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Filmes da Liga

Na web estamos cansados de ver comentários e suposições sobre o futuro filme da LJA. Talvez tenhamos algo para 2015 (sendo pouco provável ainda).

Como fã gostaria que o roteiro fosse bem planejado, pois estão situando o UDC num mundo “praticamente” real. E além de que David S. Goyer (que provou ter um bom conhecimento sobre os melhores do mundo). Ainda Temos Paul Dini, Mark Waid e Brad Meltzer que também poderiam trabalhar neste possível roteiro.

Então como o futuro é bastante improvável vamos olhar para o passado não tão recente. Estou falando sobre os dois desastres que a Distinta Concorrente fez em live- action.

Bom, Legends of the Superheroes feito em 1979 pela rede americana NBC em parceria com a Hanna-Barbera.  Foi um especial de TV em duas partes com alguns personagens da editora (inspirado no grande sucesso dos Super Amigos).

Na equipe temos o Capitão Marvel, Caçadora, Batman e Robin, Canário Negro, Flash Lanterna Verde e Gavião Negro. Enquanto nos vilões tínhamos Solomon Grundy, Mordru, Dr. Silvana, Giganta, Charada, Mago do Clima e Sinestro.

A única parte boa era rever Adam West, Burt Ward e Frank Gorshin interpretando os personagens que os consagraram, pois além do baixo orçamento (os cenários eram piores ainda).

Numa das histórias os heróis foram recrutados por Ciclone Escarlate (herói aposentado criado para o filme) que queria impedir o vilão Dr. Silvana explodisse uma bomba que acabaria com o mundo.

Mais bizarro ainda era Mordru que inventou uma poção que retiraria os poderes da Liga, mas sei lá por qual motivo os vilões também a tomam (situação bastante bizarra).

Fora outras cenas lisérgicas como o Capitão Marvel ver um consultório se materializar na sua frente (e deitar no divã) onde o Charada é o psiquiatra disfarçado. E o Lanterna Verde se consultar com uma cigana ( Sinestro também disfarçado).

Sinceramente não vale a pena comentar o segundo episódio é ruim de dar dó.

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Outra bola fora foi o infame filme da LJA (em 1997) que surgiu inicialmente como um piloto para série de TV.  Algo que já foi mostrado diversas vezes pelo SBT (e o pior como se fosse alguma novidade).

Nesta versão temos Ajax, Lanterna Verde (Guy Gardner), Fogo, Gelo,  Flash (Barry Allen), mas que se parece com Wally West e Átomo (Ray Palmer).

O filme é muito ruim e destoa muito do que conhecemos, mas foi baseado na fase cômica (Liga da Justiça Internacional).  Desta vez temos a heroína brasileira Fogo (Michelle Hurd) sendo uma atriz que tenta sorte vestindo umas roupas ridículas, a Gelo (Kimberly Oja) que é uma meteorologista, o Flash (Ken Johnston) que não tem nenhuma autoconfiança, Lanterna Verde ( Matthew Settle) sendo o Guy, mas que transformou-se  numa mistura de Hal Jordan e Kyle Rayner (tudo junto e misturado).

Átomo (Jon Kassir) é o cientista inteligente da turma que na verdade é mais conhecido como Eléktron. Eis aqui um fato curioso o Átomo (Al Pratt) é o herói da Sociedade da Justiça da América.

E quem vemos é Ray Palmer que foi sua segunda versão que nos gibis nós conhecemos como Eléktron.

O personagem foi traduzido como Átomo aqui no Brasil ou foi uma falta de atenção dos tradutores ou alguém que conhecia o herói apenas por este nome.

E ainda temos  Ajax (David Ogden Stiers) o herói telepata e transmorfo que reúne a equipe para combater o vilão Dr. Eno (Miguel Ferrer) que mais parece uma versão do Mago do Clima.

Infelizmente os uniformes são ruins, os efeitos especiais são piores ainda e não veja de maneira nenhuma, porque vai ser uma decepção do início ao fim. A DC depois do estrondoso sucesso do longa dos Vingadores está querendo a todo custo lançar a sua versão pras telonas da LJA, mas o grande problema do meu ponto de vista é o planejamento para tal projeto.

Estamos cansados de saber que a Casa de Ideias trabalhou meticulosamente para que Vingadores desse certo e tenho medo que a Distinta Concorrente ponha os pés pelas mãos fazendo uma adaptação que deixará um hiato de mais alguns anos sem nada nas telonas.

