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Falando Sobre

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Os Piores Filmes de HQ – Segunda Parte

Seria bom se pudéssemos esquecer todas as adaptações ruins que já assistimos, mas é justamente devido aos erros cometidos nelas que podemos nos alegrar com que vemos nas atuais.

Mesmo que não consigam agradar a gregos e troianos concluo que hoje em dia seja pelo menos no aspecto visual e “alguns” no roteiro que estamos podendo curtir a melhor  abordagem feita com nossos heróis.

O recente Superman: O Homem de Aço é uma prova disto, pois conseguiu mostrar a mitologia do herói num mundo crível e foi o melhor trabalho feito para ressuscitar o Azulão (bom, chega de enrolação e vamos lá).

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O Monstro do Pântano – 1982         

Este é um herói com uma história trágica bem ao estilo da Casa de Ideias. O Monstro do Pântano teve seu auge com a entrada de Alan Moore para escrever seus roteiros trazendo boas histórias com muitas mensagens filosóficas que marcaram e redefiniram a mitologia do personagem.

O filme foi dirigido por ninguém menos que Wes Craven, o grande mestre do terror. E foi uma porcaria terrível que tornou-se cult anos depois. Mas se prestarmos atenção todo filme que Craven dirige é ruim de dar dó. Somente as adaptações de seus livros dirigidos por outros diretores valem a pena conferir.

Alice Cable é uma pesquisadora que vai aos Pântanos da Louisiana para ajudar o cientista Alec Holland (Ray Wise) na fórmula biorrestauradora e descobrem que funciona. Só que neste meio tempo o vilão Dr. Anton Arcane junto a seus capangas invadem o laboratório para roubar a fórmula.

Fugindo com a fórmula Alec a vê explodir em suas mãos e desesperado corre para o Pântano.  Neste longa temos a adaptação clássica e fiel dos gibis aonde Alec Holland  foi transformado num monstro composto por material vegetal depois que uma explosão em seu laboratório derrubou alguns produtos químicos nele.

Voltando, a tramoia foi planejada por Damien Ridge, um colega de trabalho que queria mata-lo para ficar com sua esposa. Só que Alec  volta pra se vingar e proteger sua amada.

O roteiro segue na risca o que acontece nas HQs, mas os efeitos especiais são ruins de dar dor de barriga. E pra piorar o Monstro do Pântano parece uma versão de borracha imitando o seriado do Hulk, horrível!

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O Justiceiro – 1989

Dolph Lundgren é um ator de filmes de ação que conseguiu voltar ao auge trabalhando em Os Mercenários que teve a façanha de trazer para as telonas os antigos atores dos anos 80 dos filmes brucutu que tanto adoramos, principalmente, Chuck Norris, o eterno Braddock.

Lundgren estrelou em Os Mestres do Universo que trouxe o poderoso herói He-Man, o defensor de Etérnia para as telonas. Tivemos uma visão totalmente hilária do Esqueleto que não chegou a assustar ninguém, pois parecia demais com a versão animada. Lembro que na época a vilã Maligna esta sim estava interessante e me assustou muito mais que o vilão principal.

Infelizmente Dolph ainda protagonizou O Justiceiro que por si só é um filme que divide opiniões. Além da origem clássica sendo representada na morte da família por outro lado também é motivo de reclamação a ausência da caveira estilizada na roupa do anti-herói.

Sua falta de sucesso veio perante a dois motivos: um foi  definitivamente a repercussão do Batman, de Tim Burton (divisor de águas no modo como se adaptava filmes). E o segundo a excelente fase que o personagem tinha neste período nos gibis (desenhado por Frank Miller).

Na história Frank Castle era mais conhecido como, The Punisher, um vigilante procurado pela polícia, pois já havia matado muitos malfeitores. Quem estava no seu rastro era o detetive Jake Berkowitz (interpretado pelo sumido Louis Gossett Jr.) que vivia num misto de admiração e repulsa pelo que Castle estava fazendo.

O anti-herói se escondia nos esgotos numa guerra solitária contra o crime organizado. Algo totalmente diferente de sua versão nos gibis que usava um furgão equipado de armamentos com o auxilio do Microchip, um hacker que lhe fornecia tudo que precisava.

Voltando, a premissa básica estava toda lá, mas a adaptação contava com um baixo orçamento e Dolph Lundgren nunca teve boa fama como ator. Deixando isso de lado o filme tem várias cenas de ação ao estilo que tínhamos na época.

E se você estiver a fim de deixar seus neurônios descansarem e querendo se divertir um pouco. O filme vale a pena ser visto apenas para poder falar mal depois.

 Elektra-2005

Elektra – 2005

A excelente interpretação de Jennifer Garner no filme do Demolidor rendeu-lhe um longa somente para ela brilhar, mas infelizmente vemos uma péssima adaptação mamão com açúcar.

A atriz já vinha fazendo sucesso por sua brilhante atuação na série de espionagem Aliás – Codinome Perigo, em que interpretava a agente Sydney Bristow.

