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Batman: Através dos Tempos

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A Trilogia do Morcego

O Batman de Chris Nolan trouxe a essência sombria, de 1939 para a atualidade atrelada a uma narrativa mais crível aonde o Homem-Morcego “pode ser real”.

A franquia é motivo de discussão e aplausos entre os fãs, pois há quem diga que não vemos o Morcegão nas telas e sim um policial trajado de morcego. Eu particularmente adoro a versão de Nolan e sua visão “particular” do mito do herói me agrada.

Independente desta pendenga toda eu tenho pena dos diretores que virão no futuro trabalhar com o Morcegão nas telonas para a Liga da Justiça, porque terão de representar o herói de uma forma diferente da qual estamos acostumados a vê-lo.

E isso será um problema enorme? Talvez sim, talvez não, porque dependerá apenas do contexto mostrado. O Batman é um personagem de que já teve inúmeras representações através dos anos e esta será apenas mais uma.

Pra dizer a verdade estou ansioso para ver, mas acho que irá demorar um pouco pelo andar dos boatos que acontecem na Distinta Concorrente pela web.

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Batman Begins – 2005

Gotham City é uma cidade com policiais corruptos, políticos corrompidos, bandidos no comando e população aterrorizada  (infelizmente isto é comum na sociedade atual).

É neste clima sombrio que Bruce Wayne volta ao lar para confrontar seu passado trágico. O roteiro de David S. Goyer se concentra na jornada de Bruce para tornar-se Batman.

Preocupando-se em mostrar sua trajetória pessoal, motivação, treinamento e também seu medo. A temática principal é o medo algo que temos que conviver num mundo aonde o terrorismo (tornou-se banal e assustador).

É uma adaptação fiel ao conceito do herói vista de uma forma que nunca foi mostrada antes. Estávamos tão acostumados com os defeitos da franquia anterior como vilões chamativos, piadas infames e outros excessos que é melhor até esquecer.

Mais o herói não está sozinho nesta batalha, pois encontra apoio em Jim Gordon (Gary Oldman), o clássico policial amigo dos gibis, Lucius Fox (Morgan Freeman), um expert em tecnologia de ponta e Alfred (Michael Caine) que está impagável com suas frases sarcásticas. Ele reencontra Rachel Dawes (Katie Holmes), uma amiga de infância que tornou-se o amor de sua vida.

O medo permeia a história do herói seja na queda na caverna, no treinamento com Henri Ducard (Liam Neeson) na Liga das Sombras,  ou pela influência devastadora de R’as Al Ghul que deseja destruir o mundo ou ainda pelo gás do medo do Espantalho (e sobrepujar este sentimento é a prova de fogo do herói).

A cruzada do Morcegão nos instiga a acompanha-lo pela salvação não apenas de sua cidade, mas também de sua própria alma. Sim, por mais que haja ação, lutas e explosões o roteiro concentra-se em BW. E isto foi a diferença que rendeu o sucesso do reinicio da franquia.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas – 2008

O herói está mais a vontade como protetor de Gotham, mas precisa combater o caos e a anarquia que se instalaram na cidade. E isto ganhou personificação na presença do Coringa (o exato oposto do Cruzado de Capa).

A deixa da presença de seu maior antagonista já estava no final de Batman Begins demonstrando que a franquia veio para consolidar a nova roupagem na forma de representar o herói.

O roteiro desta vez não trabalha apenas o personagem principal, mas temos três pontos de vista diferentes. O primeiro é claro que não poderia deixar de ser Batman que precisa agir no limite da lei, o segundo é Harvey Dent (Aaron Eckhart) que mantem a lei como promotor público. Até ser destituído de suas convicções, destruído mentalmente  e transfigurado pela estratégia do Sr. C. (sua queda de cavaleiro branco para vilão é impactante).

E o terceiro a atuação esplendorosa de Heath Ledger que virou a síntese do medo no qual vivemos. Seu Palhaço do Crime é um psicopata com humor doentio e está mais assustador do que poderíamos imaginar.

No rosto carrega um eterno sorriso feito a partir de cicatrizes. E o pior quando conta a origem deste sorriso infernal há sempre uma versão diferente e horripilante desta história.

A morte repentina do ator logo após a conclusão da filmagem deixou sua marca na memória coletiva dos fãs (principalmente por suas frases de efeitos como Coringa).

Se no primeiro filme havia o Trumbler, o novo batmóvel baseado na HQ que é homônima ao filme chamou  bastante atenção dos fãs, nesta sequência quem brilhou foi o Batpod. A sensação de velocidade era tão impactante que deu vontade de estar no lugar do Morcego pilotando-a.

Batman: O Cavaleiro das Trevas cruzou fronteiras extrapolando limites e demonstrou como um herói deve ser adaptado para atualidade. Misturando um elenco estelar, mas estão trabalhando em uníssono. Sequências de ação bem produzidas e um roteiro bastante enxuto, com arquétipos urbanos reais e um pano de fundo coerente transformaram a adaptação em sucesso de público e crítica.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge – 2012

A ideia era terminar a franquia de uma forma inesquecível, mas devemos ver os três filmes como se fosse apenas um só. Podemos perceber que o medo é a palavra que conecta todos (de uma maneira inteligente e genial).

Desde a segunda sequência se passaram oito anos que Batman assumiu a culpa pela morte de Harvey Dent (sendo procurado pela polícia e sumiu de cena desde então).

