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Jiraya, o Incrível Ninja

O nome original é Sekai Ninja Sen Jiraiya que na tradução fica Guerra Mundial Ninja – Jiraiya.  Jiraya é um tokusatsu que pertence ao subgênero Metal Hero, ao qual também consta Jiban, Jaspion entre vários outros.

Produzido pela Toey Company foi veiculado pela TV Asahi, em 1988. Aqui em nossa terrinha Jiraya foi visto pela saudosa Rede Manchete, em 1989.

Na trama os Yamashi (no original é Yamaji) é uma família de ninjas descendentes dos Togakure, um antigo clãs ninja cuja missão é proteger uma importante tabuleta. É a metade de um mapa que guarda a localização de Pako, um lendário tesouro (enviado a Terra por alienígenas).

A  outra metade está em posse de Dokusai, líder da Família de Feiticeiros. Nosso herói Toha (Takumi Tsutsui) foi adotado pela família Yamaji, Tetsuzan o criou como filho treinado nas artes do ninjutsu sendo escolhido pra usar a armadura de Jiraya.

Lembro que eu adorava o bordão: “Sucessor de Togakure, Jiraya!” e também havia outros como “Espada Olímpica” e “Armadura Olímpica” que foram inventados pela tradução brasileira.

Tetsuzan Yamaji (Masaaki Hatsumi) é o representante da 34ª geração da família dos Togakure. Além de mentor do herói o criou desde que seus pais morreram. Só por curiosidade na vida real o ator é um ninja de verdade e também trabalhou na carreira de médico.

Kei Yamaji (Megumi Sekiguti) é a irmã adotiva do herói tinha uma vida normal, porém depois transforma-se na ninja Himenin Emiha (auxiliando-o em diversas missões).

O mais novo do clã é o moleque Manabu Yamaji (Takumi Hashimoto) que vive sempre aprontando, mas demonstra ser bastante corajoso.

Nosso herói também tinha alguns aliados como: Kinin Reiha, Yanin Spiker, Henry Rakuchin e Dr. Smith.

A parte interessante é que alguns inimigos passaram a auxiliar Toha como: Barão Owl, Kazenin Storm, Kaminin Oruha, Homem Míssil, Igyōnin Beni Lagarto e Wild Raining (entre outros mais).

Durante os episódios, Toha enfrenta diversos ninjas enviados por Dokussai e do Império dos Ninjas composto pelos melhores lutadores do mundo.

A família do vilão Dokusai é composta por: Chounin Benikiba, sua filha e Hoshinin Retsuga, seu filho adotivo. Ainda temos Hoshinin Dell-Star, Unidade de Ninjas Especiais, feiticeira Morgana entre outros.

Dizem as lendas que Jiraya não fez muito sucesso em seu país de origem, mas aqui foi uma febre entre a molecada.

Tanto que virou gibi lançado pela Editora Abril e teve dois discos com versões originais e adaptadas.

Jiraya o Incrível Ninja teve no total 50 episódios e terminando em 1989.

Relembre nesta galeria alguns heróis do tokusatsu  que animaram a vida de algumas gerações e ficaram eternamente guardadas na nossa memória.

Veja nas imagens abaixo outros heróis nipônicos: Changeman, Ultraman Jack, Spectreman, Lion Man entre vários outros heróis inesquecíveis

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O Menino Biônico

Criado pelo lendário Osamu Tezuka Jetter Mars (nome em inglês do anime) foi inspirado em outro anime clássico Astroboy. Além de também ser de Tezuka, Astroboy foi a primeira animação mostrando o estilo de aventura na televisão japonesa (seu sucesso originou a indústria de animação japonesa).

O anime original de Astroboy  nunca foi exibido em terra brazilis fato que foi mudado longos anos depois ao surgir na telinha uma versão mais moderna.  Quando foi veiculada pela TV Globinho no ano 2000 (e no excelente  filme de 2009).

O Menino Biônico foi exibido por aqui pela TV Record no início dos anos 80 dividindo espaço com Candy, Candy e Sawamu. Dizem as lendas que a intenção de Tezuka era  produzir uma versão colorida de Astroboy, mas não foi possível devido a crise de falência que seu estúdio enfrentava. Infelizmente alguns de seus personagens ficaram com problemas quanto a direitos autorais.