Na adaptação Elektra não entende porque voltou da morte ficando obcecada por seu renascimento. Após ser treinada na arte do ninjutsu sente-se tomada pela fúria na morte de seus pais.

Então ela foi incumbida da missão de assassinar Mark e Abby Miller que são respectivamente pai e filha (que estavam fugindo do Tentáculo). Porém houve uma mudança repentina durante a tentativa de assassinato e Elektra é forçada a tomar uma importante decisão (que pode salvar ou destruir sua alma).

Elektra descobre que estava agindo pro Tentáculo e resolve proteger a família.

Bom, o filme é horrível e da pior espécie não tendo nada do clima violento característico das HQs. A trama parte pro sobrenatural e a heroína resolve ficar “meiga e simpática” de repente, blarg!

A única coisa de diferente é a participação de Terence Stamp, o eterno General Zod (dos anos 80). Fazendo o papel de Stick, o velhinho que ensina ao Matt a desenvolver seus poderes nos quadrinhos e neste longa é o sensei de Elektra.

Mesmo com a presença de Jennifer Garner no filme recomendo a não ve-lo de maneira alguma, pois é pura perda de tempo (chega a ser muito pior do que Demolidor).

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Aço – 1997

O jogador de basquete Shaquile O’ neal protagoniza esta produção spin-off da franquia do Superman (em nenhum momento o kriptoniano é citado no longa).

Nos gibis John Henry Irons foi salvo pelo Super-Homem quando trabalhava em um prédio que estava em obras. E após sua morte nos anos 90 decidiu adotar uma armadura para combater o crime na ausência do protetor de Metrópolis.

Na verdade naquela época e se não me engano no gibi o Retorno do Super-Homem surgiram quatro heróis que usavam o símbolo do kriptoniano.

Três deles afirmaram pra Lois que eram o Azulão reencarnado: Superboy (um clone), o Superciborgue (um astronauta que virou vilão) e o Super de visor (que era o artefato kriptoniano que assumiu forma humana).

Lembro que Aço nunca afirmou ser o herói que retornou, pois sua intenção era só homenagear o homem que salvou sua vida.

No filme Irons desenvolveu pro governo americano um sofisticado armamento que podia neutralizar o inimigo sem mata-lo. Só que um acidente no momento em que a arma foi testada deixa paralítica sua colega Susan Sparks (Annabeth Gish). Ela ficou tipo a Oráculo pro universo do Morcegão.

Irons deixou de trabalhar pro governo após o fatídico acontecimento. Só que não foi culpa sua, pois Nathaniel Burke (Judd Nelson) sabotou o experimento.

Algum tempo depois Irons presencia um assalto a banco cuja a gangue utiliza seu armamento modificado. E devido a isso une-se a Sparks para criar seu traje de armadura e martelo para combater o crime.

Bom, naquela época (anos 90) Shaquille estava fazendo um sucesso tremendo e aparecia como cantor de rap e ator como podemos notar em: Blue Chips com Nick Nolte, Kaazam (no qual interpreta um gênio) e este filme.

Na verdade o jogador tem um carisma incontestável, porém as adaptações de quadrinhos ainda não tinham amadurecido o bastante (e o resultado que vemos na tela é muito decepcionante).

Sinceramente pode esquecer esta adaptação, pois se quiser assistir algo decente do Aço procure no desenho Superman: A Série Animada na qual  a origem do herói ficou bem melhor.

Por último devo lembrar que a atriz Annabeth Gish trabalhou em Arquivo X como a agente especial Monica Reyes (entrando na oitava temporada e ficando até o final).

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A Liga Extraordinária – 2003

Antes da adaptação cinematográfica os personagens mais famosos da literatura universal e principalmente do século XIX foram reunidos nos quadrinhos com roteiro de Alan Moore e arte de Kevin O’neill.

Sob a ótica de Moore os personagens são agentes secretos que tentam manter a paz na Inglaterra vitoriana (e nós temos o prazer de ler suas aventuras). É claro que foi um sucesso absoluto de vendas, pois aonde Alan Moore põe a cabeça pra pensar torna-se um marco na história da nona arte.

Bom, no filme estamos em 1899 e soldados alemães atacam o Banco Nacional da  Inglaterra roubando os mapas de Veneza feitos por Leonardo Da Vinci. Então pouco tempo depois soldados ingleses sequestram os melhores cientistas da Alemanha.

A situação se complica, pois os governantes de ambos os países negam que fizeram os ataques (e a tensão entre eles pode gerar a Primeira Guerra Mundial).

Para impedir que isso aconteça M. (Richard Roxburg), o diretor de uma agência secreta criada pelo governo decide reconvocar a Liga Extraordinária.  Uma equipe que reúne indivíduos com habilidades especiais que é formada em tempos de necessidade para salvar o mundo.

Então temos o caçador Allan Quatermain (Sean Connery), a vampira Mina Parker (Peta Wilson), o homem invisível Rodney Skinner (Tony Curan), o cientista com personalidade dupla Dr. Jekyll/Mr. Hide (Jason Flemyng), o imortal Dorian Gray (Stuart Townsend), Capitão Nemo (Naseeruddin Shah) e agente americano Tom Sawyer (Shane West).