Com a morte do promotor público Jim conseguiu praticamente acabar com o crime organizado em Gotham, mas a verdade é que Dent tornou-se o vilão Duas Caras. E Jim guardava uma carta sobre como aconteceu a morte do promotor (Bane aproveitou isso para unir todos os presidiários sob seu comando).

Então Gotham City vivia na mais completa paz sem precisar da presença de seu maior protetor.

Depois da marcante presença de Ledger como Coringa precisavam encontrar um vilão que pudesse realmente rivalizar com o Morcegão. E Bane foi o único que conseguiu “quebra-lo” tanto no aspecto físico quanto no mental.

Bane é um reflexo do terror que nos rodeia na atualidade e a atuação de Tom Hardy não deixa dúvida alguma sobre isso. O vilão usa a violência como se fosse a resposta para libertar Gotham da decadência moral (e “quase” consegue destruir toda a cidade neste processo).

O filme é marcado por várias reviravoltas que te deixa completamente ligado na narrativa épica mostrada.  Seja pela intrigante Miranda Tate (Marion Cotillard), ou ainda pela presença sensual da Mulher Gato, de Anne Hathaway, que deixou o Batman falando sozinho. Aquilo foi muito engraçado, pois o herói acabou provando do próprio remédio. Lembrando que em nenhum momento a ladra é chamada pela alcunha dos gibis.

E também pela ajuda perspicaz de John Blake (Joseph Gordon-Levitt), vulgo pássaro vermelho que “talvez” assumirá o manto do Homem-Morcego num futuro próximo.

Nesta terceira sequência temos outro veículo que roubou a cena, o Morcego, uma espécie de Trumbler voador (numa ótima cena de perseguição área entre os prédios de Gotham).

O filme todo em si é maravilhoso, mas também destaco a luta final entre Bane contra Batman (fiquei nervoso e apreensivo naquele momento). Foi o ápice da redenção no caminho do Morcego, pois teve que ralar muito na prisão em Santa Prisca e “quase” morrer para poder retornar. Bruce buscou no amago do seu ser aquilo que o define de forma inigualável de qualquer outro herói (sua perseverança moldada numa grande força de vontade).

Essa versão do Homem-Morcego deixará saudade, porque nela tivemos a noção da  trajetória de quem é Bruce Wayne. Um homem que luta com todas as suas forças para proteger sua cidade (seja da corrupção, ganância ou terrorismo). E ao vestir o manto do Morcego BW se transforma no medo que lhe afligia quando criança e passa a aterrorizar a mente e o  coração dos criminosos de Gotham City.

A trilogia de Chris Nolan ficará eternamente guardada na memória afetiva dos fãs, pois conseguiu demonstrar que heróis de quadrinhos podem ser levados a sério em uma adaptação cinematográfica.

Desde que haja um roteiro decente, um diretor competente e pessoas que estejam realmente dispostas a fazer um trabalho eficaz.

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Batman: Através dos Tempos

silêncio

A Saga Silêncio

Infelizmente não acompanhei a época em que BW namorou Vesper Fairchild e nem o desenrolar com as sagas Bruce Wayne: Assassino e Bruce Wayne: Fugitivo (por isso me concentro na saga seguinte).

Lembro que fiquei puto da vida pela história vir diluída em várias edições, mas tentei acompanhar o máximo que pude. O roteirista Jeph Loeb e o artista Jim Lee (ambos consagrados por diversos trabalhos nos gibis).

Nos mostraram uma engendrada trama com o Homem-Morcego em 2003, pois foram 12 edições já pela Panini Comics. Era angustiante ter apenas 11 páginas pra ler de um material tão instigante enquanto o resto do mix variava entre histórias ruins e outras péssimas.

Na história quando estava perseguindo a Mulher-Gato Batman teve sua corda cortada em pleno ar e o Morcego caiu inconsciente no Beco do Crime.

Os bandidos já se preparavam pra tripudiar sobre o herói com bastão de ferro e armas, até que avisada pela Oráculo, que estava monitorando o Morcegão, salva-o da morte certa.

Detalhe é que eles se tratam apenas pelas iniciais exemplo: Oráculo é O, Caçadora é C e assim vai. Neste período a Caçadora era mantida sob vigilância pelo Morcego (por causa de sua forma extremamente violenta de agir). Enquanto isso num galpão Hera Venenosa entrega uma mala repleta de dinheiro a um cara enfaixado e muito misterioso.

Ficamos conhecendo Thomas Elliot, um amigo de infância de Bruce. Há até uma suposição de que “talvez” sejam irmãos de verdade (acho que Thomas andou pulando a cerca, safadinho!).

Thomas ensinou ao Bruce estratégia num tabuleiro de xadrez, principalmente, a antecipar e pensar nas atitudes do seu inimigo (estando um passo á frente). A falha neste retcon foi  mostrar que Bruce nunca teve nenhuma motivação sozinho sempre pela ajuda de Elliot (retirando a mítica que havia sobre o BW original).

Depois de adulto salvou Bruce que estava com uma fratura craniana quando agia como vigilante.

Apesar de termos que ler pedacinho por pedacinho e isto tornou tudo desgastante. A trama de Jeph Loeb é instigante nos conduzindo pelo universo do Morcego e também envolvendo-nos com o mistério de quem conhece tão bem a vida pessoal de Batman a ponto de querer destruí-la totalmente?

