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Herói

INDIANA JONES AND THE KINGDOM OF THE CRYSTAL SKULL

Indiana Jones

É a síntese de um herói que possui vida dupla. Durante o dia leciona como professor, mas nas horas de folga deixa o terno pra trás.  E depois se veste  com seu famoso e inseparável chapéu, junto com chicote e revolver para nos envolver em suas aventuras atrás do passado de civilizações antigas.

Uma curiosidade é que o chapéu do herói ao qual podemos considerar uma parte de suma importância em sua representação (como fosse parte de sua alma). É produzido aqui no Brasil pela empresa Curry Chapéus, que existe desde 1920.

Um dos produtores era cliente da empresa, mas eles só souberam que seu acessório foi parar no filme quando estreou Os Caçadores da Arca Perdida no cinema (fazendo mais sucesso desde então). Atualmente a empresa comercializa o chapéu vendido com o nome do personagem.

Um fato que vale lembrar  que o papel de Indy foi originalmente destinado para Tom Selleck, mas o ator teve que desistir (é que na época havia assinado o contrato para fazer a série Magnum). Outros dois atores estavam cogitados também para o papel Nick Nolte e Peter Coyote, mas graças a Deus ficou com Harrison Ford.

O ator também tem outro personagem clássico na carreira o mercenário espacial Han Solo, da franquia Star Wars.

Bom, dizem que Indiana Jones teve uma grande inspiração nas aventuras de Tintim, de Hergé. Eu prefiro ir mais além a influência do personagem veio dos livros pulp e dos serials dos anos 30 e 40.

O herói é descendente direto do ZorroDoc Savage, Jim das Selvas, Flash Gordon e outros aventureiros clássicos. Eram heróis perfeitos que combatiam soldados nazistas, criaturas de outros planetas e salvavam mocinhas indefesas.

Basta conferir também belas imagens de lugares exóticos, cenas de luta aonde o enquadramento faz parecer que você está participando dela e principalmente resolver diversas questões usando a parte mais importante do corpo humano o cérebro (e quando não dá certo resolve com os punhos mesmo).

A parte interessante é que a saga de Indiana Jones reinventou este tipo de aventureiro, pois ele não é um homem perfeito como seus predecessores. A grande diferença era que Tarzan e cia. eram do tipo invencíveis (destemidos e sempre se davam bem no final).

Enquanto com Indy tudo mudava de figura apanhou diversas vezes de seus inimigos, levava tapas no rosto dados pela mocinha e principalmente tinha medo de cobras.

Só o que sempre chamou mais minha atenção era sua vida dupla de professor e arqueólogo nas horas vagas. Seja fugindo de armadilhas mortais ou roubando relíquias arqueológicas com a desculpa de entrega-las pra algum museu (que eu me divertia).

Antes de assistir a Caveira de Cristal estava pensando que seria apenas mais do mesmo, porque qual seria a novidade numa franquia consolidada há anos atrás?

E claro que não apresentaram algo de diferente do que já estamos acostumados e adoramos assistir. Afinal de contas é Indiana Jones não precisa mudar nada, mas o fato interessante é sobre a tal caveira.

Esta história de caveira de cristal remonta até ao século passado. Há pessoas que acreditam que sejam de alguma civilização antiga, outras que foram feitas por extraterrestres  e outros acreditam que podem curar doenças (o que é verdade não sei, mas na ficção temos algumas histórias sobre estas caveiras).

Isto acabou me lembrando, “A Casa do Espanto 2”, que conta a história de Jesse (Ary Gross). Ele recebeu a mansão como herança e volta pra casa que seus pais foram assassinados. Junto com Jesse está sua namorada Kate (Lar Par Lincoln) e seu melhor amigo Charlie (Jonathan Stark).

Aventura só começa quando desenterram o seu tataravô que foi um fora-da-lei no velho oeste, pois buscavam um tesouro escondido. Pra surpresa de todos ele estava vivo de posse de uma caveira de cristal asteca que proporciona imortalidade.

Deste momento em diante temos muita confusão quando surgem mortos-vivos, feiticeiros e zumbis que também querem se apossar da caveira. E se não me falha a memória a casa possui portais para outras realidades (é um filme muito doido).