A solução foi criar um novo personagem que foi produzido pela Mushi Productions mesmo estando naquela situação. Surgiu então Jetta Marusu indo ao ar pela TV Fuji, em 1977. Como curiosidade o Menino Biônico é idêntico ao Astroboy, pois foi redesenhado para ficar com um aspecto ligeiramente “diferente” (boa parte de sua história é idêntica ao Astroboy).

Outro fato interessante é que o anime não teve um mangá produzido anteriormente sendo criado diretamente para televisão.

Na história ele foi criado por dois cientistas o Professor Yan que lhe concedeu grandes capacidades de combate e sua mente artificial foi criada pelo Doutor Sopa que lhe deu uma inteligência além do normal e um coração “quase” humano. O Dr. Sopa além de ser amigo de Yan também era seu maior rival.

O herói tinha super-força, resistência além do normal e poder de voo (combatendo as mais incríveis ameaças). Geralmente Marte tinha que escolher como usar seus poderes ou para fins destrutivos ou pacíficos.

O professor também criou outros dois androides Milly que possuía sentimentos humanos (e sofria profundamente por não se sentir uma humana completa). A parte que eu mais gostava era quando ela ensinava ao nosso herói alguma coisa útil ou importante. Além disso Milly tinha a habilidade de reparar robôs e máquinas destruídas.

Nosso herói tinha um irmãozinho, Melki, um engraçado bebê-robô que também exibia uma enorme força física.

O Menino Biônico a cada situação aprendia os conhecimentos e até sentimentos humanos demonstrando inicialmente ser desastrado. Mais com o passar do tempo consegue corrigir suas falhas e entender os seus limites.

A grande sacada dos animes de robôs era justamente essa personagens que detinham características humanas que nos conectam diretamente as aventuras.

Mesmo sendo um robô, o Menino Biônico tinha todas as características de uma criança normal (cheio de curiosidades e brincadeiras).

Algum tempo depois foi vendido uma pipoquinha doce na qual  o personagem estava ilustrado na embalagem.

No Japão o Menino Biônico não fez muito sucesso, mas ao ser exibido em outros países é lembrado e reverenciado por muitas pessoas (como o saudosista que escreveu este comentário).

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O Fantástico Jaspion

Seu nome original é Kyojuu Tokusou Jaspion que traduzido fica Investigador de Monstros Jaspion. Jaspion faz parte do estilo tokusatsu de Metal Heroes (heróis usando armaduras metálicas) que também produziu Jiban, Metalder, Spielvan, Gyaban, Sharivan entre outros.

A série foi produzida pela Toei Company e foi veiculada na TV Asahi em 1985. Mais nós só pudemos vê-la mesmo em 1988 pela extinta Rede Manchete.

Foi no programa Clube da Criança apresentado pela Angélica junto com outro grande sucesso Changeman.

Jaspion (Hikaru Kurosaki) é um orfão que foi criado pelo profeta Edin. A nave na qual estava com seus pais caiu no planeta, mas somente ele sobreviveu.

Edin acreditava na profecia da Bíblia Galáctica a qual contava que um guerreiro celestial iria surgir pra salvar o universo das forças do mal. Crendo que Jaspion seria esse herói o garoto é criado nessa intenção.

Combater o terrível Satan Goss pra que seu Império dos Monstros não destrua todos universo. Quando Jaspion aceita o fardo de tornar-se esse herói recebe uma armadura feita de Metal Tech (o mais resistente que existe) e também a nave de combate Daileon que pode transformar-se num robô gigante.

Além de enfrentar Satan Goss, sua missão é viajar pelo espaço procurando pedaços da Bíblia Galáctica. Ela se espalhou após a queda de um cometa no Planeta Edin.

Singrando o cosmo na companhia do herói está a simpática androide Anri (Kiyomi Tsukada). Confesso que eu pagava uma paixonite pela atriz naquela época. Algum tempo depois a dupla adota Miya, uma alienígena chatinha que nunca gostei.

Quando o herói chega em nosso planeta recebem ajuda do Professor Nambara, dos seus filhos, Kanoko e Kenta e também do policial Boomerman (Hiroshi Watari).

