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Super-Homem contra Homem-Aranha: O Encontro do Século

Há alguns anos atrás assim que comecei a colecionar gibi eu ia a pé pra Pavuna (subúrbio do Rio). Havia um jornaleiro de revistas usadas em São João de Meriti, na Praça da Matriz.

Na época influenciado pelos livros de faroeste do meu pai colecionei Tex (o ranger do velho oeste personagem do universo Boneliano) e Fantasma (herói que logo abordarei).

E num belo dia encontrei esta edição, fiquei estupefato, pois ainda estava sob a influência daquela tosca série televisiva do Aracnídeo. Este é o primeiro Crossover entre as editoras que já eram rivais naquela época (nos anos 70). Não vá esperar grande coisa do argumento de Gerry Conway, pois é bem simples com aquela velha história básica de herói que estranha herói.

E depois descobrem que foram enganados para então se unirem para combater seus rivais. Vendo por este prisma não te induz a pensar muito, pois é bastante previsível. Não há nada de mirabolante explicando porque os heróis compartilham o mesmo universo (eles simplesmente estão lá e pronto).

É até engraçado notar que num momento estamos em Metrópolis e simplesmente no outro vemos Nova York de forma “normal”. Interessante é a arte de Ross Andru que teve o mérito de trabalhar com ambos os personagens.

Seu trabalho é limpo, detalhado e as expressões faciais demonstram o sentimento dos personagens. Ficou impressionante os planos aéreos aonde vemos a cidade pela ótica dos heróis. Vemos os aspectos principais de cada personagem, pois o Super é um herói bonachão, usa sua força quando não consegue mais reverter na conversa. Nesta época Clark estava na TV Galáxia trabalhando para Morgan Edge.

Já o Homem-Aranha fica sem teia quando mais precisa e J. Jonah continua no seu pé (Mary Jane era só uma “amiga”, pois estavam apenas saindo). E ainda menciona aquele seu bizarro Aranha-Móvel, pois o Dr. Octopus aparece com uma aeronave (Octopus Voador).

Na parte em que vemos o laboratório submarino de Lex, Super-Homem menciona o período em que foram amigos.  A série Smallville ressuscitou este aspecto da trajetória de ambos (se não me engano nos quadrinhos foi nos anos 60). Lex também usa o termo: “velho amigo!” e isto me lembrou que Charles e Magneto se tratam desta maneira.

Eu só não entendi o fato de mostrarem a origem de ambos os heróis, pois foi apenas perda de tempo (algo que nós leitores já estamos cansados de saber). Primeiro somos ambientados com cada personagem e temos seus principais coadjuvantes Morgan Edge, Lois Lane, Jimmy Olsen e até o chato do Steve Lombard (no lado do Super).

Enquanto na parte do Cabeça de Teia temos Mary Jane, J. J. Jameson, Betty Brant e o meu preferido Joe Robertson, pois ele sempre defendeu o Aranha. No presídio de segurança máxima Lex e Octopus cansados de serem derrotados. Resolvem mudar de oponentes para destruir o mundo e acabar com seus inimigos.

Numa conferência Mundial de Jornalismo em Nova York encontramos Peter e Mary Jane e logo temos a chegada de Clark e Miriam Lane. Nesta época Lois era chamada assim por aqui (só não sei explicar por qual motivo).

Então Lex disfarçado de Super-Homem sequestra Lois e MJ. Assim que Peter se troca encontra o Homem de Aço nos céus. Acusando-o de raptar as moças, muito puto exige explicações e a luta começa.

O vilão careca dispara radiação do Sol vermelho no Aranha possibilitando-o a dar um belo soco no Super (devo comentar que o Azulão ficou enfraquecido). O próprio Cabeça de Teia nem acredita no que conseguiu fazer, pois o Super tem a fama de ser “durão”. Enquanto isso os vilões comemoram assistindo de longe (o roteiro é bastante ingênuo mesmo).

A viagem é grande demais, porque se não fosse tal apelo o kriptoniano acabaria com o Aranha bem rápido e fácil. Como isso nunca havia acontecido antes o Super fica cabreiro, mas o Aranha ainda tira onda com a frase: “não dá pra acreditar! Esse cara é uma piada”.

Quando o Azulão revida somente o deslocamento de ar do soco que ele não deu joga o Aranha bem longe (putz!). Ao voltar o Aranha está mais bravo ainda esmurrando de novo seu oponente e nota que não deu em nada. Na verdade o efeito do raio se dispersou e o Aranha decide que é melhor “conversar” com o Super (deu pra notar que a coisa ia ficar feia pro seu lado).

Então decidiram unir forças para combater um inimigo em comum. É engenhosa  a forma como o Super dá carona pro Aranha pra voar sendo puxado por uma corda e esqui (feitas de teia). De todas as viagens vistas na edição a maior foi ver Jameson e Edge reclamando sobre Clark e Peter ambos são bons mais desaparecem de repente.