Voltando, Henri Jones Júnior, nasceu na Escócia, em 1° de julho de 1889. Quando criança decidiu adotar, o nome “Indiana”, que era o mesmo de seu cachorro (apenas por detestar ser conhecido como Júnior).

Seu gosto por aventura vem de família, pois seu pai também é um arqueólogo que levou o filho desde cedo em suas viagens.

A Série

Aproveitando o auge do sucesso da saga cinematográfica tivemos a série, O Jovem Indiana Jones, produzida pela  Rede ABC (entre 1992 a 1996).

Criação de George Lucas e nela temos a infância e juventude do nosso herói narradas por ele mesmo. Só que mais velho com 93 anos de idade (interpretado pelo ator George Hall).

A ideia surgiu durante A Última Cruzada, pois há uma sequência que temos River Phoenix como um jovem Indy. Então o autor desenvolveu todo histórico do personagem, partindo de seu nascimento, passando pela infância até a fase adulta (nos filmes estrelados por Harrison Ford).

Na parte da infância que acontece pelos 10 anos idade quem fez foi o ator Corey Carrier. Enquanto na adolescência, entre 16 e 21 anos, temos a vez de Sean Patrick Flanery, como curiosidade neste período Indy adotou o nome de Henry Defense (lutando na 1° Guerra Mundial).

A série tinha uma previsão de mostrar 70 episódios e infelizmente só tiveram 28, pois ABC cancelou a produção.

Filmes Clássicos

Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida – 1981

A história acontece, em 1936. E nosso herói arqueólogo está numa busca desenfreada  contra  os nazistas atrás da arca da aliança. Na Bíblia diz que Moisés guardou os dez mandamentos dentro dela e seus poderes são incomensuráveis. Não poderia deixar de comentar que a cena inesquecível é aquela do templo em que Indy escapa de ser esmagado de uma pedra enorme (um clássico).

Indiana Jones e o Templo da Perdição – 1984

Indy foge da China de avião e ao cair na Índia decide ajudar as pessoas dum vilarejo cujas crianças foram escravizadas. O nível de adrenalina continua ao máximo, no entanto o tom ficou mais sombrio. Destaco as comidas exóticas, besouros, sopa de  olhos, carne de cobras e o pior de todos cérebro de macaco (legal qualquer dia eu provo!).

Indiana Jones e a Última Cruzada – 1989

Desta vez o ator River Phoenix interpreta um jovem Indy e ficamos sabendo como surgiram suas marcas registradas (seu nome, chapéu e o chicote). Voltando  a ter os nazistas como vilões principais que queria obter o Santo Graal, cálice que foi usado por Jesus Cristo na última ceia.

A parte engraçada são as discussões entre filho e pai Dr. Henri Jones, vivido pelo ex-James Bond, Sean Connery. A cena em que o Dr. Jones espanta os pássaros na praia se não me engano tem algo semelhante num 007 feito por ele (só não lembro qual).

Indy é forçado a encontrar o Santo Graal quando um nazista atira em seu pai. E nosso herói precisa encarar armadilhas mortais para salvá-lo, pois o tempo é curto. Usando o diário do Dr. Jones Indy enfrenta o Hálito de Deus, a Palavra de Deus e o Caminho de Deus (cada uma contendo um enigma mais difícil e muito diferente).

E pra piorar no final quando consegue passar por todas as armadilhas ainda precisa encontrar o cálice sagrado em meio a diversos outros (se escolher o errado era morte na certa).

O carisma de Harrison Ford quando fez, Indiana Jones, ajudou a redefinir os filmes de ação durante os anos 80. George Lucas e Steven Spielberg deram a definição de algo que não existia antes (a expressão  “blockbuster”).

Indiana Jones é um herói que o realismo fantástico em que vive nos fascina e faz querer estar ao seu lado curtindo as mesmas aventuras. Só pra fechar, Indiana Jones serviu de inspiração pro surgimento da belíssima Lara Croft.

Veja na galeria abaixo algumas imagens que consegui do nosso querido aventureiro.

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Falando Sobre

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Tron: Uma Odisséia Eletrônica

Muito antes de nós sonharmos  que um dia poderia existir Matrix  que mostrava de forma incrível as aventuras de Neo pelo mundo virtual. Havia Tron: Uma Odisséia Eletrônica o filme é um expoente, porque marcou o uso de termos técnicos de informática na telona.

