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Batman: Através dos Tempos

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Batman: Os Novos 52!

Após o estrondoso sucesso da minissérie Ponto de Ignição as edições do UDC recomeçaram  sob o título de Os Novos  52!

A parte interessante é que também disponibilizaram as edições na web ao mesmo tempo que suas edições impressas.

Nós leitores tivemos a chance de conhecer nossos personagens sob um aspecto totalmente diferente, pois mudaram várias características do status quo que havia antes (isto trouxe os personagens pro século XXI).

Tal fato chamou a atenção da mídia especializada e lembro que a mesma coisa havia acontecido na épica Crise de 1986. Aonde todos os personagens da editora foram reformulados (e tivemos a chance de acompanhar histórias memoráveis).

Enquanto o Superman voltou as origens demonstrando características clássicas, de 1938 (mais forte que uma locomotiva, capaz de pular prédios num único salto, defensor dos fracos e oprimidos entre outras pérolas).

O melhor de tudo foi terem sumido com a infame cueca e trazerem um traje nanotecnológico, porque ficou de acordo com a tecnologia proveniente de seu planeta natal.

Infelizmente o kriptoniano perdeu muita coisa importante de sua mitologia neste aspecto, pois o Planeta Diário foi posto a baixo (seus amigos da redação é que davam a dimensão de vida normal pro Azulão).

Além de Clark ter perdido Jonathan e Martha, que estavam mortos, foi realmente estranho ver Lois num relacionamento com um idiota qualquer (transformando Clark num solteirão quase convicto).

O que repercutiu chamando atenção era seu suposto romance com a Mulher Maravilha e a imagem do beijo que percorreu o mundo todo.

Eu realmente estranhei o fato de Kal e Lois não estarem juntos, mas a intenção era realmente esta dar uma remexida em tudo.

Com Batman ficou tudo diferente, pois estava atuando há apenas 5 anos em Gotham, porém deram uma derrapada feia quanto a existência dos Robins.

Mostrando todos os meninos e apresentando Tim Drake como Robin Vermelho (detalhe foram 20 anos para ele assumir este codinome na continuidade normal).

Pense pelo seguinte prisma se o universo foi renovado não deu tempo suficiente para cada um deles atuarem como Menino-Prodígio ao lado do Cruzado de Capa (você concorda comigo?).

Lembrando que sem mais nem menos sumiram com a linda Stephanie Brown. Depois não gostam das insinuações sobre a masculinidade dele, vai entender?

Fora isso, despertou minha curiosidade as histórias da Corte das Corujas.

O herói já era sombrio e este aspecto ficou mais acentuado, pelo que eu pude ler, com o roteirista Scott Snyder. A intenção era mostrar Gotham City mais suja do que nós poderíamos imaginar que fosse.

A arte de Greg Capullo me lembrou o estilo anime, mas de uma forma peculiar ágil e refinada. E isto me deixou fascinado, porque o roteiro voltou a ter ares detetivescos numa trama instigante e inteligente.

A Corte das Corujas é uma sociedade secreta infiltrada há séculos entre os cidadãos conceituados de Gotham City, mas Bruce não tinha conhecimento e nunca ouviu falar dela.

Tal fato explorou a ligação de Bruce com sua cidade. A gente já sabia que BW conhece Gotham como a palma de sua mão, mas nesta série temos revelado que Bruce está realmente conectado a história da cidade assim como seus antepassados (vide Alan Wayne).

Na história A Mercê da Corte, a Corte das Corujas conseguiram aprisionar o Morcegão por semanas num extenso labirinto e água que jorrava da fonte continha um alucinógeno para deixa-lo ainda mais desnorteado.

A intenção óbvia era mostrar o poder da corte se vangloriando dos longos anos agiam ao seu bel prazer sob o nariz de todos (e sobrepujar o herói para então mata-lo).

Pra mim esta história foi a mais impressionante, porque todos estavam apreensivos com o sumiço do Morcegóide. Só que preso no labirinto Batman delirava entre a sanidade e a loucura (lutando contra a exaustão do seu corpo para sobreviver).

A HQ vira a narrativa de cabeça pra baixo demonstrando para nós como o personagem estava naquele momento.  E pra piorar o Garra, assassino da Corte conseguiu ferir gravemente o Morcego.

A parte ruim ficou no final da saga aonde inseriram um personagem do passado da família Wayne que não pertence a continuidade normal (deixou a desejar!).

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As ediçõesde Batman: Os Novos 52! Também tinha no miolo Detetive Comics.

O Coringa é o principal vilão numa adaptação mais sinistra e assustadora do que aquela que vimos com Heath Ledger. Sim, por mais incrível que possa parecer o Sr. C está mais letal e ficamos com a pergunta de quem será sua próxima vítima?

Só pra lembrar temos algo realmente apavorante quando o rosto do Palhaço do Crime é arrancado pelo Criador de Bonecas (se não me engano Hannibal Lecter fez algo assim).

A loucura atingiu Gotham City de uma maneira e a violência explode escancaradamente em nossas vistas. O Coringa foi buscar seu rosto no DPGCG matando quase todos os policias que estavam de plantão. Restando apenas Jim Gordon pra contar história (lunático, sádico, psicopata ou algo pior?).

