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Batman: Através dos Tempos

Batman Forever 1995 RŽal : Joel Schumacher Nicole Kidman

Batman Eternamente (Batman Forever) – Joel Schumacher (1995)

Esqueça o que havia sido bem feito por Tim Burton nos dois primeiros filmes e prepare-se pra tomar um assusto no que aconteceu neste longa.

Infelizmente Michael Keaton não quis retornar ao personagem e também Tim Burton ficou apenas como produtor. Na verdade os executivos da Warner acharam seu personagem violento, muito sombrio e pesado demais para o público infantil.

Então tomaram a decisão de reiniciar com um novo diretor só que a emenda funcionou pior do que o soneto. O que não dá pra entender se Joel Schumacher havia feito bons filmes como Tempo de Matar, Os Garotos Perdidos, Por Um Fio entre outros, porque detonou com Batman?

Pra mim posso apenas supor que os executivos da Warner realmente atrapalham quando se metem em algum filme (já que não entendem nada de super-heróis mesmo).

A introdução ao filme é até boa, pois logo nas primeiras cenas temos Bruce (Val Kilmer) vestindo o uniforme e pegando suas batquinquilharias. No momento em que anda pela caverna podemos ver a nova versão do Batmóvel. Eu detestei este carro, pois ficou colorido demais mostrando como seria a maior parte do longa.

Voltando, ao vermos Batman inteiro na tela logo aparece Alfred (Michael Gough) perguntando ao herói se queria um lanchinho.

Aliás é justamente nesta parte que tentaram demonstrar que tratava-se de uma versão diferente de Tim Burton. Gotham City estava colorida com fachadas em neon e repleta de luzes (vemos isso até no figurino de uma gangue que Dick enfrenta).

Então Batman pega seu carro e parte rápido em direção a cidade. Não entendi, porque surge de repente pulando dos céus para deter o Duas Caras que estava mantendo um refém no banco de Gotham. E ao ser recebido pelo Comissário Gordon (Pat Hingle) a Dra. Chasey Meridian (a bela Nicole Kidman), uma especialista em dupla personalidade dá descaradamente encima do Morcegão.

O herói sai de repente, deixa a moça falando sozinha e vai se engalfinhar com o vilão (vai entender). A grande diferença do Batman de Val Kilmer para o anterior é a agilidade nas cenas de combate (que sinceramente ficaram “só” um pouco melhores).

A mudança de atores quanto a Harvey Dent ficou estranha, pois antes havia o ator  Billy Dee Williams que até teve participação na série animada usando sua aparência. Sendo substituído por Tommy Lee Jones que demonstrou a dualidade do personagem mesmo o roteiro não ajudando.

Só que não dá pra aturar seus risos que parecia querer imitar o Coringa de algum modo, pois nos gibis ele não dá risadas é totalmente sério (doentio mesmo).

Quando Bruce faz uma visita de inspeção em sua empresa conhece o outro futuro vilão da trama Edward Nigma (Jim Carrey) e deu logo pra notar que era um gênio, porém intelectualmente instável.  O filme todo vemos Carrey fazendo suas caras e bocas roubando a cena do Morcego e infelizmente sua atuação cansa de tão repetitiva.

Num momento a Dr. Meridian aciona o batsinal apenas pra chamar a atenção do herói. Fato que até consegue, mas Gordon aparece pra atrapalhar o clima (ô cara chato).

Após o Duas Caras invadir o circo e fazer de reféns todos na platéia aconteceu um fato muito estranho enquanto rolava a apresentação dos Grayson Voadores.

Bruce Wayne diante de várias pessoas e tomado pelo desespero disse que era o Batman e ninguém ouviu. Não sei se pra mim o absurdo maior era ele contar abertamente sobre sua identidade secreta ou notar que “ninguém” ouviu aquilo (me deu uma raiva).

Principalmente, porque Bruce nos quadrinhos não revelaria sua identidade assim tão fácil (foi imperdoável pensarem numa besteira tão grande).

Não vou negar que a perda trágica de Dick mostrando como seus familiares morreram (a cena é até impactante). Só que nos quadrinhos o vilão era um tal gangster chamado Zucco que mandou sabotar o circo e aqui temos o Duas Caras que simplesmente atirou pro alto.

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A única coisa de relevante mesmo neste filme foi mostrar a queda de Bruce na caverna (fato que também temos em Batman Begins) e sua reconstituição da perda dos pais como foi vista na edição Batman: Ano Um.

Não deu pra aturar também a Dr. Chasey Meridian ficar num chove não molha entre Bruce e Batman parecendo uma cópia inferior de Lois Lane e sua antiga paixão platônica pelo Super.

