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Desenho Antigo

 

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Bicudo, o Lobisomem – Fangface

O desenho foi produzido pela Ruby-Spears Productions, em 1978 (mais fez um grande sucesso quando foi exibido por aqui no início dos anos 80).

Era uma cópia deslavada do Scooby-Doo, pois também haviam quatro adolescentes: Kim, Bill, Gordinho e Bicudo (que no original chama-se Sherman “Fangs” Fangworth) que desvendavam mistérios envolvendo monstros, criaturas estranhas e assombrações.

A grande diferença era que Bicudo transformava-se em lobisomem toda vez que via a lua ou uma imagem dela. E a parte mais engraçada era que depois de mudar corria atrás do coitado do Gordinho querendo comê-lo (Opa! Calma peraí, digo no sentido de matar a fome. Nada além disso).

E também sempre que ouvia alguma palavra relacionada a comida Bicudo tentava atacar o Gordinho. Era então o momento em que Bill ou Kim vinham intervir tentando acalmá-lo.

Bicudo não podia ver sua imagem refletida num espelho, porque enlouquecia correndo em círculos pelo chão. A única forma dele voltar ao normal era quando via o sol (ou alguma imagem do sol).

Lembro que a turma sempre fazia Bicudo se transformar para ajudar a conter algum perigo, pois se referiam a ele transformado como sua “arma secreta”.

Após resolver tudo Bicudo voltava ao normal e não tinha consciência de nada do que acontecia na forma de  lobisomem. E geralmente ficava meio perdido acabando por discutir com o Gordinho por achar que o amigo havia aprontado alguma (algo muito surreal).

Bicudo, o Lobisomem teve apenas uma temporada de 16 episódios com duração de 30 minutos. E rendeu uma continuação com o nome de Bicudo e Bicudinho, em 1979.

Bicudinho era primo do personagem principal que transformava-se num bebê-lobisomem (é lógico) e que também mantinha a tradição da família em perseguir o pobre do Gordinho. Esta segunda temporada também teve apenas 16 episódios, mas a duração ficou somente com 15 minutos cada.

Bicudo, o Lobisomem foi exibido pelo programa Balão Mágico da Rede Globo nos anos 80 e também dentro do Clube da  Criança da Rede Manchete. Tendo reexibições na CNT nos anos 90, Boomerang durante 2000 e SBT, em 2007.

Mesmo tendo inspiração em Scooby-Doo, Bicudo, o Lobisomem era um desenho simples, mas muito divertido.

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Desenho Antigo

Super Mouse

O que seria do mundo dos camundongos perseguidos e cercados por gatos  se não fosse a intervenção do Super Mouse?

Engraçado que ao pensar nesta série animada veio na lembrança o bordão: “Super Mouse é seu amigo, vai salvá-lo do perigo.”  SM usava sempre que sua namorada, Zizi, se encontrava ameaçada pelo infame vilão Gato Gatuno (que é muito parecido com Lex Luthor).

O personagem é claramente inspirado no Superman, pois lembro que havia duas versões diferentes do seu uniforme.  Na original havia um azul e capa vermelha.

E depois tem outra versão do uniforme amarelo e  capa vermelha que é mais conhecida. Lembro que Super Mouse tinha uma base na Lua e ficava olhando pra Terra num telescópio tomando conta de tudo.

Super Mouse em sua entrada triunfal demonstrava que quando vinha resolver algum problema era pra salvar o dia. E ao sair voando  tinha um rastro vermelho que se tornava sólido e usava como corda.

Seus poderes incluem super força, super sentidos e poder de voo que eram empregados no combate contra os vilões. A graça da animação era justamente essa o herói que ajuda os pequenos, fracos e indefesos contra os grandes felinos vilanescos.

Particularmente não gosto de As Novas Aventuras do Super Mouse, da Filmation (1987). Infelizmente ficou muito abaixo da versão original. Confesso que até conseguiram levar o personagem para outras gerações, mas a forma lúdica das primeiras animações é sem precedentes.

Super Mouse está  guardado em minha memória afetiva, pois de maneira divertida me faz voltar pra uma época em que minha vida era somente ficar em frente a TV, ir pra escola e nada mais.

Mais detalhes no Wikipédia.

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Crítica

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Homens de Preto 3

Eu conheço Homens de Preto apenas da franquia cinematográfica, mas na verdade a história original surgiu nas HQs criada por Lowel Cunningham e publicada pela Aircel Comics (que depois virou Malibu Comics e recentemente foi comprada pela Marvel).

Ainda me lembro do primeiro longa, de 1997 ao qual fui assistir no cinema e fiquei bastante envolvido com sua visão de ficção científica misturada com ação e altas doses de humor. E a música-tema Men in Black que toda vez que revejo não sai da minha memória.

Depois teve Homens de Preto 2, em 2002 aonde havia apenas mais do mesmo, pois o roteiro não foi tão inspirado quanto ao filme original. As piadas não conseguiam realmente empolgar, por que pareciam uma piada morna do primeiro filme.

E depois de 10 longos anos será que valeria a pena um outro filme da franquia?

Sim digo que valeu á espera, por que  Barry Sonnenfeld manteve com perfeição a mistura de ação e comédia. E mesmo o tema de viagens no tempo ser batido e recorrente foi muito bem aproveitado, principalmente, na forma engraçada como J (Will Smith) tem que dar um salto para ir ao passado.

A trama inicia quando o vilão Boris, O Animal  viaja 40 anos  no passado e apaga  o agente K (Tommy Lee Jones) da existência. O futuro da humanidade está nas mãos do agente J, pois só ele se lembra de K e têm que viajar também no tempo para salvar seu amigo.

O pano de fundo desta vez foi o ano de 1969 quando o homem pisou na Lua pela primeira vez. Ainda hoje temos discussões de que este fato realmente não aconteceu, pois há uma certa teoria da conspiração dizendo que o renomado diretor Stanley Kubrick fez um vídeo sobre a suposta ida á Lua.

Deixando a teoria de lado destaco o colorido da ambientação da época. Pra mim  o que ficou bem legal era como as pessoas enxergavam os monstros de ficção científica que ficaram exatamente bem caracterizados.

Outra coisa que me chamou a atenção foi colocarem Andy Harhol (Bill Hader) e sua Factory repleta de hippies aonde misturavam humanos e aliens. Neste momento  fiquei na duvida quem era quem afinal de contas?

Só achei que faltou um choque cultural maior da parte de J por estar naquela período.  Foi algo pouco explorado, mas que não ficou tão importante no que foi mostrado.

Josh Brolin fez um agente K jovem memorável, sinceramente, esteve na medida certa com os aspectos  de quem vivia na época e mantendo todas as características de sua versão futura.

Jemaine Clement (Boris, O Animal) fez um vilão assustador que achei que poderia até distoar naquele contexto, mas sua atuação ficou dentro da temática leve do  filme.

De tudo que aconteceu em Homens de Preto 3 a parte mais interessante foi o carismático personagem Griffin (Michael Sthulbarg) que explicava como funciona as viagens no tempo e como ele enxerga  a conexão de tudo que acontece ao nosso redor. Estamos todos conectados num nível impressionante e isso foi dito de maneira inteligente e simples no filme.

Quase no final  temos uma passagem pra saber como “tudo começou”  tornando a cena forçada tipo água com açúcar e um tanto piegas, porém não estraga o que foi proposto até ali.

Homens de Preto 3 pode fechar com maestria a franquia se assim desejarem é lógico. A impressão deixada quando cheguei ao final do filme era tão boa que dava vontade de vê-lo de novo, justamente, como no primeiro longa.

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