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Desenho Antigo

Super Mouse

O que seria do mundo dos camundongos perseguidos e cercados por gatos  se não fosse a intervenção do Super Mouse?

Engraçado que ao pensar nesta série animada veio na lembrança o bordão: “Super Mouse é seu amigo, vai salvá-lo do perigo.”  SM usava sempre que sua namorada, Zizi, se encontrava ameaçada pelo infame vilão Gato Gatuno (que é muito parecido com Lex Luthor).

O personagem é claramente inspirado no Superman, pois lembro que havia duas versões diferentes do seu uniforme.  Na original havia um azul e capa vermelha.

E depois tem outra versão do uniforme amarelo e  capa vermelha que é mais conhecida. Lembro que Super Mouse tinha uma base na Lua e ficava olhando pra Terra num telescópio tomando conta de tudo.

Super Mouse em sua entrada triunfal demonstrava que quando vinha resolver algum problema era pra salvar o dia. E ao sair voando  tinha um rastro vermelho que se tornava sólido e usava como corda.

Seus poderes incluem super força, super sentidos e poder de voo que eram empregados no combate contra os vilões. A graça da animação era justamente essa o herói que ajuda os pequenos, fracos e indefesos contra os grandes felinos vilanescos.

Particularmente não gosto de As Novas Aventuras do Super Mouse, da Filmation (1987). Infelizmente ficou muito abaixo da versão original. Confesso que até conseguiram levar o personagem para outras gerações, mas a forma lúdica das primeiras animações é sem precedentes.

Super Mouse está  guardado em minha memória afetiva, pois de maneira divertida me faz voltar pra uma época em que minha vida era somente ficar em frente a TV, ir pra escola e nada mais.

Mais detalhes no Wikipédia.

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HQ

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As Aventuras do Superman

Esta HQ é claramente influenciada pela ótima e inesquecível série animada de mesmo nome, com arte de Bruce Timm, de 1996. Quero destacar que todas as histórias são boas, pois os personagens que participam em sua grande maioria fazem parte da mitologia do herói. Aqui comento as histórias de cada edição que mais gostei.

Na edição n° 1, O Homem do Amanhã … ontem,  Mxyzptlk  cansado de ser derrotado pelo herói a cada 90 dias volta ao passado para atormentar a versão adolescente de Clark quando ele nem sonhava em ser Superman.

Mxyzptlk  conta uma mentira pro rapaz  jurando que ele ao se transformar em Superman  irá subjugar o mundo tornando-se um ditador. E até os maiores inimigos do Super como Lex Luthor, Metallo, Darkseid e o Parasita formam uma Liga da Justiça comandada por Mxyzptlk que não conseguiu impedir os planos  de dominação do Superman.

Acreditando nessa mentira o Clark Kent do passado abandona a Terra e vive na Lua em reclusão. De volta ao presente Mxyzpltk apronta das suas traquinagens, mas vê  como o mundo mudou sem a presença do Super.

Claro que ele volta ao passado e tenta convencer o jovem a retomar seu lugar na Terra. Naquela linha temporal que o Super deixou de aparecer Lois Lane morre na queda de helicóptero sendo uma referência ao filme do incomparável Christopher Reeve.

Assim que tudo volta ao normal Jonathan depois de um sonho a noite faz esboço de um uniforme pra Clark usar como disfarce futuramente, mas o desenho se assemelha com um uniforme antigo do Super. Bom não preciso dizer que gostei de graça desta história. Com roteiro de Mark Millar e arte de Aluir Amancio.

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Na edição n° 2, Reunião de Família, o Superman é jogado numa outra linha temporal após jogar um gerador de antimatéria no espaço.

Ao voltar pra outra Terra ele descobre que sumiu por um ano, que seus pais morreram num incêndio, que Lex Luthor é o homem mais poderoso de Metrópolis e que Lois  está noiva de outro homem.

Nesta realidade Jor-El e Lara estão vivos com mais alguns milhares de kriptonianos numa cidade flutuante que sobrou de Krypton (igual a Argos a cidade da Supergirl).

Como nem tudo são flores Lara é a vilã desta história, pois ela deseja conquistar a Terra e exterminar toda a raça humana  para se beneficiar do Sol amarelo ficando com superpoderes.

