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As Eternas Crises da DC – Parte 6

Crise Infinita

Pra comentar sobre esta crise devemos nos lembrar de Contagem Regressiva nela soubemos que Donna Troy e Jason Todd deveriam ter ficado mortos definitivamente. Não é nenhuma novidade que os heróis morrem e voltam do túmulo como se  trocassem de roupa, pois tal acontecimento tornou-se corriqueiro.

Bom, na trama eles são  tratados  como anomalias temporais, pois com a volta do Multiverso também havia vários Monitores (cada um tomando conta de sua Terra). Os Monitores viraram um tipo de Vigia do universo DC. Eles faziam reuniões e decidiram que as anomalias deveriam ser exterminadas.

Havia algo  de errado “novamente” no universo e somente o cientista Eléktron poderia ajudar. O diminuto herói estava sumido após sua esposa ter enlouquecido e assassinado a adorável  Sue Dibny (numa das histórias mais inteligente e dinâmica que já pude ler).

O quarteto formado por Donna, Jason, Kyle Rayner e o Monitor renegado Bob viajam pelo Multiverso procurando o Pequeno Polegar (eu quis dizer Eléktron). O subtítulo era justamente “A Busca por Ray Palmer” das diversas Terras encontradas pelos viajantes me interessou uma em que Zod era o Superman e  Eléktron era uma moça muito inteligente de apenas 18 anos (acho que era isso não me recordo direito).

Eu confesso que até cheguei a comprar algumas edições, mas parei na oitava.  A  história ficou fraca e estavam enrolando demais para poder acompanhar até o final.

A parte interessante foi os Monitores se rebelarem para tentar evitar a crise que viria e como vilões tínhamos a Sociedade do Crime da Terra-3 (que também morrem e voltam no universo).

Então Crise Infinita está conectada a Crise de Identidade, pois a Trindade não confia mais um no outro. E também a Crise nas Infinitas Terras, pois foram mexer naquela colossal tragédia que merecia ter ficado no passado (pra não aporrinhar mais a paciência de ninguém).

A HQ já começa sombria com Bruce, Kal e Diana discutindo nos destroços da base na Lua.  Bruce disse para Kal-El que não inspirava ninguém desde que havia morrido (deixando o Azulão sem graça).

O assunto mais chocante foi a Mulher Maravilha assassinar  Maxwell Lord para salvar o Super de seu controle mental. O Irmão-Olho satélite que Batman construiu para catalogar todos os superseres para ter um plano de ataque contra eles (mostrou a cena para o mundo inteiro).

A conclusão é que tal fato abalou a confiança da população nos heróis e a Liga foi dissolvida.

Uma nova crise se anunciava com a Sociedade Secreta atacando de forma implacável os Combatentes da Liberdade que ao invadirem um galpão são quase todos exterminados.

O primeiro a morrer foi Condor Negro, logo depois Bomba Humana mata o Dr. Polaris, mas morre pelas mãos de Bizarro n° 1 e o Exterminador mata friamente  a Lady  Fantasma (as lutas são brutais).

E a Trindade mesmo a contragosto terá que se reunir para enfrentar os problemas que estariam por vir.

O impactante neste roteiro de Geoff Johns é explorar bem esta nova crise só que existencial da maneira como os heróis enxergam o que acontecia ao seu redor e sua impotência pro mundo.

Pena que a arte de Phil Jimenez não ajudou, pois ficou uma porcaria. O corpo de alguns heróis estava desproporcional o maior exemplo era a Poderosa (ela estava pouco feminina e musculosa ao extremo).

O enredo é sombrio, pois a Trindade não confia mais um no outro e com a Liga  dissolvida os vilões fazem o que bem entenderem. A violência absurda e a falta de esperança é a premissa desta HQ refletindo isto ao longo da narrativa.

A presença do Super-Homem e Lois Lane originais, Lex Luthor da Terra-3 e Superboy Primordial conectando Crise Infinita a clássica Crise nas Infinitas Terras.

O Super-Homem cansado de assistir os heróis deste mundo se destruírem e não seguir seu ideal de honra, coragem e lealdade (ficou frustrado pelo seu sacrifício ter sido em vão).

