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Wolverine

Logan foi criado pelo roteirista Len Wein e teve arte de Herb Trimpe. O mutante canadense é considerado o melhor naquilo que faz e surgiu como coadjuvante na revista do Gigante Esmeralda (The Incredible Hulk # 180 e 181, de 1974).

O visual de Wolverine foi inspirado no texugo um animal com garras, solitário e agressivo. O famoso fator de cura aliado as garras de adamantium é o grande chamativo do herói.

Aliás o fator de cura acabou tornando-o praticamente um imortal, pois não se sabe exatamente quanto tempo Wolvie pode viver. Podemos notar que suas histórias começam no século XIX e continuam num futuro longínquo.

Seu nome é James Howlett e nasceu em Alberta no Canadá, no século 19. Nesta época era conhecido como Logan e foi um garoto doente até seus poderes se manifestarem.

Na primeira história Logan é apresentado como um agente canadense  com a missão de enfrentar o Hulk, mas quando encontra o Verdão ele estava lutando contra o Wendigo. E Wolverine tem que se virar contra os dois monstros (animação Wolverine vs. Hulk aborda de forma livre esta HQ).

A ascenção do herói começou quando ingressou na segunda formação da equipe mutante (Giant Size X-Men 1). Uma equipe mista com mutantes de vários países que foram recrutados pelo Professor X para resgatar o grupo original preso na ilha viva de Krakoa (roteiro de Len Wein e arte de Dave Cockrum).

Em Wolverine # 100, de 2000, temos a reedição destas duas histórias clássicas. Além da missão de salvar o grupo anterior a parte interessante era que pessoas que mal se conheciam tiveram que de repente passar a confiar uns nos outros.

Ciclope era o líder de campo da equipe e também tinha um temperamento difícil de lidar. Esta fase é marcada pelos constantes desentendimentos entre os dois. E Wolvie teve acentuada sua personalidade invocada (agindo mais e falando menos).

Em Grandes Heróis Marvel # 35, de 1991. Temos a clássica Arma X edição que conta a origem do baixinho canadense mostrando a infusão do metal adamantium. Um processo tão doloroso que libertou seu instinto animalesco.

Ao fugir da base  Logan vaga pela floresta até ser encontrado por James Hudson (o herói Guardião que na época foi chamado de Vindix) líder da Tropa Alfa e sua esposa Heather. James e Heather tornaram-se grandes amigos de Logan ajudando-o a recuperar sua humanidade.

Logo após isso o baixinho ingressou na Tropa Alfa, mas não chegou a ficar muito tempo por lá, pois o Professor X o convocou pra salvar os X-Men.

No desenho dos X-Men, em 1992 no qual temos uma ótima e inesquecível abertura. Wolverine (é dublado por Isaac Bardavid) seu uniforme é o tradicional  amarelo e azul, mas o design é baseado na arte de Jim Lee.

Logan é mostrado como um cara esquentado, vingativo e irônico apresentando uma personalidade fiel ao que víamos nos gibis.

Este inesquecível desenho também  conta com o ideal pacífico de Charles Xavier em acreditar que mutantes e humanos possam conviver em harmonia. Criando os X-Men com tal intento e ajudando-os a controlar seus poderes.

Nesta formação temos o Professor X, Ciclope, Jean Grey, Tempestade, Gambit, Wolverine, Vampira, Fera (com citações inteligentes) e Morfo ( que desaparece de repente e depois volta). Eu achava até que a Jubileu era apaixonada por Logan.

A parte mais legal era que num mundo aonde havia racismo e intolerância os X-Mmen lutavam por aquilo que acreditavam.

Na série animada X-Men Evolution (2000) o herói apareceu  com seu visual inspirado na arte de John Byrne dos anos 1980. Nesta versão sua personalidade ainda era um pouco hostil, mas foi modificada para cuidar dos jovens mutantes (que viviam se metendo em encrencas).

Há alguns episódios memoráveis como “Operação Renascimento”, temos o encontro de Wolverine com o Capitão América. Quando Wolverine tenta impedir que Magneto reconstrua a máquina que deu poderes a Steve Rogers. No final Logan está na sede da Shield observando o Capitão numa câmera criogênica.

E X-23 que mostra uma adolescente criada em laboratório como um clone de Wolverine. Laura possui os mesmos poderes como garras afiadas, sentidos aguçados e fator de cura. A personagem foi inserida nos quadrinhos posteriormente a isso.

Em Wolverine e os X-Men (2008) temos o herói como líder da equipe mutante após Charles Xavier sofrer um ataque mental. Logo ficamos sabendo que Charles está no futuro no que viria a se tornar o mundo conhecido na HQ Dias de um Futuro Esquecido.

Seu visual foi baseado na arte de John Cassaday e mostra um herói nervosinho como sempre só que mais responsável por liderar uma equipe.

É a melhor adaptação da equipe mutante feita pela Marvel, pois demonstrou m respeito muito grande as histórias dos quadrinhos. A melhor parte é que exploraram um envolvimento amoroso mal resolvido entre Logan e a Mística.

