Arquivo da tag: família

Homenagem

james-avery-tio phill

Tio Phill

Faleceu o ator James Avery , que interpretava o engraçado Phillip Banks, da série Um Maluco no Pedaço ou no original The Fresh Prince of Bel-Air.

Nela tínhamos Will Smith como protagonista que morava de favor na casa do tio. As situações giravam em torno da convivência do recém-chegado primo destrambelhado com a família rica.

O ator tinha, 65 anos de idade, e fez  uma cirurgia no coração, porém infelizmente morreu devido a complicações decorrentes deste procedimento.

O Tio Phill era um advogado proeminente que conseguiu se destacar na sociedade e lutou muito para tornar-se juiz. Sempre tirando Will e seu filho Carlton de algumas enrascadas, mas ensinando belas noções de como ser um homem decente.

Na série Will tinha um pai ausente, mas seu tio ocupava este lugar sempre estando ao seu lado mesmo pra dar alguma lição de moral. Havia sempre alguma piada quanto ao seu peso e como hobby Tio Phill gostava de músicas dos anos 70.

Infelizmente perdemos um ator talentoso  que deixará muita saudade pela forma espontânea de trabalhar. Agora podemos apenas nos alegrar com sua participação na série que o tornará eterno.

Quero apenas desejar de todo meu coração que James Avery descanse em paz.

Deixe um comentário

Arquivado em Homenagem

Super Séries

alf

Alf, O ETeimoso

Era uma divertida série centrada no simpático alienígena Gordon Sumway que obviamente parodiava o clássico E.T. O Extraterrestre de Steven Spielberg.

A série foi transmitida pela Rede NBC entre 1986 a 1990 e foi lançado no Brasil pela Rede Globo (num total de 102 episódios).

Alf nasceu no planeta Melmac no dia 28 de outubro de 1756 e seu trabalho era guardar a órbita dele. Mais devido a problemas com uma explosão nuclear Melmac explodiu e por pura sorte nosso amigo singrou perdido pelo espaço.

E seguindo ondas de rádio veio parar na Terra e foi colidir na garagem dos Tanner (uma família normal americana). Até a chegada do alienígena é claro, mas Alf foi logo sendo aceito por Willie (Max Wright), que sempre foi fascinado por ciência.

A ideia de batizá-lo com o nome de Alf foi dele (e quer dizer Alien Life Form ou Forma de Vida Alienígena).

O que eu mais gostava no Alf era sua forma divertida e descolada como tinha que conviver com os Tanner, mas sempre queria comer (olha, que é no sentido de almoçar!) o gato da família.

A série não tentava ensinar grandes coisas apenas mostrava Alf tendo que se adaptar aos costumes da Terra. Kate (Anne Schedeen), esposa de Willie era contra a presença do alienígena, porém Brian (Benji Gregory) viu nele um novo amigo (eu ficava muito fascinado com a bela Lynn (Andrea Elson).

A parte interessante é que a família acolheu Alf, pois  tinham que escondê-lo dos seus vizinhos bisbilhoteiros e principalmente do exercito americano (que poderia aprisionar o alienígena).

Os Tanner tiveram que se adaptar coma presença de Alf que comia pra caramba, era desastrado demais e só se metia em confusão.

Alf começou de maneira despretensiosa, porém aquele baixinho, peludo e narigudo tinha uma forma simples e envolvente de ser. Conquistando os corações da família e de milhões de pessoas através da dublagem de Orlando Drummond.

A maioria deve se lembrar do Seu Peru da Escolinha do Professor Raimundo (que também fez Scooby-Doo e Popeye).

alf-animated-series

O sucesso foi tão grande que algum tempo depois teve a versão animada de Alf. Descartando a família Tanner se concentrava em mostrar vida de Alf no planeta Melmac com sua família e amigos.

Noi desenho era chamado pelo seu verdadeiro nome “Gordon”. Eu lembro do episódio “Cabeludo Hoje, Careca Amanhã”, no qual o pássaro rouba o cabelo de Alf para fazer um ninho deixando-o calvo. Então pede a Madame Pokipsi uma poção para curar sua calvície, mas ao insultá-la sai amaldiçoado com um toque de calvície. E acaba descabelando todos em quem toca(é muito doido).

A animação conseguiu explorar melhor as aventuras do Alf que defendia Melmac na tropa de policias da qual fazia parte (e também tinha a presença de sua namorada a Rhonda).

Alf: The Animated Series estreou em setembro de 1986 e durou até dezembro de 1989 (num total de 26 episódios).

