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Topo Gigio

É um ingênuo ratinho com personalidade infantil (ele tinha 20 centímetros de altura). Criado em 1958 pela italiana Maria Perego, o ratinho tornou-se um grande sucesso ao redor do mundo.

Dizem as lendas que na Itália quem apresentava o programa ao lado do ratinho era a atriz Gina Lollobrigida e nos Estados Unidos estava no famoso show de Ed Sullivan.

Em 1965 após se tornar um ícone da cultura italiana e espanhola ganhou uma  longa metragem chamado “Le avventura di Topo Gigio” que foi lançado internacionalmente.

Depois teve outro longa metragem era uma coprodução entre Itália e Japão chamada “Topo Gigio e a Guerra dos Misseis” de 1967.

Quando veio pro Brasil pela primeira vez na época do regime militar dividia as atenções com a novela Beto Rockfeller. Em seu programa o ratinho era manipulado por Laerte Sarrumor e dividia as atenções com o humorista Agildo Ribeiro que fazia um adulto que educava uma criança (1969).

Nesta versão Topo Gigio e Agildo tinham esquetes e cantavam canções como “Meu limão, meu limoeiro”, entre várias outras músicas. O programa também tinha participação de artistas como Elisângela e o grupo The Fevers.

O sucesso obtido de ambos alçou Agildo Ribeiro como humorista enquanto Topo Gigio ganhou teve gibis e brinquedos lançados sob sua marca. Ficou famoso o momento final do programa em que Topo Gigio balançava e com sotaque italiano pedia um beijinho de boa noite.

Depois de um tempo sumido voltou ao ar no programa “Boa Noite, Amiguinhos” pela TV Bandeirantes em 1983. Os personagens Escovão, Fofura, Nenê e Lambão fizeram a cabeça da criançada sempre as 8 horas da noite (lembrando a hora de ir dormir).

Fofura e sua turma tiveram uma repercussão tão grande junto as crianças que viraram até personagens de gibi.

Topo Gigio ganhou seu próprio programa pela Rede Bandeirantes em 1987. Seu parceiro era o ator Ricardo Petraglia (chamado de Dick Petra). Desta vez tentavam  ensinar assuntos que valiam a pena como cidadania, higiene e ecologia.

No ano 2000 a Rede Globo tentou trazer o personagem de volta dentro da atração humorística Zorra Total, mas os direitos autorias da empresa italiana detentora do personagem eram muito altos (fazendo-os liberar o ratinho).

Topo Gigio deixará saudades por seu jeito meigo e inocente, pois  haviam pessoas na TV que se preocupavam em ensinar as crianças mais com bom humor.

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TV Fofão

O personagem Fofão foi criado  pelo artista plástico Orival Pessini e surgiu no saudoso programa infantil Balão Mágico, em 1983. Nosso querido amigo é um extraterrestre vindo do planeta Fofolândia.

Ele fez tanto sucesso entre a criançada que após acabar o programa Balão Mágico (Rede Globo) ganhou seu próprio programa na TV Bandeirantes (1986 a 1989).

No início ele não falava apenas emitia alguns sons que Simony traduzia e só depois ganhou voz engraçada (que aliás lembrava demais o Pateta, da Disney).

Quando terminou o programa da Globo o Fofão fazia muito sucesso rendendo até um boneco que infelizmente teve a má fama de ser amaldiçoado, porque havia uma lâmina dentro dele. Minha irmã teve um e eu não vi nada do que diziam na época.

Talvez porque fosse muito parecido com Chuck da famosa série cinematográfica Brinquedo Assassino aonde tínhamos um boneco que ganhava vida após um ritual vodu. E este sim era mais assustador e geralmente quando assistia  eu ficava com pena do garoto Andy, pois o criminoso desejava a qualquer custo transferir sua alma para o corpo dele. Lembro que o terceiro foi o melhor de todos pra mim.

Voltando, o programa contava com o patrocínio da Dizioli (“o lanche do Fofão”) e tinha o mesmo formato da maioria dos infantis com apresentação de desenhos e esquetes humorísticos. Uma curiosidade é que Sandra Annenberg, atualmente uma famosa jornalista que também esteve no elenco do programa.

Em 1989  nosso amigo estreou na telonas com Fofão e a Nave Sem Rumo. Na história uma  perigosa microcélula que contém um importante segredo é implantada no nariz de nosso amigo. Algo capaz de transferir pessoas para uma outra dimensão do universo.

Então vilões alienígenas invadem e dominam a nave da Fofolândia para conseguir roubar a tal microcélula sequestrando o Fofão e duas crianças. Fofão e suas “apatralhadas” criam uma enorme confusão que acabam por deixar a nave desgovernada. Numa rota de colisão contra um asteroide é uma aventura de ação e efeitos especiais que hoje em dia estão defasados servindo apenas para os fãs mais nostálgicos.

