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Mary Marvel

É a segunda heroína da história das HQs. A Fawcett Comics estava produzindo bem e logo após fazer uma versão adolescente do herói (mais conhecido por nós como Capitão Marvel Jr.). E então devido ao enorme sucesso que a Mulher-Maravilha fazia na época decidiram ter uma versão feminina do Capitão Marvel também.

Na história Mary Batson (ou Mary Bromfield) é irmã de Billy Batson  e foi criada por Otto Binder e Marc Swayze na revista Captain Marvel Adventures # 18, em dezembro de 1942.

Dizem as lendas que suas feições foram baseadas em Judy Garland por causa do enorme sucesso do filme clássico O Mágico de Oz, de 1939.

Igual ao seu irmão Mary também ganhou seus poderes ao pronunciar a palavra mágica “Shazam”. Mais originalmente seus superpoderes eram derivados de deusas  como: Selene (vigor), Hipólita (força), Ariadne (coragem), Zéfiro (velocidade e voo), Aurora (beleza e poder) e Minerva (sabedoria).

Surgindo na revista principal do Capitão Fraldinha o sucesso de Mary Marvel rendeu aparições em revistas diferentes. Primeiro na Wow Comics e depois, na sua própria revista, Mary Marvel Comics.

Rendendo uma boa aceitação do público a Fawcett teve a excelente ideia de lançar outro título famoso foi Marvel Family que reunia Billy, Freedy Freeman e Mary em diversas aventuras.

O processo de plágio que a Distinta Concorrente moveu contra Fawcett Comics  durou até 1953. Quando a Fawcett desistiu da briga judicial, jogou a toalha e fechou suas portas. Seus heróis foram jogados no limbo até 1973 quando a DC comprou seus direitos e depois colocaram a Família Marvel numa de suas Terras Paralelas a Terra-S.

A revista Shazam! Trazia novamente as aventuras da poderosa Família Marvel, mas sem o prestígio que havia nos anos de glória. Mary Marvel amargou um longo período sem histórias relevantes.

Até que em 1994 a editora lançou a Graphic Novel Shazam! A Origem do Capitão Marvel, com roteiro e arte de Jerry Ordway. Alguns fatos narrados nos levam a HQ original lançada pela Fawcett Comics.

A história começa no Egito, pois a Expedição Silvana está pesquisando a tumba do faraó Ramsés II. A expedição é formada pelos pais de Billy  e Mary Clarence Charles Batson (sendo chamado de C.C. Uma homenagem ao nome do antigo desenhista do herói,  Marilyn e Theo Adam.

Os arqueólogos são levados por Theo até  a tumba e nela  decifram a inscrição com o nome “Shazam”. Numa outra câmara Adam é consumido pela ganância ao ver o colar do escaravelho e mata C.C e Marilyn por causa dele.

Na verdade Theo Adam é a reencarnação do primeiro detentor do poder de Shazam que sucumbiu para o lado sombrio da força. Theo ao voltar pros Estados Unidos leva a pequena Mary Batson a tiracolo.

Em Fawcett City temos outra homenagem para Otto Binder e Bill Parker na rua que leva o sobrenome de ambos. Como no original Billy Batson vende jornais á noite na rua e reconhece o Dr. Silvana. A parte interessante é que o motorista do vilão chama-se Smithers (talvez uma referência aos Simpsons)

Billy é levado pro Trem-Mágico (pelo fantasma de seu pai) até a entrada da Caverna do mago egípcio. A HQ é repleta de referências como Billy citando Flash Gordon e o Mágico de Oz.

O mago revela a verdade sobre o assassinato de seus pais e lhe confere seus incríveis poderes.  No momento em que o Capitão Marvel luta contra o Adão Negro ambos invadem um estúdio aonde Bettie Page era fotografada.

A história consegue renovar o mito do herói e  ao mesmo tempo respeitar sua origem clássica. O reencontro entre os irmãos aconteceu somente depois na revista mensal lançada após esta edição especial.

Nela ficamos que apequena Mary foi criada por pais adotivos sem saber da existência de seu irmão. Até ser encontrada por Billy e ambos passaram a viver juntos. Desta vez mudaram os poderes da personagem, pois  eles são compartilhados com o Capitão Marvel.

No tempo em que atuou na Liga da Justiça a heroína usou um uniforme branco para diferenciar de seu irmão. Quando o mago Shazam morreu Mary perdeu seus poderes voltando a ser uma jovem normal fato que a deixou muito triste e inconformada.

Mais durante a série Contagem Regressiva, o vilão Adão Negro deu seus poderes para ela. O fato tornou-a bastante poderosa e diferente, pois além de usar um uniforme negro Mary Marvel virou vilã capaz até de matar.