Nós já sabemos por qual motivo, mas é muito doido ver esta situação. No final conseguem deter os vilões, salvar a Terra de uma iminente destruição e sair sorrindo com sua garotas. É uma daquelas aventuras simples na qual temos o bem contra o mal como era vista nos velhos tempos.

HQ: Super-Homem contra Homem-Aranha:  O Encontro do Século

Arte: Ross Andru

Argumento: Gerry Conway

Arte-Final: Dick Giordano

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Musas de Tinta

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Witchblade

Criada por Marc Silvestri e David Wohl para a Image Comics, em 1995. É uma das melhores personagens criadas fora das grandes editoras (Marvel/DC).

O grande diferencial é que Witchblade não é o nome da super-heroína, mas da luva mística com superpoderes (que só pode ser usada por mulheres). A parte interessante é que a luva mística existe desde a pré-história e somente “mulheres especiais” podem usá-la.

Outro fato importante é que própria luva escolhe quem a usará, pois deve ser uma mulher que possa equilibrar a força física com o poder da mente.

Ao longo dos séculos várias mulheres já foram possuidoras da Witchblade, mas a bela policial Sarah Pezzini acabou encontrando-a e foi escolhida para usar a luva. Sarah é uma detetive de homicídios do Departamento de Nova York e ao investigar o empresário multimilionário Kenneth Irons é atacada ficando mortalmente ferida.

No exato momento que ia praticamente morrer a Witchblade possui seu corpo revigorando-o e dando-lhe forças para lutar. A luva esta na galeria de arte pessoal de Kenneth Irons um colecionador que ganha dinheiro por meios escusos.

Seu braço direito é Ian Nottingham o guarda-costas do milionário que é um excelente lutador e espadachim. Quando Irons descobre que Sarah ficou com a Witchblade manda seu lacaio vigiá-la de perto, mas parece que surge algo mais entre Nottingham e Pezzini.

A Witchblade é uma arma poderosa (que inicialmente parece um bracelete), porém quando está sendo usada transforma-se numa armadura letal. Ou ainda pode mudar para espada ou em qualquer outra arma que Sarah possa utilizar para proteger-se.

Em 2000 tivemos a série televisiva com a atriz Yancy Butler interpretando Sarah Pezzini e utilizando a espada mágica Witchblade, A Guerreira Imortal. Exibida aqui pelo SBT.

A detentora anterior foi Danielle Baptiste e ao longo dos séculos outras mulheres também utilizaram seu poder. Na série havia uma história que Cleópatra, Joana d’Arc  e a pirata Anne Bonny também já haviam utilizado a arma mística.

A parte interessante é que Sarah ao mesmo tempo em que investiga o assassinato de seu amigo de infância encontra a luva mística (que lhe confere poderes inimagináveis).

E tenta descobrir a história do artefato (encontrando fatos que a deixam mais instigada a pesquisar o passado da arma). Também quer descobrir seu  passado pessoal e luta para que Witchblade não caia em mãos erradas.

A luva é uma benção e ao mesmo tempo uma maldição, porque tem pensamentos próprios e tenta dominar a mente de quem a possui.

Na série seu falecido parceiro Danny Woo aparece como um anjo da guarda dando conselhos  para Sarah. Pena que a série teve pouca duração, pois foi cancelada em 2002. Infelizmente a atriz Yancy Butler fora internada para se reabilitar do alcoolismo.

A heroína também tem um anime que pro nosso azar não foi exibido por aqui, porém sua protagonista chama-se Masane Amaha. E pelo que eu pude ver está totalmente diferente da personagem que conhecemos.

Em 2009 tivemos circulando na rede a notícia que haveria um filme da personagem. O diretor Michael Rymer foi escolhido e tivemos mais boatos sobre a escolha da atriz Megan Fox para o papel. Sendo que seu lançamento seria neste ano de 2013.

Confira na galeria abaixo algumas imagens de Witchblade que garimpei na web

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HQ

paolo rivera

Marvel + Aventura n° 9

Publicada originalmente em Spetacular Spider-Man 14 (julho/2004), nesta história (sem título) contamos com a arte de Paolo Rivera e  roteiro de Paul Jenkins.

Logo somos introduzidos ao universo do Homem-Aranha onde pessoas comuns são entrevistadas mostrando sobre o que pensam em relação ao herói.  Desde um fã que dá a descrição correta do aspecto físico de Peter Parker, uma mulher achando ele é uma lenda urbana, um ladrão que foi surpreendido ao tentar concretizar um roubo e seu pior difamador J.J. Jameson ao lado de uma linda Betty Brant.

A cena do Dr. Octopus me lembrou O Silêncio dos Inocentes quando vemos Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) preso e a Clarice (Jodie Foster) vai entrevista-lo.  E além do depoimento de policiais e garotas de programa temos até a Tia May falando de seu sobrinho (que na verdade ela não sabe da identidade secreta do menino).

Esta é uma daquelas histórias especiais que ficam guardadas na lembrança por um longo tempo.  Ela demonstra, porque o Cabeça de Teia faz tanto sucesso durante estes 50 anos de existência.

