Arquivo da tag: Homem-Aranha

Wallpapers

alex ross 1

Heroes

Guarde em sua coleção alguns wallpapers tanto de heróis da DC Comics quanto da Marvel e outros que encontrei na web. Temos Capitão América, Batman, Thor, Homem-Aranha, Hulk, Liga da Justiça entre outros

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 techmynd.com 19 20 alex ross 1 alex ross 2 batman-1 batman-2 Capitao-America fantastic_four Green-Arrow hulk 1 hulk jla john byrne justice league lja and avengers marvel heroes marvel_heroes marvel-superhero marvel-super-hero-squad spider-man-by-greg-horn spider-man-by-scott cohn thor thor-vs-loki wallpaper by caio cacau wallpaper by george pérez wallpaper-Ultimate_spiderman wolverine x-men x-men-jim lee

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Wallpapers.

Musas de Tinta

z

Gwen Stacy

Seu verdadeiro nome é Gwendolyne, mas todos a conhecem carinhosamente como “Gwen”. Ela foi criada por Stan Lee e Steve Ditko, surgindo pela primeira vez na edição The Amazing Spider-Man # 35, em 1965.

Gwen era considerada a garota mais linda da universidade onde Peter estudava, mas fora isso também era inteligente e estudiosa. Além de sua beleza Gwen me deixava encantado por ser muito educada.

Tudo começou quando Peter passou pra turma de amigos de Harry Osborn e assim que  avistou Gwen logo ficou interessado nela. O problema era que eles pertenciam a classes diferentes. Enquanto Peter era humilde ela vinha de uma classe mais elevada. Flash Thompson era um rival declarado na conquista, mas Gwen preferiu Peter.

E mesmo com essa diferença gritante, com problemas de grana que Peter tinha pra sair o tempo foi a favor e o amor surgiu entre eles.

Ela é filha do Capitão de Polícia George Stacy e sua mãe infelizmente havia morrido.  Nos gibis quando Peter e Gwen passaram a namorar. O Capitão aprovou o relacionamento acolhendo de braços abertos ao Peter. Eles viraram amigos (tanto que George tornou-se uma espécie de pai pra PP).

A parte mais interessante é que o Capitão descobriu a identidade secreta do herói e passou a defendê-lo quando outros acusavam. A fatalidade veio quando o George morreu num confronto entre o Homem-Aranha contra o Doutor Octopus (protegendo uma criança de morrer esmagada).

Antes de morrer o Capitão conta ao Cabeça de Teia que sabia seu segredo numa cena emocionante e marcante. O que mais me chamou atenção em Peter Parker é que sua  história de vida sempre foi marcada por tragédias que ajudam a moldar seu caráter.

A culpa da morte do Capitão foi do Octopus, mas Gwen  passou a odiar o Aracnídeo fato que nos anos 90 abriu o precedente para o escritor J. Michael Straczynski fazer o pior retcon que ninguém poderia imaginar.

Devido a este fatídico acontecimento Gwen foi morar na Europa com seus tios, mas como estava distante de Peter e fragilizada. Norman Osborn a seduziu e conseguiu engravida-la (dando a luz a duas crianças). Porém ao voltar escondeu o fato de Peter querendo um momento melhor para contar a verdade.

Então ao voltar para os Estados Unidos foi sequestrada pelo Duende Verde e jogada de uma ponte. A Noite em que Gwen Stacy Morreu é uma história chocante que me marcou de uma maneira que eu nunca havia visto antes.

O Duende Verde após sequestrar Gwen a joga do alto da ponte do Brooklyn e o Aranha  num ato de desespero a segura com sua teia. Na versão original seu pescoço quebrou por esta tentativa, mas depois refizeram contando que já estava morta (tentando diminuir a culpa do herói no acidente).

Tomado pelo ódio o Cabeça de Teia parte pra vingança e temos uma luta feroz que culmina na morte do vilão. As consequências da morte de Gwen causaram um impacto muito grande tanto na vida de PP (quanto na de seus leitores).

A história marca o fim da Era de Prata da Marvel Comics sendo considerada uma das melhores de todos os tempos da editora.

Conseguiram acabar com a mulher que PP mais amava, o relacionamento deles parecia mesmo real e depois veio aquele desastre de retcon. Jogando na lama a memória de Gwen (fiquei com ódio desta  besteira toda). Não é a toa que leitores na web criticam o herói chamando-o de corno.

No primeiro Homem-Aranha de 2002 vemos a cena da ponte novamente só que Mary Jane (Kirsten Dunst) é jogada, mas o herói consegue salva-la a tempo.

As edições “What if…?” são histórias de realidades alternativas aonde o rumo dos acontecimentos do universo 616 tradicional ficaram diferentes.  Então temos O Que Aconteceria se Gwen Stacy Não Tivesse Morrido?

Aonde o Vigia após ver  Peter tristonho pela morte de Gwen nos apresenta uma outra dimensão na qual ela está viva. Ao invés de lançar sua teia o herói pulou usando seu corpo para amortecer a queda no rio de ambos.

A expectativa ficou ao saírem do rio e após uma respiração boca a boca Gwen demorar a acordar, mas ela abre seu olhos. E se espanta com Peter vestido de uniforme já que odiava o Aranha pela morte do pai. Peter conta toda a verdade e pede Gwen em casamento.

