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O Super-Herói Americano

É uma óbvia paródia ao Superman misturando super-herói,  comédia e drama. A série  foi criada pelo lendário produtor Stephen J. Cannell.

Sendo lançada em 1981 pela rede americana ABC e por incrível que pareça aqui no mesmo ano nós assistimos pela TVS (atual SBT).

Dizem as lendas que a DC Comics processou a Stephen J. Cannell Productions por causa do uniforme ser uma cópia do Superman e do Flash, mas a editora perdeu a causa.

Durante a segunda temporada houve um outro processo no qual alegaram que os poderes do professor eram idênticos aos do kriptoniano e a editora ganhou a causa (a solução foi criar novos poderes para Ralph).

Algo muito significativo pra mim é a música “Believe it or not”, interpretada por Joey Scarbury que tornou-se inesquecível conectando minha memória afetiva a série.

Na história o professor Ralph Hinkley (William Katt) estava com problemas em sua vida pessoal. Porque além do recente divórcio ainda lutava pela guarda de seu filho Kevin nos tribunais.

Então em seu primeiro dia de aula resolveu levar um grupo de alunos problemáticos para um passeio que tinha como tema geologia no deserto. Só que durante a viagem o ônibus quebra no meio da estrada e Ralph decide descer para buscar ajuda.

No meio do deserto depois de muito andar consegue encontrar um carro no qual estava o agente especial do FBI Bill Maxwell (Robert Culp), pois teve que parar ao atropelar o professor.

Felizmente Ralph sofreu ferimentos leves, mas Bill ficou desacordado. Um fato estranho aconteceu já que o carro do agente parecia ter força própria e não funcionava mais.

Exatamente pouco tempo depois aparecem luzes no céu e eles queriam deixar o carro e fugir, mas as portas são travadas deixando-os presos no carro.

Em seguida descobrem que as luzes eram de uma nave alienígena que se comunica com eles através do rádio incumbindo-os de uma missão para salvar o planeta Terra ( de uma destruição causada pelos próprios seres humanos).

E então Ralph recebe uma caixa com o uniforme vermelho e a capa preta que lhe concederia superpoderes, mas o professor perde o manual de instruções. Sendo a partir desta infelicidade que a série tornou-se memorável pra mim.

Ao vestir o uniforme Ralph podia voar, ter super força, visão de raio x, ser imune a balas, invisibilidade, telecinese, supervelocidade  entre outras habilidades. Mais teve que aprender a utiliza-los com muita força de vontade e de forma atrapalhada.

Nos primeiros dias após ganhar a roupa Ralph estava com  receio quanto seu uso para assumir uma identidade heroica. Então uma vez preso no trânsito Ralph encontrou-se atrasado para estar na audiência da guarda de seu filho.

E num ato de puro desespero criou coragem vestindo o uniforme notando que estava cometendo uma loucura e ao sair voando todo estabanado bateu de cabeça num prédio.

Conclusão acabou ficando desacordado, foi preso pela polícia e pior perdeu a guarda do filho para sua ex-mulher. Isto era o que me deixava mais triste, pois dava pra perceber que Ralph fazia de tudo pelo garoto, mas como era desajeitado demais sempre se encrencava.

Uma vez ao tentar voar não estava  conseguindo nada e um menino que assistia a tudo tranquilamente pede para que faça igual ao Superman dar três passos e saltar. Então Ralph aproveita a dica conseguindo galgar os céus , mas se enrolou todo voando desequilibrado e sem controle nenhum.

Aliás a graça era realmente essa, pois ao tentar usar seus poderes Ralph batia num muro, parede ou até outdoors. Geralmente o herói era um desastre absoluto, mas conseguia resolver os problemas que surgiam.

Quando Max descobriu os poderes do “pijaminha” pede a Ralph que o auxilie nas suas investigações só que de maneira discreta. Isto acabou consagrando o agente que não tinha uma fama muito boa com seus superiores antes do professor surgir.