Só que não para por aí, porque o Coringa foi na cola de Alfred deixando-o desacordado e sequestrando o mordomo para fazer o Morcego sair da toca.

Uma armadilha mortal e tudo indicava que o vilão sabia das identidades secretas da Bat-família. Infelizmente tivemos mais uma morte do Robin já que Damian Wayne, o mais controverso de todos os bat-moleques foi desta pra melhor.

Talvez num futuro próximo Damian Wayne volte do limbo, pois sabemos que nos gibis morte não para sempre.

Isto é claro nos leva direto ao clássico da outra  morte na qual os leitores detonaram o chato do Jason Todd por telefone (pena que não adiantou nada, pois ele voltou 20 anos depois).

Agora imagine este contexto num roteiro denso e consistente de Tony Daniel. Aliado a arte expressiva, ágil e impactante de Tony Daniel (o artista conseguiu me deixar perplexo e estarrecido com tudo isso).

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 Bom, na série O Cavaleiro das Trevas temos o roteiro de Paul Jenkins que chega   a ser uma redenção do que havia acontecido com Batman nos anos 90 (a saga A Queda do Morcego).

A história começa com Bruce num evento beneficente ao lado da bela Jaina Hudson, mas logo precisa se desvencilhar da moça. E vemos Batman seguindo para o Arkham tendo que trancafiar “novamente” os detentos que mataram vários policiais ( o Morcego decide entrar no Asilo e a violência é extraordinária).

A parte estranha foi ver um Duas-Caras  totalmente anabolizado, usando uma variação do veneno do Bane, a fórmula transforma quem a usa numa versão do Hulk (só que depois a pessoa tem um ataque epiléptico e sangra muito até morrer).

Alguns vilões da galeria do Morcego dão trabalho ao usarem a fórmula como ZASZ, Cara de Barro (disfarçado de Coringa), Exterminador

Como destaque nas histórias  temos a participação especial do Superman que luta contra o Morcego envenenado pela Coelha Branca, Flash que chega atrasado para ajuda-lo e Mulher Maravilha.

Duas-Caras, Cara de Barro e Hera Venenosa tudo que nós vimos foi apenas uma distração, a Coelha Branca faz citações ao livro Alice nos País da Maravilhas durante o caminho em que é perseguida pelo Morcego.

O ápice pra mim foi a luta contra Bane na ilha-refúgio, pois além de brutal é claro tinha que ser também um embate psicológico. Kal ajuda ao Flash para que retirasse do seu organismo ao superfórmula e depois de  horas o Corredor Escarlate consegue ir em auxílio do Homem Morcego.

Batman está exausto quase morrendo, mas aqui vemos sua maior característica a persistência para derrotar o único vilão que conseguiu quebra-lo … Bane.

Bom, enquanto a arte de David Finch eu não gosto de seu estilo de anatomia desproporcional e também das expressões faciais de seus personagens que me parecem forçadas.

Pra concluir destaco a interessante apresentadora de TV Charlotte Rivers que teve um caso com Bruce . E termino com  a beleza de Jaina Hudson que consegue se transformar na sensual  vilã Coelha Branca (ela desafia as leis da física podendo estar em dois lugares ao mesmo tempo).

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HQ

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Batman: Terra Um

A história do mito é antiga e todos nós já estamos carecas de conhece-la (foi mal Charlie Brown), mas o roteirista Geoff Johns conseguiu reinventar um cânone que parecia eterno.

Sinceramente parece até que estamos num universo ao estilo Elseworlds, pois modificou de uma forma tão crível quanto entusiasmante.

Um fato interessante é que a HQ bebeu na fonte de diversas adaptações do universo do Homem-Morcego que a precederam como as HQs: Ano Um e O Cavaleiro das Trevas. É claro que há também influências das versões cinematográficas de Tim Burton e Christopher Nolan.

Na história temos como a lenda teve inicio, Bruce Wayne, é apenas um homem com um ódio interminável e vive obcecado (seu maior desejo é punir os assassinos de seus pais).

Um policial corrupto é a única pista para encontra-los numa cidade extremamente sombria.

A arte de Gary Frank é um deleite a parte, pois demonstra ser detalhada e rápida conseguindo estruturar bem características reias que tornam nossa aventura visual prazerosa.

O status quo dos personagens principais foi levemente modificado, pois Harvey Dent tem uma irmã (Jessica Dent).

Instigante foi a forma como foram representados os pais de Bruce, pois Thomas além de ser médico tornou-se candidato a prefeitura da cidade.

Só que a infância de Martha não deve ter sido nada fácil já que ela veio da família Arkham (me deixou muito perplexo o fato dela pedir ao Bruce que jurasse nunca entrar na Mansão Arkham).

Seus principais aliados estão aqui como Alfred, um ex-militar aposentado que serviu na Guerra da Coréia ao lado de Thomas Wayne.

Thomas contratou Alfred para cuidar de sua segurança, pois está em campanha para a prefeitura de Gotham. Sua entrada na vida de Bruce como “mordomo” foi o aspecto mais emocionante da história (a convivência inicial entre ambos foi difícil e sofrida).

Alguém notou que Alfred teve uma semelhança incrível com Race Bannon parecendo uma versão mais velha do personagem do antigo desenho Johnny Quest (misturado ao Dr. House).

Absurdamente diferente de sua versão tradicional Alfred depois de cair na “porrada” com Bruce incentiva-o a se tornar o protetor de sua cidade.