O Pirata Psíquico explorou os medos da Poderosa fazendo suas “memórias” perdidas voltarem. Na verdade os roteiristas haviam feito uma bagunça com a continuidade da heroína e resolveram limpar tudo na HQ “DC Apresenta n° 1 – SJA: Arquivos Confidenciais”.

Na HQ  Superman, n° 52 Ligação com Crise Infinita temos com arte de Jerry Ordway e Dan Jurgens aqui temos a origem de Kal-L, Lois Lane da Terra-2, Alexander Luthor da Terra-3 e Superboy Primordial.

Infelizmente a Lois original já estava debilitada e morrendo deixando Kal-L desesperado para salva-la (caindo na historinha mentirosa de Lex). Ele tenta recrutar Bruce na caverna mais o Morcego recusa.

Bom, Lex Luthor da Terra-3 apresentou ser o mesmo safado que não presta da nossa Terra e secretamente manipulou o Superboy Primordial num plano para criar uma Terra perfeita.

Superboy Primordial se mordia de inveja de Conner Kent, pois ele havia perdido tudo para salvar o universo. E estava confinado na seca sabe como é hormônios em ebulição (subiu pra cabeça e acabou ficando louco).

Na edição seguinte temos  Superman está é sua Vida (dividida em três partes). Na primeira parte temos Kal-L o Super-Homem original que se casa com a Lois da Terra 2 e enfrenta o nazismo na Segunda Guerra Mundial junto a Sociedade da Justiça.

Na segunda Kal-El durante a reformulação de John Byrne, sua morte na batalha contra Apocalypse e  um momento  que aconteceu em Crise de Identidade (um fato do passado exilando o Doutor Luz na Zona Fantasma).

Quando aprendemos aspectos primordiais das versões do herói. É na terceira parte que conclui com a luta  entre ambos na renascida Terra 2.  Seus socos são tão poderosos que reverberam pelo Multiverso (podemos ver diversas versões da briga entre os dois). Mais quando chega o fim não tem jeito e Lois morre de velhice ao lado do Super-Homem (tocante).

O Luthor da Terra-3 estava disfarçado de LL da nossa Terra manipulando toda a Sociedade Secreta dos Super-Vilões para que sua Terra Perfeita viesse a existir (conseguiu utilizando corpos de heróis e vilões para energizar a carcaça vazia do Anti-Monitor).

Pra piorar o cachorro louco do Superboy Primordial atacou Conner Kent numa das lutas mais bestiais que já vimos envolvendo “todos” os Titãs que já atuaram na equipe. Pra ter uma noção o Primordial é muito mais poderoso do que nosso Superman (baseado na versão da Era de Prata).

A destruição é tão grande que mesmo a Patrulha do Destino e a Sociedade da Justiça que também vieram ajudar não conseguiram deter o insano rapaz (como consequência Primordial assassinou  vários heróis).

Até que Bart, Wally e Joel Ciclone afastam Primordial daqui prendendo-o na força de aceleração (só que não deu certo). Wally parecia que iria morrer como aconteceu com Barry, mas ele e sua família sumiram sendo transportados para outro lugar.

A Mulher-Maravilha original desce  do Olimpo pra chamar atenção de Diana e dar-lhe um propósito. No qual nunca havia tido em sua vida (ser ela mesma).

Eu odiei Crise Infinita pelo fato que Primordial mesmo enfraquecido assassinou Kal-L em Mogo. É quando vemos nosso Super esculachando o guri e tentando dificuldades para derrota-lo (vociferando qual o verdeiro significado de ser um “Superman”).

Outra coisa ruim é ter que ficar lendo diversas revistas para entender o enredo principal. Você fica perdido de tantos desdobramentos de personagens que a história fica até diluída e confusa (poderia ter ficado bem melhor se não fosse olho grande em ser caça-níquel).

As capas de George Pérez estavam ótimas, mas a confusão de artista no miolo da série ficou ruim demais pela inconstância (eu preferia que somente Ivan Reis fosse o artista principal).

O único saldo positivo desta série foi termos um novo Besouro Azul Jaime Reyes (que participou do desenho Batman: Os Bravos e Destemidos).