O que define realmente PP é exatamente este conceito que ao ter um grande poder a sua disposição a responsabilidade acarretada vem da mesma maneira ou maior ainda. Poderia ser qualquer pessoa atrás daquela máscara, mas Peter é um ser humano que enxerga os problemas das pessoas e se importa com elas.

Esse diferencial básico é fantástico no Amigão da Vizinhança. Neste gibi Joe Beal é um deficiente com paralisia cerebral e infelizmente não pode falar, andar ou fazer algo bastante simples como ir ao banheiro sozinho.

Mora com seu pai e uma irmã e é constantemente largado no alto do prédio para ver a paisagem (este é o seu único momento especial). Ter que cuidar de uma pessoa neste estado não é algo fácil requer uma boa dose de esforço, dedicação e muito carinho.

Mais é justamente em seu posto de vigília que Joe contempla Nova York e nosso herói aracnídeo voando por entre os prédios. A parte interessante é que podemos saber o que Joe pensa e é triste quando pensamos na vida real há pessoas que nascem nesta condição.

O pensamento de Joe voa alto é como estar confinado fisicamente e ter a mente vagando para o infinito. O  Homem-Aranha passa rápido pelo seu prédio e está atrás de um dos seus piores inimigos Morbius, o vampiro.

Quando Morbius surgiu estava enfrentando o Lagarto e é derrotado por ele em parceria com o Homem-Aranha. Mais tarde, fica-se sabendo que o vampiro é um vencedor do prêmio Nobel de bioquímica e que tentou se curar de uma rara doença sanguínea. Há boatos na rede que Morbius irá participar do próximo filme do personagem que tem lançamento previsto para maio de 2014.

Voltando, num outro dia Morbius ia atacando Joe, pois estava invadindo seus pensamentos  e conhecia sua  profunda dor em estar preso naquela cadeira de rodas. Quando o aracnídeo surge salvando-o e a luta que vemos é ferrenha.

Repleta de socos, saltos e gracinhas ditas por PP. Apenas Joe se diverte ao ver um espetáculo destes de graça e ao final é que sabemos, porque Peter é tão especial.

Esta é uma HQ que a arte influenciou bastante na atmosfera psicológica da trama. Leia, pois vale a pena curtir cada página dela. O editor Fernando Lopes com sua magnífica introdução  consegue sintetizar toda a magia do Cabeça de Teia.

E na última página (pra mim é algo  que não precisava) temos uma origem recontada com arte de John Romita Jr. e roteiro de Fred Van Lente.

HQ: Marvel + Aventura n° 9

Editora: Panini/ Marvel Comics

Arte: Paolo Rivera

Roteiro: Paul Jenkins

Mês/Ano: Fevereiro/2013

 

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Desenho Antigo

manda-chuva

Manda Chuva

É um gato que vive num beco na cidade de Manhattan, em Nova York (aqui no Brasil mudaram a cidade pra Brasília).

A dublagem brasileira da AIC-São Paulo é histórica, pois o ator Lima Duarte emprestou sua voz pro Manda Chuva.

Dizem as lendas que o desenho da Hanna-Barbera surgiu inspirado no seriado antigo The Phil Silvers Show. No qual  o Sargento Bilko tenta arranjar dinheiro utilizando vários tipos de golpe e pra isso faz seus soldados ajudarem-no nessas tramóias.

Então o enredo pro desenho segue totalmente essa situação, pois Manda Chuva (Top Cat, no orginal) sobrevive dando golpe nas pessoas pra arranjar dinheiro.

Eu gosto de seu jeito inteligente e sagaz, pois sempre através de muita lábia consegue o que almeja.

É óbvio que como se trata de um desenho ele causa e também encontra muita confusão.

Quem sofre com as besteiras do gato é o Guarda Belo, um policial honesto, mas dono de um temperamento forte. Belo tenta colocar juízo no Manda Chuva só que geralmente é passado pra trás.

Junto com Manda Chuva temos sua turma de amigos: Batatinha, seu braço direito (é o meu preferido de todos). Tem um temperamento gentil, muito inocente e faz tudo o que seu “Chefe” ordenar.

Já seu braço direito é o Chu-Chu fica agindo como vigia do beco pra algum eventual problema.

Espeto demonstra um sotaque nordestino engraçado, Bacana é o conquistador e aparece dando encima das gatas e o coitado do Gênio não é muito inteligente.

Manda Chuva mora numa lata de lixo e na abertura do desenho vemos as inicias TC nela. A parte engraçada é que a lata parece pequena por fora mais nessa mesma abertura ele entra, liga a TV ou vai dormir.

Esse interior enorme me lembro a casinha do Snoopy que tem o mesmo mistério.

Continando, o Guarda Belo é o policial designado pela segurança da área e devido aos problemas que Manda Chuva causa fica perseguindo pra retirar sua turma do beco.

A lata de lixo aonde TC mora tem uma cabine telefônica da polícia e o gato a usa pros seus interesses.

