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Mary Marvel

É a segunda heroína da história das HQs. A Fawcett Comics estava produzindo bem e logo após fazer uma versão adolescente do herói (mais conhecido por nós como Capitão Marvel Jr.). E então devido ao enorme sucesso que a Mulher-Maravilha fazia na época decidiram ter uma versão feminina do Capitão Marvel também.

Na história Mary Batson (ou Mary Bromfield) é irmã de Billy Batson  e foi criada por Otto Binder e Marc Swayze na revista Captain Marvel Adventures # 18, em dezembro de 1942.

Dizem as lendas que suas feições foram baseadas em Judy Garland por causa do enorme sucesso do filme clássico O Mágico de Oz, de 1939.

Igual ao seu irmão Mary também ganhou seus poderes ao pronunciar a palavra mágica “Shazam”. Mais originalmente seus superpoderes eram derivados de deusas  como: Selene (vigor), Hipólita (força), Ariadne (coragem), Zéfiro (velocidade e voo), Aurora (beleza e poder) e Minerva (sabedoria).

Surgindo na revista principal do Capitão Fraldinha o sucesso de Mary Marvel rendeu aparições em revistas diferentes. Primeiro na Wow Comics e depois, na sua própria revista, Mary Marvel Comics.

Rendendo uma boa aceitação do público a Fawcett teve a excelente ideia de lançar outro título famoso foi Marvel Family que reunia Billy, Freedy Freeman e Mary em diversas aventuras.

O processo de plágio que a Distinta Concorrente moveu contra Fawcett Comics  durou até 1953. Quando a Fawcett desistiu da briga judicial, jogou a toalha e fechou suas portas. Seus heróis foram jogados no limbo até 1973 quando a DC comprou seus direitos e depois colocaram a Família Marvel numa de suas Terras Paralelas a Terra-S.

A revista Shazam! Trazia novamente as aventuras da poderosa Família Marvel, mas sem o prestígio que havia nos anos de glória. Mary Marvel amargou um longo período sem histórias relevantes.

Até que em 1994 a editora lançou a Graphic Novel Shazam! A Origem do Capitão Marvel, com roteiro e arte de Jerry Ordway. Alguns fatos narrados nos levam a HQ original lançada pela Fawcett Comics.

A história começa no Egito, pois a Expedição Silvana está pesquisando a tumba do faraó Ramsés II. A expedição é formada pelos pais de Billy  e Mary Clarence Charles Batson (sendo chamado de C.C. Uma homenagem ao nome do antigo desenhista do herói,  Marilyn e Theo Adam.

Os arqueólogos são levados por Theo até  a tumba e nela  decifram a inscrição com o nome “Shazam”. Numa outra câmara Adam é consumido pela ganância ao ver o colar do escaravelho e mata C.C e Marilyn por causa dele.

Na verdade Theo Adam é a reencarnação do primeiro detentor do poder de Shazam que sucumbiu para o lado sombrio da força. Theo ao voltar pros Estados Unidos leva a pequena Mary Batson a tiracolo.

Em Fawcett City temos outra homenagem para Otto Binder e Bill Parker na rua que leva o sobrenome de ambos. Como no original Billy Batson vende jornais á noite na rua e reconhece o Dr. Silvana. A parte interessante é que o motorista do vilão chama-se Smithers (talvez uma referência aos Simpsons)

Billy é levado pro Trem-Mágico (pelo fantasma de seu pai) até a entrada da Caverna do mago egípcio. A HQ é repleta de referências como Billy citando Flash Gordon e o Mágico de Oz.

O mago revela a verdade sobre o assassinato de seus pais e lhe confere seus incríveis poderes.  No momento em que o Capitão Marvel luta contra o Adão Negro ambos invadem um estúdio aonde Bettie Page era fotografada.

A história consegue renovar o mito do herói e  ao mesmo tempo respeitar sua origem clássica. O reencontro entre os irmãos aconteceu somente depois na revista mensal lançada após esta edição especial.