Na trama ainda disposto a ter uma vingança contra o Duende o Aranha vai até sua cobertura na decisão de mata-lo para não revelar sua identidade ao mundo (só que Osborn havia se precavido enviando pelo correio para alguém).

Quando o Cabeça de Teia ia acabar com a raça de Osborn Harry interveio e conseguiu reverter a insanidade do pai. Só que não terminou aí instantes após se casarem J. J.Jameson invade a igreja com policiais que tentam prender Parker. Como consequência a Tia May passa mal sofrendo um ataque cardíaco (tendo que ser hospitalizada).

Robbie Robertson esculacha Jameson por ter destruído a vida do herói que já havia salvado a dele várias vezes (se demitindo e prometendo contar toda a verdade pra outro jornal).

E Peter termina sozinho, acuado e foragido sem poder voltar pra casa para pegar seu uniforme (já que a polícia e os repórteres estavam lá esperando ele). O herói fica impossibilitado ver sua esposa e tia (uma história sinistra e interessante que até eu gostaria de ver mais sobre aquele universo).

Na Telona

Em Homem-Aranha 3 surgiram com os personagens do nada (retirando da cartola como se fosse num passe de mágica). O ator James Cromwell interpreta o Capitão Stacy numa versão calcada nos quadrinhos que apoia o herói.

Enquanto a atriz Bryce Dallas Howard nos mostra uma Gwen  muito fraca e apagada. O equivoco é que não deram ênfase na personagem, pois foi apenas pra criar um triângulo amoroso (entre ela, Peter e Mary Jane).

Em O Espetacular Homem-Aranha temos Denis Leary como George Stacy que trata o herói como uma afronta as autoridades. Um vigilante que precisa ser preso (nada a ver com o que havia sido estabelecido nos quadrinhos antes). Pra mim foi uma pena terem mostrado tão rápido um personagem tão importante.

Estranho foi notar que neste filme eles são uma família normal (algo totalmente diferente dos gibis clássicos).

Emma Stone foi uma grata surpresa que parece estar conectada a querida Gwen dos anos 60 (sua atuação é leve, divertida e cativante). Na web  já estão especulando que a sequência trará sua famosa morte ( estou curioso pra ver como irão abordar isto).

Gwen Stacy aparece no desenho O Espetacular Homem-Aranha no qual o herói é um adolescente que ganhou seus poderes recentemente.

Misturando todas as versões tanto a original com a ultimate é divertido vê-lo em ação com suas piadinhas. Gwen é inteligente e trabalha no laboratório do Dr. Curt Connors junto com Peter e Eddie Brock (misturaram todos os conceitos dos quadrinhos de várias épocas diferentes nesta animação).

Na versão Ultimate é mostrada como uma adolescente rebelde. E quem morre é apenas o Capitão Stacy (vítima de alguém disfarçado de Homem-Aranha). Sua mãe Ginger não quer saber da menina que acaba indo morar com Tia May e Peter.

Mary Jane sentia ciúmes dela por morar com os Parker, mas tiveram uma conversa franca sobre o assunto deixando-a tranquila (ela nunca foi apaixonada por Peter vendo-o apenas como irmão).

Infelizmente esta Gwen também morreu pelas mãos do vilão Carnage que estava a procura de Peter.

Gwen Stacy é uma das namoradas mais importantes na vida de Peter Parker e ficará marcada pra sempre por ter uma personalidade cativante.

Veja na galeria abaixo algumas imagens da inesquecível Gwen Stacy

0 1 2 3 4 5 7 8  10 11 12 13 14 15 16 17 18 20 21 22 23 24 25 action figure adam hughes Adam-Hughes alex ross death des taylor des-taylor garett-blair gene-gonzales Gwen_Stacy_Emma-Stone Gwen-Stacy-Bryce Dallas Howard j. scott campbell 0 j.broomall Joe-Pekar Lynne-Yoshii Mary & Gwen mary and gwen-j. scott campbell paolo rivera peter-paker-and-gwen-stacy steve rude Steve-Rude 0 steve-rude 1 steve-rude 2 terry dodson terry-dodson wallpaper 1 wallpaper 2 wallpaper 3 wallpaper 4 wallpaper 5

2 Comentários

Arquivado em Musas de Tinta

HQ

22

Super-Homem contra Homem-Aranha: O Encontro do Século

Há alguns anos atrás assim que comecei a colecionar gibi eu ia a pé pra Pavuna (subúrbio do Rio). Havia um jornaleiro de revistas usadas em São João de Meriti, na Praça da Matriz.

Na época influenciado pelos livros de faroeste do meu pai colecionei Tex (o ranger do velho oeste personagem do universo Boneliano) e Fantasma (herói que logo abordarei).

E num belo dia encontrei esta edição, fiquei estupefato, pois ainda estava sob a influência daquela tosca série televisiva do Aracnídeo. Este é o primeiro Crossover entre as editoras que já eram rivais naquela época (nos anos 70). Não vá esperar grande coisa do argumento de Gerry Conway, pois é bem simples com aquela velha história básica de herói que estranha herói.