Além do robô Daileon, Jaspion tinha vários equipamentos pra combater o crime. Entre os quais destaco: Turbo Magnum, uma pistola, Spadium Laser, obviamente uma espada, Allan Moto Space, nem preciso explicar, Gaibin que se dividia em Tanque e Jet

Satan Goss é o principal vilão do seriado. A melhor parte é que o narrador dizia: “o poderoso Satan Goss tem o poder de enfurecer os seres e transforma-los em monstros incontroláveis”. Algo que realmente acontecia com os monstros gigantes pro Jaspion combater. Sua aparência lembra o icônico e adorado Darth Vader de Star Wars.

 Lembro que ficava de bobeira com MacGaren que usava uma armadura negra feita do mesmo material do herói. MacGaren podia soltar raios pelos dedos e também tinha uma espada igual a do Jaspion.

Houveram outros vilões como Quadridemos, as bruxas Kilza e Kilmara (que comandavam o exercito de Ninjas Espaciais),  o mercenário Guilar, soldados espaciais entre outros.

Durante os episódios havia o Pássaro Dourado, um deus fênix guardião do universo. Ele está dividido em 5 partes dentro das crianças irradiadas pela luz (Satan Goss teme esse pássaro).

Lembro que na batalha final Satan Goss mudou de forma virando um monstrengo feio pra caçamba (ficou feião mesmo).

Nem preciso comentar que Jaspion fez um sucesso enorme em nossa telinha e possui vários fãs até hoje (eu tô na lista).

Como tudo era aproveitado pra virar quadrinhos nessa época tanto a Editora Abril, quanto a Ebal lançaram versões do herói. Mais tivemos outros produtos licenciados como camisetas, chicletes e discos.

Só por curiosidade em 2009 a Focus Filmes lançou toda série em DVD.

E pra fechar no Japão Jaspion teve um total de 46 episódios indo até 1986, mas quando foi exibido aqui terminou em 1991.

 

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Poderoso Lion Man

É um Henshin Hero sub-genêro do estilo tokusatsu mostrando um herói que se transformava em algo (não sendo nenhuma novidade no Japão).

Mais quando Lion Man (Fuun Lion-Maru) saiu por aqui na extinta Rede Manchete foi um sucesso estrondoso.

Dan Shimaru era um herói solitário que caminhava pelo Japão Feudal buscando vingança por causa da morte de seu irmão, mas durante sua jornada encontrou a adorável Shinobu e seu irmão Sankichi. Juntos eles ajudam a todos que tiverem algum problema com a família Mantor do Diabo.

Logo na abertura tínhamos a apresentação com Shimaru lutando contra cinco ou mais oponentes e sua incrível transformação com uma jaqueta foguete tipo Rocketeer.

Toda vez que Shimaru dizia: “Formação Lion Man”, acionava o foguete em sua mochila voando alto no céu. O detalhe é que a mochila aparece de repente em suas costas para poder se transformar era um furo e tanto.

Apesar dos “defeitos especiais” as cenas de luta eram bem coreografadas (geralmente com espadachins lutando).

Engraçado é que tanto o herói quanto os vilões usavam uniformes de borracha horripilantes, porém a parte estranha é que as lutas mudam de repente de lugar.

Acontecendo em alguma serra ou descampado e terminam com explosões ou com a espada cravada no oponente (geralmente ao lado do corpo pra parecer que perfurou).

Quando o herói dizia: “Lion, Furacão” estava na hora de matar seu adversário numa explosão destruidora.

Cada episódio terminava de forma triste com o narrador dizendo: “Dan Shimaru 21 anos, um homem de coragem que aposta na própria juventude e luta contra seu terrível inimigo. A família de Mantor todos o conhecem como Lion Man.”

Um fato importante é que havia outro Lion Man, mas só que branco. Na verdade o Lion Man Branco surgiu antes do que o laranja, porém a distribuidora aqui do Brasil fez uma tremenda burrada misturando os tokusatsus.

O Lion Man Branco (Kaiketsu Lion Maru) foi o seriado anterior ao herói amarelo. Também foi produzido pela P-Production indo ao ar originalmente por apenas um ano de 1972 até 1973.

Em sua trama Kashin Koji treina os jovens Shishimaru, Saori e Kosuke pra que futuramente possam enfrentar as forças do mal comandadas por Gosun.

Antes de morrer o sensei entrega a cada um deles algo pra que prossigam em sua batalha (pro Shishimaru é uma espada, Saori é uma adaga e Kosuke, uma flauta).

Shishimaru utiliza a espada Kinsachi dizendo as palavras “Oh Vento, Oh Luz, Formação Lion Man transformando-se no Lion Man Branco.