Nela ficamos que apequena Mary foi criada por pais adotivos sem saber da existência de seu irmão. Até ser encontrada por Billy e ambos passaram a viver juntos. Desta vez mudaram os poderes da personagem, pois  eles são compartilhados com o Capitão Marvel.

No tempo em que atuou na Liga da Justiça a heroína usou um uniforme branco para diferenciar de seu irmão. Quando o mago Shazam morreu Mary perdeu seus poderes voltando a ser uma jovem normal fato que a deixou muito triste e inconformada.

Mais durante a série Contagem Regressiva, o vilão Adão Negro deu seus poderes para ela. O fato tornou-a bastante poderosa e diferente, pois além de usar um uniforme negro Mary Marvel virou vilã capaz até de matar.

Essa mudança no status quo da heroína mexeu com a cabeça dos leitores tornando Mary Marvel mais relevante pros tempos atuais. Eu sinceramente não gostei desta situação drástica em que expuseram a heroína, pois apesar de ser considerada uma heroína “bobinha” deveriam ter dado outro contexto para atualiza-la e não exterminar com a Famíla Marvel como fizeram durante a saga Contagem Regressiva e transformar a personagem numa assecla de Darkseid.

Vamos esperar por histórias melhores e que estejam á altura do mito que Mary Marvel representa para a história dos gibis.

Confira na galeria abaixo algumas imagens da heroína Mary Marvel

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Herói

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Capitão Marvel, O Mortal mais Poderoso da Terra

“Shazam!”

No rastro do sucesso do herói kriptoniano surgiram vários personagens e este é o mais clássico deles. Criado pelo escritor Bill Parker e pelo artista C.C. Beck surgiu na revista Whiz Comics #2 da editora Fawcett Comics, em 1940.

Como curiosidade a fisionomia do herói foi inspirada no ator Fred MacMurray.

Seu surgimento causou um abalo tremendo nas vendas do Superman. Superando-o e batendo a incrível marca de um milhão de cópias vendidas todo mês. Este fato fez a National Periodical (atual Distinta Concorrente) correr atrás do prejuízo colocando a Fawcett na justiça.

A alegação de plágio foi ganha pela DC e o Capitão foi deixado no limbo durante anos.

O julgamento pra mim foi equivocado, pois o Superman é um alienígena que ganha superpoderes aqui na Terra.  Enquanto o Capitão Marvel é um garoto que nasceu aqui recebendo seus poderes do Mago Shazam.

Talvez o fato dos personagens serem parecidos com os olhos semicerrados tenha levado a decisão jurídica pender pro lado da DC.

Na história numa noite o órfão Billy Batson vendia jornais quando uma figura misteriosa pede que o garoto o siga até a estação. O rapaz sendo guiado até  um trem-fantasma é levado até uma galeria abandonada.

Chegando lá o homem desaparece e deixa Billy diante do Mago Shazam. E então o mago egípcio conta que vem combatendo o mal há muitos séculos e precisa descansar e procura um sucessor que possua um bom coração.

O mago diz que este alguém é Billy ensinando ao rapaz que basta apenas gritar seu nome a palavra mágica “Shazam”. Ao fazer isto o rapaz transforma-se num adulto superpoderoso.

Os poderes do Capitão Marvel são derivados de cinco deuses e um personagem bíblico: Salomão (sabedoria), Hércules (força), Atlas (vigor), Zeus (poder), Aquiles (coragem) e Mercúrio (velocidade).

Depois de um longo período sumido o personagem voltou numa Terra Paralela da DC a Terra-S no período pré-Crise e durante a conclusão de Crise nas Infinitas Terras foi dito que nunca houve um Multiverso fato que foi mudado recentemente.

Há pouco tempo atrás houve um boato na web que haveria um filme com o herói e que Dwayne “The Rock” Johnson iria interpretá-lo mais ficou tudo nisso mesmo.

A primeira personificação real do Capitão foi feita por Tom Tyler nos antigas matinês de cinema, de 1941. Era Adventures of Captain Marvel (que no Brasil recebeu o nome de O Homem de Aço) ironicamente apelido do nosso herói kriptoniano.