Bryan Singer dirigiu o primeiro X-Men, em 1999 além de apresentar nas telonas os mutantes mais adorados das HQs. Tivemos esta adaptação focada em Wolverine e Vampira e nos demais personagens importantes do universo mutante.

O ator australiano Hugh Jackman também é a perfeita tradução do mutante canadense para as telonas.

O grande paradigma é que Wolverine com seu fator de cura possui um tempo de vida indefinido tornando-se quase um imortal.  Mais até quando Jackman continuará a interpretá-lo?

A profundidade psicológica de Logan sempre me chamou atenção. O que mais gosto no herói é mesmo que tenham praticamente destruído sua vida anterior e tê-lo transformado numa máquina assassina. Sua vontade própria foi mais forte a ponto de querer recomeçar sua vida.

Aliás é justamente isso que o torna mais interessante pra mim, pois não importa o que aconteça Wolverine mesmo com o coração dolorido consegue recomeçar em qualquer lugar que vá.

Teve dois momentos que achei impactantes sobre o herói. Um foi quando Magneto retirou o adamantium de seu corpo pelos poros (voltando a ser uma fera insana).

E o segundo foi sua participação exagerada em várias revistas ao mesmo tempo (chegando a enjoar de ver o personagem).

Wolverine é um homem com um passado nebuloso e um impressionante fator de cura que lhe conferiu o dom da imortalidade.

O famoso implante de memória feito em sua mente. Concedeu aos roteiristas uma licença poética com  histórias colocando o herói em diversas aventuras ao longo das décadas.

E desde então Logan já viajou pro Japão, viveu no Velho Oeste, lutou ao lado do Capitão América na Primeira Guerra Mundial. Sofreu a inserção do adamantium nos anos 1960, viveu na ilha de Madripoor, foi agente da CIA durante a Guerra Fria.

Tudo isso pode ser verdade ou não, mas torna o passado do herói muito extenso, complicado e interessante. E você qual destes Wolverine gosta?

Confira na galeria abaixo algumas imagens do Wolverine

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adi-granov jim lee julian-totino-tedesco mike-mayhew

9 10 11 12 13 14 15 16 17 18  20 21 22 arma-x bruce timm caio cacau 1 caio cacau 2 Frank Cho 1 frank cho 2 gabrielle del'otto hugh-jackman ian summers j. scott campbell joe jusko john byrne 1 john byrne Mike Deodato Jr mike deodato ricken scottie young Skottie-Young 1 Skottie-Young 2 steve mcniven super hero squad terry dodson travis charest

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Meu Texto

LendasPANINI

As Eternas Crises da DC – parte 2

Lendas

Concebida originalmente para ser uma continuação direta de Crise nas Infinitas Terras. A mudança tornou-a algo totalmente diferente, pois a intenção da Crise era terminar com o confuso Multiverso.

Arrumando sua cronologia para pavimentar um novo rumo para a editora ou como conhecemos melhor um novo e reformado UDC. A Crise marcou a morte do antigo universo de 50 anos da editora.

E Lendas consolidou o início desta nova jornada, porque podemos afirmar que a minissérie marca o triunfal surgimento de uma geração renovada de super-heróis.

Desta vez contamos com a arte do meu artista preferido John Byrne, roteiro de Len Wein e John Ostrander e arte-final de Karl Kesel. Logo somos introduzidos em Apokolips o pior planeta de todo universo e lar do regente deus sombrio Darkseid.

O déspota espacial orquestra um plano estarrecedor junto ao seu lacaio Desaad e sua intenção é que haja uma única só voz comandando tudo a sua, é claro! Darkseid envia para Terra o Glorioso Godfrey e o Doutor Bedlam para iniciar a Operação Humilhação que consistia em desacreditar os heróis de nosso planeta para que reinasse absoluto sobre nós.

Aqui na Terra o plano começa a se desenrolar com o ataque do monstro Enxofre, mas Nuclear enfrenta-o e quase perde a vida fazendo isso. O novo Flash (Wally West) depois de um confronto com o  Pistoleiro têm dificuldades e as relata para Mutano.

Aliás esta foi uma temática muito interessante que expuseram na época, pois Barry era um herói muito importante e popular. Então após sua morte Wally assume em seu lugar com o grave problema de ter seus poderes reduzidos algo que vemos na edição Superalmanaque DC – N°1 – Origens Secretas.

Na história “Enterre os Mortos”, Wally conversa com um psicólogo sobre sua origem de Kid Flash e toda pressão que é ter que ostentar o legado de Barry e não se sentir a altura para fazê-lo. Talvez isto justificasse a reação dos fãs neste momento Pós-Crise mais Wally provou com o tempo provou ser um ótimo Flash. E no final temos o texto “Se” de Rudyard Kipling (o autor de Mogli, O Menino Lobo).