A parte legal é que Kosuke consegue usar a flauta chamando o Hikarimaru Pegaso.

O personagem Tora Jonosuke usa a espada Ginsachi para transforam-se em Joe Tiger que inicialmente era inimigo do Leão Branco (pra depois virar seu aliado).

Devido ao seu sucesso entre os fãs aproveitaram uma outra versão sua pro herói alaranjado.

É chover no molhado comentar que ambos os seriados tinham aqueles efeitos especiais fraquíssimos que hoje estão desatualizados, mas suas histórias eram ótimas.

Só pra constar o Lion Man Branco teve 52 episódios lançados contra apenas 25 de seu sucessor (não fazendo tanto sucesso no Japão como foi aqui).

Pra quem como eu assistiu é uma série fantástica e como curiosidade Lion Man foi produzido pela P-Productions a mesma do inesquecível herói espacial Spectreman.

 

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Esquadrão Relâmpago Changeman

A série super sentai foi produzida pela Toey Company sendo originalmente exibida na TV Asahi entre 2 de fevereiro de 1985 e 22 de fevereiro de 1986.

Por aqui o inesquecível tokusatsu, Dengeki Sentai Changeman, foi ao ar pela primeira vez na extinta Rede Manchete, em 1988.

Na história cinco integrantes do Exército dos Defensores da Terra estavam sendo treinados pelo Sargento Ibuki todos os dias. Só que de repente foram atacados pelos Soldados Hidler (que eram guerreiros espaciais inimigos).

Então os cinco são banhados pela Força Terrestre e adquirem cada um os poderes de um animal lendário: Tsurugi Irio (Change Dragon), Sho Hayate (Change Griphon), Yuma Ozora (Change Pégaso), Mai Tsubassa (Change Phoenix) e Sayaka Negisa (Change Mermaid).

Deste momento em diante surgiu o Esquadrão Relâmpago Changeman que passaram a atuar como uma equipe liderados pelo Sargento Ibuki (e também eram auxiliados por profissionais que criaram suas armas e robôs).

A parte legal é  cada um possuía uma personalidade e funcionavam como equipe. Eu ficava fissurado no momento  que eles usavam o relógio em seus pulsos e gritavam: “vamos change!” para que pudessem se transformar em Changeman.

O inimigo dos heróis era o Império Gôzma alienígenas conquistadores que adoravam dominar planetas. Seu líder era o Senhor Bazoo que tinha a sua disposição vários comandados.

Entre os quais estavam o implacável Comandante Giluke, o terrível Pirata Espacial Buba, Shima (que tinha voz de homem), a invejosa Rainha Ahames, Gaata, o estranhíssimo Gyodai e os idiotas dos Soldados Hidler.

Diante de tantos inimigos a equipe dispunha de diversos veículos no combate contra o mal. Começando pela Change Cruiser, um utilitário 4×4 e as motocicletas (caracterizadas com o símbolo deles).

Ainda tinha a nave Base Shuttle que transportava os veículos: a moto Jet Change 1 (pilotada pelo Dragon), o helicóptero Heli Change 2 (pilotado por Mermaid e Griphon) e o tanque Land Change 3 (pilotado por Phoenix e Pégaso).

Como se tudo isso ainda não bastasse essa máquinas se uniam formando o Change-Robô que podia disparar raios dos olhos e mísseis (que eram disparados de sua barriga).

Além disso também possuía no seu arsenal um escudo e a Espada Relâmpago que tinha dois ataques mortíferos (Giro Atômico e Reflexo Relâmpago).

Lembro que eu ficava muito puto da vida quando os heróis explodiam o monstro espacial com a Change Bazuca e Gyodai surgia fazendo-o ficar maior. É óbvio que logo vinha o Change-Robô pra salvando mais uma vez o dia.

Esquadrão Relâmpago Changeman foi marcante, porque seus efeitos especiais e coreografias de lutam impressionavam demais, haviam cenários incríveis, músicas impactantes, personagens carismáticos e bem desenvolvidos, momentos engraçados e outros tristes.

Fato inegável é que Changeman foi uma febre tremenda entre a molecada e foi graças ao seu sucesso que tivemos vários seriados japoneses sendo mostrados na telinha daquela época. Foram produzidos 55 episódios de 30 minutos de duração cada.

