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Herói

All-Story Tarzan 1912

Tarzan

No início do século vinte as pessoas eram ávidas por novidades e alguns escritores conseguiram criar personagens que tornaram-se mitos modernos e por consequência parte do inconsciente coletivo. As adaptações através dos anos transformaram estes heróis em ícones mundiais como exemplo: Superman, Batman, O Fantasma, Lone Ranger, Flash Gordon, Zorro e Tarzan.

Pra quem não sabe Tarzan também é um herói antigo e foi criado pra revista pulp All-Story Magazine com o nome de Tarzan of the Apes (ou Tarzan dos Macacos) pelo escritor Edgar Rice Burroghs, em 1912 (sendo publicado no formato de livro em 1914).

Dizem as lendas que antes de tentar a sorte como escritor Edgar arranjou outras ocupações como policial, mas infelizmente fracassou em todas elas. Então com família para cuidar e praticamente falido enveredou na carreira de escritor. Vendo uma chance nos pulps (revistas de literatura que eram muito baratas e populares na época).

Outro fato marcante foi que o escritor enriqueceu bastante, porque detinha os direitos autorais de seu personagem e ficava com a  maior parte dos lucros das vendas (tanto dos livros quanto das tiras diárias e posteriormente dos gibis até 1950 quando faleceu).

A parte mais interessante é que o escritor nunca esteve na África, mas sua imaginação era tão grande que conseguiu criar um mundo na selva repleto de mistérios, com criaturas estranhas e civilizações antigas para que seu personagem pudesse agir.

O escritor afirmou que se baseou na lenda romana de Rômulo e Remo, dois irmãos gêmeos criados por lobos para poder criar nosso herói.

Na história John Clayton, o Lorde Greystoke e sua esposa Alice, são aristocratas ingleses que estavam num navio que sofreu motim. Ambos são abandonados na selva africana e lá Alice que se encontrava grávida dá a luz, batizando seu filho de John Clayton II (as vezes também vemos John Clayton III).

Logo depois seu marido é morto por grandes macacos manganês que invadiram a cabana onde moravam. E Tarzan é criado por sua “mãe” Kala que havia perdido o bebê e decidiu adota-lo (o nome do herói significa “pele branca”).

Tarzan cresce demonstrando habilidades fora dos padrões normais para qualquer outro ser humano (e possui a grande habilidade de poder se comunicar com os animais).

Tarzan conhece sua verdadeira origem ao descobrir a cabana onde nasceu, pois era um local proibido de visitar pelos macacos. E lá encontra além dos esqueletos de seus pais uma caixa com livros e fotos (aprendendo a ler e escrever associando imagens e letras).

Alguns anos depois de desaparecido Tarzan é resgatado voltando pra Inglaterra e aprendendo todos os costumes do mundo civilizado. Apesar disto tudo não consegue se adaptar e volta pra selva (local onde realmente se sente em casa).

Tarzan é um herói que começou nos livros, mas já teve diversas adaptações através dos anos. Incluindo teatro, TV, rádio, cinema, desenhos e gibis vamos conhecer “algumas” delas?

O primeiro ator a dar vida ao herói foi Elmo Lincoln, na produção do cinema mudo Tarzan of The Apes, de 1918 (considerado bastante gordo pro papel).

Essa primeira versão do herói arrecadou mais de um milhão de dólares tornando-se um marco na história do cinema, pois foi o primeiro filme que alcançou esta marca.

A narrativa seguia toda história original de Edgar R. Burroghs outro fato interessante é que o ator usava uma peruca, pois tinha pouco cabelo.

Só que o mais impactante é que Elmo matou um leão de verdade numa sequência do filme (hoje é inaceitável para nós, mas na época deve ter sido um ato incrível).

Quanto ao fato de Elmo Lincoln ser o primeiro ator a encarnar o herói há uma controvérsia, pois alguns pesquisadores que dizem ser o ator Stellan Windrows quem supostamente foi  o primeiro Tarzan. Apesar de Stellan ter gravado algumas cenas como o herói, infelizmente foi convocado pra Primeira Guerra Mundial, sendo substituído por Elmo Lincoln.