É interessante notar que Jor-El continua a ser o mesmo cientista altruísta, pois nesta realidade ele conseguiu salvar uma parte de Krypton e também  como a humanidade se comporta sem o Superman para tomar conta dela. Com roteiro de Mark Millar e arte de Aluir Amancio.

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Na edição n° 3, Este é um trabalho para o Superman, vemos o herói em várias situações de salvamento diferentes. A história começa com um garotinho triste, porque seu cachorrinho de estimação sumiu e ele pede ao Superman que o salve. O pai do menino fala que o Superman é ocupado demais para procurar um simples bichinho.

Logo o Super  frusta um assalto a banco, leva uma ambulância pro hospital, detém o sequestro de um avião, entrega um órgão para ser transplantado, salva um grupo de jovens de serem soterrados numa caverna, retira um inocente da cadeira elétrica, salva astronautas de uma chuva de meteoros e no final arranja tempo de encontrar o cãozinho do garoto.

Com roteiro de Mark Millar e arte Aluir Amancio. Temos o aspecto mais característico do herói a sua imensa vontade de ajudar a todos e não medir esforços de estar em quase todos os lugares para fazer isto.

A minha pergunta mais frequente sobre o Super é porque alguém tão poderoso capaz de fazer quase qualquer coisa devota sua vida a ajudar a humanidade?

Os kriptonianos são uma raça conquistadora por natureza será que foi só a criação de Jonathan e Martha Kent que moldaram os valores pessoais de Clark?

Superman faz da humanidade uma criança que precisa ser auxiliada a cada passo que dá e isto talvez nos torne muito dependentes dele. Lex Luthor odeia o Superman por causa dele ser um alienígena ou por causa dele não ter a mesma atenção que o herói tem?

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Artista

John Byrne

Ele é o meu artista favorito de todos, pois foi com seu estilo dinâmico que comecei a ler o kriptoniano. Eu tinha 12 para 13 anos quando saiu a reformulação do Homem do Amanhã após a maxissérie Crise nas Infinitas Terras.

A edição Super-Homem  n° 38 trazia “Sob os Raios da Aurora Verde” com argumento e arte de Jonh Byrne e arte final de Dick Giordano, recontando a origem do maior de todos os super-heróis.

Já na primeira edição fomos apresentados a um planeta Krypton frio e científico, bem diferente do que era conhecido pelos leitores até então, com uma sociedade fechada e isolada. Conhecemos Jor-El e Lara (os pais biológicos de Kal-El) e o dilema de enviar seu filho, ainda um embrião pra a Terra. Na época achei muito impactante e passei a usar a mesada que meu pai me dava pra comprar todo mês uma revista do Super-Homem.

O Super de Byrne era totalmente diferente, pois não voava atravessando a barreira do tempo e também não era nenhum gênio científico.

Essas mudanças vieram com a afirmação que Kal era o único sobrevivente de Krypton e foram um sucesso tremendo. Além do fato que havia sumido com o Superboy e a Supergirl deixando milhares de fãs atônitos.

A releitura de Byrne foi tão profunda que mexeu no status quo da relação que havia entre o Azulão e o Homem-Morcego. Se antes eles eram amigos com a mudança divergiam na maneira de combater o crime.

Havia até uma desconfiança mútua que lentamente foram modificando através dos anos.

Lois Lane continuava atrás do Super-Homem, mas para ter matérias exclusivas sobre o herói. E foi um momento marcante quando Clark surgiu do nada com a “Reportagem do Século”, deixando-a com muita raiva dele por um bom tempo.

Na concepção do artista Lex Luthor não eram ais aquele cientista do mal, tipo o que havia no desenho dos Super Amigos. Ele tornou-se um executivo de sucesso que mantinha negócios escusos por debaixo dos panos (melhor impossível).

O legado de Byrne foi criar a vilã Magpie e tornar o Azulão mais aceitável, pois se antes era tido como um “deus” durante a revitalização foi transformado num herói mais “humano”.

Logo me tornei fã de Byrne, pois passei a acompanhar seu trabalho na Marvel com o Quarteto Fantástico aonde o grupo tinha aventuras por vários cenários diferentes: dos confins do espaço sideral ao centro da Terra; do mundo dos sonhos; á Zona Negativa; do passado ao futuro.