E a arte de Jim Lee completa nossa ambientação mostrando BW estiloso e um Morcegão atlético. Sem contar pelo desfile de lindas mulheres sejam principais ou coadjuvantes que de uma maneira natural estão lânguidas, esguias e sensuais.

Destaco Lois Lane, Mulher-Gato e Hera-Venosa (como diria nosso amigo narigudo Luciano Huck: “loucura, loucura, loucura!”).

Voltando, Batman e Mulher-Gato engataram um romance a coisa ficou tão séria que ele até revelou sua identidade secreta (um passarinho ficou todo chateado, hummm…).

A eterna briga de gato e rato entre os dois foi bem explorada em Crise de Identidade e pra notarmos o nível de envolvimento de Bruce. Numa visita a Metrópolis avalia o relacionamento de Lois e Clark com o que estava vivendo com Selina.

É um daqueles raros momentos que vemos Bruce desejando ter uma vida comum e não o caminho daquela vingança eterna contra o mal que enveredou.

Na  cidade do Amanhã temos um confronto perigoso entre Selina e Pamela Isley, mas o pior ainda estava pra acontecer. O Superman  estava sob controle da Hera Venenosa e a luta entre os heróis é focada apenas em Batman agindo. Seja usando o anel de kriptonita, bomba de luz, energia elétrica da cidade inteira ou ainda uma pressão psicológica.

O Morcegóide venceu simplesmente, porque Selina arremessou Lois do alto do Planeta Diário ou então iria virar patê na rua.

E não acaba por aí depois no teatro Selina, Bruce, Leslie e Thomas estava assistindo tudo tranquilamente. Quando a Arlequina surge pra estragar tudo levando as jóias da galera, mas de repente Batman tenta salvar o dia (só que não se recuperou da cirurgia).

A Mulher-Gato até tenta ajudar, porém leva um tiro no ombro e no final surge o Sr. C matando mais uma pessoa importante na vida do Morcego. Batman reage com toda sua fúria relembrando tudo que o Coringa destruiu e quase matou o Palhaço do Crime (pena que não foi adiante).

Quem salva o Coringa de ser morto por Batman é Jim Gordon e pelo que diz “sabe” quem se esconde sob o capuz.

Temos um desfile de diversos personagens tanto da galeria de vilões somente os mais importantes como: Crocodilo, Espantalho, Charada, Cara de Barro, Mulher-Gato, Hera Venenosa, Coringa e Arlequina.

Mais também seus secundários mais importantes como: Alfred, Robin, Oráculo, Jim Gordon e Leslie Thompkins.

Houve até uma capa dupla na edição n° 20 com todos os heróis e aliados do Morcego de um lado e no outro os vilões da trama.

A parte interessante é que a atenção de Batman vai sendo desviada para outros acontecimentos com seus aliados e ressaltando que os vilões ganharam novas perspectivas modificando o M.O. que tinham. Este ardil foi usado para que não descobrisse que das sombras estava alguém manipulando tudo e conclusão é surpreendente.

A Saga Silêncio é marcante por detalhar tudo aquilo que o Homem-Morcego é, acredita e mostra por que sua vida é tão sofrida. Seja combatendo o crime, deixando de vivenciar um grande amor ou erguendo o fardo de proteger os inocentes temos uma verdadeira história do… Batman (e que vale a pena ser lida).

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HQ

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Super-Homem: Morcego de Aço

É mais uma história da linha Túnel do Tempo (no original, Elseworlds), dos anos 90.

Nesta aventura o foguete de Kal-El foi encontrado por Thomas, Martha Wayne (e também Alfred que dirigia a limousine).

“Bruce Wayne” presencia a morte dos pais após a ida ao cinema, mas a cena brutal faz com que mate Joel Chill com intensas rajadas ópticas.

Bruce cresce com esta lembrança reprimida até que sua casa é invadida por bandidos (ele vivia recluso na mansão) e após confrontá-los suas lembranças daquela fatídica noite retornam.

Então na caverna Alfred conta-lhe toda a verdade sobre seu passado e Kal-El decide assumir o manto do Homem-Morcego ao vê-los voando na caverna.

Em Morcego de Aço temos uma daquela raras ocasiões de podermos entender as motivações do que levou Bruce Wayne a se tornar Batman sendo contadas por outra pessoa, pois a aventura é narrada por Lois que está linda (uma de suas melhores versões).

Lex Luthor tenta dominar Gotham City e aqui assume o papel de Coringa (é ridículo ver o bolo fofo usando um helicóptero nas costas mais deixa pra lá).

O roteiro de J. M. DeMatteis é bastante simples, porque não vemos nada de extraordinário nele.

Só que a arte de Eduardo Barreto é que chama bastante atenção por ser detalhada, variando contraste entre luz e sombras na medida certa (e também as expressões dos personagens conseguem demonstrar seus sentimentos).

É uma HQ que mescla a mítica de ambos os heróis apenas misturando-os, porém podemos notar que também revela mais uma vez que Superman significa esperança.

Não há nada de sensacional nela, mas é uma boa leitura para quem curte tanto o Homem-Morcego quanto ao kriptoniano.

HQ: Super-Homem: Morcego de Aço

Editora: Abril Jovem/DC Comics

Ano: 1994

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Batman: Através dos Tempos

série animada

Bat-desenhos – Primeira Parte

A Era Bruce Timm

Batman: A Série Animada

Devido ao  estrondoso sucesso de Batman – O Filme.  Tivemos uma continuação três anos depois com  Batman: O Retorno e este desenho que foi lançado para TV (em conjunto com a versão para as telonas).