Ao final desta saga tivemos Um Ano Depois, na qual a Trindade volta as suas atividades heroicas após este tempo. Enquanto a série 52 mostra o que esteve acontecendo nesse período.

Confira a quinta parte aqui.

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HQ

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Planetary/Liga da Justiça: Terra Oculta

Com arte de Jerry Ordway e roteiro de Warren Ellis esta edição acontece num universo alternativo. Ela não recebeu o selo Elseworlds algo comum quanto as histórias que geralmente são deste gênero.

Logo Diana está sentada no Central Park escrevendo se sentindo uma estranha no mundo dos homens. E  depois vai de táxi (voador) para a Estação Grand Central viajando através de um portal para Gotham City. Fica evidente a mudança de cidade, pois  a estação de Gotham é escura e decadente.

Depois de uma reunião na empresa aonde há uma conversa científica sobre teoria de túnel temporal. Bruce convida Diana para sua mansão, pois é aonde devem esperar pela chegada de Clark.

A mudança fica evidente pelos heróis não usarem os tradicionais uniformes que conhecemos. Nesta Terra o Planetary é uma organização que mantém o poder e observa tudo num satélite em órbita da Terra.

A organização fez experimentos nos heróis como dissecar o corpo de Barry (surgindo mensageiros velozes tipo Flash) ou mudar o rumo da história como Hal não ter encontrado o anel de poder. Ou ainda matar Ray Palmer utilizando sua tecnologia para nanotecnologia com fins médicos (átomos de aço).

Enquanto Diana teve sua ilha Themyscira destruída, os pais de Clark foram mortos a tiros para que pudessem usar a tecnologia de sua nave. E Bruce observou que os avanços tecnológicos dos últimos 20 anos foram promovidos pelo uso abusivo de quatro pessoas.

Obviamente Os Arqueólogos do Impossível: Elijah Snow, Jakita Wagner, Ambrose Chase e o Bateirista que foram transformados em vilões. Fica a decepção pros fãs mais fanáticos, mas fora isso a edição é repleta de referências ao UDC.

Como o Dr. Erdel que traz uma versão de Ajax que morre por ser baseado em vida marinha. A parte mais interessante foi  quando a “LJA” invade o satélite do Planetary. Eles são separados assim que chegam, mas depois Diana encontra uma sala de troféus repletas de Lanternas (entre eles Hal, John, Alan, Jade, Guy e outros).

A pior morte ficou relegada ao Clark que foi mandado para o espaço. um fato incomum, pois normalmente ele pode segurar sua respiração por bastante tempo.

Enquanto Diana entrou num combate mortal contra Jakita Wagner que desdenha de sua mãe e toda história que é a característica principal da princesa. Bruce enfrenta Elijah Snow numa sala com outros personagens da DC como troféus.

A HQ poderia ter sido melhor planejada “talvez” com ambas as equipes enfrentando um inimigo em comum (pra mim pareceu tudo muito rápido chegando no ápice da história). Quando chegamos no final fica aquela vontade conhecer como será o possível futuro daquela realidade.

HQ: Planetary/LJA: Terra Oculta

Editora: Pixel Media

Arte: Jerry Ordway

Argumento: Warren Ellis

Cores: David Baron

Ano: 2002

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Musas de Tinta

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Mary Marvel

É a segunda heroína da história das HQs. A Fawcett Comics estava produzindo bem e logo após fazer uma versão adolescente do herói (mais conhecido por nós como Capitão Marvel Jr.). E então devido ao enorme sucesso que a Mulher-Maravilha fazia na época decidiram ter uma versão feminina do Capitão Marvel também.

Na história Mary Batson (ou Mary Bromfield) é irmã de Billy Batson  e foi criada por Otto Binder e Marc Swayze na revista Captain Marvel Adventures # 18, em dezembro de 1942.

Dizem as lendas que suas feições foram baseadas em Judy Garland por causa do enorme sucesso do filme clássico O Mágico de Oz, de 1939.

Igual ao seu irmão Mary também ganhou seus poderes ao pronunciar a palavra mágica “Shazam”. Mais originalmente seus superpoderes eram derivados de deusas  como: Selene (vigor), Hipólita (força), Ariadne (coragem), Zéfiro (velocidade e voo), Aurora (beleza e poder) e Minerva (sabedoria).