 Mulher-Hulk  aonde suas aventuras solo eram marcadas pela comédia, com um tratamento diferenciado no qual Jennifer Walters sabia ser uma personagem de quadrinhos e ficar se comunicando com os leitores o tempo todo, bem como com o próprio Byrne. Sua forma de apresentar a heróina engraçada e ao mesmo tempo sensual foi uma das melhores coisas que já pude ler.

Sem esquecer de Namor que ganhou a  primeira revista solo em décadas e Byrne explorou o personagem de um modo diferente: atuando como um empresário em prol da preservação dos mares. Outro bom trabalho sem o merecido sucesso.

Também tive o privilégio de ler o Gigante Esmeralda. Byrne definiu que o Hulk surgiu cinza e só depois tornou-se verde (assumindo um problema de colorização na primeira edição da revista do monstro, em 1962), criou os Caça-Hulks, separou Bruce Banner do Golias Esmeralda algo que acarretou um enorme problemas para os dois e casou o cientista com a velha namorada Betty Ross. E ainda pôs o monstro em fúria cega e assassina contra todos os Vingadores.

John Byrne é o melhor artista dos anos 1980 seu maior talento consiste em transformar para melhor qualquer personagem em que põe as mãos. Com o acréscimo dos anos fui adotando outros artistas ao rol dos meus preferidos, mas Byrne terá um lugar cativo pra mim eternamente.

Confira na galeria abaixo alguns trabalhos de John Byrne que garimpei na web

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Superman: Através dos Tempos

Smallville: As Aventuras do Superboy – Tom Welling – (2001 a 2011)

Confesso que no início eu nem ligava muito pra série, mas um colega de trabalho me alertou pra Smallville e quando assisti fiquei viciado naquele formato de Clark usar os poderes e ao mesmo tempo ter que esconde-los ( pra mim isto era incrível).

Então quando me acostumei eu ficava empolgado já com a música-tema, Save Me, da banda francesa Remy Zero que tocou em todas as temporadas.

O grande trunfo desta série é que pegaram parte dos elementos originais do mito e deram uma modernizada no conteúdo como se tudo acontecesse no século XXI.

Engana-se quem nunca parou para ver, porque perdeu a oportunidade de assistir a melhor renovação feita sobre o mito até aquele momento.

Todo nós sabemos quem é Superman, mas pouca vezes nos gibis sua vida em Smallville foi tão bem esmiuçada. Na série temos a  vida de Clark Kent (Tom Welling), um típico adolescente do Kansas sendo contada (com a exceção dos superpoderes, é claro!).

Dizem as lendas que a intenção era fazer um programa sobre a adolescência de Bruce Wayne antes de tornar-se o Homem-Morcego, mas o projeto foi cancelado por causa de que havia algo semelhante pro herói na telona.

Os roteiristas Alfred Gough e Milles Millar desenvolveram as aventuras baseadas na juventude de Clark em Smallville.

Deixaram de lado a intenção de mostrar o Azulão de uniforme voando e se concentraram no aspecto de mostrar a vida de Clark passando pela adolescência até a fase adulta. Tivemos toda a influência pela descoberta de seus poderes e como resolve usa-los a maneira que vão se desenvolvendo.

Eles recuperaram um conceito antigo que havia nos gibis da Era de Prata, período que durou de 1956 a 1970. Diferente do conceito que Superman nunca foi Superboy criado por John Byrne durante a reformulação em meados da década de 1980 (quando o Superboy já voava pelos céus de Smallville).

Trazendo desta época a amizade que havia entre Lex Luthor e Clark Kent em Pequenópolis (a cidade foi chamada assim aqui no Brasil por muitos anos).

A inimizade entre os dois surgiu depois que um experimento científico de Lex deu errado e responsabilizou o Superboy por ter ficado careca.

Bom, consta ainda neste período aparições tanto de Lois Lane quanto do Arqueiro Verde e também do Aquaman em Smallville (acontecimentos aproveitados depois pelos roteiristas).

