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As Eternas Crise da DC- Parte final

Ponto de Ignição

HQ

Como não li Crise Final e estava sem nenhum interesse pra acompanhar pulo pra história seguinte.

Foi a saga responsável por recolocar a DC Comics no topo das vendas no mercado americano em 2011. A mais complicada de todas as crises, pois temos vários desdobramentos de personagens principais e secundários nesta nova realidade.

Se em alguns aspectos Ponto de Ignição ficou razoavelmente boa em outros virou um fiasco total pra mim. Estamos tão acostumados a ver o Superman inspirando heroísmo que até fiquei puto com esta versão apalermada e raquítica vista aqui.

Ponto de Ignição: Especial 1, começa com a perda trágica da família de Traci, uma adolescente que tem poderes de magia e que também sabe que esta realidade está errada (não sei quem ela é em nosso universo ou se foi criada pra edição).

Boa parte da Europa encontra-se embaixo d’água e a guerra entre amazonas e atlantes pode exterminar toda raça humana. O pior de tudo é que Traci deverá lutar contra o próprio pai para evitar a catástrofe iminente.

A HQ é dividida pela vida de três personagens Traci 13, Abin Sur sendo a única vez em que mostraram a vida particular dele e, principalmente, como uma simples mudança no contexto altera todo o rumo da  história que conhecemos.

E Hal Jordan que mesmo sem os poderes do anel energético continua agindo como herói (provando que algumas coisas não podem ser modificadas nunca). Fiquei bolado na abordagem de Jordan como um kamikaze suicida, mas não teve jeito mesmo.

A arte de Eduardo Francisco é agradável sem exageros e já comentei que não gosto desta saga.

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Em Ponto de Ignição: Especial 2, Traci se teleporta pelo mundo seja ajudando Mutano (África), libertando Circe, aprendendo a se virar com Nat Irons (Brasil), conhecendo Guy Gardner (Austrália) ou lidando com desígnios divinos com Jason Todd (Gotham) continua tentando deter o pai e convocando heróis pelo caminho (sem sucesso).

Enquanto, Lois Lane fugindo das amazonas é salva por Penny Black, uma ex-oficial da Marinha e integrante da resistência (no que sobrou da Europa).

A HQ varia com a arte fraca de Gianluca Gigliotta e a totalmente estranha de Gene Há, porém todos os roteiros são regulares.

Receitas Heroicas explora o soldado Neil Harris que virou cobaia do exercito. Num projeto comandado por Sam Lane. Mais conhecido como Espécime Zero foi tratado como um animal diversas vezes transformando num ser superpoderoso e praticamente sem emoção nenhuma (seu corpo foi enxertado com o DNA do Apocalypse).

É aqui que vemos Kal-El raquítico e franzino privado de ficar no Sol e sem a influência dos Kent. Nota-se como são parte importante na vida de Kal e o confinamento deixou sua mente confusa.

A parte estranha é que Sam Lane, que sempre detestou o kriptoniano na continuidade normal, tratava-o como filho (de forma diferente com a qual havia feito com o Espécime Zero).

A história termina com a morte de Lois e Superman assumindo sua condição de herói e infelizmente não comprei a edição final.

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A minissérie em 5 partes com arte de Andy Kubert e roteiro de Geoff Johns tratou da trama principal (e nela temos Barry Allen que morreu heroicamente salvando o universo).

O velocista voltou, mas pra mim era melhor que continuasse morto, pois não aguento mais este negócio doido de morrer e voltar (ficou entediante).

Barry Allen investiga a morte do Garoto-Elástico (uma identidade heroica antiga de Jimmy Olsen se não me engano nos anos 50). A presença do Perseguidor Implacável, um motociclista vindo de uma Terra Paralela (uma versão de Barry).

Ele veio ao nosso mundo para impedir que uma anomalia temporal destruísse tudo que existe, mas pensava que Bart, o Kid Flash fosse quem procurava. Mais na verdade o Flash Reverso (Eobard Twayne) era quem provocou tudo, pois descobriu um modo de roubar a energia da Fonte de Aceleração (local de onde vem os poderes da maioria dos velocistas da DC).

Seu ódio em destruir o Flash é tão grande que transforma a vida dele jogando-o numa realidade totalmente diferente da que conhecemos e prova disso está no fato do vilão ter assassinado a mãe do herói.

Seu desejo inconsciente de salvá-la é que provoca toda mudança na realidade que conhecemos. Então neste mundo Barry se encontra privado de seus poderes, sua mãe esta viva e Iris namora outro cara.

Pra piorar há uma guerra rolando entre Atlântida e as amazonas enquanto Bruce Wayne foi quem morreu no Beco do Crime e seu pai assumiu o manto do morcego (Martha ficou louca virando uma versão do Coringa).

Foi angustiante ver Barry tentando ter seus poderes de volta, mas parecia ser o único jeito de consertar tudo.

Toda a realidade ficou mudada  e como se não bastasse a cabeça de Barry vai ganhando informações sobre as variáveis desta realidade causando diversas dores.

