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Meu Texto

A Ascenção da Marvel

Como fã de quadrinhos tive uma boa surpresa quando em 1999 vi “Os X-Men de Brian Singer no cinema. Sem dizer que esta trajetória se inicia com Blade no qual Wesley Snipes interpreta o vampiro que anda de dia.

Bom fora isso teve o filme do Hulk, de Ang Lee (2003), que considero um filme que transpôs as páginas de uma HQ pro cinema fielmente, além de ter uma trama psicológica pesada mais que é a essência do personagem. Eu acho que é um cult igualado somente ao período de John Byrne (Caça-Hulk), nas HQs do Verdão, porém o filme não fez o sucesso considerado.

A Marvel também deu bola fora com: Capitão América (1979), O Justiceiro (1989) com o péssimo Dolph Lundgren, Geração X (1996) filme horrível,“Demolidor” de Mark Steven Johnson (2003) condensando toda a história do personagem neste único filme, pois numa tacada só Matt Murdock conheceu o amor de sua vida Elektra e a perdeu, teve dois vilões o Mercenário e o Rei do Crime (onde também teve a polêmica com personagem negro) interpretado pelo Michael Clark Duncan ótima atuação diga-se de passagem.

O mesmo erro foi cometido em “Homem Aranha 3”, de Sam Raimi (2007), tendo três vilões: Homem Areia, Venom e Harry Osborn enlouquecido. Também não posso deixar de falar de “X-Men 3”,de Brett Ratner (2006,) e sua péssima amarração de roteiro onde Wolverine é o salvador da pátria (igual nas HQs aonde ele aparece em diversos títulos mutantes) e a incrível história do Anjo que nos gibis é membro original dos X-Men, mas no filme é apenas mais um mutante, o sumiço do Noturno entre outros problemas que nem vou citar.

Ainda teve também o filme da Elektra, de Rob Bowman (2005), numa história destilada totalmente água com açúcar que não tinha nada a ver com a personagem das HQs. E sim a beleza de Jennifer Garner é digna de nota, mas além da presença de Terence Stamp (o eterno General Zod) é melhor esquecer este filme.

A lambança foi tanta nas duas franquias (Homem-Aranha e X-Men), que logo cancelaram pra dar um tempo e voltar com adaptações melhores (isso é o que eu espero).

No Quarteto Fantástico 2, de Tim Story (2007) não deu pra mim engolir que o poder do Surfista Prateado estava na prancha (ninguém merece, não é?) faltou mais ficção científica ou uma incursão pela zona negativa fato característico nas HQs do grupo.

Bom, sem sombra de dúvidas 2012 será o ano da Marvel nos cinemas com o novo longa do Aracnídeo dirigido por Marc Webb e  sendo interpretado por Andrew Garfield, mas desde Homem de Ferro 2, de Jon Favreau (2010) a Marvel alcançou um novo patamar na forma de fazer seus filmes. Como já pode ser notado eles unificaram seu universo no cinema (igual aos quadrinhos) para lançar o longa dos Vingadores, gerando grandes expectativas em todos os meios de comunicação sobre HQs, nunca vi tanto alvoroço e nos fãs em geral, sou mais um deles, é claro.

Não entendo porque a DC Comics não aprende a fazer filmes para cinema como a Marvel tem feito? É inegável para qualquer fã de quadrinhos que a Distinta Concorrente tem perdido terreno feio para a Marvel.

Quero saber qual é o mistério em se adaptar pra telona seus personagens de maneira crível? Desde 1999 temos visto a Marvel errar e acertar, mas não desistir de adaptar seus personagens para a telona.

Enquanto a DC prometeu o filme da Mulher-Maravilha que tentaram transformar em série que naufragou antes de ir ao ar.  Ficando só com o episódio piloto que a bela Adrianne Palicki aparece uniformizada.

Flash aonde Ryan Reynolds foi cogitado para ser o velocista escarlate, porém ficou como Lanterna Verde, de Martin Campbell (2011) um filme fraco demais.

Talvez haja o filme do Flash para 2013 vamos esperar, Capitão Marvel foram apenas boatos parece que o projeto foi engavetado, Liga da Justiça também é outro projeto que não deu em nada, sinceramente, se não botar um roteiro enxuto e um diretor competente é melhor não adaptar, continua fazendo animações para DVD que é mais lucro. Há especulações para uma produção em 2013. Li na internet se é verdade só o tempo vai dizer.

A DC também deu bola fora com: Liga da Justiça (1997) melhor nem comentar, Mulher-Gato (2004) sofrível, Hellblazer, de Francis Laurence  (2005) aonde Keanu Reeves interpreta John Constantine não tendo nada a ver com o personagem.

