

Infelizmente o seriado teve curtíssima duração num única temporada com apenas 12 episódios (1983-1984).

Aqui no Brasil, Automan foi exibido primeiro pela Rede Record (1983), depois pela Rede Globo, nas tardes de domingo (1984) e por último pela Rede Manchete, nas noites de segunda-feira, em 1987.

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Moto Laser

Esse foi outro seriado de curta duração com somente 13 episódios.

Lançada originalmente pela Rede ABC americana, Street Hawk foi ao ar entre janeiro e maio de 1985.

Na trama, temos o policial Jesse Mach (Rex Smith), numa missão enfrentando traficantes, mas perde seus melhor amigo sendo gravemente ferido no joelho (fazendo-o parar de pilotar motos).

Por causa disso foi transferido pro Setor de Relações Públicas da Polícia, na função de examinar pilhar de papéis. Mais, o engenheiro do Governo Norman Tuttle (Joe Regalbuto) o escolhe pra participar do projeto secreto Moto Laser.

Após uma cirurgia de reconstrução, Jesse consegue o direito de pilotar a moto ultrasecreta pra combater o crime.

O rapaz levava uma vida dupla, pois trabalhava como relações públicas durante o dia e de noite agia contra os malfeitores. Cada aventura mostrava um crime ou uma missão específica, pois não havia nenhum arco de história entre os episódios.

Além de poder alcançar uma velocidade incrível, a moto era equipada com diversos dispositivos de tecnologia avançada: canhão a laser, lançadores de foguete, sisstema de suspensão de ar comprimido. E também era monitorada através de um computador central vigiando seus movimentos.

Só pra constar, a moto usada no episódio piloto foi baseada na estrutura de XL500 da Honda, de 1983 (e foi projetada por Andrew Probert). Enquanto as motos dos episódios posteriores se basearam numa Honda XR500s também de 1983 (e redesenhadas por Ron Cobb).

As motos usadas para as cenas de ação foram baseadas na Honda CR250s. Durante as filmagens peças da moto soltavam dificultando o trabalho do dublê. Por causa disso haviam algumas motos para substituir a principal.

Uma loja de motos não muito longe do estúdio fornecia conserto ou substituição de peças.

Como curiosidade, o seriado teve participação especial de alguns atores que depois fizeram sucesso mundialmente. Christopher Lloyd, da trilogia De Volta Para o Futuro interpretou um vilão no episódio piloto, George Clooney, de Plantão Médico foi Kevin Stalker, melhor amigo de Jesse e Robert Beltran, de Jornada nas Estrelas: Voyager, também participa do episódio piloto.

Moto Laser fez tanto sucesso que a empresa Glasslite lançou um tipo de Autorama baseado no seriado.

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Trovão Azul

Blue Thunder foi apresentado num episódio piloto que contava a história do oficial Frank Murphy (Roy Scheider), um piloto de helicópteros veterano da Guerra do Vietnã que comandava essa aeronave avançada e bem equipada. O helicóptero foi desenvolvido pra reprimir possíveis atos terroristas durante os Jogos Olímpicos de Verão, em Los Angeles.

Mais o Coronel Cochrane, um ex-colega de batalha se tornou seu arqui-inimigo fazendo de tudo pra neutralizar o Blue Thunder e conquistar os EUA através de suas armas.

Já o seriado Trovão Azul foi lançado pela Rede ABC americana durando apenas de janeiro até abril de 1984.

Desta vez houve uma mudança nos personagens principais, pois Frank Murphy tornou-se Frank Chaney que foi interpretado pelo ator James Farentino (ele é o chefe da equipe Trovão Azul).

A equipe era formada por um grupo especial da polícia de Los Angeles e ainda tinha: Clinton “Jafo” Wonderlove, um gênio da informática, o capitão Ed Braddock e a dupla Richard “Ski” Butowski e Lyman “Bubba” Kelsey que faziam parte da unidade chamada Rolling Thunder, uma van que usava camuflagem no deserto e servia de apoio terrestre monitorando as operações da aeronave.