A diferença gritante foi na adaptação de Billy Batson estar trabalhando numa rede de TV e não numa estação de rádio como antigamente. Eu gostei e se não me engano Clark Kent também esteve de âncora nos anos 70. A pior parte é alguém que trabalha em frente a telinha ter que sair  correndo no meio da entrevista para salvar o dia é muito bizarro.

Voltando, G. Gordon Godfrey (aparece na animação da Liga da Justiça no episódio duplo “Eclipse”) estava na TV vociferando contra os super-heróis (mostrando algo totalmente parecido com o livro A Sedução do Inocente), pois seu discurso não difere em nada.

Ele era um apresentador de “talk show”, mas não há nenhuma referência ao Darkseid ou se ainda possui o poder de persuasão.

Quando surge Macro-Man destruindo a antena transmissora e forçando Billy a transformar-se no Capitão Marvel. E em sua luta contra o vilão quando estava quase sendo morto teve a ideia voltar para seu alter ego. Só que neste processo o raio mágico “matou” o vilão que combatia.

Chocando o inocente  Billy Batson que atormentado pelo acontecimento e pela multidão enfurecida decidiu não conjurar mais a palavra mágica.  Desta forma começando a consolidar o plano de Darkseid que consistia em fazer abalar a credibilidade dos super-heróis e destruir a crença das pessoas neles.

Lendas trouxe uma nova Força-Tarefa X comandada por Amanda Waller (gorda e não a bela versão magra do filme do Lanterna Verde) aonde Rick Flagg era seu auxiliar direto. Cheguei a ler algumas histórias na época mais não gostei de nada.

Vindos do séc. XXXI estavam Cósmico e sua namorada Lydda da Legião dos Super-heróis. Fiquei conhecendo-os nos gibis do Super-Homem e se não me falha a memória com ligação em Lendas.

O plano de conquistar a Terra ridicularizando seus heróis á distância orquestrado por Darkseid tinha um oponente que acreditava na capacidade humana de escolher o caminho do bem. O Vingador Fantasma um herói de aparência sombria que não conheço muito sobre ele. O Vingador sempre aparece nos momentos de maior conflito da humanidade agindo de maneira enigmática e auxilia os heróis em sua jornada  até o triunfo.

A campanha de Godfrey culmina num decreto presidencial de Ronald Reagan (ex-Presidente americano da época) em proibir que “todos” os heróis  continuem com suas atividades. Um dos méritos de Lendas foi terminar com a infame Liga Detroit composta por: Ajax,  Vibro, Gládio, Cigana, Vixen Homem-Elástico e Nuclear. Que não era vista com bons olhos  e preparou o caminho para alçar a fama a  inesquecível Liga cômica de Keith Giffen e JM DeMatteis.

A histeria fomentada por G. Gordon Godfrey  ganhou dimensões alarmantes, pois o Besouro Azul (Ted Kord) e o Lanterna Verde (Guy Gardner) foram atacados quando tentavam ajudar o cidadão comum. Como curiosidade quando  Guy enfrenta o vilão Mancha Solar ele é a cópia do herói Estigma do selo Novo Universo da Marvel, com o rosto do célebre editor Jim Shooter. Shooter foi também o criador do herói Estigma.

Voltando, até Batman que as pessoas normalmente sentem medo escapou de ser linchado por uma multidão graças á intervenção de Gordon, mas o Robin (JasonTodd) não teve tanta sorte assim sendo hospitalizado.

No Monte Rushmore o Esquadrão Suicida derrota Enxofre e então podemos notar que o monstro age como uma versão “distorcida” de Jesus Cristo. Quando o Sr. Destino entra no desafio convocando os heróis temos a formação da nova Liga da Justiça.

E além disso temos a primeira aparição da Mulher-Maravilha  no universo Pós-Crise. A renovação da heroína com George Pérez ainda é uma das melhores histórias dela de todas que já li até hoje.

Lendas é uma daquelas histórias importantes que ficaram marcadas pelo significado histórico de sua publicação. E ao lê-la de novo notei que ficou marcada também pelo seu diálogo expressamente “datado” como década de 80, mas podemos notar que parte do foco encontra-se nas crianças e o que os super-heróis representam no coração delas.

Pra mim é por isso que os mitos se perpetuam de geração pra geração, pois continuamos a conta-las pras crianças. Sua mente é um terreno fértil aonde as lendas irão se perpetuar.

A arte de John Byrne estava em uma de suas melhores fases porque Godfrey incita o povo contra os heróis, pois podemos notar a dramaticidade da expressão facial dos personagens consegue nos transferir pra dentro da trama.

Logo na introdução temos um texto de Mike Gold o editor da época mostrando a importância desta edição. Lendas não é tão importante pra mim quanto Crise, mas vale a pena ler, porque serve para entender os rumos que a editora queria tomar naquela época.

HQ: Grandes Clássicos DC 10: Lendas

Editora: Panini Comics

Desenhos: John Byrne

Argumento: John Ostrander

Roteiro: Lein Wein

Arte-final: Karl Kesel

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