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Batman: Através dos Tempos

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A Trilogia do Morcego

O Batman de Chris Nolan trouxe a essência sombria, de 1939 para a atualidade atrelada a uma narrativa mais crível aonde o Homem-Morcego “pode ser real”.

A franquia é motivo de discussão e aplausos entre os fãs, pois há quem diga que não vemos o Morcegão nas telas e sim um policial trajado de morcego. Eu particularmente adoro a versão de Nolan e sua visão “particular” do mito do herói me agrada.

Independente desta pendenga toda eu tenho pena dos diretores que virão no futuro trabalhar com o Morcegão nas telonas para a Liga da Justiça, porque terão de representar o herói de uma forma diferente da qual estamos acostumados a vê-lo.

E isso será um problema enorme? Talvez sim, talvez não, porque dependerá apenas do contexto mostrado. O Batman é um personagem de que já teve inúmeras representações através dos anos e esta será apenas mais uma.

Pra dizer a verdade estou ansioso para ver, mas acho que irá demorar um pouco pelo andar dos boatos que acontecem na Distinta Concorrente pela web.

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Batman Begins – 2005

Gotham City é uma cidade com policiais corruptos, políticos corrompidos, bandidos no comando e população aterrorizada  (infelizmente isto é comum na sociedade atual).

É neste clima sombrio que Bruce Wayne volta ao lar para confrontar seu passado trágico. O roteiro de David S. Goyer se concentra na jornada de Bruce para tornar-se Batman.

Preocupando-se em mostrar sua trajetória pessoal, motivação, treinamento e também seu medo. A temática principal é o medo algo que temos que conviver num mundo aonde o terrorismo (tornou-se banal e assustador).

É uma adaptação fiel ao conceito do herói vista de uma forma que nunca foi mostrada antes. Estávamos tão acostumados com os defeitos da franquia anterior como vilões chamativos, piadas infames e outros excessos que é melhor até esquecer.

Mais o herói não está sozinho nesta batalha, pois encontra apoio em Jim Gordon (Gary Oldman), o clássico policial amigo dos gibis, Lucius Fox (Morgan Freeman), um expert em tecnologia de ponta e Alfred (Michael Caine) que está impagável com suas frases sarcásticas. Ele reencontra Rachel Dawes (Katie Holmes), uma amiga de infância que tornou-se o amor de sua vida.

O medo permeia a história do herói seja na queda na caverna, no treinamento com Henri Ducard (Liam Neeson) na Liga das Sombras,  ou pela influência devastadora de R’as Al Ghul que deseja destruir o mundo ou ainda pelo gás do medo do Espantalho (e sobrepujar este sentimento é a prova de fogo do herói).

A cruzada do Morcegão nos instiga a acompanha-lo pela salvação não apenas de sua cidade, mas também de sua própria alma. Sim, por mais que haja ação, lutas e explosões o roteiro concentra-se em BW. E isto foi a diferença que rendeu o sucesso do reinicio da franquia.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas – 2008

O herói está mais a vontade como protetor de Gotham, mas precisa combater o caos e a anarquia que se instalaram na cidade. E isto ganhou personificação na presença do Coringa (o exato oposto do Cruzado de Capa).

A deixa da presença de seu maior antagonista já estava no final de Batman Begins demonstrando que a franquia veio para consolidar a nova roupagem na forma de representar o herói.

O roteiro desta vez não trabalha apenas o personagem principal, mas temos três pontos de vista diferentes. O primeiro é claro que não poderia deixar de ser Batman que precisa agir no limite da lei, o segundo é Harvey Dent (Aaron Eckhart) que mantem a lei como promotor público. Até ser destituído de suas convicções, destruído mentalmente  e transfigurado pela estratégia do Sr. C. (sua queda de cavaleiro branco para vilão é impactante).

E o terceiro a atuação esplendorosa de Heath Ledger que virou a síntese do medo no qual vivemos. Seu Palhaço do Crime é um psicopata com humor doentio e está mais assustador do que poderíamos imaginar.

No rosto carrega um eterno sorriso feito a partir de cicatrizes. E o pior quando conta a origem deste sorriso infernal há sempre uma versão diferente e horripilante desta história.

A morte repentina do ator logo após a conclusão da filmagem deixou sua marca na memória coletiva dos fãs (principalmente por suas frases de efeitos como Coringa).

