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Superman: Através dos Tempos

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Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman, (Lois & Clark: The New Adventures of Superman) -1993 a 1997

A série foi produzida pela Rede ABC e foi ao ar nos anos 90, tendo um total de 88 episódios distribuídos em 4 temporadas.

Eu não consigo esquecer sua música tema, pois era simplesmente maravilhosa tornando nossa expectativa maior para poder assistir o episódio.

Apesar dos efeitos especiais estarem bem fraquinhos e soarem falsos mesmo pra época (atualmente tenho certeza que isto ficaria em segundo plano).

A verdade é que o grande charme desta versão não é a presença do Azulão diga-se de passagem. Eu me divertia demais em presenciar as constantes discussões entre Clark Kent (Dean Cain) e Lois Lane (Teri Hatcher).

É claro que o herói agia pra salvar o dia, porque isso não poderia faltar. Sinceramente o que me prendia no seriado era Teri Hatcher, pois sua performance mostrando uma Lois feminina, inteligente, nojenta, sensual e ao mesmo tempo cheia de neuras me encantou de imediato.

Lembrando que no quesito sensualidade quem roubava a cena era Tracy Scoggins (Cat Grant), uma devoradora de homens que sempre dava encima do coitado do Clark. Depois a atriz trabalhou na série Babylon 5, interpretando a capitã Elizabeth Lochley.

Voltando, além de Cat outros coadjuvantes do Planeta Diário tiveram suas personalidade bem exploradas como Perry White (Lane Smith) que era muito engraçado com seu bordão: “pelas costeletas do Elvis”.

Sua fixação pelo rei do rock rendia bons momentos ainda mais quando dava conselhos sentimentais relacionados ao Elvis tanto pra Lois quanto pro Clark.

Perry fazia uma boa dupla com Jimmy Olsen que ganhou até relevância quando o ator Michael Landes fora substituído por Justin Whalin. Dizem as lendas que Landes era muito parecido com Dean Cain e a produção o retirou da série.

Era legal ver Jonathan Kent (Eddie Jones) e Martha Kent (K Callan) dando conselhos na vida de Clark, principalmente pelas conversas com ambos pelo telefone (isto demonstrava que realmente se importavam com ele).

Lex Luthor também teve uma boa interpretação do ator John Sea mostrando um vilão que apesar de ter cabelo. Nos conectava ao personagem dos gibis como um executivo metido em falcatruas, mas que na verdade a maior parte da cidade achava que era um grande bem feitor.

Na série Lex ainda contava com seu fiel mordomo Nigel (Tony Jay) que apoiava seu patrão em tudo.

A série ainda mostrou outros vilões importantes como: Metallo, Galhofeiro, Sr.Mxyptlk e a Intergangue. Houve um destaque significativo pro vilão Tempus, um viajante do tempo que nos gibis é um herói (e também a importante invasão da Terra por Nova Krypton).

O mérito desta versão da telinha foi ter sido baseada na reformulação feita por John Byrne pros gibis do Homem de Aço, em 1986. Fora isso outro aspecto mais interessante foi Lois e Clark terem pretendentes formando um novo triângulo amoroso (fora aquele manjado Super, Lois e Clark).

Para Lois tínhamos o agente do governo Dan Scardino e também a linda Drake Mayson (Farrah Forke), uma advogada que demonstrava afeição apenas por Clark (enquanto odiava o Superman).

Infelizmente quando ela estava investigando a Intergangue acabou sendo assassinada numa explosão de carro. Clark tentou salva-la e no último momento Mayson acaba descobrindo que ambos são as mesma pessoa, pois sua camisa estava rasgada mostrando o “S”. E o segredo se foi com a morte dela (triste, porque realmente gostava do Clark).

A presença dos pretendentes nos deixava naquela torcida para que os relacionamentos dessem errado (e então Clark e Lois finalmente ficariam juntos).

A série também é lembrada por ter mostrado ao mesmo tempo o histórico casamento dos personagens na TV e nas HQs. Pra mim foi exatamente  isso que acabou com toda graça que havia no seriado (algo que causou o naufrágio dela).

Lois & Clark não consegue agradar a gregos e troianos, mas seus  episódios recheados de aventura, drama e romance foram marcantes e inesquecíveis pra mim.