O vilão da vez é O Fantasma, um gênio do crime que deseja conquistar o mundo (algo bem clichê), pois ele vendeu armas avançadas para ambos os lados simplesmente para fomentar a guerra e ficar rico no processo (mesmo que milhões de pessoas morram por causa disso). Então a missão da Liga Extraordinária é detê-lo.

Infelizmente  Sean Conery ficou parecendo um James Bond da terceira idade e pra piorar Mr. Hide  tornou-se também uma versão do Hulk quando transformado e o vilão Fantasma é ridículo, pois não consegue ser convincente.

Algo que me inquietou bastante foi o imortal Dorian Grey, pois se não fizessem nada com seu retrato seu rosto mantinha-se intacto.

O visual do filme é extraordinário (piadinha besta) lembrando o quadrinho, mas o roteiro ficou ao estilo Sessão da Tarde fraquíssimo. Na época disseram que a intromissão de Sean Connery no trabalho do diretor fez o filme naufragar (talvez fosse isso que tenha acontecido).

Dá pra assistir apenas uma vez para sabermos tudo o que não deve ser feito quando se trabalha numa adaptação com tantos personagens envolvidos na trama. Bom, logo estarei trazendo a terceira parte (comentem sobre o que vocês acharam).

Relembre aqui a primeira parte.

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Batman: Através dos Tempos

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Batman: O cavaleiro das Trevas 2

A primeira minissérie foi tão revolucionária pro mundo das HQs que chamou até atenção da mídia que não era especializada no assunto (jornal e TV).

Então quinze anos depois quando anunciaram a continuação era como se uma bomba estremecesse tudo novamente e pipocaram os mais variados comentários. Os fãs aguardavam ansiosamente pelo que presumíamos ser outro sucesso arrasador.

Lembro que na época criticaram muito Lynn Varley pelas cores computadorizadas. Eu considero até um trabalho criativo, mas a primeira versão foi tão marcante e influente, tanto pra mim quanto pra milhares de outras pessoas, que comparações é que não iriam faltar.

Na história somente três anos haviam se passado desde que Batman “morreu” (aparentemente tudo estava calmo e em paz).

O governo fez as pessoas acreditarem que o mundo tornou-se um lugar melhor, mas em contrapartida retirou todos os direitos da população. E o Morcegão aguardou o momento de retornar mostrando que ainda há muita sujeira e imperfeições no mundo.

Bruce readquiriu a forma e esteve treinando bastante nesse tempo. Podemos notar que Batman age gostando do que está fazendo e isto é impressionante, pois trata-se de um homem de 63 anos de idade (algo que não é pra qualquer um).

Logo no inicio vemos Jimmy Olsen reclamando na TV do presidente Rickard (um fantoche digital de Lex Luthor). Notamos que a preocupação em criticar a política norte-americana ainda continua sendo a principal linha narrativa da HQ.

O mundo vive sob um estado fascista e totalitário disfarçado, mas o velho Olsen pergunta pelo sumiço dos heróis.

Numa cena um homem luta no mar contra um enorme monstro e ficamos sabendo que trata-se de Ray Palmer, vulgo Eléktron, que estava confinado numa Placa de Petri.

Carol Kelley cresceu deixando o manto de Robin e assumindo a alcunha de Moça-Gato (foi ela quem salvou o diminuto herói que ficou preso por 2 anos).

Então numa instalação de fornecimento elétrica é invadida pela Moça-Gato, Eléktron, e os Batboys, os novos agentes do Morcegóide, pra salvar o Flash (Barry Allen).

O velocista ao notar que estava livre revela que iriam matar Íris, porém Carol diz que ela está bem. Há uma conspiração  governamental que prendeu os heróis usando seus entes queridos como barganha.

O Homem-Borracha é tão magnífico quanto louco quando sai de seu confinamento (trazendo de novo aquela velha discussão sobre quem é melhor Dibny ou O’Brien).

O gibi preocupa-se em mostrar o retorno das lendas da Liga da Justiça, só que em suas versões da terceira idade, pois temos Superman, Lanterna Verde, Homem-Elástico, Questão, Arqueiro Verde, Homem-Borracha, Capitão Marvel, numa versão mais velha que lembra o Tio Dudley e Mulher Maravilha (que não envelheceu nada).

Aqui temos o motivo do Azulão ter virado escoteiro do governo na primeira versão (não foi por livre e espontânea vontade como imaginávamos).

Kal-El está sendo chantageado por seus maiores arqui-inimigos, Lex Luthor e Brainiac, que estão de posse da cidade engarrafada de Kandor, um clássico na mitologia do herói.

São milhões de vidas kriptonianas sendo ameaçadas de morte e é por isso que ele agiu daquela maneira.

Sem sombra de dúvidas o que ficou realmente marcante pra mim nestas edições foram as cenas de sexo protagonizadas por Kal e Diana.  O negócio estava tão eletrizante que provocou terremoto, maremoto e outros problemas climáticos inimagináveis ao redor da Terra.

