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Batman: Através dos Tempos

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Analisando Batman

Pra comentar algo sobre o Cruzado Embuçado deve-se também falar sobre o Superman, pois ambos são órfãos e estão ligados de uma maneira única, porque não dá para vê-los apenas como meros amigos mais sim como irmãos.

Kal-El veio pra Terra graças a inteligência de Jor-El que o salvou colocando-o num foguete. O kriptoniano foi acolhido por um bondoso casal os Kent que lhe ensinaram como ser um homem de moral, bons costumes e de valores bem definidos.

Quanto a Bruce também viveu a tragédia de perder seus pais, mas ainda conviveu com eles por  oito anos dando-lhe tempo suficiente para ter memórias de sua vida em família. Clark sabe que veio de Krypton, porém não presenciou a morte de Jor-El Lara. No entanto Bruce viu Thomas e Martha serem friamente assassinados em sua frente.

Infelizmente está é uma das experiências mais terríveis e traumáticas na qual um ser humano pode passar. Vivemos num mundo absurdamente violento, porém imagine a dimensão desta tragédia na mente de uma criança?

Enquanto Clark soube conviver com a perda pertencendo a uma família, Bruce, por outro lado,  se mantém isolado.  Usando isso de maneira sombria como

aditivo para sua eterna vingança contra o mal.

Para Clark é relativamente fácil ser um herói, pois seu corpo funciona como uma bateria sob os raios de nosso Sol, por isso suas capacidades estão além do que qualquer ser humano comum possa fazer.

Porém BW teve que trabalhar psicologicamente tornando-se um brilhante cientista e preparou seu corpo ao auge da perfeição física para ser capaz de executar incríveis feitos atléticos.

Mais uma vez Clark e Bruce estão ligados, pois o Superman é tudo aquilo para onde talvez o homem poderá evoluir em alguns séculos e Batman é atualmente aonde um homem poderá chegar se realmente se propor a fazê-lo.

A diferença básica entre Superman e Batman consiste no fato que  Kal-El  adquiriu seus poderes quase que naturalmente enquanto Bruce fez uma escolha pessoal  e trilhou esta jornada para tornar-se quem é.

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A Psique do Morcego

Todo mundo se engana ao dizer que o Homem-Morcego não têm superpoder, ele consegue de forma primorosa influenciar a mente das pessoas. Sendo o vingador sombrio dos anos 30, o aventureiro cada vez mais alegre dos anos 40 e 50,  o ícone escrachado dos anos 60, ou  o Cavaleiro das Trevas mostrado por Christopher Nolan recentemente.

Notamos que nas HQs inocentes ou não todos temem a figura imponente do Morcego. Afirmo que seus superpoderes residem no fato dos roteiristas e artistas que durante décadas fizeram do Batman um sucesso mundial.

O Morcegão é um dos maiores mitos da cultura pop e isto é inegável. Seus milhares de fãs se encontram nas mais variadas faixas etárias, pois meu filho têm apenas 4 anos e adora o Homem Morcego tanto quanto eu gosto.

Justamente Batman têm uma grande capacidade de ser reinventado e continuar agradando seja em qualquer mídia que nos apresentem.

Bruce sofreu uma perda trágica aos 8 anos de idade e qualquer criança tem um mundo de sonhos nesta época sublime da vida. Mas de forma brutal isto foi arrancado de sua vida, infelizmente, ouso até dizer de sua alma.

O estopim pro surgimento do herói lúgubre está na firme decisão de vingança ao devotar o resto de sua vida na luta contra o crime. Do momento do juramento em diante BW nunca mais seria “normal”, como todo playboy ousa se comportar, de maneira frívola e vazia estes aspectos nunca foram características dele, pois adotou apenas como serventia numa atuação para seus propósitos como Batman.

Quem é Bruce Wayne realmente, o herói sombrio e assustador ou o playboy milionário e filantropo das Indústrias Wayne?

Quem veste a máscara Bruce a de Batman ou Batman a de Bruce Wayne?

Sim, pode até parecer estranho mais pra mim BW deixou de existir no exato instante do juramento de vingança pela morte de seus pais, daquele momento em diante ele já havia deixado de ser criança.

A raiva por um mundo cruel que o havia retirado do convívio de seus entes mais queridos, transformaram-no num ser implacável, determinado, decidido e intransigente. A fortuna da família Wayne apenas o beneficiou para chegar em seu futuro  intento.

E anos depois mais estruturado e preparado fisicamente quando aquele morcego entrou pela janela havia chegado a hora propícia para a personalidade de Batman vir á tona.

O menino assustado e confuso ainda existia, mas usa uma máscara de morcego um animal que deixava Bruce com medo para aterrorizar e assim poder atacar os meliantes. Bruce devotou o resto de sua vida inteira estudando numa forma de combater o crime.

A máscara na verdade é Bruce Wayne, pois Batman é quem existe de verdade. BW é um milionário que pode viajar o mundo todo, ter a mulher que desejar ao seu lado, pois a maioria delas se derretem por seu charme, mas que  prefere vestir-se de morcego ao cair da noite e salvar cidadãos inocentes.