A imaginação dos produtores de efeitos especiais era rústica mais incrível, pois quando o Capitão voava era um boneco esticado levado numa linha para dar esta impressão.

Eu lembro da antiga série televisiva do herói chamada Shazam! Aonde Billy Batson (Michael Gray)  ao lado de Mentor (LêsTreymane)  viajavam por lugares diferentes. Quando alguém precisava de ajuda Billy gritava: “Shazam!” e mudava para Capitão Marvel.

A série da Filmation contava com baixo orçamento e os efeitos eram fraquíssimos mais eu gostava mesmo assim. Eu ficava bobo quando Billy falava com os deuses  dizendo: “oh deuses fortes e sábios…” e eles apareciam dentro do furgão para lhe dar conselhos sempre que necessitava.

Uma coisa que eu nunca tinha prestado atenção antes é que foram dois atores que interpretaram o Capitão Marvel nesta série: Jackson Bostwick e John Davey.  Mesmo com lição de moral no final (característica básica das produções da Filmation) e aqueles efeitos especiais capengas gosto até hoje desta versão televisiva do personagem.

E agora deu pra notar que nos quadrinhos o Capitão Marvel é uma versão adulta de Billy Batson, mas na série eles não se parecem em absolutamente “nada” (antigamente era assim temos que aceitar).

A Filmation também nos deu uma série animada do Capitão Marvel aonde tínhamos Billy, Mary Batson e Freddy Freeman morando junto com o Tio Dooley e o tigre falante Tony.

A origem dos personagens é igual a dos gibis e nela podemos ver alguns vilões clássicos como Adão Negro, Dr. Silvana e Sr. Cérebro. A produção também não era uma das melhores da empresa. E infelizmente  teve apenas 13 episódios.

Só pra constar no infame “Legends of Superheroes”, uma produção horrível na qual tentaram mostrar os Super Amigos na telinha, em 1979. Tivemos o ator Garret Craig interpretando o Capitão Marvel.

Lutas

O Capitão Fraldinha é o único personagem que “quase” pode vencer o Homem de Aço numa briga. Enquanto o Capitão têm seus poderes derivados da magia. O Homem de Aço além de ser vulnerável a kriptonita é também a magia que pode lhe causar danos terríveis.

Ambos os heróis vem se confrontando há décadas nos gibis. E vou comentar apenas aqueles que pude ver.  Um deles foi  O Reino do Amanhã aonde num futuro apocalíptico heróis violentos liderados por Magog vivem destruindo tudo sem se importar com os seres humanos.

O Superman já envelhecido sai de sue exílio e acaba enfrentando um Capitão Marvel que sofreu lavagem cerebral de Lex Luthor. A briga entre os dois é o clímax da HQ com arte de Alex Ross.

E o Capitão para se libertar da influência de Lex salva os heróis de uma explosão nuclear se sacrificando bravamente.

A outra foi na série animada Liga da Justiça: Sem Limites no episódio “Embate”, mostrando quando o Capitão foi convidado a participar da Liga. Lex construiu LexorCity um conjunto habitacional movido a kriptonita.

Superman não gosta nada disso ao ouvir que tudo pode explodir, mas não contava com a presença de Billy Batson que transforma-se no Capitão Marvel tentando resolver a situação com calma. Lex Luthor manipulou a ambos deixando Kal mais nervoso  é quando a luta entre os heróis acontece. Ao final o Capitão Marvel na Torre esculacha os 7 magníficos e deixa infelizmente a Liga da Justiça pra sempre.

O Retorno do Capitão Marvel

Quando a Distinta  Concorrente  comprou os direitos do herói o nome Capitão Marvel já estava sendo usado pela Marvel Comics e então mudaram para Shazam! Somente nas capas e continuaram chamando de Capitão Marvel no miolo das edições.

O herói teve uma participação importante durante a minissérie Lendas no pós-Crise e também participou da Liga da Justiça Internacional (mais conhecida como Liga da Justiça cômica) de Keith Giffen e J. M. DeMatteis aonde a equipe tinha sedes  em vários países para uma melhor vigilância ao redor do mundo.