Surgindo na revista principal do Capitão Fraldinha o sucesso de Mary Marvel rendeu aparições em revistas diferentes. Primeiro na Wow Comics e depois, na sua própria revista, Mary Marvel Comics.

Rendendo uma boa aceitação do público a Fawcett teve a excelente ideia de lançar outro título famoso foi Marvel Family que reunia Billy, Freedy Freeman e Mary em diversas aventuras.

O processo de plágio que a Distinta Concorrente moveu contra Fawcett Comics  durou até 1953. Quando a Fawcett desistiu da briga judicial, jogou a toalha e fechou suas portas. Seus heróis foram jogados no limbo até 1973 quando a DC comprou seus direitos e depois colocaram a Família Marvel numa de suas Terras Paralelas a Terra-S.

A revista Shazam! Trazia novamente as aventuras da poderosa Família Marvel, mas sem o prestígio que havia nos anos de glória. Mary Marvel amargou um longo período sem histórias relevantes.

Até que em 1994 a editora lançou a Graphic Novel Shazam! A Origem do Capitão Marvel, com roteiro e arte de Jerry Ordway. Alguns fatos narrados nos levam a HQ original lançada pela Fawcett Comics.

A história começa no Egito, pois a Expedição Silvana está pesquisando a tumba do faraó Ramsés II. A expedição é formada pelos pais de Billy  e Mary Clarence Charles Batson (sendo chamado de C.C. Uma homenagem ao nome do antigo desenhista do herói,  Marilyn e Theo Adam.

Os arqueólogos são levados por Theo até  a tumba e nela  decifram a inscrição com o nome “Shazam”. Numa outra câmara Adam é consumido pela ganância ao ver o colar do escaravelho e mata C.C e Marilyn por causa dele.

Na verdade Theo Adam é a reencarnação do primeiro detentor do poder de Shazam que sucumbiu para o lado sombrio da força. Theo ao voltar pros Estados Unidos leva a pequena Mary Batson a tiracolo.

Em Fawcett City temos outra homenagem para Otto Binder e Bill Parker na rua que leva o sobrenome de ambos. Como no original Billy Batson vende jornais á noite na rua e reconhece o Dr. Silvana. A parte interessante é que o motorista do vilão chama-se Smithers (talvez uma referência aos Simpsons)

Billy é levado pro Trem-Mágico (pelo fantasma de seu pai) até a entrada da Caverna do mago egípcio. A HQ é repleta de referências como Billy citando Flash Gordon e o Mágico de Oz.

O mago revela a verdade sobre o assassinato de seus pais e lhe confere seus incríveis poderes.  No momento em que o Capitão Marvel luta contra o Adão Negro ambos invadem um estúdio aonde Bettie Page era fotografada.

A história consegue renovar o mito do herói e  ao mesmo tempo respeitar sua origem clássica. O reencontro entre os irmãos aconteceu somente depois na revista mensal lançada após esta edição especial.

Nela ficamos que apequena Mary foi criada por pais adotivos sem saber da existência de seu irmão. Até ser encontrada por Billy e ambos passaram a viver juntos. Desta vez mudaram os poderes da personagem, pois  eles são compartilhados com o Capitão Marvel.

No tempo em que atuou na Liga da Justiça a heroína usou um uniforme branco para diferenciar de seu irmão. Quando o mago Shazam morreu Mary perdeu seus poderes voltando a ser uma jovem normal fato que a deixou muito triste e inconformada.

Mais durante a série Contagem Regressiva, o vilão Adão Negro deu seus poderes para ela. O fato tornou-a bastante poderosa e diferente, pois além de usar um uniforme negro Mary Marvel virou vilã capaz até de matar.

Essa mudança no status quo da heroína mexeu com a cabeça dos leitores tornando Mary Marvel mais relevante pros tempos atuais. Eu sinceramente não gostei desta situação drástica em que expuseram a heroína, pois apesar de ser considerada uma heroína “bobinha” deveriam ter dado outro contexto para atualiza-la e não exterminar com a Famíla Marvel como fizeram durante a saga Contagem Regressiva e transformar a personagem numa assecla de Darkseid.