Será que Bruce Wayne é um homem que carrega no âmago do seu ser um trauma que não deseja  se livrar dele? Em todo crime que soluciona Batman tenta á sua maneira salvar as pessoas para que haja um mundo aonde não aconteça a tragédia na qual viveu.  Seu mérito é tentar arduamente impedir que isto aconteça novamente com outras famílias.

Antigamente eu achava que Bruce não queria superar a perda dos pais, pois sua raiva era tão grande que via Joe Chill no rosto de todo criminoso em seu caminho e descontava neles a dor que reprimia em seu interior.

Mais depois comecei a pensar  que não poderia ser apenas isso. É claro que inicialmente sua perda motivou a cruzada, mas não definiria sua personalidade.

Meu respeito por Batman está na decisão de fazer algo maior com sua tragédia e isto pra mim define sua personalidade. Em Batman: O Cavaleiro das Trevas Jim Gordon define o Morcego para CapitãYndell como “algo grande demais para julgar”.

Batman é grande demais porque impressiona a qualquer um com este seu modo que é até taxado grosseiramente de obsessivo. Aonde quer levar seus intentos as últimas consequências, pois ele não desiste facilmente. Batman é perseverante e consegue o que quer, mesmo que por meios não tão legais e isto é fascinante.

E o que seria de nós fãs num mundo sem Batman?

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Batman: Através dos Tempos

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Batman: Os Novos 52!

Após o estrondoso sucesso da minissérie Ponto de Ignição as edições do UDC recomeçaram  sob o título de Os Novos  52!

A parte interessante é que também disponibilizaram as edições na web ao mesmo tempo que suas edições impressas.

Nós leitores tivemos a chance de conhecer nossos personagens sob um aspecto totalmente diferente, pois mudaram várias características do status quo que havia antes (isto trouxe os personagens pro século XXI).

Tal fato chamou a atenção da mídia especializada e lembro que a mesma coisa havia acontecido na épica Crise de 1986. Aonde todos os personagens da editora foram reformulados (e tivemos a chance de acompanhar histórias memoráveis).

Enquanto o Superman voltou as origens demonstrando características clássicas, de 1938 (mais forte que uma locomotiva, capaz de pular prédios num único salto, defensor dos fracos e oprimidos entre outras pérolas).

O melhor de tudo foi terem sumido com a infame cueca e trazerem um traje nanotecnológico, porque ficou de acordo com a tecnologia proveniente de seu planeta natal.

Infelizmente o kriptoniano perdeu muita coisa importante de sua mitologia neste aspecto, pois o Planeta Diário foi posto a baixo (seus amigos da redação é que davam a dimensão de vida normal pro Azulão).

Além de Clark ter perdido Jonathan e Martha, que estavam mortos, foi realmente estranho ver Lois num relacionamento com um idiota qualquer (transformando Clark num solteirão quase convicto).

O que repercutiu chamando atenção era seu suposto romance com a Mulher Maravilha e a imagem do beijo que percorreu o mundo todo.

Eu realmente estranhei o fato de Kal e Lois não estarem juntos, mas a intenção era realmente esta dar uma remexida em tudo.

Com Batman ficou tudo diferente, pois estava atuando há apenas 5 anos em Gotham, porém deram uma derrapada feia quanto a existência dos Robins.

Mostrando todos os meninos e apresentando Tim Drake como Robin Vermelho (detalhe foram 20 anos para ele assumir este codinome na continuidade normal).

Pense pelo seguinte prisma se o universo foi renovado não deu tempo suficiente para cada um deles atuarem como Menino-Prodígio ao lado do Cruzado de Capa (você concorda comigo?).

Lembrando que sem mais nem menos sumiram com a linda Stephanie Brown. Depois não gostam das insinuações sobre a masculinidade dele, vai entender?

Fora isso, despertou minha curiosidade as histórias da Corte das Corujas.

O herói já era sombrio e este aspecto ficou mais acentuado, pelo que eu pude ler, com o roteirista Scott Snyder. A intenção era mostrar Gotham City mais suja do que nós poderíamos imaginar que fosse.

A arte de Greg Capullo me lembrou o estilo anime, mas de uma forma peculiar ágil e refinada. E isto me deixou fascinado, porque o roteiro voltou a ter ares detetivescos numa trama instigante e inteligente.

A Corte das Corujas é uma sociedade secreta infiltrada há séculos entre os cidadãos conceituados de Gotham City, mas Bruce não tinha conhecimento e nunca ouviu falar dela.

Tal fato explorou a ligação de Bruce com sua cidade. A gente já sabia que BW conhece Gotham como a palma de sua mão, mas nesta série temos revelado que Bruce está realmente conectado a história da cidade assim como seus antepassados (vide Alan Wayne).

Na história A Mercê da Corte, a Corte das Corujas conseguiram aprisionar o Morcegão por semanas num extenso labirinto e água que jorrava da fonte continha um alucinógeno para deixa-lo ainda mais desnorteado.

A intenção óbvia era mostrar o poder da corte se vangloriando dos longos anos agiam ao seu bel prazer sob o nariz de todos (e sobrepujar o herói para então mata-lo).

