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Batman: Através dos Tempos

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A Trilogia do Morcego

O Batman de Chris Nolan trouxe a essência sombria, de 1939 para a atualidade atrelada a uma narrativa mais crível aonde o Homem-Morcego “pode ser real”.

A franquia é motivo de discussão e aplausos entre os fãs, pois há quem diga que não vemos o Morcegão nas telas e sim um policial trajado de morcego. Eu particularmente adoro a versão de Nolan e sua visão “particular” do mito do herói me agrada.

Independente desta pendenga toda eu tenho pena dos diretores que virão no futuro trabalhar com o Morcegão nas telonas para a Liga da Justiça, porque terão de representar o herói de uma forma diferente da qual estamos acostumados a vê-lo.

E isso será um problema enorme? Talvez sim, talvez não, porque dependerá apenas do contexto mostrado. O Batman é um personagem de que já teve inúmeras representações através dos anos e esta será apenas mais uma.

Pra dizer a verdade estou ansioso para ver, mas acho que irá demorar um pouco pelo andar dos boatos que acontecem na Distinta Concorrente pela web.

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Batman Begins – 2005

Gotham City é uma cidade com policiais corruptos, políticos corrompidos, bandidos no comando e população aterrorizada  (infelizmente isto é comum na sociedade atual).

É neste clima sombrio que Bruce Wayne volta ao lar para confrontar seu passado trágico. O roteiro de David S. Goyer se concentra na jornada de Bruce para tornar-se Batman.

Preocupando-se em mostrar sua trajetória pessoal, motivação, treinamento e também seu medo. A temática principal é o medo algo que temos que conviver num mundo aonde o terrorismo (tornou-se banal e assustador).

É uma adaptação fiel ao conceito do herói vista de uma forma que nunca foi mostrada antes. Estávamos tão acostumados com os defeitos da franquia anterior como vilões chamativos, piadas infames e outros excessos que é melhor até esquecer.

Mais o herói não está sozinho nesta batalha, pois encontra apoio em Jim Gordon (Gary Oldman), o clássico policial amigo dos gibis, Lucius Fox (Morgan Freeman), um expert em tecnologia de ponta e Alfred (Michael Caine) que está impagável com suas frases sarcásticas. Ele reencontra Rachel Dawes (Katie Holmes), uma amiga de infância que tornou-se o amor de sua vida.

O medo permeia a história do herói seja na queda na caverna, no treinamento com Henri Ducard (Liam Neeson) na Liga das Sombras,  ou pela influência devastadora de R’as Al Ghul que deseja destruir o mundo ou ainda pelo gás do medo do Espantalho (e sobrepujar este sentimento é a prova de fogo do herói).

A cruzada do Morcegão nos instiga a acompanha-lo pela salvação não apenas de sua cidade, mas também de sua própria alma. Sim, por mais que haja ação, lutas e explosões o roteiro concentra-se em BW. E isto foi a diferença que rendeu o sucesso do reinicio da franquia.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas – 2008

O herói está mais a vontade como protetor de Gotham, mas precisa combater o caos e a anarquia que se instalaram na cidade. E isto ganhou personificação na presença do Coringa (o exato oposto do Cruzado de Capa).

A deixa da presença de seu maior antagonista já estava no final de Batman Begins demonstrando que a franquia veio para consolidar a nova roupagem na forma de representar o herói.

O roteiro desta vez não trabalha apenas o personagem principal, mas temos três pontos de vista diferentes. O primeiro é claro que não poderia deixar de ser Batman que precisa agir no limite da lei, o segundo é Harvey Dent (Aaron Eckhart) que mantem a lei como promotor público. Até ser destituído de suas convicções, destruído mentalmente  e transfigurado pela estratégia do Sr. C. (sua queda de cavaleiro branco para vilão é impactante).

E o terceiro a atuação esplendorosa de Heath Ledger que virou a síntese do medo no qual vivemos. Seu Palhaço do Crime é um psicopata com humor doentio e está mais assustador do que poderíamos imaginar.