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Superman: Através dos Tempos

Super-Homem – O Homem de Aço (The Man of Steel) John Byrne – 1986 

Pra mim na época não fazia ideia da dimensão da importância desta HQ, mas gostei da arte de John Byrne e todo mês passei a comprar um gibi do Super-Homem. Antes disso meu primeiro contato com o Super nos quadrinhos foi numa HQ aonde ele era dividido em dois por um casal de feiticeiros se não me engano com arte de Gil Kane.

John Byrne é um grande escritor e desenhista, na época um dos mais prolíferos contadores de histórias (e ainda tinha como arte-finalista Dick Giordano).

Byrne sempre teve a fama de fazer mudanças radicais nos personagens que punha as mãos e com o Super não foi diferente. Apesar de descartar a existência do Superboy e da Supermoça e outros personagens da mítica do herói. 

Foi com Byrne surgiu a afirmação de que “Superman nunca foi Superboy”, pois em sua versão Clark Kent vestiu o uniforme somente quando adulto.

Algo complicado pra mim que começava minha carreira de leitor nesta época, porque logo depois de Crise nas Infinitas Terras (uma série bombástica aonde conheci vários heróis), comecei com este renovado Superman.

Nesta época eu já conhecia um pouco do Super Pré-Crise, que podia voar ultrapassando a barreira do tempo, ficar sem respirar no espaço por um longo período entre outras coisas clássicas e conhecia o Superboy também.

O Superman Pré-Crise era praticamente um deus e Byrne humanizou o kriptoniano tornando-o mais aceitável. Foi com a influência do Superman de Chris Reeve e do Super de John Byrne que passei a me tornar um fã de quadrinhos e hoje em dia tenho orgulho.

Ao final da maxi-série Crise nas Infinitas Terras, todo o Universo DC, agora “condensado” em uma só Terra (antes haviam várias delas), foi totalmente reformulado, alterando origens e as recontando para uma nova geração de leitores.

A edição já começa em Krypton com Jor-El descobrindo o motivo que levou a sociedade kriptoniana a entrar em colapso. Então Lara e ele acabam constatando a terrível verdade e tendo como único recurso enviar Kal-El para o longínquo planeta Terra (Lara estava horrizada).

Enquanto o planeta exlpode o foguete do pequeno Kal-El singra pelo espaço (logo há um lapso de tempo).

É quando vemos Jonathan contar pro Clark que foi encontrado num foguete e o rapaz fica atônito com a revelação.

Outra parte importante é que a medida que Clark ia crescendo seus poderes ao mesmo tempo iam se desenvolvendo.

Nesta época Smallville ainda era conhecida por Pequenópolis (aqui no Brasil).

Martha fez o traje, enquanto Jonathan inventou o visual nerd do novo Clark Kent.

O primeiro encontro com Lois Lane foi na comemoração do aniversário  da cidade de Metrópolis. Houve um acidente durante a apresentação do ônibus espacial e como Clark estava na multidão agiu de impulso (ele fica encantado com Lois e o sentimento é recíproco).

Lois Lane tenta uma entrevista com o Superman, mas é Clark quem começa a trabalhar no jornal Planeta Diário. Há até uma certa inveja de Lois por causa desta matéria sempre lembrando-o que roubou dela.

Como curiosidade é aqui que adotam o nome original da jornalista, pois no pré-Crise seu nome era Miriam Lane.

Lex Luthor é o maior empresário e o homem mais poderoso de Metrópolis. Até o surgimento do Homem de Aço na cidade deixando o careca furioso de tanta raiva.

Lex tenta transformar o Azulão em seu empregado e põe a nata da cidade como refém numa situação de risco de propósito (apenas pra chamar a atenção do herói). O empresário é preso, mas logo em seguida sai da cadeia começando seu ódio para destruir de qualquer maneira o Super-Homem.

O cientista Doutor Teng clona o Azulão e a experiência sai pela culatra e temos como resultado temos uma nova versão pro vilão Bizarro,um clone mal feito do herói. Ao usar algumas lembranças de Clark, Bizarro vai atrás de Lois e o confronto de ambos faz retornar a visão de Lucy Lane, irmã de Lois.

O primeiro encontro de Batman e Superman aonde resolvem um caso no museu (aparecimento da vilã Magpie). Os Melhores do Mundo estabelecem um respeito mútuo, algo bastante diferente da amizade que existia no período Pré-Crise.

E por último o Super-Homem descobre sua herança kriptoniana (sendo através de um holograma que Jor-El lhe revela a verdade). Tudo faz parte de suas lembranças, pois ao decidir deixar Pequenópolis contou toda a verdade pra Lana (que sonhava casar com ele).