Depois que finalizou em 1994 pela Manchete foi reprisado na Rede Record e na TV Gazeta.

Como curiosidade todos os episódios foram lançados em VHS pela Everest Vídeo.

 

 

 

 

 

 

 

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Ultraman Tiga

No original chama-se Urutoraman Tiga foi produzido pela Tsuburaya Productions, em 1996.

Historicamente falando Ultraman é um herói cultuadíssimo no Japão sendo que após O Regresso de Ultraman surgiram diversos outros heróis que nunca foram veiculados em Terras Tupiniquins.

Por aqui tivemos apenas Ultraman (Shin Hayata), Ultraseven (Dan Moroboshi) e O Regresso de Ultraman (Hideki Go).

Após vários anos Ultraman Tiga – O Guerreiro da Luz marcou o retorno da Família Ultra pra nossa telinha.

No Japão foi exibido entre 7 de setembro de 1996 e 30 de Agosto de 1997. E só pra constar, foi exibido pela Rede Record, no programa Eliana & Cia. em 2000.

Ultraman Tiga teve 52 episódios, mas se eu não estiver enganado só foram ao ar 49 deles quando passou pela primeira vez.

Há algumas diferenças quanto as versões mais antigas, pois foi a primeira que utilizou um traje não avermelhado (e múltiplos modos de combate).

Na trama, quando monstros gigantes e alienígenas começam a surgir foi confirmada uma antiga profecia apocalíptica que um caos incontrolável cairia sobre a Terra.

Mais pra enfrentar esse problema, criaram o TPC (Organização da Paz pela Terra) e seu ramo GUTS (Pelotão global de tarefa ilimitada).

Pesquisadores encontraram uma mensagem holográfica numa cápsula e a GUTS fica sabendo de uma pirâmide de ouro construída por uma civilização antiga.

Haviam três estátuas de uma raça de gigantes que defenderam nossa civilização há 30 milhões de anos atrás. Lutando contra monstros antigos e outras ameaças. Só que dois deles foram destruídos pelos monstros Melba e Golza.

Mais o terceiro ganha vida através da força vital do oficial Daigo Madoka (descendente desta antiga raça). Ambos se unem em simbiose formando um ser feito de luz e Ultraman Tiga ressurge pra defender a Terra sempre que houver necessidade.

Quando derrota os dois monstros, Daigo fica sabendo pelo holograma da antiga profecia que milhões de séculos atrás surgiu um enorme mal que nem mesmo os gigantes conseguiram derrotar (e que havia destruido aquela civilização).

Daigo e a estátua se fundem num só, fazendo com que Tiga reaparece novamente, para lutar e defender a Terra dos monstros e de outras forças malignas.

Além de Daigo, a GUTS tinha em sua formação: Capitã Megumi Iruma (líder da equipe), o Tenente Munakata (segundo em comando), Rena Yanase (piloto e interesse romântico de Daigo), Masami Horii (inteligente e fã de quadrinhos), Junho Yazumi (especialista em computadores) e Tetsuo Shinjoh (mal-humorado e medroso).

Para poder se transformar, Daigo usava o bastão Spark Lens, e Tiga ainda possuia outras transformações: Power Type (vermelha e cinza com enorme força física), Sky Type (roxa e cinza, com grande velocidade) e Multi Type (que combina ambas as versões anteriores). Existe também o Glitter Tiga que surge em momentos de maior necessidade.

Só pra constar, Hiroshi Nagano que intrepreta o oficial Daigo faz parte do famoso grupo V6 que compôs “Take me Higher”, a música de aberura do seriado.

Obviamente, os últimos episódios de Ultraman Tiga são dramáticos e muito emocionantes, principalmente quando luta contra o terível Ghatanothoa. Depois foi ruim constatar que o herói não está em simbiose com Daigo.

E somente a energia que há no coração das pessoas e acreditam em Tiga o trarão de volta quando a humanidade mais precisar (esse conceito foi incrível pra mim).

Mais o meu episódio preferido de todos é “A Estrela Ultra”, quando Daigo viaja pro passado atrás de um cara estranho (uma versão japonesa do Carlitos). E ficamos sabendo que Eiji Tsuburaya o idealizador que começou a Família Ultra era secretamente o primeiro Ultraman.

O episódio demonstra como era por trás das câmeras no estúdio e o surgimento do seriado do Ultraman homenageando todos que ajudaram a concretizá-lo na telinha japonesa, em 1965.