Smallville começou tímida, mas com a sequencia de temporadas os redatores acrescentaram personagens bastante conhecidos nossos como: Impulso, Aquaman, Canário Negro, Sociedade da Justiça, Arqueiro Verde,  Legião dos Super-Heróis, Zan e Jayna  e principalmente a lindíssima Supergirl (Laura Vandervoort)  entre tantos outros que fez a série crescer exponencialmente.

Enriquecendo a trama e mostrando que uma adaptação de HQ é viável na telinha desde que seja trabalhada de forma correta.

A melhor parte foi explorar de maneira ímpar os coadjuvantes, pois era muito difícil deixar de simpatizar com Martha e Jonathan Kent (eles conseguiram moldar a personalidade de Clark para torna-lo o herói que todos admiram).

Em contra partida aquele amor e carinho que Clark teve vimos seu antagonista Lex Luthor (Michael Rosenbaum) brigar diversas vezes com seu pai Lionel Luthor.

Divergências estas que beiram a loucura de tão estranhas, mas tinha um grande significado no passado da família Luthor.

Então temos um LL inteligente, cínico e dissimulado sempre tramando na surdina e querendo tomar para si Lana Lang (Kristin Kreuk) de seu suposto melhor amigo (era algo assustador ver isso).

Aliás a mudança na etnia tanto de Lana Lang quanto na de Pete Ross (Sam Jones III) foi algo marcante, pois os fãs chiaram muito. Pra mim desde que seja feito de uma forma que não estrague tudo fica válido.

A série inseriu dois personagens que não existiam nos gibis Chloe Sullivan (a bela Allison Mack), uma amiga de Clark que inicialmente curtia uma paixão secreta por ele.

E Lionel Luthor (John Glover), o ator havia trabalhado antes na franquia do Batman como Jason Wodrue, nos quadrinhos é o vilão Homem-Florônico.

Outro grande mérito que Smallville teve foram as participações especiais de diversos atores que ao longo dos anos trabalharam no universo do Superman (cinema e TV).

Desde Christopher Reeve, o Superman mais carismático das telonas que interpretou o Dr. Virgil Swann, Terence Stamp (o eterno General Zod), Margot Kidder (a Lois Lane do cinema), Marc McClure (o Jimmy Olsen do cinema).

Também tivemos, Helen Slater (a Supergirl do cinema), Dean Cain (o Superman da TV), Teri Hatcher (a Lois Lane da TV) e Annette O’Toole que interpreta Martha Kent também participou como Lana Lang no filme de 1983.

Uma curiosidade é que Lynda Carter, a eterna Mulher-Maravilha do seriado televisivo que não tinha nada haver com o herói ( ganhou uma merecida homenagem também participando da série).

O sucesso da série é inegável, porque foram utilizados os melhores efeitos especiais que eram os mais modernos naquela época conseguindo transmitir toda ambientação que podiam realizar.

Durante os anos que esteve no ar ganhou diversos prêmios televisivos como Emmy Awards e Teen Choice Awards, mas acabou influenciando diversos spin-offs indo desde uma seriado do Aquaman que ficou apenas no piloto (também gerando livros, HQs, discos e outras quinquilharias pra vender).

A série durou longas dez temporadas, pois o nível dos efeitos especiais estavam ficando cada vez mais caros. E por causa da sua extensa jornada com altos e baixos,  a audiência estava diminuindo.

Apesar do episódio final emocionante que teve cena de voo, trilha sonora de John Williams e diversas cenas em homenagem ao filme de 1978. O clímax foi frustrado pelo orçamento apertado da série.

Depois de esperar 10 anos para ver Tom Welling com o icônico uniforme azul, os fãs tiveram que se contentar com tomadas distantes, um modelo em computação gráfica e closes no rosto do ator, que nunca chegou a colocar a vestimenta.

 Smallville mesmo não conseguindo agradar a gregos e troianos é de longe a melhor versão feita pra telinha com o Superman, um fato que conseguiu dar mais longevidade ao mito do Último Filho de Krypton que já teve tantas releituras na cultura pop.

Fonte de Pesquisa: Mundo dos Super-Heróis.