Se no primeiro filme havia o Trumbler, o novo batmóvel baseado na HQ que é homônima ao filme chamou  bastante atenção dos fãs, nesta sequência quem brilhou foi o Batpod. A sensação de velocidade era tão impactante que deu vontade de estar no lugar do Morcego pilotando-a.

Batman: O Cavaleiro das Trevas cruzou fronteiras extrapolando limites e demonstrou como um herói deve ser adaptado para atualidade. Misturando um elenco estelar, mas estão trabalhando em uníssono. Sequências de ação bem produzidas e um roteiro bastante enxuto, com arquétipos urbanos reais e um pano de fundo coerente transformaram a adaptação em sucesso de público e crítica.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge – 2012

A ideia era terminar a franquia de uma forma inesquecível, mas devemos ver os três filmes como se fosse apenas um só. Podemos perceber que o medo é a palavra que conecta todos (de uma maneira inteligente e genial).

Desde a segunda sequência se passaram oito anos que Batman assumiu a culpa pela morte de Harvey Dent (sendo procurado pela polícia e sumiu de cena desde então).

Com a morte do promotor público Jim conseguiu praticamente acabar com o crime organizado em Gotham, mas a verdade é que Dent tornou-se o vilão Duas Caras. E Jim guardava uma carta sobre como aconteceu a morte do promotor (Bane aproveitou isso para unir todos os presidiários sob seu comando).

Então Gotham City vivia na mais completa paz sem precisar da presença de seu maior protetor.

Depois da marcante presença de Ledger como Coringa precisavam encontrar um vilão que pudesse realmente rivalizar com o Morcegão. E Bane foi o único que conseguiu “quebra-lo” tanto no aspecto físico quanto no mental.

Bane é um reflexo do terror que nos rodeia na atualidade e a atuação de Tom Hardy não deixa dúvida alguma sobre isso. O vilão usa a violência como se fosse a resposta para libertar Gotham da decadência moral (e “quase” consegue destruir toda a cidade neste processo).

O filme é marcado por várias reviravoltas que te deixa completamente ligado na narrativa épica mostrada.  Seja pela intrigante Miranda Tate (Marion Cotillard), ou ainda pela presença sensual da Mulher Gato, de Anne Hathaway, que deixou o Batman falando sozinho. Aquilo foi muito engraçado, pois o herói acabou provando do próprio remédio. Lembrando que em nenhum momento a ladra é chamada pela alcunha dos gibis.

E também pela ajuda perspicaz de John Blake (Joseph Gordon-Levitt), vulgo pássaro vermelho que “talvez” assumirá o manto do Homem-Morcego num futuro próximo.

Nesta terceira sequência temos outro veículo que roubou a cena, o Morcego, uma espécie de Trumbler voador (numa ótima cena de perseguição área entre os prédios de Gotham).

O filme todo em si é maravilhoso, mas também destaco a luta final entre Bane contra Batman (fiquei nervoso e apreensivo naquele momento). Foi o ápice da redenção no caminho do Morcego, pois teve que ralar muito na prisão em Santa Prisca e “quase” morrer para poder retornar. Bruce buscou no amago do seu ser aquilo que o define de forma inigualável de qualquer outro herói (sua perseverança moldada numa grande força de vontade).

Essa versão do Homem-Morcego deixará saudade, porque nela tivemos a noção da  trajetória de quem é Bruce Wayne. Um homem que luta com todas as suas forças para proteger sua cidade (seja da corrupção, ganância ou terrorismo). E ao vestir o manto do Morcego BW se transforma no medo que lhe afligia quando criança e passa a aterrorizar a mente e o  coração dos criminosos de Gotham City.

A trilogia de Chris Nolan ficará eternamente guardada na memória afetiva dos fãs, pois conseguiu demonstrar que heróis de quadrinhos podem ser levados a sério em uma adaptação cinematográfica.

Desde que haja um roteiro decente, um diretor competente e pessoas que estejam realmente dispostas a fazer um trabalho eficaz.

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Batman: Através dos Tempos

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Batman: O Filme (1989)

O Homem-Morcego já faz parte de minha história, pois quando fui ao cinema assisti-lo com meu amigo Dênis em Madureira (subúrbio do Rio) quase não conseguimos entrar.