No rosto carrega um eterno sorriso feito a partir de cicatrizes. E o pior quando conta a origem deste sorriso infernal há sempre uma versão diferente e horripilante desta história.

A morte repentina do ator logo após a conclusão da filmagem deixou sua marca na memória coletiva dos fãs (principalmente por suas frases de efeitos como Coringa).

Se no primeiro filme havia o Trumbler, o novo batmóvel baseado na HQ que é homônima ao filme chamou  bastante atenção dos fãs, nesta sequência quem brilhou foi o Batpod. A sensação de velocidade era tão impactante que deu vontade de estar no lugar do Morcego pilotando-a.

Batman: O Cavaleiro das Trevas cruzou fronteiras extrapolando limites e demonstrou como um herói deve ser adaptado para atualidade. Misturando um elenco estelar, mas estão trabalhando em uníssono. Sequências de ação bem produzidas e um roteiro bastante enxuto, com arquétipos urbanos reais e um pano de fundo coerente transformaram a adaptação em sucesso de público e crítica.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge – 2012

A ideia era terminar a franquia de uma forma inesquecível, mas devemos ver os três filmes como se fosse apenas um só. Podemos perceber que o medo é a palavra que conecta todos (de uma maneira inteligente e genial).

Desde a segunda sequência se passaram oito anos que Batman assumiu a culpa pela morte de Harvey Dent (sendo procurado pela polícia e sumiu de cena desde então).

Com a morte do promotor público Jim conseguiu praticamente acabar com o crime organizado em Gotham, mas a verdade é que Dent tornou-se o vilão Duas Caras. E Jim guardava uma carta sobre como aconteceu a morte do promotor (Bane aproveitou isso para unir todos os presidiários sob seu comando).

Então Gotham City vivia na mais completa paz sem precisar da presença de seu maior protetor.

Depois da marcante presença de Ledger como Coringa precisavam encontrar um vilão que pudesse realmente rivalizar com o Morcegão. E Bane foi o único que conseguiu “quebra-lo” tanto no aspecto físico quanto no mental.

Bane é um reflexo do terror que nos rodeia na atualidade e a atuação de Tom Hardy não deixa dúvida alguma sobre isso. O vilão usa a violência como se fosse a resposta para libertar Gotham da decadência moral (e “quase” consegue destruir toda a cidade neste processo).

O filme é marcado por várias reviravoltas que te deixa completamente ligado na narrativa épica mostrada.  Seja pela intrigante Miranda Tate (Marion Cotillard), ou ainda pela presença sensual da Mulher Gato, de Anne Hathaway, que deixou o Batman falando sozinho. Aquilo foi muito engraçado, pois o herói acabou provando do próprio remédio. Lembrando que em nenhum momento a ladra é chamada pela alcunha dos gibis.

E também pela ajuda perspicaz de John Blake (Joseph Gordon-Levitt), vulgo pássaro vermelho que “talvez” assumirá o manto do Homem-Morcego num futuro próximo.

Nesta terceira sequência temos outro veículo que roubou a cena, o Morcego, uma espécie de Trumbler voador (numa ótima cena de perseguição área entre os prédios de Gotham).

O filme todo em si é maravilhoso, mas também destaco a luta final entre Bane contra Batman (fiquei nervoso e apreensivo naquele momento). Foi o ápice da redenção no caminho do Morcego, pois teve que ralar muito na prisão em Santa Prisca e “quase” morrer para poder retornar. Bruce buscou no amago do seu ser aquilo que o define de forma inigualável de qualquer outro herói (sua perseverança moldada numa grande força de vontade).

Essa versão do Homem-Morcego deixará saudade, porque nela tivemos a noção da  trajetória de quem é Bruce Wayne. Um homem que luta com todas as suas forças para proteger sua cidade (seja da corrupção, ganância ou terrorismo). E ao vestir o manto do Morcego BW se transforma no medo que lhe afligia quando criança e passa a aterrorizar a mente e o  coração dos criminosos de Gotham City.