Algo que me impressionava era aquela abertura, pois a música de Danny Elfman soava bastante densa. Demonstrando um Homem-Morcego ágil, rápido e sombrio. As cenas são escuras praticamente em preto e branco (num estilo característico dos gibis clássicos antigos).

Eu não cansava de ver essa parte, porque pra mim era uma das melhores. É bom lembrar que Bruce Timm uniu a versão de Tim Burton com a dos irmãos Fleischer (feita para o Super-Homem em 1941).

Então podemos constatar que a produção nos remete aos momentos iniciais das aventuras do Morcegão original. A série animada tem o mérito de redefinir o visual dos super-heróis da Distinta Concorrente na telinha.

Dizem as lendas que Bruce Timm foi o responsável pelo visual estilizado dos heróis e vilões de Gotham. E Eric Radomski fez os cenários que foram batizados de “dark deco”.

Outra lenda diz que a animação recebeu um prêmio Emmy em 1993 (tipo um Oscar da TV).

A parte interessante é que os roteiros de Paul Dini e Denny O’Neill (roteirista do Batman nos anos 60 e 70) exploravam temas sérios e dramáticos (tipo traição, assassinatos e insanidade). Fatos que mostravam o lado detetivesco do herói.

Enquanto nos Estados Unidos, Kevin Conroy tornava-se a voz definitiva pro Batman aqui também tivemos Márcio Seixas com sua voz marcante e inesquecível.

E se não me falha a memória o dublador fez a voz do Sr. Spock (Leonard Nimoy) de Star Trek: A Série Clássica. O eterno Luke Skywalker (Mark Hammil) dublou o Coringa e Ron Pearlman (Helboy) emprestou sua voz para o Chapeleiro Louco.

Essa primeira versão durou até 1994, pois estava para ser lançado o filme Batman: Eternamente (durando num total de 85 episódios). Os vilões que conhecemos aparecem em sua grande maioria. Sendo um dos elementos mais chamativos da série.

Então surgiu uma nova intitulada As Aventuras de Batman e Robin (só pra lembrar a Filmation já havia usado este título nos anos 70). Introduzindo um novo Robin (Tim Drake) com um visual criado pelo lendário artista Alex Toth.

Entre 1997 e 1999 veio a última temporada chamada de As Novas Aventuras de Batman. E desta vez tivemos Asa Noturna (Dick Grayson), Robin (Tim Drake) e a participação da Batgirl (Barbara Gordon).

Demonstrando ser uma continuação da versão anterior. Enquanto o estilo ficou mais leve  em contrapartida seus uniformes assumiram tons mais escuros.  Ficou evidente também  uma mudança nos roteiros (que tornaram-se mais infantis). A parte interessante era mostrar o Morcegão liderando uma equipe.

É deste período também que surgiu Superman: A série Animada outra versão do kriptoniano. Mesclando  a versão clássica da Fimation (1941) com a tecnologia da década de 90 tivemos a melhor animação do Azulão (até aquele momento).

Não posso deixar de comentar que vale a pena recordar os dois longas-metragens e uma animação que fizeram história.

máscara do fantasma

 Batman: A Máscara do Fantasma

Inspirada em Batman: Ano Um, de Frank Miller. Temos o Morcego combatendo, o Fantasma, um bandido perigoso que matou alguns chefões da máfia em Gotham City.

Só que seu M.O acaba incriminado Batman pelos crimes. Fazendo com que a população da cidade se volte contra seu protetor.

A narrativa tem muitos momentos em flashback, pois o Fantasma foi um herói televisivo antigo. No qual o pequeno Bruce Wayne se inspirou para tornar-se quem é.

E também mostrando o momento em que um jovem Bruce Wayne desejava casar com Andrea Beaumont e largar seu pesado fardo de vingança. E sua motivação para proteger os inocente de Gotham é posta em dúvida.

Só que além de ter que provar sua inocência nosso herói ao mesmo tempo precisa  se defender de seu pior inimigo.

Nostálgico é saber que Adam West dubla o Fantasma Cinzento da TV sendo uma homenagem ao seriado no qual trabalhou. Podemos notar que há uma inspiração na HQ Batman: Ano Um, de Frank Miller, tornando nossa aventura mais interessante.

É uma animação com roteiro bem trabalhado de Paul Dini e direção de Eric Radomski (vale a pena dar uma conferida).

 abaixo de zero

Batman & Mr. Freeze: Abaixo de Zero

Victor Fries é um especialista em criogenia que trabalhava arduamente num projeto para salvar sua esposa Norah de uma doença terminal. O senhor Frio retorna a Gotham buscando uma doadora para ela e encontra compatibilidade sanguínea com Bárbara Gordon.

O Senhor Frio agindo em conjunto com o Dr. Gregory Belson  acaba sequestrando  Bárbara. Só que pro seu azar o vilão não sabia que a moça agia secretamente como Batgirl.

Então devido ao seu desaparecimento o Comissário Gordon convoca Batman e Robin para ajudar. Ambos saem numa busca desenfreada para até encontra-la e sava-la. Esta animação encerrou a fase Animated.

futuro

Batman do Futuro

Desta vez a história acontece num possível futuro, pois estamos em 2039. Bruce Wayne esta com 80 anos e se aposentou despois de um salvamento em que quase morreu do coração.