 O grande êxito da passagem do artista pelas páginas do Azulão. Foi reconstruir seu status quo de uma maneira que tornasse o Homem de Aço mais acessível pra geração de leitores que a editora queria angariar.

Foi assim que em 1986,John Byrne  recriou a mitologia do Superman para uma nova DC e, logo depois criou uma nova série mensal (Superman) que durou até 2006, com 226 números publicados.

Alguns elementos desta reformulação tornaram a ser alterados com o passar dos anos, principalmente na mini-série O Legado das Estrelas, que recontou mais uma vez a origem do herói.

Mas a grande maioria dos leitores adotaram a versão de John Byrne como a oficial, considerada por muitos, a melhor reformulação do herói produzida até hoje.

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Superman: Através dos Tempos

O Melhor Superman – Christopher Reeve

Em 1978 , foi lançado no cinema Superman- O Filme, estrelado por Christopher Reeve com o slogan “ Você vai acreditar que um homem pode voar.” Com direção de Richard Donner e história de Mario Puzo, o mesmo de O Poderoso Chefão, com a colaboração do quadrinhista Carmine Infantino- essa colaboração ás vezes é confirmada e ás vezes é negada.

O filme foi um grande sucesso e é ainda considerada a melhor adaptação de quadrinhos para o cinema. No elenco estão grandes nomes como Marlon Brando (Jor-El), Glenn Ford (Jonathan Kent) e Gene Hackman (Lex Luthor). Margot Kidder dava vida a uma determinada Lois Lane.

Kirk Alyn e Noel Neill, antigos Clark e Lois, interpretam numa breve cena os pais de Lois Lane. Bom,o Último Filho de Krypton que todos de minha geração e eu aprendemos a gostar começa com ele, pois Chris Reeve é o Superman definitivo.

Simplesmente é um fato que não há como negar, sua atuação como o atrapalhado Clark Kent, a mudança de personalidade, as diferenças nos gestos e atitude quando transformava-se no herói são um deleite á parte.

Sua atuação é tão marcante que tornou-se uma referência de como fazer o personagem na telona. Vários artistas dos quadrinhos desenharam o Super com o rosto do Chris, é impossível falar do kriptoniano e não associá-lo a Christopher Reeve o eterno Superman.

Meu sonho de criança era conhecer Christopher Reeve, apertar a mão dele, pedir um autógrafo. Pra dizer a verdade na época, eu nem sabia que ele não falava português, porque tudo que eu entendia vinha da TV. É um sonho que infelizmente nunca irá ser realizado.

Desconhecido antes de vestir o uniforme azul e vermelho, Reeve virou símbolo de perseverança e até tema de debate nos Estados Unidos.

“O que faz o Superman um herói não é o fato de ele ter o poder, mas de ter a sabedoria e a maturidade para usar o poder sabiamente. De um ponto de vista da atuação, foi assim que eu abordei o papel”, disse em entrevistas.

Reeve era filho de uma jornalista e um professor que teria ficado desapontado ao descobrir que o filho seria o Superman dos quadrinhos, e não o da obra do escritor Bernard Shaw. “ Vi como o Superman transforma a vida das pessoas. Eu vi crianças morrendo de tumor no cérebro, cujos últimos pedidos eram falar comigo.

E elas foram para seus túmulos com a crença nesse personagem intacta. Percebi que o Superman importa”, disse Reeve.

Em 12 de outubro de 2004 aos 52 anos perdemos Chris Reeve vítima de um ataque cardíaco, estava tetraplégico desde 1995 quando sofreu um acidente em prova de hipismo (esporte que ele adorava), mas lutou como ninguém pela pesquisa de células-tronco virando ainda mais um símbolo do herói que ficou para nós.

A morte de Christopher foi noticiada de uma forma a homenagear aquele que foi a síntese do herói em carne e osso para todos nós “Morre o Superman”.

Superman- O Filme (1978)

Jor-El, envia seu único filho á Terra para ser salvo da destruição iminente de Krypton.

O foguete parte enquanto o planeta explode.Ao Cair na Terra é adotado por Martha e Jonathan Kent um bondoso casal de agricultores do meio oeste americano, pois Smallville fica próximo ao Kansas (Tótó aonde está você?). Eles o ensinam a ser uma pessoa justa, honesta e simples, mas com valores éticos firmes.