Outra coisa marcante foi Lara, a nova Supergirl, filha deles que esteve escondida com Diana em Themyscira. Ela tem as características de ambos, pois é tão poderosa quanto Kal e uma personalidade marcante de guerreira de Diana.

Houve dois momentos que realmente cheguei a ficar assustado um foi com Sartúnia aquela menina que podia prever o futuro e a segunda foi com as revelações  de Dick Grayson que trouxe a tona todas aquelas acusações de homossexualidade sempre perseguem os personagens (sinistro).

Em Batman: O Cavaleiro das Trevas 2, a arte de Frank Miller teve um declínio enorme nestas edições ficando mais estilizada, fluida e caricatural (de uma maneira bastante exacerbada). Todo mundo tem o direito de errar na vida até mesmo Frank Miller (não é atoa que choveram reclamações).

Só que o roteiro ataca além da politica que é algo óbvio, fala da exposição feminina na TV (exemplo das  Supergatas). Se não me engano, a notícia nua, foi algo que havia na TV gringa onde repórteres ficavam sem roupa pra dar noticias (pena que essa moda não fez sucesso por aqui). O artista critica até o próprio mercado americano dos quadrinhos.

Encontramos também  referências a vários personagens como Batmirim, E. Neuman (da Mad), pessoas reais como Elvis Presley ou o Papa João Paulo II.

O uniforme que o Super está usando é o da versão de cinema feita pelo Fleischer Studios, em 1941.

O Batmóvel também é uma versão do Studebaker da década de 40 (que tinha rosto e asas de morcego) entre outras peculiaridades.

Se na saga original havia uma violência levada mais pro sentido psicológico. Nesta o contexto é totalmente diferente, pois as lendas morrem de jeito trágico e a violência é brutal.

O embate de Bruce contra Kal na Batcaverna é muito superior do que havíamos visto antes, pois temos a presença do Flash, Arqueiro Verde e Eléktron deixando o Homem do Amanhã em frangalhos (lá no fundo do poço como nunca tínhamos presenciado antes).

O que me empolgou foi a sequencia final quando Lex esmurra com vontade Batman “pensando” que havia triunfado. Bruce demonstra porque é o melhor estrategista da Liga (é fantástico!).

Geralmente as pessoas falam tão mal desta HQ apenas, porque se prendem demais a saga original, mas devemos vê-la como algo á parte. É claro que se ficarmos apenas comparando não poderemos nunca apreciá-la (da maneira como se deve).

Frank Miller consegue fazer algo ímpar com tanta informação mostrada em cada edição ou em cada cena, mas obviamente a intenção da história é um retorno as origens do que é ser um herói. Resgatando esta imagem dos personagens que gostamos (e como sua presença é importante pro mundo).

Batman: O Cavaleiro das Trevas 2

Roteiro & arte: Frank Miller

Cores: Lynn Varley

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Batman: Através dos Tempos

DK

Batman: O Cavaleiro das Trevas – parte 1

De abril de 1985 a março de 1986, todo o Universo DC foi recriado da estaca zero. A maxissérie de 12 números Crise nas Infinitas Terras lançou as bases para a total reformulação das centenas de personagens da editora (e Batman não foi exceção).

Em junho de 1986, foi lançada Batman: O Cavaleiro das Trevas (Batman: The Dark Knight Returns), um dos mais significativos acontecimentos das HQs na década de 80, não só pela qualidade, mas pelas mudanças que impôs ao perfil da indústria dos Comics.

Após essa minissérie de quatro números, escrita e desenhada por Frank Miller, e editada num formato luxuoso sem precedentes, Batman e os quadrinhos, em geral, nunca mais seriam os mesmos.

Nas suas páginas, o herói não era mais o personagem idealizado dos tempos antigos, e seus inimigos – o Coringa, em particular – jamais foram tão letais.

Quando li BCT pela primeira vez, em 1986. Eu estava com 14 anos, e iniciando no mundo dos quadrinhos. Foi como se algo surpreendente fosse mostrado pra mim, pois a série cômica de 1966, ainda era algo recente em minha memória afetiva (visto que aqui no Brasil havia sido veiculada, em 1982).

Bruce estava com quase 60 anos e era psicologicamente atormentado pela fera que  inutilmente queria trancafiar dentro de si “Batman”tentou levar uma vida comum, mas Ghotam City é assolada por uma onda de crimes que faz o Morcego reerguer-se abruptamente.

O Morcego volta á ativa e a notícia se espalha indo parar em acalorados debates  vistos pela TV.  Há dez anos o  governo norte-americano havia proibido os super-heróis de agir em público e Batman não está nem aí pra isso. Agindo brutalmente para retomar as rédeas de sua cidade.

A parte mais incrível era algo que seria inconcebível um embate ideológico e titânico entre Batman e Superman, pois haviam deixado de ser os grandes amigos das décadas anteriores. Simplesmente foi algo magnífico e sem precedentes.