A trilogia de Chris Nolan ficará eternamente guardada na memória afetiva dos fãs, pois conseguiu demonstrar que heróis de quadrinhos podem ser levados a sério em uma adaptação cinematográfica.

Desde que haja um roteiro decente, um diretor competente e pessoas que estejam realmente dispostas a fazer um trabalho eficaz.

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Musas de Tinta

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Mulher-Gato

Selina Kyle é uma linda mulher, sensual e sexy. Além disso tudo é uma ladra extremamente  habilidosa.

Catwoman foi criada pelos mestres Bob Kane e Bill Finger surgindo pela primeira vez na edição Batman # 1, em 1940.

Na distante Era de Ouro, Selina Kyle tinha uma personalidade bastante introvertida, pois era uma aeromoça que após sobreviver a um acidente de avião sofreu de amnésia. Sendo exatamente isso que despertou seu lado mais sexy e fazendo surgir The Cat, uma mulher sensual, praticamente “sem inibições”.

Só pra constar nessa época a vilã era conhecida dessa forma e algum tempo depois mudaram pra Mulher-Gato.

Essa versão com dupla personalidade de nossa ladra preferida foi abordada durante esse período várias vezes.

Então, a Mulher-Gato sempre agia manipulando a todos os homens que ousam passar pelo seu caminho, principalmente, um certo Homem-Morcego.

Enquanto o herói ás vezes mandava-a pra cadeia e outras pensava apenas em reabilita-la.

Na famosa edição Batman: Ano Um, de Frank Miller. Tivemos aquela versão muito discutida, porque mostrava, Selina retratada como uma garota de programa.

Sua origem havia sido recontada como uma prostituta que após ter sido abusada por um cafetão foi parar num hospital. E o herói Pantera lhe treinou para se defender, lutar e depois ela assume seu codinome de Mulher-Gato como criminosa.

Ainda bem que depois da complicada saga Zero Hora esse passado de nossa vilã foi jogado ralo abaixo.

Atualmente a relação entre eles é como uma enorme montanha russa que fica variando entre amor e ódio.

Durante a Saga Silêncio eles ficaram muito próximos fato que culminou na revelação da identidade secreta do Morcegão, mas a diferença entre os dois acabou rapidamente com o relacionamento.

Neste reboot da DC Selina e Bruce tiveram tórridas cenas de sexo mostradas nos quadrinhos demonstrando que esse sobe e desce dos dois perdurará por um longo tempo.

Um fato curioso é que eles foram casados na Terra 2 (uma Terra Paralela, do Universo DC Pré-Crise) e tiveram até uma filha Helena Wayne, que foi a heroína Caçadora.

No passado várias atrizes brilharam e conquistaram vários fãs ao interpretar a nossa ladra.

A primeira foi a atriz Julie Newmar no seriado dos anos 60 que demonstrava sensualidade de uma forma tão encantadora que era impossível não gostar dela.

A segunda foi a ex-Miss América Lee Meriwether que atuou no longa metragem do Homem-Morcego.

A cantora Eartha Kitt também nos presenteou ao mostrar-se como a vilã, mas sua interpretação na época não tinha agradado aos fãs (eu gostei bastante!).

Depois esperamos algumas décadas para que a Mulher-Gato retornasse para nos seduzir e tivemos a ótima atuação de Michelle Pfeiffer. Apesar de sua origem ter sido modificada. Ela conseguia misturar perversão com sensualidade de uma maneira arrebatadora, cruel e também inesquecível.

No início da década de 90 tivemos o inesquecível desenho Batman: A Série Animada comandada por Bruce Timm e Paul Dini. A série animada surgiu logo após o longa Batman – O Retorno e tivemos uma ladra muito sedutora e loira como no filme.

Eu não poderia esquecer de minha querida e belíssima Halle Berry que apesar de demonstrar ser bastante sexy (infelizmente sua versão foi uma porcaria terrível).