Ainda temos Lucius Fox, um perito em tecnologia está confinado numa pequena sala. E Jim Gordon, policial cansado de viver a sombra da criminalidade em Gotham City (o assassinato dos Wayne teve uma influência direta em sua vida).

A grande diferença está na presença de Harvey Bullock magrinho que se tornou o alívio cômico da trama. Formando uma dupla dinâmica com Gordon num estilo que me lembrou o filme Showtime.

Enquanto o Pinguim tornou-se prefeito de Gotham numa referência direta a Batman: O Retorno.

O realmente me pegou no roteiro de Geoff Johns foram os detalhes, porque seu Batman é um homem capaz de cometer falhas. Enquanto todos os personagens tem motivações pessoais plausíveis e concretas.

A HQ é emocionante li cada página de maneira voraz (me deliciando a cada cena da narrativa). No final me deu uma imensa vontade de ler muito mais e se não me engano o roteirista deixou pontas soltas para uma possível continuação.

Batman: Terra Um é uma história pra quem gosta do Morcegão, mas também para qualquer pessoa que apreciei uma aventura inteligente e dinâmica.

HQ: Batman: Terra Um

Arte: Gary Frank

Roteiro: Geoff Johns

Arte-final: Jonathan Sibal

Editora: DC Comics/Panini Comics

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Batman: Através dos Tempos

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A Trilogia do Morcego

O Batman de Chris Nolan trouxe a essência sombria, de 1939 para a atualidade atrelada a uma narrativa mais crível aonde o Homem-Morcego “pode ser real”.

A franquia é motivo de discussão e aplausos entre os fãs, pois há quem diga que não vemos o Morcegão nas telas e sim um policial trajado de morcego. Eu particularmente adoro a versão de Nolan e sua visão “particular” do mito do herói me agrada.

Independente desta pendenga toda eu tenho pena dos diretores que virão no futuro trabalhar com o Morcegão nas telonas para a Liga da Justiça, porque terão de representar o herói de uma forma diferente da qual estamos acostumados a vê-lo.

E isso será um problema enorme? Talvez sim, talvez não, porque dependerá apenas do contexto mostrado. O Batman é um personagem de que já teve inúmeras representações através dos anos e esta será apenas mais uma.

Pra dizer a verdade estou ansioso para ver, mas acho que irá demorar um pouco pelo andar dos boatos que acontecem na Distinta Concorrente pela web.

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Batman Begins – 2005

Gotham City é uma cidade com policiais corruptos, políticos corrompidos, bandidos no comando e população aterrorizada  (infelizmente isto é comum na sociedade atual).

É neste clima sombrio que Bruce Wayne volta ao lar para confrontar seu passado trágico. O roteiro de David S. Goyer se concentra na jornada de Bruce para tornar-se Batman.

Preocupando-se em mostrar sua trajetória pessoal, motivação, treinamento e também seu medo. A temática principal é o medo algo que temos que conviver num mundo aonde o terrorismo (tornou-se banal e assustador).

É uma adaptação fiel ao conceito do herói vista de uma forma que nunca foi mostrada antes. Estávamos tão acostumados com os defeitos da franquia anterior como vilões chamativos, piadas infames e outros excessos que é melhor até esquecer.

Mais o herói não está sozinho nesta batalha, pois encontra apoio em Jim Gordon (Gary Oldman), o clássico policial amigo dos gibis, Lucius Fox (Morgan Freeman), um expert em tecnologia de ponta e Alfred (Michael Caine) que está impagável com suas frases sarcásticas. Ele reencontra Rachel Dawes (Katie Holmes), uma amiga de infância que tornou-se o amor de sua vida.

O medo permeia a história do herói seja na queda na caverna, no treinamento com Henri Ducard (Liam Neeson) na Liga das Sombras,  ou pela influência devastadora de R’as Al Ghul que deseja destruir o mundo ou ainda pelo gás do medo do Espantalho (e sobrepujar este sentimento é a prova de fogo do herói).

A cruzada do Morcegão nos instiga a acompanha-lo pela salvação não apenas de sua cidade, mas também de sua própria alma. Sim, por mais que haja ação, lutas e explosões o roteiro concentra-se em BW. E isto foi a diferença que rendeu o sucesso do reinicio da franquia.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas – 2008

O herói está mais a vontade como protetor de Gotham, mas precisa combater o caos e a anarquia que se instalaram na cidade. E isto ganhou personificação na presença do Coringa (o exato oposto do Cruzado de Capa).

A deixa da presença de seu maior antagonista já estava no final de Batman Begins demonstrando que a franquia veio para consolidar a nova roupagem na forma de representar o herói.

O roteiro desta vez não trabalha apenas o personagem principal, mas temos três pontos de vista diferentes. O primeiro é claro que não poderia deixar de ser Batman que precisa agir no limite da lei, o segundo é Harvey Dent (Aaron Eckhart) que mantem a lei como promotor público. Até ser destituído de suas convicções, destruído mentalmente  e transfigurado pela estratégia do Sr. C. (sua queda de cavaleiro branco para vilão é impactante).

E o terceiro a atuação esplendorosa de Heath Ledger que virou a síntese do medo no qual vivemos. Seu Palhaço do Crime é um psicopata com humor doentio e está mais assustador do que poderíamos imaginar.

