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Crítica

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Ted

O filme foi dirigido por Seth MacFarlane (que criou a animação Family Guy).

É uma fábula moderna e sinceramente ao ver o trailer achei que seria bastante chato. Mais ao vê-lo me surpreendi ao notar as referências que Johnny (Mark Whalberg) demonstrou ter.

John Bennett é um garoto que infelizmente não tem nenhum amigo e na noite de natal faz um desejo inusitado para uma estrela cadente.

Johnny deseja de todo coração que seu ursinho Ted ganhe vida e isto realmente acontece deixando seus pais inicialmente assustados.

Ted vira uma celebridade indo a tudo quanto é programa de televisão, mas a fama vai embora. E isto me chamou atenção na trama (como o sucesso repentino altera a vida das pessoas drasticamente).

A parte interessante é que Ted se inicia em 1985 (a década de 1980 é minha época preferida), pois no quarto de Johnny vemos um pôster de Indiana Jones na parede.

E por falar em referências é algo que não falta neste filme, pois temos Flash Gordon com uma participação muito doida do ator Sam J. Jones .

Também há outras que eu não poderia deixar de comentar, pois quando toca o celular de Lori (Mila Kunis) ouvimos a Marcha Imperial (tema de Darth Vader em Star Wars).

E quando o celular de John toca ouvimos a música-tema da Super Máquina ( nem preciso dizer que eu adorei demais).

E ainda temos algumas participações especiais como da cantora Norah Jones e do ator Ryan Reinolds (Lanterna Verde).  Ou ainda citações como da antiga série Carro Comando ou  ao ator Corey Feldman (que trabalhou no filme Garotos Perdidos e Os Goonies). E ainda Alf, O Eteimoso ou Susan Boyle entre várias outros.

Ted é uma alusão tanto aos atores que principalmente fizeram sucesso na década de 1980 (sejam eles infantis ou não) que estão atualmente decadentes.

Eu até achava que Mark Whalberg estava num filme que poderia desperdiçar seu talento, mas o roteiro bem construído mostrou que valeu a pena.

Na história Ted têm um comportamento inicial fofo e com ao passar dos anos torna-se sujo e desbocado (falando palavrões). Depois de 27 anos Ted e John ainda  continuam amigos e moram juntos.

Só que há o relacionamento com Lori (que já está já está na hora de subir para outro patamar). Lori tem um ótimo emprego, mas foi convencida por suas amigas a dar um ultimato para John (ou ela ou Ted).

John infelizmente é imaturo, mas acaba enraizando a culpa disto tudo no comportamento irresponsável e vulgar de Ted. Enquanto isso Lori sofre com inúmeras cantadas de seu chefe.

Quando Lori rompe com John é que vemos como será difícil para ambos desatar os longos anos de amizade que tiveram. No final das contas a culpa de tudo era só de John, pois Ted é apenas um urso de pelúcia.

Mais além da beleza de Mila Kunis também tivemos a da atriz Laura Vandervoort que “quase” passou despercebida neste longa. Para lembrar ela interpretou a Supergirl em Smallville.

Ted não é um daqueles filmes inesquecíveis para sempre, mas faz alegria de nós nerds de plantão (por causa de suas referências bem exploradas).

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Crítica

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Oz: Mágico e Poderoso

Será que está faltando criatividade em Hollywood? Ou simplesmente inventaram um novo e rentável filão?

Aqui temos mais um conto de fadas adaptado para superprodução, pois recentemente tivemos Alice no País das Maravilhas, João e Maria e Branca de Neve.

O Mágico de Oz é algo especial pra mim, porque ficou guardado em minha memória afetiva na interpretação de Dorothy feita pela atriz Judy Garland.

Dizem as lendas que Judy Garland tinha apenas 16 anos quando entrou pra história interpretando a mocinha e a canção Over the Rainbow é mundialmente famosa elevando de vez a menina ao estrelato.