Lincoln fez também O Romance Tarzan ainda em 1918. E também atuou no seriado As Aventuras de Tarzan, de 1921 (que teve 15 episódios).

Em janeiro de 1929, o herói ganhou sua tira diária, que era distribuída pela The Metropolitan Newspaper Service (que virou United Feature Syndicate algum tempo depois).

Hal Foster foi o primeiro artista dos gibis a trabalhar com Tarzan e sua arte é marcada por nunca usar balões e sim textos incorporados aos quadrinhos. A melhor parte é que nesta época haviam os textos originais de Burroghs (tendo uma fidelidade incrível com o herói dos livros).

Já, em 1937 Burne Hogart, assumiu o lápis do herói sendo considerado o Michelângelo dos quadrinhos. O artista usou seu extenso conhecimento em anatomia para criar um Tarzan mais realista, musculoso e repleto de movimentos.

Durante as décadas diversos artistas nos mostraram sua concepção das tiras do personagem como: Rex Maxon, Rubens Moreyra, Russ Manning e Mike Grell entre outros.

E praticamente ao mesmo tempo diversas editoras migraram as aventuras de Tarzan para os quadrinhos como: Charlton Comics, DC Comics, Marvel Comics e a mais recente Dark Horse Comics.

Em 1932, o ator Johnny Weismuller, trabalhou no filme Tarzan, O Filho das Selvas. Weismuller viveu o melhor Tarzan dos antigos pra mim, mas era evidente que a personalidade do herói foi modificada.

Se no original de Burroghs tínhamos um personagem inteligente infelizmente de maneira grosseira na adaptação era demonstrado como semianalfabeto e burro (grunhindo algumas palavras e falando apenas: “me Tarzan, you Jane”).

É claro que o grito do Tarzan ajudou a consolidar a fama de Weismuller, mas como curiosidade o grito era uma mistura de um barítono, uma soprano e cães treinados mixados de forma que produzissem aquilo que ouvíamos.

Depois o ator afirmava que foi ele mesmo quem criou o grito em sua juventude, mas era uma mentira para poder promover seus filmes (após tanto imitar o grito Weismuller fez todos acreditarem que era mesmo ele que fazia).

Johnny Weismuller atuou durante 16 anos como o herói de 1932 a 1948. Outro fato curioso foi que Johnny era um recordista nas Olimpíadas de 1924 e 1928 (ganhando cinco medalhas de ouro e batendo diversos outros recordes mundiais).

Foi só após isso que o nadador ganhou convite para trabalhar no cinema sendo mais uma vez imortalizado como Tarzan e algum tempo depois como Jim das Selvas (outro herói esquecido pelo tempo).

Tarzan, O Filho das Selvas além de ser o primeiro filme sonoro do personagem marca também a primeira aparição do chimpanzé Cheeta, que era interpretado por Jiggs, um macho (coitado que vergonha!).

Há alguns anos atrás a Rede Globo passou na Sessão da Tarde o filme Tarzan’s New York Adventure, de 1942. Boy, o filho do herói é raptado por Buck Rand na intenção de leva-lo pro seu circo em Nova York. Tarzan, Jane e também Cheeta vão atrás dele para liberta-lo. Durante o julgamento da custódia do menino Tarzan se exalta e é preso.

Em sua fuga salta da Ponte do Brooklyn no East River e ao localizar seu filho pede ajuda aos elefantes. Foi o último filme de Tarzan produzido pela MGM e era realmente estranho vê-lo de terno e gravata, mas uma cena inesquecível foi ele se assustando com o chuveiro. Contando com uma imagem limpa e cenas divertidas é um dos melhores filmes do herói que já vi mesmo retirando Tarzan da selva seu lugar comum.