Devido as suas falcatruas, Manda Chuva normalmente está devendo dinheiro pra todos os comerciantes da região (Schultz da mercearia, Lou da alfaiataria entre outros).

Um episódio que eu não me esqueço é o do milionário entediado que resolve doar 100 milhões de cruzeiros. Manda Chuva tinha a intenção de vender rifas e o Batatinha recebe esse cheque com a soma vultuosa.

Quando Batatinha vai descontar o cheque no banco o alfaiate fica sabendo. E espalha a novidade pra todos os outros comerciantes do bairro.

O detalhe importante é que passam a paparicar o Mand Chuva (dando-lhe roupas, carro, buffet de comida entre outras coisas).

Só ele não sabia que havia ficado rico então Manda Chuva sem saber rasga o cheque daquela dinheirama. Entrando em desespero ao saber da verdade é um episódio muito divertido.

Bom, na década de 70 a Editora O Cruzeiro lançou alguns gibis do gato malandro, mas ao longo dos anos também tivemos edições da Editora Abril, RGE, Cedibra e Paninni Comics.

E pra fechar, o desenho do Manda Chuva teve uma temporada com 30 episódios e terminando em 1962.

 

 

 

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HQ

Homem-Aranha – Em Memória das Vítimas do 11 de Setembro

O ataque terrorista que culminou com a queda das torres do WTC foi uma das tragédias mais marcantes da história americana e por consequência da humanidade.

Os americanos sempre tiveram uma influência cultural muito grande sobre o resto do mundo seja em filmes, na música, desenhos ou séries disso não há dúvidas.

E nos quadrinhos não poderia ser diferente contando com roteiro de J. Michael Straczynski e arte de John Romita Jr., temos o mais icônico personagem de Nova York, o Homem- Aranha, mostrando que nem sempre o herói consegue resolver tudo.  

Uma versão surpreendente sobre este fatídico dia. O foco principal da trama foram os heróis da vida real como bombeiros, médicos, voluntários e policiais que agiam num esforço monumental para salvar vidas.

Infelizmente foi um momento fatídico não só para os americanos, mas também pro mundo. O pior disso tudo é saber que quem não tem nada a ver com isso paga perdendo a vida de maneira estúpida.

Quem sofre numa hora dessas são as pessoas inocentes que só querem continuar suas vidas. Depois de um dia extenuante de trabalho querendo voltar pra casa e rever sua família (algo que infelizmente não ocorreu pra todos).

O terror nos olhos das pessoas questionando o Homem-Aranha porque não estava lá pra salvá-los doeu em minha alma. E mesmo sob a máscara o herói está desolado, perplexo e perdido, mas mesmo assim age fazendo o que pode.

A HQ é curta, porém o roteiro de J. Michael Straczynski é denso, pesado e muito triste. Ficou sendo uma resposta pras pessoas que até mesmo os super-heróis com todos os seus poderes ainda são seres humanos (e apenas por conta disso não podem fazer tudo).

No meio dos escombros o Capitão, Thor, Logan, Cíclope, Coisa e Demolidor estão todos ajudando a procurar sobreviventes.

É uma história simplesmente tão humana que até os piores vilões como Magneto, Rei do Crime e Fanático deixaram as divergências de lado e estão presentes em sinal de solidariedade aos que perderam suas vidas.

Então temos um close nos olhos do Dr. Destino que de maneira tocante está chorando.

Em outra cena o Cabeça de Teia encontra um garoto esperava o pai voltar do WTC e vemos o corpo dele sem vida sendo carregado pelos bombeiros (o desespero do garoto foi tão grande que logo depois Peter desaba).

A arte de John Romita Jr. é tão detalhada que nos envolve combinando com o roteiro deixando-nos com um sentimento de amargura no coração pelas perdas naquela tragédia (caiu um cisco no meu olho).

É uma das histórias mais impressionantes que pude ler e demonstra o sentimento de perda que maculou o coração dos americanos.

Esta HQ especial foi publicada originalmente em dezembro de 2001, nos Estados Unidos, a história esgotou em vendas e sua renda foi para um fundo de ajuda ás vítimas.

Título original: The Amazing Spider-Man 36

Ano: 2001

História: J. Michael Straczynski

Arte: John Romita Jr.

País: EUA

Editora: Marvel

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HQ

Avante Vingadores! #53 – Capitão América: Um Homem Fora do seu Tempo

Esta é uma das melhores HQ que li ultimamente, pois ela define como o homem Capitão América é, age e pensa. A narrativa demonstra fatos da vida do personagem em anos diferentes desde 1945, durante 1960 (quando foi revitalizado por Stan Lee Jack Kirby) e até aos dias atuais.

Temos a noção de como Steve vê o mundo mesmo tendo perdido fatos importantes da história recente.

Em, “Giro”, Steve Rogers representa o verdadeiro espírito americano principalmente o pós 11 de setembro visto com a arte de Jason Latour.