Houveram diversas mudanças como o Capitão Marvel que virou Capitão Trovão sendo que seis adolescentes se transformam no herói e Cyborgue é visto como escoteiro do governo e representando o ideal heroico do Superman.

A inclusão de outros personagens me chamou a atenção como Penny Black (a heroína Britânia), Mulher-Elemental que parece ser maluca. E Frankstein e os Agentes da Sombra, os monstros da década de 50 virando combatentes na surdina, mas algo assim já havia sido feito com Hellboy.

Na época não gostei de Ponto de Ignição e continuo não gostando, mas sei que mudanças editorias sempre existiram e vão continuar acontecendo.

A renovação trouxe heróis mais uma vez renovados e o sucesso da empreitada segurou as vendas por algum tempo. Eu sabia que 52 edições nunca iriam se segurar por muito tempo são muitas equipes criativas rolando e o mercado é competitivo demais.

O saldo positivo foi o recomeço do Superman que misturou a Era de Ouro com um conceito renovado pro século XXI que culminou num aumento de suas vendas. Um Batman envolvido numa trama de arrepiar os cabelos e a Liga da Justiça também recomeçando vistos com descrédito pela população.

Vamos ver o quanto este novo universo irá durar?

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Animação

A grande diferença é que incluíram a LJA, pois no gibi temos apenas Barry atuando na outra realidade (sinceramente foi apenas pra chamar atenção).

Apesar da animação conseguir condensar bastante as edições só quem leu poderá entender direito o que rola na história.

Começa com o menino Barry Allen e sua mãe que lhe ensina uma lição sobre a vida. Sua morte trágica faz com que o herói deseje mudar o passado. A situação fica braba quando a galeria dos vilões ataca o museu do Flash (faltando apenas o Flautista e o Trapaceiro).

No design dos personagens tanto os heróis quanto os vilões são altos e magros ficando num  estilo de anime. Então visto assim temos várias cenas de sangue, tiros e mortes (a violência é muito grande, mas dentro do contexto).

Pra se ter uma noção Diana mata Steve Trevor e Aquaman acaba com Lex Luthor, algo impensável na continuidade normal, nem na HQ temos algo parecido (apenas sugerido).

Quando Barry troca de realidade tem a morte do Garoto-Elástico, uma das bizarras transformações de Jimmy Olsen a procura de superpoderes (acho que já comentei isto antes?).

A luta de Batman no alto do prédio contra a vilã Ioiô é muito rápida e impactante. Como no gibi Barry confronta seus conhecimentos com o que se lembra e entra na Batcaverna. Sendo massacrado por Thomas que sobreviveu ao assalto enquanto Bruce morreu.

O enredo principal se divide entre Barry restabelecer o mundo no qual conhece e também tentar acabar com a guerra entre Aquaman e Mulher Maravilha.

Atlantis e Themyscira tratavam de um acordo de relações comerciais, mas Aquaman e Diana viraram amantes. Mera viu tudo partindo pra vingança, mas Diana pra se defender matou a rainha atlante e usou sua tiara como troféu (fato que fez surgir a guerra entre as nações míticas).

Eu não sou nenhum fã da HQ, justamente por ser parecida demais com “O Que Aconteceria Se?”, da Marvel Comics (mais seu sucesso é inegável e aprecio a trama principal por causa de Barry e só).

A animação não enrola mostrando ação no momento certo e a guerra final entre atlantes e amazonas é magnifica.

Deixaram de lado, Bart Allen, que usa a identidade heroica de Kid Flash e Patty Spivott que assume o uniforme do Perseguidor Implacável, mas a falta dos personagens não influiu em nada na história toda.

Liga da Justiça: Ponto de Ignição é uma das melhores animações feitas pela DC, pois conseguiram trabalhar de uma maneira mais aceitável a saga e de uma forma que pudéssemos entender facilmente.

Espero que tenham gostado desta pequena retrospectiva de algumas crises da editora e até a próxima viagem (confira aqui o gibi anterior).

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Batman: Através dos Tempos

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Batman anos 90 – parte 2

Elseworlds

Por mais estranho que possa parecer é um dos poucos heróis que funciona em qualquer realidade da linha Túnel do Tempo. Seja no passado medieval, faroeste ou futuro longínquo, os roteiristas conseguem contar uma história relevante sobre o Morcegão.

Relembre algumas edições que valem a pena serem lidas (não vou comentar sobre Chuva Rubra, pois é a mais conhecida delas).

Batman: Terror Sagrado

A narrativa visual tenta evocar a mítica O Cavaleiro das Trevas, mas sinceramente nem precisava. Nela contamos com arte de Norm Breyfogle  e argumento de Alan Brannert.

Os Estados Unidos governam praticamente o mundo todo e a morte dos pais de Bruce foi ordenada por uma corte eclesiástica. É como se a época da Idade Média no qual o Estado caçava e punia com a morte de “supostas” mulheres acusadas de serem bruxas (tivesse continuado se perpetuado e crescido como regime totalitário para sempre).