E depois descobrem que foram enganados para então se unirem para combater seus rivais. Vendo por este prisma não te induz a pensar muito, pois é bastante previsível. Não há nada de mirabolante explicando porque os heróis compartilham o mesmo universo (eles simplesmente estão lá e pronto).

É até engraçado notar que num momento estamos em Metrópolis e simplesmente no outro vemos Nova York de forma “normal”. Interessante é a arte de Ross Andru que teve o mérito de trabalhar com ambos os personagens.

Seu trabalho é limpo, detalhado e as expressões faciais demonstram o sentimento dos personagens. Ficou impressionante os planos aéreos aonde vemos a cidade pela ótica dos heróis. Vemos os aspectos principais de cada personagem, pois o Super é um herói bonachão, usa sua força quando não consegue mais reverter na conversa. Nesta época Clark estava na TV Galáxia trabalhando para Morgan Edge.

Já o Homem-Aranha fica sem teia quando mais precisa e J. Jonah continua no seu pé (Mary Jane era só uma “amiga”, pois estavam apenas saindo). E ainda menciona aquele seu bizarro Aranha-Móvel, pois o Dr. Octopus aparece com uma aeronave (Octopus Voador).

Na parte em que vemos o laboratório submarino de Lex, Super-Homem menciona o período em que foram amigos.  A série Smallville ressuscitou este aspecto da trajetória de ambos (se não me engano nos quadrinhos foi nos anos 60). Lex também usa o termo: “velho amigo!” e isto me lembrou que Charles e Magneto se tratam desta maneira.

Eu só não entendi o fato de mostrarem a origem de ambos os heróis, pois foi apenas perda de tempo (algo que nós leitores já estamos cansados de saber). Primeiro somos ambientados com cada personagem e temos seus principais coadjuvantes Morgan Edge, Lois Lane, Jimmy Olsen e até o chato do Steve Lombard (no lado do Super).

Enquanto na parte do Cabeça de Teia temos Mary Jane, J. J. Jameson, Betty Brant e o meu preferido Joe Robertson, pois ele sempre defendeu o Aranha. No presídio de segurança máxima Lex e Octopus cansados de serem derrotados. Resolvem mudar de oponentes para destruir o mundo e acabar com seus inimigos.

Numa conferência Mundial de Jornalismo em Nova York encontramos Peter e Mary Jane e logo temos a chegada de Clark e Miriam Lane. Nesta época Lois era chamada assim por aqui (só não sei explicar por qual motivo).

Então Lex disfarçado de Super-Homem sequestra Lois e MJ. Assim que Peter se troca encontra o Homem de Aço nos céus. Acusando-o de raptar as moças, muito puto exige explicações e a luta começa.

O vilão careca dispara radiação do Sol vermelho no Aranha possibilitando-o a dar um belo soco no Super (devo comentar que o Azulão ficou enfraquecido). O próprio Cabeça de Teia nem acredita no que conseguiu fazer, pois o Super tem a fama de ser “durão”. Enquanto isso os vilões comemoram assistindo de longe (o roteiro é bastante ingênuo mesmo).

A viagem é grande demais, porque se não fosse tal apelo o kriptoniano acabaria com o Aranha bem rápido e fácil. Como isso nunca havia acontecido antes o Super fica cabreiro, mas o Aranha ainda tira onda com a frase: “não dá pra acreditar! Esse cara é uma piada”.

Quando o Azulão revida somente o deslocamento de ar do soco que ele não deu joga o Aranha bem longe (putz!). Ao voltar o Aranha está mais bravo ainda esmurrando de novo seu oponente e nota que não deu em nada. Na verdade o efeito do raio se dispersou e o Aranha decide que é melhor “conversar” com o Super (deu pra notar que a coisa ia ficar feia pro seu lado).

Então decidiram unir forças para combater um inimigo em comum. É engenhosa  a forma como o Super dá carona pro Aranha pra voar sendo puxado por uma corda e esqui (feitas de teia). De todas as viagens vistas na edição a maior foi ver Jameson e Edge reclamando sobre Clark e Peter ambos são bons mais desaparecem de repente.

Nós já sabemos por qual motivo, mas é muito doido ver esta situação. No final conseguem deter os vilões, salvar a Terra de uma iminente destruição e sair sorrindo com sua garotas. É uma daquelas aventuras simples na qual temos o bem contra o mal como era vista nos velhos tempos.

HQ: Super-Homem contra Homem-Aranha:  O Encontro do Século

Arte: Ross Andru

Argumento: Gerry Conway

Arte-Final: Dick Giordano

Deixe um comentário

Arquivado em HQ.

Herói

z

O Espetacular Homem-Aranha

Ele é um dos heróis mais populares da Casa de Ideias, mas ao longo dos anos os roteiristas já deram tantas reviravoltas em sua vida que pra mim virou um teatro dos absurdos. Eu não consigo mais acompanhar as edições como antigamente, pois larguei de vez.

Bom, o Cabeça de Teia completou recentemente 50 anos de existência e de presente foi morto pelo editores da Marvel. Só quero saber por quanto tempo Peter Parker ficará no limbo?