Deixe um comentário

Arquivado em Super Séries

Crítica

Os-Croods

Os Croods

Grug (Nicolas Cage) mantém sua família escondida na caverna após todos os seus vizinhos terem sumido (aparentemente comidos por algum animal ou sofreram algum tipo de tragédia). Isto o tornou um pai super protetor impondo a regra do confinamento para todos sobreviverem.

A intenção é boa, pois todo pai deseja proteger sua família, mas seu medo de enfrentar qualquer situação nova com medo que seja perigoso provoca conflitos com sua filha mais velha.

Eep (Emma Stone), é uma adolescente muito curiosa e que gosta realmente de uma boa aventura e as aventuras da família Crood são contadas pelo seu ponto de vista ( o interessante é que tanto ela quanto seu pai são muito fortes).

Eep desobedece ao pai indo explorar o mundo fora da caverna. É aquele inevitável conflito de gerações entre pais e filhos. Porque é geralmente nesta fase da adolescência que nós estamos querendo dar nossos próprios passos (e nossos pais ainda nos “enxergam” como crianças).

A situação piora quando a caverna é destruída e a família precisa encontrar um novo lar pra morar. E  então surge Guy (Ryan Reinolds), um adolescente que não é tão forte quanto Grug ou Eep, mas muito inteligente inventando várias “palavras” que conhecemos.

Quando Eep se apaixona pelo rapaz e conhece o fogo a aventura ganha outra dimensão. Há vários momentos engraçados, mais eu gostei do bicho-preguiça Braço que serve de cinto, cozinheiro, conversador e navedor (cativante).

O mundo como os Croods conheciam estava ruindo e não era de forma literal. É que há milhões de anos atrás havia apenas um só continente no mundo todo a Pangéia que foi se dividindo até formar o mundo de hoje (sendo justamente neste período que animação acontece).

Só que nós já vimos algo semelhante na própria Dreamworks, pois na Era do Gelo 4 é o esquilo Scrat quem provoca a separação dos continentes, não entendi, porque repetiram o tema.

Voltando, Os Croods não mostra nada além do tradicional, pois trata do aspecto humano dos personagens. Eles precisam viver num mundo com o qual não sabem lhe dar ( é justamente nesta questão que torna a animação interessante).

O roteiro é previsível, mas o cenário é belíssimo com plantas e animais exóticos que lembram o filme Avatar.

O que vemos é um homem  que se limita por estar confortável na rotina (e gosta de viver desta forma). Quando surge Guy todos precisam encarar o medo e prosseguir para encarar o que está por vir.

Podemos notar como uma analogia aos tempos atuais com a tecnologia moderna  que muda tão rapidamente e nós temos que aprender coisas novas de repente.

As cenas da família na chuva e nadando são simplesmente demais. No momento em que Grug se perde no labirinto e todos se separam é quando cai sua ficha. Notando que precisa mudar (antes eles estavam sempre juntos e ali se descobriram como indivíduos).

Mesmo a animação acontecendo na pré-história somos conectados ao aspecto família que há no enredo.   Tanto Grug com seu jeito durão, Ugga uma mãe zelosa, Sandy que mais parece um animal feroz e  mesmo o idiota do Thunk, até Gran aquela velhinha chata e engraçada (são personagens cativantes).

As cenas são bem feitas e não há nada de mirabolante no enredo que varia pela aventura e comédia, mas é uma ótima animação feita para agradar tanto as crianças quanto aos adultos.

Deixe um comentário

Arquivado em Crítica

HQ

batman

Batman: O que Aconteceu ao Cavaleiro das Trevas

Logo na introdução temos uma carta de amor escrita por Neil Gaiman contando como foi que conheceu o Morcegão. É importante salientar que todos nós fãs temos um primeiro contato (seja com qualquer personagem) que abre as portas para o abrangente e infinito universo dos gibis.

Eu me sinto exatamente como ele, pois gostar do Batman pra mim é apreciar “quase” toda sua trajetória desde 1939 até a fase atual. São diversos editores, escritores, artistas, atores e diretores que devotaram uma parte de suas vidas para dar continuidade a existência do mito.

É claro que como qualquer fã há alguma coisa que não apreciamos na extensa e longa trajetória do Cruzado Embuçado, mas não influi em nada em continuar adorando Batman.

Eu nunca imaginei que depois de adulto, casado e com filho estaria escrevendo num blog sobre aquilo que mais gosto na vida Batman, Superman e cia. A narrativa de Neil Gaiman aliada a arte de Andy Kubert entrelaça todos os mais de 70 anos do Homem Morcego mostrando fatos conhecidos e outros que podemos ir pesquisando para aprender mais.