Nesse contexto assim que Bruce havia decidido enveredar pelo caminho da fé e se tornar-se padre, o Inquisidor Jim Gordon revela toda verdade para ele (um Inquisidor é um tipo de policial).

Revoltado, Bruce que secretamente havia treinado durante anos para ser Inquisidor vai até a caverna e descobre a fantasia do Homem-Morcego usada por seu pais numa festa de Halloween (se não me engano há um famoso retcon no qual isto também aconteceu na linha temporal normal).

Vestindo a fantasia Batman descobre toda verdade sobre seu passado no Projeto Homem Verde, no qual Superman está morto, quem comanda tal projeto é o Dr. Saul Erdel que faz experimentos com heróis e vilões.

Enquanto, Barry é o único que parece ter um pouco de sanidade, Aquaman ficou retraído e Zatanna trabalha pro Estado tentando expiar seus pecados de bruxa.

No final Bruce segue como padre numa paróquia durante o dia e assume sua santa cruzada como Batman á noite. Interessante é notar que o nome Batman não é mencionado no gibi.

É uma história impactante, na qual temos o Superman como um símbolo de esperança, exatamente como foi visto no filme O Homem de Aço. A arte de Norm Breyfogle é sombria, fluída e consegue demonstrar as expressões dos personagens de forma sinistra na medida certa.

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Batman: A Guerra de Secessão

O pano de fundo é famosa guerra do norte contra o sul. Aonde o presidente Abraham Lincoln destaca o Coronel Wayne numa missão secreta pelo Velho Oeste para proteger um carregamento de prata e deter alguns insurgentes sulistas pelo caminho.

Então, Bruce viaja pelo estado da Virgínia disfarçado de janota para despistar os inimigos e veste-se de Batman montando um garanhão negro chamado de Apocalipse desbravando o deserto hostil ao lado do Agente P.

O que modificaram é que não foi Bruce que sofreu a trágica perda nesta história, mas sim o Agente P (ou Pássaro Vermelho, uma alusão ao Robin).

E ainda temos duas figuras míticas da história americana o escritor Mark Twain e Wild Bill numa  aventura visual agradável, porque é empolgante ver a época das diligências, as brigas no saloon e o fato verdadeiro que homens negros eram recrutados para lutar pelo norte com a promessa de liberdade (como foi visto no excelente filme Dias de Glória)

E também uma clara referência ao herói Lone Ranger seja pelo estilo de atirar somente retirando as armas das mãos dos malfeitores. Ou também pela frase: “quem era aquele Homem-Morcego mascarado?”

Contando com o roteiro do consagrado Elliot S. Maggin e arte de Alan Weiss, temos uma história leve e divertida apesar da atrocidade que aconteceu naquela época. Ao lê-la me lembrei de outro filme clássico que também conta parte desta história de maneira incrível … E o Vento Levou.

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Um Conto de Batman – Gotham City 1889

Além da existência do Homem-Morcego ter sido levada naquela época pra 100 anos no passado. Temos também o terrível fato histórico que realmente aconteceu. Os crimes de Whitechapel feitos pelo serial killer Jack, O Estripador.

Quando eu era mais novo achava que Jack, o Estripador era um mito e Sherlock Holmes havia existido. E não fui o único que pensava assim, pois há anos atrás vi uma reportagem que mandavam cartas pra Scotland Yard endereçadas pro famoso detetive.

A verdade é que era justamente o contrário Jack, o Estripador cometeu crimes que até hoje em dia num período que desenvolvemos muita tecnologia de apuração de crimes (vide a série CSI) nunca tiveram conclusão. O mistério de quem fez estas coisas hediondas nunca foi solucionado ficando apenas supostas pistas levando a alguns nomes.

Na história temos  arte de outro artista meu preferido Mike Mignola e roteiro de Brian Augustyn. Bruce volta a Gotham depois de se consultar com Sigmund Freud sobre seus pesadelos. E depois de voltar para Gotham decide agir como Batman que infelizmente coincide com a presença do serial killer em sua cidade. Enquanto os crimes vão acontecendo Jim Gordon recebe cartões postais de Jack, o Estripador, só que num ato de puro desespero, o Comissário Tolliver para acalmar a população vasculha a Mansão Wayne (e Bruce é incriminado pelos crimes).

A complicação é que foi usado como bode expiatório, sendo  preso, condenado a forca e na cadeia usa sua mente analítica para tentar desvendar o caso (o mais urgente possível).

É uma história sinistra que nos faz viajar pro clima de medo e apreensão que deve ter existido naquele período. A arte de Mike Mignola ajuda de forma angustiante nosso passeio pelo enredo.

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Batman: O Livro dos Mortos

Há séculos o homem vem se perguntando sobre as maravilhas da antiguidade egípcia como quem ensinou a eles sobre Aritmética, seu grande conhecimento sobre Astronomia e quem construiu as pirâmides (ou como aqueles blocos enormes se encaixam de maneira tão perfeita?).

