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ferrigno e bixbi

O Incrível Hulk

Desde 2003 com o Hulk, de Ang Lee que o herói incompreendido é feito em CGI. A adaptação foi bastante criticada por sua “violência” psicológica e também pela quase falta de ação.

Lembro que na época muita gente reclamou querendo que fosse feito por alguém pintado, mas depois que viram o resultado ninguém mais questionou.

hulk

Mais antes do CGI houve um tempo em que tal tecnologia nem sonhava em existir e os produtores ousaram em criar um seriado do Grandão (que durou de 1978 a 1982).

O saudoso Bill Bixby dava vida ao Doutor David Banner, um homem inteligente atormentado pela morte da esposa. Então tentando liberar uma força desconhecida que aflige ao homem em momentos para proteger pessoas queridas.

David descobre que a radiação gama poderia conferir esta força, mais ao fazer o tratamento em si mesmo  libertou uma criatura incontrolável… o Incrível Hulk.

O halterofilista Lou Ferrigno ficava todo pintado de verde (exceto pelos pés aonde usava sapatilhas verdes) e usando uma peruca verde (dãããã… azul é que não poderia ser!).

A transformação era a parte que eu ficava mais empolgado, pois era num momento de frustração. Quando geralmente bandidos davam uma surra em David (sempre com muitos socos e pontapés).

A câmera dava um close nos seus olhos que ficavam bastante abertos e mudavam pra verde. Ainda havia uma música de fundo pra nós sabermos que iria se transformar.

Camisa, calça e sapato iam se rasgando enquanto o corpo crescendo e ouvíamos gritos guturais. O ápice era quando o Hulk surgia na tela gritando e as pessoas olhavam atônitas.

Lembro que num episódio havia uma apresentação de fisiculturismo. Os participante estavam se exibindo e no meio da apresentação surgiu o Hulk . Todas as pessoas se levantaram aplaudindo-o (nunca esqueci isso).

A série tinha um formato manjadíssimo, porque geralmente David Banner viajava pelo país a procura de uma cura pra sua transformação. E sempre num trabalho novo ia ajudando as pessoas que encontrava  pelo caminho.

Mais no seu encalço havia o chato do repórter Jack McGee (Jack Colvin) que se não me engano sabia do segredo de David e queria culpar o gigante  por causa da morte de uma pessoa.

O final David estava na estrada de mochila nas costas pedindo carona (com uma música tristonha de fundo).

incredible_hulk

O filme O Incrível Hulk, de 2008 é uma homenagem direta a esta série clássica, pois  Bruce  Banner (Edward Norton) diz pra Lou Ferrigno: “você é o cara…” (não precisou falar mais nada).

Pros tempos atuais um cara pintado de verde parece ser horrível, mas foi uma série marcante pra nós que tivemos a oportunidade de assisti-la. Conseguiram transportar pra telinha o aspecto humano do personagem.

thor

A série teve três spin-offs no qual o Grandão marcou presença o primeiro foi O Retorno do Incrível Hulk, em 1988.

David após dois anos da última transformação conseguiu montar uma máquina que poderia ser a cura definitiva para seu monstro interior. Só que acaba reencontrando um cientista amigo de trabalho o Dr. Donald Blake, que  estava de férias na Escandinávia pesquisando sobre Thor, um deus nórdico.

Ao entrar numa caverna Don Blake acha Mjolnir e desperta Thor para os dias atuais (isto é  lá na década de 80 você entendeu). A premissa da origem do Loirão seguia basicamente os gibis, mas na adaptação Blake não suportava a presença de  Thor.

Para chamar o deus nórdico Blake gritava: Odin e depois de um enorme trovão surgia o Loirão. O visual do Thor (Eric Allan Kramer) não tinha nada a ver com aquele que víamos nos quadrinhos, pois parecia um viking de verdade e saradão.

A pior parte é que ambos ficavam na Terra ao mesmo tempo e não trocavam de lugar como víamos nos gibis, vai entender!