Só pra constar, Richard Lymangood morre no filme, mas na versão televisiva ele reaparece com o nome de Clinton Wonderlove.

Dizem as lendas que no mesmo que fez o seriado o ator Bubba Smith ficou famoso ao interpretar o policial Hightower da série de filmes Loucademia de Polícia.

A parte legal é que o Trovão Azul possuía câmeras, modo de voo camuflado, alta velocidade, equipamento de escuta, câmeras com zoom, scanners infravermelho entre outras coisas.

E como se apenas isso tudo não bastasse tinha armamentos que incluia um canhão comandado por sistema de mira e controle de fogo conetado ao capacete do piloto.

Por ter surgido ao mesmo tempo que Águia de Fogo e tratar de uma história bastante similar, Trovão Azul não alcançou tanto sucesso nas Terras do Tio Sam apresentando somente 11 episódios.

No entanto devido ao relativo sucesso que fez por aqui novamente a empresa Glasslite lançou um helicóptero de brinquedo baseado no seriado.

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Dama de Ouro

Lady Blue foi criado por David Gerber e lançada pela Rede ABC americana que apresentou apenas 13 episódios.

O que realmente despertava atenção do público eram as chamadas pro seriado: “Ela não dá moleza pra bandido, a policial Katy Mahoney está de volta…”

“Ela é Katy Mahoney, uma policial jogando duro contra o crime”

Dizem as lendas que surgiu inspirada no personagem Dirty Harry interpretado por Clint Eastwood.

A história é verdadeira, porque nos Estados Unidos alguns apelidaram a Katy como “Skirty Harry” (algo como Dirty Harry de saias).

A atriz confessou que se juntou ao projeto depois de ser atraída pelo gênero. Tanto que se preparou para o papel assistindo aos filmes de Eastwood (e aprendeu a manejar uma arma em um campo de tiro).

Na trama, acompanhamos Kate Mahoney (Jamie Rose), uma policial durona de Chicago que usava uma Magnum 357 e precisava lidar com os problemas relacionados ao crime (enfrentando tudo de maneira crua e brutal).

Na chefatura Kate recebia ordens do seu chefe, o Tenente Terry McNichols, interpretado pelo ator Danny Aiello. Geralmente ela tinha problemas devido ao seu comportamento pouco ortodoxo pra tratar os bandidos.

No seriado ainda tinha: o sargento Gino Gianeli (Ron Dean) e sua esposa Rose (Diane Dorsey), Capitão Flynn (Ralph Foody), agente Cassidy (Bruce A. Young), Harvey (Ricardo Gutierrez), informante de Mahoney entre outros.

Infelizmente, Dama de Ouro foi cancelada após sua primeira temporada por causa de seus telespectadores americanos criticando-a devido a suas altas doses de violência.

No Brasil a série teve uma ótima repercussão tornado-se muito popular na década de 80. Sendo que foi parodiada no seriado Armação Ilimitada tendo a atriz Debora Bloch que fez Kate Machone , durante o episódio “Dama de Couro”.

Por último, também inspirou “A Justiceira“, uma minisséire interpretada pela atriz Malu Mader.

Fonte de Pesquisa: TVSinopse, Wikipédia, Projeto Autobahn e Infantv.

 

 

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Imagens

guerra, sombra e água fresca

Guerra, Sombra e Água Fresca

Hogan’s Heroes foi uma série produzida, pela Paramount Television, entre 17 de setembro de 1965 a 4 de julho de 1971 (indo ao ar pela Rede CBS rendendo um total de 168 episódios).

Dizem as lendas que originalmente iria ser uma paródia ao sistema penitenciário americano, mas tiveram que mudar o ambiente quando a CBS não conseguiu atrair o interesse dos anunciantes.

O motivo é que se negaram a patrocinar uma prisão aonde os prisioneiros eram mais inteligentes que a polícia.

A série parodiava a 2° Guerra Mundial de forma bem engraçada, pois um grupo de prisioneiros de um campo de concentração que tinham a liderança do coronel Hobert Hogan (Bob Krane), que era bastante perspicaz, realizando missões que enganavam de várias maneiras seus captores nazistas.