Algo bem á frente do seu tempo para a época, mas pra quem assiste com a visão dos filmes de tecnologia atual nota-se que Tron é  lento demais. A ação demora muito a acontecer, porém tornou-se cult por merecimento.

Suas imagens “digitais” que na verdade algumas delas não foram feitas no computador impressionam bastante. O filme é datado como década de 80 não tem como não prestar atenção a este fato, porque é uma parte inerente da trama.

Kevin Flynn (Jeff Bridges) é um programador e inventor de videogames muito proeminente que trabalhava na empresa Encom e foi despedido por Ed Dillinger (David Warner) que tomou seu lugar roubando suas ideias e ocupando o cargo que deveria ser seu (vice-presidente).

Flynn estava tentando hackear os arquivos da Encom querendo encontrar provas que incriminassem Dillinger. Através de um programa pirata chamado CLU, mas seu programa foi capturado pelo Master Control.

O Master Control é um programa que adapta todas as informações de qualquer outro software para sua memória tornando-se mais veloz e inteligente. O Master Control foi um programa criado por Dillinger para proteger a Encom, mas o programa transformou-se em uma inteligência artificial perigosa (com a intenção de invadir os servidores do Pentágono e controlar o mundo). E Dillinger acuado teve que ajudar MC nesta empreitada, pois caso contrário perderia seu cargo.

Kevin tinha dois amigos que ainda estavam trabalhando na Encom Alan Bradley (Bruce Boxleitner),  um programador que estava finalizando um software chamado Tron que iria analisar e controlar todos os processos do Master Control.

E a Dr. Loira Baines (Cindy Morgan) estava terminando um projeto que era uma máquina laser que transportava objetos do mundo material para o virtual.

Só que Dillinger havia cortado o acesso de todos os funcionários aos servidores da empresa. Fato que deixou Alan e Loira muito chateados indo procurar Flynn ajudando-o a invadir a empresa.

A loja do Flynn’s me lembrou a animação Detona Ralph, pois o Consertando Félix Jr. é um jogo que surgiu justamente na mesma época em que Tron acontece.

Quando Flynn estava hackeando os servidores da Encom foi detectado pelo Master Control que o capturou para a realidade virtual.

É neste momento que a aventura digital começa, pois há um mundo totalmente novo e diferente que vislumbramos. Repleto de luzes e formatos com tanques poligonais e motos que deixavam rastros de luz e principalmente uma arena aonde os programas tinham que lutar pela sua vida tipo gladiadores numa arena.

A parte interessante é que todos os personagens possuem um avatar no mundo virtual de Kevin é Clu um desbravador que sempre acredita no usuário. Enquanto Yori é de Lora também interpretada pela atriz Cindy Morgan. Já Alan é Tron que age como um nobre guerreiro típico da cavalaria medieval.

O Master Control tem a voz de Ed Dillinger que também interpreta o vilão Sark que domina como um ditador a “Grade”, o mundo virtual aonde a trama se desenrola. A missão de Clu, Tron, Lora e companhia é derrubar o tirano do poder.

Aqueles trajes florescentes unido ao estilo de luta antigo chamou minha atenção ainda mais quando um lutador tinha que lançar os discos para derrotar seu oponente (ser deletado é igual a morrer).

O que pude perceber é que mesmo num filme antigo com efeitos datados a aventura foi inovadora, mas Tron demorou a ser reconhecido justamente por causa de outro estrondoso sucesso E.T., O Extraterrestre que acabou ofuscando sua história.

Tron também equipara-se a Star Wars por terem históricos equivalentes, pois são filmes que abriram um precedente quando foram feitos.  Cada um mostrando seu ponto de vista e seguindo caminhos bem diferentes, porque Tron é uma viagem pelo mundo digital enquanto Star Wars uma saga espacial.

Pra quem quiser assistir Tron original vale apenas como conhecimento do mito.  Porque como já havia escrito antes é um filme lento, mas serve para entender melhor o que acontece na sequência.

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Tron: O Legado

Esta história de remake pra mim parece ser uma falta de perspectiva dos roteiristas em criar algo inteiramente novo, mas como dizia o velho guerreiro: “nada se cria tudo se copia”. Se na aventura original os “efeitos visuais” foram inovadores desta vez tornaram-se inesquecíveis graças ao uso do CGI.