Hulk e Thor chegaram a se enfrentar neste filme, mas é algo tão podre que é melhor nem comentar (quer dizer  o filme é tão ruim que eu gostaria de esquece-lo completamente).

julgamento

Depois tivemos O Julgamento do Incrível Hulk, de 1989. David tenta impedir um assalto no metrô, porém é acusado de um crime de assassinato e para defende-lo temos  o advogado cego  Matt Murdock (Rex Smith).

Nos gibis Matt transforma-se no Demolidor certo? Até aí concordo, mas não sei por qual motivo louco os tradutores da época deram o nome de Audacioso pro herói, vai entender?

Resumindo a tosqueira David é preso, vira Hulk fugindo de seu julgamento e após acalmar-se Matt descobre seu segredo.

Para provar sua inocência precisa encontrar uma moça que estava no metrô e serve de testemunha no seu caso. O Rei do Crime estava por trás da tramoia e unindo forças com o Audacioso consegue resolver tudo.

O uniforme do Audacioso parece uma roupa ninja toda negra e temos presença de Stan Lee no tribunal (quem pensa que sua participação relâmpago começou há pouco tempo é ledo engano).

O vilão Rei do Crime foi interpretado por John Rhys-Davies mais conhecido pela participação dos filmes de Indiana Jones e também do Senhor dos Anéis.

É claro que após o sucesso do seriado do Grandão a Marvel pensou em colocar na telinha outros heróis e então surgiram estas pérolas. Infelizmente serve apenas como algo saudoso para nós fãs antigos e mesmo assim eu não pensaria em assistir novamente (sei lá posso perder meus neurônios após isto ).

morte

Só que o pior ainda estava por vir, pois o terceiro filme é a Morte do Incrível Hulk, de 1990.

Se os outros são ruins este é o que eu mais odeio, porque já tinha uma noção de como o Grandão era nos gibis.

David Banner junto com o Dr. Ronald Pratt realizavam um projeto para se livrar de vez do monstruoso alter-ego do Banner (alguém aí disse Hulk!). Jasmim era uma espiã que tentou roubar as informações que o Dr. Pratt descobriu sobre o Hulk (sua intenção era entregar pra terroristas e transformá-los em seres poderosos).

Só que nesse meio tempo Jasmim se apaixona por David e os dois começam a namorar. Pra resumir reféns dos terroristas são libertados enquando os vilões fogem de avião. David se transforma agarrando o avião que decola e um tiro atinge  o tanque de combustível (fazendo a aeronave explodir e na queda  o Hulk morre).

Sinceramente tiros não afetam em nada o Grandão e a cena da queda é muito, muito muito ruim mesmo. Foram tempos ruins e bons da mesma maneira, pois serviram de ponte para chegarmos ao que temos hoje (servem como lembrança para não fazerem as mesmas besteiras).

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A melhor versão do Hulk foi mostrada nos Vingadores, porque  Mark Ruffallo  atuou de forma perfeita.  Mostrando a  inteligência misturada com a personalidade frágil do pacato Robert Bruce Banner (havia uma debilidade quase irracional ao falar do Hulk).

Houveram boatos de que teríamos um seriado do Grandão, mas o projeto foi engavetado. Eu sinceramente acho melhor que fique assim, pois poderiam estragar a imagem que conseguiram definir no filme dos Vingadores.

Esse é o último post deste blog, pois estarei continuando no Além da Torre 3. Venha continuar comigo nesta entusiasmante viagem nerd.

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Os Piores Filmes de HQ – Primeira Parte

Desde que Brian Singer adaptou com exatidão e sucesso Os X-Men para as telonas vivemos sob uma nova onda de filmes de quadrinhos. Seu novo apogeu se deu com Os Vingadores, Batman: O Cavaleiro da Trevas Ressurge e O Espetacular Homem-Aranha, pois suas bilheterias são uma prova incontestável disso.

Vingadores se iguala ao Superman, de Chris Reeve  por traduzir fielmente o colorido das HQs pras telas de cinema, pois agora as adaptações ganharam notoriedade e credibilidade. Tudo começou em 1978 quando Richard Donner fez um excelente trabalho com o kriptoniano. A partir deste filme os produtores tiveram um olhar diferente para os seres de capa, collant e cueca por sobre as calças.