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Superman: Através dos Tempos


Super-Homem: A Série Animada – 1996

Após reinventar com sucesso a mitologia do Batman e transformá-lo em algo inesquecível a equipe criativa de Bruce Timm. Teve a imensa tarefa de atualizar o maior de todos os super-heróis.

A cena de abertura vinha montada com vários episódios costurados e a música incidental é maravilhosa destacando aquele clima de heroísmo e dando uma curiosidade pro que viria a seguir.

Superman: A Série Animada conseguiu misturar o estilo clássico que ficou consagrado pela excelente versão de Max Fleischer (pra mim uma das melhores já feitas com o Azulão de todos os tempos). E recriar algo novo, pois podemos dizer que as aventuras não se situam nos anos 40.

Outra diferença entre as aventuras do Homem-Morcego e as que vemos no kriptoniano é a mudança do tom das cores. Enquanto a primeira evocava o lado sombrio, detetivesco e dando um tom de realidade característico do Morcegão.

Por outro lado há mais brilho tanto em Metropólis, nos cenários, composição dos personagens e no aspecto geral da série bastante colorida.

Para nos conectar com a tragédia de Krypton o primeiro episódio nos mostra as últimas horas de vida no planeta. Temos a descoberta de Jor-El, a renúncia do Conselho em acreditar na sua descoberta, a traição de Brainiac e o principal a decisão de salvar o pequeno Kal-El.

É claro que a destruição do planeta já havíamos visto antes no filme de 1978, mas a forma como foi mostrada com mais ênfase na relação familiar. E pra piorar Jor-El e Lara tendo que tomar aquela grande decisão, é muito triste.

A viagem de Kal-El pra Terra e a descoberta de seus poderes como algo que não queria é simplesmente muito complicado, porque ele ansiava ter uma vida normal. Mesmo de forma rápida temos uma apresentação dos personagens da vida simples em Smallville (como Lana Lang e Peter Ross).

Jonathan e Martha formam aquele casal consciente da educação e formação moral de importância crucial na vida de Clark Kent (sendo sempre seu porto seguro para desabafar e conversar). Isto mostra que mesmo tão poderoso ainda há um homem por detrás daquele ser tão imponente.

Ver o Super-Homem voando sempre foi o que mais gostei nesta versão, porque é como se fosse algo suave mais simples e ao mesmo tempo poderoso.

A personalidade tanto de Clark quanto de Super-Homem foi o que fizeram de melhor nesta série. Clark não possui aquele trejeito abobalhado que se tornou comum há algum tempo atrás, pois é um repórter obstinado que corre atrás da matéria que deseja.

Enquanto o Super-Homem não se tornou aquele escoteiro bobão tipo bom moço mudando para alguém de atitude forte e com um toque misterioso (na maioria das vezes saindo sem falar nada).

A vida de Clark Kent em Metrópolis teve um maior destaque  tanto como repórter investigativo ou  possível interesse amoroso pra Lois Lane que mesmo ainda interessada no Homem do Amanhã não ficava atrás dele o tempo todo.

Conseguiram também mostrar mais do Perry White como um editor exigente que bota sua equipe atrás das matérias e Jimmy Olsen largou aquela infame gravata borboleta para ter uma aparência mais condizente com um jovem.

O principal arqui-inimigo é Lex Luthor evocando a versão feita por John Byrne, mas surgem outros como o supercomputador Brainiac (que também veio de Krypton).

Na verdade o vilão veio do planeta Colu, porém simplificaram e deram objetividade para o ódio que havia entre Jor-El e o robô transferindo para Kal.

Aqui temos uma variedade de vilões ao longo dos episódios como Metallo, um dos poucos que conseguem fazer frente pro herói com aquele coração de kriptonita. E o Parasita também é outro que dá muita dor de cabeça roubando energia do Azulão.

Ainda tivemos Darkseid infernizando o Super sempre que podia, Livewire que surgiu na série e depois foi incluída na continuidade (se não me engano com Volcana também foi assim), o Homem dos Brinquedos, um lunático muito estranho e Lobo que encheu a paciência num episódio duplo.

Pra não dizer que somente o Super era o único herói nesta versão tivemos participações do Sr. Destino, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Aquaman, Batman até rolou um lance com Lois Lane que descobriu a identidade do Morcegão.

