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Batman: Através dos Tempos

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Batman anos 90 – parte 2

Elseworlds

Por mais estranho que possa parecer é um dos poucos heróis que funciona em qualquer realidade da linha Túnel do Tempo. Seja no passado medieval, faroeste ou futuro longínquo, os roteiristas conseguem contar uma história relevante sobre o Morcegão.

Relembre algumas edições que valem a pena serem lidas (não vou comentar sobre Chuva Rubra, pois é a mais conhecida delas).

Batman: Terror Sagrado

A narrativa visual tenta evocar a mítica O Cavaleiro das Trevas, mas sinceramente nem precisava. Nela contamos com arte de Norm Breyfogle  e argumento de Alan Brannert.

Os Estados Unidos governam praticamente o mundo todo e a morte dos pais de Bruce foi ordenada por uma corte eclesiástica. É como se a época da Idade Média no qual o Estado caçava e punia com a morte de “supostas” mulheres acusadas de serem bruxas (tivesse continuado se perpetuado e crescido como regime totalitário para sempre).

Nesse contexto assim que Bruce havia decidido enveredar pelo caminho da fé e se tornar-se padre, o Inquisidor Jim Gordon revela toda verdade para ele (um Inquisidor é um tipo de policial).

Revoltado, Bruce que secretamente havia treinado durante anos para ser Inquisidor vai até a caverna e descobre a fantasia do Homem-Morcego usada por seu pais numa festa de Halloween (se não me engano há um famoso retcon no qual isto também aconteceu na linha temporal normal).

Vestindo a fantasia Batman descobre toda verdade sobre seu passado no Projeto Homem Verde, no qual Superman está morto, quem comanda tal projeto é o Dr. Saul Erdel que faz experimentos com heróis e vilões.

Enquanto, Barry é o único que parece ter um pouco de sanidade, Aquaman ficou retraído e Zatanna trabalha pro Estado tentando expiar seus pecados de bruxa.

No final Bruce segue como padre numa paróquia durante o dia e assume sua santa cruzada como Batman á noite. Interessante é notar que o nome Batman não é mencionado no gibi.

É uma história impactante, na qual temos o Superman como um símbolo de esperança, exatamente como foi visto no filme O Homem de Aço. A arte de Norm Breyfogle é sombria, fluída e consegue demonstrar as expressões dos personagens de forma sinistra na medida certa.

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Batman: A Guerra de Secessão

O pano de fundo é famosa guerra do norte contra o sul. Aonde o presidente Abraham Lincoln destaca o Coronel Wayne numa missão secreta pelo Velho Oeste para proteger um carregamento de prata e deter alguns insurgentes sulistas pelo caminho.

Então, Bruce viaja pelo estado da Virgínia disfarçado de janota para despistar os inimigos e veste-se de Batman montando um garanhão negro chamado de Apocalipse desbravando o deserto hostil ao lado do Agente P.

O que modificaram é que não foi Bruce que sofreu a trágica perda nesta história, mas sim o Agente P (ou Pássaro Vermelho, uma alusão ao Robin).

E ainda temos duas figuras míticas da história americana o escritor Mark Twain e Wild Bill numa  aventura visual agradável, porque é empolgante ver a época das diligências, as brigas no saloon e o fato verdadeiro que homens negros eram recrutados para lutar pelo norte com a promessa de liberdade (como foi visto no excelente filme Dias de Glória)

E também uma clara referência ao herói Lone Ranger seja pelo estilo de atirar somente retirando as armas das mãos dos malfeitores. Ou também pela frase: “quem era aquele Homem-Morcego mascarado?”

Contando com o roteiro do consagrado Elliot S. Maggin e arte de Alan Weiss, temos uma história leve e divertida apesar da atrocidade que aconteceu naquela época. Ao lê-la me lembrei de outro filme clássico que também conta parte desta história de maneira incrível … E o Vento Levou.

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Um Conto de Batman – Gotham City 1889

Além da existência do Homem-Morcego ter sido levada naquela época pra 100 anos no passado. Temos também o terrível fato histórico que realmente aconteceu. Os crimes de Whitechapel feitos pelo serial killer Jack, O Estripador.

Quando eu era mais novo achava que Jack, o Estripador era um mito e Sherlock Holmes havia existido. E não fui o único que pensava assim, pois há anos atrás vi uma reportagem que mandavam cartas pra Scotland Yard endereçadas pro famoso detetive.

A verdade é que era justamente o contrário Jack, o Estripador cometeu crimes que até hoje em dia num período que desenvolvemos muita tecnologia de apuração de crimes (vide a série CSI) nunca tiveram conclusão. O mistério de quem fez estas coisas hediondas nunca foi solucionado ficando apenas supostas pistas levando a alguns nomes.