Donner consegue nos fazer acreditar que um homem pode realmente voar e dali em diante houveram várias outras adaptações umas pouquíssimas boas e várias outras ruins.

Todo mundo fala sempre dos melhores filmes de quadrinhos que já assistiram, até mesmo eu já citei alguns, mas que tal lembrar dos piores? Não vou falar de todos mais apenas os quais me lembro. Então vamos a eles?

violator

Spawn – 1997

Quando fui assistir no cinema haviam somente 6 pessoas na sala de exibição contando comigo e o personagem estava no auge nos EUA. O longa contava com os efeitos especiais da Industrial Light and Magic tornando o visual espetacular e só.

Na HQ, Al Simmons é um agente da organização governamental A-6, que dedica sua vida á  bela namorada Wanda Blake e deseja ter ao lado dela um estilo de vida mais pacato. Na sua última missão, ele é traído e assassinado pelo líder da agência, Jason Wynn.

Mas Simmons, desejando estar de novo com Wanda, fez um pacto com o demônio Malebólgia e volta pra Terra cinco anos depois, sem saber que foi destacado pra liderar o exercito do Inferno com os poderes de Spawn.

Bom, pelo menos no período em que foi adaptado os efeitos especiais são de primeira, isto é inegável, Martin Sheen é o único ator de renome e representa bem o vilão Jason Wynn.  A perversa e bonita agente Priest (Melinda Clark) não existia nos quadrinhos sendo ela quem mata Al Simmons.

O único personagem que gostei foi Cogliostro (Nicol Williamson) um mendingo misterioso que ajuda Spawn a descobrir o que aconteceu a ele ensinando-o a usar seus poderes.

Suponho que Cogliostro (que nos quadrinhos parece ser imortal) já tenha sido um Spawn e conseguiu fugir desta sina. Só não sei como e quando, pois eu lia as revistas e nunca vi nada relevante sobre tal assunto.

Nos gibis,  Al é atormentado pelas memórias de sua antiga vida, mas precisa aprender a sobreviver sob sua condição atual. Acaba sendo acolhido pelos mendigos que nem ligam pro seu rosto deformado e protegendo-os por se tornar mais um dos excluídos.

Além do Spawn eu gostava bastante dos detetives Sam e Twitch que mais pareciam uma versão do Gordo e o Magro (Stan Laurel e Oliver Hardy). Sinceramente o filme é uma bomba e foi mal na bilheteria, porque simplesmente é uma perda de tempo assisti-lo.

Apesar de vermos as características do Spawn o roteiro é muito fraco e os efeitos especiais mesmo sendo legais não conseguiram segurar tanto assim nossa atenção e temos péssimos atores interpretando. Se você quiser ver é por sua conta e risco depois não diga que eu não te avisei.

demolidor

Demolidor – O Homem Sem Medo – 2003

Ben Affleck já foi muito criticado em Hollywood, mas conseguiu levar a estatueta do Oscar, 2013 com o filme Argo. E recentemente houve um boato sobre um filme da Liga da Justiça sendo dirigido por ele. Sinceramente ainda bem que não rolou, pois eu acho que seria um fiasco absoluto.

Não pela direção dele, mas porque a DC está querendo fazer a adaptação correndo sem preparar nada de consistente para vermos. Bom, mas vamos falar de um deslize que todo ator têm em sua carreira e o de Ben Affleck é Demolidor.

Condensando 40 anos de história do herói cego numa tacada só somos apresentados a trajetória trágica grega de Matt Murdock. Um menino que perdeu seu pai numa luta forjada e que também perdeu a visão ao ter material radioativo banhado em seu rosto.

Matt Murdock ficou sem sua visão, mas seus outros sentidos foram ampliados a níveis fora do comum. Apesar de ser muito querido pelos fãs de quadrinhos em geral o Demolidor nunca foi um herói top da Marvel, mas atingiu um certo auge durante a clássica Queda de Murdock e só.