Após a morte do pai adotivo Clark viaja para o sul com o fragmento de cristal que Jor-El lhe deixou, indo pro lugar onde surgirá a Fortaleza da Solidão. Já adulto ruma para Metrópolis, se apaixona por Lois Lane, fica conhecido como Superman, após salvá-la de morrer num acidente de helicóptero, desperta a inveja de Lex Luthor ( “a mente criminosa mais brilhante de nosso tempo”).

E gira o mundo ao contrário ( mentira braba, mas a gente releva, não é?) para salvar Lois da morte.

Superman II- A Aventura Continua (1980)

Três criminosos kriptonianos são exilados na Zona Fantasma por Jor-El e o conselho. O General Zod (TerenceStamp) jura vingança. Superman salva Lois e a cidade de Paris de uma explosão nuclear.

No espaço a detonação liberta o trio de vilões que são atraídos para á Terra, pois com a proximidade com o sol amarelo vão ganhando superpoderes. Enquanto isso Clark expõe sua identidade secreta e declara seu amor por Lois se livrando de seus superpoderes para ser uma pessoa comum.

Seus inimigos procuram vingança destruindo Metrópolis e também a Casa Branca.

Arrependido por deixar tal coisa acontecer. Clark volta pra Fortaleza, recupera seus poderes e tem uma luta memorável na cidade.

Fingindo medo volta pra Fortaleza e lá lançando raios pelas mãos e destacando o emblema (fazer o quê,né?), derrota o trio de vilões (“Luthor sua cobra venenosa”) Alex, Dênis, Jansen e eu adorávamos falar esta frase.

No final apaga a mente de Lois com um beijo (outra mentira horrível.) E promete ao presidente dos Estados Unidos que nunca os abandonará ( bom no Superman: O Retorno vemos acontecer outra coisa.)

Fora essas licenças poéticas com poderes ridículos, ainda continua sendo uma das melhores adaptações do kriptoniano mantendo o ótimo nível do primeiro filme.

Superman 3 (1983) e Superman IV –Em Busca da Paz (1987)

No terceiro o Superman luta contra uma versão má de si mesmo e no quarto contra armas nucleares. Sem mais comentários.

Supergirl – 1984

Os produtores ingleses Alexander e Ilya Salkind resolveram filmar “Supergirl” baseado na criação de Otto Binder e MortWeisinger, de 1958, para a DC Comics.

Foi dirigido por Jeanot Szwarc com a atriz Helen Slater interpretando a Supergirl e ainda tinha Faye Dunaway como a vilã Selena.

A única e melhor coisa neste filme é a beleza de Helen Slater, pois o resto não vale a pena comentar.

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The Adventures of Superman – Rádio – Bud Collyer – 1940 

A primeira aparição do Super-Homem fora dos quadrinhos foi numa rádio novela que começou a ser transmitida no dia 12 de fevereiro de 1940 pela Mutual Network, que durava apenas 15 minutos.

O herói foi personificado pelo ator Clayton “Bud” Collyer, grande sucesso nas rádios da época que falava “Para o alto e avante!” para demonstrar que estava voando e que conseguia criar uma voz para Clark e outra para Superman de forma inconfundível.

No programa de rádio foi que surgiu as frases clássicas: olhem lá céu, é um pássaro, é um avião, é Superman… Alguns anos mais tarde, os desenhos animados e a primeira adaptação para a TV mantiveram a frase.

Essa série de rádio foi responsável pelo surgimento de personagens e conceitos muito importantes para a mitologia do personagem.

Foi aqui que surgiram Jimmy Olsen, Perry White, o inspetor Henderson e até mesmo a kriptonita que era conhecida como Metal-K. O Metal-K foi incorporado na série para dar folga a Bud Collyer, enquanto outro ator de voz ficava grunhindo fingindo ser o Super sobre o efeito do metal.

Foi nela também que surge o jornal Planeta Diário , já que nas HQs o repórter Clark Kent trabalhava, então no Estrela Diária.

O show continuou até 1951 e, durante estes anos, mostrou Superman lutando com os mais diversos tipos de inimigos, embora os mais comuns fossem cientistas loucos. O herói ainda contou com a ajuda de Batman e Robin.

Para muitos Bud Collyer é considerado o primeiro ser humano a representar Superman, outros no entanto acham que Ray Middleton foi o primeiro. Ele apareceu vestindo a fantasia de Superman em uma feira chamada “Dia do Superman” em 1939, para promoção e venda da DC Comics, em Nova York.

Fonte de pesquisa: Wikipédia e HQ Maníacs.