É engraçado constatar que Batman pula de alturas grandes,  desce sem problema algum de lugares altos sem se machucar e não planando como vinha acontecendo na franquia de Chris Nolan.

Não consegui aturar estas mentiras brabíssimas, pois são furos que infelizmente não deu pra deixar passar estragando nossa aventura pelo filme. E pra piorar ainda teve a infelicidade de mostrar o bumbum do herói na tela, blarg!!!

Algo que havia me esquecido era presença de Drew Barrymore que participou desta canoa furada (toda sexy vestida de branco). Ela era Sugar uma das belas ajudantes do Duas Caras enquanto a outra Spice foi interpretada por Debi Mazar.

Em Batman Eternamente os vilões novamente conseguiram se sobressair mais do que o ator principal. Já que Val Kilmer não conseguiu demonstrar nenhuma expressão diferente  em todas as suas aparições.

A única salvação deste longa foi ver Nicole Kidman que estava linda e provocante sendo lançada ao estrelato de forma merecida por sua beleza.

A história é ruim por não ser consistente, os efeitos são razoáveis, porque em muitos momentos podemos notar que soam falsos e as interpretações são péssimas deixando muita saudade do que vimos anteriormente.

O resultado final é um filme horrível demonstrando que supostamente quiseram fazer uma história do Morcegão. Eu ia até me esquecendo deste detalhe Chris O’ Donnell tinha dado uma entrevista dizendo que não conhecia o Robin.

Sua participação serviu apenas pra chamar atenção do público feminino (seria melhor que nem participasse sua versão bad boy é chata pra caramba).

Se você quiser se arriscar assista por sua conta e risco (depois não diga que não avisei).

O que era ruim nesta produção só ficou pior no que veio depois Batman & Robin (dá dor de cabeça só em lembrar).

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Batman: Através dos Tempos

Batman O Retorno

Batman- O Retorno (1992)

Após o estrondoso sucesso do filme anterior a Warner pensou  numa continuação. Mantiveram Tim Burton na direção e Michael Keaton também.

A premissa básica era a mesma mantendo um visual totalmente gótico (e uma fotografia inspirada no expressionismo alemão).  Podemos notar que a produção evoluiu consideravelmente, pois se nos gibis seu uniforme era cinza (na franquia de Burton tornara-se negro).

Dizem as lendas que teríamos a participação do Robin (ainda bem que deixaram de lado). Outra história é sobre a atriz Annette Benning que fora cogitada pro papel de Mulher-Gato, mas teve que recusar devido a sua gravidez.

A Warner caprichou na superprodução inserindo 80 milhões no filme (tivemos novamente a venda de vários batbugingangas).  Batman – O Retorno arrecadou mais de 260 milhões de dólares.

A marca registrada desta versão são os efeitos especiais e a maquiagem (que receberam indicações ao Oscar). Tim Burton exigiu a Danny DeVito que não comentasse nada sobre sua maquiagem para ninguém.

Pra mim isto é algo chato mais a preocupação da Warner era exatamente o tom sombrio da trama, pois era um produto voltado para o público infantil. Ainda bem que não infantilizaram tudo como fizeram na franquia posterior.

Algo interessante que vemos logo no início do filme são os pais do Pinguim que ao tentarem se livrar do filho (que nasceu deficiente). A atmosfera sombria é vista em suas roupas negras enquanto vemos outros casal com roupas normais (junto a neve branca).

Ao jogarem o carrinho no rio (livrando-se do estorvo) vemos a sequencia de imagens escuras nos esgotos e depois os créditos iniciais do filme.

Infelizmente a preocupação com Michael Keaton continuou, pois tiveram que arranjar uma  armadura (para definir seu corpo) e mostrar um Morcegão atlético.

Novamente quem rouba a cena são os vilões, pois tanto o Pinguim quanto a Mulher-Gato são memoráveis. Danny DeVito mostrou alguém ávido para ser aceito pela sociedade (querendo a qualquer custo brilhar ao sol).

Já a bela Michelle Pfeiffer  demonstrou em Selyna uma personalidade frágil, solitária, desastrada e desamparada, mas ao sofrer um trauma transformou-se radicalmente. Sua Mulher-Gato é instigante, sexy e altamente manipuladora.

A imagem mais marcante e inesquecível foi aquele beijo-lambida no Morcegão (também temos a explosão da loja em que diz: “miau!”). Transformando-a justamente por seu traje colante num objeto de fetiche (lembrado até hoje) principalmente pelas modelos cosplayers nas convenções de quadrinhos.

O grave problema de Tim Burton foi sua falta de controle nas cenas de luta (e na lentidão do filme), porque é demorado demais.