Superman: O Retorno, de Brian Singer (2006), o maior erro pra mim foi aquele filho isso não dá pra negar, a falta de cenas de ação e um roteiro mais consistente ajudaram a derrubar o filme (algo que poderia ter sido resolvido numa continuação, mas não deu).

Só o tempo vai dizer se esta nova adaptação Superman: O Homem de Aço vai vingar. Sinceramente estou receoso e preocupado, pois a DC lança seus longas para cinema mais seus personagens parecem existir sozinhos. Não há nada que indique a existência de outros heróis. Como eu já disse  antes a Marvel mostrou o caminho basta apenas segui-lo.

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Superman: Através dos Tempos


Super-Homem: A Série Animada – 1996

Após reinventar com sucesso a mitologia do Batman e transformá-lo em algo inesquecível a equipe criativa de Bruce Timm. Teve a imensa tarefa de atualizar o maior de todos os super-heróis.

A cena de abertura vinha montada com vários episódios costurados e a música incidental é maravilhosa destacando aquele clima de heroísmo e dando uma curiosidade pro que viria a seguir.

Superman: A Série Animada conseguiu misturar o estilo clássico que ficou consagrado pela excelente versão de Max Fleischer (pra mim uma das melhores já feitas com o Azulão de todos os tempos). E recriar algo novo, pois podemos dizer que as aventuras não se situam nos anos 40.

Outra diferença entre as aventuras do Homem-Morcego e as que vemos no kriptoniano é a mudança do tom das cores. Enquanto a primeira evocava o lado sombrio, detetivesco e dando um tom de realidade característico do Morcegão.

Por outro lado há mais brilho tanto em Metropólis, nos cenários, composição dos personagens e no aspecto geral da série bastante colorida.

Para nos conectar com a tragédia de Krypton o primeiro episódio nos mostra as últimas horas de vida no planeta. Temos a descoberta de Jor-El, a renúncia do Conselho em acreditar na sua descoberta, a traição de Brainiac e o principal a decisão de salvar o pequeno Kal-El.

É claro que a destruição do planeta já havíamos visto antes no filme de 1978, mas a forma como foi mostrada com mais ênfase na relação familiar. E pra piorar Jor-El e Lara tendo que tomar aquela grande decisão, é muito triste.

A viagem de Kal-El pra Terra e a descoberta de seus poderes como algo que não queria é simplesmente muito complicado, porque ele ansiava ter uma vida normal. Mesmo de forma rápida temos uma apresentação dos personagens da vida simples em Smallville (como Lana Lang e Peter Ross).

Jonathan e Martha formam aquele casal consciente da educação e formação moral de importância crucial na vida de Clark Kent (sendo sempre seu porto seguro para desabafar e conversar). Isto mostra que mesmo tão poderoso ainda há um homem por detrás daquele ser tão imponente.

Ver o Super-Homem voando sempre foi o que mais gostei nesta versão, porque é como se fosse algo suave mais simples e ao mesmo tempo poderoso.

A personalidade tanto de Clark quanto de Super-Homem foi o que fizeram de melhor nesta série. Clark não possui aquele trejeito abobalhado que se tornou comum há algum tempo atrás, pois é um repórter obstinado que corre atrás da matéria que deseja.

Enquanto o Super-Homem não se tornou aquele escoteiro bobão tipo bom moço mudando para alguém de atitude forte e com um toque misterioso (na maioria das vezes saindo sem falar nada).

A vida de Clark Kent em Metrópolis teve um maior destaque  tanto como repórter investigativo ou  possível interesse amoroso pra Lois Lane que mesmo ainda interessada no Homem do Amanhã não ficava atrás dele o tempo todo.

Conseguiram também mostrar mais do Perry White como um editor exigente que bota sua equipe atrás das matérias e Jimmy Olsen largou aquela infame gravata borboleta para ter uma aparência mais condizente com um jovem.

O principal arqui-inimigo é Lex Luthor evocando a versão feita por John Byrne, mas surgem outros como o supercomputador Brainiac (que também veio de Krypton).

Na verdade o vilão veio do planeta Colu, porém simplificaram e deram objetividade para o ódio que havia entre Jor-El e o robô transferindo para Kal.

Aqui temos uma variedade de vilões ao longo dos episódios como Metallo, um dos poucos que conseguem fazer frente pro herói com aquele coração de kriptonita. E o Parasita também é outro que dá muita dor de cabeça roubando energia do Azulão.