Aqui temos explorada justamente esse assunto, mas no livro Eram os Deuses Astronautas? É o mais importante estudo científico sobre o assunto que pude ler (feito de uma forma que nós leigos podemos entender).

Com roteiro de Doug Moench e bela arte de Barry Kitson é confirmado que Atlântida era habitada por alienígenas que ensinaram aos egípcios tudo aquilo que nos fascina até hoje. Thomas e Martha são arqueólogos que recebem um segredo catastrófico, a existência do deus-morcego egípcio, uma revelação que mudaria o conhecimento da história estabelecida (e são mortos por causa disso).

Bruce cresce usando a égide do deus egípcio para combater o crime e junta-se a Dr. Sheila Ramsey pra descobrir o mistério por trás do assassinato de seus pais.

O deus-morcego Nekrun é o guardião da dádiva dos deuses para os mortais. Um conhecimento contido numa cápsula que mudaria tudo que a humanidade acredita e que está guardada numa câmara na pirâmide de Gizé.

Até Nostradumus já havia revelado algo sobre isso, mas o homem só descobrirá tal segredo quando estiver evoluído para compreende-lo. Conectando a mitologia egípcia com a mitologia maia, principalmente, pela Placa de Palanque.

Temos o Homem-Morcego numa aventura inteligente e singular aonde havia uma conspiração no passado, pois o invejoso Set tentou destruir a glória de Osíris. E uma conspiração no presente, porque o serviço secreto egípcio quer manter o segredo guardado aos olhos do ocidente.

Infelizmente vou ter que deixar algumas edições do Túnel do Tempo de fora, pois ficaria muito grande o texto “talvez” mais para frente faça outro comentário sobre isso.

Relembre aqui da primeira parte.

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HQ

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Flash & Lanterna Verde: De Volta a Era de Prata

A Era de Prata surgiu com a intenção de modernizar os heróis da década de 1940 (Sociedade da Justiça). A grande diferença está em usarem elementos da ficção científica algo muito influente naquela época.

Quem pensa que o primeiro a surgir foi Barry Allen está imensamente enganado. Pode até parecer estranho mais várias pessoas comentam errado tal afirmação.

Na verdade o precursor desta era foi Ajax, o Caçador de Marte que surgiu em 1955 (enquanto o Flash 2 começou a correr somente em 1956).

O destemido Hal Jordan  estabeleceu uma ligação espacial a sua origem em 1959, pois anteriormente Allan Scott usava apenas a magia para manifestar seus poderes.

A renovação destes heróis desencadeou no surgimento da Liga da Justiça a equipe mais adorada pelos fãs de quadrinhos (quero assistir um filme com roteiro consistente).

Eu já havia lido dezenas de vezes que Hal e Barry eram grandes amigos, mas nunca havia visto nenhuma edição que mostrasse algo deste tipo. Se na vida heroica Flash e Lanterna Verde agiam como uma dupla formidável na vida pessoal as coisas não eram tão fáceis assim.

A HQ parte da premissa que ambos queriam descobrir se continuariam a se dar tão bem quanto no combate ao crime. Sendo justamente esta intimidade da vida dos heróis que me chamou mais atenção.

Enquanto Barry apesar de usar a alcunha de “Homem mais rápido do Mundo” no cotidiano queria tentar ser alguém normal. Marcando viajar de avião pra encontrar Hal (algo realmente sem necessidade) e não conseguindo nem sair de seu escritório, pois estava cheio de trabalho pra terminar.

Estranho era notar que Allen sempre se atrasa pra chegar aos seus compromissos e sinceramente não dá pra compreender (devido aos seus poderes dizerem justamente o contrário).

Barry já estava tendo um relacionamento com Íris e em contrapartida Hal é muito mulherengo desfilando com algumas namoradas durante a narrativa.

Mais a história não mostra apenas boas situações, pois há um vilão que se aproveita das sombras das pessoas para poder influencia-las a virarem psicopatas assassinos. Para depois libertar de sua manipulação e mata-las (seria assustador se a abordagem dada não mostrasse a situação de forma mais branda).

De volta a Era de Prata serve como uma homenagem não apenas para Barry e Hal, mas também para seus predecessores (Joel Ciclone e Alan Scott) as verdadeiras lendas dos quadrinhos.

Eles viajam para um mundo distante a fim de estenderem a amizade criada nos encontros entre a Liga  e a Sociedade (tudo não passava de uma encenação de Alan para testar Hal como LV).

É quando vi outro aspecto da personalidade de Hal que mais gostei, pois apesar de trocar empregos com frequência. Essa capacidade de recomeçar sempre do zero me chamou a atenção sendo algo extremamente difícil de fazer.

A HQ abre até espaço para mostrar várias passagens da vida de Hal quando virou vendedor de brinquedos. E na fase dos anos 70 em que  Neal Adams e Dennis O’Neal trabalharam com o personagem.