A história começa nos conectando ao filme anterior com Kevin Flynn (Jeff Bridges)  na década de 80 narrando para seu filho Sam suas aventuras na Grade (que ele transformou num jogo de grande sucesso chamado obviamente de Tron).

Logo é mostrado na tela vários televisores antigos noticiando o sumiço de Kevin. Um fato que  provocou uma grande mudança na direção da Encom. E também na vida de Sam que foi morar com seus avós algo que me lembrou Peter Parker (que teve que morar com seus tios).

Então devido a este  acontecimento temos um salto de 25 anos na história. E Sam Flynn (Garrett Hedlund) tornou-se um especialista em tecnologia (um hacker – termo que não existia na época do longa original). Um bad boy que usa sua inteligência para sabotar a Encom empresa que seu pai ajudou a consolidar no mercado.

Logo por influencia de seu tutor Alan Bradley (Bruce Boxleitner) que havia recebido uma mensagem em seu pager (não sei porque guardou algo tão jurássico).

Na verdade a mensagem fora enviada por Clu, pois como Kevin havia se escondido há muito tempo. O vilão fez um ardil para encontrar alguém do mundo real e traze-lo pra Grade a fim de que seu criador saia da toca.

Então Sam caindo nesta armadilha decide ir até a loja Flynn’s  que está toda empoeirada e quando entra toca no jukebox um grande sucesso da década de 80 do Jorney é Separate Ways (worlds apart) que se não me engano está relacionada ao sumiço de seu pai.

Confesso que fiquei nostálgico, pois me fez viajar a uma parte da minha vida que estava começando a conhecer e gostar de música. Voltando, Sam se encontra  diante de algo realmente extraordinário quando acidentalmente é transportado pro mesmo mundo cibernético que seu pai visitava anos atrás.

Perdido na Grade Sam se vê tendo que aprender a lutar por sua vida e também procurar seu pai a fim de algumas respostas (como seu aparente abandono).

Clu que fora um herói na versão original agora é o vilão da vez. Vemos que a tecnologia em CGI  visualmente melhorou em vários aspectos (já que o vilão é feito de forma digital) com o rosto que Jeff Bridges tinha há 20 e poucos anos atrás (é algo estranho mais depois nos acostumamos com essa peculiaridade).

Desta vez Clu deseja exterminar os ISOS que são basicamente organismos vivos dentro do sistema (só que ele os enxerga como um vírus). De forma incrível Clu levou sua diretriz básica de “perfeição” a níveis que chegam a loucura extrema (vendo a imperfeição que há em nós seres humanos).

Seu alvo é o disco de Kevin que durante anos estava vivendo recolhido como um guru Zen. Após saber que dentro dele há uma forma dos programas da Grade se materializarem no mundo real deseja consegui-lo de qualquer maneira (para invadir e conquistar o mundo de seu criador).

Clu conseguiu formatar as memórias de Tron transformando-o no guerreiro implacável conhecido como Rinzler que detona todos os programas que enfrenta na arena.

Além dos efeitos especiais terem ficado amplamente maiores temos a presença da personagem Quorra (a bela Olivia Wilde), ela também é um ISO que Flynn salvou de ser executada pelos guerreiros de Clu. Quorra ajuda Sam a compreender a Matrix (quer dizer a Grade) e a voltar para o mundo real já que o portal não irá demorar para se fechar (e só pode ser aberto de fora pra dentro).

Bom, pra mim foi estranho ver que  Castor (Michael Sheen), dono da boate Fim da Linha, era uma mistura de Chapeleiro Louco com Willy Wonka (a versão de Johnny Deep). Ele queria aparecer mais que os outros atores do filme ficando aparentemente risível.

Fora isso chamou minha atenção a excelente trilha sonora composta pelo duo francês Daft Punk (fato que há até participação especial).

O Legado transformou a odisseia original num nível nunca antes visto, mas infelizmente devido ao final inconsistente não haverá nenhuma continuação (deu a entender desta forma pra mim).

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Super Séries

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A Ilha da Fantasia

A série foi produzida por Aaron Speling e Leonard Goldberg durando de 1978 a 1984 (num total de 157 episódios).