É interessante ver como isso irá repercutir no Universo Marvel. Como estamos cansados de saber a morte nos quadrinhos não é algo definitivo, então basta apenas contar quanto tempo PP ficará ausente.

Por falar em morte uma que me chocou bastante foi a de Gwen Stacy, mas alguns anos  depois também teve outra a da Capitã Jean DeWolf. Ela era uma das poucas pessoas que realmente apoiava o herói.

O Homem-Aranha é um azarado por natureza, pois em suas diversas sagas já foi casado, mas Mefisto desfez isto, teve uma filha que foi parar numa outra realidade.

Virou um monstro-aranha horrendo, teve um simbionte alienígena que desejava ficar grudado nele pra sempre e ainda teve diversos uniformes estranhos um pior do que o outro. A vida de Peter Parker sempre foi muito confusa.

O grande atrativo do herói é ter problemas do cotidiano que nos aproximam de suas histórias. Outro fato  interessante é que nós sabemos que Peter está por trás da máscara, mas o Homem-Aranha poderia ser qualquer outra pessoa.

A Série de TV

Nicholas Hammond foi o primeiro ator a encarnar o herói no final dos anos 1970. Esta série não é vista com bons olhos para todos que tiveram o prazer (e também o desprazer) de assisti-la.

O Fabuloso Homem-Aranha veio na esteira do sucesso do seriado do Hulk. Estrelado por Bill Bixby e Lou Ferrigno (este sim inesquecível). A série contava as peripécias de PP no jornal Clarim Diário comandado pelo irascível J. Jonah Jameson (Robert F. Simon).

Outra que também aturava aquele mau humor era sua secretária a simpática Rita (Chip Fields). Só que Peter tinha um interesse romântico era a repórter Julie Masters (Ellen Bry) que o ajudava e competia com ele ao mesmo tempo.

Infelizmente na parte dos defeitos especiais  tudo ficava de mal a pior. Pra começar tínhamos um tremendo cinturão prateado com o rosto do herói na fivela.

E depois temos aquele disparador de teia que mais parecia um bracelete (num braço só) que disparava uma corda grossona, a sequência do herói escalando pelas paredes era sofrível e os óculos espelhados da máscara eram muito toscos.

Eram os recursos que os produtores tinham na época, mas foi desta forma que muitos começaram a gostar do  Cabeça de Teia (ainda bem que esta fase já se foi). Por mais que nós fãs taquemos pedras deve-se louvar a coragem que tiveram por tentar fazer algum entretenimento mesmo quando não havia tecnologia possível para tal.

Desenhos

A série animada mais clássica do herói foi feita, em 1967. Sendo de onde temos uma das músicas-tema mais conhecida da face do planeta. Só que não vou ficar me estendendo muito neste quesito, porque o Homem-Aranha tem várias animações ao longo dos anos.

Quero comentar apenas as que ficaram mais marcantes pra mim. O primeiro foi Homem-Aranha e Seus Fantásticos Amigos.

No qual o Amigão da Vizinhança curtia aventuras ao lado do Homem de Gelo (Bob Drake dos X-men) e da bela Estrela de Fogo (Angelica Jones). Um fato curioso é que a personagem fora criada exclusivamente para o desenho e algum tempo depois entrou para a continuidade dos gibis.

Na história PP ainda morava com sua Tia May que tinha uma cadelinha de estimação e conhece na universidade seus dois amigos mutantes. Convidando-os para morar com ele, acabam dividindo o aluguel.

Peter trabalhava pro chato do J. J. Jameson no Clarim Diário e namorava Betty Brant mais era só surgir algum problema que transformava-se em herói e junto aos seus amigos partia pra luta.

Eu viajava naquele quarto secreto, pois era só mover um troféu que tudo modificava. As paredes giravam e se retraiam dando lugar a um sofisticado laboratório. Outra parte marcante era a transformação do Bobby que cobria o corpo com um bloco de gelo e da Estrela de Fogo que ficava incandescente.

Se não me falha a memória havia algumas gracinhas quanto ao Parker demorar a trocar de roupa (eu me divertia com isso).

A melhor adaptação do herói está em 1994. Foi a série animada que mais foi fiel ao conceito dos gibis trazendo vários vilões marcantes como Dr. Octopus, Morbius, Duende Verde, Lagarto entre outros.

Só que Ultimate Homem-Aranha é totalmente diferente de tudo que vimos anteriormente não é tão chato como foi Ação Sem Limites, de 1999 (blarg!).

É algo novo sendo que Nick Fury recruta o herói (pra S.H.I.E.L.D) monitorando sua atuação e dando-lhe uma moto (que sobe pelas paredes igual aquele antigo bugre do gibis).

O Peter é um adolescente como nas histórias originais. A melhor parte é quando para a cena e então  podemos saber o que ele pensa sobre aquela situação (é hilário).

E ainda por cima diz piadinhas que são sua característica mais comum. Só que Nick Fury impõe que haja ao lado dele quatro “novatos”. Personagens conhecidos nossos do gibi Heróis de Aluguel e um herói da mitologia espacial da Marvel.

Eles são a Tigresa Branca (essa eu não conhecia ), Punho de Ferro (que age de maneira zen), Nova (rola um tipo de rivalidade entre ele e Peter) e Luke Cage (meio esquentadinho) que passam a estudar no mesmo colégio que PP.