Em 1933, o ator Buster Crabbe trabalhou no seriado Tarzan, O Destemido (lembrando que o ator também interpretou Flash Gordon). Nesta história o herói resgata o Dr. Brooks, um cientista, que foi preso pelos seguidores de Zar de uma cidade perdida. A bela Mary Brooks (Julie Bishop) e Bob Hall também são capturados pelos vilões além dos guias do safari.

Tarzan surge para salvar Mary e consegue salvar quase a todos. No final Mary e seu pai decidem ficar na selva ao invés de retornar para a cidade.

A grande diferença é que Jane foi deixada como par romântico do herói e em seu lugar colocaram Mary Brooks. Apesar do personagem ser o mesmo  a produtora era diferente e a personagem foi evitada para não esbarrar nos direitos autorais.

Tarzan and The Valley of Gold, de 1966 marcou a estreia de Mike Henry como Tarzan. Ele era um ex-jogador de futebol americano que tinha uma semelhança incrível com o personagem feito por Hal Foster. Mike Henry ganhou também o papel, porque o diretor achou que lembrava o ator Burt Lancaster.

Ron Ely foi o 15° ator a encarnar o personagem num seriado televisivo de 1966 (substituindo Mike Henry que se desentendeu com o diretor do programa). Como curiosidade algumas cenas foram gravadas aqui no Brasil nas Cataratas do Iguaçu outro fato interessante é que Ely gravava suas cenas de ação sem dublê.

Em Tarzan e o Grande Rio, de 1967 temos uma aventura que acontece aqui no Rio de Janeiro. Tarzan é interpretado por Mike Henry numa história que lembra bem o estilo James Bond.

Chamado por seu velho amigo Professor (o saudoso ator Paulo Gracindo) Tarzan vem ao Brasil para enfrentar o culto do Jaguar, uma seita que é liderada pelo guerreiro Barcuma. Além de hostilizar algumas pessoas o vilão atrapalha o trabalho da Dr. Ann Phillips que pretende usar uma vacina para ajudar os nativos do Rio Amazonas.

Tarzan conta com a ajuda do leão Baron, da Cheeta e também do barqueiro Capitão Sam Bishop e seu ajudante o garoto Pepe.

Ron Ely é marcado como o segundo melhor Tarzan de todos da história (ficando atrás somente de Weismuller), pois seu herói é culto, inteligente e educado. Trazendo uma personificação que é bastante fiel ao herói dos livros.

No filme Greystoke: A Lenda de Tarzan, o Rei da Selva, de 1984.  Temos Christopher Lambert vivendo o herói e toda premissa da história original é mostrada.

Pra mim é a melhor versão feita com o herói, pois tratou de uma forma realista os animais da selva e como diferença temos uma ambientação na Inglaterra da Rainha Vitória (pra quem curte o personagem vale a pena).

O desenho Tarzan da Filmation foi exibido nos anos 80 pelo SBT. É uma versão magnífica que já na abertura possui todo clima do personagem transmitindo a história original. Eu gostava demais de sua habilidade ao viajar de cipó pela floresta e uma inteligência acima do normal (e também poder falar com os animais).

A parte boa é que o herói faz muito feitos atléticos como correr, saltar e lançar. A parte mais incrível é que na maioria das vezes em que aparece luta de mãos vazias e além disso Tarzan é dono de um olfato bem desenvolvido, pois assim descobre qual direção seguir.

O famoso grito convoca os animais para ajudar sempre que necessário. Suas aventuras são na companhia do pequeno N’kima (felizmente deixaram a Cheeta de lado), do leão Jad-Bal-já e também do elefante Tantor.

São desenhos simples que obviamente ensinam alguma lição de moral (a marca registrada da Filmation), mas pra quem assistiu quando mais novo vale a pena recordar no Youtube.

Em 1999 como não poderia deixar de ser a Disney fez uma superprodução com o Homem Macaco trazendo seu estilo tradicional repleto de canções.

