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A Gata e o Rato

Antes de se tornar conhecido por trabalhar em filmes de ação e se transformar-se uma lenda do cinema ao interpretar John McLane (Bruce Willis deu vida ao impagável e cara de pau do David Addison).

E também tínhamos a estonteante Cybill Shepherd, que interpretava Maddie Hayes, uma famosa e rica modelo que infelizmente foi enganada por seu contador e acabou perdendo quase tudo que tinha.

O que lhe restou foi apenas uma falida agência de detetives que ela já estava com intenção de fechar. Só que houve a intervenção de David que a convenceu de manter a firma.

A agência de detetives foi rebatizada de Blue Moon, que também é o nome original da série, mas o que realmente chamava minha atenção na série eram as constantes brigas entre David e Maddie.

Por ser algo totalmente diferente do que víamos no Casal 20. Enquanto Jonathan e Jennifer Hart eram um casal de milionários que viajavam pelo mundo em busca de aventuras e solucionavam diversos crimes (só que ambos não eram detetives).

Em, A Gata e o Rato, também tínhamos o trabalho investigativo, mas focava na relação entre os protagonistas tendo aquela constante tensão no relacionamento entre eles.

Lembrando que o formato fez tanto sucesso que aproveitaram para recriá-lo em Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman.

Eu me divertia muito com Bruce Willis que já demonstrava seu estilo irônico de atuar nesta época e com a estranha Agnes Topisto (Allyce Beasley) que só falava rimando e tinha uma irritante voz de criança (muito doida).

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A consagração da carreira de Bruce Willis veio na franquia cinematográfica de Duro de Matar. Eu poderia lembrar do Quinto Elemento, Os Substitutos, Os Mercenários entre vários outros que valem a pena dizer alguma coisa.

Porém John McLane é um dos personagens que ficaram realmente marcados na história. Pelo menos na minha vida ficou, pois tive a oportunidade de ver o primeiro Duro de Matar na telona.

É simplesmente inesquecível pra mim o fato dele estar sozinho contra um bando de terroristas no prédio. E ainda por cima teve a parte em que ficou descalço tendo que pisar em vários cacos de vidros.

Lembro que comentava com meus amigos estas cenas mentirosas de ação de John McLane ou até sua alcunha de sempre  ser o cara errado na hora certa (na verdade era azarado até demais).

Foram outros momentos inacreditáveis no terceiro e então o tempo passou e de repente veio Duro de Matar 4.0, uma jogada de marketing ou um caça-níquel?

Eu nem queria saber, pois meu herói estava de volta. O nível de mentira aumentou extrapolando o absurdo de tudo que havíamos visto antes (e o hacker fazia o contrastre com o coroa antigão).

E eis que tivemos Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer, desta vez McLane descobre que seu filho Jack está preso na Rússia. Eles não se falam há anos e Jack por algum motivo odeia o pai (já estamos cansados de ver este filão sendo explorado), mas vamos lá.

A aventura acontece em Moscou e o que não poderia faltar é perseguição de carro e tiros, muitos tiros (a ação ocorre em meio ao atrito entre pai e filho).

Jack é acusado de ter cometido um assassinato e sua sentenciado  a morte. Então seu pai após descobrir tal fato por um amigo sai para encontra-lo. O detalhe é que estava de férias e não procurando encrencas.

A ironia do destino é que Jack, talvez, mesmo não gostando seguiu uma carreira “quase” parecida com a do pai, tornando-se um agente da CIA.

Não poderia esquecer de comentar que temos dois colírios para nossos olhos uma é a bela atriz Mary Elizabeth Winstead (que interpreta Lucy McLane) e a outra é a estonteante  Irina Komarov (Yulia Snigir).

Quando Jack e Jonh estão no elevador do hotel toca de música ambiente Garota de Ipanema, o clássico que Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Frank Sinatra ajudaram a eternizar.

Foi o único momento tranquilo do filme, pois ambos apesar de divergirem são praticamente iguais (sem tirar nem por). Bruce Willis está mais irônico do que você jamais irá ver soltando constantes piadas sobre sua idade.

Um Bom dia para Morrer é diversão garantida pra quem curte o velho estilo de filme brucutu e  foi feito para quem curte John McLane, porque seus efeitos visuais estão sempre exagerados (e também com várias referências aos anos 80). Eu recomendo divirta-se com moderação.

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A Feiticeira

O nome original é Bewitched e foi ao ar em 13 de setembro de 1964, pela Rede ABC, nos Estados Unidos.

A série contava a história do casal James e Samantha tudo seria bem comum se não houvesse algo inusitado, pois Samantha (ou Sam para os íntimos) era uma bruxa que decidiu viver entre nós meros mortais.