Essa mudança no status quo da heroína mexeu com a cabeça dos leitores tornando Mary Marvel mais relevante pros tempos atuais. Eu sinceramente não gostei desta situação drástica em que expuseram a heroína, pois apesar de ser considerada uma heroína “bobinha” deveriam ter dado outro contexto para atualiza-la e não exterminar com a Famíla Marvel como fizeram durante a saga Contagem Regressiva e transformar a personagem numa assecla de Darkseid.

Vamos esperar por histórias melhores e que estejam á altura do mito que Mary Marvel representa para a história dos gibis.

Confira na galeria abaixo algumas imagens da heroína Mary Marvel

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Herói

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Capitão Marvel, O Mortal mais Poderoso da Terra

“Shazam!”

No rastro do sucesso do herói kriptoniano surgiram vários personagens e este é o mais clássico deles. Criado pelo escritor Bill Parker e pelo artista C.C. Beck surgiu na revista Whiz Comics #2 da editora Fawcett Comics, em 1940.

Como curiosidade a fisionomia do herói foi inspirada no ator Fred MacMurray.

Seu surgimento causou um abalo tremendo nas vendas do Superman. Superando-o e batendo a incrível marca de um milhão de cópias vendidas todo mês. Este fato fez a National Periodical (atual Distinta Concorrente) correr atrás do prejuízo colocando a Fawcett na justiça.

A alegação de plágio foi ganha pela DC e o Capitão foi deixado no limbo durante anos.

O julgamento pra mim foi equivocado, pois o Superman é um alienígena que ganha superpoderes aqui na Terra.  Enquanto o Capitão Marvel é um garoto que nasceu aqui recebendo seus poderes do Mago Shazam.

Talvez o fato dos personagens serem parecidos com os olhos semicerrados tenha levado a decisão jurídica pender pro lado da DC.

Na história numa noite o órfão Billy Batson vendia jornais quando uma figura misteriosa pede que o garoto o siga até a estação. O rapaz sendo guiado até  um trem-fantasma é levado até uma galeria abandonada.

Chegando lá o homem desaparece e deixa Billy diante do Mago Shazam. E então o mago egípcio conta que vem combatendo o mal há muitos séculos e precisa descansar e procura um sucessor que possua um bom coração.

O mago diz que este alguém é Billy ensinando ao rapaz que basta apenas gritar seu nome a palavra mágica “Shazam”. Ao fazer isto o rapaz transforma-se num adulto superpoderoso.

Os poderes do Capitão Marvel são derivados de cinco deuses e um personagem bíblico: Salomão (sabedoria), Hércules (força), Atlas (vigor), Zeus (poder), Aquiles (coragem) e Mercúrio (velocidade).

Depois de um longo período sumido o personagem voltou numa Terra Paralela da DC a Terra-S no período pré-Crise e durante a conclusão de Crise nas Infinitas Terras foi dito que nunca houve um Multiverso fato que foi mudado recentemente.

Há pouco tempo atrás houve um boato na web que haveria um filme com o herói e que Dwayne “The Rock” Johnson iria interpretá-lo mais ficou tudo nisso mesmo.

A primeira personificação real do Capitão foi feita por Tom Tyler nos antigas matinês de cinema, de 1941. Era Adventures of Captain Marvel (que no Brasil recebeu o nome de O Homem de Aço) ironicamente apelido do nosso herói kriptoniano.

A imaginação dos produtores de efeitos especiais era rústica mais incrível, pois quando o Capitão voava era um boneco esticado levado numa linha para dar esta impressão.

Eu lembro da antiga série televisiva do herói chamada Shazam! Aonde Billy Batson (Michael Gray)  ao lado de Mentor (LêsTreymane)  viajavam por lugares diferentes. Quando alguém precisava de ajuda Billy gritava: “Shazam!” e mudava para Capitão Marvel.

A série da Filmation contava com baixo orçamento e os efeitos eram fraquíssimos mais eu gostava mesmo assim. Eu ficava bobo quando Billy falava com os deuses  dizendo: “oh deuses fortes e sábios…” e eles apareciam dentro do furgão para lhe dar conselhos sempre que necessitava.

Uma coisa que eu nunca tinha prestado atenção antes é que foram dois atores que interpretaram o Capitão Marvel nesta série: Jackson Bostwick e John Davey.  Mesmo com lição de moral no final (característica básica das produções da Filmation) e aqueles efeitos especiais capengas gosto até hoje desta versão televisiva do personagem.

E agora deu pra notar que nos quadrinhos o Capitão Marvel é uma versão adulta de Billy Batson, mas na série eles não se parecem em absolutamente “nada” (antigamente era assim temos que aceitar).