O enfoque era tirar Hal do espaço e fazê-lo perambular pelos Estados Unidos ao lado de Oliver Queen na tentativa de se redescobrirem. Este momento ficou marcado também por mostrar  Ricardito parceiro-mirim do Arqueiro Verde como usuário de drogas (e por iniciar a Era de Bronze).  Um clássico que é apenas sugestivamente mencionado na ação.

Nesta história Barry e Oliver batem de frente, mas o vilão é um prefeito que estava “limpando” a cidade dos marginais. Sua intenção era criar um estado fascista empregando super tiras para coibir a ação dos meliantes e até dos heróis.

Podemos ver no gibi Íris Allen, Safira Estrela, Kid Flash, Sinestro, Canário Negro entre outros personagens importantes da mitologia de ambos. Ao final temos Tom Kalmaku narrando as aventuras, pois era de suas memórias que vimos os acontecimentos (uma despedida singela na morte de Barry e Hal).

O que me fez viajar em De Volta a Era de Prata foi esta homenagem a cronologia de ambos os heróis. Esmiuçando fatos nos quais aprendemos a entender porque se tornaram tão importantes no mundo dos gibis.

HQ: Flash & Lanterna Verde: De Volta á Era de Prata

Arte: Barry Kitson e Tom Grindberg

Arte-final: Barry Kitson

Roteiro: Mark Waid e Tom Peyer

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Herói

 

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Liga da Justiça da América

A equipe mais famosa dos gibis (e querida dos fãs). Surgiu na edição The Brave and The Bold #28, em fevereiro de 1960 (no evento que ficou conhecido como a Era de Prata). Em outubro do mesmo ano a equipe ganhou um título próprio.

Por falar em Era de Prata devo justificar um erro largamente comentado por várias pessoas, pois afirmam que Barry Allen é o precursor deste momento. Mais na verdade o herói que marca o início é o Caçador de Marte, em 1955.

A LJA não teria a importância que tem hoje se não fosse o surgimento 20 anos antes da Sociedade da Justiça.  A Liga é simplesmente composta por alguns heróis da Sociedade da Justiça redefinidos para aquele período.

Então temos o Flash II (Barry Allen) – uma versão remodelada do Flash I (Joel Ciclone), o Lanterna Verde II (Hall Jordan) – uma versão científica do Lanterna Verde (Allan Scott) e Eléktron (Ray Palmer) – uma versão do herói Átomo (Al Pratt).

Uma curiosidade é que no desenho antigo dos anos 60 Eléktron era chamado de Átomo (igual ao herói original).

Os integrantes da primeira formação eram: Super-Homem (Kal-El), Batman (Bruce Wayne), Lanterna Verde (Hal Jordan), Mulher- Maravilha (Diana Prince), Aquaman (Arthur Curry), Flash (Barry Allen) e Ajax (J’onn J’onzz).

Estes são os mais emblemáticos, porém o caso mais importante foi do Super-Homem. O original chamava-se Kal-L e o renovado Kal-El. Kal-L existia na Terra 2 aonde estava a SJA e todos os heróis da Era de Ouro da editora.

E a Terra 1 com o Super-Homem da LJA e todo panteão que veio dos anos 1960 com isto deu-se início um novo momento nos quadrinhos da DC: as Terras Paralelas.

Aonde heróis consagrados habitavam outras Terras, mas existindo de forma diferente da qual conhecemos.

Foi um conceito bem explorado que acabou virando um monstro de continuidade e eclodiu na Crise nas Infinitas Terras  e por mim poderia ter parado  nesta crise, porque o que veio depois serviu apenas para confundir ainda mais a nossa cabeça.

Outra personagem que teve algumas enrolações foi a Mulher Maravilha que foi membro da SJ. Mais dizem também que a Rainha Hipólita “viajou” ao passado sendo a MM daquela época (algo bastante complexo devo dizer).

Porém nota-se em algumas HQs que foi realmente a Diana Prince original (da Terra-2). A integrante da equipe causando uma confusão de continuidade enorme na cabeça dos fãs.

Na primeira história os heróis se reúnem para combater um grupo de alienígenas. A intenção deles era fazer do planeta Terra seu campo de batalha. E então  decidirem quem reinaria em seu planeta natal. Eram alienígenas com corpos feitos de madeira, pedra, mercúrio, cristal, fogo e um pássaro amarelo.

Os heróis cada um respectivamente foram lutando contra os invasores e tiveram que se reunir numa batalha final para vencê-los definitivamente. Deste momento em diante decidiram formar uma equipe para combater qualquer perigo alienígena surgindo a Liga da Justiça da América.

Depois da Crise (nas Infinitas Terras) devido a reformulação Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha não participaram da formação da equipe.  No pós-Crise enquanto os melhores do mundo divergiam em suas formas de combater o crime.

A Mulher-Maravilha tinha vindo ao mundo do patriarcado somente durante Lendas (então ela não havia surgido na HQ da Liga nos anos 60).

