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Homenagem

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Tio Phill

Faleceu o ator James Avery , que interpretava o engraçado Phillip Banks, da série Um Maluco no Pedaço ou no original The Fresh Prince of Bel-Air.

Nela tínhamos Will Smith como protagonista que morava de favor na casa do tio. As situações giravam em torno da convivência do recém-chegado primo destrambelhado com a família rica.

O ator tinha, 65 anos de idade, e fez  uma cirurgia no coração, porém infelizmente morreu devido a complicações decorrentes deste procedimento.

O Tio Phill era um advogado proeminente que conseguiu se destacar na sociedade e lutou muito para tornar-se juiz. Sempre tirando Will e seu filho Carlton de algumas enrascadas, mas ensinando belas noções de como ser um homem decente.

Na série Will tinha um pai ausente, mas seu tio ocupava este lugar sempre estando ao seu lado mesmo pra dar alguma lição de moral. Havia sempre alguma piada quanto ao seu peso e como hobby Tio Phill gostava de músicas dos anos 70.

Infelizmente perdemos um ator talentoso  que deixará muita saudade pela forma espontânea de trabalhar. Agora podemos apenas nos alegrar com sua participação na série que o tornará eterno.

Quero apenas desejar de todo meu coração que James Avery descanse em paz.

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Crítica

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Depois da Terra

M. Night Shyamalan é um diretor de altos e baixos bem discrepantes.  Começou com o inteligente, O Sexto Sentido, no qual Cole Sear (Haley Joel Osment) tinha o poder de enchergar os mortos. Um filme perturbador, pois seus amiguinhos faziam-no sofrer diversas vezes. Até que teve seu tratamento com Malcolm Crowe (Bruce Willis), um psicólogo infantil que havia “perdido” a esposa recentemente.

O que vemos então é de arrepiar e intrigar qualquer um, pois ao mesmo tempo que tenta ajudar o garoto Malcolm descobre sobre si mesmo. Lembro que na época fiquei estupefato com as cenas, principalmente com a revelação do final.

Depois veio Corpo Fechado, que conta a história de David Dunn (Bruce Willis) o único sobrevivente de um acidente que vai descobrindo aos poucos ser um super-herói como lemos nos gibis.

Isto foi somente graças a intervenção de Elijah Price (Samuel L. Jackson) que desde pequeno sofre com uma doença óssea degenerativa (tornando-se um grande fã de quadrinhos).

Ele descobre o segredo de David e de maneira incrível a dinâmica do filme nos conduz a uma história em quadrinhos da vida real (antes  de cogitarmos a existência da série Heroes). Corpo Fechado é uma história de amor aos gibis mostrada de uma forma surpreendente.

Só que em Sinais acabou errando a mão quando revelou que haviam alienígenas invadindo a Terra. Enquanto  manteve o suspense da presença era até assustador e prendia minha atenção, mas a falta de realidade nos efeitos especiais deixaram a desejar.

E pra piorar ainda sugeriram que o Brasil fica no México, mas também outro erro desastroso é mostra-lo na Argentina. Infelizmente os americanos não consultam um mapa da América do Sul pra descobrir onde o país fica (vamos fazer o dever de casa primeiro?).

Infelizmente nunca vi A Vila e a Dama da Água pra comentar, porém pelo que pude entender também não ficaram consagrados.

Bom, chega de enrolar e vamos ao que interessa Depois da Terra tem uma premissa até batida, pois um futuro apocalíptico da Terra já explorado diversas vezes.

Na história após 1000 anos, uma grande catástrofe aconteceu após esgotarmos todos os recursos naturais para nossa subsistência. E assim tornou nosso planeta um lugar hostil forçando os humanos a se refugiarem no planeta Nova Prime.

O General Cypher Raige (Will Smith) é um condecorado militar sendo chamado de Fantasma por simplesmente não demonstrar medo. O inimigo é uma raça animal criada por alienígenas chamada de Ursa sua função exterminar é seres humanos.Ursa ataca o ser humano ao farejar nosso medo (na verdade é bem surreal mais deixa pra lá).

Quando o GeneraL retorna ao lar depois de um longo tempo de ausência encontra seu filho Kitai Raige (Jaden Smith), um adolescente que tenta a todo custa sair da sombra de seu condecorado pai, mas acaba seguindo seus passos.

O fato de Will Smith já ter trabalhado com Jaden nos presenteou com Á Procura da Felicidade, uma história simplesmente emocionante de sobrevivência, persistência e dedicação de um pai por seu filho.

Aqui o assunto muda um pouco de contexto, pois é pura ficção científica.  Não se engane o que vemos acontece de geração pra geração (de pai pra filho).

Esqueça as imagens tecnológicas e concentre-se na verdade, porque Depois da Terra é uma metáfora sobre conflito de gerações (a autoridade paterna e de como preparar seu filho pra realidade do mundo que o cerca).

Após sua nave cair na Terra num pouso desastroso notamos que nosso planeta está totalmente alterado. Cypher precisa de cuidados médicos e manda o menino buscar ajuda pelo planeta inóspito (detalhe a Ursa está viva).

A atuação de Will Smith valoriza seu personagem sendo bem convincente balanceado entre o emocional e o militar. Infelizmente  Jaden Smith nem sempre consegue mostrar a carga dramática necessária soando falso e perdido em alguns momentos.

Mais pai e filho devem aprender a cooperar juntos para escapar da morte. Depois da Terra não é um filme  inesquecível ou espetacular, pois seu desenvolvimento fica variando entre drama, suspense e uma pretensa lição de moral.