Recentemente na web esteve rolando a notícia do gibi a Morte do Demolidor. Bom, já foram tantos heróis que já morreram e voltaram que eu detesto este assunto. A morte nos quadrinhos tornou-se algo corriqueiro e um grande caça níqueis.

Voltando, todo mundo chiou ao saber que Ben Affleck iria interpretar o personagem, pois sua má fama de canastrão e inexpressivo o precedia. Mais pra mim vi uma boa apresentação de Matt Murdock sendo muito bem caracterizado.

O universo do herói cego estava todo ali, mas o roteiro pecou pelo excesso. Aliás Jennifer Garner estava realmente linda como Elektra seu maior e melhor par romântico das HQs. E eu adoro a cena em que Matt “vê” o rosto de sua amada na chuva é muito poética.

A parte ruim é aquela câmara de imersão que Matt usa para dormir e ter dois vilões no seu pé o infame Mercenário (Collin Farel) e o desprezível Rei do Crime que ficou ótimo vivido pelo saudoso ator Michael Clark Duncan.

O fato é que Matt no mesmo filme conhece Elektra e a perde sendo morta pelo Mercenário numa cena igual das HQs, pois poderiam ter feito isso num segundo ou terceiro longa. É um bom filme do Demolidor com belas cenas de ação principalmente no final quando vemos o herói pulando por entre os prédios, mas o roteiro estragou tudo pecando pelo excesso.

E recentemente ainda teve todo este rebuliço na web, porque Affleck irá interpretar o Homem-Morcego. Eu sou contra e pra dizer a verdade se nós que assistimos e damos bilheteria não somos respeitados é porque eles estão apenas interessados em ganhar dinheiro (não sou nenhum inocente).

Sei que há uma grande indústria por trás dos filmes, mas pra mim fazer uma adaptação atualmente deve ir de encontro ao que os fãs querem (respeito como foi feito na trilogia de Chris Nolan).

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Geração X – 1996

Houve uma época anterior ao sucesso de X-Men aonde Geração X também fazia um grande estardalhaço nas HQs da Marvel então resolveram adaptar para a telinha. O filme conta com o diretor Jack Sholder, o mesmo do ótimo A Hora do Pesadelo 2: A Vingança de Freedy.

Na história temos as aventuras de um grupo de adolescentes com superpoderes, desenvolvidos por mutação (condição genética anormal que aparece na puberdade, causada pelo Fator X, localizado na glândula pienal do cérebro, como aparece explicado no filme).

Por não dominar suas habilidades, os garotos são recrutados para aprimorar seus poderes na escola Xavier, instituição criada pra receber apenas adolescentes especiais. Os escolhidos são Arlee (Suzanne Davis), que tem como alter ego Buff, garota com sérios problemas por achar seu corpo muito feio, devido as constantes transformações; Jubilation Lee (Heather McComb) como Jubileu, que emite fogos de artifícios por suas mãos.

Mondo (Bumper Robinson), com poder de assimilar qualquer tipo de material; Agnelo Espinosa (Agustin Rodriguez), ou Derme, que pode transformar a estrutura de seu corpo; Kurt Pastorius (Randall Slavin), ou Refrax, que emite possantes raios através dos olhos (lembrando muito um outro mutante famoso dos X-Men); e Monet (Amarilis), que supera, tudo e todos por sua inteligência.

E os males de ordem moral e intelectual que abalam os jovens heróis são sanados por dois adultos mutantes. Emma Frost (Finola Hughes), a Rainha Branca com fantásticos poderes telepáticos  e Sean Cassidy (Jeremy Hatchford),  mais conhecido no mundo mutante como Banshee, irlândes que usa como arma seu grito sônico.

O vilão é Russel Trask (Matt Frewer), um cientista louco e egomaníaco que ganha dinheiro preparando campanhas subliminares pra produtos que não são tão bons quanto parecem. Quando descobre que sua arquirrival Rainha Branca é a professora desta equipe, decide sequestrar um mutante pra usar em seus experimentos.