O diretor da escola (Midtown Hihg) é ninguém menos que nosso querido Phil Coulson que está lá para tomar conta dos heróis. As aventuras se dividem entre treinos na fortaleza aérea da S.H.I.EL.D e missões distribuídas por Fury.

E ainda há uma homenagem, pois temos Stan, o zelador (baseado em Stan Lee é lógico).

Também não poderia esquecer de Homem-Aranha (2003) que veio na esteira do sucesso dos filmes de Sam Raimi. Foi feito em CGI, mas respeitava as características dos desenhos anteriores.

Eu gostei da forma como trataram o relacionamento conturbado entre Peter e Mary Jane. E as cenas do Cabeça de Teia eram ágeis (parecia mesmo uma aranha humana).

A parte interessante de Espetacular Homem-Aranha (2008) era que mostrava influências tanto da época do surgimento do personagem (a aparência do herói lembrava a versão de Steve Dikto).  E tínhamos também misturados elementos do Universo Ultimate.

Filmes

A Sony tinha contrato com a Marvel para 6 filmes e para não perder algo tão rentoso resolveu começar do zero sua franquia. A trilogia anterior deu certo, porque Sam Raimi é um fã assumido do herói.

No entanto não posso deixar de dizer que faltou aquele ar irônico que percebemos na personalidade do aracnídeo (ou as famosas piadinhas) e principalmente o lançador de teias virou orgânico. Se ninguém notou estava parecido demais com Miguel O’Hara (Homem-Aranha 2099).

A parte boa que fizeram uma adaptação quase perfeita do Amigão da Vizinhança com o lema característico dos gibis e além de uma Tia May convincente lembrando bem aquela doce, amável e chata senhora marcante dos gibis.

A franquia de Sam Raimi é boa por causa disto temos um Homem-Aranha “quase” muito fiel aos gibis transposto  pra telona. Porém o terceiro longa metragem jogou por água abaixo tudo que os anteriores conseguiram acertar.

Se analisarmos só como filme de ação ele é eficiente e impactante, mas como história do  aracnídeo nenhum fã de carteirinha assinada (como meus amigos e eu) gostamos dele.

Agora em O Espetacular Homem-Aranha temos os elementos clássicos de 1962 unidos á nova mitologia do Universo Ultimate (Marvel Millennium aqui no Brasil). Na época eu não gostei nenhum pouco da arte de Mark Bagley, porém os roteiros de Brian M. Bendis estavam ótimos.

Eu li muitos comentários maldosos por causa do corte de cabelo de Andrew Garfield, pois diziam que parecia com o vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson da Saga Crepúsculo).

Não gostei da forma com abordaram o Capitão Stacy, pois etava difrente demais daquele homem inteligente que até descobriu a identidade secreta do herói (tornando-se quase um pai para Peter). Fora isso o filme é bom deixando margem para uma sequência que pretende ser mais emocionante pela especulação da famosa morte de Gwen Stacy (a bela Emma Stone.)

Só como curiosidade e por mais estranho que possa parecer o aracnídeo teve um tokusatsu (live action ao estilo de Jaspion e cia). A Marvel fez uma aliança com a Toei em 1978 para produzir “Supaidâ-Man”.

Na história Yamashiro Takuya encontra o último sobrevivente do planeta Aranha e ganha de presente um bracelete que injetava o Extrato de Aranha. E assim ele ganha o poder de escalar paredes, soltar teias pelo bracelete e até um sentido de aranha.

E ainda por cima tinha uma nave chamada Marveller que podia se transformar no robô Leopardon. A série foi a primeira que mostrou um monstro que tornava-se gigante e depois morria (algo mostrado á exaustão no gênero depois). Ainda bem que nunca foi exibido por aqui.

Pra mim o Homem-Aranha sempre foi interessante não por causa de seus poderes, mas pelos problemas. Sua vida nunca foi fácil seja com as perdas marcantes como de seus pais, do Tio Ben, Capitão Stacy e Gwen Stacy que o machucaram demais.

O maior atrativo do herói pra mim é que foi crescendo com o passar dos anos. Saindo do colégio para a faculdade, virando um cientista conceituado, casando, sendo pai e até professor. Trazendo PP para o nosso nível de ser humano comum e assim do meu ponto de vista que realmente nos identifiquemos com sua vida.

Confira na galeria abaixo imagens do Homem-Aranha que garimpei na web

1 2 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 15 17 18 19 20 21 24 25 26 27 28 29 Adam Hughes adi granov alex ross 1 bruce timm 1 bruce timm 2 caio cacau 1 caio cacau 2 chris samnee coran kizer stone death of gwen stacy des taylor Emma-Stone-Andrew-Garfield frank-cho GABRIELLE DELL'OTTO joe jusko john romita-Senior 2 john-byrne julian-totino-tedesco marko djurdjvic paolo rivera 1 paolo rivera 2 paul-renaud 1 ryan stegman silver and spider simon-williams skottie young spiderman 2012 steve rude 1 steve rude 2 terry dodson todd nauck 1 todd nauck 2 Ultimate_Spider-Man wallpaper 1 wallpaper 2 wallpaper 3 wallpaper 4 wallpaper 5 wallpaper 6 wallpaper 7 wallpaper 8 wallpaper 9

Deixe um comentário

Arquivado em Herói.