E nela temos o misterioso Sr. Roarke (Ricardo Montalban) que tinha o incrível poder de fazer nossos sonhos tornarem-se realidade.

Eu gostaria de passar minhas férias num lugar como este, mas sinceramente se eu fosse nunca mais pensaria em voltar.

Seu auxiliar era o pequeno Tattoo (Hervé Vilechaize) lembro que sempre ficava tocando um sino e gritando: “Olha o avião! Olha o avião…”.

Então o Sr. Roarke aparecia no cais para saudar os convidados depois explicava pro Tattoo como seria a fantasia de cada hóspede. Para descansar na ilha uma pessoa deveria desembolsar a quantia irrisória de apenas 50 mil dólares (eu consigo fácil-fácil esta grana).

A parte interessante é que em cada episódio tínhamos duas histórias acontecendo e normalmente os desejos sempre terminavam de uma forma diferente do que a pessoa imaginava (tirando uma lição de vida pra quando fossem embora).

Nunca foi explicado porque o Sr. Roarke tinha o poder de  fazer sonho virar realidade, mas a série conseguia me fazer viajar naqueles momentos (uma vez até sonhei que estava na ilha).

O ator Ricardo Montalban  interpretou outro personagem que tornou-se mito pros trekkers, o vilão Khan de Star Trek, série clássica. Benedict Cumberbatch caracterizou Khan de uma maneira tão singular que não consegui ver nele um vilão (apenas o aspecto humano de como eu enfrentaria aquela situação).

E Hervé Vilechaize deu muito trabalho pra James Bond, pois fez Nick Nack como auxiliar do Francisco Scaramanga, em 007 contra O Homem da Pistola de Ouro (o baixinho é muito nojento neste filme).

Muitos episódios tiveram a presença de atores conhecidos como Dick York e Dick Sargent, ambos fizeram James, marido de Samantha em A Feiticeira. E também Roddy McDowell, Sammy Davis Jr., Julie Newmar, Adam West entre vários outros.

A atriz Wendy Schaal interpretava Julie, a afilhada do Sr. Roarke e Lawrence (Christopher Hewett) que substituiu Tattoo na última temporada.

Uma história trágica e triste acompanhou a vida de nosso querido Tattoo, pois devido aos fato de seus órgãos internos crescerem igual ao de uma pessoal normal ( causando-lhe muitas dores). Infelizmente não aguentando mais o sofrimento Hervé Vilechaise se suicidou em 1993, mas antes escreveu um bilhete e gravou uma fita exibindo uma mensagem de despedida (o ator deixará saudade).

A Ilha da Fantasia foi exibida pela Rede Globo na década de 80 durante a noite.  E algum tempo depois a Rede Manchete reexibiu a série de madrugada.

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Desenho Antigo

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A Corrida Espacial

Esta animação teve inspiração em parte por causa do enorme sucesso de Star Wars, mas como estamos falando de Hanna-Barbera também notamos a influência de outro desenho clássico a Corrida Maluca.

Desta vez nossa aventura ocorre no espaço e além de alguns personagens conhecidos nossos como Zé Colméia, Tutubarão e Fantasmino. Também temos a inclusão de alguns personagens novos como Capitão Guapo, Pato Quack (esse era totalmente maluco) e o vilão da animação Falsão.

A Corrida Espacial era bastante acirrada e os competidores recebiam prêmios que pareciam muito bons mais que depois revelam ser uma furada.

Enquanto o Zé Colméia estava ao lado do Arrepio (infelizmente sem Catatau), Dom Quixote fazia parceria com o Pato Quack que parecia muito doido mais era quem dava duro na dupla, pois Dom Pixote só queria saber de moleza.

Na nave Garimpo tínhamos Kojeka que era auxiliado por Rita e Suzana, Tutubarão era acompanhado pelo cão Sherlocke e o pior de todos era o Poderoso  Falsão que tinha seu cachorro Trambique (na verdade eram muito parecidos com Dick Vigarista e Mutley).

Trambique tinha a mesma risada de Mutley (eles tentavam ganhar de qualquer jeito sempre trapaceando). E durante a corrida sempre se disfarçavam de Capitão Guapo e Branquinho posando de heróis para ajudar os participantes.