Pra mim esta história foi a mais impressionante, porque todos estavam apreensivos com o sumiço do Morcegóide. Só que preso no labirinto Batman delirava entre a sanidade e a loucura (lutando contra a exaustão do seu corpo para sobreviver).

A HQ vira a narrativa de cabeça pra baixo demonstrando para nós como o personagem estava naquele momento.  E pra piorar o Garra, assassino da Corte conseguiu ferir gravemente o Morcego.

A parte ruim ficou no final da saga aonde inseriram um personagem do passado da família Wayne que não pertence a continuidade normal (deixou a desejar!).

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As ediçõesde Batman: Os Novos 52! Também tinha no miolo Detetive Comics.

O Coringa é o principal vilão numa adaptação mais sinistra e assustadora do que aquela que vimos com Heath Ledger. Sim, por mais incrível que possa parecer o Sr. C está mais letal e ficamos com a pergunta de quem será sua próxima vítima?

Só pra lembrar temos algo realmente apavorante quando o rosto do Palhaço do Crime é arrancado pelo Criador de Bonecas (se não me engano Hannibal Lecter fez algo assim).

A loucura atingiu Gotham City de uma maneira e a violência explode escancaradamente em nossas vistas. O Coringa foi buscar seu rosto no DPGCG matando quase todos os policias que estavam de plantão. Restando apenas Jim Gordon pra contar história (lunático, sádico, psicopata ou algo pior?).

Só que não para por aí, porque o Coringa foi na cola de Alfred deixando-o desacordado e sequestrando o mordomo para fazer o Morcego sair da toca.

Uma armadilha mortal e tudo indicava que o vilão sabia das identidades secretas da Bat-família. Infelizmente tivemos mais uma morte do Robin já que Damian Wayne, o mais controverso de todos os bat-moleques foi desta pra melhor.

Talvez num futuro próximo Damian Wayne volte do limbo, pois sabemos que nos gibis morte não para sempre.

Isto é claro nos leva direto ao clássico da outra  morte na qual os leitores detonaram o chato do Jason Todd por telefone (pena que não adiantou nada, pois ele voltou 20 anos depois).

Agora imagine este contexto num roteiro denso e consistente de Tony Daniel. Aliado a arte expressiva, ágil e impactante de Tony Daniel (o artista conseguiu me deixar perplexo e estarrecido com tudo isso).

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 Bom, na série O Cavaleiro das Trevas temos o roteiro de Paul Jenkins que chega   a ser uma redenção do que havia acontecido com Batman nos anos 90 (a saga A Queda do Morcego).

A história começa com Bruce num evento beneficente ao lado da bela Jaina Hudson, mas logo precisa se desvencilhar da moça. E vemos Batman seguindo para o Arkham tendo que trancafiar “novamente” os detentos que mataram vários policiais ( o Morcego decide entrar no Asilo e a violência é extraordinária).

A parte estranha foi ver um Duas-Caras  totalmente anabolizado, usando uma variação do veneno do Bane, a fórmula transforma quem a usa numa versão do Hulk (só que depois a pessoa tem um ataque epiléptico e sangra muito até morrer).

Alguns vilões da galeria do Morcego dão trabalho ao usarem a fórmula como ZASZ, Cara de Barro (disfarçado de Coringa), Exterminador

Como destaque nas histórias  temos a participação especial do Superman que luta contra o Morcego envenenado pela Coelha Branca, Flash que chega atrasado para ajuda-lo e Mulher Maravilha.

Duas-Caras, Cara de Barro e Hera Venenosa tudo que nós vimos foi apenas uma distração, a Coelha Branca faz citações ao livro Alice nos País da Maravilhas durante o caminho em que é perseguida pelo Morcego.

O ápice pra mim foi a luta contra Bane na ilha-refúgio, pois além de brutal é claro tinha que ser também um embate psicológico. Kal ajuda ao Flash para que retirasse do seu organismo ao superfórmula e depois de  horas o Corredor Escarlate consegue ir em auxílio do Homem Morcego.

Batman está exausto quase morrendo, mas aqui vemos sua maior característica a persistência para derrotar o único vilão que conseguiu quebra-lo … Bane.

Bom, enquanto a arte de David Finch eu não gosto de seu estilo de anatomia desproporcional e também das expressões faciais de seus personagens que me parecem forçadas.

Pra concluir destaco a interessante apresentadora de TV Charlotte Rivers que teve um caso com Bruce . E termino com  a beleza de Jaina Hudson que consegue se transformar na sensual  vilã Coelha Branca (ela desafia as leis da física podendo estar em dois lugares ao mesmo tempo).

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HQ

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Batman: Terra Um

A história do mito é antiga e todos nós já estamos carecas de conhece-la (foi mal Charlie Brown), mas o roteirista Geoff Johns conseguiu reinventar um cânone que parecia eterno.

Sinceramente parece até que estamos num universo ao estilo Elseworlds, pois modificou de uma forma tão crível quanto entusiasmante.