Fofão é um personagem que vai ficar marcado pra sempre na minha história, pois fez minha vida mais feliz e divertida.

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Balão Mágico

Foi um saudoso programa infantil dirigido pela jornalista Rose Nogueira. E  inicialmente era apresentado pela Simony (que na época tinha 5 anos) junto com Fofão personagem criado por Orival Pessini.

O que eu mais gostava no Fofão era seu jeito engraçado e espontâneo (quando Fofão apareceu pela primeira vez não falava nada).

Ele apenas emitia sons que só a Simony conseguia entender e traduzir. O Balão Mágico  misturava números musicais e desenhos que marcaram a infância de muitas crianças como: Super Amigos, Os Flintstones, Homem-Pássaro, Popeye, He-Man, She-Ra entre outros.

Eram utilizadas algumas pequenas histórias para termos as apresentações destes desenhos que foram criadas pela poetisa Lúcia Vilares. Algum tempo depois quando Simony estava preocupada com os estudos do Fofão surgiu o boneco Fofinho (confeccionado pelo Fofão) para brincar com ela.

Na verdade era o menino Tob (Vimerson Cavanillas) integrante do grupo musical Balão Mágico que interpretava o boneco. Logo também tivemos Cascatinha, um moleque dentuço e desengonçado (interpretado pelo ator Castrinho).

Além do restante dos integrantes do grupo como Jairzinho, Mike (filho do famoso ladrão inglês Ronald Biggs) assunto muito comentado naquele tempo, Luciana e Ricardinho.

O Balão Mágico também foi um grupo musical que lançou 5 discos (eu tive dois). Lembro que teve um programa especial á noite para o lançamento do primeiro com participações especiais.

Tinha sucessos marcantes com Djavan (Superfantástico), Roberto Carlos (É tão Lindo), Fábio Jr. (Somos Amigos (Amigos do Peito), Erasmo Carlos (Barato Bom É da Barata), Fofão (Dia de Festa) entre outras canções.

São lembranças que ficaram eternamente gravadas em meu coração e acredito que muitos que foram criança naquela época também se sentem assim.

Fonte de pesquisa: InfanTV.

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Batman Especial: O Cavaleiro das Trevas

Aproveitando a esteira do sucesso de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge  esta edição serve quase como um prelúdio do que viria a seguir na reformulação do Morcegão nos Novos 52.

O roteirista David Finch é o responsável pelas tramas mais psicológicas e drasticamente com altas cargas emocionais que já pude acompanhar nos quadrinhos do Cruzado Encapuçado atualmente.

Dawn Golden foi a primeira paixão do pequeno Bruce Wayne e a história por um lado evoca o passado infantil e inocente do herói. Quando Bruce descobre que a socialite está desaparecida  reage sob o capuz do  Morcego para salvá-la.

Vemos então uma forma desesperada de “tentar” manter esta infíma parte de sua antiga vida intacta, justamente, a época em que seus pais ainda estavam vivos.

Na trilha Batman acaba se deparando com alguns de seus piores inimigos: Crocodilo e Pinguim deflagrando confrontos impactantes. A parte mais interessante está no plano das forças demoníacas de tomar o nosso plano de existência e de como querem chegar a concretizar tal ação.

A presença de  Etrigan que outrora foi um demônio poderoso e agora está num constante conflito mental com Jason Blood tornam a ameaça demoníaca mais assustadora. Porque ele sucumbe a uma súcubo chamada Blaze e as suas encantadoras falsas promessas.

Esta HQ  mescla terror da maneira mais sombria possível e sendo  assim acaba por destruir definitivamente todo esse passado de BW.  Mostrando um desfecho trágico como têm sido na maioria das vezes na trajetória do herói.

Curiosidade:

Há uma diferença no símbolo peitoral do Morcegão parecendo até  uma característica de algum uniforme antigo. É estranho notar que para um Cavaleiro das Trevas que se esconde nas sombras algo tão brilhante fica muito chamativo.

Dá para pensar que  numa cidade sombria Batman mesmo agindo de maneira taciturna é a única luz em Gotham City.

A personagem Mira que parece ser uma hacker muito inteligente têm em seu quarto plantas do Batmóvel que nesta versão ficou num misto do filme de Tim Burton (1989) com um tanque.

Batman Especial: O Cavaleiro das Trevas

Publicada em: agosto de 2012

Editora: Panini

Roteiro: David Finch

Arte: David Finch e Jason Fabok

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