Eu gostaria mesmo que isso não aconteça, pois Superman: O Homem de Aço provou que este novo caminho pode ser consolidado. Na verdade inicialmente o filme será o ponta pé inicial para que haja uma futura Liga e veremos como vai ser o novo capítulo desta novela enrolada.

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Liga da Justiça da América

A equipe mais famosa dos gibis (e querida dos fãs). Surgiu na edição The Brave and The Bold #28, em fevereiro de 1960 (no evento que ficou conhecido como a Era de Prata). Em outubro do mesmo ano a equipe ganhou um título próprio.

Por falar em Era de Prata devo justificar um erro largamente comentado por várias pessoas, pois afirmam que Barry Allen é o precursor deste momento. Mais na verdade o herói que marca o início é o Caçador de Marte, em 1955.

A LJA não teria a importância que tem hoje se não fosse o surgimento 20 anos antes da Sociedade da Justiça.  A Liga é simplesmente composta por alguns heróis da Sociedade da Justiça redefinidos para aquele período.

Então temos o Flash II (Barry Allen) – uma versão remodelada do Flash I (Joel Ciclone), o Lanterna Verde II (Hall Jordan) – uma versão científica do Lanterna Verde (Allan Scott) e Eléktron (Ray Palmer) – uma versão do herói Átomo (Al Pratt).

Uma curiosidade é que no desenho antigo dos anos 60 Eléktron era chamado de Átomo (igual ao herói original).

Os integrantes da primeira formação eram: Super-Homem (Kal-El), Batman (Bruce Wayne), Lanterna Verde (Hal Jordan), Mulher- Maravilha (Diana Prince), Aquaman (Arthur Curry), Flash (Barry Allen) e Ajax (J’onn J’onzz).

Estes são os mais emblemáticos, porém o caso mais importante foi do Super-Homem. O original chamava-se Kal-L e o renovado Kal-El. Kal-L existia na Terra 2 aonde estava a SJA e todos os heróis da Era de Ouro da editora.

E a Terra 1 com o Super-Homem da LJA e todo panteão que veio dos anos 1960 com isto deu-se início um novo momento nos quadrinhos da DC: as Terras Paralelas.

Aonde heróis consagrados habitavam outras Terras, mas existindo de forma diferente da qual conhecemos.

Foi um conceito bem explorado que acabou virando um monstro de continuidade e eclodiu na Crise nas Infinitas Terras  e por mim poderia ter parado  nesta crise, porque o que veio depois serviu apenas para confundir ainda mais a nossa cabeça.

Outra personagem que teve algumas enrolações foi a Mulher Maravilha que foi membro da SJ. Mais dizem também que a Rainha Hipólita “viajou” ao passado sendo a MM daquela época (algo bastante complexo devo dizer).

Porém nota-se em algumas HQs que foi realmente a Diana Prince original (da Terra-2). A integrante da equipe causando uma confusão de continuidade enorme na cabeça dos fãs.

Na primeira história os heróis se reúnem para combater um grupo de alienígenas. A intenção deles era fazer do planeta Terra seu campo de batalha. E então  decidirem quem reinaria em seu planeta natal. Eram alienígenas com corpos feitos de madeira, pedra, mercúrio, cristal, fogo e um pássaro amarelo.

Os heróis cada um respectivamente foram lutando contra os invasores e tiveram que se reunir numa batalha final para vencê-los definitivamente. Deste momento em diante decidiram formar uma equipe para combater qualquer perigo alienígena surgindo a Liga da Justiça da América.

Depois da Crise (nas Infinitas Terras) devido a reformulação Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha não participaram da formação da equipe.  No pós-Crise enquanto os melhores do mundo divergiam em suas formas de combater o crime.

A Mulher-Maravilha tinha vindo ao mundo do patriarcado somente durante Lendas (então ela não havia surgido na HQ da Liga nos anos 60).

No lugar de Diana incluíram a Canário Negro (Dinah Lance) que também foi reformulada naquele período.

Em 1998, na edição Os Melhores do Mundo # 21 temos Liga Justiça: Ano Um (que guardo com carinho em minha coleção). Com arte de Barry Kitson e argumento de Mark Waid e Bryan Augustyn.

