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Desenho Antigo

 

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A Corrida Malauca

Esse desenho inesquecível foi transmitido inicialmente pela Rede CBS americana, em 1968.

Dizem as lendas que A Corrida Maluca (Wacky Races) surgiu inspirado no filme A Corrida do Século (The Great Race) dirigido por Blake Edwards, em 1965.

Na trama temos uma corrida com automóveis sendo disputada de Nova York até Paris (lembro que vi esse longa na Sessão da Tarde há um bom tempo atrás).

O vilão Professor Sina (Jack Lemmon) serviu como base pro nosso querido Dick Vigarista. E a personagem Maggie Dubois (Natalie Wood) também serviu de inspiração pra Penélope Charmosa.

Nem preciso comentar que o filme é divertido demais e sua história acontece no início do séc. XX (todos precisam enfrentar vários desafios pra concluir sua jornada).

Bom, no desenho os pilotos disputam o estranho título de “O Corredor Mais Biruta do Mundo”.

A corrida era disputada por 11 pilotos e seus automóveis depertavam minha imaginação deixando-a a mil por hora.

A Máquina do Mal tem o n# 00 sendo pilotada por Dick Vigarista na companhia de Mutley seu fiel comparsa.

Os Irmãos Rocha (Rock e Gravel) dirigiam o Carro de Pedra n# 1, eu achava eles muito doidos, pois ficavam batento na própria cabeça com uma clava. A parte interessante é que se parececiam com o Capitão Caverna (e seu automóvel nos conecta com o estilo dos Flintstones).

O Coupê Mal Assombrado era o n# 2 send pilotado pela Dupla Sinistra (Medonho e Medinho. O Coupê era bastante asssustador, pois em sua torre tinha um dragão, bruxa, morcegos e até serpente marinha (nunca foi meu preferido).

Com o n# 3 temos o Carro Cheio-de-Truques, pilotado pelo Professor Aéreo. Esse era um dos automóveis que mais gosato, porque podia se transformar em várias coisas. Além disso o Professor ainda atrapalhava os planos do Dick Vigarista.

No n# 4 tínhamos a Máquina Voadora, um tipo de carro-avião pilotado pelo Barão Vermelho. Lembro que ele era muito sem graça pra mim, no entanto como curiosidade seu nome serviu de inspiração pra famosa banda brasileira homônima.

Só pra constar o Barão Vermelho foi um famoso aviador alemão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Lembrei que no desenho do Snoopy quando agia como Ás Aviador seu principal inimigo era o Barão Vermelho.

Continuando, dirigindo o n# 5 Carrinho para Frente, temos a musa do desenho Penélope Charmosa. Seu possante todo cor-de-rosa tinha um estilo feminino (com apetrechos que ajudavam-na a ficar mais bonita).

Já no n # 6 tínhamos o Carro Tanque sendo pilotado pelo Soldado Meekley que obedecia as ordens do Sargento Bombarda. Esse sargento era outro pirado da cabeça, mas seu carro era legal demonstrando ser um hibrído de tanque com jipe.

Enquanto n# 7 temos o Carro-á-Prova de Balas pilotado pela Quadrilha de Morte que são sete anõezinhos vestidos de gangesters totalmente pirados.

No n# 8, temos a Carroça a Vapor, sendo pilotada pelo Pai Thomás na companhia do urso Chorão que realmente chorava pra caramba. Como curiosidade a dupla foi baseada nos personagens da Família Buscapé.

Pilotando o Carrão Aerodinâmico n# 9, temos o galã Peter Perfeito. Sujeito cordeal, educado e de atitudes nobres que se gabava bastante do seu carro. Só que pro seu azar vivia quebrando várias vezes.

Na década de 80 houve uma banda de rock underground que se chamava Peter Perfeito E Suas Linhas Arrojadas.

E por último pilotando o Carro -Tronco n# 10, temos Rufus Lenhador acompanhado de seu amigo castor Dentes-de-Serra.

As disputas eram nos mais diferentes lugares do território americano, mas geralmente Dick Vigarista sempre arrranjava alguma forma de atrapalhar os outros competidores.

Por mais que tentasse Dick nunca conseguiu vencer uma única corrida em todos os episódios (coitado).

Dastardly_muttley

Não preciso nem comentar que Mutley e Dick Vigarista são os personagens mais carismáticos do desenho. E a maior prova de seu sucesso foi que ganharam uma série animada própria pra brilharem.

Máquinas Voadoras (Dastardly and Muttley in Their Flying Machines) que foi lançado originalmente em 1969.

Confesso que eu adorava a abertura com a música pegue o pombo, pegue o pombo.. agoraaa!!! (me divertindo já nessa parte).