Na história temos  arte de outro artista meu preferido Mike Mignola e roteiro de Brian Augustyn. Bruce volta a Gotham depois de se consultar com Sigmund Freud sobre seus pesadelos. E depois de voltar para Gotham decide agir como Batman que infelizmente coincide com a presença do serial killer em sua cidade. Enquanto os crimes vão acontecendo Jim Gordon recebe cartões postais de Jack, o Estripador, só que num ato de puro desespero, o Comissário Tolliver para acalmar a população vasculha a Mansão Wayne (e Bruce é incriminado pelos crimes).

A complicação é que foi usado como bode expiatório, sendo  preso, condenado a forca e na cadeia usa sua mente analítica para tentar desvendar o caso (o mais urgente possível).

É uma história sinistra que nos faz viajar pro clima de medo e apreensão que deve ter existido naquele período. A arte de Mike Mignola ajuda de forma angustiante nosso passeio pelo enredo.

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Batman: O Livro dos Mortos

Há séculos o homem vem se perguntando sobre as maravilhas da antiguidade egípcia como quem ensinou a eles sobre Aritmética, seu grande conhecimento sobre Astronomia e quem construiu as pirâmides (ou como aqueles blocos enormes se encaixam de maneira tão perfeita?).

Aqui temos explorada justamente esse assunto, mas no livro Eram os Deuses Astronautas? É o mais importante estudo científico sobre o assunto que pude ler (feito de uma forma que nós leigos podemos entender).

Com roteiro de Doug Moench e bela arte de Barry Kitson é confirmado que Atlântida era habitada por alienígenas que ensinaram aos egípcios tudo aquilo que nos fascina até hoje. Thomas e Martha são arqueólogos que recebem um segredo catastrófico, a existência do deus-morcego egípcio, uma revelação que mudaria o conhecimento da história estabelecida (e são mortos por causa disso).

Bruce cresce usando a égide do deus egípcio para combater o crime e junta-se a Dr. Sheila Ramsey pra descobrir o mistério por trás do assassinato de seus pais.

O deus-morcego Nekrun é o guardião da dádiva dos deuses para os mortais. Um conhecimento contido numa cápsula que mudaria tudo que a humanidade acredita e que está guardada numa câmara na pirâmide de Gizé.

Até Nostradumus já havia revelado algo sobre isso, mas o homem só descobrirá tal segredo quando estiver evoluído para compreende-lo. Conectando a mitologia egípcia com a mitologia maia, principalmente, pela Placa de Palanque.

Temos o Homem-Morcego numa aventura inteligente e singular aonde havia uma conspiração no passado, pois o invejoso Set tentou destruir a glória de Osíris. E uma conspiração no presente, porque o serviço secreto egípcio quer manter o segredo guardado aos olhos do ocidente.

Infelizmente vou ter que deixar algumas edições do Túnel do Tempo de fora, pois ficaria muito grande o texto “talvez” mais para frente faça outro comentário sobre isso.

Relembre aqui da primeira parte.

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Herói

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Lone Ranger, O Cavaleiro Solitário

“Quem era aquele estranho mascarado?”

Há alguns anos atrás quando eu estava começando a colecionar gibis. O herói era chamado por aqui erroneamente de Zorro (acredito que só pode ter sido por causa da máscara). E eu apenas, porque não tinha conhecimento também chamava Lone Ranger assim.

Lembro que até expliquei uma vez pro meu amigo Dênis a diferença entre Zorro americano e Zorro Espanhol. Depois fui comprando revistas especializadas em quadrinhos e aprendi seu verdadeiro nome.

Lone Ranger surgiu inicialmente no rádio sendo criado por George W. Trendle, pelo escritor Fran Striker e com a colaboração de toda equipe da estação de rádio WXYZ (1933).

A versão radiofônica ficou muito famosa na época, pois o herói enfrentava muitos bandidos perigosos e havia todo um clima de duelos. Fazendo a imaginação dos telespectadores acompanhar as novelas.

Dizem as lendas que o Cavaleiro Solitário talvez tenha a inspiração de sua existência devido ao Zorro (por isso a confusão aqui no Brasil).

Outra lenda também afirma que o autor George W. Trendle disse que John Reid é tio-avô de outro herói famoso  o Besouro Verde, pois Britt Reid é o alter ego deste herói.

John Reid é um ex-Ranger que fazia parte de um grupo liderado por seu irmão o Capitão Dan Reid. O destacamento foi atacado em uma emboscada por uma quadrilha de ladrões e apenas John sobreviveu, mas estava bastante ferido.