Ainda tivemos Darkseid infernizando o Super sempre que podia, Livewire que surgiu na série e depois foi incluída na continuidade (se não me engano com Volcana também foi assim), o Homem dos Brinquedos, um lunático muito estranho e Lobo que encheu a paciência num episódio duplo.

Pra não dizer que somente o Super era o único herói nesta versão tivemos participações do Sr. Destino, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Aquaman, Batman até rolou um lance com Lois Lane que descobriu a identidade do Morcegão.

Com o Flash teve aquela história de saber quem é o homem mais rápido do mundo algo que já acontece há décadas nos gbis. E também participações tanto do Aço quanto da Supergirl.

Se não me engano uma versão futurista deste Azulão participou de alguns episódios de Batman do Futuro (a série terminou em 2000 num total de 65 episódios).

Super-Homem: A Série Animada foi a melhor adaptação do herói feita até aquele momento que abriu caminho para a chegada da impressionante Liga da Justiça.

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Crítica

green lantern

Lanterna Verde

Eu estava ansioso (com uma grande expectativa), pra ver este filme, mas não tive grana pra ir ao cinema. Passei na locadora e fui convidado (“intimado”) pelo meu amigo Júlio a assistir na casa dele. Bom, foi bem melhor não ter ido ao cinema mesmo.

Sinceramente não gostei e olha que pra mim ( um dcnauta convicto) é algo difícil pra ser dito. Esta abordagem do diretor Martin Campbell para Hal Jordan ficou abaixo do que vemos nas HQs e o desenho da Liga da Justiça aumentou a popularidade do John Stewart.

Tinha gente reclamando em fóruns na internet que o Lanterna Verde não era o John no mínimo são pessoas que conhecem apenas o desenho e não os gibis. Isso dá pra compreender, pois Stewart tem muita personalidade.

Os longas para DVDs Primeiro Voo e Cavaleiros Esmeralda conseguem ser mais empolgantes do que este filme. Apenas não consigo entender Hal Jordan como um homicida em potencial.

Não posso excluir que a perda trágica do pai seja uma influencia crucial no modo de encarar a vida (é o caso de Bruce Wayne que perdeu ambos), mas Jordan não pode ser resumido nisso.

Fiquei chateado com a história de somente o Hal ter ido numa ofensiva kamikaze direta contra Parallax sendo um Lanterna iniciante ou um Lanterna “verde” se me permitirem o trocadilho. O uniforme em CGI me pareceu fake, isto pra não dizer estranho.

Apesar das piadinhas que não me fizeram rir e Ryan Reynolds pareça querer dar uma de bom moço, não conseguiu me convencer como Hal Jordan e olha que ele tem Blade Trinity e um outro que não me recordo agora no currículo.

Quase ia me esquecendo da Amanda Waller “magra” e possivelmente a instalação para onde Hector Hammond foi levado seja o Projeto Cadmus.

Talvez na continuação com um novo diretor haja tempo pra mais ação, diálogos melhores e menos infantilidade. Quanto ao vilão Hammond estava bem apesar de conhecê-lo pouco, porém Parallax é a encarnação do medo que não me assustou, mas Sinestro é um vilão que foi bem interpretado pelo ator Mark Strong.

Esta atuação do Reynolds, me lembrou o Batman de Tim Burton (1989), onde o vilão Coringa (Jack Nicholson) apareceu mais que o personagem principal de Michael Keaton.

Os produtores terão que repensar na franquia para que o próximo longa esteja bem acima deste, pois não me agradou em nada. Sei lá talvez seja bom pra quem caiu de para quedas e conhece apenas o que viu no cinema.

Mesmo tentando me ater somente no filme de forma separada (pra mim ficou péssimo).

Acho um erro grave a DC não unificar seu universo na telona, pois não existem outros heróis somente um de cada franquia. Se querem fazer a Liga futuramente é preciso mudar isso. A Marvel esta aí mostrando o caminho das pedras e trilhando por ele.

Outra coisa que não poderia deixar de falar é o total desrespeito com o Alan Scott, o Lanterna Verde original, é como se nunca tivesse existido. Se não fosse pelo Alan não haveria o Hal.

Não estou dizendo que o Alan deveria ser citado no filme, mas que os personagens da Era de Ouro tivessem algum desenho para DVD apenas deles.

Se alguém vier falar de Batman: Os Bravos e Destemidos (A Era de Ouro da Justiça) ou Smallville (Justiça Absoluta), isto é pouco, entendeu?

Talvez esteja na hora de pensar num longa “animado” da Sociedade da Justiça e erguê-los ao patamar que merecem.

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