Vamos esperar por histórias melhores e que estejam á altura do mito que Mary Marvel representa para a história dos gibis.

Confira na galeria abaixo algumas imagens da heroína Mary Marvel

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Herói

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Capitão Marvel, O Mortal mais Poderoso da Terra

“Shazam!”

No rastro do sucesso do herói kriptoniano surgiram vários personagens e este é o mais clássico deles. Criado pelo escritor Bill Parker e pelo artista C.C. Beck surgiu na revista Whiz Comics #2 da editora Fawcett Comics, em 1940.

Como curiosidade a fisionomia do herói foi inspirada no ator Fred MacMurray.

Seu surgimento causou um abalo tremendo nas vendas do Superman. Superando-o e batendo a incrível marca de um milhão de cópias vendidas todo mês. Este fato fez a National Periodical (atual Distinta Concorrente) correr atrás do prejuízo colocando a Fawcett na justiça.

A alegação de plágio foi ganha pela DC e o Capitão foi deixado no limbo durante anos.

O julgamento pra mim foi equivocado, pois o Superman é um alienígena que ganha superpoderes aqui na Terra.  Enquanto o Capitão Marvel é um garoto que nasceu aqui recebendo seus poderes do Mago Shazam.

Talvez o fato dos personagens serem parecidos com os olhos semicerrados tenha levado a decisão jurídica pender pro lado da DC.

Na história numa noite o órfão Billy Batson vendia jornais quando uma figura misteriosa pede que o garoto o siga até a estação. O rapaz sendo guiado até  um trem-fantasma é levado até uma galeria abandonada.

Chegando lá o homem desaparece e deixa Billy diante do Mago Shazam. E então o mago egípcio conta que vem combatendo o mal há muitos séculos e precisa descansar e procura um sucessor que possua um bom coração.

O mago diz que este alguém é Billy ensinando ao rapaz que basta apenas gritar seu nome a palavra mágica “Shazam”. Ao fazer isto o rapaz transforma-se num adulto superpoderoso.

Os poderes do Capitão Marvel são derivados de cinco deuses e um personagem bíblico: Salomão (sabedoria), Hércules (força), Atlas (vigor), Zeus (poder), Aquiles (coragem) e Mercúrio (velocidade).

Depois de um longo período sumido o personagem voltou numa Terra Paralela da DC a Terra-S no período pré-Crise e durante a conclusão de Crise nas Infinitas Terras foi dito que nunca houve um Multiverso fato que foi mudado recentemente.

Há pouco tempo atrás houve um boato na web que haveria um filme com o herói e que Dwayne “The Rock” Johnson iria interpretá-lo mais ficou tudo nisso mesmo.

A primeira personificação real do Capitão foi feita por Tom Tyler nos antigas matinês de cinema, de 1941. Era Adventures of Captain Marvel (que no Brasil recebeu o nome de O Homem de Aço) ironicamente apelido do nosso herói kriptoniano.

A imaginação dos produtores de efeitos especiais era rústica mais incrível, pois quando o Capitão voava era um boneco esticado levado numa linha para dar esta impressão.

Eu lembro da antiga série televisiva do herói chamada Shazam! Aonde Billy Batson (Michael Gray)  ao lado de Mentor (LêsTreymane)  viajavam por lugares diferentes. Quando alguém precisava de ajuda Billy gritava: “Shazam!” e mudava para Capitão Marvel.

A série da Filmation contava com baixo orçamento e os efeitos eram fraquíssimos mais eu gostava mesmo assim. Eu ficava bobo quando Billy falava com os deuses  dizendo: “oh deuses fortes e sábios…” e eles apareciam dentro do furgão para lhe dar conselhos sempre que necessitava.

Uma coisa que eu nunca tinha prestado atenção antes é que foram dois atores que interpretaram o Capitão Marvel nesta série: Jackson Bostwick e John Davey.  Mesmo com lição de moral no final (característica básica das produções da Filmation) e aqueles efeitos especiais capengas gosto até hoje desta versão televisiva do personagem.

E agora deu pra notar que nos quadrinhos o Capitão Marvel é uma versão adulta de Billy Batson, mas na série eles não se parecem em absolutamente “nada” (antigamente era assim temos que aceitar).