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O Filme

O inescrupuloso milionário Max Schreck (Christopher Walker) sofre chantagem para transformar o repugnante Pinguim (Danny DeVito) em prefeito de Gotham City. O vilão devido ao seu sentimento de rejeição deseja fazer toda Gotham City pagar por tudo que amargou no passado.

Nos esgotos o Pinguim foi criado pelas aves que usam seu nome.  E depois de algum tempo foi adotado por um casal circense sendo tratado como uma atração (a aberração chamada de Garoto Ave Aquática).

Selina Kyle era uma secretária esforçada até descobrir os podres segredos de seu chefe Max Schreck que prefere silenciá-la para sempre. Só que ao invés de morrer a pobre moça surta ganhando uma outra personalidade. E então surge a sensual, poderosa e magnífica Mulher-Gato que almeja vingança.

Num plano de destruição conjunta os vilões se unem para tocar o terror em Gotham, mas Batman surge para impedí-los. A Mulher-Gato torna-se um interesse romântico e também uma arqui-inimiga do herói (deixando-o  totalmente encantado com ela).

Pra ser sincero a Mulher-Gato rouba o filme, pois não há como falar da ladra sem comentar a atuação perfeita de Michelle Pfeiffer.

Mesmo com todos os seus erros (o próprio Bob Kane reclamou disto na época) e péssima atuação de Michael Keaton.  Batman – O Retorno é um daqueles filmes feito com maestria. E sinceramente é muito melhor que a franquia de Joel Schumacher.

Fonte de Pesquisa: Wikipédia e MSH.

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Batman: Através dos Tempos

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Batman: O Filme (1989)

O Homem-Morcego já faz parte de minha história, pois quando fui ao cinema assisti-lo com meu amigo Dênis em Madureira (subúrbio do Rio) quase não conseguimos entrar.

Lembro que a fila para o antigo cinema Madureira 1 (que já não existe há muito tempo) estava grande chegando no Pólo 1. A sessão ficou tão lotada que vi o filme sentado na escada (e mesmo assim valeu a pena).

Eu já havia lido Batman: O Cavaleiro das Trevas, mas na época não sabia da importância do gibi. Tim Burton era um diretor famoso, porque havia feito Os Fantasmas se Divertem.

Em 1989 o Cruzado Embuçado estava comemorando seu cinquentenário e o sucesso deste filme ressuscitou a batmania, pois seu merchandising vendeu vários produtos.

Entre as batbugigangas tivemos botões, tênis, bonecos, toalhas, camisetas, bonés, miniaturas do Batmóvel (eu tive uma) e por incrível que pareça até batsutiãs.

Batman reinaugurou a era do cinema de quadrinhos, porque o primeiro foi Superman (1978). Durante os anos que se seguiram ao filme do kriptoniano tivemos diversas produções do gênero, mas só o Morcegão fez um estrondoso sucesso.

A produção começou em Londres (1988) e ficou marcante a reclamação dos fãs pela escolha de Michael Keaton. Pelo ator ser baixo e não ter o queixo “quadrado” (característica marcante do herói).

Haviam várias especulações na época por causa da escalação do ator, pois as pessoas tinham medo que houvesse um remake da versão televisiva, de 1966.

Tanto que ainda chiaram pela batarmadura utilizada na trama, porém notei que seu Batman estava na medida certa sisudo, introspectivo e acima de tudo solitário. E sem sombra de dúvidas a representação magistral de Jack Nicholson do Coringa superou a do ator principal.

Lembro quando assisti As Bruxas de Eastwick comentei que Jack Nicholson lembrava demais o Coringa  depois tal fato realmente aconteceu.

Apesar do longa ter sido feito em 1989 podemos notar que ambientação dos personagens nos remete a década de 1940. Mostrando realmente ser uma homenagem ao universo original do herói.

Algo que eu não me recordava era a música Batdance (numa batida que mistura funk e  música eletrônica), pois Prince havia composto também uma trilha sonora exclusiva para o filme. Me lembrei quando revi no Video Collection da MTV sobre o cantor.

A música mostra diversos bailarinos vestidos de Batman, Coringa e Vicki Vale. Prince foi um dos maiores cantores da década de 1980. Formando o quarteto ao lado de Michael Jackson, Madonna e Cindy Lauper que mais emplacaram hits naquela época.

O filme custou 35 milhões de dólares considerado um valor muito alto no período.  E arrecadou 251 milhões apenas nos Estados Unidos. Este sucesso do longa  inaugurou a era dos blockbusters no cinema (algo que não existia antes).

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O Filme

Mesmo depois de tanto tempo a música-tema de Danny Elfman (ex-Oingo Boingo) continua a ser impactante e maravilhosa. Somos introduzidos na atmosfera sombria quando as cenas vão mostrando o símbolo por ângulos até mostrar-se total na tela.