No lugar de Diana incluíram a Canário Negro (Dinah Lance) que também foi reformulada naquele período.

Em 1998, na edição Os Melhores do Mundo # 21 temos Liga Justiça: Ano Um (que guardo com carinho em minha coleção). Com arte de Barry Kitson e argumento de Mark Waid e Bryan Augustyn.

Temos a origem da LJA sendo recontada. A parte interessante nesta renovação foi ver o início do relacionamento (difícil entre eles), mostrando uma ótica mais intimista, valorizando a personalidade de cada um. Ficamos sabendo como se formou a amizade, confiança e liderança na equipe (são edições para qualquer fã ler e apreciar).

Bom, quando comentamos sobre desenho da Liga geralmente pra nós mais velhos vem a memória os Super Amigos, mas a Filmation também mostrou uma versão.

A equipe era composta por Superman, Aquaman, Lanterna Verde, Gavião Negro e Átomo (na verdade era o Eléktron). Infelizmente não havia nenhuma presença feminina pra dar uma graça (não sei por qual motivo).

É claro que se comparada aos dias de hoje é bem fraca, mas é um clássico do gênero. Em 2008 a Warner Home Video lançou um DVD intitulado DC Superheroes: The Filmation Adventures num conjunto de 2 DVDs (contendo 18 episódios). Vale a pena e eu gostaria de ter.

Em 2001 tivemos a Liga da Justiça de Bruce Timm mostrando a melhor caracterização do grupo até a atualidade. E geralmente quando falamos da última versão animada somente BT é lembrado.

Mais também não devemos esquecer de Paul Dini o grande roteirista que ajudou a consolidar o sucesso da franquia.

A melhor parte foi o respeito pela personalidade dos heróis aonde reapresentaram origens melhores que nos gibis (caso da Poderosa e Apocalypse). A trilha sonora é bastante marcante e inesquecível (heroica mesmo).

Apesar da arte estilizada de BT, Liga da Justiça conta com roteiros enxutos que não são feitos para crianças, pois infelizmente aqui no Brasil. Todo e qualquer desenho é rotulado como “infantil” (sinceramente eu não consigo entender isto).

Outro fato interessante foi mostrar vários personagens do UDC (alguns conhecidos e outros que estavam no limbo). Algo que foi posteriormente reaproveitado em Batman: Os Bravos e Destemidos.

Fora alguns episódios memoráveis a melhor coisa na animação foi o respeito na forma como representou a equipe. Liga da Justiça é um prato cheio para os fãs de longa data e uma chance pros novatos conhecerem melhor nossos super-heróis.

A equipe já teve inúmeras formações e uma de suas fases mais conceituadas foi de 1970 (uma época querida pelos fãs mais antigos conhecida como “fase Satélite”).

Período em que Super-Homem agia como seu porta-voz e Batman o estrategista de campo. A equipe lutava contra invasões alienígenas, magos superpoderosos e fez viagens interdimensionais através do Multiverso.

Outro fato marcante eram as constantes discussões entre  Arqueiro Verde e Gavião Negro e as constantes reclamações de Nuclear quando ia fazer plantão no monitor.

Depois desta época áurea a equipe amargou baixas vendas com a “Liga Detroit” nos anos 80 (período pré-Crise). Composta por Ajax, Homem-Elástico (Ralph  Dibny), Zatanna, Gládio (Henry Hank Heywood III), Vibro (Paco Ramone), Vixen (Mari Jiwe Macabe), e Cigana (Cindy Reynolds).

A equipe não fez o devido sucesso que a versão anterior e terminou sendo derrotada e em Lendas pelo vilão Enxofre (seu término marcou a ascensão da Liga Cômica). Numa excelente fase (no pós-Crise) comandada por Keith Giffen , Kevin Maguire e J. M. DeMatteis.

O foco da narrativa era o relacionamento dos heróis (deixando de lado os supervilões ou investigações de crimes) e a inovação foi pegar a maioria dos heróis ditos assim de segundo escalão.

Bom, a parte mais engraçada era ver Gladiador Dourado e Besouro Azul zoando tudo. Eles brilharam constantemente formando uma dupla impagável. Acentuaram a personalidade do “cabeça de cuia” Guy Gardner (alguém que todos “adoravam” odiar).

Foi marcante o momento em que Batman nocauteou Guy com “apenas um soco” (fato que foi muito comentado pelo resto do grupo). E quando ele recebeu uma pancada na cabeça abitolou de vez virando “frufru”.

Billy Batson não tinha um comportamento adulto quando se transformava em Capitão Marvel (recebendo o apelido carinhoso de “Capitão Fraldinha”).

A equipe era formada por diversos heróis: Batman, Capitão Marvel, Besouro Azul, Gladiador Dourado, Canário Negro, Ajax, Doutora Luz, Guy Gardner, Senhor Milagre, Oberon e Senhor Destino.