Temos a origem da LJA sendo recontada. A parte interessante nesta renovação foi ver o início do relacionamento (difícil entre eles), mostrando uma ótica mais intimista, valorizando a personalidade de cada um. Ficamos sabendo como se formou a amizade, confiança e liderança na equipe (são edições para qualquer fã ler e apreciar).

Bom, quando comentamos sobre desenho da Liga geralmente pra nós mais velhos vem a memória os Super Amigos, mas a Filmation também mostrou uma versão.

A equipe era composta por Superman, Aquaman, Lanterna Verde, Gavião Negro e Átomo (na verdade era o Eléktron). Infelizmente não havia nenhuma presença feminina pra dar uma graça (não sei por qual motivo).

É claro que se comparada aos dias de hoje é bem fraca, mas é um clássico do gênero. Em 2008 a Warner Home Video lançou um DVD intitulado DC Superheroes: The Filmation Adventures num conjunto de 2 DVDs (contendo 18 episódios). Vale a pena e eu gostaria de ter.

Em 2001 tivemos a Liga da Justiça de Bruce Timm mostrando a melhor caracterização do grupo até a atualidade. E geralmente quando falamos da última versão animada somente BT é lembrado.

Mais também não devemos esquecer de Paul Dini o grande roteirista que ajudou a consolidar o sucesso da franquia.

A melhor parte foi o respeito pela personalidade dos heróis aonde reapresentaram origens melhores que nos gibis (caso da Poderosa e Apocalypse). A trilha sonora é bastante marcante e inesquecível (heroica mesmo).

Apesar da arte estilizada de BT, Liga da Justiça conta com roteiros enxutos que não são feitos para crianças, pois infelizmente aqui no Brasil. Todo e qualquer desenho é rotulado como “infantil” (sinceramente eu não consigo entender isto).

Outro fato interessante foi mostrar vários personagens do UDC (alguns conhecidos e outros que estavam no limbo). Algo que foi posteriormente reaproveitado em Batman: Os Bravos e Destemidos.

Fora alguns episódios memoráveis a melhor coisa na animação foi o respeito na forma como representou a equipe. Liga da Justiça é um prato cheio para os fãs de longa data e uma chance pros novatos conhecerem melhor nossos super-heróis.

A equipe já teve inúmeras formações e uma de suas fases mais conceituadas foi de 1970 (uma época querida pelos fãs mais antigos conhecida como “fase Satélite”).

Período em que Super-Homem agia como seu porta-voz e Batman o estrategista de campo. A equipe lutava contra invasões alienígenas, magos superpoderosos e fez viagens interdimensionais através do Multiverso.

Outro fato marcante eram as constantes discussões entre  Arqueiro Verde e Gavião Negro e as constantes reclamações de Nuclear quando ia fazer plantão no monitor.

Depois desta época áurea a equipe amargou baixas vendas com a “Liga Detroit” nos anos 80 (período pré-Crise). Composta por Ajax, Homem-Elástico (Ralph  Dibny), Zatanna, Gládio (Henry Hank Heywood III), Vibro (Paco Ramone), Vixen (Mari Jiwe Macabe), e Cigana (Cindy Reynolds).

A equipe não fez o devido sucesso que a versão anterior e terminou sendo derrotada e em Lendas pelo vilão Enxofre (seu término marcou a ascensão da Liga Cômica). Numa excelente fase (no pós-Crise) comandada por Keith Giffen , Kevin Maguire e J. M. DeMatteis.

O foco da narrativa era o relacionamento dos heróis (deixando de lado os supervilões ou investigações de crimes) e a inovação foi pegar a maioria dos heróis ditos assim de segundo escalão.

Bom, a parte mais engraçada era ver Gladiador Dourado e Besouro Azul zoando tudo. Eles brilharam constantemente formando uma dupla impagável. Acentuaram a personalidade do “cabeça de cuia” Guy Gardner (alguém que todos “adoravam” odiar).

Foi marcante o momento em que Batman nocauteou Guy com “apenas um soco” (fato que foi muito comentado pelo resto do grupo). E quando ele recebeu uma pancada na cabeça abitolou de vez virando “frufru”.

Billy Batson não tinha um comportamento adulto quando se transformava em Capitão Marvel (recebendo o apelido carinhoso de “Capitão Fraldinha”).