Crítica

henry cavill

Superman: O Homem de Aço

Em 2006 após 10 longos anos de boatos de filmes que nunca aconteceram tivemos Superman: O Retorno, de Bryan Singer. Quem envergou a capa foi Brandon Routh que infelizmente ficou marcado por uma atuação muito fraca. A parte ruim foi colocar um filho existente apenas nas histórias do selo Elseworlds (Túnel do Tempo aqui no Brasil).

E então começaram a surgir boatos de um novo filme do herói que iria recomeçar tudo como se não tivéssemos visto nada anteriormente. Fiquei apreensivo pela direção de Zack Snyder, mas em compensação temos Christopher Nolan e David S. Goyer para ajuda-lo.

Pra mim não há como assistir ao Homem de Aço e deixar de notar as HQs que serviram de referência de boa parte da trama. Temos Superman: Origem Secreta na escola Clark descobre a visão de raio x.

Superman: O Legado das Estrelas mostrando Clark que viaja pelo mundo em busca de sua identidade. Superman: Terra Um onde um alienígena do planeta Dheron que ameaça a humanidade para que entreguem o kriptoniano que se esconde na Terra.

O Homem de Aço está abordando a mitologia do herói de uma forma bastante diferente da que vimos na versão anterior. Kal-El se questiona sobre seus poderes mais precisamente porque nasceu tão diferente. E porque não pode usa-los para o bem das pessoas.

Podemos notar que tudo tem significado e explicação definida mostrando que houve preocupação na abordagem que seria feita.

Uma coisa que nunca haviam feito antes era explicar o famoso “S” no uniforme que em kriptonês significa esperança (lembrando que o herói significa justamente isso nos gibis).

Quando Jonathan (Kevin Costner) diz pro Clark que precisa decidir no homem que se tornará e a discussão no carro onde Clark fala que Jonathan não é seu pai. Me lembrou do Homem-Aranha (2002), porque Tio Ben havia dito exatamente isso para Peter da mesma maneira (será que não prestaram atenção nisto ou foi de propósito?)

Só faltou dizer: “com grandes poderes vem grandes responsabilidades Clark”.

Na história temos toda a concepção do herói como estamos acostumados a conhecer nos gibis. O nascimento de Kal-El é algo inusitado na sociedade kriptoniana que manipula geneticamente as crianças ( tornando-se fria e estéril lembrando a versão de John Byrne).

O parto de Lara (Ayelet Zurer) é natural e isto não acontecia há anos em Krypton. Então entendemos a dor de Jor-El (Russell Crowe) e Lara ao ter que envia-lo pra Terra. Aliás Jor-El protagoniza ótimas cenas de ação mostrando vários lugares de Krypton (nas HQs pós reboot o cientista aventureiro desempenhou  o mesmo papel).

O filme mostra de forma bem clara que um ser de posse dos superpoderes que o Superman possui seria tratado da maneira que vimos. Apesar de sua herança kriptoniana Kal cresceu aqui tornando-se um misto dos dois mundos.

Tanto que não nenhuma menção a kryptonita, mas o Azulão fica fraco na nave demonstrando efeito parecido a exposição da pedra (momento que fica numa atmosfera similar do seu planeta natal). Foi algo bem colocado, pois esta história de pedrinha verde está batida demais.

Deu pra notar que Lois Lane ficou com a cor dos cabelos diferente, mas isso ficou irrelevante. Amy Adams está surpreendente mostrando Lois  inteligente e perspicaz. Ela vai atrás de pistas sobre o homem misterioso através dos locais que trabalhou demonstrando ser uma verdadeira jornalista ganhadora do Pulitzer que vemos nos gibis.

Apesar de não gostar dele notei a ausência de Jimmy Olsen e confesso que não fez falta nenhuma pra mim. Já Perry White (Laurence Fishburne) demonstrou ser mais um paizão do que aquele editor durão (mostrando uma outra face do personagem).

Jonathan Kent (Kevin Costner) define o caráter de Clark e na cena do ciclone faz algo impossível pra mim. Eu fiquei consternado naquele momento por causa de sua firmeza de caráter em pensar na vida do filho acima de tudo (foi chocante).

O Homem de Aço é impressionante, pois ver Superman voando foi magnífico ainda mais que Kal estava se divertindo demais com aquilo. E na parte onde o herói luta contra Faora (Antje Traue)  e o grandão na rua em Smallville me lembrou Superman 2 (cena que os vilões chegam numa cidadezinha).

General Zod (Michael Shannon) é um militar determinado que não poupa nenhum esforço para conseguir reerguer a glória perdida de Krypton.

Zod e Kal antagonizam por terem pontos de vista e vivencias totalmente diferentes. Enquanto Zod quer a qualquer custo rever Krypton com vida (Clark cresceu na Terra aprendendo nossos costumes).

Superman: O Homem de Aço te introduz na vida de Kal-El desde seu nascimento conturbado no planeta condenado, passando por sua infância, descoberta de poderes, educação e formação moral dada por Jonathan.