O principal charme de A Feiticeira era a forma como Sam fazia uso de seus poderes “balançando” o nariz. A verdade era que Elizabeth Montgomery  mexia com a boca dando esta impressão que ficou marcante para todos que assistiam a série.

Na história o publicitário James Stephens levava  uma vida normal trabalhando com Larry Tate (David White) na agência “McMann & Tate”, até casar-se com Samantha ( Elizabeth Montgomery) e descobrir que ela possuía dons mágicos. Mais James preferiu ignorá-los e impôs que Sam vivesse como uma pessoa normal (e exigindo assim que jamais usasse seus poderes para ajuda-lo com seus problemas).

Sam até que tentava mais quando James não estava vendo fazia uso dos seus poderes para consertar ou arrumar alguma coisa.

A parte mais engraçada era justamente ver a família de Sam, que não aceitava que ela vivesse como uma simples mortal, fazendo aparições na casa da família.

Os problemas geralmente aconteciam quando os parentes de Sam iam visita-la principalmente com sua mãe Endora (Agnes Mooread). Ela é a sogra que ninguém gostaria de ter, pois era uma verdadeira “bruxa” e não digo apenas no sentido literal.

Endora além de não ter aceitado o casamento da filha. Era chata, resmungona e mal-humorada (causando grandes problemas para James). A bruxa má foi casada com Maurice (pai de Sam) que sempre aparecia fazendo citações de algum autor do passado.

Eu me divertia muito com a Tia Clara (Marion Lorne), uma bruxa bem idosa, mas  com boas intenções que sempre errava nos encantamentos. E também com o Tio Arthur (Paul Lynde) que adorava fazer bastante palhaçada.

Samantha tinha uma prima muito doida e bastante sensual, a Serena, que na verdade era própria  Elizabeth Montgomery quem a interpretava.

Apesar destes parentes totalmente loucos ainda tínhamos o Doutor Bombay (Bernard Fox), o médico bruxo da família. E eu quase ia me esquecendo dos vizinhos, o Sr. Abner Gravitz, um aposentado meio desligado que só ficava assistindo TV ou lendo jornal e sua esposa Gladys, uma terrível fofoqueira que ficava bisbilhotando a vida dos seus vizinhos.

A Sra. Gladys sofria no meio das confusões, pois devido a sempre ficar tomando conta da vida alheia presenciava algo estranho, mas não sabia o que tinha visto (chamando sempre seu marido para ver também).

Sam e James tiveram dois filhos Tabatha, que possuía poderes mágicos como sua mãe e Adam que nasceu mortal igual ao pai.

Só pra constar, James foi interpretado por dois atores. Dick York durante as cinco primeiras temporadas e Dick Sargent nas três últimas.

A Feiticeira ficará guardada na minha lembrança, porque Sam era uma esposa dedicada e carinhosa que tinha poderes mágicos. E  mesmo com seus parentes amalucados haviam momentos divertidos que faziam-nos acreditar que “magia” podia realmente existir.

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Em 2005 tivemos um remake, A Feiticeira: O Filme, com direção de Nora  Ephron. Nele temos a bela Nicole Kidman interpretando Isabel Bigelow, uma feiticeira que decide mudar da casa de seu pai mulherengo (Michael Caine) e viver como uma pessoa normal sem poderes, em San Fernando (Califórnia).

Tudo ia muito bem até ela conhecer Jack Wyatt (Will Ferrell), um astro de cinema que estava decadente. E como não estava suportando mais isso, teve uma grande inspiração para voltar ao topo, fazer o remake da famosa série dos anos 60 A Feiticeira(faltava apenas uma atriz).

Ao encontrar Isabel por um acaso ficou tão encantado com ela e a convidou para fazer o papel de Sam. E aproveitando-se de sua influência no estúdio queria que a série girasse em torno dele (para brilhar mais que a atriz principal).

O filme é uma forte crítica ao ego de vários artistas e também a esta mania que Hollywood tem de remexer no passado. Pegar velhas fórmulas que fizeram sucesso para poder então apresenta-las para um novo público. É óbvio que é apenas pra ganhar uns dólares, pois a maioria dos remakes fica bem abaixo do material original.

A parte mais interessante mesmo em A Feiticeira: O Filme é que rende momentos inesquecíveis somente quando fazem as cenas da antiga série, pois mesmo Nicole Kidman estando excelente. Will Ferrell ficou muito chato, totalmente abaixo, do que vemos em seus outros filmes.

É um filme mediano tipo Sessão da Tarde que pode ser visto uma única vez que já está muito bom.

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