Passados 20 anos de reclusão acompanhado de seu cão Ace (lembrando que o bat-cão também aparece na série animada do Kripto, O Supercão). Ele é salvo de ser morto por uma gangue graças a Terry McGinnis, um jovem que havia perdido o pai recentemente.

Tendo que combater a corrupção dentro de sua própria empresa feita pelo empresário Derek Powers. Ficamos sabendo que Derek foi o responsável pela morte do pai de McGinnis.

Impossibilitado de agir devido sua idade avançada Bruce aceita a contragosto a vingança do jovem. Fazendo dele seu pupilo e ajudando McGinnis a ressuscitar o “Batman”.

Mais do que um mero spin-off esta série criou sua própria mitologia trazendo um novo jovem na época de 17 anos para continuar o legado do Morcego. E além disso BW agia como mentor ensinando tudo que Terry deveria fazer.

Terry utiliza um traje avançado tecnologicamente capaz de torna-lo dez vezes mais forte que um homem comum, voar entre outros apetrechos.

A abertura da série é muito mais sinistra demonstrando já o nível de corrupção e sujeira degradante que a sociedade de Gotham vivia.

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Batman do Futuro: O Retorno do Coringa

Este longa-metragem trouxe uma história inusitada mostrando Tim Drake com 50 anos e totalmente ressentido com Bruce por um acontecimento do passado.  Também temos Bárbara como Comissária de Polícia desaprovando a existência do novo  herói.

Desta vez devido ao retorno do Coringa Bruce resolve tomar a frente deixando Terry de fora do que está acontecendo. O Palhaço do Crime reabre feridas que nunca cicatrizaram, mas quando vemos em flashback Tim sendo torturado foi chocante.

Ainda mais porque aparentemente o menino-prodígio havia matado o vilão. Mesmo Terry tentando ajudar procurando desvendar um terrível segredo. Ficamos sabendo que o vilão havia implantado um chip em Drake (no qual havia toda sua personalidade doentia). Tornando este retorno assustador e causando destruição na vida daqueles envoltos nesta história.

Repleta de ação e com momentos fantásticos vale a pena rever esta animação.

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Liga da Justiça

Desta vez vemos Batman agindo praticamente sozinho, porque não há  nada mencionando Robin ou Batgirl. Inicialmente Bruce não confia em ninguém demonstrando estar na maioria das vezes na defensiva (isto é devido a Liga ter os heróis mais poderosos que já viu).

Como sabemos Bruce é um atleta soberbo além de ter conhecimentos de química, biologia e criminologia.

Seu comportamento é sombrio e sua presença é assustadora (invariavelmente algumas pessoas se amedrontando quando o veem).  Sendo extremamente fiel ao conceito do herói temos o Batmóvel e seus acessórios do cinto de utilidades sempre sendo utilizados quando necessários.

Batman é um dos membros originais da equipe e não possui poder algum, mas mesmo assim não deixa de ser respeitado pelo resto dos demais. É o estrategista de campo mostrando e delegando as funções de cada um e usa sua astúcia e inteligência para estar um passo afrente seja dos heróis ou vilões.

Foi mostrado de maneira superficial seu romance com Diana principalmente no episódio da porca-maravilha que é muito engraçado (mais nos quadrinhos o enlace foi mais intenso). Outro episódio memorável foi a crise no tempo em que tivemos Bruce encontrando seu eu envelhecido de 2039 (há referências a Crise nas Infinitas Terras).

Liga da Justiça é a melhor série animada feita com os personagens do  UDC. E mesmo com o estilo cartunesco de Bruce Timm as aventuras mostram “quase “ todos” os heróis, pois deixaram infelizmente de fora o Besouro Azul e  até o Vingador Fantasma que participa de várias sagas nos gibis. A parte interessante foi a  inclusão de personagens do Quarto Mundo criados na fase em que a lenda Jack Kirby trabalhou na editora.

Mais ainda sim seus roteiros não são feitos para agradar as crianças e sim para nós fãs de longa data dos heróis.

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Batman: Através dos Tempos

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Batman: O Filme (1989)

O Homem-Morcego já faz parte de minha história, pois quando fui ao cinema assisti-lo com meu amigo Dênis em Madureira (subúrbio do Rio) quase não conseguimos entrar.

Lembro que a fila para o antigo cinema Madureira 1 (que já não existe há muito tempo) estava grande chegando no Pólo 1. A sessão ficou tão lotada que vi o filme sentado na escada (e mesmo assim valeu a pena).

Eu já havia lido Batman: O Cavaleiro das Trevas, mas na época não sabia da importância do gibi. Tim Burton era um diretor famoso, porque havia feito Os Fantasmas se Divertem.

Em 1989 o Cruzado Embuçado estava comemorando seu cinquentenário e o sucesso deste filme ressuscitou a batmania, pois seu merchandising vendeu vários produtos.

Entre as batbugigangas tivemos botões, tênis, bonecos, toalhas, camisetas, bonés, miniaturas do Batmóvel (eu tive uma) e por incrível que pareça até batsutiãs.

Batman reinaugurou a era do cinema de quadrinhos, porque o primeiro foi Superman (1978). Durante os anos que se seguiram ao filme do kriptoniano tivemos diversas produções do gênero, mas só o Morcegão fez um estrondoso sucesso.

A produção começou em Londres (1988) e ficou marcante a reclamação dos fãs pela escolha de Michael Keaton. Pelo ator ser baixo e não ter o queixo “quadrado” (característica marcante do herói).

Haviam várias especulações na época por causa da escalação do ator, pois as pessoas tinham medo que houvesse um remake da versão televisiva, de 1966.