Lembro que a fila para o antigo cinema Madureira 1 (que já não existe há muito tempo) estava grande chegando no Pólo 1. A sessão ficou tão lotada que vi o filme sentado na escada (e mesmo assim valeu a pena).

Eu já havia lido Batman: O Cavaleiro das Trevas, mas na época não sabia da importância do gibi. Tim Burton era um diretor famoso, porque havia feito Os Fantasmas se Divertem.

Em 1989 o Cruzado Embuçado estava comemorando seu cinquentenário e o sucesso deste filme ressuscitou a batmania, pois seu merchandising vendeu vários produtos.

Entre as batbugigangas tivemos botões, tênis, bonecos, toalhas, camisetas, bonés, miniaturas do Batmóvel (eu tive uma) e por incrível que pareça até batsutiãs.

Batman reinaugurou a era do cinema de quadrinhos, porque o primeiro foi Superman (1978). Durante os anos que se seguiram ao filme do kriptoniano tivemos diversas produções do gênero, mas só o Morcegão fez um estrondoso sucesso.

A produção começou em Londres (1988) e ficou marcante a reclamação dos fãs pela escolha de Michael Keaton. Pelo ator ser baixo e não ter o queixo “quadrado” (característica marcante do herói).

Haviam várias especulações na época por causa da escalação do ator, pois as pessoas tinham medo que houvesse um remake da versão televisiva, de 1966.

Tanto que ainda chiaram pela batarmadura utilizada na trama, porém notei que seu Batman estava na medida certa sisudo, introspectivo e acima de tudo solitário. E sem sombra de dúvidas a representação magistral de Jack Nicholson do Coringa superou a do ator principal.

Lembro quando assisti As Bruxas de Eastwick comentei que Jack Nicholson lembrava demais o Coringa  depois tal fato realmente aconteceu.

Apesar do longa ter sido feito em 1989 podemos notar que ambientação dos personagens nos remete a década de 1940. Mostrando realmente ser uma homenagem ao universo original do herói.

Algo que eu não me recordava era a música Batdance (numa batida que mistura funk e  música eletrônica), pois Prince havia composto também uma trilha sonora exclusiva para o filme. Me lembrei quando revi no Video Collection da MTV sobre o cantor.

A música mostra diversos bailarinos vestidos de Batman, Coringa e Vicki Vale. Prince foi um dos maiores cantores da década de 1980. Formando o quarteto ao lado de Michael Jackson, Madonna e Cindy Lauper que mais emplacaram hits naquela época.

O filme custou 35 milhões de dólares considerado um valor muito alto no período.  E arrecadou 251 milhões apenas nos Estados Unidos. Este sucesso do longa  inaugurou a era dos blockbusters no cinema (algo que não existia antes).

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O Filme

Mesmo depois de tanto tempo a música-tema de Danny Elfman (ex-Oingo Boingo) continua a ser impactante e maravilhosa. Somos introduzidos na atmosfera sombria quando as cenas vão mostrando o símbolo por ângulos até mostrar-se total na tela.

Gotham City é uma cidade extremamente escura e perigosa. Logo os pais de um menino tentam conseguir um táxi, mas acabam entrando numa rua errada. E são assaltados por uma dupla de meliantes que depois no alto do prédio conversam sobre o “morcego”.

A primeira aparição de Batman é assustadora abrindo a capa como se fossem realmente asas. Porém um dos ladrões atira no Homem-Morcego que cai abruptamente.

E quando se levanta combate de forma rápida e segurando o bandido que pergunta: “o que é você?”.  O herói diz a frase clássica que eu não me cansava de repetir: “sou Batman”. Pulando do prédio em seguida e deixando o ladrão atônito ao notar que o Morcegão sumiu (ao invés de estar espatifado no chão).

O repórter Alexander Knox (Robert Whul) está com uma péssima reputação por correr atrás da história da “lenda urbana” do morcego. E então recebe a visita da fotógrafa Vicki Vale (Kim Basinger)  que esteve em Corto Maltese (referência ao personagem de Hugo Pratt).

E fala que viajou até Gotham para descobrir mais sobre algo que adora morcegos.

É na festa beneficente na Mansão Wayne que temos o vislumbre da caverna (quando Bruce está na frente do batcomputador).