Um dos fatores mais importantes da HQ é resgatar as origens sombrias do herói original, aonde era visto como um temido vigilante que a polícia combatia. Essa revisão influenciou tudo que foi feito com o personagem nas décadas seguintes repercutindo até nos dias de hoje.

Depois de tantos anos esta HQ ainda continua a ser maravilhosa e pra mim a pergunta  que não quer calar é como um homem que quase no declínio de sua vida consegue

combater o crime daquela forma? A explicação não surgiria de forma tão fácil, mas é do Batman que estamos falando, e ele é imprevisível.

Batman é um herói fascinante, porque ao longo das décadas já foi reinventado diversas vezes, mas sempre conseguiu de maneira implacável amedrontar a mente e a alma dos malfeitores.

E quem poderia imaginar que depois de mais de 20 anos iriamos ter um longa animado desta graphic novel?

Nesta primorosa animação o Homem Morcego consegue ser  tão assustador quanto em sua concepção original, de 1939. Quando Gordon liga para mansão e o telefone vermelho toca lembrei da série de 1966 que também tinha um contato direto com a chefatura de polícia.

A melhor coisa nisto tudo é ver os fatos da referida história e de como ela continua a ser tão instigante e atraente.

O longa animado consegue manter toda a carga psicológica da HQ, principalmente, na parte em que Batman entende  profundamente a dualidade perturbada da existência de Harvey Duent.

Eu notei algo curioso quando o mutante entra na loja de conveniência para assaltar, na estante de HQs mostra rapidamente três edições. Uma do Monstro do Pântano, uma do Sandman e outra de V de Vingança. Se não me engano foi uma homenagem para Alan Moore e Neil Gaiman, dois artistas que também revolucionaram o mundo da nona arte.

Outro fato foi a cena que foi retirada é aquela em que o General do exército que vendia armas para os mutantes comete suicídio e Batman segura seu corpo inerte envolto pela bandeira americana.

É estranho notar que a sequência da narrativa não está totalmente igual a da HQ, pois foi alterada drasticamente, pois eu não gostei de algumas mudanças. Talvez seja para angariar ao público infanto-juvenil. Sinceramente os fãs mais xiitas vão torcer o nariz pro que foi feito.

Infelizmente já deu pra notar que estão querendo ser politicamente corretos nesta adaptação será que vão mostrar todos os aspectos da Guerra Fria como havia na HQ?

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Batman: O Cavaleiro das Trevas – parte 2

Acho que praticamente tudo já foi dito no comentário anterior, pois não há nada muito de relevante para acrescentar (mais vou fazer assim mesmo).

A animação continua com a temática original de tudo ser mostrado em conjunto com a TV. A Gangue Mutante foi dividida na facção Os Filhos do Batman que marcham sobre a égide do Morcego.

Mas o fato principal é o reaparecimento do Coringa que volta de um estado catatônico (por causa do retorno do Morcegóide).

O presidente ainda continua a ser Ronald Reagan que convoca o Homem do Amanhã para cuidar da baderna em Gotham City e no caminho amansar um certo roedor alado.

Quando o Azulão passa voando por um jornaleiro podemos ver as edições de Flash de Dois Mundos e a original da Liga da Justiça dos anos 1960.

A parte engraçada foi a batata quente chamada Batman sendo jogada do Presidente para o Governador, do Governador para o Prefeito e do Prefeito para a Comissária Yendell.

Logo em seu primeiro ato de posse ela sai a caça do vigilante. É interessante lembrar que Jim comentou com ela que há homens grandes demais para se deter (fato que estava falando claramente do Morcegão).

Na conversa entre Kal e Bruce a águia pega entre suas garras um rato formando uma alusão a batalha que logo haveria entre os heróis.

Enquanto Batman destrói o esquadrão inteiro da Comissária o Sr. C. tem uma memorável noite de estreia num programa de TV matando todas as pessoas no auditório. Mostrando que mesmo velho ainda é um perigoso serial killer (sinistro demais).

A segunda parte da animação consegue prender nossa atenção do início ao fim (trazendo o grande e esperado clímax). Ainda mais na luta entre Superman e Batman  no Beco do Crime, pois quando a guerra entra numa das casa há um quadro na parede homenageando Christopher Reeve.

A cena de luta foi extendida, pois o Morcego não aguentaria uma luta desenfreada e poderosa daquele jeito contra o Escoteiro Azulado.

Sinceramente é na luta contra o Coringa que vemos notadamente que esta animação (mesmo tendo sido baseada numa das HQs mais importantes da história dos gibis) manteve alto nível de violência e grandes sacadas políticas fazendo nossa viagem ser muito mais interessante e nostálgica (para os fãs mais antigos).

Mesmo mantendo a mudança injustificável que havia sito feita no status quo da Mulher-Gato (transformando-a numa prostituta). Ou ainda vendo Alfred morrer (algo que foi marcante e triste pra mim).

Afirmo que  todo fã  que seja do Batman ou de quadrinhos em geral deve assistir esta animação, pois aborda de maneira satisfatória a grande e clássica HQ.