Esta edição veio pra se igualar a já mítica homenagem ao kritptoniano: O que Aconteceu ao Homem de Aço? Que conta como seria a última edição do Azulão.

Escrita por Alan Moore e com arte de Curt Swan é uma singela homenagem ao herói no período da Era de Prata. Encerrando um momento histórico no pré-Crise, pois logo após veio a clássica reformulação por John Byrne. É uma edição que vale a pena ser lida e guardar na estante.

Bom, o Beco do Crime é o local aonde nós sabemos que os pais de Bruce foram assassinados e nesta HQ será o lugar de morte. Foi como se fechasse um ciclo onde o fim faz parte do princípio.

Logo no início a Mulher Gato chega num Gatomóvel um carro não utilizado pela ladra há muito tempo. Podemos notar que isto acontece no passado pelo guardador que pede 50 centavos para tomar conta do carro, porque este preço não faz parte da realidade atual.

Ao entrar no boteco Selina se depara com Joe Chill o clássico assassino dos Wayne e fica perplexa ao notar que ele já morreu. Quando o Duas Caras e o Coringa chegam também estão com carros personalizados mais a história flutua mistura presente e passado do personagem.

Nesta história você pode prestar atenção nela diversas vezes e encontrar algo diferente em todas que reler. Batman morreu ao sessenta anos de idade e mesmo assim não é uma coisa fácil de provar, pois a única personagem que é um constante flutuante é a Mulher Gato que muda de idade ao longo da narrativa.

Voltando, em seu funeral temos seus amigos mais próximos e todos seus inimigos mortais que combateu para defender Gotham City. É aí que a história tornasse muito peculiar, porque podemos ver cada um de todos os presentes contando como foi que conheceram o Morcegão e presenciaram  seu último momento.

A Mulher-Gato nos anos 40 deixando de ser ladra para tornar-se dona de uma loja de animais (como a personagem original), Alfred inventando disfarces e criando vilões para ajudar o patrão a desvendar crimes.

Na verdade Alfred foi um ator antes de virar mordomo da família Wayne. E por incrível que pareça o próprio Alfred virou o Coringa o pior inimigo do Batman para ajuda-lo em sua insana cruzada contra o crime.

E depois notamos Betty Kane a primeira Batgirl (que ao longo dos anos tornou-se Labareda, dos Novos Titãs) contando sua versão e neste momento a arte muda para o estilo de Dick Sprang (aquele adotado na série animada Batman: Os Bravos e Os Destemidos).

E por falar em estilo Andy Kubert homenageia os mestres anteriores que desenharam o herói: Bob Kane, Jerry Robinson, Neal Adams entre outros trazendo o modo deles desenhar é incrível.

Ainda temos o Sr. C, Dick Grayson, R’as Al Ghul, Cara de Barro e até Superman um de seus maiores amigos e que mantem ideias totalmente diferentes no modo de combater o crime. Contando como foi o seu último momento ao lado do Batman.

Mais quando  Batman está conversando com Martha (sua mãe) temos uma cena linda com todas  as melhores HQs do personagem: Ano Um, A Queda do Morcego, Asilo Arkham, O Filho do Demônio e uma contra o Morcego Humano que infelizmente ainda não conheço simplesmente demais.

E aí que temos a verdadeira definição do  Morcegão um homem que não se detém por nada e nem ninguém. Sempre atrás daquilo que almeja não importa como para defender os inocentes a quem jurou proteger mesmo que isso possa custar a sua própria vida.

Assim que acaba o encadernado ainda somos brindados com outras HQs que contam com o roteiro de Neal Gaiman: Um Mundo em Preto e Branco, da série Black and White, com arte de Simon Bisley;  Pavana com arte de Mark Buckingham; Pecados Originais com arte de Mike Hoffman e “Quando” é uma Porta por Bernie Mireault.

Na verdade não histórias tão importantes assim, mas demonstram o quão versátil é nosso herói. Elas contam mais do universo do Morcegão e algumas eu nunca havia lido. Tenha uma boa leitura.

HQ: Batman: O que Aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?

Editora: Panini Comics

Texto: Neil Gaiman

Desenhos: Andy Kubert

Arte-final: Scott Williams

Cores: Alex Sinclair

Mês/Ano: Abrirl/2013

Deixe um comentário

Arquivado em HQ.