Presos no Campo 13 Hogan e sua turma ajudavam os prisioneiros aliados a fugirem da Alemanha e  mantinham na surdina uma rede de operações de sabotagem dentro do próprio campo de concentração.

Entre os comandados de Hogan estavam: os sargentos James Kinc (Ivan Dixon) e Andrew Carter (Larry Hovis), e também os soldados Louis LeBeau (Robert Clary) e Peter Newkirk (Richard Dawnson).

O Campo 13 era liderado pelo Coronel Klink que andava com um monóculo ridículo no rosto os aliados davam um jeito pra manterem ele no cargo (para que não fizesse nenhum registro de fugas).

E recebia ajuda do seu auxiliar direto o rechonchudo Sargento Schultz que sempre repetia: “Eu não escutar nada, não ver nada.” Na verdade o sargento sabia das armações, mas ficava na dele pra ganhar alguma coisa por fora.

A parte interessante era ver o alojamento que se transformava na sala de operações dos aliados, havia um equipamento de escuta disfarçado de chaleira e também túneis subterrâneos debaixo das camas.

Não poderia deixar de comentar sobre as belas secretárias do comandante Klink Helga (Cynthia Lynn) e Hilda (Sigrid Valdis) belas mulheres que enfeitavam o ambiente (elas davam informações confidencias ao Hogan e foram suas namoradas).

Guerra, Sombra e Água Fresca ousou ao subverter um tema muito pesado da história da humanidade transformando-o numa sátira leve, despretensiosa e muito inteligente.

Só que pouco tempo depois houve uma fatalidade com o ator Bob Crane (Coronel Hogan), pois ele foi assassinado. Conhecido por ser um tremendo mulherengo a possível causa de sua morte deve ter sido pelo envolvimento com alguma mulher (no popular foi morto por um corno traído).

Infelizmente até hoje o crime não teve solução, mas em 2001 seu filho lançou um livro. E nele contém imagens de seu pai com várias mulheres praticando orgia (ô, louco meu!).

Confira a galeria abaixo algumas séries que marcaram os anos 80

A Feiticeira a-bela-e-a-fera a-extraterrestre a-gata-e-o-rato agente-86 aguia_de_fogo

a-ilha-da-fantasia alf-o-eteimoso ark_2 arnold as-aventuras-de-BJ as-panteras As-Supergatas automan banana-splits benson caras-e-caretas casal20 THE LONE RANGER, Clayton Moore and Jay Silverheels chapolin chaves chips Daktari daniel-boone esquadrao-classe-a familia-do-re-mi farofino flipper fuga nas estrelas galactica Nicholas Hammond Poses As Peter Parker, 'The Amazing Spiderman' Homem-de-6-milhões-de-dólares jeannie Joe_90 jornada-nas-estrelas kung-fu macgyver magnum manimal miami-vice missão-impossivel W70 69 mulher eletrica e garota dínamo mulher_maravilha Mulher-Bionica na mira do tira o_gordo_e_o_magro O_Homem_do_Fundo_do_Mar o-barco-do-amor o-elo-perdido o-incrível-hulk o-menino-e-o-gigante Os batutinhas os monstros os-três-patetas os-waltons Perdidos no espaço Poderosa ìsis Primo_Cruzado punky, a levada da breca rin-tin-tin shazam sitio-do-picapau-amarelo super heroi americano superman-george-reeves super-maquina super-vicky swat Previews November LoTG ad.indd thunderbirds tiro-certo Trovao-Azul tunel do tempo viagem-ao-fundo-do-mar

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Xerife Lobo

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Heróis Nipônicos

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O Menino Biônico

Criado pelo lendário Osamu Tezuka Jetter Mars (nome em inglês do anime) foi inspirado em outro anime clássico Astroboy. Além de também ser de Tezuka, Astroboy foi a primeira animação mostrando o estilo de aventura na televisão japonesa (seu sucesso originou a indústria de animação japonesa).