Tanto que ainda chiaram pela batarmadura utilizada na trama, porém notei que seu Batman estava na medida certa sisudo, introspectivo e acima de tudo solitário. E sem sombra de dúvidas a representação magistral de Jack Nicholson do Coringa superou a do ator principal.

Lembro quando assisti As Bruxas de Eastwick comentei que Jack Nicholson lembrava demais o Coringa  depois tal fato realmente aconteceu.

Apesar do longa ter sido feito em 1989 podemos notar que ambientação dos personagens nos remete a década de 1940. Mostrando realmente ser uma homenagem ao universo original do herói.

Algo que eu não me recordava era a música Batdance (numa batida que mistura funk e  música eletrônica), pois Prince havia composto também uma trilha sonora exclusiva para o filme. Me lembrei quando revi no Video Collection da MTV sobre o cantor.

A música mostra diversos bailarinos vestidos de Batman, Coringa e Vicki Vale. Prince foi um dos maiores cantores da década de 1980. Formando o quarteto ao lado de Michael Jackson, Madonna e Cindy Lauper que mais emplacaram hits naquela época.

O filme custou 35 milhões de dólares considerado um valor muito alto no período.  E arrecadou 251 milhões apenas nos Estados Unidos. Este sucesso do longa  inaugurou a era dos blockbusters no cinema (algo que não existia antes).

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O Filme

Mesmo depois de tanto tempo a música-tema de Danny Elfman (ex-Oingo Boingo) continua a ser impactante e maravilhosa. Somos introduzidos na atmosfera sombria quando as cenas vão mostrando o símbolo por ângulos até mostrar-se total na tela.

Gotham City é uma cidade extremamente escura e perigosa. Logo os pais de um menino tentam conseguir um táxi, mas acabam entrando numa rua errada. E são assaltados por uma dupla de meliantes que depois no alto do prédio conversam sobre o “morcego”.

A primeira aparição de Batman é assustadora abrindo a capa como se fossem realmente asas. Porém um dos ladrões atira no Homem-Morcego que cai abruptamente.

E quando se levanta combate de forma rápida e segurando o bandido que pergunta: “o que é você?”.  O herói diz a frase clássica que eu não me cansava de repetir: “sou Batman”. Pulando do prédio em seguida e deixando o ladrão atônito ao notar que o Morcegão sumiu (ao invés de estar espatifado no chão).

O repórter Alexander Knox (Robert Whul) está com uma péssima reputação por correr atrás da história da “lenda urbana” do morcego. E então recebe a visita da fotógrafa Vicki Vale (Kim Basinger)  que esteve em Corto Maltese (referência ao personagem de Hugo Pratt).

E fala que viajou até Gotham para descobrir mais sobre algo que adora morcegos.

É na festa beneficente na Mansão Wayne que temos o vislumbre da caverna (quando Bruce está na frente do batcomputador).

Ainda temos  o veterano Jack Palance (Carl Grissom) que descobre a traição de sua namorada Alicia (Jerry Hall) mandando Jack Napier para uma emboscada na Axis Chemical.

Quando a fábrica é invadida pelo detetive Eckhardt (William Hootkins) e sua equipe de policiais corruptos vemos a origem do Coringa (como na HQ A Piada Mortal).

A mudança no rosto de Napier só ajudou a aflorar uma personalidade que já existia. Quando Napier atira no chefão Grissom dando-lhe vários tiros é realmente o Coringa que nós vemos (não é a toa que fez mais sucesso que o Morcegão).

A parte boa é que mantiveram a principal característica do herói (um homem sombrio e atormentado por sua trágica perda).

É interessante ver também que Batman  age de maneira teatral e notar que as pessoas se assustam diante da presença do herói. E foi a partir deste filme mostrando que o Morcego some de repente que foi adotado seu M.O. na versão animada.

Uma das melhores coisas deste filme não é  a beleza de Kim Basinger ou o Batman assustador e muito menos o psicótico Coringa. Mais o maior objeto de consumo de qualquer fã.

O Chevrolet Impala  customizado que tornou-se no Batmóvel com uma turbina de foguete na parte traseira (conectado aos elementos sombrios do filme). Lembrando o clássico da série televisiva dos anos 1960 (inesquecível).

Batman, de Tim Burton trouxe novamente o foco para o Morcegão agregando vários fãs (e algumas críticas ruins) para o universo gótico do herói.

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Batman: Através dos Tempos

DK

Batman: O Cavaleiro das Trevas – parte 1

De abril de 1985 a março de 1986, todo o Universo DC foi recriado da estaca zero. A maxissérie de 12 números Crise nas Infinitas Terras lançou as bases para a total reformulação das centenas de personagens da editora (e Batman não foi exceção).

Em junho de 1986, foi lançada Batman: O Cavaleiro das Trevas (Batman: The Dark Knight Returns), um dos mais significativos acontecimentos das HQs na década de 80, não só pela qualidade, mas pelas mudanças que impôs ao perfil da indústria dos Comics.

Após essa minissérie de quatro números, escrita e desenhada por Frank Miller, e editada num formato luxuoso sem precedentes, Batman e os quadrinhos, em geral, nunca mais seriam os mesmos.

Nas suas páginas, o herói não era mais o personagem idealizado dos tempos antigos, e seus inimigos – o Coringa, em particular – jamais foram tão letais.