A Filmation também nos deu uma série animada do Capitão Marvel aonde tínhamos Billy, Mary Batson e Freddy Freeman morando junto com o Tio Dooley e o tigre falante Tony.

A origem dos personagens é igual a dos gibis e nela podemos ver alguns vilões clássicos como Adão Negro, Dr. Silvana e Sr. Cérebro. A produção também não era uma das melhores da empresa. E infelizmente  teve apenas 13 episódios.

Só pra constar no infame “Legends of Superheroes”, uma produção horrível na qual tentaram mostrar os Super Amigos na telinha, em 1979. Tivemos o ator Garret Craig interpretando o Capitão Marvel.

Lutas

O Capitão Fraldinha é o único personagem que “quase” pode vencer o Homem de Aço numa briga. Enquanto o Capitão têm seus poderes derivados da magia. O Homem de Aço além de ser vulnerável a kriptonita é também a magia que pode lhe causar danos terríveis.

Ambos os heróis vem se confrontando há décadas nos gibis. E vou comentar apenas aqueles que pude ver.  Um deles foi  O Reino do Amanhã aonde num futuro apocalíptico heróis violentos liderados por Magog vivem destruindo tudo sem se importar com os seres humanos.

O Superman já envelhecido sai de sue exílio e acaba enfrentando um Capitão Marvel que sofreu lavagem cerebral de Lex Luthor. A briga entre os dois é o clímax da HQ com arte de Alex Ross.

E o Capitão para se libertar da influência de Lex salva os heróis de uma explosão nuclear se sacrificando bravamente.

A outra foi na série animada Liga da Justiça: Sem Limites no episódio “Embate”, mostrando quando o Capitão foi convidado a participar da Liga. Lex construiu LexorCity um conjunto habitacional movido a kriptonita.

Superman não gosta nada disso ao ouvir que tudo pode explodir, mas não contava com a presença de Billy Batson que transforma-se no Capitão Marvel tentando resolver a situação com calma. Lex Luthor manipulou a ambos deixando Kal mais nervoso  é quando a luta entre os heróis acontece. Ao final o Capitão Marvel na Torre esculacha os 7 magníficos e deixa infelizmente a Liga da Justiça pra sempre.

O Retorno do Capitão Marvel

Quando a Distinta  Concorrente  comprou os direitos do herói o nome Capitão Marvel já estava sendo usado pela Marvel Comics e então mudaram para Shazam! Somente nas capas e continuaram chamando de Capitão Marvel no miolo das edições.

O herói teve uma participação importante durante a minissérie Lendas no pós-Crise e também participou da Liga da Justiça Internacional (mais conhecida como Liga da Justiça cômica) de Keith Giffen e J. M. DeMatteis aonde a equipe tinha sedes  em vários países para uma melhor vigilância ao redor do mundo.

Em 1987 o Capitão teve um retcon Shazam! The New Beginning contando com roteiro de Roy Thomas e arte de Tom Mandrake trazendo algumas alterações, roteiros modernos e personagens clássicos como: Mago Shazam, Doutor Silvana, Tio Dudley e Adão Negro.

Mais o melhor trabalho surgiu em 1994 na Graphic Novel: Shazam! A Origem do Capitão Marvel,  aonde temos  arte e roteiro de Jerry Ordway.

Misturando o verdadeiro surgimento do Capitão Marvel pela Fawcett Comics e conectando com vários elementos diferentes. Aonde temos até uma origem para o vilão Adão Negro. É uma das adaptações que tornou o personagem mais interessante para a atualidade.

Tanto que ao final de Zero Hora mais uma das eternas crises da DC todas as edições foram reiniciadas começando do zero. E Shazam! foi uma delas que durou apenas de 1995 até 1999.

Em Shazam: Poder da Esperança, de 2000. Temos o roteiro de Paul Dini e arte de Alex Ross mostrando um olhar mais humano sobre os heróis da LJA. O Capitão Marvel tem a missão de levar as crianças de um hospital com doença em estado terminal a esperança de algo melhor.

É nesta história emocionante que toca em algo muito especial no fundo de nossa alma. Mostrando, porque Billy Batson foi escolhido para tornar-se o Capitão Marvel.

