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1602

1602

É uma mini-série em 4 edições escrita por Neil Gaiman e contando com arte magnífica de Andy Kubert pra se ter uma noção só as capas já são sensacionais de tão bem trabalhadas.

A história acontece no universo Marvel só que na Terra 311 (lembrando que o universo tradicional da editora é a Terra 616).

Imagine tudo que nós conhecemos da Casa de Ideias acontecendo há 400 anos no passado, pois aqui vemos praticamente todos os heróis e alguns coadjuvantes mais importantes da editora participando desta aventura.

Bom, no século 17 a rainha da Inglaterra Elizabeth I (1553-1603) tinha no cavaleiro Sir Nicholas Fury um dos seus súditos mais leais (e também espião chefe do serviço de espionagem).

Ao seu lado estava o jovem Peter Parquagh, assistente de Fury. O rapaz ganhou o cargo já que seus pais queriam lhe dar um futuro melhor.

E eu não poderia esquecer de outro importante aliado o Doutor Stephen Strange, um mago poderoso que trabalhava na corte como médico real.

Sir Nicholas e Stephen Strange se uniram por ordem da rainha para descobrir o que estava causando os estranhos fenômenos climáticos (que estavam deixando a todos preocupados).

Na verdade o emblemático Capitão América viajou no tempo indo parar justamente no inicio da colonização da América. E sendo uma anomalia temporal desencadeia uma série de eventos que só deveriam acontecer séculos depois.

É interessante notar as divergências religiosas entre protestantes e católicos era um fato comum naquela  época, mas é justamente o contexto histórico misturado a aventura de super-heróis que torna essa HQ inesquecível.

O Grande Inquisidor Enrico (Magneto) e seus fieis seguidores Wanda e Petros torturavam e queimavam pessoas acusadas de serem sangue-bruxos (ou mutantes como nós conhecemos melhor).

Em contrapartida todos que eram perseguidos pela Inquisição encontravam guarida com Carlos Javier na Escola para os Filhos da Sociedade, na Inglaterra.

A história de amor entre Scotius  Sumerisle e John Grey ficou bonita mais um tanto confusa, porque apesar de não saber que  John era uma moça (ele se apaixonou por ela assim mesmo).

O Conde Otto Von Doom, o Formoso estava atrás do tesouro dos Templários, que na verdade era Mjolnir, o martelo de Thor. Só que Donal, um peregrino já idoso carregava a arma disfarçada de cajado.

Lembro que após se transformar em Thor ficava exausto e muito confuso, pois eram reveladas algumas verdades do mundo além de sua compreensão para sua mente cansada.

Outro fato importante é que a arte de Andy Kubert consegue nos mostrar os sentimentos e apreensões dos personagens na medida exata. De forma intimista parece que estamos participando ativamente da narrativa a cada página que nós lemos.

De todos os personagens um dos quais eu mais gostei foi a versão do Demolidor que ficou cego quando entrou numa caverna provando uma substância verde.

Como sabemos perdeu a visão, porém seus sentidos foram ampliados. O fato é que vive como um menestrel irlândes que trabalha “as vezes” como agente pra Nicholas Fury. Sua canção preferida é “A Balada do Fantástico”, música que conta como foi que o Quarteto Fantástico ganhou seus superpoderes.

E justamente a parte mais triste ficou com o Quarteto Fantástico, pois estavam trancafiados numa caverna sob jugo do Conde Otto Von Doom.

1602 tem um roteiro primoroso, porque Neil Gaiman se preocupou em transportar diversas referências que caracterizam nossos heróis (é bom prestar atenção nos detalhes).

E principalmente consegue condensar religião, traições, ciência e história transformando tudo num gibi de aventura memorável que vale a pena ser lido.

Pra terminar só como curiosidade a jovem Virginia Dare é uma personagem história real que tem uma mítica sobre sua vida, pois foi a primeira criança filha de pais ingleses nascida nos Estados Unidos.

HQ: 1602

Arte: Andy Kubert

Roteiro: Neil Gaiman

Arte-Final em Pintura Digital: Richard Isanove

Ano: 2004

Editora: Panini Comics/Marvel Comics

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