Com o Flash teve aquela história de saber quem é o homem mais rápido do mundo algo que já acontece há décadas nos gbis. E também participações tanto do Aço quanto da Supergirl.

Se não me engano uma versão futurista deste Azulão participou de alguns episódios de Batman do Futuro (a série terminou em 2000 num total de 65 episódios).

Super-Homem: A Série Animada foi a melhor adaptação do herói feita até aquele momento que abriu caminho para a chegada da impressionante Liga da Justiça.

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Super-Homem – Ruby-Spears – 1988

O desenho foi ao ar pela Rede CBS e foi produzido pela Ruby-Spears Productions.

A intenção era coincidir com o aniversário de 50 anos do Homem de Aço. Na mesma época o seriado live-action do Superboy também estreava na telinha.

A produtora é bastante conhecida por diversos outros desenhos que marcaram a criançada dos anos 70 e 80 (como esse humilde comentarista). Desenhos como Thundarr, O Bárbaro, Buggy, a jato, Homem Elástico, Mr. T, Alvin e os Esquilos, de 1983.

Podemos notar que a abertura homenageia tanto a versão de George Reeves, quanto do Christopher Reeve com a trilha sonora de John Williams (um pouco modificada).

A parte interessante fica por ter como referência a reformulação do herói feita por John Byrne, pois temos Lex Luthor usando anel de kriptonita, um magnata corrupto igualzinho ao dos gibis. Infelizmente o vilão não podia ser preso (por falta de provas).

Lex tinha um relacionamento amoroso com Jessica Morganberry, a personagem foi criada pro desenho e sua inspiração veio da Senhorita Tessmacher do filme, de 1978.

A versão da Ruby-Spears apresentou outros vilões como Cybron, um cyborg futurista (parecido com Brainiac), o Caçador, uma fera criada pelo General Zod para exterminar o Azulão e Morpheus, um cientista que conseguiu a façanha de retirar os poderes do herói.

Outros coadjuvantes importantes das histórias do kriptoniano também marcaram presença como Perry White, Jimmy Olsen e Lois Lane.

Definitivamente o que me marcou nesta versão foi o Álbum de Família do Superman, no qual  ficávamos sabendo sobre a vida de Clark (desde criança até virar adulto).

Como curiosidade o artista Gil Kane foi quem fez o design desta versão e também Marv Wolfman participou da produção.

Pra fechar o episódio mais lembrado desta versão é aventura que o Super-Homem uniu forças com a Mulher-Maravilha para frustrar os planos de uma feiticeira que dominou a Ilha Paraíso.






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Superman: Através dos Tempos

As Aventuras do Superboy – 1988 a 1992

Na época a série live action do herói adolescente foi lançada ao mesmo tempo que o desenho do Super-Homem, da Ruby-Spears Productions para homenagear o cinquentenário do Homem de Aço.

Lembrando que Alexander e Ilya Salkind produziriam o seriado, eles também foram os produtores do clássico filme do herói, de 1978.

As Aventuras do Superboy tinha uma curta duração de apenas meia hora e teve dois protagonistas. Durante a primeira temporada estava John Haymes Newton que depois fora substituído por Gerard Christopher que ficou da segunda temporada indo até o final.

Desta vez Clark está na faculdade, a Universidade de Siegeville, em Shuster na Flórida (uma outra homenagem aos criadores do Azulão).

Como curiosidade a série foi produzida pelos estúdios da Disney/MGM Studios que eram totalmente novos neste período.

Outra curiosidade é quanto ao uniforme que o personagem usava, pois era idêntico ao do Azulão do filme que Chris Reeve protagonizou.

Dizem as lendas que o ator Gerard Christopher havia sido cotado para encarnar o Super-Homem num filme dirigido por Chris Reeve (mais o projeto foi engavetado).

Durante a série ainda tínhamos a presença Stacy Haiduk que emprestou sua beleza pra Lana Lang. E o clássico vilão Lex Luthor que na primeira temporada foi interpretado por Scott James Wells. Sendo que depois na segunda temporada foi substituído por  Sherman Howard.

A série teve a incrível duração de 100 episódios, porém não foi pra frente por causa das cenas de ação serem muito fracas e os efeitos especiais ficarem piores ainda.

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