No péssimo seriado Birds of Prey, Selina foi interpretada pela atriz Maggie Baird e nossa musa surge apenas em flashbacks. Nessa versão mostraram a Mulher-Gato como uma meta-humana que infelizmente foi assassinada por ordem do Coringa.

A atriz Ashley Scott interpreta Helena Kyle, ela é filha da Selina com Bruce tornando-se a heroína Caçadora.

E por último temos Anne Hathaway interpretando muito bem a personagem, porém o mais interessante em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge é que em nenhum momento Selina é chamada de Mulher Gato.

Nolan demonstrou que os vilões não se autodenominam, pois são as pessoas que põe os nomes neles.

Independente disso Selina Kyle é uma das personagens mais fascinantes do mundo dos quadrinhos, porque ela pode até agir como bad girl mais sua personalidade dúbia á torna muito interessante para mim.

Confira nesta galeria alguma imagens da nossa musa

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Meu Texto

batman

Filmes do Ano

2012 está quase chegando ao fim e será o ano que ficou marcado pelas melhores adaptações de quadrinhos que pudemos assistir. E infelizmente por uma enorme tragédia, em Denver  também. Cinema pra mim é um lugar pra diversão, entretenimento, arte e não palco para atrocidades.  Lamento muito pelo acontecido, pois são perdas inestimáveis.

Há algum tempo comento com meus amigos que estamos vivenciando uma ótima época para nós fãs de quadrinhos, porque estamos podendo ver nossos personagens tornarem-se de carne e osso em magníficas representações.

Aqui faço um retrospecto dos filmes que tornaram 2012 um dos melhores anos para os fãs de quadrinhos e cinema de todo o mundo.

Catwoman

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

O diretor Christopher Nolan conseguiu dar um novo status pro Morcegão nesta trilogia cinematográfica.

Seu Homem Morcego está no mesmo nível do Superman, de Chris Reeve, pois “tudo que vier depois” irá inevitavelmente esbarar neste paradigma.

Nolan consegue de maneira surpreendente transformar  Batman na síntese de um herói grego, pois sua tragédia pessoal o torna mais forte e determinado.

O roteiro é tenso, pois Bruce ficou quase uma década longe de ação. Ficando fora de forma e despreparado para enfrentar um inimigo perigoso.

Bane (Tom Hardy) demonstra ser um brilhante estrategista e têm uma enorme força física a seu favor, o confronto entre os dois é memorável e deixa-nos com os nervos a flor da pele.

Anne Hattaway emprestou seu lindo rosto e belo corpo para personificar a sensual ladra Mulher Gato que no filme não é chamada pela sua alcunha em nenhum momento. Mais pra ser sincero nem precisava, pois sua impressionante atuação ficará para sempre guardada no coração dos fãs.

Presenciamos uma inusitada cena engraçada Batman está falando com a Mulher Gato quando de repente ela desaparece e então ele diz: “Ah, então é essa a sensação”.  Geralmente vemos Batman sair de cena sorrateiramente deixando Gordon ou qualquer pessoa falando sozinho e desta vez provou do seu próprio veneno foi  o máximo.

Além disso temos o policial John Blake (Joseph Gordon-Levitt), que na verdade chama-se Robin, o eterno assistente do Morcegão.

Fica subentendido que mesmo se Bruce desistir de usar a máscara Gotham será protegida por um Batman. Sim, o legado do herói será eterno. E disto ninguém poderá ter dúvidas.

A franquia foi terminada com êxito e deixará saudades por demonstrar que um roteiro bem escrito e uma direção decente são exatamente o que deve ser feito para obter-se um filme de quadrinhos coerente. Isto é tudo que nós fãs queremos.

Infelizmente irão enfrentar o problema de como reiniciar o Morcego D.N. (Depois de Nolan).  Por enquanto está previsto  um longa da Liga da Justiça para 2015.

Eu espero que haja um filme decente, pois estão correndo para torna-lo realidade. Então a atuação do herói será totalmente diferente do que vimos até agora. E pra piorar quem será o ator que viverá BW/Batman? Sinceramente não irão faltar comparações e reclamações.