A equipe era formada por diversos heróis: Batman, Capitão Marvel, Besouro Azul, Gladiador Dourado, Canário Negro, Ajax, Doutora Luz, Guy Gardner, Senhor Milagre, Oberon e Senhor Destino.

Mais ao longo das publicações tivemos Soviete Supremo, Fogo, Gelo, Capitão Átomo entre outros. Quando a equipe foi comandada por Maxwell Lord  (seu porta-voz) a equipe começou a trabalhar para ONU tendo sedes em vários países (embaixadas).

A mais divertida era Liga Antártida com membros que ninguém queria por perto. Como o impagável Lanterna Verde G’nort (seu jeito ingênuo lembrava demais o Pateta). Uma das melhores épocas da equipe.

Quando terminou este sucesso (em 1997) tivemos um outro recomeço da equipe com o gibi “Os Melhores do Mundo”. Logo os heróis Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Aquaman e Flash (Wally West) tornaram-se os sete magníficos.

Desta vez Grant Morrison trazia roteiros que brincavam com a nossa imaginação (aliado ao estilo diferente de Howard Potter).  Os heróis estavam na Torre de Vigilância na Lua lembrando a fase de 1970. Esta época ficou marcada pelo contexto clássico com algo diferente.

A inclusão de Kyle Rayner (um Lanterna Verde inexperiente que queria demonstrar seu valor),  Wally West (consolidando seu posto de Flash) ou mostrando uma guerra contra o céu (inclusão do anjo Zauriel) e o enigmático Aztek (Curt Falconer).

Ou ainda outros personagens como Grande Barda, Scott Free (Senhor Milagre), o irascível Orion, Oráculo (Barbara Gordon), Connor Hawke (Arqueiro Verde II), Caçadora (Helena Bertinelli) que fora expulsa da Liga (algo aproveitado na animação),  o inteligente Aço (John Henry Irons) e o engraçadíssimo Homem-Borracha (El O’Brien).

Na  quinta  temporada de Smallville tivemos uma formação juvenil da Liga ( que foi bastante comentada) na época.

A equipe era composta por Impulso (Kyle Garner), a versão adolescente do velocista Flash (nos gibis). Aquaman (Alan Ritchson), Ciborgue (Lee Thompson Young) e Arqueiro Verde (Justin Hartley).

A LJA tem diversos outros arcos importantes de histórias e assim que puder estarei comentando alguns.

Confira na galeria abaixo imagens da Liga da Justiça

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HQ

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Lordes da Justiça

Um Mundo Melhor

Neste episódio inicia com a LJA lutando contra Lex Luthor aonde o Morcegão descobriu suas antigas versões no que ficou estabelecido como uma “outra Terra”.

O Ajax deles contata nossos heróis dando uma rápida explicação da Crise nas Infinitas Terras enganando a Liga (da nossa realidade) levando-os para uma emboscada.

Nisso ficamos sabendo que no mundo dos Lordes da Justiça Lex Luthor, então presidente dos Estados Unidos assassinou friamente o Flash. Lembrando que o fato de Lex tornar-se presidente também aconteceu nos gibis durante os anos 2000.

Em retaliação o Superman após ser esculachado matou o vilão careca no Salão Oval e exatamente dois anos depois eles tomaram as rédeas do mundo. Podemos dizer que será um futuro alternativo aonde “talvez” estes acontecimentos possam vir á tona e não uma Terra Paralela como se acreditava antes.

O planeta ficou controlado, pois Kal-El tornou-se um controlador fascista.

Em, Superman: A Série Animada algo muito similar também aconteceu no episódio Admirável Metrópolis Nova quando numa realidade alternativa Lois morreu e Superman num uniforme negro é enganado por Lex Luthor que administra tudo com mãos de ferro.

Quando a Lois Lane de nosso mundo foi transportada para aquela realidade foi que o Homem de Aço acordou pro que estava acontecendo (foi um episódio memorável).

Voltando, no episódio todo o restante da Liga seguiu seu exemplo mudando seus uniformes ficando mais sombrios para demonstrar esta nova fase. A amizade que havia entre Hal e Barry é reeditada nesta versão animada, pois John Stewart sente falta de Wally.

Quando a nossa Liga ficou presa  na “outra realidade” o vilão Apocalypse surge destruindo toda a vida que encontra em seu caminho. Em alguns episódios mais á frente notamos que a explicação para a origem do monstro ficou melhor do que a dos quadrinhos.