Ainda temos  o veterano Jack Palance (Carl Grissom) que descobre a traição de sua namorada Alicia (Jerry Hall) mandando Jack Napier para uma emboscada na Axis Chemical.

Quando a fábrica é invadida pelo detetive Eckhardt (William Hootkins) e sua equipe de policiais corruptos vemos a origem do Coringa (como na HQ A Piada Mortal).

A mudança no rosto de Napier só ajudou a aflorar uma personalidade que já existia. Quando Napier atira no chefão Grissom dando-lhe vários tiros é realmente o Coringa que nós vemos (não é a toa que fez mais sucesso que o Morcegão).

A parte boa é que mantiveram a principal característica do herói (um homem sombrio e atormentado por sua trágica perda).

É interessante ver também que Batman  age de maneira teatral e notar que as pessoas se assustam diante da presença do herói. E foi a partir deste filme mostrando que o Morcego some de repente que foi adotado seu M.O. na versão animada.

Uma das melhores coisas deste filme não é  a beleza de Kim Basinger ou o Batman assustador e muito menos o psicótico Coringa. Mais o maior objeto de consumo de qualquer fã.

O Chevrolet Impala  customizado que tornou-se no Batmóvel com uma turbina de foguete na parte traseira (conectado aos elementos sombrios do filme). Lembrando o clássico da série televisiva dos anos 1960 (inesquecível).

Batman, de Tim Burton trouxe novamente o foco para o Morcegão agregando vários fãs (e algumas críticas ruins) para o universo gótico do herói.

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Meu Texto

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Carros que Nunca Terei

Desde que me conheço por gente eu ficava fascinado com os  carros de ficção mostrados na TV. Infelizmente ainda não sei dirigir, mas pretendo que isto seja um fato que logo acertarei.

Desde os primórdios do cinema o carro figura como um objeto de desejo e ao longo das décadas a tecnologia vai aprimorando ainda mais o quatro rodas.

Dos carros convencionais aos futuristas todos têm o seu preferido. Se eu tivesse muito dinheiro e uma garagem enorme, visto que infelizmente não tenho nenhum dos dois, guardaria réplicas destes maravilhosos carros nela.

Já falei do lindo Lotus Spirit de James Bond que vira um submarino no filme O Espião que me Amava. Acho até que serviria bem quando chover demais alagando as ruas do Rio. Não teríamos problema algum para chegar em casa ou no trabalho, porém não é só esse carro que não sai da minha memória.

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Se Meu Bug Falasse – Wonder Bug

O carro mais antigo que lembro é o da série  Se Meu Bug Falasse.Tudo começa num ferro velho com os planos dos colegas  Susan (Carol Anne Seflinger) e Barry (David Levyem) CC (John Anthony Bailey) de comprar algum carro bem baratinho para fazerem um papel legal na turma.

O carro que acharam foi tão barato que ainda  sobrou dinheiro  para dar uma incrementada e os três  saem à procura de peças pelo ferro velho.

Susan encontrou uma velha buzina que deveria ter pertencido a um calhambeque, mas eles não sabiam que esta buzina era do carro de um velho circo e que era mágica, a ponto de quando  tocada dava ao carro super-poderes e ele podia  voar e até conversar com os três amigos.

Não sei exatamente quando eu assistia, mas lembro que claramente do bug transformado num carro novo.

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Match 5

O jovem Speed tentava ser o maior corredor do mundo, mas seu pai Pops não queria deixar por causa do sumiço de seu filho mais velho, Rex Racer. No entanto não teve jeito Speed decidiu correr e Pops que era um ótimo mecânico havia inventado um carro especial o Match 5.

Viajando ao redor do mundo abordo daquele carro maravilhoso Speed Racer combatia diversos vilões e tinha na Equipe Acrobática um excelente adversário. Speed não sabia que o Corredor X era na verdade seu irmão desaparecido.  Além da sua bela namorada  Trixie, ainda haviaas confusões de seu irmão caçula, Gorducho aprontando ao lado do macaco Zequinha que garantiam a diversão durante os episódios.

O anime de Speed tinha muitas cenas emocionantes de perseguição, socos e tiros. E a parte mais interessante era ver o Match 5 em ação, pois o carro podia saltar obstáculos, serrar arvores para atravessar florestas, funcionar como submarino e ter um cockpit a prova de balas simplesmente incrível.