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Os Vingadores

O filme que reuniu o Universo Cinematográfico da Marvel é a terceira maior bilheteria de todos os tempos.  Quando assisti fiquei com um sorriso estampado no rosto igual do Palhaço do Crime.

O longa retrata fielmente o colorido dos quadrinhos. E de quebra ainda temos a ótima interpretação dos atores, a ambientação de Nova York fazendo uma ligação direta com a estética que a Marvel apresenta em suas páginas.

As cenas cômicas num filme de ação tornaram o clima mais leve. A parte realmente boa é que o longa pega espectadores não iniciados nos quadrinhos que podem assistir sem problema algum.

E pros fãs os elementos característicos dos heróis são demonstrados: a liderança do Capitão, a destreza do Clint, a inteligência do Tony, a nobreza do Thor, os dardos da Viúva e principalmente o Hulk, pois Banner disse: “Eu estou sempre zangado.” Numa grande demonstração de sua fera interior, simplesmente, arrebatador.

Houve até espaço para a citação máxima da equipe: “Os Maiores Super-heróis da Terra”. O mais engraçado de tudo é que Stan Lee ridiculariza o mundo que ajudou a criar em sua participação relâmpago.

A Marvel apresentou esta maravilhosa brincadeira ao lançar  sua maior superequipe e  teve seu ápice nele, mas agora eu pergunto o que virá depois?

Quais personagens a editora trará para continuar mantendo o nível altíssimo alcançado?

Eu gostaria de ver um filme solo do Surfista Prateado, pois o herói espacial é um dos meus personagens preferidos. Talvez até contendo uma abordagem  com a participação do Galactus, porque este não poderia deixar de aparecer mesmo.

Eu pensei que iria aparecer no filme do Quarteto Fantástico mais infelizmente fiquei a ver navios.

Sei que é algo difícil de acontecer, pois o Surfista não é um herói de primeiro nível, mas vindo da Marvel tudo é possível e sonhar não custa nada.

A Casa de Ideias atingiu um patamar incrível em suas adaptações veremos em breve Thor: O Mundo Sombrio, Homem de Ferro 3, Guardiões das Galáxias e Capitão América 2: Soldado Invernal todos consolidando mais uma vez o caminho para Vingadores 2.

Ainda teremos o filme do Homem Formiga, talvez eu suponho até com a presença da minha querida Vespa. Visto que a personagem voltará dos mortos e eu nem sabia que ela havia morrido.

Concluo que estarei nos cinemas acompanhando os filmes dos heróis, porque a Marvel tem realizado um excelente trabalho.

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O Espetacular Homem-Aranha

Em homenagem aos 50 anos do personagem  este filme consegue mesclar a origem clássica do Cabeça de Teia, de 1962 com o Universo Ultimate, de 2000-uma releitura dos personagens da Marvel para o século 21.

Ficamos conhecendo a vida de Parker desde pequeno quando seus pais fugiram abruptamente deixando-o para morar na casa dos tios Ben (Martin Sheen) e  May (Sally Field).

Ao crescer Peter Parker (Andrew Garfield) demonstra ser um rapaz estudioso, inteligente e tímido, tipo vivendo na dele, pois é um desastre quando o assunto troca para meninas. E justamente está apaixonado pela garota mais linda da escola Gwen Stacy (Emma Stone). Depois de levar uma surra do valentão da escola ele é salvo por Gwen.

Ela é assistente do cientista Dr. Curt Connors (Rhys Iphans) um antigo parceiro do pai dele na empresa Oscorp. Após ter descoberto as anotações de seu pai, Peter visita a empresa e acaba sendo picado por uma aranha geneticamente alterada.

Peter entrega para Connors a resolução de uma equação decisiva e isto torna-se uma obsessão para o Dr. Que pensa numa evolução da raça humana. Mais ao utilizar a fórmula em si mesmo para recuperar o braço Connors desperta um monstro  furioso e incontrolável.