A parte Um acontece em 1945 mostrando diferenças de quando o Capitão desperta nos dias atuais, pois no desenho dos Vingadores em Nova York há uma estátua em homenagem ao Capitão e Bucky,  como foi  visto no episódio: Lenda Viva. E nesta HQ tem outra estátua em homenagem aos Vingadores originais (aparentemente sem o Hulk) também em Nova York.

O rosto do ator Will Smith aparece na TV, mas suponho que o presidente que está no Salão Oval seja Barack Obama, porque infelizmente não quiseram desenhá-lo, talvez seja pra dar importância ao herói e não a pessoa real.

Na parte quatro o Capitão está no Cemitério Nacional de Arlington pensativo. Quando Thor chega Steve desabafa sobre Bucky não ter uma lápide esculpida em sua memória.

Então Thor fala francamente sobre morrer como um verdadeiro guerreiro e literalmente esculacha Steve Rogers é simplesmente magnífico.

Entre idas ao passado, pensamentos e divagações de uma vida que não viveu, a liderança de campo dos Vingadores. Aqui temos uma linda HQ com boas histórias do início ao fim sobre Steve Rogers, o Capitão América: Um Homem Fora do seu Tempo.

 
 
 

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Crítica

O Espetacular Homem-Aranha

Depois do estrondoso sucesso de Os Vingadores a Marvel volta seus olhos para o Amigo da Vizinhança. Um dos personagens mais adorado pelos fãs.

O grande atrativo do herói além dos poderes é ele ter os problemas de uma pessoa comum como: um chefe chato e mal-humorado (J J Jameson), contas pra pagar geralmente sem dinheiro nenhum.

Isto nos torna próximos ao herói fatos demonstrados em Homem-Aranha 2. O Aranha teve em seu terceiro longa da franquia anterior uma grande bilheteria, mas o roteiro infelizmente foi uma porcaria.

A coisa mais difícil de fazer numa adaptação de HQ pro cinema é agradar aos fãs, pois cada um tem seu período do personagem preferido. Não dá pra agradar a gregos e a troianos.

Sinceramente eu não queria estar na pele de Marc Webb, pois sua tarefa não é nada fácil. A trilogia de Sam Raimi ainda é bastante recente na memória afetiva dos fãs e comparações infelizmente não vão faltar.

Em O Espetacular Homem-Aranha  vemos a trajetória de Peter Parker desde sua infância quando abruptamente seus pais fogem até se tornar o herói que todos gostamos. Há toda uma preocupação para sabermos quem é Peter Parker (Andrew Garfield). O filme  acaba sendo um pouco psicológico e lento demais em algumas partes.

O roteiro é baseado tanto na época da origem do herói em 1962, quanto no universo Ultimate em 2000. Referências é o que não faltam, pois temos Peter Parker magro e adolescente,  os lançadores de teia inventados por ele, a inteligência acima do normal são fatos característicos das HQs.

Parker confecciona o próprio uniforme como no original, mas senti falta do lema que é a marca registrada do Aracnídeo: “com grandes poderes vem grande responsabilidade.” A palavra responsabilidade é dita mais de uma vez, porém a famosa frase unida a trágica morte do Tio Ben (Martin Sheen ) definem  toda a psicologia do herói.

O fato que chamou mais minha atenção foi colocar a minha linda Gwen Stacy, porque bela Emma Stone ficou bem caracterizada. Bom, não vou dizer que não gosto da Mary Jane, porém Gwen está marcada em minha lembrança em dois momentos.

O primeiro:  foi na HQ “A Noite em que Gwen Stacy morreu”, que simplesmente me deixou perplexo quando li e  o segundo: foi em “Marvels”, com a arte de Alex Ross aonde ela sorri durante a chuva quando os atlantes invadem Nova York.

Esta cena na revista me lembrou o momento do filme do Demolidor em que Elektra (Jennifer Garner) sorri  também na chuva diante de Matt Murdock que consegue “enxergar” o rosto de sua amada. Essa Gwen Stacy do cinema é diferente da versão das HQs, porque ela nunca demonstrou ser tão inteligente assim nem no universo Ultimate.

As imagens dos movimentos do herói são ótimas feitas no estilo parkour e lembrando a fase do artista Todd MacFarlane, pois diferente da franquia anterior ficaram mais reais e impactantes. É como se estivéssemos acompanhando o Aranha se balançar pela cidade. Ele se comporta como o herói dos gibis, porque até as piadinhas estão presentes.

Como não poderia deixar de acontecer a participação surpresa de Stan Lee é sempre hilária. Fico sempre esperando este momento engraçado, pois é uma ótima forma de homenagear ao homem que idealizou e criou personagens que fazem parte das nossas vidas.

Quanto ao vilão acho que o Lagarto não é um dos melhores do Aranha, mas as cenas de lutas ficaram angustiantes.  Apesar de serem rápidas demais, pois quase não dava pra acompanhar. Todos nós sabemos que o  Duende Verde é o maior inimigo do Aranha, mas eu gostaria de ver o Abutre voando por Nova York.