Ultraman Tiga marca uma virada nas produções do enorme heróis japonês. Seja nos roteiros mais mais envolventes, seja nos personagens melhores desenvolvidos e também com efeitos especiais menos piores que a maioria de seus predecessores.

Devido ao sucesso do herói a empresa resolveu lançar Ultraman Dyna (1997-1998).

Shin Asuka é o seu hospedeiro que trabalha no Esquadrão Super GUTS, uma equipe que defende a Terra de invasores do espaço.

Após o final desta versão do gigante, foi lançado o especial pra cinema Ultraman Tiga & Ultraman Dyna – Os Guerreiros da Estrela da Luz.

Nesta aventura, invasores do planeta Monera estão atacando nosso planeta pra destruí-lo. Dyna parte pra combatê-los e num momento de crise, a luz espiritual das pessoas que confiam no Tiga invocam o guerreiro.

Então, ambos lutam para enfrentar essa ameaça sinistra. Enquanto isso, a Super GUTS tenta a todo custo ajudar evitando que o pior aconteça.

Outro especial foi Ultraman Tiga: A Odisséia Final, que acontece dois anos após a batalha ao lado de Dyna.

Daigo estava prestes a se casar com Rena e não possuia mais o Spark Lens pra se transformar em Tiga. Só que uma mulher misteriosa lhe presenteia com uma versão escura do artefato.

No passado havia o Tiga Dark e Daigo precisará enfrentar as ameaças Kamila, Dahram e Hyudra evitando que destruam a Terra de uma vez por todas.

Ultraman Tiga deixou saudades nos fãs que puderam acompanhar sua trajetória e ficará pra sempre em nossa memória.

Confira na galeria de imagens abaixo alguns heróis da extensa Família Ultra que pude encontrar

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Metalder, o Homem Máquina – 1990

Relembre comigo alguns heróis que foram apresentados pela Rede Bandeirantes há alguns anos atrás.

Produzido pela Toei Company foi exibido na Terra do Sol Nascente pela TV Asahi de 1987 até 1988, totalizando 39 episódios.

Choujinki Metalder pode ser traduzido como Super Humano Máquina Metalder, o tokusatsu pertence ao gênero Metal Heroes. No qual temos Jaspion, Gavan, Sharivan, Jiraya entre vários outros.

Dizem as lendas que Metalder surgiu inspirado em outro personagem Kikaider. O herói é bastante cultuado no Japão, mas acho que nunca foi trazido pro Brasil.

Kikaider foi criado por Shotaro Ishinomori que também conta em seu currículo: Cyborg 009, Kamen Rider e Himitsu Sentai Gorenger.

O herói robô com sentimentos humanos surgiu primeiro num tokusatsu devido ao seu sucesso migrou pors mangás na revista Shōnen Sunday e teve versões animadas.

Na trama, durante a Segunda Guerra Mundial, o especialista em robótica Doutor Koga desenvolveu o andróide Metalder, uma arma secreta do exército japonês (pra ser usado na Guerra do Pacífico contra os Estados Unidos).

Hideki Kondo (Ryuusei Tsurugi) é o herói robótico, mas dizem as lendas que Tatsuo Koga (segundo tenente da Marinha Imperial), filho falecido do Doutor Koga foi usado como modelo pro herói.

Só que o projeto foi abandonado, no entanto em 1987, o Doutor descobre a existência do Império Neroz e reativa Metalder antes de morrer.

Na companhia do Metalder temos: Springer, um doberman cão-robô que protege a base Silver Kirks. Pode se comunicar com um ser humano (e quando preciso faz reparos no próprio Metalder).

Maya Aoki (Mai Oogi), uma fotógrafa que trabalha na revista semanal “Up”. É a primeira pessoa que Hideki conhece após o Dr. Koga. Sendo através dela que conhece o mundo. Depois, Maya ajuda o herói em suas missões e também descobre sua identidade secreta.

E Satoru Kita (Hakkou Kita), ex-líder de uma gangue de motoqueiros que se torna amigo de Hideki (é bastante atrapalhado). Era legal notar que rolava um tirângulo amoroso entre Hideki, Maya e Satoru.

Metalder precisa combater o Imperador Neroz, que se disfarça de Makoto Dolbara, um empresário muito influente. A organização utiliza um exército que pratica o terrorismo pra exterminar seus concorrentes quando necessário.