Um fato interessante é que a HQ bebeu na fonte de diversas adaptações do universo do Homem-Morcego que a precederam como as HQs: Ano Um e O Cavaleiro das Trevas. É claro que há também influências das versões cinematográficas de Tim Burton e Christopher Nolan.

Na história temos como a lenda teve inicio, Bruce Wayne, é apenas um homem com um ódio interminável e vive obcecado (seu maior desejo é punir os assassinos de seus pais).

Um policial corrupto é a única pista para encontra-los numa cidade extremamente sombria.

A arte de Gary Frank é um deleite a parte, pois demonstra ser detalhada e rápida conseguindo estruturar bem características reias que tornam nossa aventura visual prazerosa.

O status quo dos personagens principais foi levemente modificado, pois Harvey Dent tem uma irmã (Jessica Dent).

Instigante foi a forma como foram representados os pais de Bruce, pois Thomas além de ser médico tornou-se candidato a prefeitura da cidade.

Só que a infância de Martha não deve ter sido nada fácil já que ela veio da família Arkham (me deixou muito perplexo o fato dela pedir ao Bruce que jurasse nunca entrar na Mansão Arkham).

Seus principais aliados estão aqui como Alfred, um ex-militar aposentado que serviu na Guerra da Coréia ao lado de Thomas Wayne.

Thomas contratou Alfred para cuidar de sua segurança, pois está em campanha para a prefeitura de Gotham. Sua entrada na vida de Bruce como “mordomo” foi o aspecto mais emocionante da história (a convivência inicial entre ambos foi difícil e sofrida).

Alguém notou que Alfred teve uma semelhança incrível com Race Bannon parecendo uma versão mais velha do personagem do antigo desenho Johnny Quest (misturado ao Dr. House).

Absurdamente diferente de sua versão tradicional Alfred depois de cair na “porrada” com Bruce incentiva-o a se tornar o protetor de sua cidade.

Ainda temos Lucius Fox, um perito em tecnologia está confinado numa pequena sala. E Jim Gordon, policial cansado de viver a sombra da criminalidade em Gotham City (o assassinato dos Wayne teve uma influência direta em sua vida).

A grande diferença está na presença de Harvey Bullock magrinho que se tornou o alívio cômico da trama. Formando uma dupla dinâmica com Gordon num estilo que me lembrou o filme Showtime.

Enquanto o Pinguim tornou-se prefeito de Gotham numa referência direta a Batman: O Retorno.

O realmente me pegou no roteiro de Geoff Johns foram os detalhes, porque seu Batman é um homem capaz de cometer falhas. Enquanto todos os personagens tem motivações pessoais plausíveis e concretas.

A HQ é emocionante li cada página de maneira voraz (me deliciando a cada cena da narrativa). No final me deu uma imensa vontade de ler muito mais e se não me engano o roteirista deixou pontas soltas para uma possível continuação.

Batman: Terra Um é uma história pra quem gosta do Morcegão, mas também para qualquer pessoa que apreciei uma aventura inteligente e dinâmica.

HQ: Batman: Terra Um

Arte: Gary Frank

Roteiro: Geoff Johns

Arte-final: Jonathan Sibal

Editora: DC Comics/Panini Comics

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Batman: Através dos Tempos

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A Trilogia do Morcego

O Batman de Chris Nolan trouxe a essência sombria, de 1939 para a atualidade atrelada a uma narrativa mais crível aonde o Homem-Morcego “pode ser real”.

A franquia é motivo de discussão e aplausos entre os fãs, pois há quem diga que não vemos o Morcegão nas telas e sim um policial trajado de morcego. Eu particularmente adoro a versão de Nolan e sua visão “particular” do mito do herói me agrada.

Independente desta pendenga toda eu tenho pena dos diretores que virão no futuro trabalhar com o Morcegão nas telonas para a Liga da Justiça, porque terão de representar o herói de uma forma diferente da qual estamos acostumados a vê-lo.

E isso será um problema enorme? Talvez sim, talvez não, porque dependerá apenas do contexto mostrado. O Batman é um personagem de que já teve inúmeras representações através dos anos e esta será apenas mais uma.

Pra dizer a verdade estou ansioso para ver, mas acho que irá demorar um pouco pelo andar dos boatos que acontecem na Distinta Concorrente pela web.

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Batman Begins – 2005

Gotham City é uma cidade com policiais corruptos, políticos corrompidos, bandidos no comando e população aterrorizada  (infelizmente isto é comum na sociedade atual).

É neste clima sombrio que Bruce Wayne volta ao lar para confrontar seu passado trágico. O roteiro de David S. Goyer se concentra na jornada de Bruce para tornar-se Batman.

Preocupando-se em mostrar sua trajetória pessoal, motivação, treinamento e também seu medo. A temática principal é o medo algo que temos que conviver num mundo aonde o terrorismo (tornou-se banal e assustador).

É uma adaptação fiel ao conceito do herói vista de uma forma que nunca foi mostrada antes. Estávamos tão acostumados com os defeitos da franquia anterior como vilões chamativos, piadas infames e outros excessos que é melhor até esquecer.