A história ficou bastante diferente numa adaptação que mudou o fato do pai de Tarzan não ser morto por Kerchak, que foi morto por um leopardo, e Kerchak adota Tarzan como filho.

Só que realmente chamou minha atenção foi o fato de ver  o herói “surfando” nas arvores em emocionantes cenas de ação. A parte engraçada ficou com o inteligente, mas destrambelhado Professor Archimedes, o aparvalhado do Tantor e a perspicaz Terk.

Uma aventura que conseguiu demonstrar Tarzan o mais fiel possível de sua concepção original com todos os trejeitos dos animais em seu modo de agir.

A animação ganhou uma série animada, A Lenda de Tarzan na qual explorou melhor o cotidiano do herói (em aventuras que levavam direto pras histórias do escritor)

Lembro que houve um episódio no qual o próprio Edgar conhece Tarzan e ao voltar pra Inglaterra relata tudo que aconteceu (pra mim foi o melhor de todos).

E agora temos a mais recente versão do herói Tarzan: A Evolução da Lenda. Na história após seus pais serem mortos, um bebe foi criado por um gorila que passou a trata-lo como filho.

Quando cresce Tarzan torna-se, o rei da selva é quando precisa enfrentar um grupo de mercenários que foi enviado a floresta por um executivo da Greystoke Energies (uma empresa que pertenceu aos pais de Tarzan).

Decidindo enfrenta-los Tarzan consegue ajuda de Jane Porter, uma jovem que sofreu um acidente de avião na floresta. Apesar de manter a premissa original é óbvio que deram uma atualizada na história (espero que esteja bom).

Confira na galeria abaixo algumas imagens que encontrei do Tarzan na web

Edgar Rice Burroughs

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Pin-up

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Dave Stevens

O artista é mais reconhecido por sua maior criação The Rocketeer, mas também foi roteirista, pintor e escultor. Dave Stevens é lembrado por sua batalha em tentar reviver a carreira de Bettie Page.

Infelizmente perdemos o artista ainda jovem, aos 52 anos de idade, Dave Stevens sofria de leucemia há bastante tempo e faleceu em março de 2008.

Dave Stevens tem um estilo que nos leva aos clássicos da referida época em que ambienta seu herói. Suas personagens são cativantes, lânguidas e demonstram uma naturalidade que encanta de imediato ao contemplarmos sua arte.

O artista começou  sua carreira nos anos 70 e pouco tempo depois enveredou no ramo de animação.

The Rocketeer surgiu numa graphic novel em 1982 sendo uma homenagem aos heróis pulps da década de 1930 e 1940.

No filme As Aventuras de Rocketeer (The Rocketeer, no original)que teve direção de Joe Johnston, em 1991 (lembrando que é o mesmo diretor de Capitão América: O Primeiro Vingador).

Estamos no ano de 1938 e Cliff Secord (Bill Campbell) se viu tendo que realizar um pouso forçado. Logo depois que seu avião foi atingido por vários tiros da perseguição de gângsters.

Completamente sem dinheiro nenhum é justamente com a ajuda de seu amigo Peevy (Alan Arkin) que conserta um velho avião para que Cliff se apresente em alguma exibição.

Então Cliff encontra um pacote escondido por um dos gângsters e dentro dele há um foguete com cintos, tipo uma mochila, que lhe permite voar. Quando o mecânico Malcolm (Eddie Jones) acaba se machucando numa exibição aérea, Cliff utiliza o foguete para salvá-lo.

A aparição de Rocketeer logo vai parar nas páginas dos jornais e isto chama atenção tanto dos gângsters, quanto do FBI e pra piorar também têm espiões nazistas. Eles sequestram sua namorada a linda Jenny Blake (Jennifer Connelly) forçando-o a resgatá-la.

O filme passou despercebido quando foi exibido na telona, mas na Sessão da Tarde foi que ficamos conhecendo a aventura um pouco melhor. Trata-se de uma viagem nostálgica ao clima de heroísmo que acontecia nos antigos seriados de cinema.