Os guerreiros que formam esse império são divididos em quatro tipos de exércitos: Tropa Blindada, Tropa Monster, Tropa Cibernética e Tropa Mekanol.

Não poderia esquecer do Top Gunder, atirador de Neroz da Tropa Cibernética que se revolta contra seu criador (ele sempre fica entre aquele estigma de amigo e inimigo).

A parte dramática fica com o último episódio no qual, Metalder consegue derrotar Neroz, mas durante a luta o Dispositivo Gravitacional, fonte de todo seu poder ameaça explodir como se fosse uma bomba atômica. Então, o herói pede a Satoru que finque a espada nele (e seu sacrifício final foi triste e impactante demais pra mim).

Sem sombra de dúvidas foi um dos melhores tokusatsus que já brilharam em nossa telinha.

Suas aventuras envolvendo drama e um pouco de melancolia a diferenciavam da maioria das outras séries.

Só pra constar, Metalder foi adaptado para o público norte-americano pela produtora Saban Entertainment como a série VR Troopers.

Essa versão foi exibida na telinha da Rede Globo e o herói tinha o nome de Ryan Steele (blarg!!!!).

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Machineman – 1990

Mais um tokusatsu produzido pela Toey Company e exibido pela NTV (Nippon TV), em 1984.

Machineman foi criado por Shotaro Ishinomori (já citado no texto anterior) e surgiu inspirado no Super-Homem (só que nem Shotaro nem a Toei confirmam essa informação).

Seu nome original é Seiun Kamen Machineman que traduzido ficaria Máscara Nebulosa Machineman.

Viajando na nave Space Colony, Nikku acompanhado por Ball Boy, um robozinho voador (que possui o formato de uma bola de beisebol).

Nikku é um estudante intergaláctico que veio da constelação da plêiades com a intenção de estudar o comportamente humano

Usando o nome de Ken Takase acaba salvando de um acidente a fotógrafa Maki Gunko  (Kiyomi Tsukada) por quem fica apaixonado. Ela estava tirando fotos de um prédio que havia desabado misteriosamente.

Depois, Ken e Gunko, descobrem que aquilo havia sido feito pela organização Tentáculo que era liderada pelo terrível Professor K (um velhindo que odeia crianças e faz tudo pra acabar com elas).

A grande diferença dos outros vilões é que o professor tinha alegia á crianças fazendo-o espirrar e por isso queria se livrar delas. Porém, Nikku resolve usar sua tecnologia avançada e seus poderes para proteger, Gunko e as crianças de nosso planeta transformando-se em Machineman.

Outro aspecto característico do herói era sua espada laser que marcava seus inimigos com uma letra “M” que lembrava demias a marca “Z”, do Zorro.

Em sua batalha contra as forças do mal, Machineman usava o automóvel Dolphin que também podia se transformar na aeronave, Dolphin-Jet.

Passando alguns episódios, o herói consegue desmantelar a organização do professor. Mais nem demorou pra surgir, Lady M, sobrinha do vilão (acompanhada por TonChinkan, seu braço direito).

A parte engraçada é que ela também odeia crianças ficando com seu nariz vermelho quando alguma se aproxima. Lady M funda a organização o Polvo, porém mesmo tentando inúmeras vezes não consegue vencer o herói.

No final da série, o professor K que estava desaparecido retorna, trazendo a pior ameaça que o herói já enfrentou Golden Monsu, uma versão mais fortalecida de seu primeiro oponente.

Decidido a enfrentá-lo, Machineman usa Dolphin como arma e assim consegue derrotar seu inimigo. E assim, fazendo com que o Professor K e Lady M fujam da Terra pra sempre.

Confesso que o clima deste seriado era mais infantil e bobão, mas eu adorava o momento de transformação do herói.

Como curiosidade, a atriz Kiyomi Tsukada já era uma conhecida nossa, pois trabalhou no seriado Jaspion, interpretando a andróide Anri.

Machineman teve uma temporada, com apresentação de 25 minutos de aventura e um total de apenas 36 episódios.

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Gigantes Guerreiros Goggle Five – 1990

O nome deste seriado é Dai Sentai Goggle V que traduzindo fica Grande Esquadrão Goggle Five foi outro seriado super sentai produzido pela Toey Company.