Nunca gostei do Lagarto nos quadrinhos, mas o roteiro focando na personalidade obscura de Connors conseguiu chamar minha atenção.  A direção de Mark Webb mostra como Peter Parker se transformou na pessoa que é.

O filme é psicológico em algumas partes, porém mostra que Parker já era um herói antes de adquirir seus poderes.  A cena em  que o Homem-Aranha balança pela cidade é extasiante lembrando o desenho antigo da década de 1960 .

Seus movimentos ficaram mais realistas sendo um deleite á parte e são feitos no estilo parkour.  O Parkour é uma atividade cujo princípio é mover-se de um ponto a outro o mais rápido e eficientemente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano.

Outro fato interessante é que Peter criou os lançadores de teias artificiais demonstrando sua inteligência e potencial para se tornar um brilhante cientista como nos quadrinhos.  Ainda bem que esqueceram aquela teia orgânica da franquia anterior.

O Amigão da Vizinhança é um dos heróis mais populares da Marvel e foi recriado de maneira arrebatadora tendo diversão de qualidade com direito a altas doses de emoção.

Espero ansioso para assistir a continuação da franquia. E que venha 2013.

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Eu não Quero ver um filme da Liga

Há algumas décadas atrás eu era um DCnauta convicto, mas depois de algum tempo virei fã de quadrinhos em geral. Se tiver um roteiro interessante e um artista convincente pra mim está valendo.

Depois do estrondoso sucesso dos Vingadores a DC parece que acordou de sua letargia e há boatos na rede sobre um longa da LJA. Parecem estar querendo correr mais rápido do que o Flash para chegar ao seu intento.

A Marvel trabalhou um universo unificado nos cinemas igual ao das HQs, por que desde 2008 já vinham com esse aspecto. Sem contar com a Marvel Studios uma divisão voltada somente para filmes. O sucesso veio com êxito? Sim, mas com algo minuciosamente pensado para dar certo.

Acho que o maior sonho de todo fã de HQs é ver um filme da Liga, mas que esteja á altura dos heróis. Porque não dá pra fazer algo igual ao Vingadores de jeito nenhum.

Avaliando de verdade os dois blockbusters  são maravilhosos, mas em aspectos diferentíssimos em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge  temos a epopeia trágica de BW e de como isso influenciou a vida de toda uma cidade.

E nos Vingadores os atores estão tão á vontade em seus papéis que parece até que disseram: “-Vamos brincar de super-heróis.” E surgiu um filme de ação recheado de comédia.

Sendo que conseguiram um feito incrível e, sinceramente, é muito mais difícil adaptar vários heróis do que um só, pois são níveis de atuação e roteiro divergentes.

Eu não quero ver um filme da Liga feito apenas porque a Casa de Ideias obteve uma exorbitante bilheteria. Estamos vivendo uma época em que os filmes de quadrinhos estão arrecadando bem, mas um roteiro enxuto, um diretor que seja competente e goste dos personagens, aliado a bons atores tornam tudo mais interessante.

Se realmente houver uma possibilidade do filme da Liga que haja num universo DC conectado, pois mesmo que não apareça: Star City, Central City, Coast City, mas que pelo menos tenha algo mencionando tipo: um jornal, uma notícia na TV ou algum comentário de pessoas nas ruas.

Pra uma adaptação decente terão que  trazer algo tipo “Novos 52!”, que sinceramente não gosto, mas recolocou a editora em alta. Ou quem sabe chamar Bruce Timm como consultor visto que a animação da Liga tem vários méritos por conta de sua dedicação e conhecimento sobre os personagens.

Além disso há roteiristas que conhecem e sabem trabalhar com a Liga da Justiça como: Mark Waid , Jim Krueger ou Brad Meltezer.

Aliás espero que a Warner Bros., não atrapalhe tentando trazer uma temática infantil, e então, assim classifica-lo como PG-13, pois não deve ser por este prisma.

Mesmo a franquia de Nolan tendo sido excelente a personalidade do Morcegão terá que mudar para trabalhar em equipe e principalmente haverá uma cobrança dos fãs por causa do enorme sucesso de interpretação do Chris Bale. O que acarretará em certamente chamar um outro ator para fazer Batman.