Mais na verdade sempre indicavam caminhos falsos ou faziam acordos escusos com outros seres-maus para que devorassem os heróis. Na verdade pra mim eram Falsão e Trambique que mais chamavam a atenção neste desenho.

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Herói

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He-Man e Os Mestres do Universo

Dizem as lendas que o famoso defensor de Etérnia surgiu primeiro como uma linha de action-figures da Mattel  feitos para o Conan, mas que por algum defeito teve que ser mudada. Então para poderem vender os brinquedos tiveram que lançar uma animação baseada neles antes e assim surgiu o nosso herói He-Man.

Quando o Príncipe Adam empunhava a espada e dizia: “pelos poderes de Greyskull… eu tenho a força!!!” transformava-se em He-Man um dos homens mais fortes do universo.   O herói musculoso é uma das várias séries animadas da empresa Filmation que fizeram a nossa alegria nos anos 80, mas naquela época eu já tinha notado que havia pouca diferença entre Adam e He-Man.

Podemos notar que o corte de cabelo era o mesmo, a massa muscular também e só mudava realmente as roupas, a entonação de voz e a cor da pele. É uma daquelas situações de lugar comum que só acontecem em desenho como o fato de um personagem (tipo Scooby-Doo e Salsicha ou Pernalonga e Patolino) usarem um disfarce capenga e ninguém perceber que são eles.

O vilão Esqueleto era estranho e funcionava mais como um bobalhão com aquela trágica frase: “você me paga He-Man” e não como os vilões que vemos atualmente mais capazes de fazer algo totalmente  assustador.

O Mentor me impressionava pela postura de cientista e inventor e por estar sempre disposto a dar um bom conselho. Nunca gostei do Gorpo, pois notava que aquele duende atrapalhava mais do que ajudava. Já a Teela me deixava fascinado pela sua atitude forte e acho que ela nutria uma paixão recolhida pelo He-Man.

A beleza da Feiticeira me chamava a atenção ainda mais com aquelas pernas de fora eu ficava bobo quando ela transformava-se num águia. Era muito engraçado ver o medroso do Pacato ser transformado no poderoso Gato Guerreiro sendo uma das partes que eu mais gostava.

O desenho animado foi marcante pra toda geração que assistiu a primeira versão mais também por causa de suas “peculiaridades”, pois todos os personagens tinham movimentos, lutavam, riam ou corriam da mesma forma. Ao final dos episódios ainda tínhamos uma moral da história para os “amiguinhos” de casa poderem aprender uma lição importante.

O sucesso foi tão grande que rendeu um filme nas telonas “Mestres do Universo” uma adaptação aonde o herói era interpretado por Dolph Lundgren no auge de sua forma física e Esqueleto por Frank Langella.

Na história Etérnia estava quase toda dominada pelas forças do mal, do Esqueleto e restava apenas o Castelo de Greyskull para ser invadido.  O Castelo era o último foco de resistência no planeta para que o vilão tomasse o poder.

He-Man, Mentor e Teela estão lutando para que isto não aconteça protegendo a Feiticeira para que seus segredos não recaiam nas mãos do mal. É importante lembrar que na época não havia muitos recursos tecnológicos como atualmente e a máscara do Esqueleto era muito estranha, tosca e feia.

O vilão consegue entrar no Castelo usando a Chave Cósmica, um aparelho que permite viajar pelas dimensões, criado pelo serralheiro e inventor Gwildor.

Quando Gwildor estava prestes a ser capturado pelo Esqueleto os rebeldes conseguem salva-lo e fugir com uma das chaves, pois a outra estava com o vilão.  Eles viajam para um local desconhecido chamado Terra mais exatamente numa cidade estranha chamada de Nova York.

Aqui em nosso planeta acabam perdendo a chave e precisam encontra-la rápido, porque Esqueleto junto a Maligna estão no seu encalço. Os guerreiros acabam conhecendo a moça Julie Winston (interpretada por uma jovem Courtney Cox em início de carreira) e seu namorado Kevin que acabam entrando no meio do fogo cerrado entre eles.

Lembro que na época achei as adaptações do personagens bem diferentes do que víamos no desenho. Mais  algo que ficou marcado em minha memória foi a Maligna (Meg Foster) que tinha um olhar que dominava as pessoas e mostrou ser uma vilã bem mais assustadora que o Esqueleto.

