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Popeye

O marinheiro é um dos personagens mais antigos da história das HQs. Popeye, the Sailor foi criado por E. C. Segar. e surgiu na tira de jornal Timble Theatre, do New York Times, em 1929.

Popeye é mais antigo que o Super-Homem, pois o kriptoniano só conseguiu ir ás bancas em 1938.

Como curiosidade, Popeye surgiu como personagem secundário, mas teve ótima repercussão e logo virou astro principal.

Além de seu olho esbugalhado, andar engraçado e o famoso bordão: “Eu sou o que sou”. Podemos notar que sua principal característica é comer espinafre quando surgia algum problema. Isso o deixa super forte sendo capaz de vencer qualquer obstáculo.

Devido ao seu inegável sucesso pouco tempo depois protagonizou alguns curta-metragens de animação pelo Fleischer Studios (comento mais abaixo).

Ao longo dos anos surgiram vários desenhos do personagem entre os quais se destacam: Famos Studios (antigo Fleischer Studios), King Feature Syndicate e Hanna-Barbera.

Entre os seus coadjuvantes temos: Olívia Palito, eterna e atrapalhada namorada do herói que sempre entra em alguma confusão.

Outro personagem recorrente é o Brutus (Bluto), um chato e invejoso que deseja roubar a Olívia do marinheiro. Eu odiava a Bruxa do Mar antigamente, mais analisando friamente pode-se notar que ela daria um ótimo par com o Brutus ambos se merecem.

De todos os coadjuvantes do marinheiro eu sempre achei o Dudu o mais enjoado, pois sempre pede fiado pra comer um hambúrguer: “pago na terça-feira” e nunca consegue pagar.

O marinheriro comedor de espinafre possui alguns desenhos animados que foram inspirados nas histórias contidas no livro das Mil e Uma Noites. Nos quais enfrentou situações contra: Simbad, Ali Babá e Alladin e todos foram produzidos pelo Fleischer Studios.

O primeiro foi Popeye encontra Simbad, o Marinheiro (Popeye, the Sailor meets Sindbad, the Sailor) feito em 1936

Como curiosidade o desenho foi lançado no cinema em 27 de novembro de 1936 pela Paramount Pictures.

Popeye enfrenta o convencido marinheiro Simbad que é mostrado como Brutus que sequestra Olívia Palito. E então na companhia de Dudu nosso herói parte pra salvá-la.

Obviamente, Popeye terá que enfrentar alguns desafios como um pássaro Roca, um gigante e o prórpio Simbad pra recuperar sua amada.

Só pra constar, Popeye encontra Simbad é om eu preferido de todos e  foi indicado pro Oscar de Melhor Curta metragem, mas perdeu pra Silly Symphony, da Disney.

Dizem as lendas que o produtor e artista de efeitos especiais, Ray Harryhausen declarou em seu livro Fantasy Film Scrapbook que Popeye, o Marinheiro Conhece Sindbad, o Marinheiro, foi uma grande influência em sua produção Simbad e a Princesa.

O segundo foi Popeye Encontra Ali Babá e os 40 Ladrões (Popeye the Sailor meets Ali Baba’s Forty Thieves).

Outro curta-metragem de animação lançado diretamente nos cinemas pela Paramout Pictures, em 1937.

Na trama, Ali Babá não parece, pois o bando é liderado por Brutus conhecido como Abu Hassan. Popeye surge alistado na Guarda Costeira amenricana e na companhia de Olívia e Dudu vão pro deserto tentar capturar o bando.

Obviamente surgem alguns contratempos pra que o herói possa superá-los, no entanto o curta é surpreendente pela qualidade mostrada nele.

E por último temos, Popeye – Aladdin e sua Lâmpada Maravilhosa (Popeye The Sailor Meets Aladdin and his Wonderful Lamp), uma animação também lançada nos cinemas, em 1939.

Neste curta a parte interessante é que Olívia surge como roteirista da Surprise Pictures escrevendo a história de Aladdin.

Mais durante a apresentação da aventura ela digita a história e protagoniza como princesa enquanto Popeye é o Aladdin.

Desta vez, o vilão é o vizir que ambiciona encontrar o gênio pra seus propóstos mesquinhos.

Bom, apesar da evidente qualidade é  o curta-metragem mais irregular de todos, pois não da pra realmente gostar do que foi mostrado (ficou fraquíssimo).

Na decada de 80 houve uma adaptação do personagem dirigida por Robert Altman.

O filme é uma adaptação fiel ao universo do Popeye das HQs criadas por E. C. Segar.

Na trama, Popeye (Robin Williams) está a procura de seu pai o Vovô Popeye (Ray Walston) numa cidade aonde conhece a Olívia Palito (Shelley Duvall). Só que a mocinha está comprometida com o vilão Brutus (Paul L. Smith).

Nesse meio tempo é deixado um bebê com nosso marinheiro preferido o Gugu (que nas animações só arranja confusão).

A coisa mais incrível é que Popeye não gostava de espinafre, mas teve que comê-lo para poder salvar o dia.