Em 1987 o Capitão teve um retcon Shazam! The New Beginning contando com roteiro de Roy Thomas e arte de Tom Mandrake trazendo algumas alterações, roteiros modernos e personagens clássicos como: Mago Shazam, Doutor Silvana, Tio Dudley e Adão Negro.

Mais o melhor trabalho surgiu em 1994 na Graphic Novel: Shazam! A Origem do Capitão Marvel,  aonde temos  arte e roteiro de Jerry Ordway.

Misturando o verdadeiro surgimento do Capitão Marvel pela Fawcett Comics e conectando com vários elementos diferentes. Aonde temos até uma origem para o vilão Adão Negro. É uma das adaptações que tornou o personagem mais interessante para a atualidade.

Tanto que ao final de Zero Hora mais uma das eternas crises da DC todas as edições foram reiniciadas começando do zero. E Shazam! foi uma delas que durou apenas de 1995 até 1999.

Em Shazam: Poder da Esperança, de 2000. Temos o roteiro de Paul Dini e arte de Alex Ross mostrando um olhar mais humano sobre os heróis da LJA. O Capitão Marvel tem a missão de levar as crianças de um hospital com doença em estado terminal a esperança de algo melhor.

É nesta história emocionante que toca em algo muito especial no fundo de nossa alma. Mostrando, porque Billy Batson foi escolhido para tornar-se o Capitão Marvel.

O herói também participou da série animada Batman: Os Bravos e Destemidos em alguns episódios. E teve também um DC Showcase  no qual Billy é entrevistado por Clark Kent e Adão Negro volta do espaço.

É uma animação  com um nível excelente recontando as origens do personagem pena que foi de pouca duração, pois infelizmente deixou um gosto de quero mais.

Atualmente, no período dos Novos 52, o herói está usando um capuz e seu nome agora é somente Shazam.

Confira algumas imagens do Capitão Marvel que garimpei na web

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Meu Texto

Minha Paixão pelos Quadrinhos, Desenhos e Séries

Início-Parte 1

É inegável o fascínio que Superman, Batman, Homem Aranha, Hulk, Homem de Ferro entre outros tantos personagens exercem no nosso inconsciente coletivo. Bom exemplo disso foi o Batman Begins (2005) e o estrondoso sucesso da continuação em Batman, O Cavaleiro das Trevas ambos do diretor Christopher Nolan (2008) o qual nos deram a rara oportunidade de acreditar num herói real como o Morcegão deve ser.

Me pergunto porque a gente compra camisa com o símbolo ou o personagem estampado?

Acredito que seja para se sentir como um super herói mesmo nós sabendo que eles não existam de verdade é como se de alguma forma há um lugar onde estejam lá.

Não me pergunte como ou aonde (talvez em alguma Terra Paralela) mais pra mim como um fã parece ser assim.

Quando os personagens da DC surgiram (1938) a faixa etária estimada era de 08 a 12 anos, mas com o passar dos anos, surgimento da Marvel (1960) e a evolução das HQs.

Não existe mais este negócio de idade certa é claro excluo os desenhos feitos realmente para o público infantil, mas que atingem outras faixas etárias como no caso de Bob Esponja, Muppet Babies, O Fantástico Mundo de Bob entre tantos outros que nos agradam demais.

Meu pai foi o grande incentivador da minha incursão no mundo dos quadrinhos.

Me lembro que uma das primeiras HQs que ele trouxe foi da Disney Pato Donald pra mim e da Turma da Mônica para minha irmã ,então uma vez comprou do Super-Homem era uma edição na qual ele fora dividido em dois por um casal de feiticeiros e depois de algum tempo com a mesada que recebia eu mesmo ia comprar.

Nessa época comecei com a fase do Super-Homem desenhada pelo John Byrne (tornando me fã incondicional por causa do filme de Richard Donner no qual o saudoso Christopher Reeve interpreta o Azulão).