Infelizmente a DC terá que se preparar para as comparações da Liga frente aos Vingadores que  não serão poucas. Como fã quero um filme da Liga da Justiça tendo as características dos personagens mostradas e respeitadas. É isso que eu e mais milhares de fãs desejam assistir futuramente.

Em 2013 teremos O Homem de Aço que já vai esbarrar nas continuações de Thor: O Mundo Sombrio e Homem de Ferro 3 que com certeza prepararão o caminho para Vingadores 2.

Vai ficar muito ruim de bilheteria pro Azulão. E para trazê-lo de volta á glória precisam esquecer o estigma de Chris Reeve, pois a adaptação de Donner é memorável e insuperável.

A DC  deve deixá-la no passado e tentar uma nova perspectiva.

E, então, assim apanhar fãs desta nova geração, mas com algo tendo um universo DC direcionado para a atualidade. E daí seguir para o alto e avante como deve ser.

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Crítica

 

 
 Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

 

“Bruce, porquê que a gente cai?” Em, Batman Begins (2005), temos o início da trajetória de BW. Presenciamos como o jovem que perdeu seus pais tornando-se no vigilante mais temido de Gotham City.

Bruce decide usar seu próprio medo como uma arma para proteger Gotham. Alfred, Jim Gordon e Lucius Fox (Morgan Freeman) são os guardiões de Batman prontos a ajuda-lo de qualquer forma para o combate.

Em, Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008), Harvey Dent (Aaron Eckhart) tornou-se o herói a ser seguido e admirado pelo povo.

Enquanto Batman tomou para si o fardo de ser o que não é: um assassino.

O Coringa (Heath Ledger) antagoniza com o Morcego de uma forma psicótica.

Batman calcula todos os seus atos meticulosamente simbolizando a ordem e do Palhaço do Crime você pode esperar o inesperado.

Ele simboliza a anarquia e o caos. O Coringa age como uma força da natureza é incontrolável.

O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um filme extraordinário sobre a redenção de um homem, seus temores, aliados e amores.

Podemos ver claramente como Gotham City e Batman são as duas faces da mesma moeda.  O medo é o aditivo para alcançar seus objetivos. Esta palavra conecta todos os filmes da franquia tendo ápice neste longa.

O personagem Bane é um dos piores inimigos do Morcego que surgiu nos anos 1990. E neste filme após ele deixar Gordon hospitalizado.

Bruce decide sair de sua reclusão para erguer novamente o capuz de Batman. Em quem confiar no momento no qual você mais precisa? A certeza se foi por água abaixo e um novo aliado tornou-se valoroso. A cada sequência somos surpreendidos com maravilhosas cenas de ação.

Quero ressaltar que Alfred (Michael Caine) com sua incrível perspicácia sempre fala de maneira eficiente, sagaz e objetiva. Pra mim a Mulher Gato de Michelle Pfeiffer sempre será marcante, mas a de Anne Hattaway é realmente linda, impressionante e sensual.

A fonte de inspiração de Chris Nolan para o épico tem como referência estas HQs: Ano Um, Cavaleiro das Trevas, A Queda do Morcego, Terremoto e Terra de Ninguém basta apenas conferir.

A direção de Christopher Nolan junto a atuação de Christian Bale alçou a jornada do Homem Morcego a um patamar nunca antes imaginado.

Nolan conseguiu com Batman o que Richard Donner fez com Superman: O Filme (1978), tornou sua visão do personagem única e incomparável. O caminho trilhado por Nolan está há anos-luz do que qualquer outro diretor fará com o Morcego por um bom tempo. Se eu pudesse apertaria a mão de Nolan agradecendo-o pelo respeito e dimensão ímpar dada ao Batman.

Estão cogitando um longa da “Liga da Justiça” e a participação do Batman será totalmente diferente do que acostumamos a ver nesta franquia,  mas infelizmente podem se preparar para muitas comparações e reclamações.

 

 

 

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