No rosto carrega um eterno sorriso feito a partir de cicatrizes. E o pior quando conta a origem deste sorriso infernal há sempre uma versão diferente e horripilante desta história.

A morte repentina do ator logo após a conclusão da filmagem deixou sua marca na memória coletiva dos fãs (principalmente por suas frases de efeitos como Coringa).

Se no primeiro filme havia o Trumbler, o novo batmóvel baseado na HQ que é homônima ao filme chamou  bastante atenção dos fãs, nesta sequência quem brilhou foi o Batpod. A sensação de velocidade era tão impactante que deu vontade de estar no lugar do Morcego pilotando-a.

Batman: O Cavaleiro das Trevas cruzou fronteiras extrapolando limites e demonstrou como um herói deve ser adaptado para atualidade. Misturando um elenco estelar, mas estão trabalhando em uníssono. Sequências de ação bem produzidas e um roteiro bastante enxuto, com arquétipos urbanos reais e um pano de fundo coerente transformaram a adaptação em sucesso de público e crítica.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge – 2012

A ideia era terminar a franquia de uma forma inesquecível, mas devemos ver os três filmes como se fosse apenas um só. Podemos perceber que o medo é a palavra que conecta todos (de uma maneira inteligente e genial).

Desde a segunda sequência se passaram oito anos que Batman assumiu a culpa pela morte de Harvey Dent (sendo procurado pela polícia e sumiu de cena desde então).

Com a morte do promotor público Jim conseguiu praticamente acabar com o crime organizado em Gotham, mas a verdade é que Dent tornou-se o vilão Duas Caras. E Jim guardava uma carta sobre como aconteceu a morte do promotor (Bane aproveitou isso para unir todos os presidiários sob seu comando).

Então Gotham City vivia na mais completa paz sem precisar da presença de seu maior protetor.

Depois da marcante presença de Ledger como Coringa precisavam encontrar um vilão que pudesse realmente rivalizar com o Morcegão. E Bane foi o único que conseguiu “quebra-lo” tanto no aspecto físico quanto no mental.

Bane é um reflexo do terror que nos rodeia na atualidade e a atuação de Tom Hardy não deixa dúvida alguma sobre isso. O vilão usa a violência como se fosse a resposta para libertar Gotham da decadência moral (e “quase” consegue destruir toda a cidade neste processo).

O filme é marcado por várias reviravoltas que te deixa completamente ligado na narrativa épica mostrada.  Seja pela intrigante Miranda Tate (Marion Cotillard), ou ainda pela presença sensual da Mulher Gato, de Anne Hathaway, que deixou o Batman falando sozinho. Aquilo foi muito engraçado, pois o herói acabou provando do próprio remédio. Lembrando que em nenhum momento a ladra é chamada pela alcunha dos gibis.

E também pela ajuda perspicaz de John Blake (Joseph Gordon-Levitt), vulgo pássaro vermelho que “talvez” assumirá o manto do Homem-Morcego num futuro próximo.

Nesta terceira sequência temos outro veículo que roubou a cena, o Morcego, uma espécie de Trumbler voador (numa ótima cena de perseguição área entre os prédios de Gotham).

O filme todo em si é maravilhoso, mas também destaco a luta final entre Bane contra Batman (fiquei nervoso e apreensivo naquele momento). Foi o ápice da redenção no caminho do Morcego, pois teve que ralar muito na prisão em Santa Prisca e “quase” morrer para poder retornar. Bruce buscou no amago do seu ser aquilo que o define de forma inigualável de qualquer outro herói (sua perseverança moldada numa grande força de vontade).

Essa versão do Homem-Morcego deixará saudade, porque nela tivemos a noção da  trajetória de quem é Bruce Wayne. Um homem que luta com todas as suas forças para proteger sua cidade (seja da corrupção, ganância ou terrorismo). E ao vestir o manto do Morcego BW se transforma no medo que lhe afligia quando criança e passa a aterrorizar a mente e o  coração dos criminosos de Gotham City.

A trilogia de Chris Nolan ficará eternamente guardada na memória afetiva dos fãs, pois conseguiu demonstrar que heróis de quadrinhos podem ser levados a sério em uma adaptação cinematográfica.

Desde que haja um roteiro decente, um diretor competente e pessoas que estejam realmente dispostas a fazer um trabalho eficaz.

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Batman: Através dos Tempos

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Batman anos 90 – parte 2

Elseworlds

Por mais estranho que possa parecer é um dos poucos heróis que funciona em qualquer realidade da linha Túnel do Tempo. Seja no passado medieval, faroeste ou futuro longínquo, os roteiristas conseguem contar uma história relevante sobre o Morcegão.

Relembre algumas edições que valem a pena serem lidas (não vou comentar sobre Chuva Rubra, pois é a mais conhecida delas).

Batman: Terror Sagrado

A narrativa visual tenta evocar a mítica O Cavaleiro das Trevas, mas sinceramente nem precisava. Nela contamos com arte de Norm Breyfogle  e argumento de Alan Brannert.

Os Estados Unidos governam praticamente o mundo todo e a morte dos pais de Bruce foi ordenada por uma corte eclesiástica. É como se a época da Idade Média no qual o Estado caçava e punia com a morte de “supostas” mulheres acusadas de serem bruxas (tivesse continuado se perpetuado e crescido como regime totalitário para sempre).