É a melhor adaptação dele pro cinema até agora mesmo que o filme Superman- O Retorno de Bryan Singer (2006)não seja ruim e tentou resgatar a franquia demorou dez anos para tal fato acontecer.

O carisma de Reeve é incomparável, mas Brandon Routh ainda pode convencer como o novo kriptoniano das telonas. Bom voltando ao passado lá nos anos 80 comecei minha carreira como leitor de gibi: Camelot 3000, Batman, O Cavaleiro das Trevas, Batman Ano Um, Watchmen, Crise nas Infinitas Terras acompanhei as melhores edições daquela época e encontrei amigos que curtiam a mesma coisa que eu (Alex, Binho, Dirceu, Cristiano, Júlio e Denis).

Com o Júlio li as histórias clássicas do Capitão América, Conan e algumas edições do Spectreman feitas made in Brazil (aquele todo azul)e o Cristiano me passou toda sua coleção do Super-Homem logo após a fase em que John Byrne desenhou.

No entanto não pensem que só li a Distinta Concorrente, pois na Marvel a minha primeira HQ lida foi a da origem de um certo Aracnídeo que infelizmente por eu ser muito novo não havia dado importância de estar com uma HQ com história original (isso foi em 1982 quando deixei a chuva estragar aquela edição) e logo depois de alguns anos li a Morte do Pássaro Trovejante que aliás me marcou a memória profundamente, porque um herói havia morrido.

Nota: A franquia do Superman terá um reboot (reinício) em 2012 e o novo ator será Henry Cavill (Stardust-O Mistério da Estrela) com direção de Zack Snyder (Watchmen- O Filme).

Minha Paixão pelos Quadrinhos, Desenhos e Séries

Camisas-Parte2

Lá no início dos anos 80 a TVS (Hoje SBT) passava a série do Batman com Adam West e Burt Ward (1966 a 1968).Tinha a cara dos anos 60 com todas as suas viagens e psicodelias, mas todos queriam ver o que aconteceria no próximo bat-episódio quando os heróis teriam que escapar de alguma tragédia, aliás esse gancho surgiu nos seriados feitos para cinema antes do surgimento da televisão nos EUA (anos 30 e 40).

Minha lembrança mais antiga do Superman é a do seriado Aventuras do Super Homem (George Reeves) que passava depois da sessão da tarde.

George Reeves é o que mais se assemelha com o herói clássico das HQs de 1938 (usando chapéu, terno e gravata).Houve um carnaval que eu era ainda bem novo (antes dos 10 anos creio) meus pais me levaram pra pular e vi um garoto com o uniforme do Super Homem.

Então pedi pra minha mãe:”- Compra pra mim? ”

“-Tá depois eu compro.” Ela respondeu. Estou esperando o uniforme até hoje.

Daí deve ter vindo o meu gosto de usar camisas de personagens de HQs e desenhos, pois do meu primeiro salário da GR comprei uma camisa do Papa-Léguas e o Coiote que tenho até hoje já são 14 anos. Não está inteira ,mas guardo-a com carinho e uso de vez em quando.

Depois veio a do Wolverine (também guardei),Calvin e Haroldo(vestidos de Batman e Robin esta não tenho mais),camisas do Batman tive 3,uma do Super (que se foi),em 2009 comprei do Lanterna Verde que pedi ao meu amigo Alex trazer pra mim lá da Rua Uruguaiana no centro.

Em novembro de 2010, Cristiano me presenteou com uma camisa dos Impossíveis ( esta queria há um tempão). Depois ele e eu fomos na Uruguaiana comprei do Ultraman e dos Beatles.

Ainda quero comprar da Formiga Atômica, Thundercats e do Speed Racer que ainda não encontrei. Dizem que o filme dos diretores de Matrix é horrível e para não estragar a imagem dum desenho tão bom ainda resisto em pegar para assisti-lo.

Minha Paixão pelos Quadrinhos, Desenhos e Séries

Inocência-Parte 3

Quando eu era mais novo achava que existia uma linha envolta do meu corpo e que eu era desenhado como os que assistia na tv. Um ledo engano que meu amigo de infância Jailson me fez enxergar a verdade.