O anime original de Astroboy  nunca foi exibido em terra brazilis fato que foi mudado longos anos depois ao surgir na telinha uma versão mais moderna.  Quando foi veiculada pela TV Globinho no ano 2000 (e no excelente  filme de 2009).

O Menino Biônico foi exibido por aqui pela TV Record no início dos anos 80 dividindo espaço com Candy, Candy e Sawamu. Dizem as lendas que a intenção de Tezuka era  produzir uma versão colorida de Astroboy, mas não foi possível devido a crise de falência que seu estúdio enfrentava. Infelizmente alguns de seus personagens ficaram com problemas quanto a direitos autorais.

A solução foi criar um novo personagem que foi produzido pela Mushi Productions mesmo estando naquela situação. Surgiu então Jetta Marusu indo ao ar pela TV Fuji, em 1977. Como curiosidade o Menino Biônico é idêntico ao Astroboy, pois foi redesenhado para ficar com um aspecto ligeiramente “diferente” (boa parte de sua história é idêntica ao Astroboy).

Outro fato interessante é que o anime não teve um mangá produzido anteriormente sendo criado diretamente para televisão.

Na história ele foi criado por dois cientistas o Professor Yan que lhe concedeu grandes capacidades de combate e sua mente artificial foi criada pelo Doutor Sopa que lhe deu uma inteligência além do normal e um coração “quase” humano. O Dr. Sopa além de ser amigo de Yan também era seu maior rival.

O herói tinha super-força, resistência além do normal e poder de voo (combatendo as mais incríveis ameaças). Geralmente Marte tinha que escolher como usar seus poderes ou para fins destrutivos ou pacíficos.

O professor também criou outros dois androides Milly que possuía sentimentos humanos (e sofria profundamente por não se sentir uma humana completa). A parte que eu mais gostava era quando ela ensinava ao nosso herói alguma coisa útil ou importante. Além disso Milly tinha a habilidade de reparar robôs e máquinas destruídas.

Nosso herói tinha um irmãozinho, Melki, um engraçado bebê-robô que também exibia uma enorme força física.

O Menino Biônico a cada situação aprendia os conhecimentos e até sentimentos humanos demonstrando inicialmente ser desastrado. Mais com o passar do tempo consegue corrigir suas falhas e entender os seus limites.

A grande sacada dos animes de robôs era justamente essa personagens que detinham características humanas que nos conectam diretamente as aventuras.

Mesmo sendo um robô, o Menino Biônico tinha todas as características de uma criança normal (cheio de curiosidades e brincadeiras).

Algum tempo depois foi vendido uma pipoquinha doce na qual  o personagem estava ilustrado na embalagem.

No Japão o Menino Biônico não fez muito sucesso, mas ao ser exibido em outros países é lembrado e reverenciado por muitas pessoas (como o saudosista que escreveu este comentário).

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Memória Brasil

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Balão Mágico

Foi um saudoso programa infantil dirigido pela jornalista Rose Nogueira. E  inicialmente era apresentado pela Simony (que na época tinha 5 anos) junto com Fofão personagem criado por Orival Pessini.

O que eu mais gostava no Fofão era seu jeito engraçado e espontâneo (quando Fofão apareceu pela primeira vez não falava nada).

Ele apenas emitia sons que só a Simony conseguia entender e traduzir. O Balão Mágico  misturava números musicais e desenhos que marcaram a infância de muitas crianças como: Super Amigos, Os Flintstones, Homem-Pássaro, Popeye, He-Man, She-Ra entre outros.

Eram utilizadas algumas pequenas histórias para termos as apresentações destes desenhos que foram criadas pela poetisa Lúcia Vilares. Algum tempo depois quando Simony estava preocupada com os estudos do Fofão surgiu o boneco Fofinho (confeccionado pelo Fofão) para brincar com ela.

Na verdade era o menino Tob (Vimerson Cavanillas) integrante do grupo musical Balão Mágico que interpretava o boneco. Logo também tivemos Cascatinha, um moleque dentuço e desengonçado (interpretado pelo ator Castrinho).