E sua caminhada pessoal em busca de si mesmo num mundo que desconfia de sua presença nele. Até que sua decisão de lutar não só por seu lar adotivo, mas pela mulher que ama mostra o verdadeiro herói que há em seu coração.

É bom enfatizar que a trilha sonora composta por Hans Zimmer torna nossa apreciação maior da aventura, pois acerta em harmonia em momentos primorosos da ação.

Afirmo que o mito está de volta, pois esta é a melhor adaptação cinematográfica do Superman de todos os tempos.

2 Comentários

Arquivado em Crítica

Musas de Tinta

z

Miss Marvel

Carol Danvers foi criada pela Casa de Ideias para que a editora tivesse uma heroína que a representasse, assim como a Mulher Maravilha é para a DC Comics.

Miss Marvel surgiu em Marvel Super Heroes n° 13, em março de 1968, sendo criada por Roy Thomas e Gene Colan. Ela era apenas uma coadjuvante do Capitão Marvel e tiveram um romance neste período.

No início ela não tinha nenhum tipo de superpoder ganhando-os apenas  quando  teve seu título próprio Miss Marvel n° 1, em 1977.

Na história original Carol trabalhava no Cabo Canaveral atuando como major da Força Aérea e sua origem está conectada ao  Capitão Marvel,  porque foi durante a batalha do herói cósmico contra o Sentinela-robô  que a heroína acabou ficando exposta as energias que lhe conferiram seus superpoderes.

Seu DNA foi realinhado tornando-se um hibrido de humano com Kree possibilitando assim que ganhasse seus incríveis poderes.

Carol desenvolveu o dom de voar, invulnerabilidade, além de super força e a capacidade de emitir potentes rajadas de força (seu nível de poder é tão alto que rivaliza até com o Hulk) como vimos na animação dos Vingadores.

Então Carol inspirada pelo herói adotou um uniforme parecido e o codinome de Miss Marvel passando assim a agir como heroína.

Um fato interessante é que a mesma explosão que concedeu seus superpoderes também acabou desenvolvendo em Carol uma dupla personalidade. Tanto Miss Marvel quanto Carol Danvers não sabiam que elas eram a mesma pessoa.

Algo que foi mudado algum tempo depois quando ela virou membro dos Vingadores.

Em seu histórico inicial ela trabalhou no Clarim Diário numa revista editada pelo  irascível J.J. Jameson, pois como era uma personagem nova vincularam suas histórias com as do Cabeça de Teia.

Outro fato interessante foi que em sua primeira aventura enfrentou o Escorpião, um dos mais tradicionais inimigos do Homem-Aranha.

Quando comecei a ler os gibis da Miss Marvel foi na época em que ela lutou contra a Vampira ( que ainda era uma vilã) e como consequência da perda da batalha Miss Marvel teve todos os seus poderes e recordações absorvidos de forma definitiva.

Eu detestava a Vampira nesta época justamente por causa deste acontecimento. E infelizmente Carol perdeu a consciência vivendo num estado vegetativo por um longo período. O trauma causado a Vampira por conta disso foi tão grande que ela se regenerou indo integrar os X-Men.

Ao se recuperar desta luta Carol atuou ao lado dos X-Men, pois foi com a ajuda do Professor X ( ela estava hospedada na mansão) que recuperou suas lembranças e poderes também. Durante o tempo em que esteve na equipe mutante foi capturada pela Ninhada (uma famosa fase da equipe) e teve seus poderes modificados e ampliados a níveis cósmicos mudando seu nome para Binária.

Acabou tornando-se membro dos Piratas Siderais tendo algumas aventuras no espaço ao lado deles.

A medida que estes incríveis poderes foram diminuindo Carol tomou a decisão de voltar á Terra retornando para sua primeira equipe os Vingadores.  Mais uma vez trocou de nome sendo chamada de Warbird e por causa da perda de seus poderes outrora grandiosos (que voltaram aos níveis normais) acabou caindo no vício da bebida.

Carol se viu enfrentando,  um monstro ainda mais difícil de ser vencido, o  problema do alcoolismo (lembrando uma fase histórica do Vingador Dourado) e por causa dele perdeu seu posto de membro dos Vingadores.

Quando superou esta derrocada voltou a atuar na equipe reassumindo seu título de Miss Marvel.  Durante a saga “Guerra Civil” (evento que dividiu a comunidade heroica em duas) podemos notar  que aliou-se  ao lado do Homem de Ferro atuando como líder da equipe dos Vingadores.

Sua participação é marcada por agir de forma violenta mesmo contra seus antigos amigos/aliados. A personagem esteve na maioria dos anos simplesmente jogada em segundo plano pela editora, mas podemos notar uma mudança neste tipo de abordagem atualmente.

Um fato interessante é que no Quarteto Fantástico também houve uma Miss Marvel. Seu nome é Sharon Ventura que já foi namorada do Coisa. Este período foi marcado pela saída de Reed e Sue do grupo. Esta personagem também virou a Mulher-Coisa uma versão feminina do pedregulho (e se não me engano atualmente ela está no limbo).