Gotham City é uma cidade extremamente escura e perigosa. Logo os pais de um menino tentam conseguir um táxi, mas acabam entrando numa rua errada. E são assaltados por uma dupla de meliantes que depois no alto do prédio conversam sobre o “morcego”.

A primeira aparição de Batman é assustadora abrindo a capa como se fossem realmente asas. Porém um dos ladrões atira no Homem-Morcego que cai abruptamente.

E quando se levanta combate de forma rápida e segurando o bandido que pergunta: “o que é você?”.  O herói diz a frase clássica que eu não me cansava de repetir: “sou Batman”. Pulando do prédio em seguida e deixando o ladrão atônito ao notar que o Morcegão sumiu (ao invés de estar espatifado no chão).

O repórter Alexander Knox (Robert Whul) está com uma péssima reputação por correr atrás da história da “lenda urbana” do morcego. E então recebe a visita da fotógrafa Vicki Vale (Kim Basinger)  que esteve em Corto Maltese (referência ao personagem de Hugo Pratt).

E fala que viajou até Gotham para descobrir mais sobre algo que adora morcegos.

É na festa beneficente na Mansão Wayne que temos o vislumbre da caverna (quando Bruce está na frente do batcomputador).

Ainda temos  o veterano Jack Palance (Carl Grissom) que descobre a traição de sua namorada Alicia (Jerry Hall) mandando Jack Napier para uma emboscada na Axis Chemical.

Quando a fábrica é invadida pelo detetive Eckhardt (William Hootkins) e sua equipe de policiais corruptos vemos a origem do Coringa (como na HQ A Piada Mortal).

A mudança no rosto de Napier só ajudou a aflorar uma personalidade que já existia. Quando Napier atira no chefão Grissom dando-lhe vários tiros é realmente o Coringa que nós vemos (não é a toa que fez mais sucesso que o Morcegão).

A parte boa é que mantiveram a principal característica do herói (um homem sombrio e atormentado por sua trágica perda).

É interessante ver também que Batman  age de maneira teatral e notar que as pessoas se assustam diante da presença do herói. E foi a partir deste filme mostrando que o Morcego some de repente que foi adotado seu M.O. na versão animada.

Uma das melhores coisas deste filme não é  a beleza de Kim Basinger ou o Batman assustador e muito menos o psicótico Coringa. Mais o maior objeto de consumo de qualquer fã.

O Chevrolet Impala  customizado que tornou-se no Batmóvel com uma turbina de foguete na parte traseira (conectado aos elementos sombrios do filme). Lembrando o clássico da série televisiva dos anos 1960 (inesquecível).

Batman, de Tim Burton trouxe novamente o foco para o Morcegão agregando vários fãs (e algumas críticas ruins) para o universo gótico do herói.

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Crítica

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Batman Lego: O Filme – Super-Heróis se Unem

Logo na abertura temos uma introdução tanto na música tema quanto ao símbolo do filme de Tim Burton, de 1989. Eu já havia visto a capa deste DVD  na locadora, mas nunca quis pegar pra assistir.

Foi meu pai quem trouxe para meu filho e depois desta introdução. Notei que na direção estava Jon Burton (talvez seja algum parente do outro diretor) então, parei pra poder dar uma espiadinha. Pra dizer a verdade eu pensei que não iria gostar desta animação (ainda bem que me enganei).

A parte realmente boa é que puseram os dubladores da animação da Liga da Justiça sendo que as vozes são velhas conhecidas nossas. Fiquei boquiaberto com a grandiosidade dos cenários que ficaram perfeitos (dando uma veracidade as cenas).

Tenho que afirmar que Batman Lego é voltado pro público infantil introduzindo-os no universo dos heróis, mas nós marmanjos podemos nos deliciar com sua abordagem leve e clássica do bem contra o mal.

A animação é excelente buscando nos mínimos detalhes explorar as sutilezas entre as diferenças de personalidade dos personagens.

Bruce Wayne é um filantropo, Batman age de maneira rápida (sendo um tanto rabugento), enquanto  Robin comporta-se num misto de Burt Ward com Chris O’Donnel (reagindo como um menino mesmo)suas falas são as mais engraçadas.

O Superman aparece precedido de um estrondo no ar junto com sua música tema, de 1978. E tem aquele ar de escoteiro bonzinho que quer ajudar a “todos”, porém Lex Luthor detesta tanto Bruce Wayne quanto ao kriptoniano.

Na história quando Lex tenta se candidatar a presidência precisa retirar Batman e Superman do caminho para conseguir seu intento. Quando o Coringa está preso no Asilo Arkham (que aparece como na versão do game) vemos Clark Kent num boletim televisivo (lembrando que o herói também trabalhou na TV  durante os anos 1970).