Nesse contexto assim que Bruce havia decidido enveredar pelo caminho da fé e se tornar-se padre, o Inquisidor Jim Gordon revela toda verdade para ele (um Inquisidor é um tipo de policial).

Revoltado, Bruce que secretamente havia treinado durante anos para ser Inquisidor vai até a caverna e descobre a fantasia do Homem-Morcego usada por seu pais numa festa de Halloween (se não me engano há um famoso retcon no qual isto também aconteceu na linha temporal normal).

Vestindo a fantasia Batman descobre toda verdade sobre seu passado no Projeto Homem Verde, no qual Superman está morto, quem comanda tal projeto é o Dr. Saul Erdel que faz experimentos com heróis e vilões.

Enquanto, Barry é o único que parece ter um pouco de sanidade, Aquaman ficou retraído e Zatanna trabalha pro Estado tentando expiar seus pecados de bruxa.

No final Bruce segue como padre numa paróquia durante o dia e assume sua santa cruzada como Batman á noite. Interessante é notar que o nome Batman não é mencionado no gibi.

É uma história impactante, na qual temos o Superman como um símbolo de esperança, exatamente como foi visto no filme O Homem de Aço. A arte de Norm Breyfogle é sombria, fluída e consegue demonstrar as expressões dos personagens de forma sinistra na medida certa.

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Batman: A Guerra de Secessão

O pano de fundo é famosa guerra do norte contra o sul. Aonde o presidente Abraham Lincoln destaca o Coronel Wayne numa missão secreta pelo Velho Oeste para proteger um carregamento de prata e deter alguns insurgentes sulistas pelo caminho.

Então, Bruce viaja pelo estado da Virgínia disfarçado de janota para despistar os inimigos e veste-se de Batman montando um garanhão negro chamado de Apocalipse desbravando o deserto hostil ao lado do Agente P.

O que modificaram é que não foi Bruce que sofreu a trágica perda nesta história, mas sim o Agente P (ou Pássaro Vermelho, uma alusão ao Robin).

E ainda temos duas figuras míticas da história americana o escritor Mark Twain e Wild Bill numa  aventura visual agradável, porque é empolgante ver a época das diligências, as brigas no saloon e o fato verdadeiro que homens negros eram recrutados para lutar pelo norte com a promessa de liberdade (como foi visto no excelente filme Dias de Glória)

E também uma clara referência ao herói Lone Ranger seja pelo estilo de atirar somente retirando as armas das mãos dos malfeitores. Ou também pela frase: “quem era aquele Homem-Morcego mascarado?”

Contando com o roteiro do consagrado Elliot S. Maggin e arte de Alan Weiss, temos uma história leve e divertida apesar da atrocidade que aconteceu naquela época. Ao lê-la me lembrei de outro filme clássico que também conta parte desta história de maneira incrível … E o Vento Levou.

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Um Conto de Batman – Gotham City 1889

Além da existência do Homem-Morcego ter sido levada naquela época pra 100 anos no passado. Temos também o terrível fato histórico que realmente aconteceu. Os crimes de Whitechapel feitos pelo serial killer Jack, O Estripador.

Quando eu era mais novo achava que Jack, o Estripador era um mito e Sherlock Holmes havia existido. E não fui o único que pensava assim, pois há anos atrás vi uma reportagem que mandavam cartas pra Scotland Yard endereçadas pro famoso detetive.

A verdade é que era justamente o contrário Jack, o Estripador cometeu crimes que até hoje em dia num período que desenvolvemos muita tecnologia de apuração de crimes (vide a série CSI) nunca tiveram conclusão. O mistério de quem fez estas coisas hediondas nunca foi solucionado ficando apenas supostas pistas levando a alguns nomes.

Na história temos  arte de outro artista meu preferido Mike Mignola e roteiro de Brian Augustyn. Bruce volta a Gotham depois de se consultar com Sigmund Freud sobre seus pesadelos. E depois de voltar para Gotham decide agir como Batman que infelizmente coincide com a presença do serial killer em sua cidade. Enquanto os crimes vão acontecendo Jim Gordon recebe cartões postais de Jack, o Estripador, só que num ato de puro desespero, o Comissário Tolliver para acalmar a população vasculha a Mansão Wayne (e Bruce é incriminado pelos crimes).

A complicação é que foi usado como bode expiatório, sendo  preso, condenado a forca e na cadeia usa sua mente analítica para tentar desvendar o caso (o mais urgente possível).

É uma história sinistra que nos faz viajar pro clima de medo e apreensão que deve ter existido naquele período. A arte de Mike Mignola ajuda de forma angustiante nosso passeio pelo enredo.

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Batman: O Livro dos Mortos

Há séculos o homem vem se perguntando sobre as maravilhas da antiguidade egípcia como quem ensinou a eles sobre Aritmética, seu grande conhecimento sobre Astronomia e quem construiu as pirâmides (ou como aqueles blocos enormes se encaixam de maneira tão perfeita?).

Aqui temos explorada justamente esse assunto, mas no livro Eram os Deuses Astronautas? É o mais importante estudo científico sobre o assunto que pude ler (feito de uma forma que nós leigos podemos entender).