Além do restante dos integrantes do grupo como Jairzinho, Mike (filho do famoso ladrão inglês Ronald Biggs) assunto muito comentado naquele tempo, Luciana e Ricardinho.

O Balão Mágico também foi um grupo musical que lançou 5 discos (eu tive dois). Lembro que teve um programa especial á noite para o lançamento do primeiro com participações especiais.

Tinha sucessos marcantes com Djavan (Superfantástico), Roberto Carlos (É tão Lindo), Fábio Jr. (Somos Amigos (Amigos do Peito), Erasmo Carlos (Barato Bom É da Barata), Fofão (Dia de Festa) entre outras canções.

São lembranças que ficaram eternamente gravadas em meu coração e acredito que muitos que foram criança naquela época também se sentem assim.

Fonte de pesquisa: InfanTV.

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Musas de Tinta

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She-Ra, A Princesa do Poder

A abertura da Filmation tinha uma introdução igual á de He-Man apresentando a heroína num tipo ambientação ao desenho e também tínhamos no final uma lição de moral para as crianças.

Na história Adora é irmã gêmea do príncipe Adam (isto está me lembrando Luke e Leia de Star Wars) e foi raptada ainda bebê pelo vilão Hordak. Anos antes o porco com cara branca foi mestre do Esqueleto ( então tá explicado é por isso que são tão atrapalhados).

Durante o rapto a Feiticeira de Etérnia lutou contra Hordak tentando frustrar o rapto dela, mas infelizmente não conseguiu. E para proteger o Rei e a Rainha da dor de perder a filha fez um encanto para que todos esquecessem  de sua existência.

No planeta Etéria, Hordak aterrorizou a população local e com vários guardas-robôs e um bando de capangas criou uma organização maligna conhecida como Horda (nome pouco criativo, mas deixa pra lá!). Adora cresceu no planeta Etéria e tornou-se uma capitã de Hordak.

Adora, continuou seguindo esta carreira, mas lá em seu coração sentia que havia  algo de errado. Então  em seu aniversário de 19 anos a Feiticeira trouxe Adam para conhece-la.

Adam foi preso e torturado, mas decidiu contar a verdade para Adora e ela ao saber de tudo se uniu a resistência de Etéria. Então descobriu que levantando sua espada mágica e dizendo: “Pela honra de Greyskull”, transformava-se na poderosa guerreira She-Ra. E que seu cavalo Espírito também podia auxilia-la sendo transformado em Ventania um belo corcel alado.

O príncipe Adam voltou para Etérnia e Adora decidiu ficar para ajudar a resistência a libertar Etéria das forças malignas de Hordak.

Na época eu ficava ligado para descobrir aonde o Geninho estava escondido e na maioria das vezes eu conseguia encontra-lo. Lembro que alguns anos depois ficou famoso o “Onde está Wally?” Talvez seja uma cópia descarada do Geninho.

Eu achava a Madame Riso engraçada e na verdade ela desempenhava a mesma função que o Gorpo no He-Man. A Floresta do Sussurro era realmente isso mágica e de um belo colorido.

Lembro de um episódio que o Arqueiro ficou todo cabisbaixo, porque havia perdido numa prova (tipo olimpíada) pro Cavaleiro Vermelho. Pois nunca havia perdido pra ninguém antes, mas isso faz parte da vida e depois She-Ra ajudou-o a se recompor.

Eu gostava quando Hordak abria o alçapão para derrubar seu assecla zoiudo Mantena e me amarrava na Felicia, mas detestava a tal de Escorpia.

She-Ra é uma guerreira inteligente, bonita e perspicaz dona de uma força extraordinária e de uma sagacidade impressionante. E ficará guardada nos corações de milhões que tiveram a oportunidade assistir a sua série animada.