O índio Tonto  encontrou seu amigo de infância no lugar do massacre e salvou seu único sobrevivente. E após se recuperar de seus ferimentos John Reid deixou de existir passando a cobrir seu rosto por uma máscara negra.  E andando pelo meio oeste americano em seu cavalo Silver. Sempre acompanhado por seu fiel amigo Tonto.

Eles se aventuravam nos tempos das diligências levando justiça aonde quer que fosse preciso (e John procurando vingar a morte de seus companheiros).

Lone Ranger é um exímio atirador e sua marca registrada eram suas pistolas que davam tiros de bala de prata. Lembro que ele nunca atirava pra matar, mas apenas para desarmar seus oponentes.

O herói teve diversas adaptações tanto em tiras de jornais: King Features Syndicate (1938-1981), gibis: Dell Comics (1948), Gold Key Comics (1962/77) e Dynamite Entertainment (2010).

A parte mais interessante é notar que vários atores já interpretaram o personagem. Em 1938 a Republic Pictures fez um seriado com 15 capítulos intitulado The Lone Ranger (O Guarda Vingador aqui no Brasil). O mistério consistia em saber dos 5 rangers quem era o herói do título algo que foi apenas mostrado no último episódio. Tonto era interpretado pelo Chefe Thunderclod

Em 1939 teve uma continuação The Lone Ranger Rides Again (A Volta do Cavaleiro Solitário). Aonde Bill Andrews (Robert Livingston) se disfarçava no herói mascarado para poder ajudar um grupo de colonos.

A diferença era que o alter ego do herói já havia sido mostrado desde o início. Chefe Thundercloud reprisou seu papel de Tonto.

A versão mais famosa de The Lone Ranger (1949-1957) foi a televisiva com Clayton Moore e Jay Silverheels. Tonto montava o cavalo Scout e geralmente se referia ao herói como “kemo sabe” ( que significava fiel) em sua tribo. Aliás sua tribo nunca foi identificada antigamente (não sei se fizeram em alguma versão posterior).

É impossível ver Lone Ranger e não lembrar da música-tema “William Tell Overture” de Gioacchino Rossini.

Outra coisa inesquecível era quando o herói subia a montanha e dava seu famoso grito de guerra: “Hi-yo Silver, em frente!” na série televisiva. Quando chegava este momento eu ficava sabendo que minha aventura infelizmente chegou ao fim.

Após o termino do seriado dois filmes foram feitos com Clayton Moore e Silverheels:  The Lone Ranger (1956) e  The Lone Ranger and The Lost City of Gold (1958).

Em 1966 a Format Films lançou um desenho do herói que teve duração de três anos, mas os custos eram baixos (tornando-a uma animação limitada e fraca).

Em 1981 o filme The Legend of Lone Ranger tinha Klinton Spilsbury interpretando o herói e Michael Horse no papel de Tonto.

A sinopse era praticamente a mesma John sofre uma emboscada sendo salvo por seu amigo de infância. A exceção é a presença de Christopher Lloyd (Butch Cavendish) que ficou mais conhecido por nós como Dr. Brown em De Volta para o Futuro.

Este filme é muito criticado por fazer várias mudanças no conceito do personagem original. Principalmente por mostra-lo como um idiota sem a ajuda de seu parceiro.

Em 1980 a Filmation também produziu uma animação chamada O Cavaleiro Solitário como parte de Tarzan/Lone Ranger Hour. A parte boa era que a abertura desta animação manteve a versão do seriado televisivo com Clayton Moore.

Nesta saudosa animação também temos o policial do Texas John Reid  sendo o único sobrevivente de uma emboscada feita pela gangue Buraco na Parede. Sendo salvo por seu amigo de infância o índio Tonto.

Quando se recupera decide fazer justiça no velho oeste. Escondendo seu rosto sob a máscara (que surgiu para enganar a gangue). Enfrenta os mais temidos vilões que encontra em seu caminho acompanhado por seu fiel amigo.

Montando seu cavalo Silver usava vários disfarces sempre que precisava e ao ir embora deixava uma bala de prata as vítimas que ajudou. Isto servia para que quando estivessem com algum problema enviassem a bala para ele poder vir ajudar.

Neste ano a Disney lançou The Lone Ranger com direção de Gore Verbinski aonde temos Armie Hammer interpretando o herói e Johnny Deep como Tonto.

A trama mostra a origem dos personagens explorando seus esforços para levar a justiça num velho oeste corrupto e bravio. Espero que valha a pena, pois o herói merece voltar ao topo.

Confira na galeria abaixo algumas imagens de The Lone Ranger

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Fonte de Pesquisa: InfanTV, Wikipédia e TVSinopse.

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