Com roteiro de Doug Moench e bela arte de Barry Kitson é confirmado que Atlântida era habitada por alienígenas que ensinaram aos egípcios tudo aquilo que nos fascina até hoje. Thomas e Martha são arqueólogos que recebem um segredo catastrófico, a existência do deus-morcego egípcio, uma revelação que mudaria o conhecimento da história estabelecida (e são mortos por causa disso).

Bruce cresce usando a égide do deus egípcio para combater o crime e junta-se a Dr. Sheila Ramsey pra descobrir o mistério por trás do assassinato de seus pais.

O deus-morcego Nekrun é o guardião da dádiva dos deuses para os mortais. Um conhecimento contido numa cápsula que mudaria tudo que a humanidade acredita e que está guardada numa câmara na pirâmide de Gizé.

Até Nostradumus já havia revelado algo sobre isso, mas o homem só descobrirá tal segredo quando estiver evoluído para compreende-lo. Conectando a mitologia egípcia com a mitologia maia, principalmente, pela Placa de Palanque.

Temos o Homem-Morcego numa aventura inteligente e singular aonde havia uma conspiração no passado, pois o invejoso Set tentou destruir a glória de Osíris. E uma conspiração no presente, porque o serviço secreto egípcio quer manter o segredo guardado aos olhos do ocidente.

Infelizmente vou ter que deixar algumas edições do Túnel do Tempo de fora, pois ficaria muito grande o texto “talvez” mais para frente faça outro comentário sobre isso.

Relembre aqui da primeira parte.

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Batman: Através dos Tempos

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Batman: O Filme (1989)

O Homem-Morcego já faz parte de minha história, pois quando fui ao cinema assisti-lo com meu amigo Dênis em Madureira (subúrbio do Rio) quase não conseguimos entrar.

Lembro que a fila para o antigo cinema Madureira 1 (que já não existe há muito tempo) estava grande chegando no Pólo 1. A sessão ficou tão lotada que vi o filme sentado na escada (e mesmo assim valeu a pena).

Eu já havia lido Batman: O Cavaleiro das Trevas, mas na época não sabia da importância do gibi. Tim Burton era um diretor famoso, porque havia feito Os Fantasmas se Divertem.

Em 1989 o Cruzado Embuçado estava comemorando seu cinquentenário e o sucesso deste filme ressuscitou a batmania, pois seu merchandising vendeu vários produtos.

Entre as batbugigangas tivemos botões, tênis, bonecos, toalhas, camisetas, bonés, miniaturas do Batmóvel (eu tive uma) e por incrível que pareça até batsutiãs.

Batman reinaugurou a era do cinema de quadrinhos, porque o primeiro foi Superman (1978). Durante os anos que se seguiram ao filme do kriptoniano tivemos diversas produções do gênero, mas só o Morcegão fez um estrondoso sucesso.

A produção começou em Londres (1988) e ficou marcante a reclamação dos fãs pela escolha de Michael Keaton. Pelo ator ser baixo e não ter o queixo “quadrado” (característica marcante do herói).

Haviam várias especulações na época por causa da escalação do ator, pois as pessoas tinham medo que houvesse um remake da versão televisiva, de 1966.

Tanto que ainda chiaram pela batarmadura utilizada na trama, porém notei que seu Batman estava na medida certa sisudo, introspectivo e acima de tudo solitário. E sem sombra de dúvidas a representação magistral de Jack Nicholson do Coringa superou a do ator principal.

Lembro quando assisti As Bruxas de Eastwick comentei que Jack Nicholson lembrava demais o Coringa  depois tal fato realmente aconteceu.

Apesar do longa ter sido feito em 1989 podemos notar que ambientação dos personagens nos remete a década de 1940. Mostrando realmente ser uma homenagem ao universo original do herói.

Algo que eu não me recordava era a música Batdance (numa batida que mistura funk e  música eletrônica), pois Prince havia composto também uma trilha sonora exclusiva para o filme. Me lembrei quando revi no Video Collection da MTV sobre o cantor.

A música mostra diversos bailarinos vestidos de Batman, Coringa e Vicki Vale. Prince foi um dos maiores cantores da década de 1980. Formando o quarteto ao lado de Michael Jackson, Madonna e Cindy Lauper que mais emplacaram hits naquela época.

O filme custou 35 milhões de dólares considerado um valor muito alto no período.  E arrecadou 251 milhões apenas nos Estados Unidos. Este sucesso do longa  inaugurou a era dos blockbusters no cinema (algo que não existia antes).

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O Filme

Mesmo depois de tanto tempo a música-tema de Danny Elfman (ex-Oingo Boingo) continua a ser impactante e maravilhosa. Somos introduzidos na atmosfera sombria quando as cenas vão mostrando o símbolo por ângulos até mostrar-se total na tela.

Gotham City é uma cidade extremamente escura e perigosa. Logo os pais de um menino tentam conseguir um táxi, mas acabam entrando numa rua errada. E são assaltados por uma dupla de meliantes que depois no alto do prédio conversam sobre o “morcego”.

A primeira aparição de Batman é assustadora abrindo a capa como se fossem realmente asas. Porém um dos ladrões atira no Homem-Morcego que cai abruptamente.