Confira na galeria abaixo algumas imagens da Princesa do Poder que consegui na web

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Adam Hughes Adora_and_Adam_by_Jukkart al_rio 1 Al_Rio 2 aldgerrelpa alvin lee brothers catra catra_by_scebiqu CATRA_VS._SHE-RA feilongex jeff chapman jophiel lemomekeke

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Herói

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He-Man e Os Mestres do Universo

Dizem as lendas que o famoso defensor de Etérnia surgiu primeiro como uma linha de action-figures da Mattel  feitos para o Conan, mas que por algum defeito teve que ser mudada. Então para poderem vender os brinquedos tiveram que lançar uma animação baseada neles antes e assim surgiu o nosso herói He-Man.

Quando o Príncipe Adam empunhava a espada e dizia: “pelos poderes de Greyskull… eu tenho a força!!!” transformava-se em He-Man um dos homens mais fortes do universo.   O herói musculoso é uma das várias séries animadas da empresa Filmation que fizeram a nossa alegria nos anos 80, mas naquela época eu já tinha notado que havia pouca diferença entre Adam e He-Man.

Podemos notar que o corte de cabelo era o mesmo, a massa muscular também e só mudava realmente as roupas, a entonação de voz e a cor da pele. É uma daquelas situações de lugar comum que só acontecem em desenho como o fato de um personagem (tipo Scooby-Doo e Salsicha ou Pernalonga e Patolino) usarem um disfarce capenga e ninguém perceber que são eles.

O vilão Esqueleto era estranho e funcionava mais como um bobalhão com aquela trágica frase: “você me paga He-Man” e não como os vilões que vemos atualmente mais capazes de fazer algo totalmente  assustador.

O Mentor me impressionava pela postura de cientista e inventor e por estar sempre disposto a dar um bom conselho. Nunca gostei do Gorpo, pois notava que aquele duende atrapalhava mais do que ajudava. Já a Teela me deixava fascinado pela sua atitude forte e acho que ela nutria uma paixão recolhida pelo He-Man.

A beleza da Feiticeira me chamava a atenção ainda mais com aquelas pernas de fora eu ficava bobo quando ela transformava-se num águia. Era muito engraçado ver o medroso do Pacato ser transformado no poderoso Gato Guerreiro sendo uma das partes que eu mais gostava.

O desenho animado foi marcante pra toda geração que assistiu a primeira versão mais também por causa de suas “peculiaridades”, pois todos os personagens tinham movimentos, lutavam, riam ou corriam da mesma forma. Ao final dos episódios ainda tínhamos uma moral da história para os “amiguinhos” de casa poderem aprender uma lição importante.

O sucesso foi tão grande que rendeu um filme nas telonas “Mestres do Universo” uma adaptação aonde o herói era interpretado por Dolph Lundgren no auge de sua forma física e Esqueleto por Frank Langella.

Na história Etérnia estava quase toda dominada pelas forças do mal, do Esqueleto e restava apenas o Castelo de Greyskull para ser invadido.  O Castelo era o último foco de resistência no planeta para que o vilão tomasse o poder.

He-Man, Mentor e Teela estão lutando para que isto não aconteça protegendo a Feiticeira para que seus segredos não recaiam nas mãos do mal. É importante lembrar que na época não havia muitos recursos tecnológicos como atualmente e a máscara do Esqueleto era muito estranha, tosca e feia.

O vilão consegue entrar no Castelo usando a Chave Cósmica, um aparelho que permite viajar pelas dimensões, criado pelo serralheiro e inventor Gwildor.

Quando Gwildor estava prestes a ser capturado pelo Esqueleto os rebeldes conseguem salva-lo e fugir com uma das chaves, pois a outra estava com o vilão.  Eles viajam para um local desconhecido chamado Terra mais exatamente numa cidade estranha chamada de Nova York.

Aqui em nosso planeta acabam perdendo a chave e precisam encontra-la rápido, porque Esqueleto junto a Maligna estão no seu encalço. Os guerreiros acabam conhecendo a moça Julie Winston (interpretada por uma jovem Courtney Cox em início de carreira) e seu namorado Kevin que acabam entrando no meio do fogo cerrado entre eles.