E então Lex ajuda o Palhaço do Crime a escapar usando o Desconstrutor (arma que desmonta objetos pretos brilhantes) libertando também alguns vilões. É uma das melhores cenas aonde vemos todos os vilões com carros e motos tentando fugir do Asilo.

Descobri que o dublador do Charada é o mesmo do Patolino em O Show dos Looney Tunes. No momento em que os vilões tentam fugir do Arkham (todos possuem algum veículo), mas são perseguidos pelo Morcegão. A intenção é vender os carros e outras bugingangas que aparecem mais eu gostei de tudo.

Quando Batman pega a kriptonita vemos o Sr. C usando o Desconstrutor e desmontando o Batmóvel (uma versão do filme de Tim Burton) deixando o herói com cara de bobo. Só que o Morcego não sabia que levava consigo uma falsa kriptonita.

Então vemos Lex e Coringa encontrarem a Batcaverna e ao sair dela descobrem que fica sob a Mansão Wayne, mas nem desconfiam que Batman e Bruce Wayne possam ser a mesma pessoa.

E isso pegou mal, pois Lex é um dos vilões mais inteligentes do UDC. Era só juntar 1+1 que daria pra elucidar a identidade secreta do Morcegóide. Talvez o roteirista não quisesse levar pra este ponto mais pra mim foi um furo tremendo.

Uma coisa interessante foi quando mostrava o prédio da Lexcorp após a destruição da Batcaverna. A câmera vai andando pelas dependências da empresa e esbarra no rosto de um funcionário.

E na parte em que os melhores do mundo falam com a recepcionista ela parece Kitty Kowalski (Parker Posey do filme de 2006). Quando Superman e Batman estão no elevador a música ambiente é o tema do Homem de Amanhã no que ele diz que conhece e o Morcego fala: “eu não escuto música”.

Logo outro funcionário sobe perguntando sobre o resultado de um jogo o Superman responde e o Batman diz: “eu não acompanho esporte.”  Então o que Batman faz nos momentos de folga? Será que nunca relaxa?

Outro fato que chamou minha atenção foi a versão da LJA que dá nome ao título Super-Heróis se Unem. O Lanterna Verde (Hal Jordan) segura o anel na mão e o Avião Invisível da Guerreira Amazona é feito de Lego transparente ficou muito maneiro.

Perto da conclusão Lex e Coringa usam um mecha robô, mas são derrotados quando toda a Liga entra em ação. Ajax fica monitorando o satélite (dizendo até algumas piadas) e a versão desta Liga está conectada a nova formação (mostrada nos Novos 52).

Bom, no final temos o vilão Brainiac demonstrando que esta aventura “talvez” possa ter uma sequência. E pra dizer a verdade seria uma ideia sensacional. Aconselho pra quem é fã assistir, pois é uma diversão garantida.

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Meu Texto

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Carros que Nunca Terei

Desde que me conheço por gente eu ficava fascinado com os  carros de ficção mostrados na TV. Infelizmente ainda não sei dirigir, mas pretendo que isto seja um fato que logo acertarei.

Desde os primórdios do cinema o carro figura como um objeto de desejo e ao longo das décadas a tecnologia vai aprimorando ainda mais o quatro rodas.

Dos carros convencionais aos futuristas todos têm o seu preferido. Se eu tivesse muito dinheiro e uma garagem enorme, visto que infelizmente não tenho nenhum dos dois, guardaria réplicas destes maravilhosos carros nela.

Já falei do lindo Lotus Spirit de James Bond que vira um submarino no filme O Espião que me Amava. Acho até que serviria bem quando chover demais alagando as ruas do Rio. Não teríamos problema algum para chegar em casa ou no trabalho, porém não é só esse carro que não sai da minha memória.

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Se Meu Bug Falasse – Wonder Bug

O carro mais antigo que lembro é o da série  Se Meu Bug Falasse.Tudo começa num ferro velho com os planos dos colegas  Susan (Carol Anne Seflinger) e Barry (David Levyem) CC (John Anthony Bailey) de comprar algum carro bem baratinho para fazerem um papel legal na turma.

O carro que acharam foi tão barato que ainda  sobrou dinheiro  para dar uma incrementada e os três  saem à procura de peças pelo ferro velho.

Susan encontrou uma velha buzina que deveria ter pertencido a um calhambeque, mas eles não sabiam que esta buzina era do carro de um velho circo e que era mágica, a ponto de quando  tocada dava ao carro super-poderes e ele podia  voar e até conversar com os três amigos.