O herói também participou da série animada Batman: Os Bravos e Destemidos em alguns episódios. E teve também um DC Showcase  no qual Billy é entrevistado por Clark Kent e Adão Negro volta do espaço.

É uma animação  com um nível excelente recontando as origens do personagem pena que foi de pouca duração, pois infelizmente deixou um gosto de quero mais.

Atualmente, no período dos Novos 52, o herói está usando um capuz e seu nome agora é somente Shazam.

Confira algumas imagens do Capitão Marvel que garimpei na web

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superman and shazam

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As Eternas Crises da DC – parte 1

Crise nas Infinitas Terras

“A história que revolucionou o universo!”

É a crise que do meu ponto de vista deveria ser a única e definitiva no UDC. Ela é importante pra mim não somente pelo fato de estar iniciando minha carreira de leitor, mas principalmente pelo que conseguiu apresentar no decorrer de sua extensa trama.

Bom, para falarmos sobre a crise devemos voltar para a década de 1950, pois foi justamente na HQ “Flash de Dois Mundos” escrita por Gardner Fox e com arte de Carmine Infantino que tudo começou.

Nesta história Barry Allen (Flash 2) encontra Joel Ciclone (este é seu nome no Brasil), porque nos Estados Unidos é Jay Garrick ou Flash 1.  Barry atravessa a barreira entre as Terras indo parar em Keystone City cidade protegida pelo Flash da Era de Ouro.

Os vilões o Pensador, Violinista e o Sombra unem-se para praticar roubos grandiosos, mas  os heróis enfrentam-nos e ao final Barry decide contar o que aconteceu a Gardner Fox para que transforme a história em HQ (metalinguagem pura). Esta HQ ficou conhecida como o ponta pé inicial para a Era de Prata da editora.

Sendo que a partir deste momento em diante os crossovers entre a Sociedade a Liga começam a acontecer. E o seu maior erro também, pois a LJA habitava na Terra 1, mas a Sociedade que veio primeiro ficava na Terra 2 nunca consegui entender este erro grave mais deixa pra lá.

No decorrer dos anos seguintes a DC Comics comprou outras editoras que foram incorporadas em Terras diferentes como: S – personagens Fawcett Comics: Shazam, Bulletman, Bulletgirl, Spy Smasher entre outros, X – heróis da Quality  Comics: Tio Sam e os Combatentes da Liberdade, 4 – heróis e vilões da Charlton Comics: Besouro Azul, Capitão Átomo, Sombra da Noite entre outros, Primordial – aonde o Superboy é o único herói e a LJA existe apenas nos quadrinhos entre várias outras Terras.

Continuando a editora em homenagem aos seus 50 anos de existência resolveu mexer na bagunça que era sua continuidade. Sendo recheada de um Multiverso que enlouquecia aos leitores novatos contendo várias versões  de um herói  com características próprias em cada Terra Paralela.

Esta fantástica maxi-série detonou tudo que as pessoas conheciam até aquele momento para renovar os rumos da Distinta Concorrente.

O Multiverso era pra mim um deleite, porque conheci vários heróis diferentes e suas vidas até aquela situação.  A Crise nas Infinitas Terras chacinou diversos personagens grandes conhecidos ou não que pereceram heroicamente durante aquele momento fatídico para salvar as pessoas ou o universo.

Entre eles destaco a Super Moça que para defender seu primo Kal-El ferido jogando-se numa ofensiva kamikaze contra o vilão Anti-Monitor. Sendo fortemente atingida por um raio o qual atravessou seu corpo.

A cena em  que o Super-Homem segura o corpo inerte de sua prima com diversos heróis em situação de luto é uma das mais marcantes e lembradas por artistas ou fãs (como este que vos escreve) ao longo destes anos.

E a outra morte importante foi a de Barry Allen, o Flash 2 que mesmo sofrendo um severo ataque psicológico do Pirata Psiquíco conseguiu se livrar e destruir o canhão de anti-matéria. Correndo e vibrando tão velozmente que seu corpo foi dilacerado sendo suas imagens residuais jogadas em diversos lugares tentando alertar seus amigos para o confronto vindouro. Barry Allen fez um sacrifício digno do herói que ostentava ser Alguns anos depois ressuscitaram  Barry e tivemos  Ponto de Fuga que falarei mais a frente, ok!