Geração X  é um filme que não consegue adaptar com precisão o grande sucesso que havia nos quadrinhos, porque os efeitos especiais são ruins e o roteiro é pior ainda.

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Superman 3 – 1983

A franquia do Azulão até que são filmes bem dirigidos, pois continuam o padrão iniciado com Richard Donner, mas os roteiros ficaram fraquíssimos.

Em Superman 3 temos a ilustre presença do saudoso Richard Pryor que foi um dos melhores comediantes da década de 1980. A história deste longa é toda ruim, pois há um vilão convincente Ross Webster (Robert Vaughn) que por azar ficou muito parecido com Lex Luthor.

Temos uma linda e sexy  assistente Lorelei Ambrosia (Pamela Stephenson) que obviamente era uma versão da Senhorita Teschmacher.

Nesta história temos Gus Gorman (Richard Pryor), um gênio da informática que não tem sorte na vida. Até conhecer o Sr. Webster que usa seu intelecto para construir um supercomputador para então destruir o Homem de Aço, mas nesse meio tempo por conta da exposição a kriptonita nosso herói se torna arrogante e egoísta.

E sinceramente foi incrível vermos o Super dividido em dois a personalidade ruim de Kal-El ficou aterrorizante aonde até seu uniforme estava mais escuro. E o embate psicológico entre  Superman e Clark Kent no ferro-velho é inesquecível pra mim.

Infelizmente este filme é muito ruim, mas vale a pena por causa da presença de Christopher Reeve (também da bela Lorelei Ambrosia e só).

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Superman 4: Em Busca da Paz – 1987

Após receber uma carta de um menino pedindo pra acabar com a guerra nuclear, Superman decide destruir as ogivas nucleares do mundo inteiro. Só que neste meio tempo nós temos o vilão careca, Lex Luthor de volta que consegue um fio de cabelo do herói.

Quando o Super joga as ogivas no sol acaba criando um  ser movido a energia solar praticamente similar a ele o Homem-Nuclear (Mark Pillow). A parte engraçada e sinistra era que toda vez que o Homem-Nuclear ficava no escuro desligava como se fosse um robô, blargh!

Esta história do Homem-Nuclear me lembrou quando John Byrne reintroduziu o Bizarro nas revistas do kriptoniano. Nela Lex  manda um cientista japonês replicar o herói, pois eles achavam que Kal era humano. O clone surge perfeito, mas depois muda tornando-se a criatura conhecida como Bizarro.

E dali em diante nasce o ódio de Luthor pelo Super-Homem por saber que ele não era humano é memorável.

Bom, voltando as cenas de destaque em Superman IV são as lutas contra o Homem-Nuclear e se há alguma outra coisa interessante não me lembro mais.

Gostou? Logo trarei a segunda parte.

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A Ascenção da Marvel

Como fã de quadrinhos tive uma boa surpresa quando em 1999 vi “Os X-Men de Brian Singer no cinema. Sem dizer que esta trajetória se inicia com Blade no qual Wesley Snipes interpreta o vampiro que anda de dia.

Bom fora isso teve o filme do Hulk, de Ang Lee (2003), que considero um filme que transpôs as páginas de uma HQ pro cinema fielmente, além de ter uma trama psicológica pesada mais que é a essência do personagem. Eu acho que é um cult igualado somente ao período de John Byrne (Caça-Hulk), nas HQs do Verdão, porém o filme não fez o sucesso considerado.

A Marvel também deu bola fora com: Capitão América (1979), O Justiceiro (1989) com o péssimo Dolph Lundgren, Geração X (1996) filme horrível,“Demolidor” de Mark Steven Johnson (2003) condensando toda a história do personagem neste único filme, pois numa tacada só Matt Murdock conheceu o amor de sua vida Elektra e a perdeu, teve dois vilões o Mercenário e o Rei do Crime (onde também teve a polêmica com personagem negro) interpretado pelo Michael Clark Duncan ótima atuação diga-se de passagem.