Esta adaptação consegue ser muito fiel ao que foi proposto nas tiras de jornais e nas animações originais (foi feito para os fãs). É claro que hoje em dia com as novas tecnologias fica realmente parecendo estranho, mas vale a pena conferir por ter um Robin Williams em início de carreira.

Confira na galeria abaixo algumas imagens do marinheiro Popeye que garimpei na web

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Superman: Através dos Tempos

Super-Homem – Fleischer Studios – Cinema – 1941

Feito pelos criadores de Betty Boop e Popeye está é a primeira versão animada do Azulão. E mesmo tendo sido feita numa época atualmente tão antiga é sem sombra de dúvidas uma das melhores versões do herói.

No desenho dos Irmãos Fleischer temos fielmente transposto pra telona as aventuras do Super-Homem como eram nos gibis, de 1938.

Vemos toda premissa original do foguete saindo de Krypton antes de explodir, mas não há nada mencionando a sociedade do planeta ou os nomes de Jor-El e Lara.

Outro detalhe importante é quando o foguete aterrissa na Terra, porque também não temos Jonathan e Martha Kent, os pais adotivos do herói (ele cresce num orfanato e desenvolve seus poderes secretamente).

É neste desenho que surgiram as famosas frases clássicas: mais rápido que uma bala, mais forte que uma locomotiva e capaz de saltar prédios num único pulo.

Sempre quando Clark vai se trocar diz seu bordão: “este parece um trabalho para o Super-Homem”.

Aqui temos o kriptoniano original que era mais baixo e seu uniforme tinha o “S” envolto num triângulo. Outras características de seu uniforme eram a capa curta (e indestrutível), a sunga parecida com short, a bota era bastante diferente e não possuía tantos poderes (apenas super força e visão de raio x).

No inicio o Super não podia voar, porém ao longo dos episódios os produtores alteraram isso. Essa versão do herói foi homenageada na minissérie Marvel, do artista Alex Ross.

O Superman que aparece na HQ “A Nova Fronteira” com arte de Darwyn Cooke também foi inspirado neste desenho.

Voltando, as aventuras sempre giravam em torno de algum tipo de salvamento pra evitar grandes catástrofes.

E a bela Lois Lane é uma repórter inteligente e astuta, mas  que sempre está se metendo e alguma confusão. Ora sendo sequestrada por bandidos ora caindo algo sobre ela no que o herói prontamente surge pra salvá-la (era a típica mocinha indefesa que precisava de ajuda).

Outro fato interessante é temos o jornal Planeta Diário sendo o editor Perry White, mas a cidade não é Metrópolis. Fica até difícil de acreditar mais a cidade escolhida aqui chama-se Nova York.

Bom, o fato é que antigamente nas primeiras histórias a cidade protegida pelo herói surgiu como uma adaptação da cidade real de Nova York. A parte mais legal é que o filme Metrópolis, de Fritz Lang serviu como inspiração pra nomear a cidade homônima dos gibis.

O herói era dublado pelo ator Bud Collyer, o mesmo que havia emprestado sua voz pro personagem na versão radiofônica. O que realmente impressiona neste desenho foi o uso da rotoscopia, uma técnica que utiliza referências reais  trazendo a qualidade num nível altíssimo.

Seja pela personalidade marcante de Clark, seja pela Lois comportando-se de maneira intrépida ou por termos nosso herói salvando o dia de maneira incansável. Estas aventuras tornaram-se clássicas por terem mostrado o Super-Homem da maneira como foi imaginado por Joe Shuster Jerry Siegel (recomendo pra qualquer fã do kriptoniano).

Superman – Kirk Alyn

Ele foi o primeiro ator a encarnar nosso herói. E como curiosidade interpretou outro personagem da DC Comics Falcão Negro, no filme Black Hawk: Fearless Champion of Freedom.

O seriado pra cinema foi produzido pela Columbia Pictures, em 1948. Foram feitos 15 episódios com apenas 15 minutos de duração (algo bastante normal neste período).

Temos a destruição de Krypton sendo representada em desenho e a presença de outros personagens dos gibis como: Lois Lane (Noel Neill) e Jimmy Olsen (Tommy Bond).

As histórias giravam em torno da luta contra sua arqui-inimiga a Lady Spider (Carol Forman), porém no filme O Homem Atômico contra Super-Homem (Atom Man vs. Superman – 1950) temos a presença do principal vilão do gibis Lex Luthor, interpretado pelo ator Lyle Talbot.

No seriado quando o Super-Homem começava a voar era substituído por uma versão animada. Infelizmente após sua passagem atuando como herói Kirk Alyn nunca conseguiu nenhum papel de destaque (reclamando que isso arruinou sua carreira).

Talvez isto tenha ajudado a contribuir com a famosa “maldição” que existe a cerca do personagem, porque com a grande maioria dos atores que o personificam acontece algo semelhante.

Kirk Alyn participou do filme de Chris Reeve (1978) fazendo o pai de Lois Lane e infelizmente veio a falecer aos 89 anos de idade, em 1999.

Ficará eternamente guardado no coração dos fãs por ter sido um dos homens a dar vida ao maior herói de todos os tempos.


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