Não sei exatamente quando eu assistia, mas lembro que claramente do bug transformado num carro novo.

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Match 5

O jovem Speed tentava ser o maior corredor do mundo, mas seu pai Pops não queria deixar por causa do sumiço de seu filho mais velho, Rex Racer. No entanto não teve jeito Speed decidiu correr e Pops que era um ótimo mecânico havia inventado um carro especial o Match 5.

Viajando ao redor do mundo abordo daquele carro maravilhoso Speed Racer combatia diversos vilões e tinha na Equipe Acrobática um excelente adversário. Speed não sabia que o Corredor X era na verdade seu irmão desaparecido.  Além da sua bela namorada  Trixie, ainda haviaas confusões de seu irmão caçula, Gorducho aprontando ao lado do macaco Zequinha que garantiam a diversão durante os episódios.

O anime de Speed tinha muitas cenas emocionantes de perseguição, socos e tiros. E a parte mais interessante era ver o Match 5 em ação, pois o carro podia saltar obstáculos, serrar arvores para atravessar florestas, funcionar como submarino e ter um cockpit a prova de balas simplesmente incrível.

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De Lorean

Vindo diretamente de 1985 surgiu no filme De Volta para o Futuro o De Lorean que desaparecia velozmente deixando um rastro de fogo quando viajava no tempo.

O carro foi adaptado pelo excêntrico Dr. Emmet Brown (Christopher Lloyd) e seu amigo o jovem Marty McFly (Michael J Fox)acaba viajando “acidentalmente” para os anos 50, criando várias e divertidas confusões no primeiro encontro entre seu pai e mãe.

Eu assisti ao primeiro De Volta na TV e fui ao cinema para ver suas continuações. Considero a segunda parte como o melhor filme desta franquia inesquecível, pois o grande mérito de De Volta para o Futuro é explicar algo complexo como viagem temporal de forma simples e divertida. Na verdade temos a nítida impressão que todos os filmes são uma coisa só.

Fato que realmente aconteceu entre o segundo e o terceiro  sendo gravados de uma única tacada. Agora que estamos chegando em 2015 parte do realismo fantástico da obra não acontece (o skate voador), mas De Volta para o Futuro é magnífico na riqueza de seus detalhes ou em efeitos especiais que até estão defasados para a atualidade, no entanto ainda me fazem adorar a consistência de seu roteiro e pelo De Lorean voador um dos meus carros prediletos.

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Batmóvel – 1966

O seriado do Batman, feito em 1966 foi um dos meus primeiros contatos com o universo do Cruzado Embuçado que assisti na TVS (atual SBT).

O estilo visual repleto de onomatopeias logo na abertura (POW! SOC! E CRASH!), é algo que nunca esqueço. Batman e Robin respectivamente Adam  West e Burt Ward sobem pela mesma batcorda pelos prédios de Gotham.

Além disso  o Comissário Gordon (Neil Hamilton) tinha um telefone vermelho  que mantinha uma linha direta com o Morcegão. A série tinha participações especiais dos atores que interpretavam os vilões César Romero (Coringa), Burgess Meredith (Pinguim) (que anos depois fez o treinador do Rocky Balboa), Frank Gorshin (Charada) entre outros.

O batseriado tinha um narrador ao final dos episódios que sempre terminava dizendo: “não perca mais um bat-capítlo, nesse mesmo bat-horário, nesse mesmo bat-canal” ou então  “será que este será o fim de nossos heróis?” com este gancho eu estava no outro dia ansioso para ver o que aconteceria no episódio.

Naquela época já não gostava do Robin com aquela expressão de santa-não-sei-o-que pra lá e pra cá a todo momento. Ainda mais depois que ele estragou o beijo que Batman e a linda Mulher Gato iam dar num determinado episódio que não lembro qual é agora.

Mesmo naqueles psicodélicos anos 60 o seriado Batman ajudou a consolidar o status do herói como um ídolo pop. A abordagem cômica feita pros personagens é seu triunfo, é claro, que atualmente não funciona mais, porém fica como nostalgia.

Para alguns é algo que até deveria ser esquecido, mas pra mim e´ uma série incrível que iniciou a minha carreira de fã do Homem Morcego e dela surgiu mais um dos meus carros prediletos o Batmóvel.

O lendário Batmóvel é um acessório tão crucial quanto a bat-corda ou o cinto de utilidades do herói. Na verdade o Batmóvel conta com as mais variadas versões desde sua concepção original de 1940. No entanto o carro em questão é baseado no Lincoln Futura sendo radicalmente modificado, parecendo uma mistura de cauda de tubarão com asas de morcego, para ficar como aparecia no seriado.