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De Lorean

Vindo diretamente de 1985 surgiu no filme De Volta para o Futuro o De Lorean que desaparecia velozmente deixando um rastro de fogo quando viajava no tempo.

O carro foi adaptado pelo excêntrico Dr. Emmet Brown (Christopher Lloyd) e seu amigo o jovem Marty McFly (Michael J Fox)acaba viajando “acidentalmente” para os anos 50, criando várias e divertidas confusões no primeiro encontro entre seu pai e mãe.

Eu assisti ao primeiro De Volta na TV e fui ao cinema para ver suas continuações. Considero a segunda parte como o melhor filme desta franquia inesquecível, pois o grande mérito de De Volta para o Futuro é explicar algo complexo como viagem temporal de forma simples e divertida. Na verdade temos a nítida impressão que todos os filmes são uma coisa só.

Fato que realmente aconteceu entre o segundo e o terceiro  sendo gravados de uma única tacada. Agora que estamos chegando em 2015 parte do realismo fantástico da obra não acontece (o skate voador), mas De Volta para o Futuro é magnífico na riqueza de seus detalhes ou em efeitos especiais que até estão defasados para a atualidade, no entanto ainda me fazem adorar a consistência de seu roteiro e pelo De Lorean voador um dos meus carros prediletos.

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Batmóvel – 1966

O seriado do Batman, feito em 1966 foi um dos meus primeiros contatos com o universo do Cruzado Embuçado que assisti na TVS (atual SBT).

O estilo visual repleto de onomatopeias logo na abertura (POW! SOC! E CRASH!), é algo que nunca esqueço. Batman e Robin respectivamente Adam  West e Burt Ward sobem pela mesma batcorda pelos prédios de Gotham.

Além disso  o Comissário Gordon (Neil Hamilton) tinha um telefone vermelho  que mantinha uma linha direta com o Morcegão. A série tinha participações especiais dos atores que interpretavam os vilões César Romero (Coringa), Burgess Meredith (Pinguim) (que anos depois fez o treinador do Rocky Balboa), Frank Gorshin (Charada) entre outros.

O batseriado tinha um narrador ao final dos episódios que sempre terminava dizendo: “não perca mais um bat-capítlo, nesse mesmo bat-horário, nesse mesmo bat-canal” ou então  “será que este será o fim de nossos heróis?” com este gancho eu estava no outro dia ansioso para ver o que aconteceria no episódio.

Naquela época já não gostava do Robin com aquela expressão de santa-não-sei-o-que pra lá e pra cá a todo momento. Ainda mais depois que ele estragou o beijo que Batman e a linda Mulher Gato iam dar num determinado episódio que não lembro qual é agora.

Mesmo naqueles psicodélicos anos 60 o seriado Batman ajudou a consolidar o status do herói como um ídolo pop. A abordagem cômica feita pros personagens é seu triunfo, é claro, que atualmente não funciona mais, porém fica como nostalgia.

Para alguns é algo que até deveria ser esquecido, mas pra mim e´ uma série incrível que iniciou a minha carreira de fã do Homem Morcego e dela surgiu mais um dos meus carros prediletos o Batmóvel.

O lendário Batmóvel é um acessório tão crucial quanto a bat-corda ou o cinto de utilidades do herói. Na verdade o Batmóvel conta com as mais variadas versões desde sua concepção original de 1940. No entanto o carro em questão é baseado no Lincoln Futura sendo radicalmente modificado, parecendo uma mistura de cauda de tubarão com asas de morcego, para ficar como aparecia no seriado.

Assim que nossos heróis desciam pelos Bat-postes da Mansão Wayne, subindo no Batmóvel, e na arrancada, a câmera sempre mostrava a turbina em close, entrando em funcionamento imediato (graças às baterias atômicas!), com direito a fogo e fumaça, além do inconfundível som. Minha vontade era estar ali curtindo as aventuras  com Batman e dirigindo aquela máquina maravilhosa.

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Herbie

Surgido no filme Se Meu Fusca Falasse, de 1968. Herbie é um simpático carrinho que exibe o n° 53 em seu capô. Além da cor branca, é dotado de vida própria, com uma incrível inteligência e personalidade. Eu fiquei loucamente apaixonado por aquele fusca, justamente, por seu inegável carisma.