Mais o herói não está sozinho nesta batalha, pois encontra apoio em Jim Gordon (Gary Oldman), o clássico policial amigo dos gibis, Lucius Fox (Morgan Freeman), um expert em tecnologia de ponta e Alfred (Michael Caine) que está impagável com suas frases sarcásticas. Ele reencontra Rachel Dawes (Katie Holmes), uma amiga de infância que tornou-se o amor de sua vida.

O medo permeia a história do herói seja na queda na caverna, no treinamento com Henri Ducard (Liam Neeson) na Liga das Sombras,  ou pela influência devastadora de R’as Al Ghul que deseja destruir o mundo ou ainda pelo gás do medo do Espantalho (e sobrepujar este sentimento é a prova de fogo do herói).

A cruzada do Morcegão nos instiga a acompanha-lo pela salvação não apenas de sua cidade, mas também de sua própria alma. Sim, por mais que haja ação, lutas e explosões o roteiro concentra-se em BW. E isto foi a diferença que rendeu o sucesso do reinicio da franquia.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas – 2008

O herói está mais a vontade como protetor de Gotham, mas precisa combater o caos e a anarquia que se instalaram na cidade. E isto ganhou personificação na presença do Coringa (o exato oposto do Cruzado de Capa).

A deixa da presença de seu maior antagonista já estava no final de Batman Begins demonstrando que a franquia veio para consolidar a nova roupagem na forma de representar o herói.

O roteiro desta vez não trabalha apenas o personagem principal, mas temos três pontos de vista diferentes. O primeiro é claro que não poderia deixar de ser Batman que precisa agir no limite da lei, o segundo é Harvey Dent (Aaron Eckhart) que mantem a lei como promotor público. Até ser destituído de suas convicções, destruído mentalmente  e transfigurado pela estratégia do Sr. C. (sua queda de cavaleiro branco para vilão é impactante).

E o terceiro a atuação esplendorosa de Heath Ledger que virou a síntese do medo no qual vivemos. Seu Palhaço do Crime é um psicopata com humor doentio e está mais assustador do que poderíamos imaginar.

No rosto carrega um eterno sorriso feito a partir de cicatrizes. E o pior quando conta a origem deste sorriso infernal há sempre uma versão diferente e horripilante desta história.

A morte repentina do ator logo após a conclusão da filmagem deixou sua marca na memória coletiva dos fãs (principalmente por suas frases de efeitos como Coringa).

Se no primeiro filme havia o Trumbler, o novo batmóvel baseado na HQ que é homônima ao filme chamou  bastante atenção dos fãs, nesta sequência quem brilhou foi o Batpod. A sensação de velocidade era tão impactante que deu vontade de estar no lugar do Morcego pilotando-a.

Batman: O Cavaleiro das Trevas cruzou fronteiras extrapolando limites e demonstrou como um herói deve ser adaptado para atualidade. Misturando um elenco estelar, mas estão trabalhando em uníssono. Sequências de ação bem produzidas e um roteiro bastante enxuto, com arquétipos urbanos reais e um pano de fundo coerente transformaram a adaptação em sucesso de público e crítica.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge – 2012

A ideia era terminar a franquia de uma forma inesquecível, mas devemos ver os três filmes como se fosse apenas um só. Podemos perceber que o medo é a palavra que conecta todos (de uma maneira inteligente e genial).

Desde a segunda sequência se passaram oito anos que Batman assumiu a culpa pela morte de Harvey Dent (sendo procurado pela polícia e sumiu de cena desde então).

Com a morte do promotor público Jim conseguiu praticamente acabar com o crime organizado em Gotham, mas a verdade é que Dent tornou-se o vilão Duas Caras. E Jim guardava uma carta sobre como aconteceu a morte do promotor (Bane aproveitou isso para unir todos os presidiários sob seu comando).

Então Gotham City vivia na mais completa paz sem precisar da presença de seu maior protetor.

Depois da marcante presença de Ledger como Coringa precisavam encontrar um vilão que pudesse realmente rivalizar com o Morcegão. E Bane foi o único que conseguiu “quebra-lo” tanto no aspecto físico quanto no mental.

Bane é um reflexo do terror que nos rodeia na atualidade e a atuação de Tom Hardy não deixa dúvida alguma sobre isso. O vilão usa a violência como se fosse a resposta para libertar Gotham da decadência moral (e “quase” consegue destruir toda a cidade neste processo).

O filme é marcado por várias reviravoltas que te deixa completamente ligado na narrativa épica mostrada.  Seja pela intrigante Miranda Tate (Marion Cotillard), ou ainda pela presença sensual da Mulher Gato, de Anne Hathaway, que deixou o Batman falando sozinho. Aquilo foi muito engraçado, pois o herói acabou provando do próprio remédio. Lembrando que em nenhum momento a ladra é chamada pela alcunha dos gibis.

E também pela ajuda perspicaz de John Blake (Joseph Gordon-Levitt), vulgo pássaro vermelho que “talvez” assumirá o manto do Homem-Morcego num futuro próximo.

Nesta terceira sequência temos outro veículo que roubou a cena, o Morcego, uma espécie de Trumbler voador (numa ótima cena de perseguição área entre os prédios de Gotham).