Crítica

As Aventuras de Pi

As Aventuras de Pi

Acredite no extraordinário é uma definição bastante fiel ao que vemos neste longa.

Primeiro gostaria de salientar que Ang Lee sabe muito bem contar uma história e segundo tem uma maneira ímpar e peculiar de nos conduzir para dentro desta história.

O Hulk, com Eric Bana mostrou ser uma sagaz demonstração psicológica da tragédia grega que é a vida de Bruce Banner. Sendo uma perfeita tradução das páginas de uma HQ para a telona.

E então tivemos O Tigre e o Dragão com cenas de luta de tirar o fôlego. Algumas pessoas estranharam os lutadores subirem por muros altíssimos ou praticamente poderem voar cada vez que saltavam, mas pra mim aquilo não era nenhuma novidade.

Eu já estava acostumado a ver O Templo de Shaolin, Bruce Lee (que aliás eu gosto demais) e outros filmes de artes marciais, principalmente, do Jet Li que interpretava Wong Fei-hung em mirabolantes cenas de luta.

Bom, desta vez o enredo começa na Índia um país com  belas tradições religiosas repletos de deuses tipo Shiva, Brahma, Ganesh, Mahadevi e Vishnu (alguém aí se lembrou de Shurato?), pois as principais e tradicionais divindades antigas deste país também aparecem neste antigo anime.

Acho que eu como todo mundo  ao saber de Pi (3.14) pensou na letra grega que têm um valor imenso em matemática, mas este nome significativo e inusitado é relativo a Piscine Molitor Patel uma piscina de verdade na França e isto é muito surreal.

O nome original do filme é Life of Pi e aqui no Brasil ficou como As Aventuras de Pi logo qualquer pessoa pensaria em se tratar de um longa de aventura infantil, mas na verdade não é nada disso.

Desta vez temos um Piscine adulto contando a história de sua vida para um escritor sem inspiração. E quem não gosta de ouvir uma boa história?

Somos introduzidos a vida familiar de Piscine Patel desde seu nascimento, sua ida a escola aonde ganhou o apelido chatíssimo e sua busca por Deus em diferentes tipos de religião.

Esse aspecto do personagem me pareceu uma crítica para as pessoas que acham que só a sua religião é a verdadeira.

Vendo por este prisma mostrado no filme todas são um caminho para chegarmos até Deus basta estar em paz consigo mesmo.

Vemos o aspecto emocional de Pi após o naufrágio quando fica sozinho á deriva com a zebra, uma hiena, o orangotango e um tigre de bengala. E por mais estranho que possa parecer o tigre chama-se Richard Parker.

Infelizmente é nestes animais que Pi expõe seus sentimentos enraizados quanto a sua família perdida de maneira trágica e isto soa tão profundamente dentro de nós que me surpreendeu.

A parte mais interessante em As Aventuras foi que aqueles animais não estavam ali de verdade. Eles fazem parte da imaginação de Patel, mas a forma gradual em que Pi e Richard Parker tinham que conviver perdidos em alto mar foi memorável.

A interpretação de Suraj Sharma é tão magnífica, pois tudo que vemos na tela não existe. Então podemos notar o trabalho árduo que deu em contracenar mostrando coisas que não estavam lá.

As Aventuras de Pi não é apenas um filme emocionante, pois vai além recheado com cenas belíssimas parecendo quadros de arte ou simplesmente demonstrando poesia em movimento.

São imagens que para captar por palavras não conseguiria encontrar similar que fosse digno da grandiosidade exibida na tela.  Algo que toca no âmago de nossa alma marcando-a indefinidamente para sempre.

Deixe um comentário

Arquivado em Crítica

Cosplay Girl

z

Emma Frost

Nascida numa família muito rica, Emma descobriu desde cedo o seu dom mutante de ler mentes. Ela surgiu como a Rainha Branca do Clube do Inferno, em Nova York.

Emma Frost é uma das vilãs mais poderosas do Universo Marvel.