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Superman: Através dos Tempos




Superman – O Maior Super-Herói de Todos os Tempos

O kriptoniano é o primeiro herói criado com superpoderes das HQs e se tornou ao longo dos anos um ícone pop mundial.  Seus autores Jerry Siegel (escritor) e Joe Shuster (artista) passaram um tremendo calvário para poder lança-lo nos gibis.

Nosso herói foi criado em meio a Grande Depressão e seu surgimento deu início a chamada Era de Ouro dos gibis. Sua existência foi baseada em mitos como Hércules, Sansão e também inspirado nos heróis John Carter e Doc Savage.

Dizem as lendas que o herói já foi careca isto aconteceu, porque Siegel e Shuster eram fãs dos livros pulp que eram revistas baratas aonde surgiram diversos personagens clássicos (tipo Flash Gordon, Tarzan, The Lone Ranger, Buck Rogers, Zorro entre outros) e também de ficção científica.

O protótipo pro surgimento do Super-Homem surgiu na edição de Science Fiction # 3 (1933), com a história “The Reign of the Super-Man” (O Reino do Super-Homem), no qual eles criaram um vilão com poderes telepáticos que queria obviamente dominar o mundo (tendo como influência os textos do filósofo alemão Friedrich Nietzsche).

Então descartaram essa ideia para depois reformularem tudo e aproveitando o gênero de gibis que vinha crescendo naquele momento criaram um super-herói incluindo apenas o nome Super-Homem.

Outra lenda diz que um editor recusou o personagem dizendo que não iria fazer sucesso por ser muito fantástico e então Siegel destruiu toda revista (sobrando apenas a capa).

Depois reformularam novamente o herói incluindo todas as características clássicas como o planeta condenado, a viagem na espaçonave e sua chegada ao nosso planeta.

Essa versão foi feita pras tiras de jornais, mas também amargaram um longo tempo de espera.  Até irem parar na mesa de M.C.Gaines que as encaminhou para a National Periodical Publications (atual DC Comics) sendo imediatamente aprovada.

Só que haviam sido feitas pra tira de jornal e seus criadores tiveram que adaptar para o formato de gibi. Então o Super-Homem estreou na revista Action Comics #1 (junho de 1938), tornando-se um estrondoso sucesso de vendas.

Após o surgimento do herói pipocaram diversas cópias suas, mas o primeiro foi Wonder Man, criado por Will Eisner pra Fox Feature Syndicate, ainda em 1939.

A única diferença era seu uniforme e também tinha um anel  que lhe dava os mesmos poderes do kriptoniano. Ao longo dos anos surgiram diversos outras cópias e homenagens como: Hipérion, Gladiador, Supremo e Sentinela.

Bom, o Homem do Amanhã era um herói defensor dos fracos e oprimidos mostrava um código moral aonde certo e errado são definições que não deixam meio termo.

Seu forte senso de justiça era inabalável. Aonde levava adiante suas próprias ideias tanto que seus inimigos poderiam ser mortos que ele não se importava.

Seu uniforme era baseado no de um trapezista de circo, a capa era mais curta e indestrutível, a sunga mais parecia um short e a bota era bastante diferente da que vemos.

As cores do seu uniforme original já eram azul e vermelho, mas o escudo era amarelo com um “S” simples.

O Super-Homem original não fazia prisioneiros e tinha seu próprio senso de justiça, que colocava em ação implacavelmente com seus únicos poderes na época: superforça e invulnerabilidade. Á margem da lei, este Homem do Amanhã lutava contra cientistas loucos, criminosos organizados, políticos corruptos ou empreiteiros mal intencionados.

Clark Kent trabalhava no jornal Estrela Diária (Daily Star), do editor George Taylor aonde conheceu a repórter Lois Lane que era apaixonada pelo Super-Homem (e não notava o Clark).

Usando o disfarce do simpático repórter Clark Kent o Super-Homem podia ficar por dentro dos acontecimentos para então lutar conta o mal sempre que precisasse.

Como curiosidade além de ser o primeiro personagem dos quadrinhos a usar capa e superpoderes. O Azulão também foi o primeiro herói a ter uma revista intitulada com o seu nome: Superman # 1, publicada no verão de 1939.

Ao longo dos anos foram feitas diversas releituras de sua origem, mas mantiveram o básico um alienígena que vem pra Terra, cresce com poderes extraordinários e passa a usa-los pro bem da humanidade.

O grande sucesso do Superman é justamente pelo simples fato que Siegel e Shuster criaram um herói que personifica a verdade e a justiça (alguém que podemos seguir como exemplo).

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