O desenho surgiu inspirado no filme Esses Homens Maravilhosos com Suas Máquinas Voadoras dirigido por Ken Annakin, em 1965 (outra pérola perdida da antiga Sessão da Tarde).

Nele a Esquadrilha Abutre recebe ordens do General que nunca aparece, pois ouvimos apenas seus grunhidos através do telefone.

A missão deles é capturar o Pombo Doodle que atravessa os céus sempre com alguma mensagem secreta importante (usando uma corneta nos momentos de perigo).

Então a Esquadrilha formada por: Dick Vigarista, Mutley, Zilly e Klunk partem em seus aviões na intenção de capturar o pombo.

Klunk era quem projetava os modelos bizarros pra pegar a ave que sempre davam errado. E quando isso acontecia ouvíamos o Vigarista dizendo: “Raios! Raios Duplos! Raios Triplos!”.

Zilly era muito medroso e se escondia dentro da sua roupa e Mutley salvava Dick exigindo uma medalha (eu me divertia muito assistindo eles).

Máquinas Voadoras teve uma temporada apresentando um total de 51 episódios e finalizando em 1970.

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Bom, a musa da Corrida Maluca também fez um relativo sucesso ganhando seu desenho. Os Apuros de Penélope Charmosa (The Perils of Penelope Pitstop) foi ao ar pela TV CBS americana, em 1969.

O desenho surgiu inspirado num filme dos tempos do cinema mudo The Perils of Pauline (feito no estilo da mocinha que precisa ser salva).

No desenho Penélope Charmosa era herdeira de uma fortuna enorme que era adminstrada por seu tutor Silvester Soluço.

Mais Silvester queria toda a grana dela e pra isso se disfarçava de Tião Gavião arranjando várias formas de matar a menina. Durante os episódios Tião tinha ajuda de seus comparsas os Irmãos Bacalhau, uma dupla de completos idiotas.

Ainda bem que Penélope recebia auxílio da Quadrilha de Morte que sempre se atrapalhava (enquanto ela se salva sozinha).

O grupo era formado por: Clyde (líder), Dum-Dum (meio doido), Queixinho (fazia coisas impossíveis), Pestana (dorminhoco), Chorão (obviamente chorava muito), Yak Yak (sempre ria de tudo) e Zipper (que era rápido demais).

A Quadrilha de Morte tinha uma carango muito maneiro Chuga-Boom que demonstrava ter vida própria.

Os Apuros de Penélope teve apenas uma temporada, rendendo um total de 17 episódios.

E pra terminar, A Corrida Maluca apresentou uma temporada com 34 episódios e terminando em 1969.

Fonte de Pesquisa: Wikipédia.

 

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Superman: Através dos Tempos

Super-Homem – Fleischer Studios – Cinema – 1941

Feito pelos criadores de Betty Boop e Popeye está é a primeira versão animada do Azulão. E mesmo tendo sido feita numa época atualmente tão antiga é sem sombra de dúvidas uma das melhores versões do herói.

No desenho dos Irmãos Fleischer temos fielmente transposto pra telona as aventuras do Super-Homem como eram nos gibis, de 1938.

Vemos toda premissa original do foguete saindo de Krypton antes de explodir, mas não há nada mencionando a sociedade do planeta ou os nomes de Jor-El e Lara.

Outro detalhe importante é quando o foguete aterrissa na Terra, porque também não temos Jonathan e Martha Kent, os pais adotivos do herói (ele cresce num orfanato e desenvolve seus poderes secretamente).

É neste desenho que surgiram as famosas frases clássicas: mais rápido que uma bala, mais forte que uma locomotiva e capaz de saltar prédios num único pulo.

Sempre quando Clark vai se trocar diz seu bordão: “este parece um trabalho para o Super-Homem”.

Aqui temos o kriptoniano original que era mais baixo e seu uniforme tinha o “S” envolto num triângulo. Outras características de seu uniforme eram a capa curta (e indestrutível), a sunga parecida com short, a bota era bastante diferente e não possuía tantos poderes (apenas super força e visão de raio x).

No inicio o Super não podia voar, porém ao longo dos episódios os produtores alteraram isso. Essa versão do herói foi homenageada na minissérie Marvel, do artista Alex Ross.

O Superman que aparece na HQ “A Nova Fronteira” com arte de Darwyn Cooke também foi inspirado neste desenho.

Voltando, as aventuras sempre giravam em torno de algum tipo de salvamento pra evitar grandes catástrofes.

E a bela Lois Lane é uma repórter inteligente e astuta, mas  que sempre está se metendo e alguma confusão. Ora sendo sequestrada por bandidos ora caindo algo sobre ela no que o herói prontamente surge pra salvá-la (era a típica mocinha indefesa que precisava de ajuda).