Depois da Terra conseguiu provar que Jaden viverá por muitos anos sob a sombra de Will, pois precisará ralar muito para chegar ao seu patamar.

Servindo apenas como uma aventura fantástica e entediante num possível futuro apocalíptico que a humanidade caminha a passos largos para tornar realidade.

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Crítica

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Homens de Preto 3

Eu conheço Homens de Preto apenas da franquia cinematográfica, mas na verdade a história original surgiu nas HQs criada por Lowel Cunningham e publicada pela Aircel Comics (que depois virou Malibu Comics e recentemente foi comprada pela Marvel).

Ainda me lembro do primeiro longa, de 1997 ao qual fui assistir no cinema e fiquei bastante envolvido com sua visão de ficção científica misturada com ação e altas doses de humor. E a música-tema Men in Black que toda vez que revejo não sai da minha memória.

Depois teve Homens de Preto 2, em 2002 aonde havia apenas mais do mesmo, pois o roteiro não foi tão inspirado quanto ao filme original. As piadas não conseguiam realmente empolgar, por que pareciam uma piada morna do primeiro filme.

E depois de 10 longos anos será que valeria a pena um outro filme da franquia?

Sim digo que valeu á espera, por que  Barry Sonnenfeld manteve com perfeição a mistura de ação e comédia. E mesmo o tema de viagens no tempo ser batido e recorrente foi muito bem aproveitado, principalmente, na forma engraçada como J (Will Smith) tem que dar um salto para ir ao passado.

A trama inicia quando o vilão Boris, O Animal  viaja 40 anos  no passado e apaga  o agente K (Tommy Lee Jones) da existência. O futuro da humanidade está nas mãos do agente J, pois só ele se lembra de K e têm que viajar também no tempo para salvar seu amigo.

O pano de fundo desta vez foi o ano de 1969 quando o homem pisou na Lua pela primeira vez. Ainda hoje temos discussões de que este fato realmente não aconteceu, pois há uma certa teoria da conspiração dizendo que o renomado diretor Stanley Kubrick fez um vídeo sobre a suposta ida á Lua.

Deixando a teoria de lado destaco o colorido da ambientação da época. Pra mim  o que ficou bem legal era como as pessoas enxergavam os monstros de ficção científica que ficaram exatamente bem caracterizados.

Outra coisa que me chamou a atenção foi colocarem Andy Harhol (Bill Hader) e sua Factory repleta de hippies aonde misturavam humanos e aliens. Neste momento  fiquei na duvida quem era quem afinal de contas?

Só achei que faltou um choque cultural maior da parte de J por estar naquela período.  Foi algo pouco explorado, mas que não ficou tão importante no que foi mostrado.

Josh Brolin fez um agente K jovem memorável, sinceramente, esteve na medida certa com os aspectos  de quem vivia na época e mantendo todas as características de sua versão futura.

Jemaine Clement (Boris, O Animal) fez um vilão assustador que achei que poderia até distoar naquele contexto, mas sua atuação ficou dentro da temática leve do  filme.

De tudo que aconteceu em Homens de Preto 3 a parte mais interessante foi o carismático personagem Griffin (Michael Sthulbarg) que explicava como funciona as viagens no tempo e como ele enxerga  a conexão de tudo que acontece ao nosso redor. Estamos todos conectados num nível impressionante e isso foi dito de maneira inteligente e simples no filme.

Quase no final  temos uma passagem pra saber como “tudo começou”  tornando a cena forçada tipo água com açúcar e um tanto piegas, porém não estraga o que foi proposto até ali.

Homens de Preto 3 pode fechar com maestria a franquia se assim desejarem é lógico. A impressão deixada quando cheguei ao final do filme era tão boa que dava vontade de vê-lo de novo, justamente, como no primeiro longa.

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HQ

Avante Vingadores! #53 – Capitão América: Um Homem Fora do seu Tempo

Esta é uma das melhores HQ que li ultimamente, pois ela define como o homem Capitão América é, age e pensa. A narrativa demonstra fatos da vida do personagem em anos diferentes desde 1945, durante 1960 (quando foi revitalizado por Stan Lee Jack Kirby) e até aos dias atuais.

Temos a noção de como Steve vê o mundo mesmo tendo perdido fatos importantes da história recente.

Em, “Giro”, Steve Rogers representa o verdadeiro espírito americano principalmente o pós 11 de setembro visto com a arte de Jason Latour.

A parte Um acontece em 1945 mostrando diferenças de quando o Capitão desperta nos dias atuais, pois no desenho dos Vingadores em Nova York há uma estátua em homenagem ao Capitão e Bucky,  como foi  visto no episódio: Lenda Viva. E nesta HQ tem outra estátua em homenagem aos Vingadores originais (aparentemente sem o Hulk) também em Nova York.

O rosto do ator Will Smith aparece na TV, mas suponho que o presidente que está no Salão Oval seja Barack Obama, porque infelizmente não quiseram desenhá-lo, talvez seja pra dar importância ao herói e não a pessoa real.

Na parte quatro o Capitão está no Cemitério Nacional de Arlington pensativo. Quando Thor chega Steve desabafa sobre Bucky não ter uma lápide esculpida em sua memória.

Então Thor fala francamente sobre morrer como um verdadeiro guerreiro e literalmente esculacha Steve Rogers é simplesmente magnífico.

Entre idas ao passado, pensamentos e divagações de uma vida que não viveu, a liderança de campo dos Vingadores. Aqui temos uma linda HQ com boas histórias do início ao fim sobre Steve Rogers, o Capitão América: Um Homem Fora do seu Tempo.

 
 
 

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