E veiculado pela TV Asahi sendo apresentado entre 6 de fevereiro de 1982 e 29 de janeiro de 1983, no Japão (foi trazida pro nosso país pela produtora Oro Films).

Na trama, nos últimos 20 anos o professor Hongo investigou secretamente e descobriu que no Castelo Wolf (Wolfgang), situado na Alemanha, reuniam-se grupos misteriosos de cientistas de diversas partes do mundo.

Tais cientistas, considerados perversos, se concentram no Império da Ciência Maligna Desdark (Deathdark), liderado pelo chefe Taboo, que é um exército que semeia a destruição e a discórdia no universo através de sua Ciência Maligna.

Querendo enfrentar essa ciência maligna, Hongo cria o Laboratório de Ciências do Futuro e também convoca cinco jovens que formarão o Goggle Five. Durante suas missões eles são auxiliados pelos Computer Boys e Girls (que representam a ciência do futuro).

O Goggle Five é formado por: Kenichi Akama (Goggle Red) O líder do grupo. Adora escalar montanhas e é explorador. Descobriu o perigo que o mundo corria depois de o Doutor Hongo ser atacado. Sua pedra é o rubi, que representa a civilização da Atlântida (suas armas são o Red Ruby Whip e o Red Rope).

Kanpei Kuroda (Goggle Black), segundo em comando do grupo. Sua pedra é a esmeralda, que representa a civilização asiática, especificamente Angkor Wat (suas armas são o Black Cubs e o Black Esmerald Nunchucks).

Saburou Aoyama (Goggle Blue), é um inventor e jogador de hóquei no gelo. Sua pedra é a safira, que representa a civilização egípcia (suas armas são o Blue Ring e o Blue Sapphire Jet Ring).

Futoshi Kijima (Goggle Yellow) – O mais forte integrante da equipe, trabalha em um zoológico local. Sua pedra é a opala, que representa a civilização lemuriana (muçulmana na dublagem brasileira). Suas armas são o Yellow Hammer, Yellow Ball e o Opal Megaton Ball.

Miki Momozomo (Goggle Pink), é a única integrante feminina da equipe. Ginasta que trabalha no estacionamento do estádio Korakuen. Sua pedra é o diamante, que representa a civilização inca (suas armas são o Pink Diamond Baton, Pink Mirror e Pink Ribbon).

A equipe possuia uma grande diversidade de equipamentos tipo: Goggle Bracelete, dispositivo de transformação dos Goggle Five modelado como um relógio de pulso. A frase de transformação usada era “Goggle Five!” (pra cada integrante dizendo sua referida cor).

Goggle Sabre, arma usada por todos os Goggle Five. Ao ser lançado no inimigo pode explodir.

Goggle Victory Flash, esse era o ataque mais poderoso. A equipe se reunia numa posição junto com seus sabres formando o símbolo V (cinco em romano) e energizavam cada sabre com a respectiva energia da pedra protetora. E assim disparando quando todas as energias estivessem acumuladas. Entre outros armamentos.

A equipe ainda tinha: Goggle Nave, uma enorme espaçonave que servia como base para cada um dos veículos que formavam o Goggle Robô. Goggle Black e Goggle Pink ficavam na Goggle Nave para prestar suporte caso necessário. Possuía a habilidade de disparar mísseis e de teleportar os Goggle Five para seu interior.

Tanque Container, um grande veículo metálico onde ficavam estacionados cada um dos veículos que formavam o Goggle Robô. Todos os tanque containers se separam livremente da Goggle Nave e podem abrir sua parte frontal para permitir a saída dos veículos.

E também o Goggle Robô que era a combinação dos veículos Goggle Jato, Goggle Tank e Goggle Dump. O Mecha possuía várias armas, entre elas míssil, uma âncora, raios lasers disparados de sua testa e uma espada com a qual desferia seu golpe final : Espada Relâmpago Universal (Chikyu Ken Denshi Ginga Giri).

A série apresentou algumas mudanças como naquela pedreira que todos pulavam (situações com ângulos diferentes). Tinha muita ação e coreografias que lembravam ginástica olímpica, mas conseguiu conquistar um público fiel em nosso país.

Goggle Five teve uma temporada com 50 episódios no total.

Esses foram os tokusatsus que marcaram época na Rede Bandeirantes e foram muito importantes pra nós que tivemos oportunidade de assisti-los.

 

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