Quando li BCT pela primeira vez, em 1986. Eu estava com 14 anos, e iniciando no mundo dos quadrinhos. Foi como se algo surpreendente fosse mostrado pra mim, pois a série cômica de 1966, ainda era algo recente em minha memória afetiva (visto que aqui no Brasil havia sido veiculada, em 1982).

Bruce estava com quase 60 anos e era psicologicamente atormentado pela fera que  inutilmente queria trancafiar dentro de si “Batman”tentou levar uma vida comum, mas Ghotam City é assolada por uma onda de crimes que faz o Morcego reerguer-se abruptamente.

O Morcego volta á ativa e a notícia se espalha indo parar em acalorados debates  vistos pela TV.  Há dez anos o  governo norte-americano havia proibido os super-heróis de agir em público e Batman não está nem aí pra isso. Agindo brutalmente para retomar as rédeas de sua cidade.

A parte mais incrível era algo que seria inconcebível um embate ideológico e titânico entre Batman e Superman, pois haviam deixado de ser os grandes amigos das décadas anteriores. Simplesmente foi algo magnífico e sem precedentes.

Um dos fatores mais importantes da HQ é resgatar as origens sombrias do herói original, aonde era visto como um temido vigilante que a polícia combatia. Essa revisão influenciou tudo que foi feito com o personagem nas décadas seguintes repercutindo até nos dias de hoje.

Depois de tantos anos esta HQ ainda continua a ser maravilhosa e pra mim a pergunta  que não quer calar é como um homem que quase no declínio de sua vida consegue

combater o crime daquela forma? A explicação não surgiria de forma tão fácil, mas é do Batman que estamos falando, e ele é imprevisível.

Batman é um herói fascinante, porque ao longo das décadas já foi reinventado diversas vezes, mas sempre conseguiu de maneira implacável amedrontar a mente e a alma dos malfeitores.

E quem poderia imaginar que depois de mais de 20 anos iriamos ter um longa animado desta graphic novel?

Nesta primorosa animação o Homem Morcego consegue ser  tão assustador quanto em sua concepção original, de 1939. Quando Gordon liga para mansão e o telefone vermelho toca lembrei da série de 1966 que também tinha um contato direto com a chefatura de polícia.

A melhor coisa nisto tudo é ver os fatos da referida história e de como ela continua a ser tão instigante e atraente.

O longa animado consegue manter toda a carga psicológica da HQ, principalmente, na parte em que Batman entende  profundamente a dualidade perturbada da existência de Harvey Duent.

Eu notei algo curioso quando o mutante entra na loja de conveniência para assaltar, na estante de HQs mostra rapidamente três edições. Uma do Monstro do Pântano, uma do Sandman e outra de V de Vingança. Se não me engano foi uma homenagem para Alan Moore e Neil Gaiman, dois artistas que também revolucionaram o mundo da nona arte.

Outro fato foi a cena que foi retirada é aquela em que o General do exército que vendia armas para os mutantes comete suicídio e Batman segura seu corpo inerte envolto pela bandeira americana.

É estranho notar que a sequência da narrativa não está totalmente igual a da HQ, pois foi alterada drasticamente, pois eu não gostei de algumas mudanças. Talvez seja para angariar ao público infanto-juvenil. Sinceramente os fãs mais xiitas vão torcer o nariz pro que foi feito.

Infelizmente já deu pra notar que estão querendo ser politicamente corretos nesta adaptação será que vão mostrar todos os aspectos da Guerra Fria como havia na HQ?

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Batman: O Cavaleiro das Trevas – parte 2

Acho que praticamente tudo já foi dito no comentário anterior, pois não há nada muito de relevante para acrescentar (mais vou fazer assim mesmo).

A animação continua com a temática original de tudo ser mostrado em conjunto com a TV. A Gangue Mutante foi dividida na facção Os Filhos do Batman que marcham sobre a égide do Morcego.

Mas o fato principal é o reaparecimento do Coringa que volta de um estado catatônico (por causa do retorno do Morcegóide).

O presidente ainda continua a ser Ronald Reagan que convoca o Homem do Amanhã para cuidar da baderna em Gotham City e no caminho amansar um certo roedor alado.

Quando o Azulão passa voando por um jornaleiro podemos ver as edições de Flash de Dois Mundos e a original da Liga da Justiça dos anos 1960.

A parte engraçada foi a batata quente chamada Batman sendo jogada do Presidente para o Governador, do Governador para o Prefeito e do Prefeito para a Comissária Yendell.

Logo em seu primeiro ato de posse ela sai a caça do vigilante. É interessante lembrar que Jim comentou com ela que há homens grandes demais para se deter (fato que estava falando claramente do Morcegão).

Na conversa entre Kal e Bruce a águia pega entre suas garras um rato formando uma alusão a batalha que logo haveria entre os heróis.

Enquanto Batman destrói o esquadrão inteiro da Comissária o Sr. C. tem uma memorável noite de estreia num programa de TV matando todas as pessoas no auditório. Mostrando que mesmo velho ainda é um perigoso serial killer (sinistro demais).

A segunda parte da animação consegue prender nossa atenção do início ao fim (trazendo o grande e esperado clímax). Ainda mais na luta entre Superman e Batman  no Beco do Crime, pois quando a guerra entra numa das casa há um quadro na parede homenageando Christopher Reeve.

A cena de luta foi extendida, pois o Morcego não aguentaria uma luta desenfreada e poderosa daquele jeito contra o Escoteiro Azulado.