Lembro que na época achei as adaptações do personagens bem diferentes do que víamos no desenho. Mais  algo que ficou marcado em minha memória foi a Maligna (Meg Foster) que tinha um olhar que dominava as pessoas e mostrou ser uma vilã bem mais assustadora que o Esqueleto.

Esta adaptação é sofrível demais (parece uma versão Star Wars pobre) e muito longe do que estávamos acostumados a ver na telinha ficando na história como uma das piores adaptações de herói já vistas no cinema.

Ao término da animação de He-Man tivemos a de She-Ra, sua irmã gêmea só que do meu ponto de vista muito mais linda. A princesa Adora transformava-se na heroína pra defender o planeta Etéria das forças de Hordak (mais detalhes em Musas de Tinta, ok!)

Uma curiosidade que vale a pena mencionar é que He-Man teve dois roteiristas que depois de alguns anos tornaram-se muito importantes para nós nerds de plantão: Paul Dini e J. Michael Straczynski.

Em 1990 houve uma tentativa de atualizar o personagem com As Novas Aventuras de He-Man aonde nosso herói junto ao seu arqui-inimigo são transportados para o planeta Primus.

Desta vez tanto He-Man quanto Esqueleto demonstram um visual bem diferente do que estávamos acostumados a vê-los. Enquanto o loirão ficou mais esguio apresentando um rabo de cavalo o vilão estava mais futurista e com novos asseclas para comandar.

O grande detalhe era que He-Man não mudava para seu alter ego príncipe Adam aparecendo apenas como He-Man o tempo todo. Eu tive a chance de assistir a poucos episódios e não gostei de absolutamente nada do que vi.

A terceira sequencia do musculoso herói foi bem melhor desenvolvida com uma história mais consistente e elaborada. Nela no passado de Etérnia quem comandava eram os Anciões, um grupo de magos, e então o conquistador Keldor tenta tomar o poder.

Para proteger o planeta tinha os Defensores de Etérnia, comandados pelo Capitão Randor que durante uma luta acidentalmente desfigura o rosto de Keldor que em agonia foge para a Montanha da Serpente junto á suas tropas.

Então Mentor e a Feiticeira criam uma barreira mística para enclausurar Keldor e seus guerreiros na Montanha. Depois os Anciões temem que o mal volte algum dia e acumulam seu poder num globo que fica guardado debaixo do Castelo de Greyskull.

A Feiticeira é escolhida como uma guardiã do castelo. Alguns anos se passaram e Keldor retorna com o rosto desfigurado assumindo o nome de Esqueleto vindo buscar o poder dos Anciões e querendo vingança contra Randor que nesse meio tempo tornou-se Rei.

Para salvar o planeta de ser destruído o jovem príncipe Adam é escolhido para usar o poder do Globo Místico e transforma-se em He-Man. Desta série animada eu gostei, porque há uma diferença na aparência entre Adam um adolescente que ao virar He-Man tornava-se um adulto musculoso.

Essa mudança ficou bem melhor que a série clássica e foi um dos pontos positivos nesta versão. Outro foco foi uma temática mais adulta condizente com a época que a série ia pra telinha e vemos muitas cenas de ação impressionantes.

A empresa Matell usou a mesma estratégia de sempre lançar o desenho junto com action-figures que valem a pena ter em nossa estante.

Já estamos tendo boatos na web quanto uma nova adaptação do defensor de Etérnia. O novo longa que não tem atores definidos e nem data de estréia está sob os cuidados do diretor Jon Chu, de G.I. Joe: Retaliação.

Com os recursos tecnológicos que temos agora dá para fazer algo realmente decente vamos esperar pra ver se isso irá acontecer. Eu gostaria de ver Chris Hemsworth (Thor) no papel e quem você gostaria que fosse?

A DC Comics também está trazendo novas histórias do herói de Etérnia sendo escrita por James Robinson e com arte de Philip Tan trazendo uma nova abordagem para tudo que nós já conhecemos. Desejo que consiga boas vendas para talvez a Mattel e tragam uma nova versão visto que Thundercats foi um sucesso absoluto.

Veja na galeria abaixo algumas imagens de He-Man que consegui na web.

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