Outro fato interessante é temos o jornal Planeta Diário sendo o editor Perry White, mas a cidade não é Metrópolis. Fica até difícil de acreditar mais a cidade escolhida aqui chama-se Nova York.

Bom, o fato é que antigamente nas primeiras histórias a cidade protegida pelo herói surgiu como uma adaptação da cidade real de Nova York. A parte mais legal é que o filme Metrópolis, de Fritz Lang serviu como inspiração pra nomear a cidade homônima dos gibis.

O herói era dublado pelo ator Bud Collyer, o mesmo que havia emprestado sua voz pro personagem na versão radiofônica. O que realmente impressiona neste desenho foi o uso da rotoscopia, uma técnica que utiliza referências reais  trazendo a qualidade num nível altíssimo.

Seja pela personalidade marcante de Clark, seja pela Lois comportando-se de maneira intrépida ou por termos nosso herói salvando o dia de maneira incansável. Estas aventuras tornaram-se clássicas por terem mostrado o Super-Homem da maneira como foi imaginado por Joe Shuster Jerry Siegel (recomendo pra qualquer fã do kriptoniano).

Superman – Kirk Alyn

Ele foi o primeiro ator a encarnar nosso herói. E como curiosidade interpretou outro personagem da DC Comics Falcão Negro, no filme Black Hawk: Fearless Champion of Freedom.

O seriado pra cinema foi produzido pela Columbia Pictures, em 1948. Foram feitos 15 episódios com apenas 15 minutos de duração (algo bastante normal neste período).

Temos a destruição de Krypton sendo representada em desenho e a presença de outros personagens dos gibis como: Lois Lane (Noel Neill) e Jimmy Olsen (Tommy Bond).

As histórias giravam em torno da luta contra sua arqui-inimiga a Lady Spider (Carol Forman), porém no filme O Homem Atômico contra Super-Homem (Atom Man vs. Superman – 1950) temos a presença do principal vilão do gibis Lex Luthor, interpretado pelo ator Lyle Talbot.

No seriado quando o Super-Homem começava a voar era substituído por uma versão animada. Infelizmente após sua passagem atuando como herói Kirk Alyn nunca conseguiu nenhum papel de destaque (reclamando que isso arruinou sua carreira).

Talvez isto tenha ajudado a contribuir com a famosa “maldição” que existe a cerca do personagem, porque com a grande maioria dos atores que o personificam acontece algo semelhante.

Kirk Alyn participou do filme de Chris Reeve (1978) fazendo o pai de Lois Lane e infelizmente veio a falecer aos 89 anos de idade, em 1999.

Ficará eternamente guardado no coração dos fãs por ter sido um dos homens a dar vida ao maior herói de todos os tempos.


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Superman: Através dos Tempos

The Adventures of Superman – Rádio – Bud Collyer – 1940 

A primeira aparição do Super-Homem fora dos quadrinhos foi numa rádio novela que começou a ser transmitida no dia 12 de fevereiro de 1940 pela Mutual Network, que durava apenas 15 minutos.

O herói foi personificado pelo ator Clayton “Bud” Collyer, grande sucesso nas rádios da época que falava “Para o alto e avante!” para demonstrar que estava voando e que conseguia criar uma voz para Clark e outra para Superman de forma inconfundível.

No programa de rádio foi que surgiu as frases clássicas: olhem lá céu, é um pássaro, é um avião, é Superman… Alguns anos mais tarde, os desenhos animados e a primeira adaptação para a TV mantiveram a frase.

Essa série de rádio foi responsável pelo surgimento de personagens e conceitos muito importantes para a mitologia do personagem.

Foi aqui que surgiram Jimmy Olsen, Perry White, o inspetor Henderson e até mesmo a kriptonita que era conhecida como Metal-K. O Metal-K foi incorporado na série para dar folga a Bud Collyer, enquanto outro ator de voz ficava grunhindo fingindo ser o Super sobre o efeito do metal.

Foi nela também que surge o jornal Planeta Diário , já que nas HQs o repórter Clark Kent trabalhava, então no Estrela Diária.

O show continuou até 1951 e, durante estes anos, mostrou Superman lutando com os mais diversos tipos de inimigos, embora os mais comuns fossem cientistas loucos. O herói ainda contou com a ajuda de Batman e Robin.

Para muitos Bud Collyer é considerado o primeiro ser humano a representar Superman, outros no entanto acham que Ray Middleton foi o primeiro. Ele apareceu vestindo a fantasia de Superman em uma feira chamada “Dia do Superman” em 1939, para promoção e venda da DC Comics, em Nova York.

Fonte de pesquisa: Wikipédia e HQ Maníacs.

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