Quando o corredor Jim Douglas (Dean Jones) é dispensado pela sua escuderia por estar além da idade ele se deparou com um Fusquinha desprezado pelo dono de uma revendedora. Esse Fusca que lhe é vendido por uma funcionária de confiança da agência mudou para sempre as suas vidas.

Em gratidão o pequeno carro lhe dá diversas vitórias, acabando com a maré de azr do piloto, que inicialmente não entende que foi o fusquinha que ganhou as corridas.

Porém, aos poucos ele entende que o carrinho é o principal responsável pelas vitórias e decide correr sempre com ele. Mas ambos terão que lutar contra um rival, que usa toda espécie de golpes sujos para derrota-los.

Ambos estavam desolados e o que vemos é uma história de amizade entre um homem e seu veículo. Foi o meu querido Herbie que me abriu os olhos para os carros da ficção e eu gostaria de ter um fusca totalmente parecido com ele.

No Brasil o fusca já foi e ainda é um dos carros mais populares  que já vi. Tanto que existe o Dia do Fusca, que ocorre no dia 20 de janeiro, sendo, em vários centros urbanos, comemorado com eventos e festas por amantes e colecionadores deste modelo.

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K.I.T.T

Outro carro especial pra mim é a Super Máquina uma série que também foi exibida na TVS. Ela contava as aventuras de Michael Knight (David Hasselholf) abordo de K.I.T.T. em aventuras repletas de ação.

K.I.T.T. é um Pontiac Trans Am muito lindo  construido com uma liga molecular que o torna indestrutível, a prova de fogo e balas,  dotado do computador que fala que é parte mais inesquecível e comanda todas as funções do carro.

A frase “um homem pode fazer a diferença” torna Michael Kinght um herói tipo um cavaleiro andante dos dias atuais. Rumando pra onde tiver mais necessidade e sempre resolvendo as situações.  Dentro de K.I.T.T. um automóvel praticamente imbatível levando nossa imaginação pela estradas as quais percorre.

Sim, eu adoraria ter um K.I.T.T. em minha garagem mesmo que ficasse reclamando sobre minha exagerada coleção de carros.

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Batmóvel – 1989

A batmania voltou ao auge por causa do filme Batman, de 1989, dirigido por Tim Burton que trouxe de volta ao foco o tema super-herói.

 O Homem Morcego estava completando 50 anos e a visão do seriado de 1966 ainda era muito recente. Além de que adaptação de super-herói feita com sucesso era apenas mérito de Richard Donner.

A versão de Burton está mais enraizada no que lemos nas HQs e conseguiu com maestria trazer o trauma psicológico de Bruce para a telona.

Ghotam City é uma cidade grande, sombria, gótica e perigosa. Lembro que houve muita chiadeira por conta de Michael Keaton ter sido escolhido para viver Bruce Wayne/Batman, principalmente pelo uniforme tipo armadura.

Mas pelo que pude ver o ator conseguiu na época dar todo o drama que o herói precisava. E Jack Nicholson roubou a cena com seu exagerado e louco Coringa. Além é claro da beleza  estonteante de Kim Bassinger como a bela repórter Vick Vale.

O maior mérito desta franquia é ter feito um dos carros mais lindos da ficção. E não falo somente, por que é o meu preferido e sou um bat-fã assumido, mas pelo design arrojado apresentado.

O Batmóvel de 1989 foi construído a partir de dois Chevrolet Impala num visual que realça ainda mais o estilo gótico das primeiras aventuras do herói nas telonas.

O sombrio bólido ficou marcado pela enorme turbina colocada de forma central na dianteira aliando força bruta com estética e o carro possuía uma carroceria bem acentuada. Este batmóvel tem um design bastante inovador do qual sou um fã ardorosamente declarado.

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Optimus Prime

Os Transformers são organismos cibernéticos altamente evoluídos que numa guerra secular entre Autobots e Decepticons acabam  destruindo quase que totalmente seu planeta natal Cybertron.

 Sem quase nenhuma reserva de energia e estando a beira da extinção os Autobots partem em busca de sustento em outro lugar e são perseguidos por seus inimigos.

Em sua  eterna luta ambos caem na Terra no tempo dos dinossauros e milhares de anos depois são atualizados e adaptados para nossos dias.