Um fato interessante é que Peter se machucava muito durante as lutas e fica subentendido que a Tia May (Sally Field) desconfia que seu sobrinho seja o Homem-Aranha.  Gostei da atuação do ator Denis Leary como o Capitão Stacy deu um excelente antagonista quanto ao Aranha, pois é um personagem de pouca duração nas HQs.

Como eu já disse O Espetacular Homem-Aranha não vai conseguir agradar a gregos e a troianos, mas cumpre bem seu papel de reapresentar o herói. Gostei dessa mesclagem de elementos mostrados no filme deu uma enriquecida no personagem, pois abre um novo leque de roteiros futuramente e espero que sejam bem aproveitados.

E no final dos créditos quem aparece será Norman Osborn ou o Doutor Octopus? Será que a resposta sairá só no próximo filme?

 

 

 
 
 
 
 

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Desenho Antigo

 

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A Corrida Malauca

Esse desenho inesquecível foi transmitido inicialmente pela Rede CBS americana, em 1968.

Dizem as lendas que A Corrida Maluca (Wacky Races) surgiu inspirado no filme A Corrida do Século (The Great Race) dirigido por Blake Edwards, em 1965.

Na trama temos uma corrida com automóveis sendo disputada de Nova York até Paris (lembro que vi esse longa na Sessão da Tarde há um bom tempo atrás).

O vilão Professor Sina (Jack Lemmon) serviu como base pro nosso querido Dick Vigarista. E a personagem Maggie Dubois (Natalie Wood) também serviu de inspiração pra Penélope Charmosa.

Nem preciso comentar que o filme é divertido demais e sua história acontece no início do séc. XX (todos precisam enfrentar vários desafios pra concluir sua jornada).

Bom, no desenho os pilotos disputam o estranho título de “O Corredor Mais Biruta do Mundo”.

A corrida era disputada por 11 pilotos e seus automóveis depertavam minha imaginação deixando-a a mil por hora.

A Máquina do Mal tem o n# 00 sendo pilotada por Dick Vigarista na companhia de Mutley seu fiel comparsa.

Os Irmãos Rocha (Rock e Gravel) dirigiam o Carro de Pedra n# 1, eu achava eles muito doidos, pois ficavam batento na própria cabeça com uma clava. A parte interessante é que se parececiam com o Capitão Caverna (e seu automóvel nos conecta com o estilo dos Flintstones).

O Coupê Mal Assombrado era o n# 2 send pilotado pela Dupla Sinistra (Medonho e Medinho. O Coupê era bastante asssustador, pois em sua torre tinha um dragão, bruxa, morcegos e até serpente marinha (nunca foi meu preferido).

Com o n# 3 temos o Carro Cheio-de-Truques, pilotado pelo Professor Aéreo. Esse era um dos automóveis que mais gosato, porque podia se transformar em várias coisas. Além disso o Professor ainda atrapalhava os planos do Dick Vigarista.

No n# 4 tínhamos a Máquina Voadora, um tipo de carro-avião pilotado pelo Barão Vermelho. Lembro que ele era muito sem graça pra mim, no entanto como curiosidade seu nome serviu de inspiração pra famosa banda brasileira homônima.

Só pra constar o Barão Vermelho foi um famoso aviador alemão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Lembrei que no desenho do Snoopy quando agia como Ás Aviador seu principal inimigo era o Barão Vermelho.

Continuando, dirigindo o n# 5 Carrinho para Frente, temos a musa do desenho Penélope Charmosa. Seu possante todo cor-de-rosa tinha um estilo feminino (com apetrechos que ajudavam-na a ficar mais bonita).

Já no n # 6 tínhamos o Carro Tanque sendo pilotado pelo Soldado Meekley que obedecia as ordens do Sargento Bombarda. Esse sargento era outro pirado da cabeça, mas seu carro era legal demonstrando ser um hibrído de tanque com jipe.

Enquanto n# 7 temos o Carro-á-Prova de Balas pilotado pela Quadrilha de Morte que são sete anõezinhos vestidos de gangesters totalmente pirados.

No n# 8, temos a Carroça a Vapor, sendo pilotada pelo Pai Thomás na companhia do urso Chorão que realmente chorava pra caramba. Como curiosidade a dupla foi baseada nos personagens da Família Buscapé.

Pilotando o Carrão Aerodinâmico n# 9, temos o galã Peter Perfeito. Sujeito cordeal, educado e de atitudes nobres que se gabava bastante do seu carro. Só que pro seu azar vivia quebrando várias vezes.

Na década de 80 houve uma banda de rock underground que se chamava Peter Perfeito E Suas Linhas Arrojadas.

E por último pilotando o Carro -Tronco n# 10, temos Rufus Lenhador acompanhado de seu amigo castor Dentes-de-Serra.

As disputas eram nos mais diferentes lugares do território americano, mas geralmente Dick Vigarista sempre arrranjava alguma forma de atrapalhar os outros competidores.