Estava cursando a segunda ou a terceira série talvez e pra mim desenho era como realidade eu podia voar (sempre foi meu maior sonho de menino) e teria ao meu lado a menina mais bonita da minha turma a Elaine ( era apaixonado por ela nesta época).

Uma vez sonhei que gritava :” – Shazam!”

Como na antiga série televisiva em que Billy Batson andava de furgão com Mentor ,os deuses do Olimpo apareciam em desenho e havia sempre uma lição de moral ao final de cada episódio.

Então voei acima da área que moro e pra mim foi tão real este sonho que é uma das recordações a qual não sai da minha mente.

Falando em não sair da mente alguns anos atrás (não lembro exatamente quando) passava na telinha a série “Se meu Bugre Falasse” era um grupo adolescente que tinha um bugre enferrujado e quando tocava a buzina ele ficava novinho em folha.

É o máximo que me lembro desta série com cara dos anos 70 a qual eu adorava demais e se encontrasse compraria só pra matar a nostalgia.

Outra que não sai da minha lembrança é “O Homem do Fundo do Mar” esta foi uma tentativa frustrada da Marvel em lançar o Príncipe Namor com gente de carne e osso, pois o Hulk com Lou Ferrigno foi um sucesso. Tanto que no filme O Incrível Hulk (2008) em que Edward Norton interpreta Banner diz para Lou Ferrigno: “-Você é o cara.” Alguém aí duvida?

Minha Paixão pelos Quadrinhos, Desenhos e Séries

Cinema de HQs-Parte 4

Pra minha geração era o máximo assistir Thundercats com suas noções de lealdade, honra e as lutas contra os Mutantes (Não são os X-Men e nem a banda da Rita Lee, ok!). Mumra aquela velha múmia tirava onda menos quando via sua cara feia refletida no espelho. Chetaara, Jagga e Lion sempre foram meus preferidos. Havia um boato que teria o filme,mas até agora nada ficou de concreto.

Hoje podemos assistir no cinema a maior parte daquilo que crescemos assistindo na TV.

O cinema de quadrinhos veio para ficar e a Marvel vem ganhando a dianteira de lavada da DC, mas acho que logo ela irá pôr filmes para não perder tanto terreno.

Os Transformers vieram e fizeram sucesso rapidamente meus amigos e eu não cansávamos de falar : “- Autobots rodar!”

A transformação era sempre um deleite a parte e mesmo pra uma época distante aonde só se especulava sobre robôs este desenho tem seus méritos. No filme pegar robôs e fazer esta transformação ser crível é a grande sacada o menino que assistia ao desenho nos anos 80 fica pulando de felicidade ao ver esta parte.

A questão da guerra entre os Autobots e os Decepticons é ideológica além desta mera questão de bem ou mal mais sim de ideais que Optimus Prime altruísta e um ótimo comandante transparece em seu modo de agir (veja isto no segundo filme).

Megatron despreza os seres humanos  efaz desdém da nobreza do líder adversário ( só pode ser inveja). Nós seres humanos ficamos no meio duma guerra que dura milhares de anos e talvez nunca chegue ao fim.

A beleza de Megan Fox ajuda bastante a ver o filme isso eu não poderia deixar de comentar é claro, pois gostaria de vê-la fazendo o papel de Mulher Maravilha.

Minha Paixão pelos Quadrinhos, Desenhos e Séries

Memória-Parte 5

Desenho pra mim é uma maneira de deixar viva aquela criança que fomos algum dia.

Quando revi “O Regresso de Ultraman” aonde Hideki Goh ralou pra ter a simbiose com o alienígena pude notar que era como se aquele garoto estivesse ao meu lado assistindo tudo. Tinha um ar de felicidade e nostalgia tão bom que não tenho como explicar.

Meu episódios prediletos são “Ultraman Morre ao Entardecer”e a continuação “ Quando Brilha a Estrela de Ultra” pra quem tem mais de 30 anos sabe do que estou falando há uma sensação legal de ter a memória afetiva da série e poder vê-la de novo. Podendo analisar cada aspecto da trama depois de adulto, pois agora vemos os detalhes que não víamos antes.