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Batman: Através dos Tempos

frank miller

Frank Miller

Nascido em 1957,  Frank Miller mudou-se de Vermont para Manhattan aos 22 anos, onde realizou vários trabalhos para revistas em quadrinhos na década de 70, entre as quais Peter Parker, The Spetacular Spider-Man, antes de começar a desenhar Demolidor para a Marvel. Logo, ele começou a escrever para a série também.

Em 1982, já consagrado por sua versão do Demolidor, desenhou a minissérie Wolverine. Um ano depois, escreveu e ilustrou Ronin, uma série em seis partes para a DC Comics, sobre samurais numa sociedade futurística e decadente.

Seu primeiro trabalho para Batman foi o lápis de “Wanted: Santa Claus Dead or Alive” (DC Special Series 21, de 1980). No entanto, sua obra mais conhecida para o Morcegão, foi o roteiro e o lápis de Batman: O Cavaleiro das Trevas (Batman: The Dark Knight Returns, no original), uma graphic novel lançada em março de 1986.

A história foi arte-finalizada por Klaus Janson e colorida por Lynn Varley.

Ambientada num futuro próximo e desolado com um Bruce Wayne de 50 anos, esta série, aclamada pela crítica, estabeleceu os tons sombrios para Batman que persistem até hoje. Miller, DC e Batman receberam na época, cobertura nacional e internacional dos meios de comunicação, tornando Dark Knigth tanto um sucesso criativo quanto comercial.

A série teve inúmeras reimpressões na sua forma original, bem como compilado de capa mole e dura. Gerou também paródias e homenagens de outras editoras. Miller deu sequencia a Dark Knight com o roteiro de Batman: Ano Um (Batman 404-407, 1987) também outra série de sucesso que contava os primeiros passos de Batman no combate ao crime. Mais tarde, os trabalhos Santas Claus, Dark Knight e Year One foram reunidos num único volume.

O autor escreve, em 1987 Elektra Assassina, uma minissérie em oito partes para a Marvel. Colaborou com Geof Darrow em Hard Boiled de 1990 e, com Dave Gibbons, Give me Liberty, ambos para a Dark Horse. Também para essa editora, escreveu e desenhou a graphic novel em preto e branco Sin City e sua continuação Sin City A Dame to Kill For.

Participou da realização do roteiro dos filmes Robocop 2 e Robocop 3. E também trabalhou no argumento da minissérie Demolidor: O Homem sem Medo. Em 1993, formou, com John Byrne, Mike Mignola, Dave Gibbons, Arthur Adams e outros artistas de renome, o selo Legend, cujos títulos foram lançados em co-edição pela Dark Horse.

Veja na galeria abaixo algumas imagens do artista  que consegui na web

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Fonte de pesquisa: Batman Magazine

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Batman: Através dos Tempos

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Batman & RobinAdam West and Burt Ward -1966 a 1968

A série do Homem-Morcego pode ser definida como ame-a ou deixe-a, pois há diversas pessoas que odeiam esta adaptação do herói. Eu adoro até hoje, pois confesso que sou um nostálgico de coração.

Geralmente leio  comentários ruins sobre este saudoso seriado, mas não vejo desta forma. É justamente por sua roupagem cômica e por estar na longínqua década de 1960 (uma época de grandes mudanças culturais e experimentações), que considero uma das melhores adaptações do Batman até aquele momento.

A série têm o mérito de popularizar ainda mais o Cruzado Embuçado, pois mesmo com recursos tecnológicos fracos e cenários paupérrimos o fato crucial é que fizeram um seriado com o que tinham na época.

Eles conseguiram construir uma série que deu ao Morcegão o status de ícone pop. E somente isso é o que se pode dizer que foi importante.

Lembro que logo na abertura tinha uma animação ao estilo de Dick Sprang com a Dupla Dinâmica sorridente aonde tinha as onomatopéias (Pow, Soc e Crash!), cores fortes, enquadramentos tortos e fortes traços do movimento Pop Art.

Havia diversas  participações especiais de celebridades como Sammy Davis Jr., Jerry Lewis, Joan Collins, Dick Clark, Liberace, Don Ho entre outros  que prestigiaram o seriado aparecendo nos episódios.

Quando os heróis escalavam o prédio pela batcorda  as capas eram puxadas por um fio para ficarem retas. E na verdade estavam andando inclinados no chão que foi caracterizado para ficar parecendo um prédio.

E em cada final de episódio havia um gancho aonde os heróis estavam á beira da morte nos incentivando a continuar vendo o próximo para saciar a curiosidade sobre qual seria o desfecho da Dupla Dinâmica.

Parece até que assisti ontem um episódio da série de tanta recordação boa que tenho.

A coisa mais nostálgica deste seriado era a Tia Harriet (Madge Blake) uma adorável e simpática senhora que não sabia da identidade secreta de Bruce e Dick. Harriet foi criada por Bill Finger e Sheldon Moldoff e surgiu no quadrinhos apenas para afastar a suposta homossexualidade dos personagens fomentada pelo livro “A Sedução do Inocente”, de Frederick Wertham.