O melhor de tudo é que consegue de maneira eficaz equilibrar ação, comédia e romance sem deixar nosso interesse na história cair.

Os efeitos especiais são bastante fracos, mas temos de revelar pela época em que a produção foi feita.

The Rocketeer é uma adaptação divertida e empolgante feita num período que não havia computação gráfica e apenas isto já vale a pena dar uma conferida na aventura.

Uma curiosidade é que a namorada do herói nos gibis chama-se Betty Page e teve inspiração na lendária Bettie Page, famosa pin-up dos anos 50, de quem o artista era fã declarado. Só que no filme modificaram para Jenny Blake, talvez tenha sido para evitar pagar direitos autorais.

Houve boatos na web em 2012 que a Disney estava procurando roteiristas para um remake do filme, porém até agora não li mais nada sobre o assunto.

Confira na galeria abaixo o excelente trabalho de Dave Stevens

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Crítica

planes

Aviões

O universo de Carros se expandiu, então o que vemos na tela não é mais nenhuma novidade.

Infelizmente já vimos tal situação com Relâmpago McQueen, pois estão repetindo apenas mais do mesmo (uma corrida feita por um personagem simpático que almeja mais do que é).

E pra dizer a verdade esta história de avião que precisa superar o medo já foi feita antes.

Basta assistir ao clássico Alô Amigos feito em 1943, aonde alguns artistas da Disney percorrem a América do Sul mostrando trajes e características de alguns países.

Na animação temos 4 segmentos muito bem trabalhados no primeiro o Pato Donald visita o Lago Titicaca, que fica na fronteira do Peru com  Bolívia, em sua aventura conhece os nativos e tem problemas com uma lhama.

No segundo é a vez de Pedro um simpático aviãozinho que parte do Chile em sua primeira viagem enfrentando o assustador Monte Aconcágua (e ainda passando por uma terrível tempestade para pegar uma correspondência área).

Com Pedro era de onde eu havia visto esta história de avião tendo que superar o medo pra chegar aonde deseja.

No terceiro Pateta está em Buenos Aires usando trajes típicos dos pampas argentinos numa aventura muito engraçada.

E no terceiro, temos novamente o Pato Donald, que viaja pra cá, isto é, no Rio de Janeiro conhecendo alguns pontos turísticos da capital (como Copacabana). É aonde temos duas coisas muito importante a primeira aparição do Zé Carioca ensinando o pato a sambar com belas e lindas imagens de fundo.

E a segunda delas tudo embalado ao som de Aquarela do Brasil e Tico-Tico no Fubá (duas canções famosas e clássicas do repertório nacional).

Eu ia comentar só sobre Pedro, mas Alô Amigos é sensacional e vale a pena ser visto pelos detalhes sobre os lugares que a equipe técnica da Disney visitou.

Voltando, Dusty é um avião pulverizador que trabalha numa plantação de milho na pequena cidade de Propwash Juction que fica praticando manobras acrobáticas em seu tempo livre (sonhando em se tornar um piloto de corrida).

A única coisa realmente inusitada é que Dusty tem muito medo de altura. É algo super estranho um avião ter medo de voar por grandes altitudes (mais deixa pra lá!).

Até que auxiliado por Skkiper Riley consegue entrar no famoso Rally Asas pelo Mundo que vai de Nova Iorque até a Islândia (mostrando cenas de voo são sensacionais).

Infelizmente o roteiro peca por não apresentar nada de novo já que fala de conquistar um sonho e persistir para lutar por aquilo em que se acredita.

Os personagens secundários são todos simpáticos justamente pra ajudar a criançada a se divertir (e também a vender camisas, brinquedos e outras quinquilharias).

O avião Carolina tem a dublagem da cantora Ivete Sangalo, mas a presença do seu sotaque baiano ficou chato demais (destoando do que víamos na tela).

Se quiser assistir algo diferente não veja Aviões, pois as coincidências com Carros são enormes demais (e para apreciar melhor aventura temos que deixar isto de lado).