Nesta história (acho que todos já conhecem) Dorothy  que estava no Kansas na companhia dos seus avós é levada durante um furação ao lado do cãozinho Totó para o encantado mundo de Oz.

Sua aventura começa quando chega num mundo diferente e espetacular caindo sobre uma malvada bruxa, mas seu maior e verdadeiro desejo é voltar para casa.

E durante a jornada encontra seres totalmente estranhos  pelo caminho um leão covarde, um espantalho que deseja ser inteligente e um homem de lata (que me impressionou bastante quando vi).

Durante a viagem a turma segue pela estrada de tijolos amarelos e viram amigos indo buscar ajuda do incrível Mágico de Oz que mora na cidade das esmeraldas.

E enfrentam a temível Bruxa do Oeste é uma aventura mágica (coloquei o trocadilho de propósito mesmo).

Lembrando que Michael Jackson também trabalhou em o Mágico de Oz numa versão musical dançante, de 1978. Ele era o Espantalho atuando ao lado de sua madrinha Diana Ross que fez Dorothy.

Bom, vamos ao filme. Em Oz: Mágico e Poderoso temos logo na introdução (toda feita em preto e branco) ficou bastante interessante pra mim.  Ainda mais com direção de Sam Raimi e música de Danny Elfman (ex-Oingo Boingo).

Oz (James Franco – lembrando que interpretou Harry Osborn na franquia de Raimi) é um mágico charlatão de quinta categoria.

A história começa no Kansas como no conto original e temos citações a Thomas Edison e Harry Houdini. Então suponho que somos ambientados no que me pareceu  entre o final do século XIX ou início do XX.

Oz que na verdade se chama Oscar Diggs trabalha num circo mambembe sendo dono de uma total falta de ética e um mulherengo incorrigível. Quando o Homem Forte descobre que sua mulher o traiu com o mágico (Oz sobe num balão sendo tragado pelo furacão).

Não sei porque isto me lembrou da animação do Mickey na qual estava limpando o jardim da Minnie e um pequeno furacão atrapalhou tudo.

Causando uma confusão musical muito inesquecível e ao final quando Mickey diz que iria ficar sem torta. Minnie faz questão de lhe entregar jogando-a em seu rosto.

Voltando, durante o furacão Oz é transportado para um outro mundo ocorrendo a mudança de preto e branco para colorido (se não me engano esta parte conecta ao clássico, de 1939).

Estamos num mundo colorido e espetacular repleto de sons e formas incríveis. Oz encontra  Theodora (Mila Kunis), a bruxa boa que acaba acreditando que ele seja o mágico da profecia (e se apaixonando perdidamente por Oz).

Achando que encontrou fama e fortuna fácil Oz está disposto a ajudar Theodora, mas é justamente sua irmã Evanora ( Rachel Weisz) que duvida de suas intenções mostrando ser uma manipuladora cruel.

Aliás temos uma ótima atuação tanto de Rachel Weiz quanto de Mila Kunis quando Theodora sentiu-se rejeitada pelo seu amado e sua irmã mostrar a verdadeira personalidade Oz (manipulando-a descaradamente).

Quando Oscar ajuda a menina de porcelana que estava quebrada aquilo foi uma cena comovente foi neste momento que o personagem começou a mudar.

A parte interessante coube a feiticeira Glinda (Michelle Williams) que de maneira sutil demonstrou a Oz que deveria buscar quem realmente desejava ser.

Gostei demais do macaco voador Finley que era apenas um assistente do mágico, mas que depois tornou-se seu amigo e fiel confidente.

Oz: Mágico e Poderoso parece preceder o filme clássico no qual Judy Garland trabalhou e sinceramente se começarmos comparar iria ficar muito abaixo do que foi (historicamente falando).

A importância da primeira versão por utilizar o technicolor, mas se você não quiser pensar por este prisma vale a pena parar pra assistir.

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