Aliás até Alfred Pennyworth (Alan Napier) migrou para o seriado, pois na época era considerado morto nos quadrinhos. Porém com o sucesso da série ressuscitaram o personagem das HQs.

Estranho era constatar que o Comissário Gordon tinha uma linha direta com a Batcaverna e nas HQs que li não havia nada disto. Desde pequeno lembro que não gostava do Robin com aquela expressão: santa-não-sei-o-que pra lá e pra cá a todo momento.

Ainda mais depois de um episódio em que a Mulher-Gato ia beijar o Morcegão e o Garoto-Prodígio atrapalhou o romance. Mas  Burt Ward sofreu para poder interpretá-lo dizem as lendas que o ator sofria diversos acidentes, porque não tinha duble nas cenas de ação.

Outro fato curioso é que ele foi perseguido pela Liga da Decência, grupo que cuidava da censura na TV, por ser bem dotado e aquilo ficava aparecendo pelo uniforme. Uma das soluções que arranjaram foi dar remédios pro rapaz para resolver o problema só que não surtiu efeito nenhum.

E para acabar de vez com a perseguição decidiram filmar o Robin apenas da cintura pra cima nos episódios seguintes, coitado!

A série também introduziu um dos maiores sonhos de consumo de todo fã ao redor do mundo e também deste que vos escreve o Ford Impala customizado que virou o Batmóvel movido por uma turbina de foguete. O Batmóvel de 1966 é dos carros do mundo de ficção mais lindos e sensacionais que conheço.

Rei Tut

Vilões

Os vilões do Morcegão nesta série são os mais escabrosos possíveis, pois temos o Rei Tut (William Omoha MacElroy) que na verdade era um professor de egiptologia que ao cair uma pedra em sua cabeça pensava ser a reencarnação do tal rei.

Outro vilão surreal era o Face Falsa que foi criado por Bill Finger, em 1958.   Aonde especulavam que quem  estava por trás da máscara era Frank Sinatra, Cary Grant ou Sammy Davis Jr.  tudo mentira, pois quem atuava era Malachi Throne (que interpretou o Commodore José Mendez em Star Trek, a série clássica). Diga-se de passagem um episódio muito bom.

O Cabeça de Ovo (Vicent Price) um dos homens mais inteligentes do mundo que possuía um grande ego. Vivia falando sobre si mesmo e do seu brilhantismo e pretendia escrever um livro intitulado “Como ser o melhor criminoso do mundo“.

E ainda haviam os vilões mais conhecidos como o Coringa, de Cesar Romero que mais parecia  um palhaço do que um maluco psicótico como estamos  acostumados a vê-lo atualmente. O Pinguim interpretado pelo saudoso Burguess Meredith aonde dizia Quack, Quack, Quack com seu guarda-chuva  pra cada tipo de coisa. E que ficou marcado anos depois como treinador do Rocky Balboa no filme de 1974.

Neste seriado gosto dos vilões clássicos: Coringa, Pinguim, Charada e Mulher-Gato, pois são os melhores o resto são nonsense demais pro meu gosto, pois nunca achava graça neles.

Na verdade a melhor parte deste batseriado não é ver Batman e Robin esmurrando os bandidos ou fugindo das armadilhas que os vilões aprontavam. E sim ver desfilando de malha colante a linda Yvonne Craig a Batgirl e a sensualíssima Mulher- Gato de Julie Newmar.

Figuras femininas que povoam a mente de milhares de fãs tanto masculinos  como femininos, porque notamos  diversas modelos cosplayers que nos eventos  dão o ar de sua graça vestidas destas personagens.

Bom, ao longo dos anos estamos assistindo diversas releituras do Batman e Superman atualizando-os para a sociedade da época mantendo os mitos renovados.

Diga-se que ambos os heróis tinham um rígido código moral durante a Era de Ouro que até matavam seus oponentes. As atitudes violentas de Batman não são obras da mente criativa de Frank Miller, pois em várias HQs do Homem-Morcego original era visto portando arma de fogo. Fato que foi drasticamente mudado algum tempo depois.

Hoje em dia prezam a vida humana acima até da deles próprios. Não existe nada mais impactante do que isto. Eu vou ficar velho e os heróis continuaram sendo imortais mantendo acessa a chama nos corações dos fãs eternamente.

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Musas de Tinta

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Mulher-Gato

Selina Kyle é uma linda mulher, sensual e sexy. Além disso tudo é uma ladra extremamente  habilidosa.

Catwoman foi criada pelos mestres Bob Kane e Bill Finger surgindo pela primeira vez na edição Batman # 1, em 1940.

Na distante Era de Ouro, Selina Kyle tinha uma personalidade bastante introvertida, pois era uma aeromoça que após sobreviver a um acidente de avião sofreu de amnésia. Sendo exatamente isso que despertou seu lado mais sexy e fazendo surgir The Cat, uma mulher sensual, praticamente “sem inibições”.