Mais ao longo das publicações tivemos Soviete Supremo, Fogo, Gelo, Capitão Átomo entre outros. Quando a equipe foi comandada por Maxwell Lord  (seu porta-voz) a equipe começou a trabalhar para ONU tendo sedes em vários países (embaixadas).

A mais divertida era Liga Antártida com membros que ninguém queria por perto. Como o impagável Lanterna Verde G’nort (seu jeito ingênuo lembrava demais o Pateta). Uma das melhores épocas da equipe.

Quando terminou este sucesso (em 1997) tivemos um outro recomeço da equipe com o gibi “Os Melhores do Mundo”. Logo os heróis Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Aquaman e Flash (Wally West) tornaram-se os sete magníficos.

Desta vez Grant Morrison trazia roteiros que brincavam com a nossa imaginação (aliado ao estilo diferente de Howard Potter).  Os heróis estavam na Torre de Vigilância na Lua lembrando a fase de 1970. Esta época ficou marcada pelo contexto clássico com algo diferente.

A inclusão de Kyle Rayner (um Lanterna Verde inexperiente que queria demonstrar seu valor),  Wally West (consolidando seu posto de Flash) ou mostrando uma guerra contra o céu (inclusão do anjo Zauriel) e o enigmático Aztek (Curt Falconer).

Ou ainda outros personagens como Grande Barda, Scott Free (Senhor Milagre), o irascível Orion, Oráculo (Barbara Gordon), Connor Hawke (Arqueiro Verde II), Caçadora (Helena Bertinelli) que fora expulsa da Liga (algo aproveitado na animação),  o inteligente Aço (John Henry Irons) e o engraçadíssimo Homem-Borracha (El O’Brien).

Na  quinta  temporada de Smallville tivemos uma formação juvenil da Liga ( que foi bastante comentada) na época.

A equipe era composta por Impulso (Kyle Garner), a versão adolescente do velocista Flash (nos gibis). Aquaman (Alan Ritchson), Ciborgue (Lee Thompson Young) e Arqueiro Verde (Justin Hartley).

A LJA tem diversos outros arcos importantes de histórias e assim que puder estarei comentando alguns.

Confira na galeria abaixo imagens da Liga da Justiça

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Meu Texto

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As Eternas Crises da DC – parte 1

Crise nas Infinitas Terras

“A história que revolucionou o universo!”

É a crise que do meu ponto de vista deveria ser a única e definitiva no UDC. Ela é importante pra mim não somente pelo fato de estar iniciando minha carreira de leitor, mas principalmente pelo que conseguiu apresentar no decorrer de sua extensa trama.

Bom, para falarmos sobre a crise devemos voltar para a década de 1950, pois foi justamente na HQ “Flash de Dois Mundos” escrita por Gardner Fox e com arte de Carmine Infantino que tudo começou.

Nesta história Barry Allen (Flash 2) encontra Joel Ciclone (este é seu nome no Brasil), porque nos Estados Unidos é Jay Garrick ou Flash 1.  Barry atravessa a barreira entre as Terras indo parar em Keystone City cidade protegida pelo Flash da Era de Ouro.

Os vilões o Pensador, Violinista e o Sombra unem-se para praticar roubos grandiosos, mas  os heróis enfrentam-nos e ao final Barry decide contar o que aconteceu a Gardner Fox para que transforme a história em HQ (metalinguagem pura). Esta HQ ficou conhecida como o ponta pé inicial para a Era de Prata da editora.

Sendo que a partir deste momento em diante os crossovers entre a Sociedade a Liga começam a acontecer. E o seu maior erro também, pois a LJA habitava na Terra 1, mas a Sociedade que veio primeiro ficava na Terra 2 nunca consegui entender este erro grave mais deixa pra lá.

No decorrer dos anos seguintes a DC Comics comprou outras editoras que foram incorporadas em Terras diferentes como: S – personagens Fawcett Comics: Shazam, Bulletman, Bulletgirl, Spy Smasher entre outros, X – heróis da Quality  Comics: Tio Sam e os Combatentes da Liberdade, 4 – heróis e vilões da Charlton Comics: Besouro Azul, Capitão Átomo, Sombra da Noite entre outros, Primordial – aonde o Superboy é o único herói e a LJA existe apenas nos quadrinhos entre várias outras Terras.

Continuando a editora em homenagem aos seus 50 anos de existência resolveu mexer na bagunça que era sua continuidade. Sendo recheada de um Multiverso que enlouquecia aos leitores novatos contendo várias versões  de um herói  com características próprias em cada Terra Paralela.

Esta fantástica maxi-série detonou tudo que as pessoas conheciam até aquele momento para renovar os rumos da Distinta Concorrente.

O Multiverso era pra mim um deleite, porque conheci vários heróis diferentes e suas vidas até aquela situação.  A Crise nas Infinitas Terras chacinou diversos personagens grandes conhecidos ou não que pereceram heroicamente durante aquele momento fatídico para salvar as pessoas ou o universo.