Esta adaptação é sofrível demais (parece uma versão Star Wars pobre) e muito longe do que estávamos acostumados a ver na telinha ficando na história como uma das piores adaptações de herói já vistas no cinema.

Ao término da animação de He-Man tivemos a de She-Ra, sua irmã gêmea só que do meu ponto de vista muito mais linda. A princesa Adora transformava-se na heroína pra defender o planeta Etéria das forças de Hordak (mais detalhes em Musas de Tinta, ok!)

Uma curiosidade que vale a pena mencionar é que He-Man teve dois roteiristas que depois de alguns anos tornaram-se muito importantes para nós nerds de plantão: Paul Dini e J. Michael Straczynski.

Em 1990 houve uma tentativa de atualizar o personagem com As Novas Aventuras de He-Man aonde nosso herói junto ao seu arqui-inimigo são transportados para o planeta Primus.

Desta vez tanto He-Man quanto Esqueleto demonstram um visual bem diferente do que estávamos acostumados a vê-los. Enquanto o loirão ficou mais esguio apresentando um rabo de cavalo o vilão estava mais futurista e com novos asseclas para comandar.

O grande detalhe era que He-Man não mudava para seu alter ego príncipe Adam aparecendo apenas como He-Man o tempo todo. Eu tive a chance de assistir a poucos episódios e não gostei de absolutamente nada do que vi.

A terceira sequencia do musculoso herói foi bem melhor desenvolvida com uma história mais consistente e elaborada. Nela no passado de Etérnia quem comandava eram os Anciões, um grupo de magos, e então o conquistador Keldor tenta tomar o poder.

Para proteger o planeta tinha os Defensores de Etérnia, comandados pelo Capitão Randor que durante uma luta acidentalmente desfigura o rosto de Keldor que em agonia foge para a Montanha da Serpente junto á suas tropas.

Então Mentor e a Feiticeira criam uma barreira mística para enclausurar Keldor e seus guerreiros na Montanha. Depois os Anciões temem que o mal volte algum dia e acumulam seu poder num globo que fica guardado debaixo do Castelo de Greyskull.

A Feiticeira é escolhida como uma guardiã do castelo. Alguns anos se passaram e Keldor retorna com o rosto desfigurado assumindo o nome de Esqueleto vindo buscar o poder dos Anciões e querendo vingança contra Randor que nesse meio tempo tornou-se Rei.

Para salvar o planeta de ser destruído o jovem príncipe Adam é escolhido para usar o poder do Globo Místico e transforma-se em He-Man. Desta série animada eu gostei, porque há uma diferença na aparência entre Adam um adolescente que ao virar He-Man tornava-se um adulto musculoso.

Essa mudança ficou bem melhor que a série clássica e foi um dos pontos positivos nesta versão. Outro foco foi uma temática mais adulta condizente com a época que a série ia pra telinha e vemos muitas cenas de ação impressionantes.

A empresa Matell usou a mesma estratégia de sempre lançar o desenho junto com action-figures que valem a pena ter em nossa estante.

Já estamos tendo boatos na web quanto uma nova adaptação do defensor de Etérnia. O novo longa que não tem atores definidos e nem data de estréia está sob os cuidados do diretor Jon Chu, de G.I. Joe: Retaliação.

Com os recursos tecnológicos que temos agora dá para fazer algo realmente decente vamos esperar pra ver se isso irá acontecer. Eu gostaria de ver Chris Hemsworth (Thor) no papel e quem você gostaria que fosse?

A DC Comics também está trazendo novas histórias do herói de Etérnia sendo escrita por James Robinson e com arte de Philip Tan trazendo uma nova abordagem para tudo que nós já conhecemos. Desejo que consiga boas vendas para talvez a Mattel e tragam uma nova versão visto que Thundercats foi um sucesso absoluto.

Veja na galeria abaixo algumas imagens de He-Man que consegui na web.

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Crítica

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Superman x The Elite

O Homem do Amanhã é um personagem antigo, pois  como tal teve que ser reformulado diversas vezes para continuar interessante.  Uma característica básica de sua imagem está na clara definição de “Verdade, Justiça e Modo de Vida Americano”.