Assim que nossos heróis desciam pelos Bat-postes da Mansão Wayne, subindo no Batmóvel, e na arrancada, a câmera sempre mostrava a turbina em close, entrando em funcionamento imediato (graças às baterias atômicas!), com direito a fogo e fumaça, além do inconfundível som. Minha vontade era estar ali curtindo as aventuras  com Batman e dirigindo aquela máquina maravilhosa.

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Herbie

Surgido no filme Se Meu Fusca Falasse, de 1968. Herbie é um simpático carrinho que exibe o n° 53 em seu capô. Além da cor branca, é dotado de vida própria, com uma incrível inteligência e personalidade. Eu fiquei loucamente apaixonado por aquele fusca, justamente, por seu inegável carisma.

Quando o corredor Jim Douglas (Dean Jones) é dispensado pela sua escuderia por estar além da idade ele se deparou com um Fusquinha desprezado pelo dono de uma revendedora. Esse Fusca que lhe é vendido por uma funcionária de confiança da agência mudou para sempre as suas vidas.

Em gratidão o pequeno carro lhe dá diversas vitórias, acabando com a maré de azr do piloto, que inicialmente não entende que foi o fusquinha que ganhou as corridas.

Porém, aos poucos ele entende que o carrinho é o principal responsável pelas vitórias e decide correr sempre com ele. Mas ambos terão que lutar contra um rival, que usa toda espécie de golpes sujos para derrota-los.

Ambos estavam desolados e o que vemos é uma história de amizade entre um homem e seu veículo. Foi o meu querido Herbie que me abriu os olhos para os carros da ficção e eu gostaria de ter um fusca totalmente parecido com ele.

No Brasil o fusca já foi e ainda é um dos carros mais populares  que já vi. Tanto que existe o Dia do Fusca, que ocorre no dia 20 de janeiro, sendo, em vários centros urbanos, comemorado com eventos e festas por amantes e colecionadores deste modelo.

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K.I.T.T

Outro carro especial pra mim é a Super Máquina uma série que também foi exibida na TVS. Ela contava as aventuras de Michael Knight (David Hasselholf) abordo de K.I.T.T. em aventuras repletas de ação.

K.I.T.T. é um Pontiac Trans Am muito lindo  construido com uma liga molecular que o torna indestrutível, a prova de fogo e balas,  dotado do computador que fala que é parte mais inesquecível e comanda todas as funções do carro.

A frase “um homem pode fazer a diferença” torna Michael Kinght um herói tipo um cavaleiro andante dos dias atuais. Rumando pra onde tiver mais necessidade e sempre resolvendo as situações.  Dentro de K.I.T.T. um automóvel praticamente imbatível levando nossa imaginação pela estradas as quais percorre.

Sim, eu adoraria ter um K.I.T.T. em minha garagem mesmo que ficasse reclamando sobre minha exagerada coleção de carros.

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Batmóvel – 1989

A batmania voltou ao auge por causa do filme Batman, de 1989, dirigido por Tim Burton que trouxe de volta ao foco o tema super-herói.

 O Homem Morcego estava completando 50 anos e a visão do seriado de 1966 ainda era muito recente. Além de que adaptação de super-herói feita com sucesso era apenas mérito de Richard Donner.

A versão de Burton está mais enraizada no que lemos nas HQs e conseguiu com maestria trazer o trauma psicológico de Bruce para a telona.

Ghotam City é uma cidade grande, sombria, gótica e perigosa. Lembro que houve muita chiadeira por conta de Michael Keaton ter sido escolhido para viver Bruce Wayne/Batman, principalmente pelo uniforme tipo armadura.

Mas pelo que pude ver o ator conseguiu na época dar todo o drama que o herói precisava. E Jack Nicholson roubou a cena com seu exagerado e louco Coringa. Além é claro da beleza  estonteante de Kim Bassinger como a bela repórter Vick Vale.

O maior mérito desta franquia é ter feito um dos carros mais lindos da ficção. E não falo somente, por que é o meu preferido e sou um bat-fã assumido, mas pelo design arrojado apresentado.

O Batmóvel de 1989 foi construído a partir de dois Chevrolet Impala num visual que realça ainda mais o estilo gótico das primeiras aventuras do herói nas telonas.

O sombrio bólido ficou marcado pela enorme turbina colocada de forma central na dianteira aliando força bruta com estética e o carro possuía uma carroceria bem acentuada. Este batmóvel tem um design bastante inovador do qual sou um fã ardorosamente declarado.

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Optimus Prime

Os Transformers são organismos cibernéticos altamente evoluídos que numa guerra secular entre Autobots e Decepticons acabam  destruindo quase que totalmente seu planeta natal Cybertron.