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Artista

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J. Scott Campbell

É um dos desenhistas mais conceituados da atualidade. A maior característica do seu estilo é misturar anime com cartoon.

J. Scott Campbell começou na Wildstorm Productions quando fez Gen 13 – um grupo de adolescentes radicais com superpoderes. E  Danger Girl – um esquadrão de elite de espionagem ao estilo Bond Girl.

As personagens dos contos de fada que tinham uma visão mais infantil, principalmente, mostradas pelas animações da Disney.

Sob sua arte tiveram versões ousadas  e ganharam milhares de fãs ao redor do mundo (eu estou entre eles é claro!).

A sensualidade de suas mulheres é algo tão agradável quanto atraente, pois não conseguimos desviar nossa atenção delas.

Confira na galeria abaixo alguns trabalhos do incrível artista e também no seu Deviantart

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Desenho Antigo

Carangos e Motocas

Carangos e Motocas

Pra quem pensou que Carros da Disney era alguma novidade estava bem enganado, pois lá na quase distante década de 80 nós tivemos as aventuras deste simpático fusca chamado Wheelie.

Dizem as lendas que Wheelie surgiu para  aproveitar o sucesso de outro carro maravilhoso e inesquecível o Herbie da cinessérie “Se Meu Fusca Falasse”. Herbie era um fusca branco com o n° 53 no capô que tinha uma personalidade muito especial e tornava mágica a vida de seu dono Jim Douglas. Se Meu Fusca Falasse mostra as aventuras e o surgimento de uma bela amizade entre um carro e seu dono.

Na versão da Hanna-Barbera Whellie também era um carro vermelho que participava de corrida e não havia nenhuma presença de seres humanos (isto está me cheirando a “plágio” da Disney de novo).

Wheelie and The Chopper Bunch estreou na Rede NBC no dia 7 de setembro de 1974 e durou apenas 39 episódios (de seis minutos cada).

Algo que me deixava chateado era que nosso simpático e corajoso amigo era o único personagem do desenho que não falava, somente emitia sons pela buzina e escrevia mensagens em seu vidro dianteiro (ficava a nítida sensação que faltava algo nele, mas mesmo assim Wheelie era muito carismático).

Suas aventuras giravam entre as corridas e o salvamento de sua namorada uma fusquinha rosa chamada Ronda, pois a Turma do Chapa sempre queria arranjar um plano “mirabolante” criando armadilhas para Wheelie (o Chapa queria de qualquer maneira conquistar Ronda).

A Turma do Chapa era composta pelo Chapa é claro, pois a gangue tinha seu nome, Avesso, Risada e Confuso que praticavam as maldades para atrapalhar nosso herói.

A parte mais engraçada é que sempre os planos davam errados e ao final o pequeno Confuso repetia:  “-Eu lhe disse, eu lhe disse… Mas eu lhe disse, eu lhe disse…”

E o Chapa respondia: “Eu sei…”

Carangos e Motocas não era genial, pois sua fórmula era até ingênua, mas fez uma infância feliz de milhares de crianças que tiveram o privilégio de assisti-lo (e agora podemos matar nossa saudade no Youtube).

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Pin-up

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Eddie Holly

Demonstrando seu estilo com algumas personagens da Disney ou de outras animações podemos notar a imensa sensualidade em suas pin-ups.

Como infelizmente não poderia deixar de acontecer não consegui saber o nome do artista, porém confira mais do seu trabalho no Deviantart e nesta galeria abaixo

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Desenho Antigo

underdog

O Vira-Lata

“Olhem lá no céu, é um pássaro? É um avião? Não é um sapo, um sapo” “O seu problema acabou, o Vira-Lata chegou”. A graça do desenho eram as famosas rimas que eu gostava demais.

Dizem as lendas que o Vira-Lata foi criado por dois publicitários para uma propaganda de cereais, mas seu sucesso foi tão estrondoso que abriram uma produtora só para lançar o desenho animado (Total Television).