Os Lordes da Justiça entram em nosso mundo por um beco (fato que me lembrou o filme Exterminador do Futuro). A luta dos Lordes contra Apocalypse é grandiosa e termina com Superman lobotomizando a criatura.

Não poderia deixar de lembrar que temos aqui uma síntese de tudo que Batman representa, pois Bruce quando luta contra ele mesmo na Batcaverna fala que deseja um mundo aonde uma criança não sofra o trauma que o tornou um herói sombrio (é simplesmente demais).

Dividido em duas partes e ramificações em outros episódios (quando o Questão descobre sobre tudo isso e Superman luta contra o Capitão Átomo) “Um Mundo Melhor” é uma das melhores aventuras das várias que existem na série animada.

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Mais uma coisa bastante interessante é que encontrei algo similar numa edição antiga da minha coleção. Em Super Powers n° 34, temos “A Mão do Destino”, com arte e argumentos de Dan Jurgens.

Neste gibi que se situa justamente após a morte do Homem do Amanhã. A Liga da Justiça estava enfraquecida, pois sofreu um massacre nas mãos do vilão Apocalypse. Encontramos a equipe nesta situação o Besouro Azul (Ted Kord) em coma, a Fogo  temporariamente sem seus poderes, o Gladiador Dourado perdeu seu traje que havia sido totalmente destruído e a Gelo havia saído do grupo.

Na história somos inicialmente apresentados a Safira-Estrela e ao Mago vilões que tentavam deter uma Liga da Justiça fascista que estava começando a controlar o mundo (podemos então notar que Um Mundo Melhor não surgiu por acaso).

Tudo começou com Eléktron que teve um sonho aonde seus amigos da fase Satélite estavam controlando o mundo. O vilão Doutor Destino se aproveitou deste sonho e forçou a se tornar realidade.

É uma história cheia de reviravoltas, porque os papéis foram invertidos enquanto a Liga age de forma severa. Os vilões se unem para tentar deter  a LJA, mas não conseguem triunfar.  Pra se ter uma ideia Ajax  quebrou o braço de Sinestro e executa friamente a Safira Estrela com uma rajada óptica.

O Falcão da Noite (era assim que o Gavião Negro era chamado aqui) é extremamente mais violento que o marciano, pois quebrou o nariz de Sinestro e mandou arrancar seus braços. Este gibi é tão bom que há espaço para as antigas discussões acaloradas que haviam entre o Arqueiro Verde e o Gavião Negro.

Outra coisa interessante foi que descobrimos a identidade do misterioso Bloodwynd (que na verdade era Ajax sendo dominado por aquela jóia em seu peito) isto foi mostrado em outra edição Batman e Liga da Justiça se não me falha a memória.

Também havia uma crise nesta história com aumento do desemprego e caos econômico como aconteceu na realidade, em 2008.

A parte mais interessante foi quando a Liga formada por Máxima, Guy Gardner (de posse de um anel amarelo), Mulher-Maravilha, Condor Negro (que quase morreu nas mãos do Falcão da Noite), Ray, Bloodwynd e Agente Liberdade acabam indo parar neste universo-sonho criado por Eléktron.

Parecia que tudo iria terminar mal, pois o Falcão exterminou friamente o Arqueiro Verde e o vilão Doutor Destino invadiu o QG da Liga tentando numa vingança insana assassinar Eléktron. É  umas das aventuras mais emocionantes que já tive o prazer de ler e guardo-a com carinho em minha coleção.

Lembrando que Super Powers foi uma coleção de action figures da empresa Kenner Toys dos anos 80. Sendo lançada aqui em terra brasilis durante o ano de 1985.

Eu era doido pra ter um bonequinho desta coleção, mas meu pai infelizmente nunca comprou pra mim. É justamente por este período que acontece a melhor e última versão dos Superamigos (Hanna-Barbera) aonde o vilão Darkseid tenta a qualquer custo sequestrar a Mulher-Maravilha, pois queria casar com ela.

São desenhos que ficaram marcados pela fidelidade que havia nos gibis que tempo bom (só nostalgia).

HQ: Super Powers n° 34

Título: Liga da Justiça da América versus Liga da Justiça da América

Argumento e arte: Dan Jurgens

Arte-final: Rick Burchett

Editora: Abril Jovem

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