  Infelizmente durante os anos 1990 amargou uma péssima fase,  por que logo após sua morte que vendeu muito e foi até noticiada na TV. Tivemos o período em que virou um ser elétrico dividido entre azul e vermelho que aliás considero um dos piores de toda trajetória do herói.

O declínio em suas vendas foi devido ao mercado editorial recheado de anti-heróis que culminou na queda de sua popularidade, pois o público ficou cansado do jeito escoteiro do azulão.

HQ 

E então surgiu em Action Comics 775, de 2001, “Olho por Olho”, com roteiro de Joe Kelly e arte de Doug Mahnke e Lee Bermejo.

No Brasil podemos vê-la na em DC 70 anos 1 – As Maiores Histórias do Superman. Como o título já diz reúne algumas das melhores histórias do kriptoniano.

A Elite é um grupo de supostos “heróis” liderados por Manchester Black. Seu estilo impiedoso de “atirar primeiro e perguntar depois” acabou conquistando o público e Superman teve que ensiná-los seu modo de resolver problemas.

E mesmo Superman tendo um currículo respeitável o grande público ficou ao lado da Elite e seu modo de fazer justiça. Claro que o herói ficou arrasado com tudo isso.

Num dos momentos mais impactantes o Homem de Aço resolve descer ao nível de seus antagonistas e brutalmente extermina  toda equipe (pelo menos é o que parece ser).

Esta HQ serviu como crítica a títulos de superequipes politicamente incorretas da época e agiu como resposta, por que reflete realmente a importância de Kal-El para a atualidade.

Pra mim é uma das melhores histórias do Homem de Aço de todos os tempos. E vale a pena ler a HQ para notar as diferenças postas na animação.

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 Animação 

Logo na abertura temos uma homenagem pros desenhos antigos do kriptoniano: Irmãos Fleischer, Filmation,  Ruby Spears e Superamigos. Como já disse antes o  Azulão  é um personagem antigo e acho que esta ligação é feita particularmente com esta abertura.

O herói  fica novamente em cheque quanto ao seu modo de agir e o que a sociedade pensa. Há uma analogia quanto esta correria do mundo moderno onde as pessoas desejam respostas rápidas para se sentirem melhor.

Vendo desta forma todos os conceitos da HQ foram bem abordados. Quero frisar que até a conversa que Clark têm com Jonathan na fazenda foi transposta para a animação.  Deram uma nova proposta  explorando  ainda mais o que foi visto nos quadrinhos.

Mantiveram a linha na qual Superman sempre serviu de exemplo para todos e esta sua posição é posta em cheque por Manchester Black e sua equipe. No entanto é examinando seu caráter e sua alma profundamente que vemos como o Super resolve seus problemas.

Não sei se a animação peca por ter um estilo cartunesco visto a densidade da trama, mas mesmo assim ainda é um dos melhores filmes animados da DC Comics com bons diálogos e ótimas cenas de ação.

Superman x Elite é uma história do Homem de Aço clássico para torna-lo convincente pra era moderna usando vilões que podem desafiá-lo e até vencê-lo numa luta.

Mas o Homem do Amanhã mantém sua integridade e crenças num mundo que não o valoriza, pois acredita do fundo de sua alma que a essência da humanidade é ser boa. E que as pessoas tem um potencial enorme para melhorar o mundo desde que você acredite nisso, pois basta abrir os olhos e enxergar da maneira como ele vê.

Como curiosidade será que alguém mais notou que as câmeras que Manchester Black usa são parecidas com naves de Star Wars? Pra quem não viu reparem novamente nas cenas que surgem durante a animação.

 

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Imagens

Super-Homem

Você já deve ter visto esta clássica  imagem acima, não é? Mais pra quem não conhece, ela é a mais emblemática da maxissérie Crise nas Infinitas Terras, que redefiniu o UDC na década de 1980.

No entanto esta não é única, pois a imagem original surgiu em Space Adventures #24 (julho de 1958).

Podemos constatar que ao longo dos anos surgiram várias versões homenageando a edição com os personagens: John Carter, Surfista Prateado, Lois Lane, Batman, Hulk, Nuclear, Star Wars entre outros

Veja na galeria de imagens abaixo sobre o que estou comentando

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