E quando se levanta combate de forma rápida e segurando o bandido que pergunta: “o que é você?”.  O herói diz a frase clássica que eu não me cansava de repetir: “sou Batman”. Pulando do prédio em seguida e deixando o ladrão atônito ao notar que o Morcegão sumiu (ao invés de estar espatifado no chão).

O repórter Alexander Knox (Robert Whul) está com uma péssima reputação por correr atrás da história da “lenda urbana” do morcego. E então recebe a visita da fotógrafa Vicki Vale (Kim Basinger)  que esteve em Corto Maltese (referência ao personagem de Hugo Pratt).

E fala que viajou até Gotham para descobrir mais sobre algo que adora morcegos.

É na festa beneficente na Mansão Wayne que temos o vislumbre da caverna (quando Bruce está na frente do batcomputador).

Ainda temos  o veterano Jack Palance (Carl Grissom) que descobre a traição de sua namorada Alicia (Jerry Hall) mandando Jack Napier para uma emboscada na Axis Chemical.

Quando a fábrica é invadida pelo detetive Eckhardt (William Hootkins) e sua equipe de policiais corruptos vemos a origem do Coringa (como na HQ A Piada Mortal).

A mudança no rosto de Napier só ajudou a aflorar uma personalidade que já existia. Quando Napier atira no chefão Grissom dando-lhe vários tiros é realmente o Coringa que nós vemos (não é a toa que fez mais sucesso que o Morcegão).

A parte boa é que mantiveram a principal característica do herói (um homem sombrio e atormentado por sua trágica perda).

É interessante ver também que Batman  age de maneira teatral e notar que as pessoas se assustam diante da presença do herói. E foi a partir deste filme mostrando que o Morcego some de repente que foi adotado seu M.O. na versão animada.

Uma das melhores coisas deste filme não é  a beleza de Kim Basinger ou o Batman assustador e muito menos o psicótico Coringa. Mais o maior objeto de consumo de qualquer fã.

O Chevrolet Impala  customizado que tornou-se no Batmóvel com uma turbina de foguete na parte traseira (conectado aos elementos sombrios do filme). Lembrando o clássico da série televisiva dos anos 1960 (inesquecível).

Batman, de Tim Burton trouxe novamente o foco para o Morcegão agregando vários fãs (e algumas críticas ruins) para o universo gótico do herói.

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Imagens

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DC Girls

Coelha Branca

Jaina Hudson chegou para abalar o universo do Morcegão, pois além de ter um caso com seu alter ego.

A Coelha Branca entrou para o excelente hall de vilãs sensuais e perigosas de Gotham City. Seu poder é algo completamente impossível, pois ela pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.

Não consegui entender se ela é uma vilã ao aliar-se com Bane e o Espantalho ou deseja secretamente algo que ainda irá revelar.

A parte interessante é que quando está dividida possui personalidades distintas aumentando o potencial para explorar suas aparições.

Confira na galeria abaixo algumas das mais estonteantes personagens do UDC.

 2 3 4 5 6.1 6 7 10 11 12 13 14 15 16 17 adam hughes artemis batwomen1 birds of prey by artgerm Canário_Negro cedric poulat 1 cedric poulat 2 DC Women 0 DC Women 1 DC Women 2.1 DC Women 2 DC Women 3 DC Women 4 DC Women 5 DC Women 6 DC Women 7 DC_girls_by_PauloSiqueira dc0 dc1 dc2 dc3 dc4 Death death1 death2 death3 death4 Doutora Luz Ed Benes feiticeira branca fire 1 fire 2

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vilãs

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Batman: Através dos Tempos

DK

Batman: O Cavaleiro das Trevas – parte 1

De abril de 1985 a março de 1986, todo o Universo DC foi recriado da estaca zero. A maxissérie de 12 números Crise nas Infinitas Terras lançou as bases para a total reformulação das centenas de personagens da editora (e Batman não foi exceção).

Em junho de 1986, foi lançada Batman: O Cavaleiro das Trevas (Batman: The Dark Knight Returns), um dos mais significativos acontecimentos das HQs na década de 80, não só pela qualidade, mas pelas mudanças que impôs ao perfil da indústria dos Comics.

Após essa minissérie de quatro números, escrita e desenhada por Frank Miller, e editada num formato luxuoso sem precedentes, Batman e os quadrinhos, em geral, nunca mais seriam os mesmos.

Nas suas páginas, o herói não era mais o personagem idealizado dos tempos antigos, e seus inimigos – o Coringa, em particular – jamais foram tão letais.

Quando li BCT pela primeira vez, em 1986. Eu estava com 14 anos, e iniciando no mundo dos quadrinhos. Foi como se algo surpreendente fosse mostrado pra mim, pois a série cômica de 1966, ainda era algo recente em minha memória afetiva (visto que aqui no Brasil havia sido veiculada, em 1982).

Bruce estava com quase 60 anos e era psicologicamente atormentado pela fera que  inutilmente queria trancafiar dentro de si “Batman”tentou levar uma vida comum, mas Ghotam City é assolada por uma onda de crimes que faz o Morcego reerguer-se abruptamente.

O Morcego volta á ativa e a notícia se espalha indo parar em acalorados debates  vistos pela TV.  Há dez anos o  governo norte-americano havia proibido os super-heróis de agir em público e Batman não está nem aí pra isso. Agindo brutalmente para retomar as rédeas de sua cidade.