Sinceramente é na luta contra o Coringa que vemos notadamente que esta animação (mesmo tendo sido baseada numa das HQs mais importantes da história dos gibis) manteve alto nível de violência e grandes sacadas políticas fazendo nossa viagem ser muito mais interessante e nostálgica (para os fãs mais antigos).

Mesmo mantendo a mudança injustificável que havia sito feita no status quo da Mulher-Gato (transformando-a numa prostituta). Ou ainda vendo Alfred morrer (algo que foi marcante e triste pra mim).

Afirmo que  todo fã  que seja do Batman ou de quadrinhos em geral deve assistir esta animação, pois aborda de maneira satisfatória a grande e clássica HQ.

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Crítica

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Batman Lego: O Filme – Super-Heróis se Unem

Logo na abertura temos uma introdução tanto na música tema quanto ao símbolo do filme de Tim Burton, de 1989. Eu já havia visto a capa deste DVD  na locadora, mas nunca quis pegar pra assistir.

Foi meu pai quem trouxe para meu filho e depois desta introdução. Notei que na direção estava Jon Burton (talvez seja algum parente do outro diretor) então, parei pra poder dar uma espiadinha. Pra dizer a verdade eu pensei que não iria gostar desta animação (ainda bem que me enganei).

A parte realmente boa é que puseram os dubladores da animação da Liga da Justiça sendo que as vozes são velhas conhecidas nossas. Fiquei boquiaberto com a grandiosidade dos cenários que ficaram perfeitos (dando uma veracidade as cenas).

Tenho que afirmar que Batman Lego é voltado pro público infantil introduzindo-os no universo dos heróis, mas nós marmanjos podemos nos deliciar com sua abordagem leve e clássica do bem contra o mal.

A animação é excelente buscando nos mínimos detalhes explorar as sutilezas entre as diferenças de personalidade dos personagens.

Bruce Wayne é um filantropo, Batman age de maneira rápida (sendo um tanto rabugento), enquanto  Robin comporta-se num misto de Burt Ward com Chris O’Donnel (reagindo como um menino mesmo)suas falas são as mais engraçadas.

O Superman aparece precedido de um estrondo no ar junto com sua música tema, de 1978. E tem aquele ar de escoteiro bonzinho que quer ajudar a “todos”, porém Lex Luthor detesta tanto Bruce Wayne quanto ao kriptoniano.

Na história quando Lex tenta se candidatar a presidência precisa retirar Batman e Superman do caminho para conseguir seu intento. Quando o Coringa está preso no Asilo Arkham (que aparece como na versão do game) vemos Clark Kent num boletim televisivo (lembrando que o herói também trabalhou na TV  durante os anos 1970).

E então Lex ajuda o Palhaço do Crime a escapar usando o Desconstrutor (arma que desmonta objetos pretos brilhantes) libertando também alguns vilões. É uma das melhores cenas aonde vemos todos os vilões com carros e motos tentando fugir do Asilo.

Descobri que o dublador do Charada é o mesmo do Patolino em O Show dos Looney Tunes. No momento em que os vilões tentam fugir do Arkham (todos possuem algum veículo), mas são perseguidos pelo Morcegão. A intenção é vender os carros e outras bugingangas que aparecem mais eu gostei de tudo.

Quando Batman pega a kriptonita vemos o Sr. C usando o Desconstrutor e desmontando o Batmóvel (uma versão do filme de Tim Burton) deixando o herói com cara de bobo. Só que o Morcego não sabia que levava consigo uma falsa kriptonita.

Então vemos Lex e Coringa encontrarem a Batcaverna e ao sair dela descobrem que fica sob a Mansão Wayne, mas nem desconfiam que Batman e Bruce Wayne possam ser a mesma pessoa.

E isso pegou mal, pois Lex é um dos vilões mais inteligentes do UDC. Era só juntar 1+1 que daria pra elucidar a identidade secreta do Morcegóide. Talvez o roteirista não quisesse levar pra este ponto mais pra mim foi um furo tremendo.

Uma coisa interessante foi quando mostrava o prédio da Lexcorp após a destruição da Batcaverna. A câmera vai andando pelas dependências da empresa e esbarra no rosto de um funcionário.

E na parte em que os melhores do mundo falam com a recepcionista ela parece Kitty Kowalski (Parker Posey do filme de 2006). Quando Superman e Batman estão no elevador a música ambiente é o tema do Homem de Amanhã no que ele diz que conhece e o Morcego fala: “eu não escuto música”.

Logo outro funcionário sobe perguntando sobre o resultado de um jogo o Superman responde e o Batman diz: “eu não acompanho esporte.”  Então o que Batman faz nos momentos de folga? Será que nunca relaxa?

Outro fato que chamou minha atenção foi a versão da LJA que dá nome ao título Super-Heróis se Unem. O Lanterna Verde (Hal Jordan) segura o anel na mão e o Avião Invisível da Guerreira Amazona é feito de Lego transparente ficou muito maneiro.

Perto da conclusão Lex e Coringa usam um mecha robô, mas são derrotados quando toda a Liga entra em ação. Ajax fica monitorando o satélite (dizendo até algumas piadas) e a versão desta Liga está conectada a nova formação (mostrada nos Novos 52).

Bom, no final temos o vilão Brainiac demonstrando que esta aventura “talvez” possa ter uma sequência. E pra dizer a verdade seria uma ideia sensacional. Aconselho pra quem é fã assistir, pois é uma diversão garantida.

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