Por mais que tentasse Dick nunca conseguiu vencer uma única corrida em todos os episódios (coitado).

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Não preciso nem comentar que Mutley e Dick Vigarista são os personagens mais carismáticos do desenho. E a maior prova de seu sucesso foi que ganharam uma série animada própria pra brilharem.

Máquinas Voadoras (Dastardly and Muttley in Their Flying Machines) que foi lançado originalmente em 1969.

Confesso que eu adorava a abertura com a música pegue o pombo, pegue o pombo.. agoraaa!!! (me divertindo já nessa parte).

O desenho surgiu inspirado no filme Esses Homens Maravilhosos com Suas Máquinas Voadoras dirigido por Ken Annakin, em 1965 (outra pérola perdida da antiga Sessão da Tarde).

Nele a Esquadrilha Abutre recebe ordens do General que nunca aparece, pois ouvimos apenas seus grunhidos através do telefone.

A missão deles é capturar o Pombo Doodle que atravessa os céus sempre com alguma mensagem secreta importante (usando uma corneta nos momentos de perigo).

Então a Esquadrilha formada por: Dick Vigarista, Mutley, Zilly e Klunk partem em seus aviões na intenção de capturar o pombo.

Klunk era quem projetava os modelos bizarros pra pegar a ave que sempre davam errado. E quando isso acontecia ouvíamos o Vigarista dizendo: “Raios! Raios Duplos! Raios Triplos!”.

Zilly era muito medroso e se escondia dentro da sua roupa e Mutley salvava Dick exigindo uma medalha (eu me divertia muito assistindo eles).

Máquinas Voadoras teve uma temporada apresentando um total de 51 episódios e finalizando em 1970.

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Bom, a musa da Corrida Maluca também fez um relativo sucesso ganhando seu desenho. Os Apuros de Penélope Charmosa (The Perils of Penelope Pitstop) foi ao ar pela TV CBS americana, em 1969.

O desenho surgiu inspirado num filme dos tempos do cinema mudo The Perils of Pauline (feito no estilo da mocinha que precisa ser salva).

No desenho Penélope Charmosa era herdeira de uma fortuna enorme que era adminstrada por seu tutor Silvester Soluço.

Mais Silvester queria toda a grana dela e pra isso se disfarçava de Tião Gavião arranjando várias formas de matar a menina. Durante os episódios Tião tinha ajuda de seus comparsas os Irmãos Bacalhau, uma dupla de completos idiotas.

Ainda bem que Penélope recebia auxílio da Quadrilha de Morte que sempre se atrapalhava (enquanto ela se salva sozinha).

O grupo era formado por: Clyde (líder), Dum-Dum (meio doido), Queixinho (fazia coisas impossíveis), Pestana (dorminhoco), Chorão (obviamente chorava muito), Yak Yak (sempre ria de tudo) e Zipper (que era rápido demais).

A Quadrilha de Morte tinha uma carango muito maneiro Chuga-Boom que demonstrava ter vida própria.

Os Apuros de Penélope teve apenas uma temporada, rendendo um total de 17 episódios.

E pra terminar, A Corrida Maluca apresentou uma temporada com 34 episódios e terminando em 1969.

Fonte de Pesquisa: Wikipédia.

 

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Superman: Através dos Tempos

Super-Homem – Fleischer Studios – Cinema – 1941

Feito pelos criadores de Betty Boop e Popeye está é a primeira versão animada do Azulão. E mesmo tendo sido feita numa época atualmente tão antiga é sem sombra de dúvidas uma das melhores versões do herói.

No desenho dos Irmãos Fleischer temos fielmente transposto pra telona as aventuras do Super-Homem como eram nos gibis, de 1938.

Vemos toda premissa original do foguete saindo de Krypton antes de explodir, mas não há nada mencionando a sociedade do planeta ou os nomes de Jor-El e Lara.

Outro detalhe importante é quando o foguete aterrissa na Terra, porque também não temos Jonathan e Martha Kent, os pais adotivos do herói (ele cresce num orfanato e desenvolve seus poderes secretamente).

É neste desenho que surgiram as famosas frases clássicas: mais rápido que uma bala, mais forte que uma locomotiva e capaz de saltar prédios num único pulo.

Sempre quando Clark vai se trocar diz seu bordão: “este parece um trabalho para o Super-Homem”.

Aqui temos o kriptoniano original que era mais baixo e seu uniforme tinha o “S” envolto num triângulo. Outras características de seu uniforme eram a capa curta (e indestrutível), a sunga parecida com short, a bota era bastante diferente e não possuía tantos poderes (apenas super força e visão de raio x).

No inicio o Super não podia voar, porém ao longo dos episódios os produtores alteraram isso. Essa versão do herói foi homenageada na minissérie Marvel, do artista Alex Ross.

O Superman que aparece na HQ “A Nova Fronteira” com arte de Darwyn Cooke também foi inspirado neste desenho.

Voltando, as aventuras sempre giravam em torno de algum tipo de salvamento pra evitar grandes catástrofes.