Confira nesta galeria abaixo algumas modelos cosplayers que nos brindam homenageando nossa musa Emma Frost

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 18 20 21 22 23 24 25 26 27 28.1 SONY DSC SONY DSC SONY DSC 32 33 34 35 36 37 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 Alissa Kiss 0 Alissa Kiss 1 Alissa Kiss 2 Alissa Kiss 3 Alissa Kiss 4 Alissa Kiss 5 Alissa Kiss 6

anime angel cosplay 0 anime angel cosplay 1 anime angel cosplay 2 anime angel cosplay 3

Jean and Emma 1 Jean and Emma 2 licornezsu 0 licornezsu 1 licornezsu 2 licornezsu 3 licornezsu 4 licornezsu 5 licornezsu 6 nadya sonika 0 nadya sonika 1.1 nadya sonika 1 nadya sonika 2 nadya sonika 3 nadya sonika 4

Deixe um comentário

Arquivado em cosplay girl

HQ

jennifer-blood

Jennifer Blood

A série Jennifer Blood foi lançada originalmente nos Estados Unidos, pela Dynamite Entertainment. Desde o ano passado, a personagem já teve 18 edições publicadas, além de uma edição anual.

Jennifer Blood é uma versão feminina do Justiceiro (Marvel Comics), mas  essa comparação não tira todo o mérito da personagem.

A história gira em torno de uma vingança, pois o pai de Jen Fellows foi assassinado por seus irmãos os Blute uma família mafiosa de matadores frios e cruéis.

Se você tiver estômago fraco é melhor não ler esta HQ, porque o sangue jorra, tripas escorrem do corpo humano e cabeças são decepadas entre outras cenas pesadíssimas.

Vemos Garth Ennis no seu melhor momento mostrando tudo que já veio trabalhando em outras edições como Preacher, Hitman, Justiceiro Max, The Boys,  Juiz Dread entre outros. Ele nos premia com uma história violenta mais com elementos que acabam cativando nossa atenção pela jornada de Jennifer Blood.

Garth Ennis não nos poupa de mostrar um mundo complexo e sombrio. Repleto de corrupção, ambição, sexo e violência muita violência.

Por incrível que pareça por mais que se compadeça pela história triste de Jen Fellows nota-se que sua vida familiar é deveras comum e entediante.

Pode-se afirmar que trata-se de uma família normal como qualquer outra seria se não fosse pela vida dupla da personagem. Um fato curioso é que Jen mora no Queens, o mesmo bairro de um tal de Peter Parker. Será que foi um mero acaso?

Jen Fellows é uma bela dona de casa totalmente dedicada ao marido e seus filhos.

Mas Jennifer Blood é uma justiceira sensual e mortal ao extremo. Confesso que as imagens de violência não me incomodaram, mas quando Jen após a cena de banho está deitada dormindo e seu marido Andrew aproxima-se cheio de amor pra dar chama a si mesmo de “Ursinho Carinhoso”.

Me desculpem os fãs mais será que alguém se lembra de desenho mais chato do que Os Ursinhos Carinhosos? E isso lá é nome para se dar a área de lazer.

Repito as palavras de Jen: “Acho que nunca me senti tão exausta. Tudo que eu queria era dormir. Mas, por um lado, não foi ruim.

É bom fazer algo um pouco entediante pra baixar toda aquela adrenalina.”

Alguém pode me explicar em que planeta sexo é uma coisa entediante? Se houver algum lugar assim eu nunca pisarei lá. Acho que somente a rotina de anos de casamento torna tudo parecido e sem novidade, no entanto a psique de Jen Fellows é perturbadoramente conflitante.

Porque ao mesmo tempo que é uma esposa dedicada, prestativa e prendada. Há um aspecto assustador sobre toda aquela fachada de bondade.

Na verdade Jen é fria, calculista e determinada, pois mesmo exausta de sua jornada como Jennifer Blood ainda encontra tempo para uma vida cotidiana normal.

O que mais me impressionou é que já vimos inúmeras cenas de violência nas HQs, mas feitas por personagens masculinos, pois as mulheres mesmo as bad girls não haviam chegado a este patamar e Jennifer Blood consegue ser uma excelente exceção.

E convenhamos este seu marido Andrew é um dos maiores imbecis que já vi na minha vida. Ursinho Carinhoso é o caramba! Vai tomar tendência de homem e vergonha na cara.

Jennifer Blood é uma HQ impressionante com altas doses de carnificina e cenas de nudez. Tudo inserido no contexto, mas você não consegue deixar de ler até chegar ao fim.

Esta edição da Panini é tão boa que ainda podemos ver todas as capas das 6 edições desse primeiro arco de histórias. Além de esboços, e até uma crítica visceral de Garth Ennis para o atual mercado dos quadrinhos.

Estou esperando ansioso pelo segundo volume de Jennifer Blood.

HQ: Jennifer Blood

Roteiro: Garth Ennis

Artistas: Adriano Batista, Marcos Marz e Kewber Baal

Editora: Panini Comics

Ano: 2012.

Deixe um comentário

Arquivado em HQ.