O filme todo em si é maravilhoso, mas também destaco a luta final entre Bane contra Batman (fiquei nervoso e apreensivo naquele momento). Foi o ápice da redenção no caminho do Morcego, pois teve que ralar muito na prisão em Santa Prisca e “quase” morrer para poder retornar. Bruce buscou no amago do seu ser aquilo que o define de forma inigualável de qualquer outro herói (sua perseverança moldada numa grande força de vontade).

Essa versão do Homem-Morcego deixará saudade, porque nela tivemos a noção da  trajetória de quem é Bruce Wayne. Um homem que luta com todas as suas forças para proteger sua cidade (seja da corrupção, ganância ou terrorismo). E ao vestir o manto do Morcego BW se transforma no medo que lhe afligia quando criança e passa a aterrorizar a mente e o  coração dos criminosos de Gotham City.

A trilogia de Chris Nolan ficará eternamente guardada na memória afetiva dos fãs, pois conseguiu demonstrar que heróis de quadrinhos podem ser levados a sério em uma adaptação cinematográfica.

Desde que haja um roteiro decente, um diretor competente e pessoas que estejam realmente dispostas a fazer um trabalho eficaz.

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Batman: Através dos Tempos

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Batman: O cavaleiro das Trevas 2

A primeira minissérie foi tão revolucionária pro mundo das HQs que chamou até atenção da mídia que não era especializada no assunto (jornal e TV).

Então quinze anos depois quando anunciaram a continuação era como se uma bomba estremecesse tudo novamente e pipocaram os mais variados comentários. Os fãs aguardavam ansiosamente pelo que presumíamos ser outro sucesso arrasador.

Lembro que na época criticaram muito Lynn Varley pelas cores computadorizadas. Eu considero até um trabalho criativo, mas a primeira versão foi tão marcante e influente, tanto pra mim quanto pra milhares de outras pessoas, que comparações é que não iriam faltar.

Na história somente três anos haviam se passado desde que Batman “morreu” (aparentemente tudo estava calmo e em paz).

O governo fez as pessoas acreditarem que o mundo tornou-se um lugar melhor, mas em contrapartida retirou todos os direitos da população. E o Morcegão aguardou o momento de retornar mostrando que ainda há muita sujeira e imperfeições no mundo.

Bruce readquiriu a forma e esteve treinando bastante nesse tempo. Podemos notar que Batman age gostando do que está fazendo e isto é impressionante, pois trata-se de um homem de 63 anos de idade (algo que não é pra qualquer um).

Logo no inicio vemos Jimmy Olsen reclamando na TV do presidente Rickard (um fantoche digital de Lex Luthor). Notamos que a preocupação em criticar a política norte-americana ainda continua sendo a principal linha narrativa da HQ.

O mundo vive sob um estado fascista e totalitário disfarçado, mas o velho Olsen pergunta pelo sumiço dos heróis.

Numa cena um homem luta no mar contra um enorme monstro e ficamos sabendo que trata-se de Ray Palmer, vulgo Eléktron, que estava confinado numa Placa de Petri.

Carol Kelley cresceu deixando o manto de Robin e assumindo a alcunha de Moça-Gato (foi ela quem salvou o diminuto herói que ficou preso por 2 anos).

Então numa instalação de fornecimento elétrica é invadida pela Moça-Gato, Eléktron, e os Batboys, os novos agentes do Morcegóide, pra salvar o Flash (Barry Allen).

O velocista notar que estava livre revela que iriam matar Íris, porém Carol diz que ela está bem. Há uma conspiração  governamental que prendeu os heróis usando seus entes queridos como barganha.

O Homem-Borracha é tão magnífico quanto louco quando sai de seu confinamento (trazendo de novo aquela velha discussão sobre quem é melhor Dibny ou O’Brien).

O gibi preocupa-se em mostrar o retorno das lendas da Liga da Justiça, só que em suas versões da terceira idade, pois temos Superman, Lanterna Verde, Homem-Elástico, Questão, Arqueiro Verde, Homem-Borracha, Capitão Marvel e Mulher Maravilha (que não envelheceu nada).

Aqui temos o motivo do Azulão ter virado escoteiro do governo na primeira versão (não foi por livre e espontânea vontade como imaginávamos).

Kal-El está sendo chantageado por seus maiores arqui-inimigos, Lex Luthor e Brainiac, que estão de posse da cidade engarrafada de Kandor (um clássico na mitologia do herói).

São milhões de vidas kriptonianas sendo ameaçadas de morte e é por isso que ele agiu daquela maneira.

Sem sombra de dúvidas o que ficou realmente marcante pra mim nestas edições  foram as cenas de sexo protagonizadas por Kal e Diana.  O negócio estava tão eletrizante que provocou terremoto, maremoto e outros problemas climáticos inimagináveis ao redor da Terra.

Outra coisa marcante foi Lara, a nova Supergirl, filha deles que esteve escondida com Diana em Themyscira. Ela tem as características de ambos, pois é tão poderosa quanto Kal e uma personalidade marcante de guerreira de Diana.