O Vira-Lata era uma paródia ao Super-Homem que surgiu inicialmente em 1964 pela rede americana de TV NBC. É bom lembrar que em 1958 houve também um seriado chamado “As Aventuras de Superpup” que também foi uma outra paródia canina do kriptoniano.

Só que eram pessoas vestidas com fantasias de cães lembrando os personagens principais Bart Bent (Clark Kent), Pamela Poodle (Lois Lane),  Perry Bite (Perry White) e obviamente o Super Pup era o Super-Homem. Houve apenas o episódio piloto sendo que a série nunca foi ao ar.

Então posso concluir que o Vira-Lata (Underdog no original) “talvez” não tenha surgido simplesmente do nada, pois como dizia o saudoso Chacrinha: “nada se cria tudo se copia”.

Bom, o desenho narrava as aventuras de um pacato e humilde engraxate que era secretamente apaixonado pela repórter Doce Polly Puro Sangue. Quando ela estava em perigo dizia: “onde, onde, o meu Vira-Lata está? Onde, onde ele está?”

E ao entrar numa cabine telefônica ele respondia: “ quando a Polly está me chamando, eu não fico divagando! E hip, hip, hip, lá vou eu!”

Alguns dos incríveis poderes do Vira-Lata eram  visão de raio x, super audição, super força quase ilimitada, podia voar em velocidades supersônicas, invulnerabilidade entre outras habilidades.

Nem tudo eram flores para nosso destemido herói, porque infelizmente sua força poderia se esgotar a qualquer momento  causando algum tipo de problema quando mais precisasse. Então nesta hora dizia: “ no compartimento do meu anel de prata está a pílula secreta do Vira-Lata!”

Tomando apenas uma pílula para poder continuar salvando o dia e combatendo seus inimigos que não eram poucos. O pior deles era Simon Sinistro que começava suas frases falando: “Simon diz…” Sua maior maldade foi roubar todo suprimento de água do mundo (fiquei com sede só de pensar nisso).

Riff Raff um chefão da máfia que desfilava de terno roxo, o Capitão Cabeça de Mármore, o grandalhão Overcat que era o equivalente felino  ao herói e a terrível bruxa Pickyoon.

Underdog

Em 2007 a Disney lançou uma versão dirigida por Frederik Du Chau estrelando um simpático cão da raça beagle (a mesma espécie do Snoopy).

Uma curiosidade é que o nome verdadeiro da estrela do filme é Leo sendo que foi resgatado pela Associação dos Amigos dos Beagles e precisou perder peso para “atuar” na telas.

Outra curiosidade é que usaram cinco beagles da variação Lemon com características exatamente fieis a cor do personagem do desenho animado.

Na história quando um acidente no laboratório de alta tecnologia do Dr. Simon Barsinistro (Peter Dinklage) concedeu superpoderes ao cãozinho conhecido como Engraxate (nome muito sugestivo). Ele secretamente passa a combater o crime vestindo um traje de super-herói e denominando-se como o Vira-Lata jurando defender os cidadãos de Capitol City.

Morando com o ex-policial Dan Unger (James Belushi) que trabalha como segurança no prédio do Dr. Simon que acaba levando-o para casa. Então Jack (Alex Neuberger) descobre os poderes do Engraxate virando seu amigo e auxiliando no combate ao crime.

É um típico filme família da Disney, pois foi feito para agradar ao público infantil. Infelizmente a verdade é que esta produção  ficou bem abaixo da maioria dos filmes que vemos na empresa.

Se for assisti-lo pensando que vai encontrar algo de especial da animação é melhor não perder o seu tempo.

É divertido apenas como um simples passatempo, pois os efeitos especiais surgem apenas parta enfeitar a ação do herói. O roteiro ficou devendo por não ser muito consistente e deixar vários furos.

A melhor coisa mesmo é conseguir comprar algum DVD com o desenho animado e curtir suas aventuras tranquilamente.

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