 Sem quase nenhuma reserva de energia e estando a beira da extinção os Autobots partem em busca de sustento em outro lugar e são perseguidos por seus inimigos.

Em sua  eterna luta ambos caem na Terra no tempo dos dinossauros e milhares de anos depois são atualizados e adaptados para nossos dias.

Na série animada dos Transformers, de 1984, Bumblebee era um fusca amarelo totalmente sem graça, mas no filme o simpático robô está disfarçado num Camaro caindo aos pedaços que logo depois vira um Camaro Concept novinho em folha que fez um estrondoso sucesso. Bumblebee perdeu a capacidade de falar, mas consegue dialogar com seu dono através da música.

Na verdade o meu preferido da animação sempre foi o  Optimus Prime. Sua liderança complacente, segura, confiante e atitude de  guerreiro como grande estrategista me chamaram atenção durante o filme de Michael Bay.

Então este é o carro que gostaria de ter em minha garagem se pudesse, o caminhão Peterbilt 379 com pintura de chamas Optimus Prime.

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Máquina do Mal

Tudo começava quando o narrador dizia: ” aqui estão os volantes mais birutas do mundo para realizar mais uma Corrida Maluca. Numa disputa do título de “Volante mais biruta do Mundo” e aí eles se alinhando…”

Era desta forma que iniciava A Corrida Maluca um dos melhores desenhos da Hanna-Barbera. Os corredores usavam tudo que seu veículo proporcionava para fugir dos obstáculos da  corrida, mas sempre de maneira limpa e esportiva, exceto por um competidor, Dick Vigarista.

Suas armadilhas eram tentativas de atrapalhar os outros competidores para que pudesse de forma desonesta ganhar a corrida, mas sempre se metia em confusão e tudo terminava da pior maneira possível. O  cãozinho Mutlley seu fiel comparsa ajuda em todas as armações e quando Dick se dá mal ouvimos sua inconfundível risadinha sarcástica.

Dick Vigarista nunca conseguiu ganhar uma corrida.  Conquistou o primeiro lugar na corrida da Cidade Fantasma, mas foi desclassificado pelos juízes por trapacear na chegada.

O veículo de n° 00, a Máquina do Mal também é um carro que eu gostaria de ter na minha garagem.

Isto fica infelizmente só no campo da imaginação, porque são os carros dos meus sonhos. Estas máquinas são as mais impressionantes que algumas mentes geniais puderam conceber.

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HQ

Batman Especial: O Cavaleiro das Trevas

Aproveitando a esteira do sucesso de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge  esta edição serve quase como um prelúdio do que viria a seguir na reformulação do Morcegão nos Novos 52.

O roteirista David Finch é o responsável pelas tramas mais psicológicas e drasticamente com altas cargas emocionais que já pude acompanhar nos quadrinhos do Cruzado Encapuçado atualmente.

Dawn Golden foi a primeira paixão do pequeno Bruce Wayne e a história por um lado evoca o passado infantil e inocente do herói. Quando Bruce descobre que a socialite está desaparecida  reage sob o capuz do  Morcego para salvá-la.

Vemos então uma forma desesperada de “tentar” manter esta infíma parte de sua antiga vida intacta, justamente, a época em que seus pais ainda estavam vivos.

Na trilha Batman acaba se deparando com alguns de seus piores inimigos: Crocodilo e Pinguim deflagrando confrontos impactantes. A parte mais interessante está no plano das forças demoníacas de tomar o nosso plano de existência e de como querem chegar a concretizar tal ação.

A presença de  Etrigan que outrora foi um demônio poderoso e agora está num constante conflito mental com Jason Blood tornam a ameaça demoníaca mais assustadora. Porque ele sucumbe a uma súcubo chamada Blaze e as suas encantadoras falsas promessas.

Esta HQ  mescla terror da maneira mais sombria possível e sendo  assim acaba por destruir definitivamente todo esse passado de BW.  Mostrando um desfecho trágico como têm sido na maioria das vezes na trajetória do herói.

Curiosidade:

Há uma diferença no símbolo peitoral do Morcegão parecendo até  uma característica de algum uniforme antigo. É estranho notar que para um Cavaleiro das Trevas que se esconde nas sombras algo tão brilhante fica muito chamativo.

Dá para pensar que  numa cidade sombria Batman mesmo agindo de maneira taciturna é a única luz em Gotham City.

A personagem Mira que parece ser uma hacker muito inteligente têm em seu quarto plantas do Batmóvel que nesta versão ficou num misto do filme de Tim Burton (1989) com um tanque.

Batman Especial: O Cavaleiro das Trevas

Publicada em: agosto de 2012

Editora: Panini

Roteiro: David Finch

Arte: David Finch e Jason Fabok

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