Houve dois momentos que realmente cheguei a ficar assustado um foi com Sartúnia aquela menina que podia prever o futuro e a segunda foi com as revelações  de Dick Grayson que trouxe a tona todas aquelas acusações de homossexualidade sempre perseguem os personagens (sinistro).

Em Batman: O Cavaleiro das Trevas 2, a arte de Frank Miller teve um declínio enorme nestas edições ficando mais estilizada, fluida e caricatural (de uma maneira bastante exacerbada). Todo mundo tem o direito de errar na vida até mesmo Frank Miller (não é atoa que choveram reclamações).

Só que o roteiro ataca além da politica que é algo óbvio, fala da exposição feminina na TV (exemplo das  Supergatas). Se não me engano, a notícia nua, foi algo que havia na TV gringa onde repórteres ficavam sem roupa pra dar noticias (pena que essa moda não fez sucesso por aqui). O artista critica até o próprio mercado americano dos quadrinhos.

Encontramos também  referências a vários personagens como Batmirim, E. Neman (da Mad), pessoas reais como Elvis Presley ou o Papa João Paulo II.

O uniforme que o Super está usando é o da animação de Max Fleischer de 1941.

O Batmóvel também é uma versão da década de 40 (que tinha rosto e asas de morcego) entre outras coisas peculiaridades.

Se na saga original havia uma violência levada mais pro sentido psicológico. Nesta o contexto é totalmente diferente, pois as lendas morrem de jeito trágico e a violência é brutal.

O embate de Bruce contra Kal na Batcaverna é muito superior do que havíamos visto antes, pois temos a presença do Flash, Arqueiro Verde e Eléktron deixando o Homem do Amanhã em frangalhos (lá no fundo do poço como nunca tínhamos presenciado antes).

O que me empolgou foi a sequencia final quando Lex esmurra com vontade Batman “pensando” que havia triunfado. Bruce demonstra porque é o melhor estrategista da Liga (é fantástico!).

Geralmente as pessoas falam tão mal desta HQ apenas, porque se prendem demais a saga original, mas devemos vê-la como algo á parte. É claro que se ficarmos apenas comparando não poderemos nunca apreciá-la (da maneira como se deve).

Frank Miller consegue fazer algo ímpar com tanta informação mostrada em cada edição ou em cada cena, mas obviamente a intenção da história é um retorno as origens do que é ser um herói. Resgatando esta imagem dos personagens que gostamos (e como sua presença é importante pro mundo).

Batman: O Cavaleiro das Trevas 2

Roteiro & arte: Frank Miller

Cores: Lynn Varley

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Batman: Através dos Tempos

silêncio

A Saga Silêncio

Infelizmente não acompanhei a época em que BW namorou Vesper Fairchild e nem o desenrolar com as sagas Bruce Wayne: Assassino e Bruce Wayne: Fugitivo (por isso me concentro na saga seguinte).

 Lembro que fiquei puto da vida pela história vir diluída em várias edições, mas tentei acompanhar o máximo que pude. O roteirista Jeph Loeb e o artista Jim Lee (ambos consagrados por diversos trabalhos nos gibis).

Nos mostraram uma engendrada trama com o Homem-Morcego em 2003, pois foram 12 edições já pela Panini Comics. Era angustiante ter apenas 11 páginas pra ler de um material tão instigante enquanto o resto do mix variava entre histórias ruins e outras péssimas.

Na história quando estava perseguindo a Mulher-Gato Batman teve sua corda cortada em pleno ar e o Morcego caiu inconsciente no Beco do Crime.

Os bandidos já se preparavam pra tripudiar sobre o herói com bastão de ferro e armas, até que avisada pela Oráculo, que estava monitorando o Morcegão, salva-o da morte certa.

Detalhe é que eles se tratam apenas pelas iniciais exemplo: Oráculo é O, Caçadora é C e assim vai. Neste período a Caçadora era mantida sob vigilância pelo Morcego (por causa de sua forma extremamente violenta de agir). Enquanto isso num galpão Hera Venenosa entrega uma mala repleta de dinheiro a um cara enfaixado e muito misterioso.

Ficamos conhecendo Thomas Elliot, um amigo de infância de Bruce. Há até uma suposição de que “talvez” sejam irmãos de verdade (acho que Thomas andou pulando a cerca, safadinho!).

Thomas ensinou ao Bruce estratégia num tabuleiro de xadrez, principalmente, a antecipar e pensar nas atitudes do seu inimigo (estando um passo á frente). A falha neste retcon foi  mostrar que Bruce nunca teve nenhuma motivação sozinho sempre pela ajuda de Elliot (retirando a mítica que havia sobre o BW original).

Depois de adulto salvou Bruce que estava com uma fratura craniana quando agia como vigilante.

Apesar de termos que ler pedacinho por pedacinho e isto tornou tudo desgastante. A trama de Jeph Loeb é instigante nos conduzindo pelo universo do Morcego e também envolvendo-nos com o mistério de quem conhece tão bem a vida pessoal de Batman a ponto de querer destruí-la totalmente?

E a arte de Jim Lee completa nossa ambientação mostrando BW estiloso e um Morcegão atlético. Sem contar pelo desfile de lindas mulheres sejam principais ou coadjuvantes que de uma maneira natural estão lânguidas, esguias e sensuais.