Na série animada dos Transformers, de 1984, Bumblebee era um fusca amarelo totalmente sem graça, mas no filme o simpático robô está disfarçado num Camaro caindo aos pedaços que logo depois vira um Camaro Concept novinho em folha que fez um estrondoso sucesso. Bumblebee perdeu a capacidade de falar, mas consegue dialogar com seu dono através da música.

Na verdade o meu preferido da animação sempre foi o  Optimus Prime. Sua liderança complacente, segura, confiante e atitude de  guerreiro como grande estrategista me chamaram atenção durante o filme de Michael Bay.

Então este é o carro que gostaria de ter em minha garagem se pudesse, o caminhão Peterbilt 379 com pintura de chamas Optimus Prime.

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Máquina do Mal

Tudo começava quando o narrador dizia: ” aqui estão os volantes mais birutas do mundo para realizar mais uma Corrida Maluca. Numa disputa do título de “Volante mais biruta do Mundo” e aí eles se alinhando…”

Era desta forma que iniciava A Corrida Maluca um dos melhores desenhos da Hanna-Barbera. Os corredores usavam tudo que seu veículo proporcionava para fugir dos obstáculos da  corrida, mas sempre de maneira limpa e esportiva, exceto por um competidor, Dick Vigarista.

Suas armadilhas eram tentativas de atrapalhar os outros competidores para que pudesse de forma desonesta ganhar a corrida, mas sempre se metia em confusão e tudo terminava da pior maneira possível. O  cãozinho Mutlley seu fiel comparsa ajuda em todas as armações e quando Dick se dá mal ouvimos sua inconfundível risadinha sarcástica.

Dick Vigarista nunca conseguiu ganhar uma corrida.  Conquistou o primeiro lugar na corrida da Cidade Fantasma, mas foi desclassificado pelos juízes por trapacear na chegada.

O veículo de n° 00, a Máquina do Mal também é um carro que eu gostaria de ter na minha garagem.

Isto fica infelizmente só no campo da imaginação, porque são os carros dos meus sonhos. Estas máquinas são as mais impressionantes que algumas mentes geniais puderam conceber.

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HQ

Batman Especial: O Cavaleiro das Trevas

Aproveitando a esteira do sucesso de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge  esta edição serve quase como um prelúdio do que viria a seguir na reformulação do Morcegão nos Novos 52.

O roteirista David Finch é o responsável pelas tramas mais psicológicas e drasticamente com altas cargas emocionais que já pude acompanhar nos quadrinhos do Cruzado Encapuçado atualmente.

Dawn Golden foi a primeira paixão do pequeno Bruce Wayne e a história por um lado evoca o passado infantil e inocente do herói. Quando Bruce descobre que a socialite está desaparecida  reage sob o capuz do  Morcego para salvá-la.

Vemos então uma forma desesperada de “tentar” manter esta infíma parte de sua antiga vida intacta, justamente, a época em que seus pais ainda estavam vivos.

Na trilha Batman acaba se deparando com alguns de seus piores inimigos: Crocodilo e Pinguim deflagrando confrontos impactantes. A parte mais interessante está no plano das forças demoníacas de tomar o nosso plano de existência e de como querem chegar a concretizar tal ação.

A presença de  Etrigan que outrora foi um demônio poderoso e agora está num constante conflito mental com Jason Blood tornam a ameaça demoníaca mais assustadora. Porque ele sucumbe a uma súcubo chamada Blaze e as suas encantadoras falsas promessas.

Esta HQ  mescla terror da maneira mais sombria possível e sendo  assim acaba por destruir definitivamente todo esse passado de BW.  Mostrando um desfecho trágico como têm sido na maioria das vezes na trajetória do herói.

Curiosidade:

Há uma diferença no símbolo peitoral do Morcegão parecendo até  uma característica de algum uniforme antigo. É estranho notar que para um Cavaleiro das Trevas que se esconde nas sombras algo tão brilhante fica muito chamativo.

Dá para pensar que  numa cidade sombria Batman mesmo agindo de maneira taciturna é a única luz em Gotham City.

A personagem Mira que parece ser uma hacker muito inteligente têm em seu quarto plantas do Batmóvel que nesta versão ficou num misto do filme de Tim Burton (1989) com um tanque.

Batman Especial: O Cavaleiro das Trevas

Publicada em: agosto de 2012

Editora: Panini

Roteiro: David Finch

Arte: David Finch e Jason Fabok

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