Só pra constar nessa época a vilã era conhecida dessa forma e algum tempo depois mudaram pra Mulher-Gato.

Essa versão com dupla personalidade de nossa ladra preferida foi abordada durante esse período várias vezes.

Então, a Mulher-Gato sempre agia manipulando a todos os homens que ousam passar pelo seu caminho, principalmente, um certo Homem-Morcego.

Enquanto o herói ás vezes mandava-a pra cadeia e outras pensava apenas em reabilita-la.

Na famosa edição Batman: Ano Um, de Frank Miller. Tivemos aquela versão muito discutida, porque mostrava, Selina retratada como uma garota de programa.

Sua origem havia sido recontada como uma prostituta que após ter sido abusada por um cafetão foi parar num hospital. E o herói Pantera lhe treinou para se defender, lutar e depois ela assume seu codinome de Mulher-Gato como criminosa.

Ainda bem que depois da complicada saga Zero Hora esse passado de nossa vilã foi jogado ralo abaixo.

Atualmente a relação entre eles é como uma enorme montanha russa que fica variando entre amor e ódio.

Durante a Saga Silêncio eles ficaram muito próximos fato que culminou na revelação da identidade secreta do Morcegão, mas a diferença entre os dois acabou rapidamente com o relacionamento.

Neste reboot da DC Selina e Bruce tiveram tórridas cenas de sexo mostradas nos quadrinhos demonstrando que esse sobe e desce dos dois perdurará por um longo tempo.

Um fato curioso é que eles foram casados na Terra 2 (uma Terra Paralela, do Universo DC Pré-Crise) e tiveram até uma filha Helena Wayne, que foi a heroína Caçadora.

No passado várias atrizes brilharam e conquistaram vários fãs ao interpretar a nossa ladra.

A primeira foi a atriz Julie Newmar no seriado dos anos 60 que demonstrava sensualidade de uma forma tão encantadora que era impossível não gostar dela.

A segunda foi a ex-Miss América Lee Meriwether que atuou no longa metragem do Homem-Morcego.

A cantora Eartha Kitt também nos presenteou ao mostrar-se como a vilã, mas sua interpretação na época não tinha agradado aos fãs (eu gostei bastante!).

Depois esperamos algumas décadas para que a Mulher-Gato retornasse para nos seduzir e tivemos a ótima atuação de Michelle Pfeiffer. Apesar de sua origem ter sido modificada. Ela conseguia misturar perversão com sensualidade de uma maneira arrebatadora, cruel e também inesquecível.

No início da década de 90 tivemos o inesquecível desenho Batman: A Série Animada comandada por Bruce Timm e Paul Dini. A série animada surgiu logo após o longa Batman – O Retorno e tivemos uma ladra muito sedutora e loira como no filme.

Eu não poderia esquecer de minha querida e belíssima Halle Berry que apesar de demonstrar ser bastante sexy (infelizmente sua versão foi uma porcaria terrível).

No péssimo seriado Birds of Prey, Selina foi interpretada pela atriz Maggie Baird e nossa musa surge apenas em flashbacks. Nessa versão mostraram a Mulher-Gato como uma meta-humana que infelizmente foi assassinada por ordem do Coringa.

A atriz Ashley Scott interpreta Helena Kyle, ela é filha da Selina com Bruce tornando-se a heroína Caçadora.

E por último temos Anne Hathaway interpretando muito bem a personagem, porém o mais interessante em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge é que em nenhum momento Selina é chamada de Mulher Gato.

Nolan demonstrou que os vilões não se autodenominam, pois são as pessoas que põe os nomes neles.

Independente disso Selina Kyle é uma das personagens mais fascinantes do mundo dos quadrinhos, porque ela pode até agir como bad girl mais sua personalidade dúbia á torna muito interessante para mim.

Confira nesta galeria alguma imagens da nossa musa

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Crítica

Batman: Year One

É o longa animado da Warner Bros. Animation que adapta a obra de Frank Miller Batman : Ano Um. A trama conta o primeiro ano de Bruce Wayne como Batman, tomado por dúvidas e cometendo equívocos.

No elenco estão Ben McKenzie (Batman), Bryan Cranston (Jim Gordon), Eliza Dushku (Mulher-Gato) e Kate Shackhoff (Sarah Essen)

A sinopse traz uma narrativa fiel da clássica Grafic Novel dos anos 80, na qual cometeu-se a grande sacanagem de colocar a Selina como uma prostituta.

Vemos o surgimento do Cavaleiro das Trevas, sua parceria com Gordon e toda mítica a qual estamos acostumados a acompanhar.

A velocidade da animação lembra um anime, pra mim os americanos encontraram um jeito de fazer os desenhos japoneses com seu american way of life (Justiça Jovem é outra prova disto).

Pra quem não conhece o gibi vale a pena e para que já tem é só deleite a cada cena. Ainda tem uma surpresa no final que vale a pena assistir (pra quem assistiu Batman Begins posso dizer que a cena surgiu na HQ.)

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