Apesar de gostar bastante do Hayata meu Ultraman preferido é o Hideki Goh sem sombra de dúvidas. Mesmo com os defeitos especiais que evoluíram bastante com o passar das décadas nas séries dos Ultras mais recentes.

As quais não conheço nenhuma infelizmente. O último que assisti um pouquinho foi o Tiga e quase não me lembro dele.

Bem vamos falar do que me lembro e é “Espectreman” uma série live action que tive a alegria de reassistir do início até ao fim. Como havia dito antes os defeitos especiais agora são gritantes, mas quer saber não dei a mínima.

Tinha episódio que nem lembrava mais e as dublagens então são um deleite a parte. Pra quem puder assistir ou reassistir, pois alguns dubladores trabalharam na dublagem do Chaves logo depois.

Minha Paixão pelos Quadrinhos, Desenhos e Séries

Nostalgia-Parte 6

Todo meu conhecimento vem a partir dos anos 80, pois foi quando comecei a prestar mais atenção pro mundo ao meu redor. Tudo aquilo que aprecio como músicas, filmes, desenhos, séries e programas são inicialmente daquela época.

Com o acréscimo de idade fui aprendendo coisas novas, mas essencialmente foi a minha fase de préaborrecente e adolescência contendo boa parte das minhas influências.

Eu não consigo esquecer o Superman- Chris Reeve, O Super Herói Americano, Danger Mouse, A Super Máquina, Lula Lelé, Dire Straits-Money for Nothing, Information Society-Running, Esquadrão Classe A, O Elo Perdido, Manimal, Curtindo a Vida Adoidado, De Volta para o Futuro, Indiana Jones, Rambo, Jornada nas Estrelas, Rocky, TV Pirata, Os Trapalhões entre tantas outras coisas que falaria apenas sobre esta década inesquecível pra mim.

Tenho várias músicas dos anos 80 que adquiri com muito gosto, pelo menos as mais tocadas no rádio. E ouço sempre que essa vida moderna e corrida nos dá um espaço pra pensar em nós mesmos.

Lembro que numa festa na Escola Levy Miranda eu estava na quinta série tinha uma banda se apresentando e pediram alguém que cantasse uma música, bom eu fui e cantei “Meu Erro” do Paralamas do Sucesso não lembro se desafinei ou se fui bem, mas lembro nitidamente que cantei e agora vejo como o tempo passou tão rápido.

Minha Paixão pelos Quadrinhos, Desenhos e Séries

Coleções-Parte Final

Não me lembro de quando passei a ser um colecionador de quadrinhos, mas de quando comprava revistas todo o mês, na época do quartel. Edições clássicas então já tive e li várias.

Minhas coleções começam a partir da fase do Superman de John Byrne (número38) em 1986. Cheguei a passar do número 100 daquela edição lendo alguns importantes arcos de histórias.

Após o kriptoniano colecionei Batman e Batman Vigilantes de Gotham (tive todas as edições) e acabei me desfazendo não lembro mais porque.

Depois Liga da Justiça e Batman (também me desfiz) e Os Melhores do Mundo ( tenho todas guardadas até hoje).

Colecionei a Revista Herói (tive todas as edições e me desfiz algum tempo depois), a Revista Wizard da Editora Globo do número 1 ao 15(guardei tudo), Wizard Brasil da Panini Comics números 1 ao 27, 31 ao 35 e Wizmania da Panini Comics números 37, 39, 40 e 42. Depois parei de colecionar e só comprei edições especiais.

Até que num belo dia apareceu no jornaleiro a Mundo dos Super Heróis da Editora Europa, a qual infelizmente só não tenho a primeira edição peguei da segunda em diante e estou colecionando fielmente desde então. Quadrinhos é uma parte essencial da minha vida, pois é uma diversão que me leva a um mundo de” maravilhas” como diria o fotógrafo Phil Sheldon, de que todos nós gostamos.

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