O mesmo erro foi cometido em “Homem Aranha 3”, de Sam Raimi (2007), tendo três vilões: Homem Areia, Venom e Harry Osborn enlouquecido. Também não posso deixar de falar de “X-Men 3”,de Brett Ratner (2006,) e sua péssima amarração de roteiro onde Wolverine é o salvador da pátria (igual nas HQs aonde ele aparece em diversos títulos mutantes) e a incrível história do Anjo que nos gibis é membro original dos X-Men, mas no filme é apenas mais um mutante, o sumiço do Noturno entre outros problemas que nem vou citar.

Ainda teve também o filme da Elektra, de Rob Bowman (2005), numa história destilada totalmente água com açúcar que não tinha nada a ver com a personagem das HQs. E sim a beleza de Jennifer Garner é digna de nota, mas além da presença de Terence Stamp (o eterno General Zod) é melhor esquecer este filme.

A lambança foi tanta nas duas franquias (Homem-Aranha e X-Men), que logo cancelaram pra dar um tempo e voltar com adaptações melhores (isso é o que eu espero).

No Quarteto Fantástico 2, de Tim Story (2007) não deu pra mim engolir que o poder do Surfista Prateado estava na prancha (ninguém merece, não é?) faltou mais ficção científica ou uma incursão pela zona negativa fato característico nas HQs do grupo.

Bom, sem sombra de dúvidas 2012 será o ano da Marvel nos cinemas com o novo longa do Aracnídeo dirigido por Marc Webb e  sendo interpretado por Andrew Garfield, mas desde Homem de Ferro 2, de Jon Favreau (2010) a Marvel alcançou um novo patamar na forma de fazer seus filmes. Como já pode ser notado eles unificaram seu universo no cinema (igual aos quadrinhos) para lançar o longa dos Vingadores, gerando grandes expectativas em todos os meios de comunicação sobre HQs, nunca vi tanto alvoroço e nos fãs em geral, sou mais um deles, é claro.

Não entendo porque a DC Comics não aprende a fazer filmes para cinema como a Marvel tem feito? É inegável para qualquer fã de quadrinhos que a Distinta Concorrente tem perdido terreno feio para a Marvel.

Quero saber qual é o mistério em se adaptar pra telona seus personagens de maneira crível? Desde 1999 temos visto a Marvel errar e acertar, mas não desistir de adaptar seus personagens para a telona.

Enquanto a DC prometeu o filme da Mulher-Maravilha que tentaram transformar em série que naufragou antes de ir ao ar.  Ficando só com o episódio piloto que a bela Adrianne Palicki aparece uniformizada.

Flash aonde Ryan Reynolds foi cogitado para ser o velocista escarlate, porém ficou como Lanterna Verde, de Martin Campbell (2011) um filme fraco demais.

Talvez haja o filme do Flash para 2013 vamos esperar, Capitão Marvel foram apenas boatos parece que o projeto foi engavetado, Liga da Justiça também é outro projeto que não deu em nada, sinceramente, se não botar um roteiro enxuto e um diretor competente é melhor não adaptar, continua fazendo animações para DVD que é mais lucro. Há especulações para uma produção em 2013. Li na internet se é verdade só o tempo vai dizer.

A DC também deu bola fora com: Liga da Justiça (1997) melhor nem comentar, Mulher-Gato (2004) sofrível, Hellblazer, de Francis Laurence  (2005) aonde Keanu Reeves interpreta John Constantine não tendo nada a ver com o personagem.

Superman: O Retorno, de Brian Singer (2006), o maior erro pra mim foi aquele filho isso não dá pra negar, a falta de cenas de ação e um roteiro mais consistente ajudaram a derrubar o filme (algo que poderia ter sido resolvido numa continuação, mas não deu).

Só o tempo vai dizer se esta nova adaptação Superman: O Homem de Aço vai vingar. Sinceramente estou receoso e preocupado, pois a DC lança seus longas para cinema mais seus personagens parecem existir sozinhos. Não há nada que indique a existência de outros heróis. Como eu já disse  antes a Marvel mostrou o caminho basta apenas segui-lo.

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