E a bela Lois Lane é uma repórter inteligente e astuta, mas  que sempre está se metendo e alguma confusão. Ora sendo sequestrada por bandidos ora caindo algo sobre ela no que o herói prontamente surge pra salvá-la (era a típica mocinha indefesa que precisava de ajuda).

Outro fato interessante é temos o jornal Planeta Diário sendo o editor Perry White, mas a cidade não é Metrópolis. Fica até difícil de acreditar mais a cidade escolhida aqui chama-se Nova York.

Bom, o fato é que antigamente nas primeiras histórias a cidade protegida pelo herói surgiu como uma adaptação da cidade real de Nova York. A parte mais legal é que o filme Metrópolis, de Fritz Lang serviu como inspiração pra nomear a cidade homônima dos gibis.

O herói era dublado pelo ator Bud Collyer, o mesmo que havia emprestado sua voz pro personagem na versão radiofônica. O que realmente impressiona neste desenho foi o uso da rotoscopia, uma técnica que utiliza referências reais  trazendo a qualidade num nível altíssimo.

Seja pela personalidade marcante de Clark, seja pela Lois comportando-se de maneira intrépida ou por termos nosso herói salvando o dia de maneira incansável. Estas aventuras tornaram-se clássicas por terem mostrado o Super-Homem da maneira como foi imaginado por Joe Shuster Jerry Siegel (recomendo pra qualquer fã do kriptoniano).

Superman – Kirk Alyn

Ele foi o primeiro ator a encarnar nosso herói. E como curiosidade interpretou outro personagem da DC Comics Falcão Negro, no filme Black Hawk: Fearless Champion of Freedom.

O seriado pra cinema foi produzido pela Columbia Pictures, em 1948. Foram feitos 15 episódios com apenas 15 minutos de duração (algo bastante normal neste período).

Temos a destruição de Krypton sendo representada em desenho e a presença de outros personagens dos gibis como: Lois Lane (Noel Neill) e Jimmy Olsen (Tommy Bond).

As histórias giravam em torno da luta contra sua arqui-inimiga a Lady Spider (Carol Forman), porém no filme O Homem Atômico contra Super-Homem (Atom Man vs. Superman – 1950) temos a presença do principal vilão do gibis Lex Luthor, interpretado pelo ator Lyle Talbot.

No seriado quando o Super-Homem começava a voar era substituído por uma versão animada. Infelizmente após sua passagem atuando como herói Kirk Alyn nunca conseguiu nenhum papel de destaque (reclamando que isso arruinou sua carreira).

Talvez isto tenha ajudado a contribuir com a famosa “maldição” que existe a cerca do personagem, porque com a grande maioria dos atores que o personificam acontece algo semelhante.

Kirk Alyn participou do filme de Chris Reeve (1978) fazendo o pai de Lois Lane e infelizmente veio a falecer aos 89 anos de idade, em 1999.

Ficará eternamente guardado no coração dos fãs por ter sido um dos homens a dar vida ao maior herói de todos os tempos.


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Superman: Através dos Tempos

The Adventures of Superman – Rádio – Bud Collyer – 1940 

A primeira aparição do Super-Homem fora dos quadrinhos foi numa rádio novela que começou a ser transmitida no dia 12 de fevereiro de 1940 pela Mutual Network, que durava apenas 15 minutos.

O herói foi personificado pelo ator Clayton “Bud” Collyer, grande sucesso nas rádios da época que falava “Para o alto e avante!” para demonstrar que estava voando e que conseguia criar uma voz para Clark e outra para Superman de forma inconfundível.

No programa de rádio foi que surgiu as frases clássicas: olhem lá céu, é um pássaro, é um avião, é Superman… Alguns anos mais tarde, os desenhos animados e a primeira adaptação para a TV mantiveram a frase.

Essa série de rádio foi responsável pelo surgimento de personagens e conceitos muito importantes para a mitologia do personagem.

Foi aqui que surgiram Jimmy Olsen, Perry White, o inspetor Henderson e até mesmo a kriptonita que era conhecida como Metal-K. O Metal-K foi incorporado na série para dar folga a Bud Collyer, enquanto outro ator de voz ficava grunhindo fingindo ser o Super sobre o efeito do metal.

Foi nela também que surge o jornal Planeta Diário , já que nas HQs o repórter Clark Kent trabalhava, então no Estrela Diária.

O show continuou até 1951 e, durante estes anos, mostrou Superman lutando com os mais diversos tipos de inimigos, embora os mais comuns fossem cientistas loucos. O herói ainda contou com a ajuda de Batman e Robin.

Para muitos Bud Collyer é considerado o primeiro ser humano a representar Superman, outros no entanto acham que Ray Middleton foi o primeiro. Ele apareceu vestindo a fantasia de Superman em uma feira chamada “Dia do Superman” em 1939, para promoção e venda da DC Comics, em Nova York.

Fonte de pesquisa: Wikipédia e HQ Maníacs.

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