A parte interessante eram as constantes discussões entre Ralph e Max para qual seria a forma ideal de usar o uniforme. Enquanto Ralph queria realmente ajudar as pessoas em contrapartida Max desejava obter um lucro pessoal e isto acabava gerando algumas brigas, mas ao decorrer das aventuras eles tornaram-se grande amigos.

Outra coisa boa era nos momentos em que Ralph precisava se “transformar” em super-herói, pois demorava um tempão para trocar de roupa. Sendo num beco,  banheiro ou atrás de alguma coisa sempre surgia alguém para pega-lo no flagra (tendo que  justificar de qualquer maneira aquela roupa vermelha).

Ralph ganhou uma namorada a bela advogada Pam Davidson (Connie Selleca) que estava cuidando de seu divórcio (formando um trio no combate ao crime). E mais tarde eles romperam o relacionamento, mas acabaram reatando e casando.

Seu filho Kevin (Brandon Williams) reaparece a partir da segunda temporada já como adolescente, mas ele não sabe de nada quanto ao uniforme. Permanecendo o segredo guardado entre Pam e o agente Bill.

O Super-Herói Americano é uma série que deixou muita saudade por abordar um tema aonde os heróis sempre são mostrados como altivos e poderosos. Mais Ralph era uma pessoa comum que de repente viu sua vida se transformar drasticamente ao ganhar o uniforme alienígena. E pra piorar ainda mais situação sem o manual de instruções teve que penar se esborrachando várias vezes para aprender a usar seus poderes especiais.

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 Em 1986, o produtor Stephen J. Channell criou uma continuação da série a rede ABC aprovou o projeto, mas William Katt recusou voltar ao papel que o tornou famoso.

Surgiu a ideia de substitui-lo por uma protagonista mulher na nova série Greatest American Heroine e teve até um episódio piloto gravado. Só que o projeto não foi aprovado pelos executivos da emissora sendo infelizmente engavetado.

A série teve um total de 43 episódios divididos em três temporadas que foram exibidos de 1981 até 1983 nos Estados Unidos. Stephen J. Cannell é famoso por produzir algumas séries televisivas de muito sucesso da década de 80 como Esquadrão Classe A e Anjos da Lei.

Na web há vários sites que disponibilizam a venda desta saudosa série clássica que deixou saudade no coração dos fãs.

Fonte de pesquisa, InfanTV e MSH.

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Esquadrão Classe A

The A-Team foi um inesquecível seriado que fez um sucesso enorme lançado originalmente pela rede americana NBC em 1983.

A série foi escrita por Stephen J. Channel e produzida por Frank Lupo. Só pra constar Stephen é responsável pelo sucesso de alguns seriados televisivos como por exemplo: Baretta, O Super-Herói Americano, Tiro Certo, Anjos da Lei, O Homem da Máfia entre outros.

Na trama durante o final da Guerra do Vietnã, o esquadrão formado por integrantes das Forças Especiais americanas foi acusado de assaltar o Banco de Hanói. A acusação é injusta, pois o crime foi encomendado por seus superiores.

Devido a morte deles na própria base do Vietnã nunca conseguiram provar sua inocência.

Após serem condenados e presos conseguem escapar de um presídio de segurança máxima (tornando-se foragidos). E para sobreviver agem como “Soldados da Fortuna” ajudando todos que necessitam com suas habilidades especiais.

A base da equipe ficava em Los Angeles eles usavam um Furgão da General Motors preto para se locomoverem que ficou muito famoso na época (virando até brinquedo).

O Esquadrão Classe A era formado pelo: Coronel Hannibal (George Peppard), além de líder e estrategista da equipe. Ele adorava fumar charutos e sempre estava agindo disfarçado quando necessário.

Tenente Cara-de-Pau (Dirk Benedict), era responsável pelos suprimentos e equipamentos deles. Faz o tipo paquerador, mas por ser boa pinta geralmente se dá bem com as mulheres.

Sargento Bosco Barracus, chamado de B.A. (Mr. T), além de pilotar o Furgão é o mecânico deles e por ser muito forte resolve todas as brigas que luta. A parte engraçada é que B.A. adora beber leite e detesta voar (tem um verdadeiro pavor disso).