Há vários boatos de possíveis heróis que participarão da sequência  cinematográfica Vingadores 2, pois Miss Marvel também é uma delas. O mesmo boato envolve o nome de duas atrizes Emily Blunt que já foi cogitada para outros papéis e até então não conseguiu. E Ruth Wilson, mas veremos se haverá algo de concreto sobre estas especulações.

Confira na galeria abaixo algumas imagens de Miss Marvel

0 1.0

mitch foust

miss-marvelms__marvel___70_s_by_bigcurf

1.1 1 2.1 2 3.1 3 4.1todd nauck  5.1 45 6 7 8 10 11 12 13 14 15 16

jamie-mckelvie  Ms_Marvel_by_Mancomb_Seepwood

17 18 19

20 21 22 23 24 25 26

jamie-tyndall

27 28.1 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 adam hughes Alex Garner 1 Alex Garner 2 al-rio avengers-70s-by-perez bruce timm 1 bruce timm 2 dave hoover ed benes edgar tadeo frank cho 1 greg horn j. scott campbell jamie fay michael bair 1 sharon ventura 1 shunya-yamashita terry dodson 1 terry dodson 2 thesilvabrothers Thony Silas  wallpaper 1 wallpaper 2 wallpaper 3 wallpaper 4 wallpaper 5 wallpaper by shunya yamashita

Deixe um comentário

Arquivado em Musas de Tinta

HQ

paolo rivera

Marvel + Aventura n° 9

Publicada originalmente em Spetacular Spider-Man 14 (julho/2004), nesta história (sem título) contamos com a arte de Paolo Rivera e  roteiro de Paul Jenkins.

Logo somos introduzidos ao universo do Homem-Aranha onde pessoas comuns são entrevistadas mostrando sobre o que pensam em relação ao herói.  Desde um fã que dá a descrição correta do aspecto físico de Peter Parker, uma mulher achando ele é uma lenda urbana, um ladrão que foi surpreendido ao tentar concretizar um roubo e seu pior difamador J.J. Jameson ao lado de uma linda Betty Brant.

A cena do Dr. Octopus me lembrou O Silêncio dos Inocentes quando vemos Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) preso e a Clarice (Jodie Foster) vai entrevista-lo.  E além do depoimento de policiais e garotas de programa temos até a Tia May falando de seu sobrinho (que na verdade ela não sabe da identidade secreta do menino).

Esta é uma daquelas histórias especiais que ficam guardadas na lembrança por um longo tempo.  Ela demonstra, porque o Cabeça de Teia faz tanto sucesso durante estes 50 anos de existência.

O que define realmente PP é exatamente este conceito que ao ter um grande poder a sua disposição a responsabilidade acarretada vem da mesma maneira ou maior ainda. Poderia ser qualquer pessoa atrás daquela máscara, mas Peter é um ser humano que enxerga os problemas das pessoas e se importa com elas.

Esse diferencial básico é fantástico no Amigão da Vizinhança. Neste gibi Joe Beal é um deficiente com paralisia cerebral e infelizmente não pode falar, andar ou fazer algo bastante simples como ir ao banheiro sozinho.

Mora com seu pai e uma irmã e é constantemente largado no alto do prédio para ver a paisagem (este é o seu único momento especial). Ter que cuidar de uma pessoa neste estado não é algo fácil requer uma boa dose de esforço, dedicação e muito carinho.

Mais é justamente em seu posto de vigília que Joe contempla Nova York e nosso herói aracnídeo voando por entre os prédios. A parte interessante é que podemos saber o que Joe pensa e é triste quando pensamos na vida real há pessoas que nascem nesta condição.

O pensamento de Joe voa alto é como estar confinado fisicamente e ter a mente vagando para o infinito. O  Homem-Aranha passa rápido pelo seu prédio e está atrás de um dos seus piores inimigos Morbius, o vampiro.

Quando Morbius surgiu estava enfrentando o Lagarto e é derrotado por ele em parceria com o Homem-Aranha. Mais tarde, fica-se sabendo que o vampiro é um vencedor do prêmio Nobel de bioquímica e que tentou se curar de uma rara doença sanguínea. Há boatos na rede que Morbius irá participar do próximo filme do personagem que tem lançamento previsto para maio de 2014.

Voltando, num outro dia Morbius ia atacando Joe, pois estava invadindo seus pensamentos  e conhecia sua  profunda dor em estar preso naquela cadeira de rodas. Quando o aracnídeo surge salvando-o e a luta que vemos é ferrenha.

Repleta de socos, saltos e gracinhas ditas por PP. Apenas Joe se diverte ao ver um espetáculo destes de graça e ao final é que sabemos, porque Peter é tão especial.

Esta é uma HQ que a arte influenciou bastante na atmosfera psicológica da trama. Leia, pois vale a pena curtir cada página dela. O editor Fernando Lopes com sua magnífica introdução  consegue sintetizar toda a magia do Cabeça de Teia.

E na última página (pra mim é algo  que não precisava) temos uma origem recontada com arte de John Romita Jr. e roteiro de Fred Van Lente.

HQ: Marvel + Aventura n° 9

Editora: Panini/ Marvel Comics

Arte: Paolo Rivera

Roteiro: Paul Jenkins

Mês/Ano: Fevereiro/2013

 

Deixe um comentário

Arquivado em HQ.