Entre eles destaco a Super Moça que para defender seu primo Kal-El ferido jogando-se numa ofensiva kamikaze contra o vilão Anti-Monitor. Sendo fortemente atingida por um raio o qual atravessou seu corpo.

A cena em  que o Super-Homem segura o corpo inerte de sua prima com diversos heróis em situação de luto é uma das mais marcantes e lembradas por artistas ou fãs (como este que vos escreve) ao longo destes anos.

E a outra morte importante foi a de Barry Allen, o Flash 2 que mesmo sofrendo um severo ataque psicológico do Pirata Psiquíco conseguiu se livrar e destruir o canhão de anti-matéria. Correndo e vibrando tão velozmente que seu corpo foi dilacerado sendo suas imagens residuais jogadas em diversos lugares tentando alertar seus amigos para o confronto vindouro. Barry Allen fez um sacrifício digno do herói que ostentava ser Alguns anos depois ressuscitaram  Barry e tivemos  Ponto de Fuga que falarei mais a frente, ok!

A HQ apresenta novos personagens o Monitor que surgiu originalmente para ser um vilão numa história dos Novos Titãs. Ele catalogava as habilidades e fraquezas de heróis e vilões vendendo pra criminosos.

Ainda temos: Pária um cientista que desencadeia a crise, Precursora que desempenha uma importante função na trama, a nova Doutora Luz, Lady Quark e o jovem Alexander Luthor (que tem uma origem similar a de Kal-El).

Vindo da Terra-3 aonde Lex Luthor é um herói casado com Miriam Lane (na verdade Lois é que a personagem era chamada assim algum tempo atrás aqui) e o Sindicato do Crime uma versão maligna da Liga eram os vilões. A animação Liga da Justiça: Crise em Duas Terras  que aborda um pouco disto mostrando que existe um Multiverso nas animações da editora. Eu gostei demais disso, porque futuramente poderá ser explorado mais vezes.

Na HQ heróis e vilões são colocados frente a uma ameaça terrível, o Anti-Monitor, que poderia levar o universo a extinção. Temos batalhas épicas, onde o palco de fundo é a Terra, dimensões espaciais e o próprio momento da criação do universo.

Contando com todos os personagens da editora que aparecem e desaparecem com a função de tentar impedir a fusão dos universos. Céus vermelhos, terremotos, furações, relógios correndo em sentido contrário, realinhamento de constelações tudo ao mesmo tempo isto é a Crise.

O plano do Anti-Monitor culmina na redefinição do universo. Surge na Aurora dos Tempos um universo unificado, que reúne elementos das cinco Terras que restaram e acaba por configurar o novo Universo DC.

Nada havia existido antes da Crise! É essa afirmação radical que tornou possível o reinício das histórias dos principais personagens da editora. Tudo feito pelas mentes habilidosas de Marv Wolfman, George Pérez e Jerry Ordway.

A maior ponta solta da crise é a Poderosa, pois vinda da Terra-2 continuou existindo num universo renovado porque estava no início dos tempos. Ela simplesmente estava aqui e até hoje não sei porque nunca desapareceu. É claro que gosto da heroína, mas porque aonde diversos heróis sumiram no limbo apenas ela ficou? Este é um mistério que nunca foi revelado.

Bom,  ao final da crise a editora conseguiu renovar todos os seus personagens e logo vieram a nova fase de sua Trindade: Superman por John Byrne, Batman por Frank Miller e David Mazzucchelli e Mulher Maravilha de George Pérez.

Uma volta ás origens beneficiando á nós leitores ávidos por histórias bem escritas de nossos artistas preferidos na época. Todos os heróis da editora foram reeditados nos anos seguintes trazendo novos recomeços.

Em, A História do Universo DC a Precursora (uma personagem importante na Crise) conta com detalhes e lugares todos os acontecimentos da “História do Heroísmo”. Tendo participação de praticamente todos os personagens do UDC.

Esta HQ é uma enciclopédia que mostra toda a história reeditada dos 50 anos da editora no pós-Crise. A impressionante capa de Alex Ross nos brinda com seus 4 maiores heróis: Superman, Batman, Mulher Maravilha e Capitão Marvel.

E na contra capa temos o restante da mitologia mais importante: Sociedade da Justiça, Liga da Justiça, Legião dos Super-Heróis, Tropa dos Lanternas Verdes e até o Sargento Rock.

A História do Universo DC serve como guia para todos os eventos do Pós-Crise contando as origens dos heróis situando-os cronologicamente no Novo Universo da época após a maxissérie. Como fã de Crise nas Infinitas Terras confesso que esta HQ é sensacional, pois o UDC é realmente rico, vasto repleto de personagens tanto legais quanto obscuros.

Então é aquela primorosa chance de aprender o que você não sabe e conhecer ainda mais seus heróis prediletos. É um item básico na estante, porque com todas as Crises posteriores tudo ficou definitivamente confuso. Por mim ficaria só na Crise, de 1985/1986 e não existiria nenhuma outra, pois a fórmula há muito já se desgastou.

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