Destaco Lois Lane, Mulher-Gato e Hera-Venosa (como diria nosso amigo narigudo Luciano Huck: “loucura, loucura, loucura!”).

Voltando, Batman e Mulher-Gato engataram um romance a coisa ficou tão séria que ele até revelou sua identidade secreta (um passarinho ficou todo chateado, hummm…).

A eterna briga de gato e rato entre os dois foi bem explorada em Crise de Identidade e pra notarmos o nível de envolvimento de Bruce. Numa visita a Metrópolis avalia o relacionamento de Lois e Clark com o que estava vivendo com Selina.

É um daqueles raros momentos que vemos Bruce desejando ter uma vida comum e não o caminho daquela vingança eterna contra o mal que enveredou.

Na  cidade do Amanhã temos um confronto perigoso entre Selina e Pamela Isley, mas o pior ainda estava pra acontecer. O Superman  estava sob controle da Hera Venenosa e a luta entre os heróis é focada apenas em Batman agindo. Seja usando o anel de kriptonita, bomba de luz, energia elétrica da cidade inteira ou ainda uma pressão psicológica.

O Morcegóide venceu simplesmente, porque Selina arremessou Lois do alto do Planeta Diário ou então iria virar patê na rua.

E não acaba por aí depois no teatro Selina, Bruce, Leslie e Thomas estava assistindo tudo tranquilamente. Quando a Arlequina surge pra estragar tudo levando as jóias da galera, mas de repente Batman tenta salvar o dia (só que não se recuperou da cirurgia).

A Mulher-Gato até tenta ajudar, porém leva um tiro no ombro e no final surge o Sr. C matando mais uma pessoa importante na vida do Morcego. Batman reage com toda sua fúria relembrando tudo que o Coringa destruiu e quase matou o Palhaço do Crime (pena que não foi adiante).

Quem salva o Coringa de ser morto por Batman é Jim Gordon e pelo que diz “sabe” quem se esconde sob o capuz.

Temos um desfile de diversos personagens tanto da galeria de vilões somente os mais importantes como: Crocodilo, Espantalho, Charada, Cara de Barro, Mulher-Gato, Hera Venenosa, Coringa e Arlequina.

Mais também seus secundários mais importantes como: Alfred, Robin, Oráculo, Jim Gordon e Leslie Thompkins.

Houve até uma capa dupla na edição n° 20 com todos os heróis e aliados do Morcego de um lado e no outro os vilões da trama.

A parte interessante é que a atenção de Batman vai sendo desviada para outros acontecimentos com seus aliados e ressaltando que os vilões ganharam novas perspectivas modificando o M.O. que tinham. Este ardil foi usado para que não descobrisse que das sombras estava alguém manipulando tudo e conclusão é surpreendente.

A Saga Silêncio é marcante por detalhar tudo aquilo que o Homem-Morcego é, acredita e mostra por que sua vida é tão sofrida. Seja combatendo o crime, deixando de vivenciar um grande amor ou erguendo o fardo de proteger os inocentes temos uma verdadeira história do… Batman (e que vale a pena ser lida).

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HQ

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Super-Homem: Morcego de Aço

É mais uma história da linha Túnel do Tempo (no original, Elseworlds), dos anos 90.

Nesta aventura o foguete de Kal-El foi encontrado por Thomas, Martha Wayne (e também Alfred que dirigia a limousine).

“Bruce Wayne” presencia a morte dos pais após a ida ao cinema, mas a cena brutal faz com que mate Joel Chill com intensas rajadas ópticas.

Bruce cresce com esta lembrança reprimida até que sua casa é invadida por bandidos (ele vivia recluso na mansão) e após confrontá-los suas lembranças daquela fatídica noite retornam.

Então na caverna Alfred conta-lhe toda a verdade sobre seu passado e Kal-El decide assumir o manto do Homem-Morcego ao vê-los voando na caverna.

Em Morcego de Aço temos uma daquela raras ocasiões de podermos entender as motivações do que levou Bruce Wayne a se tornar Batman sendo contadas por outra pessoa, pois a aventura é narrada por Lois que está linda (uma de suas melhores versões).

Lex Luthor tenta dominar Gotham City e aqui assume o papel de Coringa (é ridículo ver o bolo fofo usando um helicóptero nas costas mais deixa pra lá).

O roteiro de J. M. DeMatteis é bastante simples, porque não vemos nada de extraordinário nele.

Só que a arte de Eduardo Barreto é que chama bastante atenção por ser detalhada, variando contraste entre luz e sombras na medida certa (e também as expressões dos personagens conseguem demonstrar seus sentimentos).

É uma HQ que mescla a mítica de ambos os heróis apenas misturando-os, porém podemos notar que também revela mais uma vez que Superman significa esperança.

Não há nada de sensacional nela, mas é uma boa leitura para quem curte tanto o Homem-Morcego quanto ao kriptoniano.

HQ: Super-Homem: Morcego de Aço

Editora: Abril Jovem/DC Comics

Ano: 1994

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