A Filmation também nos deu uma série animada do Capitão Marvel aonde tínhamos Billy, Mary Batson e Freddy Freeman morando junto com o Tio Dooley e o tigre falante Tony.

A origem dos personagens é igual a dos gibis e nela podemos ver alguns vilões clássicos como Adão Negro, Dr. Silvana e Sr. Cérebro. A produção também não era uma das melhores da empresa. E infelizmente  teve apenas 13 episódios.

Só pra constar no infame “Legends of Superheroes”, uma produção horrível na qual tentaram mostrar os Super Amigos na telinha, em 1979. Tivemos o ator Garret Craig interpretando o Capitão Marvel.

Lutas

O Capitão Fraldinha é o único personagem que “quase” pode vencer o Homem de Aço numa briga. Enquanto o Capitão têm seus poderes derivados da magia. O Homem de Aço além de ser vulnerável a kriptonita é também a magia que pode lhe causar danos terríveis.

Ambos os heróis vem se confrontando há décadas nos gibis. E vou comentar apenas aqueles que pude ver.  Um deles foi  O Reino do Amanhã aonde num futuro apocalíptico heróis violentos liderados por Magog vivem destruindo tudo sem se importar com os seres humanos.

O Superman já envelhecido sai de sue exílio e acaba enfrentando um Capitão Marvel que sofreu lavagem cerebral de Lex Luthor. A briga entre os dois é o clímax da HQ com arte de Alex Ross.

E o Capitão para se libertar da influência de Lex salva os heróis de uma explosão nuclear se sacrificando bravamente.

A outra foi na série animada Liga da Justiça: Sem Limites no episódio “Embate”, mostrando quando o Capitão foi convidado a participar da Liga. Lex construiu LexorCity um conjunto habitacional movido a kriptonita.

Superman não gosta nada disso ao ouvir que tudo pode explodir, mas não contava com a presença de Billy Batson que transforma-se no Capitão Marvel tentando resolver a situação com calma. Lex Luthor manipulou a ambos deixando Kal mais nervoso  é quando a luta entre os heróis acontece. Ao final o Capitão Marvel na Torre esculacha os 7 magníficos e deixa infelizmente a Liga da Justiça pra sempre.

O Retorno do Capitão Marvel

Quando a Distinta  Concorrente  comprou os direitos do herói o nome Capitão Marvel já estava sendo usado pela Marvel Comics e então mudaram para Shazam! Somente nas capas e continuaram chamando de Capitão Marvel no miolo das edições.

O herói teve uma participação importante durante a minissérie Lendas no pós-Crise e também participou da Liga da Justiça Internacional (mais conhecida como Liga da Justiça cômica) de Keith Giffen e J. M. DeMatteis aonde a equipe tinha sedes  em vários países para uma melhor vigilância ao redor do mundo.

Em 1987 o Capitão teve um retcon Shazam! The New Beginning contando com roteiro de Roy Thomas e arte de Tom Mandrake trazendo algumas alterações, roteiros modernos e personagens clássicos como: Mago Shazam, Doutor Silvana, Tio Dudley e Adão Negro.

Mais o melhor trabalho surgiu em 1994 na Graphic Novel: Shazam! A Origem do Capitão Marvel,  aonde temos  arte e roteiro de Jerry Ordway.

Misturando o verdadeiro surgimento do Capitão Marvel pela Fawcett Comics e conectando com vários elementos diferentes. Aonde temos até uma origem para o vilão Adão Negro. É uma das adaptações que tornou o personagem mais interessante para a atualidade.

Tanto que ao final de Zero Hora mais uma das eternas crises da DC todas as edições foram reiniciadas começando do zero. E Shazam! foi uma delas que durou apenas de 1995 até 1999.

Em Shazam: Poder da Esperança, de 2000. Temos o roteiro de Paul Dini e arte de Alex Ross mostrando um olhar mais humano sobre os heróis da LJA. O Capitão Marvel tem a missão de levar as crianças de um hospital com doença em estado terminal a esperança de algo melhor.

É nesta história emocionante que toca em algo muito especial no fundo de nossa alma. Mostrando, porque Billy Batson foi escolhido para tornar-se o Capitão Marvel.

O herói também participou da série animada Batman: Os Bravos e Destemidos em alguns episódios. E teve também um DC Showcase  no qual Billy é entrevistado por Clark Kent e Adão Negro volta do espaço.

É uma animação  com um nível excelente recontando as origens do personagem pena que foi de pouca duração, pois infelizmente deixou um gosto de quero mais.

Atualmente, no período dos Novos 52, o herói está usando um capuz e seu nome agora é somente Shazam.

Confira algumas imagens do Capitão Marvel que garimpei na web

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