A parte mais incrível era algo que seria inconcebível um embate ideológico e titânico entre Batman e Superman, pois haviam deixado de ser os grandes amigos das décadas anteriores. Simplesmente foi algo magnífico e sem precedentes.

Um dos fatores mais importantes da HQ é resgatar as origens sombrias do herói original, aonde era visto como um temido vigilante que a polícia combatia. Essa revisão influenciou tudo que foi feito com o personagem nas décadas seguintes repercutindo até nos dias de hoje.

Depois de tantos anos esta HQ ainda continua a ser maravilhosa e pra mim a pergunta  que não quer calar é como um homem que quase no declínio de sua vida consegue

combater o crime daquela forma? A explicação não surgiria de forma tão fácil, mas é do Batman que estamos falando, e ele é imprevisível.

Batman é um herói fascinante, porque ao longo das décadas já foi reinventado diversas vezes, mas sempre conseguiu de maneira implacável amedrontar a mente e a alma dos malfeitores.

E quem poderia imaginar que depois de mais de 20 anos iriamos ter um longa animado desta graphic novel?

Nesta primorosa animação o Homem Morcego consegue ser  tão assustador quanto em sua concepção original, de 1939. Quando Gordon liga para mansão e o telefone vermelho toca lembrei da série de 1966 que também tinha um contato direto com a chefatura de polícia.

A melhor coisa nisto tudo é ver os fatos da referida história e de como ela continua a ser tão instigante e atraente.

O longa animado consegue manter toda a carga psicológica da HQ, principalmente, na parte em que Batman entende  profundamente a dualidade perturbada da existência de Harvey Duent.

Eu notei algo curioso quando o mutante entra na loja de conveniência para assaltar, na estante de HQs mostra rapidamente três edições. Uma do Monstro do Pântano, uma do Sandman e outra de V de Vingança. Se não me engano foi uma homenagem para Alan Moore e Neil Gaiman, dois artistas que também revolucionaram o mundo da nona arte.

Outro fato foi a cena que foi retirada é aquela em que o General do exército que vendia armas para os mutantes comete suicídio e Batman segura seu corpo inerte envolto pela bandeira americana.

É estranho notar que a sequência da narrativa não está totalmente igual a da HQ, pois foi alterada drasticamente, pois eu não gostei de algumas mudanças. Talvez seja para angariar ao público infanto-juvenil. Sinceramente os fãs mais xiitas vão torcer o nariz pro que foi feito.

Infelizmente já deu pra notar que estão querendo ser politicamente corretos nesta adaptação será que vão mostrar todos os aspectos da Guerra Fria como havia na HQ?

Dark-Knight-Returns-Part-2

Batman: O Cavaleiro das Trevas – parte 2

Acho que praticamente tudo já foi dito no comentário anterior, pois não há nada muito de relevante para acrescentar (mais vou fazer assim mesmo).

A animação continua com a temática original de tudo ser mostrado em conjunto com a TV. A Gangue Mutante foi dividida na facção Os Filhos do Batman que marcham sobre a égide do Morcego.

Mas o fato principal é o reaparecimento do Coringa que volta de um estado catatônico (por causa do retorno do Morcegóide).

O presidente ainda continua a ser Ronald Reagan que convoca o Homem do Amanhã para cuidar da baderna em Gotham City e no caminho amansar um certo roedor alado.

Quando o Azulão passa voando por um jornaleiro podemos ver as edições de Flash de Dois Mundos e a original da Liga da Justiça dos anos 1960.

A parte engraçada foi a batata quente chamada Batman sendo jogada do Presidente para o Governador, do Governador para o Prefeito e do Prefeito para a Comissária Yendell.

Logo em seu primeiro ato de posse ela sai a caça do vigilante. É interessante lembrar que Jim comentou com ela que há homens grandes demais para se deter (fato que estava falando claramente do Morcegão).

Na conversa entre Kal e Bruce a águia pega entre suas garras um rato formando uma alusão a batalha que logo haveria entre os heróis.

Enquanto Batman destrói o esquadrão inteiro da Comissária o Sr. C. tem uma memorável noite de estreia num programa de TV matando todas as pessoas no auditório. Mostrando que mesmo velho ainda é um perigoso serial killer (sinistro demais).

A segunda parte da animação consegue prender nossa atenção do início ao fim (trazendo o grande e esperado clímax). Ainda mais na luta entre Superman e Batman  no Beco do Crime, pois quando a guerra entra numa das casa há um quadro na parede homenageando Christopher Reeve.

A cena de luta foi extendida, pois o Morcego não aguentaria uma luta desenfreada e poderosa daquele jeito contra o Escoteiro Azulado.

Sinceramente é na luta contra o Coringa que vemos notadamente que esta animação (mesmo tendo sido baseada numa das HQs mais importantes da história dos gibis) manteve alto nível de violência e grandes sacadas políticas fazendo nossa viagem ser muito mais interessante e nostálgica (para os fãs mais antigos).

Mesmo mantendo a mudança injustificável que havia sito feita no status quo da Mulher-Gato (transformando-a numa prostituta). Ou ainda vendo Alfred morrer (algo que foi marcante e triste pra mim).

Afirmo que  todo fã  que seja do Batman ou de quadrinhos em geral deve assistir esta animação, pois aborda de maneira satisfatória a grande e clássica HQ.

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