E por último temos o Capitão Murdock (Dwight Schultz), um maluco interno do hospital psiquiátrico de veteranos de guerra (em toda missão tinha que ser resgatado de um sanatório). Murdock é o piloto de fuga do esquadrão, pois utiliza suas habilidades nos helicópteros e aviões.

A parte engraçada é que o B.A. odeia voar sendo sempre dopado quando precisam ir nesse tipo de missão. O sargento odeia o Murdock ficando muito irritado quando fala do seu “cão imaginário”.

Há também a jornalista Amy Allen (Melinda Culea) que se junto ao  esquadrão após uma missão de resgate no México. Sua especialidade é providenciar pesquisas importantes pras missões.

Sendo responsável pela rede de contatos pra garantir que o Esquadrão tenha tudo que for necessário pra agir. Amy ajuda a equipe a se safar de muitas encrencas durante as missões.

Pra contratar o esquadrão era preciso falar com um velhinho numa lavanderia que era simplesmente Hannibal disfarçado (ele analisava a situação).

Então o grupo era informado da missão agindo pra defender inocentes seja num esquema de proteção, capturando bandidos, resgatando reféns ou até solucionando crimes.

Fora dos padrões convencionais o seriado era divertido por que os planos de Hannibal nunca saiam conforme havia planejado, mas no final de alguma maneira tudo ia bem.

Sempre no término de uma missão Hannibal dizia: “Adoro quando um plano dá certo”.

É lógico que pra isso acontecer a equipe se virava improvisando muito gerando uma confusão desgraçada.

Como nem tudo eram flores o esquadrão ainda precisava fugir, pois eram perseguidos primeiro pelo Coronel Lynch. E depois pelo Coronel Decker armando várias situações pra fazerem ambos de bobos e assim poderem fugir.

Quando passou pela primeira vez na telinha o Esquadrão Classe A foi exibido de noite pela antiga TVS (atual SBT).

Depois de alguns anos migrou pra Rede Globo passando de tarde na Sessão Aventura (início dos anos 90).

Foram mostradas 5 temporadas de Esquadrão Classe A  distribuídas num total de 98 episódios e terminando em 1987.

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Esquadrão Classe A – Quadrinhos – 1983

Quando a série ainda estava recente na telinha foi lançada uma linha de revistas da equipe.

A Marvel Comics aproveitou o sucesso da série mostrando o Esquadrão.

Foram apenas 3 edições, durando apenas 1 ano, mas havia uma enorme equipe trabalhando nas revistas. Desde John Romita, Mike Esposito, Jim Mooney, Brian Moore, Alan Kupperberg, Marie Severin entre outros.

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Esquadrão Classe A – Filme – 2010

Havia uma promessa de um filme da equipe desde o final da série. Um boato que estava acontecendo desde anos 90, mas foi algo que realmente demorou pra acontecer.

O Esquadrão Classe A foi produzido por Stephen J. Cannell, Ridley Scott e Tony Scott. E Joe Carnahan esteve a frente do roteiro e também da direção.

Na trama o Coronel Hannibal Smith (Liam Neeson), Cara de Pau (Bradley Cooper), B.A. Baracus (Quinton Jackson) e Murdock (Sharlto Copley) são ex-combatentes das Forças Especiais. Tendo que agir numa missão secreta envolvendo fasificação de dólares pro governo americano.

O problema é que a Tenente Sosa (Jessica Biel), ex-namorada do Cara de Pau persegue a equipe implacavelmente atrapalhando a missão.

Tendo inspiração no antigo seriado televisivo é um ótimo filme, pois respeita aquilo que vimos antigamente. Mais a melhor parte é que conseguiram inovar tornando-a mais atual.

Esquadrão Classe A é um excelente entretenimento, pois seu roteiro não é complicado, as atuações estão convincentes, temos uma boa trilha sonora e o efeitos especiais são absurdamente espetaculares.

O filme quando chega no final deixa margem pra uma continuação (que infelizmente não aconteceu). Só que as cenas mostradas são tão divertidas e alucinantes que por mim merecia sim ter uma sequência.

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