A HQ apresenta novos personagens o Monitor que surgiu originalmente para ser um vilão numa história dos Novos Titãs. Ele catalogava as habilidades e fraquezas de heróis e vilões vendendo pra criminosos.

Ainda temos: Pária um cientista que desencadeia a crise, Precursora que desempenha uma importante função na trama, a nova Doutora Luz, Lady Quark e o jovem Alexander Luthor (que tem uma origem similar a de Kal-El).

Vindo da Terra-3 aonde Lex Luthor é um herói casado com Miriam Lane (na verdade Lois é que a personagem era chamada assim algum tempo atrás aqui) e o Sindicato do Crime uma versão maligna da Liga eram os vilões. A animação Liga da Justiça: Crise em Duas Terras  que aborda um pouco disto mostrando que existe um Multiverso nas animações da editora. Eu gostei demais disso, porque futuramente poderá ser explorado mais vezes.

Na HQ heróis e vilões são colocados frente a uma ameaça terrível, o Anti-Monitor, que poderia levar o universo a extinção. Temos batalhas épicas, onde o palco de fundo é a Terra, dimensões espaciais e o próprio momento da criação do universo.

Contando com todos os personagens da editora que aparecem e desaparecem com a função de tentar impedir a fusão dos universos. Céus vermelhos, terremotos, furações, relógios correndo em sentido contrário, realinhamento de constelações tudo ao mesmo tempo isto é a Crise.

O plano do Anti-Monitor culmina na redefinição do universo. Surge na Aurora dos Tempos um universo unificado, que reúne elementos das cinco Terras que restaram e acaba por configurar o novo Universo DC.

Nada havia existido antes da Crise! É essa afirmação radical que tornou possível o reinício das histórias dos principais personagens da editora. Tudo feito pelas mentes habilidosas de Marv Wolfman, George Pérez e Jerry Ordway.

A maior ponta solta da crise é a Poderosa, pois vinda da Terra-2 continuou existindo num universo renovado porque estava no início dos tempos. Ela simplesmente estava aqui e até hoje não sei porque nunca desapareceu. É claro que gosto da heroína, mas porque aonde diversos heróis sumiram no limbo apenas ela ficou? Este é um mistério que nunca foi revelado.

Bom,  ao final da crise a editora conseguiu renovar todos os seus personagens e logo vieram a nova fase de sua Trindade: Superman por John Byrne, Batman por Frank Miller e David Mazzucchelli e Mulher Maravilha de George Pérez.

Uma volta ás origens beneficiando á nós leitores ávidos por histórias bem escritas de nossos artistas preferidos na época. Todos os heróis da editora foram reeditados nos anos seguintes trazendo novos recomeços.

Em, A História do Universo DC a Precursora (uma personagem importante na Crise) conta com detalhes e lugares todos os acontecimentos da “História do Heroísmo”. Tendo participação de praticamente todos os personagens do UDC.

Esta HQ é uma enciclopédia que mostra toda a história reeditada dos 50 anos da editora no pós-Crise. A impressionante capa de Alex Ross nos brinda com seus 4 maiores heróis: Superman, Batman, Mulher Maravilha e Capitão Marvel.

E na contra capa temos o restante da mitologia mais importante: Sociedade da Justiça, Liga da Justiça, Legião dos Super-Heróis, Tropa dos Lanternas Verdes e até o Sargento Rock.

A História do Universo DC serve como guia para todos os eventos do Pós-Crise contando as origens dos heróis situando-os cronologicamente no Novo Universo da época após a maxissérie. Como fã de Crise nas Infinitas Terras confesso que esta HQ é sensacional, pois o UDC é realmente rico, vasto repleto de personagens tanto legais quanto obscuros.

Então é aquela primorosa chance de aprender o que você não sabe e conhecer ainda mais seus heróis prediletos. É um item básico na estante, porque com todas as Crises posteriores tudo ficou definitivamente confuso. Por mim ficaria só na Crise, de 1985/1986 e não existiria nenhuma outra, pois a fórmula há muito já se desgastou.

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